Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Tag: heavy metal (page 2 of 5)

Dois músicos da banda Epica e as suas camisas do Palmeiras

epica-banda-de-rock-400x

Por Fabian Chacur

Uma frase que está se consolidando nos últimos anos é a seguinte: Palmeiras e heavy metal, tudo a ver. Afinal de contas, está virando praxes integrantes de bandas desse popular segmento do rock serem premiados com camisas do consagrado time de futebol brasileiro. Depois de Iron Maiden, Faith No More, Dream Theater, Anthrax e At The Gates, agora é a vez de dois músicos da banda holandesa Epica serem premiados dessa forma.

Em ação promovida pelo departamento de marketing do clube paulistano, o guitarrista Mark Jansen e a vocalista Simone Simons receberam no hotel onde estavam hospedados, em São Paulo, camisas oficiais personalizadas do Verdão. Eles estavam na cidade para participar no último sábado (15), como headliners, do festival Epic Metal Fest, ao lado de bandas como o Paradise Lost, e adoraram o mimo.

“O Palmeiras é um clube de tradição mundial, é sempre lembrado pelas suas conquistas. Lembro que recentemente venceram um amistoso importante contra o Ajax aqui em São Paulo e liderar um campeonato tão difícil como o Brasileiro é um mérito a ser honrado”, declarou Jansen, além de dizer que atualmente mora na Itália, e que ficou sabendo das origens do clube na colônia italiana no Brasil. O Epica desenvolve desde 2002 um som calcado no rock sinfônico.

Veja a dupla recebendo as camisas em vídeo da TV Palmeiras aqui.

Edge Of The Blade (clipe)- Epica:

Evento Quanta Gente no Gibi celebra o Iron Maiden em SP

GIBIRON-400x

Por Fabian Chacur

O Iron Maiden é um dos grupos de rock mais populares no Brasil. A banda inglesa nos visitou inúmeras vezes a partir de 1985, sempre com casa cheia. Nada mais natural do que receber homenagens bacanas por aqui. E uma delas, bastante original, por sinal, ocorre nesta quinta-feira (4) em São Paulo. Trata-se do evento Quanta Gente no Gibi, que ocorre a partir das 19h no Gibi Cultura Geek (Rua Major Maragliano, nº 364- Vila Mariana- saiba mais aqui ). A entrada é grátis, e você só paga o que consumir.

Após uma bem-sucedida primeira edição dedicada ao saudoso Lemmy, chegou a vez da banda do vocalista Bruce Dickinson ser o tema. Com realização da Quanta Academia de Arte em parceria com o bar Gibi Cultura Geek, teremos obras dos artistas Anderson Nascimento, Ronaldo Barata, Bräo, Tainan Rocha, Bruno Del Rey, Thiago Ossostortos, Alexander Santos, Pedro Ghion e Kleverson Mariano, cada uma delas ilustrando suas canções favoritas da Donzela de Ferro.

Como diria aquele infomercial da TV, não é só isso! Também rola um “drink & draw”, com comidas, cervejas e drinques temáticos e a oportunidade de o visitante desenhar ao lado dos professores e alunos da Quanta. Lógico que a trilha sonora só poderia ser dos criadores de clássicos como Run To The Hills, e o playlist ficará por conta de um especialista, Ricardo Batalha, redator-chefe da revista Roadie Crew.

Aliás, quem participar do evento concorrerá a brindes especiais fornecidos pela publicação, que também apoia o evento. De quebra, ainda ocorrerá live painting a cargo de Thiago Ossostortos. Como diz o lema da festa, “venha beber, conversar e desenhar, não necessariamente nesta ordem”. Que tal aprender a desenhar o “número da besta”?

Run To The Hills– Iron Maiden:

Can I Play With Madness– Iron Maiden:

Cross-Eyed Mary– Iron Maiden:

Herman Rarebell conta suas memórias com os Scorpions

herman rarebell livro capa-400x

Por Fabian Chacur

De 1977 a 1995, Herman Rarebell foi o baterista de uma das bandas de maior sucesso da história do hard/heavy metal e que colocou a Alemanha no mapa desse gênero musical em termos mundiais, os Scorpions. Ele conta as histórias sobre esse período de sua carreira e também outras memórias bem bacanas sobre o antes e depois no livro Scorpions-Minha História em uma das Maiores Bandas de Todos os Tempos (Panda Books), que este crítico comprou a módicos R$ 10,00. Bom negócio!

A trajetória do baterista alemão nascido em 18 de novembro de 1949 é repleta de momentos interessantes, e ele nos conta tudo, com o auxílio do jornalista Michael Krikorian, de uma forma repleta de bom humor e sem cair na linearidade. Entre um acontecimento e outro, Rarebell dá suas opiniões sobre os mais diversos assuntos, incluindo muita coisa sobre relações afetivas e sexuais e a vida de um rocker na estrada.

Quando entrou nos Scorpions, a banda já estava há seis anos na estrada, com sucesso apenas mediano. Não por acaso, a partir de sua integração no time, a partir do álbum Taken By Force (1977), as coisas foram melhorando. Uma curiosidade é saber que o músico foi selecionado pelo grupo alemão em Londres, onde Rarebell morou durante uns bons anos, tocando e participando de gravações em estúdios na cidade britânica.

Graças a seu melhor conhecimento da língua inglesa, Rarebell logo se tornou um dos principais letristas da banda, e colaborou para a composição de hits marcantes como Blackout e Rock You Like a Hurricane, entre outros. Nos anos 1980, os Scorpions entraram no primeiro time do rock internacional, e Herman Ze German (seu apelido) teria participação decisiva para que isso ocorresse, com seu carisma e talento.

A ascensão da banda, o relacionamento entre eles, a importância do produtor Dieter Dierks, as turnês, a passagem pelo Brasil no primeiro Rock in Rio em 1985, sua fase como artista solo pós 1995, está tudo lá, com detalhes bem bacanas. O texto às vezes fica “viajante” demais, mas não a ponto de atrapalhar quem deseja saber mais sobre ele e os Scorpions. Se encontrar a preço bacana, pode pegar sem susto.

Blackout– Scorpions:

Rock You Like a Hurricane– Scorpions:

Take It As It Comes– Herman Rarebell:

Megadeth toca em São Paulo em agosto com Kiko Loureiro

megadet_dystopia-400x

Por Fabian Chacur

Shows do Megadeth no Brasil não são exatamente novidade, levando-se em conta que a consagrada banda americana se apresenta de forma constante por aqui desde 1991, quando foi uma das atrações do Rock in Rio. Mas a sua 14ª passagem por nossos palcos terá uma novidade muito bacana. Será a estreia do brasileiro Kiko Loureiro no país como guitarrista do time. O show em São Paulo rola no dia 7 de agosto, e os ingressos começam a ser vendidos a partir desta sexta (5) no site da Ticket 360 e nas bilheterias do local do show, o Espaço das Américas.

Loureiro, do Angra, estreou como integrante do Megadeth no recém-lançado álbum Dystopia, que também marca a entrada de Chris Adler (da banda Lamb Of God) na bateria. Prosseguem firmes e forte na escalação o chefão Dave Mustaine (vocal e guitarra) e David Ellefson (baixo), que fundaram o grupo no já distante ano de 1983. Ellefson ficou fora entre 2002 e 2010, mas é o integrante mais constante do quarteto, sem contar obviamente o líder Mustaine.

A estreia da nova line up do Megadeth não poderia ter sido melhor. Dystopia, lançado em janeiro deste ano, obteve o terceiro lugar na parada americana logo em sua semana inicial no mercado musical. Só o clássico Countdown To Extinction (1992) conseguiu posição mais alta nos charts (segundo lugar). A turnê do grupo passará por EUA, Canadá e por vários festivais na Europa durante o ano.

O set list do show incluirá músicas do novo álbum como a faixa título e The Threat is Real e também clássicos do repertório do grupo de thrash metal, entre os quais Symphony Of Destruction, Peace Sells, Holly Wars…The Punishment Dues, Tornado Of Souls e Hangar 18. O Megadeth é considerado um dos melhores grupos da história do thrash metal, ao lado de Metallica, Anthrax e Slayer, que por sinal já fizeram concorridos shows juntos intitulados The Big Four.

Dystopia– Megadeth:

The Threat Is Real (clipe)- Megadeth:

Symphony Of Destruction– Megadeth:

Lemmy no Brasil, seus filmes e mais sobre o lendário rocker

Lemmy-400x

Por Fabian Chacur

10 de março de 1989, uma sexta-feira. Foi nesse dia que ocorreu, em um hotel situado na avenida São João, em São Paulo, a primeira entrevista coletiva concedida à imprensa brasileira pelo grupo inglês Motorhead. Seu líder, o cantor, compositor e baixista Lemmy Kilmister, infelizmente nos deixou nesta segunda-feira (28), apenas quatro dias após completar 70 anos de idade. Mais um gênio da música nascido em 1945 que se foi.

Na entrevista coletiva, estavam presentes os integrantes do grupo naquela época, que eram Lemmy, Philty Animal Taylor (o baterista, que também nos deixou em 2015, aos 61 anos, no dia 11 de novembro), Wurzel (guitarra, outro já falecido, em 2011, aos 61 anos) e Phillip “Wizzo” Campbell (guitarra, agora o único ainda vivo daquela line up da banda). Os músicos foram relativamente monossilábicos, mas simpáticos, e atenderam a todos, incluindo esse crítico, que possui seu exemplar de Rock ‘N Roll autografado pelos quatro.

O primeiro show do Motorhead ocorreu no dia seguinte, 11 de março de 1989, no Ginásio do Ibirapuera. Minha lembrança é de ter saído de lá completamente surdo, de tão alto que foi a performance de Lemmy e sua turma. O repertório (veja abaixo) trazia cinco faixas do então mais recente álbum da banda, Rock ‘N Roll (1987), mais três de Orgasmatron (1986), ambos lançados no Brasil pela gravadora independente Rock Brigade Records, duas de Overkill e o clássico máximo Ace Of Spades, que encerrou o show.

Vale lembrar que várias bandas brasileiras atuaram abrindo o espetáculo (entre elas, o Vodu do amigo e baixista André Pomba Cagni), o que causou em determinado momento um tumulto com direito ao público invadindo o palco e a polícia tendo de intervir. Felizmente, deu tudo certo. No segundo show, no entanto, realizado no dia 12 de março no mesmo local, após duas músicas (Doctor Rock e Stay Clean) o equipamento deu pau. Imaginem a confusão.

No fim das contas, o público que veria o Motorhead nesse segundo show teve a chance de fazê-lo no dia 20 de março, só que desta vez no Projeto SP, que ficava então na rua dr. Sérgio Meira, na Barra Funda. Antes, o então quarteto tocou em Porto Alegre (Gigantinho, dia 15 de março) e no Rio de Janeiro (Maracanãzinho- dia 18 de março). Desde então, o Motorhead veio ao Brasil várias vezes, incluindo o Rock in Rio de 2011.

Essa primeira passagem da banda por aqui foi tão marcante que gerou até mesmo uma música, a ótima Going To Brazil, lançada em 1991 no álbum 1916 e desde então uma das presenças mais constantes em seus shows pelo mundo afora. Segundo o site Setlist, especializado em repertórios de shows, essa música é a quinta mais tocada pela banda em seus shows. Foram 847 execuções, contra 1062 de Ace Of Spades, 990 de Overkill, 945 de Metropolis e 929 de Killed By Death.

Lemmy Kilmister nasceu na Inglaterra em 24 de dezembro de 1945. Ele tocou em bandas pouco conhecidas e foi, durante cerca de três meses, roadie de Jimi Hendrix. No início dos anos 1970, tornou-se baixista e eventual cantor da banda Hawkwind, na qual se destacou. Em 1975, após gravar com eles uma canção chamada Motorhead, foi demitido do time. O limão, no entanto acabou virando…caipirinha!

Com os músicos Larry Wallace (guitarra) e Lucas Fox (bateria), Lemmy montou o grupo batizado com o título de sua música gravada pelo Hawkwind. Gravou um disco com eles, que no entanto foi recusado pela gravadora United Artists e só lançado em 1979. O baixista e cantor não desanimou, e com Fast Eddie Clark (guitarra) e Philty Animal Taylor (bateria), montou uma nova versão de sua banda, que estreou em disco em 1977 com um disco homônimo.

Com sua mistura de rock básico a la anos 1950, heavy metal e até punk, o Motorhead foi crescendo em popularidade no Reino Unido a cada novo lançamento, e virou mania com Ace Of Spades (1980), que bateu no quarto lugar da parada de lá, e o impactante ao vivo No Sleep Til Hammersmith (1981), que chegou ao topo dos charts britânicos.

Após o lançamento de Iron Fist (1982), Fast Eddie Clarke saiu da banda, e o grupo teria algumas alterações de formação nos anos seguintes. Phillip Wizzo Campbell entrou em 1984 para não sair mais. Animal saiu entre 1984 e 1987, voltando para gravar Rock ‘N Roll (1987) e ficando até 1992, substituído por Mikkey Dee. O guitarrista Wurzel entrou no time em 1984 e ficou nele até 1995, sendo que com sua saída o Motorhead voltou a ser um power trio, como no começo.

Embora fizesse um som bem pesado e agressivo, Lemmy era um cara incrivelmente sociável, e não demonstrava preconceitos musicais. Ele gravou com artistas de outros grupos e estilos, como o grupo feminino Girlschool, o rapper Ice T, o amigão Ozzy Osbourne, o cantor Whitfield Crane (da banda Ugly Kid Joe), o baterista Slim Jim Phantom (dos Stray Cats) e Brian May, do Queen. Este último participou do mais recente álbum do Motorhead, Bad Magic.

Lemmy teve também seus momentos cinematográficos. Em 1986, fez o papel de Spider na hilária comédia de humor negro britânica Eat The Rich (no Brasil, Comendo os Ricos). O filme, que conta com participações relâmpago e especiais de famosos como Paul McCartney e Bill Wyman, traz seis músicas do Motorhead em sua trilha: Eat The Rich, Build For Speed, Nothing Up My Sleeve, Doctor Rock, Orgasmatron e On The Road (live), quatro delas do então recém-lançado álbum Orgasmastron.

Outra passagem pelo cinema ocorreu no filme Airheads, comédia meio sem graça na qual faz uma participação especial e cuja melhor coisa é mesmo a música Born To Raise Hell, uma inusitada parceria que reuniu o Motorhead, o rapper Ice T (cujo lado roqueiro aflorou na banda Body Count) e o cantor Whitfield Crane (da banda de hard rock Ugly Kid Joe).

Em 2010, foi lançado o documentário Lemmy: 49% Motherfucker, 51% Son of a Bitch, no qual os fãs tiveram a oportunidade de conhecer mais de perto esse grande rocker. Mesmo doente, Lemmy levou adiante a turnê comemorativa dos 40 anos de carreira da banda, e se não conseguiu se apresentar aqui em São Paulo em abril, foi até o fim no resto dos shows. O último ocorreu no dia 11 de dezembro em Berlim.

Set list do show do Motorhead no Brasil em 11 de março de 1989:

1.Doctor Rock

2. Stay Clean

3. Traitor

4. Metropolis

5. Dogs

6. I’m So Bad (Baby I Don’t Care)

7. Stone Deaf in the U.S.A.

8. Built for Speed

9. Just ‘Cos You Got the Power

10. Eat the Rich

11. Orgasmatron

12. Killed by Death

Encore:

13. Ace of Spades

Eat The Rich– Motorhead:

Orgasmatron– Motorhead:

Going To Brazil– Motorhead:

Ace Of Spades– Motorhead:

Please Don’t Touch– Motorhead & Girlschool:

Motorhead– Hawkwind (1975):

Motorhead (live)- Motorhead:

Banda Maestrick mostra suas influências em disco de covers

Maestrick_LaPlataProg1_Low-400x

Por Fabian Chacur

A banda paulista Maestrick está atualmente em meio às gravações de seu segundo álbum, previsto para ser lançado no segundo semestre de 2016. Enquanto isso não se concretiza, o quarteto oferecerá aos fãs um aperitivo dos mais bacanas. Trata-se do EP The Trick Side Of Some Songs, trazendo covers de músicas de artistas que influenciaram o grupo. O trabalho estará disponível a partir de janeiro em CD em edição limitada e também em versão digital gratuita.

O repertório do EP inclui While My Guitar Gently Weeps (Beatles), Aqualung (Jethro Tull), Rainbow Eyes (Rainbow) e dois pot-pourrys, um com músicas do Yes intitulado Yes! It’s a Medley e outro do Queen com o nome The Ogre Fellers Master March. Rainbow Eyes já é conhecida do público, pois o Maestrick a gravou recentemente para homenagear o lendário cantor Ronnie James Dio, que nos deixou há cinco anos.

Ainda sem título definido, o novo álbum do grupo formado por Fabio Caldeira (vocal e piano), Paulo Pacheco (guitarra), Renato Montanha Somera (baixo e vocal) e Heitor Matos (bateria e percussão) será um álbum duplo conceitual, com 24 músicas no total, sendo 12 músicas por CD divididas em três movimentos com 4 cada. Será o sucessor de Unpuzzle (2011), a estreia do time de São José do Rio Preto (SP).

Rainbow Eyes– Maestrick:

Noturnall lança novo CD e se prepara para o Rock in Rio

noturnall foto 2015-400x

Por Fabian Chacur

Com menos de dois anos na ativa, a banda brasileira Noturnall já possui em seu currículo três turnês internacionais, dois discos de estúdio, um DVD e diversos clipes. Isso, graças ao talento e à experiência de seus integrantes, todos veteranos do cenário do rock brasileiro e com muita história a contar.
Thiago Bianchi (vocal), Fernando Quesada (baixo, violão e guitarra de sete cordas), Junior Carelli (teclados), Leo Mancini (guitarra) e Aquiles Priester (bateria e percussão) irão participar da edição 2015 do Rock in Rio no dia 19 de setembro. Eles prometem surpresas para os fãs.
Em entrevista exclusiva via e-mail para Mondo Pop, o vocalista Thiago Bianchi fala sobre o novo álbum, o ótimo Back To F*** You All, e tudo sobre essa belo quinteto de heavy metal.

Mondo Pop- Qual a expectativa de vocês para a participação no Rock in Rio, um dos festivais de música mais importantes do mundo? Revelem o que puder ser revelado sobre o que irá rolar no show.
Thiago Bianchi
– Cara, o senso de “responsabilidade” de um show dessa magnitude, principalmente para uma banda de menos de dois anos de debut na praça, é descomunal. Uma vez identificado esse sentimento, a Noturnall preparou um show totalmente inédito, acima de qualquer outra apresentação da história de todos os nossos integrantes. Não posso revelar muito, apenas que a Noturnall vai honrar mais uma vez os “camisas pretas” com toda sua força. Será um dia inesquecível, podem ter certeza.

Mondo Pop- Quais as diferenças básicas entre o novo CD e o álbum de estreia da banda, na visão de vocês?
Thiago Bianchi
– Hum… A palavra “evolução” aparece em minha mente toda vez que ouço essa pergunta. Com certeza hoje somos uma banda em outro “patamar” sob todos os pontos de vista. Claro que não digo isso de forma arrogante, comparando a outras bandas ou algo do tipo, mas sim comparando a nós mesmos meses atrás. Se antes não tínhamos medo de errar na “dose” em nosso debut, aparentemente essa máxima se transformou em nosso “guia espiritual”, por assim dizer. Quanto mais estranho, pesado, alienígena, melhor.

Mondo Pop- Em pouco tempo de carreira como Noturnall, vocês já possuem um belo currículo, com três turnês internacionais, dois discos de estúdio e um DVD. A experiência em projetos anteriores ajudou nessa grande produtividade do grupo?
Thiago Bianchi
– Com certeza! Claro que não podemos nunca deixar o fator “experiência” de fora ao falar da Noturnall. Não seria nem justo. Todos aqui têm uma história tão bonita… tão relevante… Na verdade, me sinto tão sortudo por ter amigos tão profundamente marcados pelo “metal” que de fato fica até difícil às vezes dizer que essa é uma banda nova, já que a sensação é de ter Noturnall em minha vida há séculos… (risos)

Mondo Pop- O Aquiles Priester também participa de outros projetos importantes no meio do rock. Como vocês fazem para conciliar essa agenda agitada dele com a do Noturnall? Ocorre de precisarem ter um eventual substituto em algumas ocasiões ou não?
Thiago Bianchi
– Essa é uma dúvida frequente também de nossos fãs, então já adianto o seguinte: a Noturnall é movida, antes de mais nada, por respeito a todos seus integrantes. Todos aqui vivem da música e em nenhum momento nos sentimos no direito de dizer o que “fulano” ou “beltrano” pode ou não fazer. Não só Aquiles, mas Quesada é coordenador de áudio na maior escola de música da America Latina, o EMT. Mancini tem uma sólida carreira Acústica. Carelli é dono de uma prolífera produtora e eu sou produtor, dono de estúdio, com mais de 170 álbuns lançados…Ou seja, o importante, a base de tudo na vida, principalmente num “casamento” de 5 pessoas, fora a equipe, é respeito.Se essa palavra for o carro chefe, tudo estará sempre em ordem.

Mondo Pop- A capa e o encarte do CD Back to F*** You Up! mostra literalmente os principais símbolos de Brasília pegando fogo. Como surgiu a ideia de criar essa forte imagem e como está sendo a repercussão perante o público e a mídia?
Thiago Bianchi
– Acreditamos fortemente que esse é um sentimento recorrente no brasileiro, o de “renovação”. E o que é mais purificador que o fogo? Claro que não no sentido literário, afinal nossa intenção em momento algum é fazer apologia ao crime… deixe isso com os “black blocks”. (risos). A nossa função enquanto artistas é “conectar” as pessoas que se sentem sozinhas com seus pensamentos e intenções. Queremos semear o que já existe dentro dos corações dos brasileiros, o sentimento de mudança. O Brasil precisa “zerar” sua política, começando por Brasília. Aquilo se transformou num antro de corruptos e vagabundos que não merecem ver a luz do dia nunca mais. Quanto à resposta sobre a capa… Claro que fomos censurados em muitos lugares, e até países.. mas isso é matéria pra outra entrevista. (risos)

Mondo Pop- Como vocês encaram o atual cenário brasileiro para o heavy metal e o rock pesado em geral? A melhor saída para as bandas daqui sobreviverem continua sendo mesmo uma dedicação maior ao mercado internacional? E como está o cenário internacional para esse estilo musical?
Thiago Bianchi
– Não, muito pelo contrario. Claro que não está fácil pra ninguém e em se tratando de Brasil, nunca estará…Mas uma coisa é fato, se você colocar no papel a história do Metal em nosso pais, na ponta do lápis, vai perceber, que ok, não vivemos naquele ápice dos anos 90, mas com certeza a cena é muito maior do que foi nos anos 80 e até em alguns momentos dos anos 2000. Quanto mais tocamos aqui e recebemos o carinho dos brasileiros, mais fica claro que nosso lugar de fato, é no Brasil.

Mondo Pop- A presença de um palavrão em inglês no título do álbum está eventualmente prejudicando a divulgação dele? Vocês temem algum tipo de represália por causa disso em termos de mídia ou de alas mais conservadoras da sociedade brasileira e do exterior?
Thiago Bianchi
– Não. Até agora está tudo bem… Infelizmente.. (risos)

Mondo Pop- Onde vocês possuem melhor público no Brasil, e em que países o Noturnall possui uma base mais fiel de fãs?
Thiago Bianchi
– Brasil, sem sombra de dúvidas.

Mondo Pop- Quais os próximos passos da banda, especialmente após a participação no Rock in Rio?
Thiago Bianchi
– Temos duas “bombas” incríveis, mas realmente não posso contar nada agora… fiquem ligados!

Fight The System- Lyric Video- Noturnall:

Back to F*** You Up- Lyric Video- Noturnall:

Zombies (The Holy Trinity)- Noturnall:

Glenn Hughes volta a SP para show único no Carioca Club

glenn-hughes-400x

Por Fabian Chacur

Glenn Hughes, baixista e considerado um dos melhores vocalistas do rock pesado, voltará a São Paulo em breve. Ele fará um único show no dia 16 (domingo) às 19h no Carioca Club (rua Cardeal Arcoverde, 2.899- Pinheiros), com ingressos custando de R$ 100,00 (pista-meia entrada) a R$ 320,00 (camarote-inteira). Mais informações em www.ticketbrasil.com.br .

O cantor e compositor britânico nascido em 21 de agosto de 1952 terá a seu lado o guitarrista americano Dough Aldrich (que já tocou com Dio e Whitesnake) e o baterista sueco Pontus Engborg (tocou com Eric Martin, Joe Lynn Turner e Graham Bonnett, entre outros). O repertório terá músicas de sua carreira solo e das bandas das quais fez parte.

Ainda moleque, Hughes ficou conhecido como integrante da banda Trapeze, com a qual lançou trabalhos como Trapeze (1970) e Meduza (1972). Em 1974, substituiu Roger Glover no Deep Purple, participando com destaque como baixista e cantor de álbuns clássicos como Burn (1974), Stormbringer (1974) e Come Taste The Band (1975).

Seu primeiro trabalho solo, Play Me Out, saiu em 1977. Ele lançou vários outros, entre os quais Feel (1995), Greatest Hits: The Voice Of Rock (1996), Songs In The Key Of Rock (2003) e o CD/DVD Soulfully Live In The City Of Angels (2004). Nesse meio tempo, também tocou no Black Sabbath e com Tony Iommi, tendo gravado com este um CD.

Além disso, Hughes também integrou as bandas Black Rock Communion (com Joe Bonamassa e Jason Bonham) e California Breed (também com Jason Bonham). Em 2011, lançou a autobiografia Glenn Hughes- The Autobiography: From Deep Purple To Black Country Communion. Ele superou diversos problemas com drogas e voltou com força total.

Conheça as datas da turnê sul americana de Glenn Hughes:

13/08 – Centrica – Lima, Peru
15/08 – Bar da Montanha – Limeira, Brasil
16/08 – Carioca Club – São Paulo, Brasil
18/08 – Bar Opinião – Porto Alegre, Brasil
19/08 – Music Hall – Curitiba, Brasil
21/08 – Music Hall – Belo Horizonte, Brasil
22/08 – Teatro Odisseia – Rio de Janeiro, Brasil
24/08 – Teatro Nescafe de las Artes – Santiago, Chile
25/08 – Groove – Buenos Aires, Argentina

Smoke On The Water– Glenn Hughes e Doug Aldrich C/ King Of Chaos:

-Ouça o álbum solo Blues, de Glenn Hughes, em streaming:

Tony Iommi conta seus causos em uma autobiografia bacana

tony iommi livro capa-400x

Por Fabian Chacur

Para quem pensa que o Black Sabbath em sua formação original tinha só um doidão, no caso o impagável Ozzy Osbourne, recomendo a imediata leitura de Iron Man- Minha Jornada Com o Black Sabbath (Iron Man- My Journey Through Heaven And Hell With Black Sabbath-Editora Planeta), deliciosa autobiografia na qual Tony Iommi, o guitarrista da banda, conta seus impagáveis causos durante uma carreira iniciada nos anos 1960 e na ativa até hoje.

O livro tem início no episódio que poderia ter dado cabo de suas ambições no mundo da música. Aos 17 anos, em 1965, quando já dava os primeiros passos como guitarrista de rock, Iommi sofreu um acidente no seu último dia trabalhando em uma fábrica em sua cidade natal, Birmingham. Resultado: a perda das extremidades dos dois dedos do meio de sua mão direita.

Se isso já seria terrível para um músico destro, para o canhoto Iommi aquilo se mostrou praticamente a sentença de morte para ele em termos profissionais. O cara, no entanto, mostrou fibra e superou inúmeros desafios, criando no processo um estilo próprio e inimitável de tocar que ajudou a gerar alguns dos mais poderosos riffs da história do rock.

Com a ajuda de T.J. Lammers, que se incumbiu de colocar no papel os depoimentos, o guitarrista nos conta de forma detalhada como ocorreu todo esse doloroso processo. Sem choradeira e de forma bem-humorada. A história da banda que o tornou famoso mundialmente também surge de um jeito descontraído e esclarecedor.

Ozzy, por exemplo, surgiu na vida de Iommi ainda na escola, quando tiveram pouco contato, pois o cantor era um pouco mais novo do que ele. Anos depois, quando estava atrás de um vocalista para o que viria a ser o Black Sabbath, o guitarrista tomou um susto ao ver que o cara que respondeu o anúncio que havia colocado era aquele colega pateta.

Durante o decorrer das 400 páginas do livro (que você devora com avidez), o coautor de clássicos como Sabbath Bloody Sabbath, Iron Man, Paranoid, Heaven And Hell e Tomorrow’s Dream, entre inúmeros outros, nos conta como foram gravados seus álbuns, bastidores das turnês do grupo, o entra e sai de músicos e tudo o mais.

Sabemos, por exemplo, como foi a curta passagem de Tony pelo Jethro Tull, com direito a participação no mitológico filme Rock And Roll Circus, dos Rolling Stones, as brincadeiras que os músicos do grupo faziam entre si, incluindo botar fogo (literalmente!) no baterista Bill Ward, o consumo de drogas e mesmo as relações afetivas do músico britânico.

Entre outras curiosidades, ficamos sabendo que um dos vocalistas testados para substituir Ozzy Osbourne em sua saída do Black Sabbath em 1980 foi ninguém menos do que Michael Bolton, que, depois, tornou-se astro do soul pop. Ele, na época, cantou em uma banda de hard rock ao lado do guitarrista Bruce Kulick, que depois integraria o Kiss.

A entrada no Sabbath de Ronnie James Dio tem bom espaço no livro, incluindo as brigas entre ele e Iommi, o retorno dessa formação nos anos 1990 e uma nova encarnação dessa escalação, já como Heaven & Hell (nome do disco mais famoso dessa era) nos anos 2000. Fica claro que Dio e Ozzy se odiavam de forma intensa.

A narrativa vai até 2010, meses antes do lançamento do livro no exterior (saiu por aqui em 2013). Não relata, portanto, as gravações do disco do retorno aos estúdios da formação original do Black Sabbath (13) e os recentes problemas de saúde de Iommi, que aparentemente estão sendo controlados. Um livro muito bom de se ler para quem quer saber mais sobre um dos inventores do heavy metal.

Sabbath Bloody Sabbath– Black Sabbath:

Tomorrow’s Dream– Black Sabbath:

Heaven And Hell– Black Sabbath:

Ozzy diverte os jornalistas em coletiva do Monsters Of Rock

ozzy osbourne-400x

Por Fabian Chacur

A grande atração para os fãs de rock pesado em São Paulo neste fim de semana é o festival Monsters Of Rock, que ocorre neste sábado (25) e domingo (26) na Arena Anhembi. Como forma de promover o evento, rolou na noite desta sexta (24) uma entrevista coletiva na qual a estrela foi o sempre impagável Ozzy Osbourne, que divertiu os jornalistas.

Ozzy, que será a atração principal de hoje, veio ao hotel Renaissance (local da coletiva) acompanhado pelos músicos de sua banda de apoio, que elogiou (“tenho muita sorte por sempre tocar com os melhores músicos”). Ele também jogou confetes em seus fãs brasileiros (“vocês tem música no seu sangue, nas suas veias”). Quanto ao show, ele afirma que, toda a noite, “desejo fazer o melhor show da minha vida, seja onde for ou como for”.

Com várias respostas curtas, em alguns momentos o cantor não entendia as perguntas feitas diretamente em inglês pelos jornalistas (não havia intérprete), e pedia ajuda ao músico que estava do seu lado. Ria o tempo todo. “Não sei como consigo ter tantos fãs adolescentes atualmente, mas adoro isso”. Quanto à idade, ele diz se sentir mais jovem hoje do que quando tocou no Monster Of Rock no Brasil em 1995.

Quando um jornalista tentou tirar uma declaração negativa dele em relação ao astro pop Justin Bieber, ele cortou na hora: “ele é um bom amigo!”. Também não deu importância a uma questão sobre qual seria seu personagem favorito de histórias em quadrinhos. “Eu não leio histórias em quadrinhos!”. E anunciou que fará a última turnê com o Black Sabbath em 2016.

O fim da coletiva não poderia ter sido melhor. Duas garotas perguntaram como ele fazia para se manter em forma, e afirmaram que ele era muito sexy no palco. O cara riu. Quando a coletiva acabou, ele tirou foto aos lado das duas garotas, que saíram de cena com um sorriso de orelha a orelha. Príncipe das Trevas ou Príncipe do Bom Humor?

Judas Priest e as outras bandas

Antes de Ozzy dar seu show particular, tivemos a presença de outra banda marcante na história do heavy metal, o Judas Priest. Com quatro décadas de estrada, eles atualmente vivem uma grande fase em termos comerciais. Redeemer Of Souls (2014), seu mais recente CD, atingiu o sexto posto na parada americana, o lugar mais alto atingido por um de seus trabalhos por lá.

Glenn Tipton, um dos guitarristas da banda, atribui um pouco da responsabilidade por tal sucesso ao também guitarrista Richie Faulkner, que em 2011 entrou no lugar de KK Downing. “É incrível como Richie se encaixou bem na banda, como músico e também como pessoa, ele foi um catalizador para a fase atual que vivemos, que é muito positiva”.

O vocalista Rob Halford, um dos maiores ícones do rock e apelidado de Metal God por fãs e pela crítica especializada, afirmou ter boas lembranças da primeira presença do Judas Priest no Brasil, que ocorreu na edição de 1991 do Rock In Rio, realizado no estádio do Maracanã. “Tenho uma foto aqui no meu iPhone dos ensaios no Rio. Foi incrível e intimidador tocar no Brasil pela primeira vez diante de tanta gente, uma experiência incrível”.

O grupo alemão Primal Fear conta com um trunfo para seu show no Monsters Of Rock. Na estrada desde 1997, eles incorporaram recentemente ao time o baterista sul-africano radicado no Brasil Aquiles Priester, conhecido por seu trabalho com bandas como Hangar e Angra. “Quando o Hangar estava no começo, tocávamos duas músicas do Primal Fear. Hoje, quando toco essas mesmas músicas, como integrante do Primal Fear, parece um conto de fadas para mim”.

O Primal Fear havia acabado de voltar de Curitiba, onde fez shows, e os integrantes dizem ter adorado o público e também os vários tipos de caipirinha que experimentaram por lá. De quebra, um deles começou a cantar Ai Se Eu Te Pego, de Michel Teló, enquanto outro imitou a famosa coreografia. Até o mundo do metal se rendeu a esse hit sertanejo!

Uma das bandas mais interessantes incluídas na programação do Monsters Of Rock veio à coletiva representada pelos argentinos Sr. Flavio (baixista, conhecido por seu trabalho com a consagrada banda Los Fabulosos Cadillacs) e Andres Gimenez (cantor da banda punk Animal). O grupo também inclui o brasileiro Andreas Kisser (Sepultura) na guitarra e o mexicano Alex González (Maná) na bateria.

Há um ano e meio na estrada e com um álbum autointitulado no currículo, o quarteto canta suas músicas em português e castelhano. “Os músicos precisam ter a liberdade de cantar na língua que acharem melhor, da forma que se sintam mais cômodos”, defendem. Eles voltarão ao Brasil em setembro para tocar no Rock in Rio. “É uma honra tocar em eventos tão grandes como esses”.

Monsters Of Rock 2015- Line up:

Sábado, 25 de abril

12h – De La Tierra
13h05 – Primal Fear
14h20 – Coal Chamber
15h50 – Rival Sons
17h20 – Black Veil Brides
18h50 – Motörhead
20h40 – Judas Priest
22h30 – Ozzy Osbourne

Domingo, 26 de abril

12h15 – Doctor Pheabes
13h05 – Steel Panther
14h20 – Yngwie Malmsteen
15h50 – Unisonic
17h20 – Accept
18h50 – Manowar
20h40 – Judas Priest
22h30 – Kiss

Preços: R$ 400,00 (um dia) e R$700,00 (os dois dias)

fone 4003-1212

http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=38297O

Veja a coletiva de Ozzy Osbourne:

No More Tears– Ozzy Osbourne:

Breaking The Law– Judas Priest:

Maldita Historia– De La Tierra:

Older posts Newer posts

© 2019 Mondo Pop

Theme by Anders NorenUp ↑