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Henrique Portugal grava single com o mitológico Marcos Valle

leoni henrique portugal marcos valle 400x

Por Fabian Chacur

Com o Skank saindo de cena, muitos aguardam os próximos passos do vocalista Samuel Rosa, que há anos mantém uma carreira-solo paralela à bem-sucedida banda mineira. No entanto, quem surpreende é o seu tecladista, Henrique Portugal. Ele vem lançando vários singles muito interessantes, criando expectativa para uma ótima carreira individual. Os dois mais recentes trazem parcerias bem bacanas.

A Chuva (ouça aqui) é um belíssimo soft blues composto por Portugal em parceria com Roberto Frejat e o poeta e letrista Mauro Santa Cecília, cuja gravação traz um belo dueto entre os dois, com direito a uma certeira performance dos dois não só nos vocais, mas também em guitarra e teclados.

Por sua vez, Laiaraiá, que acaba de ser disponibilizada nas plataformas digitais, é uma música com melodia de Marcos Valle e letra de Leoni. O mitológico expoente da bossa nova gravou um belo dueto com o ex-tecladista do Skank, enquanto o ex-integrante do Kid Abelha e dos Heróis da Resistência marca presença apenas no clipe dessa deliciosa canção pop de rimo hipnótico e envolvente.

Além dos singles, Henrique Portugal também dará início em breve, nas redes sociais digitais e ainda neste mês, ao projeto Piano Brasileiro, no qual entrevistará grandes tecladistas. E ninguém mais adequado para iniciar a série do que o próprio Marcos Valle.

Laiaraiá– Henrique Portugal e Marcos Valle:

Make Music Day Festival tem eventos musicais em todo o país

Henrique Portugal - 400x Foto Divulgação

Por Fabian Chacur

Inaugurado na França em 1982 como Fête de La Musique, o Make Music Day Festival teve sua primeira edição no Brasil em 2019. Neste ano, o evento será realizado durante toda esta terça-feira (21), com previsão de mais de 3 mil atividades gratuitas (presenciais e virtuais) em mais de 200 cidades brasileiras. Um dos participantes é Henrique Portugal (foto), conhecido como tecladista do grupo Skank e artista solo, que participará em São Paulo de uma live sobre o mercado musical e também lançará um novo single e interagirá com outros músicos.

Aliás, o mote do Make Music Day Festival é incentivar o criador musical natural que existe em cada um de nós, apostando em atividades que permitam às pessoas exprimir seus talentos musicais com muita interação com outros profissionais da área. Daniel Neves, coordenador nacional do Make Music Brasil, fala sobre o espírito do festival:

“No Brasil, o Make Music Day celebra as cores da rica experiência cultural do país. Teremos cultura musical autenticamente brasileira e a mostra de como ela é importante para a cultura de forma geral. Todos os estilos e gêneros vão ter seu espaço, até mesmo músicos amadores que doam seu tempo para fazer o bem, levando música ao vivo em creches e asilos”.

Saiba mais e conheça toda a programação aqui.

Paixão (lyric video)- Henrique Portugal:

O fim do Skank e a ditadura dos eternos fiscais de carreira alheia

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Por Fabian Chacur

A notícia mais bombástica do último fim de semana não teve relação com a política, como na maior parte do tempo no Brasil e no mundo atual. Trata-se da divulgação da futura separação de uma banda. Em comunicado oficial publicado em seu site (leia aqui), o Skank anunciou que sairá de cena, após a realização, em 2020, de uma turnê de despedida, intitulada 30 Anos. Será, portanto, o ponto final em uma das mais bem-sucedidas trajetórias do pop-rock brasileiro.

O anúncio, seguido por extensa entrevista publicada neste fim de semana do vocalista e guitarrista do grupo mineiro, Samuel Rosa, à coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, causou rebuliço nos “tribunais de feicebuque” da vida. Claro que cada um tem o direito de opinar da forma que achar melhor. Mas fica difícil encarar aqueles que exprimem frases como “já deveriam ter acabado há muito tempo” ou mesmo “já deram o que tinham que dar”.

Cada dia fica mais claro para mim que o tempo de duração de uma carreira, seja lá qual for, deve ser definido única e exclusivamente por quem está envolvido com ela. Se é relevante, se tem público, se tem boa repercussão, se é decadente, cada um que pague o preço por suas decisões. Não há um único caminho para te levar à felicidade. Por que esse desejo de impor uma regra rígida para todos os casos? Que cada um trabalhe naquilo que quiser pelo tempo que quiser. Quem somos nós para definir isso?

E esse pito vale até para o próprio Samuel Rosa, que durante a entrevista à Folha sugeriu que diria aos cantores Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, e Rogério Flausino, do Jota Quest, para fazerem o mesmo, deixando suas bandas para se dedicar a outros projetos. Se esse é o desejo dele, que vá em frente, mas sem querer dar uma de fiscal de carreira alheia.

O anúncio logicamente tem um ar oportunista, pois não se concretizará de imediato. Antes, teremos uma turnê celebrando os 30 anos de carreira do quarteto. Normalmente, esse tipo de tour costuma render uma baita de uma grana, atraindo fãs de todos os cantos devidamente atraídos pelo teor de “um dia, um adeus” criado nessas situações. Ainda mais se levarmos em conta que o repertório terá 30 hits e uma canção inédita, reunidas em um álbum que servirá como uma espécie de souvenir.

Pelas declarações dadas pelos outros integrantes do time a ser desfeito- Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferretti (bateria), a coisa está sendo feita de comum acordo, e ninguém pensa em dar continuidade ao Skank sem seu vocalista e guitarrista, obviamente o detonador desse processo de separação.

Eles decidiram o que era melhor para eles. Nada mais legítimo. Isso não precisa ser modelo para outros grupos ou artistas. Uns duram pouco, outros tem carreiras longas. Uns estouram e ficam trilionários, outras catam moedinhas nas ruas. Uns concebem obras inesquecíveis e indispensáveis, outros vomitam porcarias inomináveis. É assim que a vida é.

E tem também aqueles que se despedem com toda a pompa e que, depois de alguns anos, acabam voltando à ativa. Como será, no caso específico do Skank, só saberemos com o tempo. Mas que também ninguém os avacalhe se por ventura tivermos futuramente uma turnê com o título Te Ver de Novo ou coisa que o valha. Afinal, nada como ter algum trabalho que te permita pagar as contas. Quem me dera que eu tivesse um desse mesmo tipo…

Te Ver (clipe original)- Skank:

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