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Elza Soares e Flávio Renegado em Negão Negra, vigorosa parceria

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Por Fabian Chacur

Aos 90 anos de idade, completados no último dia 23 de junho, Elza Soares se mostra mais ativa do que nunca. Após a ótima repercussão por parte de público e crítica de seu álbum mais recente, Planeta Fome (2019), essa verdadeira diva da música brasileira vêm lançando novos singles. Este ano, tivemos Juízo Final (Elcio Soares e Nelson Cavaquinho) e Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro), belas releituras de clássicos da nossa música. Agora, é a vez de uma canção inédita.

Tratas-se de Negão Negra, composta pelo hitmaker Gabriel Moura em parceria com o incrível rapper mineiro Flávio Renegado. E coube ao segundo a honra de gravar a canção em parceria com Elza:

“Essa música é um presente do início ao fim. Tanto por compor ao lado desse gigante chamado Gabriel Moura quanto pelo prazer indescritível de fazer um dueto com a Voz do Milênio. Elza é a síntese de tudo pelo o que luto e acredito; uma mulher preta que sempre lutou e nunca se deixou calar e conseguiu chegar lá. Essa música é o meu hino, uma prece, uma conexão direta com meus irmãos e os nossos ancestrais”, comentou Renegado.

O clipe, dirigido por Pablo Gomide, mescla registros das gravações da música com cenas que ilustram o tema anti-racista da canção, tornando-a um forte libelo positivo e de quebra de paradigmas negativos.

“Estamos atravessando um momento chato, mas lutamos contra esse horror do preconceito racial. Para isso canto uma música que fala lindo de nossa Mãe África, uma mamãe preta. O Flávio Renegado é bom demais e pedimos atenção à letra da música: uma letra que deixo ‘modernona’ ao meu jeito”, diz Elza.

Veja o clipe de Negão Negra, com Elza Soares e Flávio Renegado:

Flávio Renegado gravará DVD em BH

Por Fabian Chacur

O rapper Flávio Renegado gravará neste domingo (2) a partir das 18h30 ao vivo o seu novo DVD. O local será o Parque Municipal de Belo Horizonte, com os ingressos custando R$ 15 e R$ 30 (mais informações em www.sympla.com.br ). O show contará com participações especiais de Rogério Flausino (vocalista do Jota Quest), Sany Pit Bull, Aline Calixto, Meninas de Sinhá, Kassim e Liminha.

O espetáculo promete produção à altura do talento deste ótimo cantor, compositor e rapper oriundo de Minas. A direção do show ficou a cargo da badalada Joana Mazzucchelli, sendo a parte musical dirigida pelos experientes e consagrados Liminha e Kassin. Gringo Cardia assina os cenários, enquanto Victor Dzenk se incumbiu dos figurinos e Dandara Ferreira do mini-doc.

Com mais de dez anos de estrada, Renegado tem em seu currículo dois ótimos CDs de estúdio, Do Oiapoque a Nova York (2008) e Minha Tribo é o Mundo (2011- leia crítica aqui), nos quais desenvolveu um rap repleto de elementos musicais distintos e bem sacados.

Em setembro, ele será um dos destaques do palco Sunset do Rock in Rio 2013, em show que promete bastante (mais informações aqui ). Versátil, Renegado incorpora elementos de vários ritmos em seu som, incluindo o samba, o soul e o drum ‘n’ bass.

Veja o clipe de Minha Tribo é o Mundo, com Flávio Renegado:

Flávio Renegado é confirmado no Rock in Rio

Por Fabian Chacur

Entre as várias novas atrações anunciadas em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (26) no Rock in Rio 2013, uma merece aplausos. Trata-se de Flávio Renegado. O rapper mineiro fará parte da programação do evento no dia 13 de setembro, mesma data em que teremos por lá Beyoncé, David Guetta e Ivete Sangalo, entre outros nomes.

Ele será uma das atrações do Palco Sunset, para o qual, por sinal, escreveu e gravou a música tema que será tocada nos intervalos dos shows e durante o festival. Após a coletiva de imprensa, Renegado ainda tocou três músicas ao vivo, entre elas esse tema inédito composto sob encomenda pela direção do Rock in Rio.

Nascido em Belo Horizonte em 7 de maio de 1982, Flávio Renegado é um dos grandes nomes surgidos no cenário rap da última década. Ele gravou dois ótimos CDs solo, Do Oiapoque a Nova York (2008) e Minha Tribo é o Mundo (2011). Um de seus grandes méritos é a capacidade de misturar o rap com soul, samba, pop e o que mais pintar, com grande jogo de cintura e originalidade. Sua voz cheia de ginga também ajuda muito.

Um novo trabalho do artista mineiro está a caminho, e a primeira amostra é o single Estamos no Jogo (Aprendendo a Jogar), que conta com participação especial de Fernanda Takai (do Pato Fu) e se vale de elementos de Aprendendo a Jogar, hit do cantor, compositor e tecladista Guilherme Arantes e sucesso na voz de Elis Regina.

Veja trechos das gravações de Estamos no Jogo (Aprendendo a Jogar):

Veja o clipe de Minha Tribo é o Mundo, de Flávio Renegado:

Flávio Renegado mostra rap mestiço e certeiro

Por Fabian Chacur

O Brasil é um país mestiço por natureza, e o melhor de nossa produção cultural sempre sai dessa saudável mistura de elementos oriundos das mais diferentes origens.

Em seu álbum de estreia, Do Oiapoque a Nova York (2008), o mineiro Flávio Renegado nos apresentou a versão rap desse conceito, em trabalho dos mais estimulantes e que deixou as barreiras e os preconceitos de lado. Mistura total feita com muita personalidade.

Essa receita retorna ainda mais bem elaborada em Minha Tribo é o Mundo, álbum número 2 do cantor, compositor e músico mineiro que está sendo lançado nesta quinta (13). Um discaço.

Com produção do merecidamente badalado Plínio Profeta (já trabalhou com Lenine e o Rappa, entre muitos outros), o álbum mostra como o rap pode servir de base rumo a uma musicalidade rica, ousada e extremamente envolvente.

As 11 músicas incluídas no segundo álbum de Renegado trazem elementos de samba, funk de verdade, reggae, drum ‘n’ bass e rock, frequentemente em uma única faixa, mas sempre de forma bem dosada, gerando ótimas melodias, além de grooves matadores e passíveis de serem curtidos pelos mais diversos públicos.

Em suas letras, Flávio materializa sua simpatia e carisma em mensagens sempre positivas, bem colocadas e em rimas ora surpreendentes, ora contundentes, mas nunca irresponsáveis ou jogadas sem coerência. O cara tem uma filosofia de vida altamente interessante e sabe divulgá-la.

A levada reggae-drum ‘n’ bass da fantástica faixa título, a fusão funk/samba de raiz de Sai Fora, o balanço funk de verdade de Qual o Nome Dela, a levada reggae/funk de Pontos Cardeais, o tempero raggamuffin de Homens Maus, é muita coisa boa junta em um único disco.

O samba A Massa Quer Dançar mostra que, se quisesse, Flávio poderia ser um excelente sambista tradicional, assim como a bela Tempo Bom é um exemplo de sua bela adaptação ao soul à brasileira.

Aliás, nesta última Flávio simplesmente surpreende ao cantar de forma totalmente melódica e longe da tradição do rap uma canção belíssima equivalente a uma verdadeira oração.

Não me perguntem porquê, mas consigo imaginar a saudosa Cássia Eller interpretando Tempo Bomm, algo que, infelizmente, será impossível de se concretizar. Fica a dica para outras cantoras.

Minha Tribo é o Mundo é um belíssimo disco de rap nacional. Quer saber? De música brasileira como um todo, pois desafia com doçura, personalidade, energia e talento hipotéticas barreiras, limitações, preconceitos etc. Para ouvir, ouvir, ouvir e ouvir de novo!

Veja o clipe de Minha Tribo é o Mundo:

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