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Ciro Pessoa, 62 anos, o eterno Pete Best dos Titãs e algo mais

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Por Fabian Chacur

Quase todo grupo musical de grande sucesso tem em sua história algum ex-integrante que saiu do time bem na hora em que as coisas começaram a dar certo. Essa situação pode ser rotulada como “síndrome de Pete Best”, o célebre baterista que foi mandado embora dos Beatles logo quando eles iriam gravar o seu primeiro single, em 1962. Guardadas as devidas proporções, esse foi o papel exercido por Ciro Pessoa nos Titãs. O cantor, compositor e musico paulistano nos deixou na madrugada desta terça-feira (5), possivelmente vítima da Covid-19.

Nascido em 12 de junho de 1957, Ciro integrou a formação original dos Titãs em 1981, e se manteve no grupo até 1983, quando resolveu sair para se dedicar a outros projetos. Ele, no entanto, teve músicas com sua coautoria gravadas pela banda, os hits Sonífera Ilha, Babi Indio, Toda Cor, Dona Nenê e Homem Primata, além de Sonho Com Você, que lhe renderam direitos autorais.

Ciro voltou à tona em 1987 com uma banda que ele tocava paralelamente aos Titãs, a Cabine C, que lançou seu primeiro e único disco naquele mesmo ano. O LP tem como título Fósforos de Oxford, e foi o único lançado pelo selo RPM Discos, montado pela banda de Paulo Ricardo. Com pouca divulgação e distribuição, o disco passou meio batido.

Com uma sonoridade inspirada no pós-punk de bandas como The Cure, o disco não teve uma recepção muito favorável por parte da imprensa. O crítico Marcelo Orosco Velehov fez uma resenha ácida, com direito a uma frase que dizia mais ou menos isso: “a voz monocórdia de Ciro fez com que músicas já bastante parecidas entre si soassem como a mesma”.

Posteriormente, Pessoa investiu em outros projetos, incluindo trabalhos solo como No Meio da Rua Eu Grito Help (2003), e também teve músicas gravadas pelo Ira!, além de publicar nas redes sociais opiniões políticas polêmicas, incluindo elogios a um certo Olavo de Carvalho.

obs.: valeu pelo toque em relação ao fato de o Cabine C já estar na ativa quando Ciro Pessoa ainda estava nos Titãs, meu caro Raphael Rodrigues! Correção devidamente feita!

Homem Primata– Titãs:

Ira! lança o 3º single de seu novo álbum de inéditas, que sai logo

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Por Fabian Chacur

Após disponibilizar as faixas O Amor Também Faz Errar (ouça aqui ) e Mulheres à Frente da Tropa (ouça aqui), o Ira! nos oferece a terceira amostra do que será o seu primeiro álbum de inéditas desde Invisível DJ (2007). Trata-se de Chuto Pedras e Assovio, parceria de Edgard Scandurra com a cantora Bárbara Eugênia. O álbum é intitulado Ira (assim mesmo, sem o ponto de exclamação), e sairá em breve. Novamente, o grupo se mostra bastante afiado, com mais uma faixa à altura de seu legado de quase 40 anos de estrada como uma das bandas mais bem-sucedidas dentre as surgidas na década de 1980 na então efervescente cena roqueira de São Paulo.

A canção foi composta por Scandurra e Bárbara em 2010, quando o guitarrista, cantor e compositor do Ira! estava produzindo um disco da cantora, no Rio de Janeiro. A gravação traz ele, o vocalista Nasi e seus atuais parceiros de banda, Johnny Boy (baixo) e Evaristo Pádua (bateria), e possui uma levada de rock balada com direito a um assovio daqueles que gruda imediatamente nos ouvidos.

“A letra foi inspirada na sagrada rotina que a estrada impõe aos músicos, longe de suas casas e sozinhos em quartos de hotéis em distantes cidades onde encontram nessa solidão espaço para reflexões, amor, trabalho, paz e alegria. Ao mesmo tempo, convida seu amor a esquecer os problemas e acompanhá-lo sem pretensões ou planos. Apenas que vivam intensamente o momento presente”, diz Edgard em comentário enviado à imprensa.

Chuto Pedras e Assovio– Ira!:

Ira! apresenta uma amostra do conteúdo de seu novo trabalho

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Por Fabian Chacur

Já está disponível nas plataformas digitais, com distribuição a cargo da Ditto Music, o novo single do Ira!, intitulado O Amor Também Faz Errar. A faixa é a primeira prévia de Ira (isso mesmo, sem ponto de exclamação), primeiro álbum de inéditas da consagrada banda paulistana desde Invisível DJ (2007) e com previsão de lançamento para maio, ainda sem a divulgação dos formatos em que estará disponível. A produção ficou a cargo do badalado Apollo 9, e foi registrado no estúdio A9, em São Paulo, eterna sede desse grupo criado nos idos de 1981 na Vila Mariana.

O grupo voltou à cena em maio de 2014 após anos de brigas na justiça e muitas desavenças. O retorno ocorreu mantendo a penas a essência do time, com os fundadores Nasi (vocal) e Edgard Scandurra (guitarra e vocal). Ricardo Gaspa e André Jung, os outros parceiros da formação clássica, deram suas vagas a, respectivamente, Johnny Boy (baixo) e Evaristo Pádua, que, no entanto, não aparecem nas fotos de divulgação da nova fase dos caras.

O single, com mais de quatro minutos de duração, flagra Nasi e Edgard (este, o autor da canção) em ótima forma, com uma levada clássica da banda e aquele sabor de rock balada com temática afetiva e existencial que sempre marcou seus trabalhos de maior sucesso. Ira será o 15º álbum do Ira!, englobando gravações ao vivo, e vem após o projeto Ira! Folk (2016-2017), no qual o grupo releu seus hits em formato centrado em vozes e violões.

O Amor Também Faz Errar– Ira!:

Andy Gill, do Gang Of Four, um guitarrista dos mais influentes

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Por Fabian Chacur

Dos grupos surgidos no pós-punk britânico, na segunda metade dos anos 1970, o Gang Of Four certamente foi um dos melhores e mais influentes. Nele, a guitarra de Andy Gill sempre se mostrou um marco, com sua performance agressiva, incisiva e criativa, mesclando influências e sendo várias coisas ao mesmo tempo, de forma original. Não é de se estranhar que tenha influenciado tanta gente. Neste sábado (1º), infelizmente o site oficial da banda anunciou a morte do músico aos 64 anos, vítima de pneumonia. Sua última turnê com o Gang Of Four, que só tinha atualmente ele da formação original, ocorreu em novembro de 2019.

Nascido em Manchester, Inglaterra, em 1º de janeiro de 1956, Andrew James Dalrymple Gill criou sua banda em 1976, quando cursava artes na Leeds University, ao lado de Jon King (vocal e letras), David Allen (baixo) e Hugo Burnham (bateria). Seu primeiro single, Damaged Goods, saiu em 1978, belo e suculento aperitivo para o álbum de estréia, Entertainment! (1979), do qual se destaca a marcante At Home He’s a Tourist.

O rock nervoso, vibrante, altamente urbano e original gerou a seguir o álbum Solid Gold (1981), após o qual David Allen saiu, substituído pela baixista e vocalista Sara Lee. Com a nova formação, veio Songs Of The Free (1982), no qual elementos de funk entraram com mais força na mistura, gerando clássicos do rock oitentista como Call Me Up e I Love a Man In a Uniform.

Após a saída de Hugo Burnham, o grupo voltou ao estúdio e gravou Hard (1983), seu trabalho mais próximo do pop, trazendo o hit Is It Love e a participação nos vocais de apoio de Alfa Anderson (do grupo Chic) e Brenda White King (que participou de discos do Chic, Luther Vandross e muitos outros). Aliás, na época havia um boato (não confirmado) de que Nile Rodgers produziria esse álbum.

Depois desse disco, o grupo ficaria sete anos fora de cena. O retorno rolou em 1991 com Gill e King e outros parceiros, no álbum Mall. A partir daí, a banda teria idas e vindas, com direito a alguns lançamentos e a shows. Entre 2004 e 2006, sua formação original voltou a se reunir, e foi exatamente nesta época que eles tocaram no Brasil pela primeira vez, em 2006 (leia a resenha do show aqui).

O grupo voltaria a se apresentar em nosso país em 2011 (no Cultura Inglesa Festival) e 2018. Em 2012, Gill veio a São Paulo para participar de um show ao lado de integrantes da Legião Urbana, que nunca esconderam a influência que o trabalho do Gang Of Four teve em seu som.

Titãs, Ira! e diversas outras bandas brasileiras foram influenciadas por eles, e o Ultraje a Rigor regravou uma das músicas da banda britânica, I Found That Essence Rare, em seu disco de releituras Por Que Ultraje a Rigor? (1990).

Além de músico, Andy Gill também produziu trabalhos de diversos grupos e artistas importantes, entre os quais o Red Hot Chili Peppers (seu autointitulado álbum de estreia, de 1984), Killing Joke (um autointitulado álbum de 2003) e Michael Hutchence (seu autointitulado álbum póstumo, lançado em 1999).

Call Me Up (live)- Gang Of Four:

Isso É Amor, do Ira!, é relançado em vinil 180 gramas e fita cassete

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Por Fabian Chacur

Uma quantidade significativa dos recentes relançamentos em vinil se concentra em trabalhos já anteriormente lançados nesse formato. Isto É Amor, do Ira!, que a Polysom estará disponibilizando em LP de 180 gramas e também em fita cassete, foge desse perfil, pois saiu em 1999, quando os discos chegavam ao mercado brasileiro exclusivamente em CD, que atualmente vive uma espécie de ostracismo temporário em alguns desses projetos de resgate de grandes álbuns. Uma pena.

Como foi concebido para a duração bem maior de tempo proporcionada pelos compact discs, Isso É Amor contém quase 50 minutos de conteúdo musical. Como forma de viabilizar uma edição em vinil sem prejudicar a qualidade técnica, a Polysom optou por oferecer o LP com 12 faixas, sendo que as duas faixas restantes do formato original aparecem em um compacto simples de vinil que será vendido junto com o “bolachão”.

Isso É Amor flagra o grupo então integrado por Nasi (vocal), Edgard Scandurra (guitarra e vocal), Ricardo Gaspa (baixo) e André Jung (bateria) relendo canções alheias. As faixas que tiveram maior repercussão do CD, na época lançado pela hoje extinta Abril Music, foram Telefone (hit da Gang 90), com participação de Fernanda Takai, e Bebendo Vinho (de Wander Wildner).

Outros momentos bacanas deste trabalho do grupo paulistano são Jorge Maravilha, rock bissexto de Chico Buarque, Teorema (da Legião Urbana de Renato Russo) e Um Girassol da Cor do Seu Cabelo (Lô e Márcio Borges), esta última com participação especial de Samuel Rosa, do Skank. O título do álbum foi extraído do refrão da música Telefone, o maior hit da Gang 90 do saudoso Julio Barroso.

Ouça Isto É Amor em streaming:

Ira! chega ao Rio para show único em sua bela versão folk e acústica

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Por Fabian Chacur

No finalzinho de 2013, Edgard Scandurra e Nasi encerraram um longo período de inimizade e distância com o retorno da parceria que iniciaram nos tempos de escola e que gerou o Ira!, um dos grupos mais bem-sucedidos da história do rock brasileiro. Como se essa boa notícia não bastasse, eles ainda criaram, no início de 2016, um projeto paralelo, o Ira! Folk, investindo em versões acústicas de seus grandes hits.

É com essa formação que esses bons e velhos amigos se apresentam no Rio de Janeiro neste sábado (27) às 22h no Teatro VillageMall (avenida das Américas, nº 3.900- loja 160 do Shopping VillageMall- Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos custando de R$ 40,00 a R$ 150,00.

A encarnação folk do Ira! traz apenas a essência da banda, com Nasi nos vocais e Edgard Scandurra nos vocais e violão. Os shows da dupla nesse formato se mostraram tão bacanas que geraram em 2017 o DVD e CD Ira! Folk Ao Vivo Em Sâo Paulo, lançado em parceria com o Canal Brasil. Esse registro conta com as participações especiais de Yamandu Costa e Fernanda Takai.

Neste show único no Rio de Janeiro, Scandurra e seu fiel parceiro de Vila Mariana (SP) mergulham em uma deliciosa geral em momentos muito significativos de sua trajetória, com direito a maravilhas perenes do cancioneiro rocker brasileiro do porte de Flores em Você, Dias de Luta, Envelheço na Cidade, Eu Quero Sempre Mais, Tolices, Tarde Vazia e Núcleo Base.

Ouça o álbum Ira! Folk ao vivo em streaming:

Ira! relê ao vivo em São Paulo seu LP Psicoacústica (1988)

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Por Fabian Chacur

Em 1988, o Ira! lançou o seu álbum mais experimental. Após dois trabalhos de muito sucesso, o grupo paulistano mostrou no LP Psicoacústica uma disposição de explorar novos rumos sonoros que a capa em 3-D (com direito a um óculos especial de brinde) já indicava. A banda comemora os 30 anos desse trabalho com dois show em São Paulo, nesta sexta (14) e sábado (15), sempre às 21h30, no Sesc Belenzinho- Comedoria (rua Padre Adelino, nº 1.000- Belenzinho- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos custando de R$ 9,00 a R$ 30,00.

O set list dos shows do grupo paulistano trará na íntegra o repertório de seu terceiro álbum, do qual fazem parte músicas marcantes como Rubro Zorro, Poder, Sorriso, Fama, Receita Para Se Fazer Um Herói, Pegue Essa Arma e Farto de Rock ‘N’ Roll, que nem sempre costumam ser tocados ao vivo nos seus shows. Essa mistura de psicodelia, hard rock e até elementos de rap não vendeu muito na época, mas lhes proporcionou um CD influente e relembrado com carinho em sua discografia.

De volta à ativa desde 2014, após alguns anos fora de cena, o Ira! mantém de sua formação clássica Nasi (vocal) e Edgard Scandurra (guitarra e vocal), que hoje tem a seu lado Evaristo Pádua (bateria), Johnny Boy (teclados e violão) e Daniel Rocha (baixo). Além das músicas de Psicoacústica, haverá espaço para hits como Flores Em Você, Dias de Luta, Núcleo Base, Envelheço Na Cidade e Tarde Vazia.

Psicoacústica- Ira! (ouça em streaming):

Edgard Scandurra/Nasi: segue na estrada a turnê Ira! Folk

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Por Fabian Chacur

Tudo começou quando Edgard Scandurra e Nasi cantavam canções no melhor esquema voz e violão, lá na segunda metade dos anos 1970. Quase quatro décadas depois, o círculo de certa forma se fecha quando os velhos amigos iniciam a turnê Ira! Folk, na qual releem grandes sucessos da banda que os tornou conhecidos nacionalmente, o Ira!, em um formato voz e violão, despido de eletricidade e trazendo à frente as melodias e também os acordes acústicos dos violões.

O primeiro show do novo projeto ocorreu no último dia 13 de maio no Teatro Positivo, em Curitiba, perante 2.450 pessoas, ou seja, a lotação completa do local. E a boa notícia é que Scandurra e Nasi anunciaram mais 16 datas pelo Brasil, sendo que a primeira será realizada nesta sexta-feira (10) na cidade de Pato Branco (PR). A última confirmada até o momento rolará no dia 15 de outubro em Fortaleza (CE).

O repertório inclui canções bastante queridas pelos fãs da banda, como por exemplo Tolices, que Nasi recorda ter sido composta por Edgard Scandurra ainda nos seus tempos de colégio, em uma versão instrumental inicialmente intitulada São Patrício que pouco depois ganharia letra, e apareceria no primeiro álbum da banda, Mudança de Comportamento (1985). Tarde Vazia e Boneca de Cera também fazem parte do set list, que certamente virará DVD/CD.

As datas da turnê Ira! Folk confirmadas até o momento:

10.06.2016 PATO BRANCO/PR

11.06.2016 CASCAVEL/PR

02.07.2016 BELO HORIZONTE/MG

16.07.2016 SÃO CAETANO DO SUL/SP

12.08.2016 SÃO PAULO/SP

13.08.2016 SÃO PAULO/SP

18.08.2016 FLORIANÓPOLIS/SC

19.08.2016 JOINVILLE/SC

20.08.2016 BLUMENAU/SC

21.08.2016 JARAGUÁ DO SUL/SC

06.09.2016 NOVO HAMBURGO/RS

07.09.2016 PORTO ALEGRE/RS

08.08.2016 PELOTAS/RS

13.10.2016 RECIFE/PE

14.10.2016 NATAL/RN

15.10.2016 FORTALEZA/CE

Tolices (ao vivo)- Ira! Acústico:

Tarde Vazia (ao vivo)- Ira! Acústico:

Bonecas de Cera (ao vivo)- Ira! Acústico:

Edgard Scandurra lança disco em parceria com a Silvia Tape

foto Edgard Scandurra e Silvia Tape - credito Juliana R_ 2 w-400x

Por Fabian Chacur

Desde sempre, Edgard Scandurra é conhecido por sua inquietude e capacidade de encarar os mais diversos projetos musicais possíveis. O cantor, compositor e guitarrista do Ira! incorpora um novo item à extensa lista de colaborações realizadas em seus mais de 30 anos de carreira. Trata-se de um álbum em dupla com a cantora e compositora Silvia Tape, intitulado Est, e que está chegando ao mercado nesta terça (24).

O trabalho de Scandurra e Tape sai primeiro pela via digital, podendo ser encontrado nas plataformas digitais. Está previsto o lançamento nos formatos CD e LP de vinil no início de 2016, sempre pelo Selo180. O álbum foi gravado no Wah Wah Studio, em São Paulo, e reúne dez faixas inéditas, entre elas Asas Irreais, que tem já um belo clipe disponível e cuja letra faz menção ao poema Ismália, do célebre poeta simbolista mineiro Alphonsus de Guimarães (1870-1921).

O embrião desse trabalho surgiu em 2009, quando Edgard Scandurra fez algumas gravações caseiras pensando no que seria um disco instrumental solo. Ao conhecer Silvia Tape em um show de Fausto Fawcett da qual ela participou, encantou-se por sua voz, e resolveu partir para uma parceria com a moça em cima daquele material, que ganhou letras feitas basicamente pela artista.

Silvia Tape foi baixista da banda de garage rock Happy Cow em Piracicaba (SP) nos anos 1990, e atualmente é a guitarrista da nova formação da seminal banda As Mercenárias, da qual, por sinal, Scandurra fez parte na década de 1980. Ela também investe em carreira solo, e lançou um EP com produção de Pipo Pecoraro e participação do veterano artista indie Júpiter Maçã.

Asas Irreais– Edgard Scandurra e Silvia Tape:

Meu Lamento (ao vivo)- Edgard Scandurra e Silvia Tape:

Vespas Mandarinas esbanjam pique em ótimo DVD ao vivo

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Por Fabian Chacur

Após o lançamento de seu álbum de estreia, o ótimo Animal Nacional, a banda Vespas Mandarinas nos oferece agora o registro de um visceral show realizado no palco do Centro Cultural São Paulo em 27 de julho de 2013. Animal Nacional Ao Vivo é um DVD necessário para quem por ventura ainda tem dúvidas em relação ao futuro do rock nacional. A depender desse quarteto aqui, será de glórias, riffs e pura emoção. Coisa finíssima!

Desde o seu início, há quase cinco anos, esse grupo vem dignificando o rock brazuca. Suas armas: dois ótimos vocalistas e guitarristas que se alternam, os ótimos e carismáticos Chuck Hipolitho e Thadeu Meneghini, e uma sólida cozinha rítmica formada por André Dea (bateria e vocais) e Flávio Guarnieri (baixo). Não são músicos do tipo virtuoses. Eles jogam a favor do trabalho em grupo e das boas canções que compõem. Bela aposta, vencida com categoria.

Animal Nacional Ao Vivo aproveita bem o mitológico espaço do Centro Cultural São Paulo e flagra os músicos bem próximos do público, com direito a belos closes e entrada na intimidade das performances deles. Nada além de alguns poucos efeitos de iluminação são usados. O que vale aqui é a visceralidade dos quatro caras, sem rodeios nem frescuras.

O repertório traz as músicas do CD de estreia mais Sasha Grey, lançada em um EP em 2011. Adalberto Rabelo Filho, parceiro dos integrantes da banda na maior parte de suas composições, marca presença no show, assim como os integrantes da banda baiana Vivendo do Ócio. Não Sei o Que Fazer Comigo, Santa Sampa, Antes que Você Conte Até Dez, Cobra de Vidro, O Inimigo, é uma bala atrás da outra.

Como forma de dar um tom apocalíptico à parte final do show, ninguém menos do que Edgard Scandurra entra em cena para tocar e cantar com as Vespas Mandarinas três clássicos do Ira!, as eternas Gritos na Multidão, Dias de Luta e Núcleo Base, encerrando de forma brilhante um show que mostra uma banda promissora em belíssimo momento de sua ainda curta trajetória. Vem mais coisa boa por aí.

De quebra, o DVD nos proporciona os cinco clipes que divulgaram faixas de Animal Nacional, todos muito legais, com destaque para os de Santa Sampa (ambientado no histórico Bar Riviera) e Não Sei o que Fazer Comigo. Animal Nacional Ao Vivo é a prova concreta de que as grandes bandas do rock brasileiro dos anos 1980 enfim tem seguidores à altura.

Não Sei o Que Fazer Comigo (clipe)- Vespas Mandarinas:

Gritos na Multidão (ao vivo)- Vespas Mandarinas e Edgard Scandurra:

Núcleo Base (ao vivo)- Vespas Mandarinas e Edgard Scandurra:

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