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Dorival Caymmi é homenageado com lançamento de EP digital

dorival caymmi EP

Por Fabian Chacur

Há exatos 107 anos, nascia Dorival Caymmi (1914-2008), um dos nomes mais importantes da história da nossa música popular. Como forma de marcar essa data, a Warner Music está disponibilizando nas plataformas digitais o EP Os Anos Continental, reunindo cinco gravações raras lançadas originalmente pelos selos Continental e Columbia entre 1940 e 1941. O projeto idealizado pelo jornalista e pesquisador Renato Vieira conta com uma minuciosa remasterização do áudio, tornando a audição ainda mais prazerosa.

Temos aqui os primeiros registros lançados de três dos maiores clássicos do repertório do genial cantor, compositor e músico baiano. O Mar conta com o acompanhamento de Radamés Gnattali e Orquestra, enquanto É Doce Morrer No Mar (esta escrita em parceria com o escritor Jorge Amado) e A Jangada Voltou Só mostram Caymmi no melhor estilo voz e violão, esbanjando classe e talento.

Balaio Grande surpreende por ser um raro caso em que ele interpreta uma composição sem ser de sua autoria, no caso de Osvaldo Santiago e Jorge de Lima. É uma canção curiosa, pois se encaixa feito luva no conceito duplo sentido, que não associaríamos de imediato a ele. Essa Nega Fulô completa o material, sendo que estas duas canções contaram com a parte instrumental executada por Benedito Lacerda e Orquestra.

Balaio Grande– Dorival Caymmi:

Nana Caymmi: suas deliciosas “canções para novelas de TV”

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Por Fabian Chacur

Nana Caymmi é uma cantora de personalidade forte. Embora não seja uma compositora de ofício (só tem uma composição em seu currículo, Bom Dia, parceria com o ex-namorado Gilberto Gil), é daquelas que não grava nada que não a agrade, e que não tenha sido escolhido com critério e bom gosto. Uma boa prova é Nana Novelas, coletânea que reúne 15 músicas de seu repertório que integraram trilhas de novelas e minisséries globais. Quer algo mais popular do que uma novela global?

No entanto, nenhuma dessas gravações cai no popularesco ou na vulgaridade que algumas canções selecionadas para embalar romances ficcionais possuem. Nada disso. Quando uma gravação da filha de Dorival Caymmi é escolhida, o selecionador sabe que terá em mãos um registro de alta qualidade artística, com belas letras, melodias caprichadas e interpretações daquelas que vem do fundo da alma, sem concessões ao sentimentalismo barato.

O bacana é que Nana tem como tema básico de seu repertório as idas e vindas do amor, um dos setores mais explorados pelos artistas de viés comercial. Em seu caso, ela dá um tratamento classudo ao romance, ao olho no olho, aos suspiros no portão. Difícil ouvir uma interpretação dessa carioca nascida em 29 de abril de 1941 e não ficar com lágrimas nos olhos, pois ela sabe tocar no nervo daqueles corações apaixonados.

O repertório de Nana Novelas traz músicas de trilhas de novelas lançadas pela Globo entre 1977 e 2010. Não coube tudo. Então, maravilhas do porte de Beijo Partido e Doce Presença, por exemplo, ficaram de fora. O consolo é que nenhuma das que entraram pode ser considerada como bicona nesse reino de maravilhas sonoras. Não há um único acorde aqui que não possa proporcionar prazer aos enamorados.

Temos bolero, bossa nova, samba canção e MPB,com arranjos inspirados que vão da utilização de orquestras a momentos intimistas. Duas faixas são duetos, uma com Erasmo Carlos (Não se Esqueça de Mim, de Roberto e Erasmo Carlos), outra com Chico Buarque (Até Pensei, do próprio Chico, cuja presença na faixa não foi creditada no CD).

Só tem autor craque aqui. Milton Nascimento e Ronaldo Bastos (Cais, de arrepiar até zumbi), Ivan Lins e Vitor Martins (Mudança dos Ventos), Agustin Lara (Solamente Uma Vez), Gonzaguinha (De Volta ao Começo), Tom Jobim (Só Em Teus Braços), Aldir Blanc e Cristóvão Bastos (Suave Veneno e Resposta ao Tempo), João Bosco e Aldir Blanc (Quando o Amor Acontece), papai Dorival Caymmi e Carlos Guinle (Não Tem Solução)…

Só faltou um pequeno, porém importante, detalhe para que Nana Novelas merecesse uma nota dez com louvor. O encarte possui apenas quatro páginas, trazendo só o nome das músicas, os autores e de que trilha sonora de novela ou minissérie cada gravação fez parte. Como forma de valorizar o produto físico, a publicação das letras das canções e um texto contextualizando as gravações seria essencial. Apesar disso, trata-se de um disco para se ouvir suspirando de felicidade.

Cais– Nana Caymmi:

Danilo Caymmi relê com pura classe a obra de Tom Jobim

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Por Fabian Chacur

A carreira discográfica de Danilo Caymmi começou em um disco do seu pai, Dorival Caymmi, o antológico Caymmi Visita Tom (1964). Nele, teve a primeira oportunidade de trabalhar com Tom Jobim. Era o início de uma parceria que se estreitaria a partir de 1983, quando o flautista e cantor passou a integrar a Banda Nova, que acompanhou o Maestro Soberano em discos e em inúmeros shows pelo Brasil e pelo mundo.

Tom foi decisivo na carreira de Danilo, ao incentivá-lo não só a cantar, mas como a assumir a tonalidade natural de sua voz. O artista carioca que completará 69 anos no próximo dia 7 de março faz uma bela viagem no universo de seu mentor no CD Danilo Caymmi Canta Tom Jobim, que acaba de ser lançado pela Universal Music.

A capa do CD possui uma diagramação que lembra a dos álbuns Tide e Wave, do homenageado. A faixa Estrada do Sol traz uma belíssima participação especial da cantora americana Stacey Kent. Em deliciosa entrevista exclusiva concedida por telefone a Mondo Pop, ele fala do disco, do seu relacionamento com Tom e muito mais.

Mondo Pop- A primeira gravação da sua vida foi no álbum Caymmi Visita Tom, gravado por seu pai com a participação de Tom Jobim. Quais as recordações que você tem dessa experiência?
Danilo Caymmi– Meu pai era muito amigo do Tom. A ideia desse disco surgiu do produtor Aloysio de Oliveira. Lembro que eu estava mais preocupado com a prova de Química que faria (risos). Tocava flauta há poucos meses, era muita responsabilidade, o Dori e a Nana (seus irmãos, que também participaram do álbum) também eram muito novos. A gravação de Saudade da Bahia tem um contracanto do Tom incrível. Ele respeitava muito o meu pai. Esse disco contou com grandes músicos, é um trabalho maravilhoso.

Mondo Pop- Como surgiu a oportunidade de você entrar na Banda Nova, que se tornou o grupo de apoio do Tom a partir de 1983?
Danilo Caymmi
– O Tom estava meio parado no Rio, e foi chamado para fazer um show na Áustria, na cidade de Viena. O Paulo Jobim, seu filho e meu amigo, me chamou para participar da banda que iria acompanha-lo nessa apresentação. Durante os ensaios, o Tom me convidou para cantar A Felicidade e Samba do Avião, como solista. Fui até estudar canto.Já havia lançado um LP solo (Cheiro Verde, em 1977), mas usava falsete. Foi com a Banda Nova que assumi o meu verdadeiro tom de voz.

Mondo Pop- Qual o critério que você seguiu na seleção das 11 músicas que estão em Danilo Caymmi Canta Tom Jobim?
Danilo Caymmi
– Acho que esse é provavelmente o melhor disco que gravei em minha carreira, é o mais trabalhado, um mergulho profundo na obra do Tom. O critério de escolha das canções foi puramente afetivo. Ele gostava muito de vocais. Fiz de uma forma que ele gostasse. Por Causa de Você eu ouço desde garoto. Eu participei da gravação original de Chora Coração. Querida eu vi ele fazer, ele não terminava nunca. Quando a finalizou, eu mostrei para o produtor Mariozinho Rocha no viva voz, e acabou entrando na abertura da novela O Dono do Mundo (1991). E Tema Para Gabriela tem a citação da música do Papai, Modinha Para Gabriela.

Mondo Pop-Fale um pouco sobre a concepção sonora do seu CD.
Danilo Caymmi
– O Flávio Mendes se incumbiu dos arranjos. Não é um repertório fácil, são canções minimalistas e complexas. E não tem nem bateria e nem piano, o disco traz eu na voz e flautas, o Flávio no violão e o Hugo Pilger no violoncelo. Inclusive, penso em fazer o show de divulgação com esse mesmo formato, espero concretizar ainda esse ano.

Mondo Pop- Era impressionante a simplicidade do Tom Jobim. Quem teve a chance de conhece-lo não imaginaria o tamanho de sua importância, se levarmos em conta esse desapego à frescura. Como você avalia isso?
Danilo Caymmi
– Essas pessoas mais geniais, como o meu pai, o Tom, o Vinícius de Moraes, eram muito simples. Eles sabiam que não precisavam provar nada a ninguém. A arrogância não passava por esse povo. Aprendi isso com eles. A gente sabe que tem de ser acessível, de respeitar o caminho, é importante saber que são as pessoas que nos possibilitam uma carreira.

Mondo Pop- Os formatos musicais mudaram muito desde o começo de sua carreira. Vinil, fita cassete, CD, agora streaming. Como você lida com isso?
Danilo Caymmi
– Eu vejo que os formatos musicais vão e voltam. No fim das contas, tudo se ajeita. Sempre foi muito ligado à tecnologia. Hoje é o streaming, não é nada linear. Estamos em meio a uma revolução, e é importante saber se adaptar aos novos formatos.

Mondo Pop- Você usa as redes sociais para divulgar seu trabalho e dialogar com os fãs?
Danilo Caymmi
– Uso muito o Facebook. Até criei por lá umas aparições eventuais ao vivo que apelidei de TV Dendê que sempre dão um ótimo retorno. Isso me aproximou mais do público. Gosto muito do bom humor, de uma relação mais próxima com os fãs.

Mondo Pop- Você deve ter centenas de histórias legais para contar das suas viagens com o Tom. Conte uma delas.
Danilo Caymmi
– Uma coisa muito engraçada ocorria nas entrevistas no exterior. Sempre perguntavam a ele o que era a bossa nova, e toda vez ele vinha com uma resposta diferente. Duas delas são bem divertidas: bossa nova é “euforia controlada” e “Guerra de guerrilhas”. (risos)

Ouça a gravação de Querida, com Danilo Caymmi:

Coletânea homenageia Dorival Caymmi

Por Fabian Chacur

No dia 30 de abril, o cantor, compositor e violonista baiano Dorival Caymmi (1914-2008) faria 100 anos de idade. Como forma de celebrar essa data histórica, a gravadora Universal Music lançará no dia 8 de abril, nos formatos físico e digital, a coletânea Dorival Caymmi-100 Anos. Trata-se de uma significativa e abrangente amostra da obra deste verdadeiro gênio da música popular brasileira.

A compilação traz interpretações do próprio homenageado, de seus filhos Nana, Dori e Danilo Caymmi e também de artistas como Elza Soares, Clara Nunes, Trio Irakitan, Ary Barrozo, Dick Farney e João Donato, entre outros. Também está presente Carmen Miranda, que ao gravar com sucesso O Que é Que a Baiana Tem?, em 1938, ajudou a alavancar a carreira de Caymmi, então já radicado no Rio como forma de ampliar seus horizontes profissionais.

Um diferencial deste trabalho fica por conta da inclusão das músicas Risque e Na Baixa do Sapateiro, ambas de autoria de Ary Barrozo, aqui mostrando que Dorival Caymmi também sabia como poucos reler canções alheias com categoria e assinatura própria. Ambas foram extraídas do álbum gravado em 1958 por Caymmi e Barrozo, no qual um regravou composições expressivas do outro, com resultado antológico.

Dorival Caymmi, apelidado de Buda Nagô em bela canção de Gilberto Gil, foi um dos pilares do que hoje se convencionou chamar de MPB, pois pode ser considerado um precursor da bossa nova, da releitura mais sofisticada das sonoridades regionais da música brasileira e também do uso mais poético e sutil do romantismo em canções nacionais. Voz marcante, violão certeiro e um songbook compacto e composto só por grandes músicas, esse mestre continua influenciando muita gente boa por aí.

Ouça o álbum Canções Praieiras (1954), com Dorival Caymmi:

Polysom lança caixa com LPs da Elenco

Por Fabian Chacur

Dando prosseguimento a sua brilhante série de relançamentos de clássicos da MPB no formato vinil, a gravadora Polysom vai além, desta vez. O novo produto da série é uma luxuosa caixa com cinco LPs de vinil de 180 gramas com itens do catálogo da gravadora Elenco, que existiu de 1963 a 1968 e cuja marca era a exuberante qualidade imprimida em todos os aspectos daquilo que lançava.

Nesta caixa, que a Polysom pretende que seja apenas a primeira de uma série, foram incluídos cinco títulos bem representativos do que o selo criado pelos consagrado produtor musical Aloysio Oliveira lançou em seus cinco anos de existência. Vale lembrar que o fino da MPB da época passou por ali, com títulos de nomes como Dorival Caymmi, Tom Jobim, Edu Lobo, MPB-4, Nara Leão e outros do mesmo nível.

Os álbuns foram licenciados pela Universal Music, atual detentora de seus direitos fonográficos. Vinícius e Odette Lara (1963) é histórico por ter sido o primeiro LP a sair com o selo Elenco, e traz 12 parcerias do Poetinha com Baden Powell no que foi o início dessa abençoada dobradinha de compositores, com interpretações vocais a cargo de Vinícius e da atriz e cantora Odette Lara.

Nara (1964) mostra Nara Leão esbanjando personalidade já no início de sua trajetória musical, interpretando com categoria e doçura maravilhas como Berimbau, Diz Que Fui Por Aí e outras, de autores como Vinícius de Moraes, Baden Powell e Cartola, só para citar alguns. A musa da bossa nova mergulhava em outros rumos musicais, com jogo de cintura e categoria.

Vinícius e Caymmi no Zum Zum (1965) foi gravado em estúdio e teve como inspiração shows bem-sucedidos realizados pelos dois mestres da MPB ao lado do grupo vocal feminino Quarteto Em Cy, então iniciando sua vitoriosa trajetória, na boate Zum Zum, situada no musical bairro de Copacabana. Formosa, Minha Namorada e Adalgiza são algumas das músicas incluídas nesse trabalho.

Bossa Nova York (1967) traz Sérgio Mendes, hoje mais lembrado pelo trabalho que realizou com suas orquestras/bandas, capitaneando um trio fantástico integrado por ele no piano, Tião Neto (baixo, depois tocaria com Tom Jobim) e Edison Machado (bateria, considerado um dos grandes nomes do instrumento na história da MPB). Só Danço Samba e Garota de Ipanema estão no set list do LP.

Completa a coleção um dos discos mais icônicos da história da MPB. Caymmi Visita Tom (1965), como o nome já entrega, reúne Dorival Caymmi, Tom Jobim e seus filhos, com destaque para Nana, Dori e Danilo Caymmi. O repertório é delicioso, e inclui clássicos como Inútil Paisagem e Saudade da Bahia em interpretações soltas, intensas e repletas de musicalidade pelos participantes.

Ouça Caymmi Visita Tom em streaming:

Eu e Dorival Caymmi em um começo absurdo

Por Fabian Chacur

O volume 12 da Coleção Folha Raízes da Música Popular Brasileira é dedicado a Dorival Caymmi (1914-2008), um dos nomes mais importantes da história da nossa MPB. Como bem o definiu Gilberto Gil em uma de suas músicas, era um verdadeiro Buda Nagô, um mestre tranquilo, um gênio.

Só que não foi exatamente essa a minha primeira impressão acerca da obra desse cantor, compositor e violonista baiano. Em um desses micos que só mesmo os neófitos conseguem pagar, na verdade minha iniciação no mundo de Caymmi foi, na verdade, um vexame. Não para ele, obviamente, mas para mim. Sorte que tive colegas nessa vacilada histórica.

Eu tinha uns 13 anos de idade, o que significa ou 1974 ou 1975. Estudava em um colégio na Vila Mariana que existe até hoje, o Maestro Fabiano Lozano. Embora, por alguma razão que prefiro ignorar, na época esse nome fosse reservado ao curso primário, sendo o ginasial denominado Governador Paulo Sarasate. Era tudo na mesma bomba de prédio. Para quê dois nomes?

Deixem pra lá. Você já se situou. Estava eu lá, tendo como colega o glorioso Edgard Scandurra Pereira, muito mais famoso do que eu graças a sua atuação no grupo Ira!, mas na época tão mané quanto este que vos escreve.

Nossa professora de português era bem legal. Em uma de suas aulas, ela levou uma vitrolinha portátil dessas tipo Sonata, e nos avisou que iria nos mostrar a música de alguém que ela dizia ser um grande cantor brasileiro.

Dona Sei Lá (esqueci o nome dela) colocou a agulha no disco, e a voz do tal artista saiu de lá. “O mar, quando quebra na praia, é bonito, é bonito”…. Nunca vou me esquecer da altura da gargalhada que todos nós demos, poucos segundos após ouvir aquela voz para nós estranha, improvável, chata, mesmo.

A reação era comparável a de quem via, na época, os programas de Renato Aragão e sua turma. Éramos uns 20 ou 30 gargalhadores histéricos.

Não prestou. A “fessôra” nos deu uma dura daquelas. Não sobrou pedra sobre pedra. “Mas como vocês podem rir de um gênio como Dorival Caymmi? Que absurdo, vocês são um bando de ignorantes! ” E por aí foi. Ficamos levemente envergonhados, mas achávamos que a razão estava do nosso lado.

Levei muitos anos para perceber que, sim, ela tinha toda razão. Mas, de certa forma, nós também tínhamos um fiapinho, também. Para moleques acostumados a ouvir Elton John, Paul McCartney, John Lennon, Antonio Carlos & Jocafi etc, aquela era uma voz que não fazia sentido, ainda mais a ouvindo de sopetão, sem uma explicação mais apurada sobre ele.

Mas um dia Fabian Chacur resolveu ouvir o cara com calma. E a besta histórica chegou à óbvia conclusão de que a merda fede. Ou melhor, de que aquilo não só não era merda e não fedia nada,como na verdade se tratava de uma preciosidade. Uma jóia musical. O Mar. Que música!

Hoje, me arrepio ao ouvir aquela voz encorpada, grave, doce, repleta de sabedoria, oriunda de um compositor que sabia como poucos escrever coisas profundas com palavras simples.

E que tocava um violão fluido e cristalino. Um gênio da raça, muito maior do que um certo João Gilberto que tanto insistem em venerar por aí, e que na verdade fez muito menos do que Caymmi.

Hoje eu digo isso. Mas que caí na gargalhada ao ouvir O Mar pela primeira vez, lá isso eu cai. Que vergonha…

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