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Zé Geraldo e Francis Rosa vão tocar no Sesc Belenzinho (SP)

Zé Geraldo e Francis Rosa -foto de Guilhermina Pinacolada-400x

Por Fabian Chacur

Zé Geraldo e Francis Rosa se conheceram há aproximadamente quatro anos. A amizade gerou bons frutos, como composições, shows e o DVD Cantos e Versos. E é exatamente este último o gancho para apresentações em São Paulo nesta sexta (9) e sábado (10) às 21h30 na Comedoria do Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº 1.000- Belenzinho- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Oriundo de Joanópolis (SP), Francis Rosa é um violeiro com sete CDs em seu currículo. A combinação do seu instrumento com o som rock-folk-rural de Zé Geraldo dá o tempero para o DV Cantos & Versos, que foi gravado ao vivo no Teatro Municipal de Vinhedo (SP). No repertório, Cidadão, Galho Seco, Como Diria Dylan, Hey Zé e Lírios, entre outras.

Os dois shows terão em cena Zé Geraldo (voz, gaita e violão), Francis Rosa (voz e violas), Jean Trad (guitarra, ex-Aguilar e a Banda Performática), Carlito Rodrigues (baixo), Carneiro Sândalo (bateria, fiel escudeiro de Zé Geraldo) e Juninho Serafranny (violão).

A carreira do cantor, compositor e músico mineiro Zé Geraldo ultrapassa os 40 anos de atividades. No final dos anos 1970 e início dos 1980, emplacou hits como Milho aos Pombos, Cidadão e Como Diria Dylan, mostrando uma personalizada mistura de rock, folk, country e som rural brasileiro. Mesmo sem tanto apoio da mídia, conseguiu cativa um público fiel, que costuma lotar todos os seus shows.

Além de ótimos trabalhos solo repletos de músicas bacanas (entre as quais o ácido rock Como Diria Raulzito), ele fez algumas parcerias marcantes com o Duofel (o álbum Acústico, de 1996) e Renato Teixeira (o CD O Novo Amanhecer, de 2000). Aos 73 anos, continua firme, forte e ativo na cena musical brasileira.

O Jeito Desse Meu Lugar– Francis Rosa e Zé Geraldo:

Roberta Campos lança o clipe para a sua bela canção Abrigo

roberta campos - abrigo-400x

Por Fabian Chacur

A faixa Abrigo é uma das que mais vem se destacando na trilha sonora da novela global O Outro Lado do Paraíso. Como forma de promove-la, a cantora e compositora mineira Roberta Campos acaba de lançar um videoclipe, com direção geral e roteiro assinados por Bruno Bennec, que já havia trabalhado com ela em Minha Felicidade.

A canção é assinada por Roberta em parceria com Fernanda Takai, e integra o álbum Todo Caminho é Sorte (2015). O clima surreal do vídeo é inspirado em livros como Alice no País das Maravilha, Alice no País do Espelho e As Viagens de Gulliver, e mostra a artista em vários tamanhos, de minúscula a gigante, com direito a ficar em cima de um disco de vinil girando em um toca-discos portátil dos tempos antigos. Muito bacana.

Roberta Campos é mineira e irá completar 40 anos no próximo dia 29 de dezembro. Ela conta com quatro álbuns solo em sua discografia, e tem no currículo hits como Varrendo a Lua, Mundo Inteiro, De Janeiro a Janeiro e Minha Felicidade, esta última utilizada na abertura de outra novela global, Sol Nascente. O seu som é uma mistura de pop, folk e MPB.

Abrigo (clipe)- Roberta Campos:

Belchior nos deixa fina poesia, brilho e belíssimas canções

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Por Fabian Chacur

Há mais de dez anos, Belchior estranhamente sumiu do cenário artístico, deixando seus fãs órfãos e só aparecendo nas manchetes devido a notícias sensacionalistas e bizarras. Pois ele infelizmente ocupa de novo os holofotes por uma razão triste. Aliás, a mais triste de todas. Ele foi encontrado morto na noite deste sábado (29) na casa onde morava há um ano, na cidade de Santa Cruz do Sul (RS). Ele tinha 70 anos, e seu corpo deve encontrar sua moradia final em Sobral (CE), onde nasceu em 26 de outubro de 1946.

Muito triste essa saída de cena. Cenas de um próximo capítulo nada desejado por seus inúmeros fãs. Minha ligação com Belchior é muito forte desde sempre. Vi dois shows dele ao vivo, um em 1980, em um colégio na região da Avenida Paulista, e outro em 1984, no Tuca, ambos muito legais. Fui conhece-lo pessoalmente lá pelos idos de 1985, por uma razão corriqueira: trabalhava na agência da Receita Federal da Vila Mariana, em São Paulo, e entreguei a ele uma restituição de imposto de renda que ele não havia recebido na sua devida época.

Não muito tempo depois, iria reencontrá-lo, só que desta vez como jornalista e crítico musical, por volta de 1987. Entre esse ano e o final dos anos 1990, foram vários papos, sempre deliciosos, nos quais criei um vínculo de amizade não só com ele, mas também com um de seus produtores, o Paulo Roberto Magrão, uma das figuras mais atenciosas e gente fina que já tive a chance de conhecer em minha trajetória como jornalista especializado em música.

Bel (como o chamávamos) vai fazer muita falta, independente de estar há muito tempo sem lançar novos trabalhos. Com uma obra consistente, ele nos deixa como legado canções maravilhosas, repletas de idealismo, poesia, inteligência e ironia, com aquela inspiração contida apenas em gênios. E ele era um deles. Não consigo escrever mais nada, perdoem-me. Leiam a homenagem que fiz quando ele completou 70 anos em outubro de 2016 aqui , e a resenha da caixa Três Tons de Belchior, seu mais recente lançamento, aqui . Descanse em paz, amigo. Apenas um rapaz latino americano? O cacete!

Alucinação– Belchior (ouça o álbum em streaming):

Tuia lança o CD Reverso Folk com convidados em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Tuia Lencioni volta com boas novidades para seus fãs. O cantor, compositor e músico paulista está lançando um novo CD solo, Reverso Folk, que marca sua entrada na Sony Music. Como forma de mostrar o novo repertório, ele chega a São Paulo para show nesta terça-feira (5) às 21h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com ingressos a R$ 50,00 e convidados mais do que especiais a seu lado.

Entre outros, estarão presentes na apresentação deste talentoso nome do folk-pop, ou folk rural, ou rock rural, ou como você preferir (boa música é uma dessas alternativas) Zé Geraldo, um dos pilares desse estilo, Guarabyra, do mitológico trio Sá, Rodrix & Guarabyra, Tavito, do eterno hit Rua Ramalhete e tantas outras referências bacanas, e Landau, dessa nova geração do rock rural tupiniquim, estão nesse time.

A carreira de Tuia teve início como integrante do grupo Dotô Jeka, que durou dez anos e conseguiu boa repercussão com seu som bem concatenado e uma releitura precisa de Romaria, de Renato Teixeira. Depois, partiu para a carreira solo. Tuia ao Vivo (2010-CD e DVD) o colocou no cenário do rock rural, seguido pelo ótimo CD de estúdio Jardim Invisível (2013- leia mais sobre o álbum aqui).

Reverso Folk, que está disponível em CD e também no formato digital, é o início solo de Tuia em uma gravadora multinacional, e tem como primeira faixa de trabalho a deliciosa A Cor do Dia. O repertório também traz Ainda a Mosca (com Zé Geraldo), Vermelho Coração (com Tavito) e Flor (com Guarabyra). A produção foi feita entre São José dos Campos (SP), onde o artista mantém atualmente sua base, e São Paulo.

A Cor do Dia (clipe)- Tuia:

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