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Nasi grava ótima composição inédita do saudoso Zé Rodrix

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Por Fabian Chacur

Em 2006, Nasi gravou Onde Os Anjos Não Ousam Pisar, faixa que deu título ao álbum solo que ele lançou naquele mesmo ano. A composição até então inédita é do saudoso Zé Rodrix (1947-2009), em parceria com Etel Frota. Agora, chega a vez de o cantor do Ira! resgatar mais uma canção inédita destes mesmos autores. Trata-se de Coração Traidor, disponibilizada nas principais plataformas digitais através da Ditto Music.

Com produção a cargo de um colaborador constante do cantor, o músico Johnny Chaves, Coração Traidor é deliciosa, e tem uma certa semelhança com When The Saints Go Marching In, tradicional standard da música norte-americana. Mais um bom lançamento de Nasi, que divulgou recentemente músicas com sua banda paralela, Nasi & The Spoilers (leia mais aqui).

Coração Traidor– Nasi:

Nasi & The Spoilers contam com participações bacanas em single

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Por Fabian Chacur

Aos poucos, Nasi & The Spoilers vão nos dando uma boa ideia de como será o seu álbum de estreia, previsto para sair ainda neste primeiro semestre. Dois singles foram divulgados anteriormente (saiba mais aqui). Agora, chega a vez de um terceiro, Feedback, uma belíssima balada rock com direito a guitarra pontuando de forma blueseira no melhor estilo anos 1960 e vocais de apoio caprichadíssimos.

Composição de Johnny Boy, que hoje faz parte do Ira!, a canção conta, nesta ótima gravação, com participações mais do que especiais de dois tarimbados músicos britânicos. São eles o baterista Steve White, conhecido por seus trabalhos com The Style Council e Paul Weller, e o guitarrista Aziz Ibrahim, que tem no currículo performances com Simply Red, The Stone Roses e Ian Brown.

Além de Nasi, que canta cada dia melhor e esbanja maturidade na sua atuação, o grupo também traz em sua escalação os músicos Daniel Tessler (guitarra e voz), Gustavo X (guitarra) e Johnny Zanei (baixista). Pelo que pudemos conferir até o momento, o álbum de Nasi & The Spoilers tem tudo para ser um dos grandes lançamentos do rock brazuca neste tumultuado 2022.

Feedback– Nasi & The Spoilers:

Nasi & Os Spoilers lançam clipe para divulgar o segundo single

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Por Fabian Chacur

Após lançar seu primeiro single em novembro (saiba mais e ouça aqui), o novo grupo do cantor do Ira!, Nasi & The Spoilers volta com mais um petardo. Trata-se da faixa Spoilers, um rock vibrante que mostra o ótimo entrosamento e o pique da banda integrada por Nasi (voz), Daniel Tessler (guitarra e voz), Gustavo X (guitarra) e Johnny Zanei (baixo). A bateria ficou a cargo do convidado Eduardo Schuler.

Daniel Tessler, o autor dessa faixa, explica um pouco sobre o que o inspirou a escrever esse belo petardo roqueiro: “Essa música é o retrato de uma angústia e uma raiva procurando vazão pra explodir. Como fã dos movimentos mod e punk, a música carrega isso: é uma bomba atômica e vai explodir no próximo suspiro, tirando tudo e todos do lugar”.

Spoilers (clipe)- Nasi & Os Spoilers:

Nasi dá a 1ª amostra do álbum que lançará com os Spoilers

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Por Fabian Chacur

Em seus 40 anos de carreira, Nasi conseguiu se firmar como um dos grandes vocalistas do rock nacional, integrando o Ira! e também com o seu projeto Nasi & Os Irmãos do Blues. Agora, ele nos oferece a 1ª amostra de um novo projeto, que o liga a uma ótima banda, The Spoilers. Trata-se do impactante single Na América do Sul, um retrato cru da atual situação política da América do Sul, que conta com a participação do consagrado baterista inglês Steve White, que tocou com The Style Council, Paul Weller (em carreira-solo), The Who e Oasis.

A virulenta pegada blues-rock da música, interpretada com muito vigor e estilo por Nasi, tem tudo a ver com o alto pedigree dos músicos que integram o The Spoilers. São eles Johnny Zanei (baixo, tocou com o Defalla e Lia Paris), Gustavo X (guitarra, ex-Cachorro Grande) e Daniel Tessler (guitarra e voz, de Os Efervescentes e Tess). O álbum completo de Nasi & The Spoilers está previsto para sair em março de 2022, com distribuição digital via Ditto Music.

Na América do Sul (clipe)- Nasi & Os Spoilers:

Ciro Pessoa, 62 anos, o eterno Pete Best dos Titãs e algo mais

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Por Fabian Chacur

Quase todo grupo musical de grande sucesso tem em sua história algum ex-integrante que saiu do time bem na hora em que as coisas começaram a dar certo. Essa situação pode ser rotulada como “síndrome de Pete Best”, o célebre baterista que foi mandado embora dos Beatles logo quando eles iriam gravar o seu primeiro single, em 1962. Guardadas as devidas proporções, esse foi o papel exercido por Ciro Pessoa nos Titãs. O cantor, compositor e musico paulistano nos deixou na madrugada desta terça-feira (5), possivelmente vítima da Covid-19.

Nascido em 12 de junho de 1957, Ciro integrou a formação original dos Titãs em 1981, e se manteve no grupo até 1983, quando resolveu sair para se dedicar a outros projetos. Ele, no entanto, teve músicas com sua coautoria gravadas pela banda, os hits Sonífera Ilha, Babi Indio, Toda Cor, Dona Nenê e Homem Primata, além de Sonho Com Você, que lhe renderam direitos autorais.

Ciro voltou à tona em 1987 com uma banda que ele tocava paralelamente aos Titãs, a Cabine C, que lançou seu primeiro e único disco naquele mesmo ano. O LP tem como título Fósforos de Oxford, e foi o único lançado pelo selo RPM Discos, montado pela banda de Paulo Ricardo. Com pouca divulgação e distribuição, o disco passou meio batido.

Com uma sonoridade inspirada no pós-punk de bandas como The Cure, o disco não teve uma recepção muito favorável por parte da imprensa. O crítico Marcelo Orosco Velehov fez uma resenha ácida, com direito a uma frase que dizia mais ou menos isso: “a voz monocórdia de Ciro fez com que músicas já bastante parecidas entre si soassem como a mesma”.

Posteriormente, Pessoa investiu em outros projetos, incluindo trabalhos solo como No Meio da Rua Eu Grito Help (2003), e também teve músicas gravadas pelo Ira!, além de publicar nas redes sociais opiniões políticas polêmicas, incluindo elogios a um certo Olavo de Carvalho.

obs.: valeu pelo toque em relação ao fato de o Cabine C já estar na ativa quando Ciro Pessoa ainda estava nos Titãs, meu caro Raphael Rodrigues! Correção devidamente feita!

Homem Primata– Titãs:

Ira! lança o 3º single de seu novo álbum de inéditas, que sai logo

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Por Fabian Chacur

Após disponibilizar as faixas O Amor Também Faz Errar (ouça aqui ) e Mulheres à Frente da Tropa (ouça aqui), o Ira! nos oferece a terceira amostra do que será o seu primeiro álbum de inéditas desde Invisível DJ (2007). Trata-se de Chuto Pedras e Assovio, parceria de Edgard Scandurra com a cantora Bárbara Eugênia. O álbum é intitulado Ira (assim mesmo, sem o ponto de exclamação), e sairá em breve. Novamente, o grupo se mostra bastante afiado, com mais uma faixa à altura de seu legado de quase 40 anos de estrada como uma das bandas mais bem-sucedidas dentre as surgidas na década de 1980 na então efervescente cena roqueira de São Paulo.

A canção foi composta por Scandurra e Bárbara em 2010, quando o guitarrista, cantor e compositor do Ira! estava produzindo um disco da cantora, no Rio de Janeiro. A gravação traz ele, o vocalista Nasi e seus atuais parceiros de banda, Johnny Boy (baixo) e Evaristo Pádua (bateria), e possui uma levada de rock balada com direito a um assovio daqueles que gruda imediatamente nos ouvidos.

“A letra foi inspirada na sagrada rotina que a estrada impõe aos músicos, longe de suas casas e sozinhos em quartos de hotéis em distantes cidades onde encontram nessa solidão espaço para reflexões, amor, trabalho, paz e alegria. Ao mesmo tempo, convida seu amor a esquecer os problemas e acompanhá-lo sem pretensões ou planos. Apenas que vivam intensamente o momento presente”, diz Edgard em comentário enviado à imprensa.

Chuto Pedras e Assovio– Ira!:

Ira! apresenta uma amostra do conteúdo de seu novo trabalho

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Por Fabian Chacur

Já está disponível nas plataformas digitais, com distribuição a cargo da Ditto Music, o novo single do Ira!, intitulado O Amor Também Faz Errar. A faixa é a primeira prévia de Ira (isso mesmo, sem ponto de exclamação), primeiro álbum de inéditas da consagrada banda paulistana desde Invisível DJ (2007) e com previsão de lançamento para maio, ainda sem a divulgação dos formatos em que estará disponível. A produção ficou a cargo do badalado Apollo 9, e foi registrado no estúdio A9, em São Paulo, eterna sede desse grupo criado nos idos de 1981 na Vila Mariana.

O grupo voltou à cena em maio de 2014 após anos de brigas na justiça e muitas desavenças. O retorno ocorreu mantendo a penas a essência do time, com os fundadores Nasi (vocal) e Edgard Scandurra (guitarra e vocal). Ricardo Gaspa e André Jung, os outros parceiros da formação clássica, deram suas vagas a, respectivamente, Johnny Boy (baixo) e Evaristo Pádua, que, no entanto, não aparecem nas fotos de divulgação da nova fase dos caras.

O single, com mais de quatro minutos de duração, flagra Nasi e Edgard (este, o autor da canção) em ótima forma, com uma levada clássica da banda e aquele sabor de rock balada com temática afetiva e existencial que sempre marcou seus trabalhos de maior sucesso. Ira será o 15º álbum do Ira!, englobando gravações ao vivo, e vem após o projeto Ira! Folk (2016-2017), no qual o grupo releu seus hits em formato centrado em vozes e violões.

O Amor Também Faz Errar– Ira!:

Andy Gill, do Gang Of Four, um guitarrista dos mais influentes

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Por Fabian Chacur

Dos grupos surgidos no pós-punk britânico, na segunda metade dos anos 1970, o Gang Of Four certamente foi um dos melhores e mais influentes. Nele, a guitarra de Andy Gill sempre se mostrou um marco, com sua performance agressiva, incisiva e criativa, mesclando influências e sendo várias coisas ao mesmo tempo, de forma original. Não é de se estranhar que tenha influenciado tanta gente. Neste sábado (1º), infelizmente o site oficial da banda anunciou a morte do músico aos 64 anos, vítima de pneumonia. Sua última turnê com o Gang Of Four, que só tinha atualmente ele da formação original, ocorreu em novembro de 2019.

Nascido em Manchester, Inglaterra, em 1º de janeiro de 1956, Andrew James Dalrymple Gill criou sua banda em 1976, quando cursava artes na Leeds University, ao lado de Jon King (vocal e letras), David Allen (baixo) e Hugo Burnham (bateria). Seu primeiro single, Damaged Goods, saiu em 1978, belo e suculento aperitivo para o álbum de estréia, Entertainment! (1979), do qual se destaca a marcante At Home He’s a Tourist.

O rock nervoso, vibrante, altamente urbano e original gerou a seguir o álbum Solid Gold (1981), após o qual David Allen saiu, substituído pela baixista e vocalista Sara Lee. Com a nova formação, veio Songs Of The Free (1982), no qual elementos de funk entraram com mais força na mistura, gerando clássicos do rock oitentista como Call Me Up e I Love a Man In a Uniform.

Após a saída de Hugo Burnham, o grupo voltou ao estúdio e gravou Hard (1983), seu trabalho mais próximo do pop, trazendo o hit Is It Love e a participação nos vocais de apoio de Alfa Anderson (do grupo Chic) e Brenda White King (que participou de discos do Chic, Luther Vandross e muitos outros). Aliás, na época havia um boato (não confirmado) de que Nile Rodgers produziria esse álbum.

Depois desse disco, o grupo ficaria sete anos fora de cena. O retorno rolou em 1991 com Gill e King e outros parceiros, no álbum Mall. A partir daí, a banda teria idas e vindas, com direito a alguns lançamentos e a shows. Entre 2004 e 2006, sua formação original voltou a se reunir, e foi exatamente nesta época que eles tocaram no Brasil pela primeira vez, em 2006 (leia a resenha do show aqui).

O grupo voltaria a se apresentar em nosso país em 2011 (no Cultura Inglesa Festival) e 2018. Em 2012, Gill veio a São Paulo para participar de um show ao lado de integrantes da Legião Urbana, que nunca esconderam a influência que o trabalho do Gang Of Four teve em seu som.

Titãs, Ira! e diversas outras bandas brasileiras foram influenciadas por eles, e o Ultraje a Rigor regravou uma das músicas da banda britânica, I Found That Essence Rare, em seu disco de releituras Por Que Ultraje a Rigor? (1990).

Além de músico, Andy Gill também produziu trabalhos de diversos grupos e artistas importantes, entre os quais o Red Hot Chili Peppers (seu autointitulado álbum de estreia, de 1984), Killing Joke (um autointitulado álbum de 2003) e Michael Hutchence (seu autointitulado álbum póstumo, lançado em 1999).

Call Me Up (live)- Gang Of Four:

Isso É Amor, do Ira!, é relançado em vinil 180 gramas e fita cassete

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Por Fabian Chacur

Uma quantidade significativa dos recentes relançamentos em vinil se concentra em trabalhos já anteriormente lançados nesse formato. Isto É Amor, do Ira!, que a Polysom estará disponibilizando em LP de 180 gramas e também em fita cassete, foge desse perfil, pois saiu em 1999, quando os discos chegavam ao mercado brasileiro exclusivamente em CD, que atualmente vive uma espécie de ostracismo temporário em alguns desses projetos de resgate de grandes álbuns. Uma pena.

Como foi concebido para a duração bem maior de tempo proporcionada pelos compact discs, Isso É Amor contém quase 50 minutos de conteúdo musical. Como forma de viabilizar uma edição em vinil sem prejudicar a qualidade técnica, a Polysom optou por oferecer o LP com 12 faixas, sendo que as duas faixas restantes do formato original aparecem em um compacto simples de vinil que será vendido junto com o “bolachão”.

Isso É Amor flagra o grupo então integrado por Nasi (vocal), Edgard Scandurra (guitarra e vocal), Ricardo Gaspa (baixo) e André Jung (bateria) relendo canções alheias. As faixas que tiveram maior repercussão do CD, na época lançado pela hoje extinta Abril Music, foram Telefone (hit da Gang 90), com participação de Fernanda Takai, e Bebendo Vinho (de Wander Wildner).

Outros momentos bacanas deste trabalho do grupo paulistano são Jorge Maravilha, rock bissexto de Chico Buarque, Teorema (da Legião Urbana de Renato Russo) e Um Girassol da Cor do Seu Cabelo (Lô e Márcio Borges), esta última com participação especial de Samuel Rosa, do Skank. O título do álbum foi extraído do refrão da música Telefone, o maior hit da Gang 90 do saudoso Julio Barroso.

Ouça Isto É Amor em streaming:

Ira! chega ao Rio para show único em sua bela versão folk e acústica

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Por Fabian Chacur

No finalzinho de 2013, Edgard Scandurra e Nasi encerraram um longo período de inimizade e distância com o retorno da parceria que iniciaram nos tempos de escola e que gerou o Ira!, um dos grupos mais bem-sucedidos da história do rock brasileiro. Como se essa boa notícia não bastasse, eles ainda criaram, no início de 2016, um projeto paralelo, o Ira! Folk, investindo em versões acústicas de seus grandes hits.

É com essa formação que esses bons e velhos amigos se apresentam no Rio de Janeiro neste sábado (27) às 22h no Teatro VillageMall (avenida das Américas, nº 3.900- loja 160 do Shopping VillageMall- Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos custando de R$ 40,00 a R$ 150,00.

A encarnação folk do Ira! traz apenas a essência da banda, com Nasi nos vocais e Edgard Scandurra nos vocais e violão. Os shows da dupla nesse formato se mostraram tão bacanas que geraram em 2017 o DVD e CD Ira! Folk Ao Vivo Em Sâo Paulo, lançado em parceria com o Canal Brasil. Esse registro conta com as participações especiais de Yamandu Costa e Fernanda Takai.

Neste show único no Rio de Janeiro, Scandurra e seu fiel parceiro de Vila Mariana (SP) mergulham em uma deliciosa geral em momentos muito significativos de sua trajetória, com direito a maravilhas perenes do cancioneiro rocker brasileiro do porte de Flores em Você, Dias de Luta, Envelheço na Cidade, Eu Quero Sempre Mais, Tolices, Tarde Vazia e Núcleo Base.

Ouça o álbum Ira! Folk ao vivo em streaming:

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