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Joe Jackson lança um single e anuncia novo CD para 2019

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Por Fabian Chacur

Boas novas para os fãs de Joe Jackson. O cantor, compositor e músico britânico lançou um novo single, o estonteante e contagiante rock Fabulously Absolute, primeira amostra do conteúdo do que será o seu 20º álbum de estúdio. Fool (foto), que será disponibilizado nos formatos CD, vinil e digital pela gravadora EarMusic, já tem data para chegar ao mercado discográfico internacional (mas não no Brasil): 18 de janeiro de 2019.

Será o primeiro álbum de estúdio de Jackson desde o excelente Fast Forward (2015). O trabalho começou a ser gravado no dia seguinte ao fim da turnê de divulgação de FF, que durou três anos e abrangeu 103 apresentações. O time que o acompanha no álbum é o mesmo da turnê, com o inseparável baixista Graham Maby, que toca com ele há 40 anos, e também Teddy Kumpell (guitarra) e Doug Yowell (bateria).

A produção do CD ficou a cargo do próprio artista, em parceria com Pat Dillett, conhecido por seus trabalhos com David Byrne, Sufjan Stevens e Glen Hansard, entre outros. O álbum será divulgado por uma nova turnê que terá início em fevereiro e passará inicialmente por Europa e EUA. Intitulada Four Decade Tour, a série de shows celebrará os 40 anos de lançamento do primeiro álbum de Joe Jackson, Look Sharp! (1979).

O set list dos shows incluirá músicas do LP de estreia e também de Night And Day (1982), Laughter And Lust (1991) e Rain (2008), além de algumas canções de seus outros CDs e covers nunca antes feitos por ele. Aos 64 anos, Joe Jackson tem como marca a consistente mistura de rock, jazz, soul, música erudita e pop, com direito a uma sonoridade original e que viveu seu auge comercial nos anos 1980 com o megahit Steppin’ Out. Sua discografia é sensacional, para dizer o mínimo.

Leia mais textos sobre Joe Jackson aqui.

Fabulously Absolute– Joe Jackson:

Night And Day- Joe Jackson: 35 anos e ainda impecável

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Por Fabian Chacur

Em junho de 1982, Joe Jackson lançou o seu álbum mais ambicioso. Aos 27 anos de idade (completaria 28 em agosto daquele mesmo ano), o cantor, compositor e músico britânico havia surgido com força no cenário musical com uma sonoridade rotulada como new wave pela crítica, e conseguiu ótimos resultados comerciais. Mas Night And Day era um passo adiante dos mais arriscados, pois trazia uma sonoridade bem peculiar.

Ao invés do ótimo rock básico com elementos de reggae e pop presentes em hits como Is She Really Going Out With Him, I’m a Man e Fools In Love, Jackson parecia querer trazer para o seu universo próprio algo do surpreendente disco que lançou em 1981, Jumpin’ Jive, composto por releituras de clássicos da era do swing jazz dos anos 1930 e 1940.

Vale lembrar que ele era quase uma exceção em sua geração, pois tem o piano como o seu instrumento base, ao invés da guitarra. E, embora roqueiro de coração, Jackson traz uma formação composta também por música erudita e jazz, elementos que se incorporaram à sua formação quando estudou música formalmente. Portanto, era questão mesmo de tempo que isso aflorasse no seu trabalho.

Night And Day marcou a saída do artista da Inglaterra rumo aos EUA, mais precisamente a Nova York. Nos estúdios da Big Apple, ele teve a inspiração de usar como tema do novo álbum uma espécie de viagem de um dia por aquela cidade, iniciada à noite e encerrada de dia, como o título entrega. De cara, uma ousadia para aqueles dias: nada de guitarra. A formação básica do disco inclui teclados diversos, baixo, bateria e muita percussão.

Ele usou o seu piano como base para um som no qual a latinidade aflorou com força total, trazendo fortes elementos de salsa, mambo e até um bocadinho de bossa nova. O jazz dá o tom, com espaços para solos mas sem cair em uma proposta intrincada demais, sendo, portanto, bem acessível aos ouvidos médios. O tempero pop e elementos eletrônicos, além de pitadas de rock, arredondaram a coisa toda.

Completando tudo, Jackson nos oferece nove faixas, sendo cinco compondo o lado A do disco de vinil, a faceta “night”, e quatro no lado B, a parte “day”. As canções vão se entrelaçando, e funcionam como se fossem a trilha sonora que acompanha um novato na grande cidade, tentando descobrir suas nuances e superar suas dificuldades de contatos e assimilação com as pessoas.

A abertura com Another World é impactante, seguida pela percussiva e misteriosa Chinatown. T.V. Age, ironizando a forte influência da TV na vida das pessoas, é seguida pela salerosíssima Target, que abre alas para a incrível Steppin’ Out. Maior hit da carreira do artista (chegou ao 6º lugar nos EUA), tem uma batida rítmica mágica, que serve como uma transição da noite para o dia, representado pelas canções do lado B.

A parte day do álbum se inicia com a bela balada Breaking Us In Two, que traz em sua melodia, involuntariamente ou não, trechinhos de Steppin’ Out e da clássica Day After Day, hit do grupo britânico Badfinger. Cancer, com sua letra que lida de forma quase sarcástica com a gravidade dessa doença terrível, é outro orgasmo latino, no qual Jackson faz solos endiabrados de piano nos quais mostra um senso rítmico e melódico digno de um gênio dos teclados.

A introspectiva Real Man toca no sempre delicado tema da masculinidade, com um refrão onomatopaico cativante. O álbum é encerrado com uma balada arrebatadora, Slow Song, que desde então costuma encerrar seus shows, e na qual ele defende a necessidade das canções lentas em momentos decisivos da vida. Um encerramento classudo para um grande álbum.

Joe Jackson admite que temia pelo resultado comercial de Night And Day, pelo fato de ser muito diferente dos LPs que havia lançado anteriormente. O público, no entanto, não o decepcionou, pois o álbum atingiu o 3º lugar no Reino Unido e 4º nos EUA, sendo até hoje seu campeão de vendas. Um disco que soa moderno, delicioso e cativante, mesmo 35 anos após seu lançamento. Música boa é para sempre.

obs.: fiz o possível para escrever um bom texto sobre esse, que é um de meus discos favoritos, mas tenho consciência de que não cheguei nem aos pés da crítica que a minha ídala Ana Maria Bahiana escreveu na época, e que não só me levou a procurar esse álbum como, por tabela, acabou me tornando um fã entusiasmado de Joe Jackson. Valeu, Ana!

Night And Day– Joe Jackson:

Joe Jackson lança novo álbum e começa turnê pela América

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Por Fabian Chacur

Após lançar dois ótimo álbuns que infelizmente não saíram no Brasil, o ao vivo Live Music Europe 2010 (2011) e o de releituras de clássicos do gênio do jazz Duke Ellington intitulado Duke (2012), Joe Jackson anuncia um novo trabalho. Fast Foward sairá na próxima sexta-feira (2), e novamente não tem previsão de lançamento brasileiro. Um horror!

Fast Foward traz quatro sets de quatro faixas cada gravados em Nova York, Nova Orleans, Berlim e Amsterdam, e conta com as participações de músicos de bandas como Galactic, Tindersticks e Zuco 103. O repertório de 16 músicas mistura composições inéditas do músico britânico como A Little Smile e Junkie Diva com os covers See No Evil (da banda americana Television) e Goodbye Johnny (versão em inglês de clássico alemão do estilo cabaret music).

Como forma de divulgar o novo trabalho, Joe iniciou nesta terça (29) turnê pela América do Norte. Os shows serão iniciados por ele no melhor estilo voz e piano, sendo depois acompanhado pelo inseparável baixista Graham Maby (com quem toca desde os anos 1970) e os músicos de Nova York Teddy Kumpel (guitarra) e Doug Yowell (bateria). Todos se desdobram em vocais de apoio e elementos eletrônicos.

O repertório dos shows dessa turnê trará canções de todas as fases dos mais de 30 anos de carreira do brilhante cantor, compositor e tecladista britânico, músicas de Fast Foward e também um ou dois covers surpresa que serão alterados a cada show. Ele promete uma turnê europeia em 2016. Enquanto isso, nos “contentamos” com a visita do detestável homônimo pai de Michael Jackson, sendo que o Joe que vale a pena nunca tocou por aqui. Lamentável!

Datas e locais dos shows de Joe Jackson na América do Norte:

29/9 – Seattle, WA – Neptune Theatre

1/10 – Portland, OR – Revolution Hall

4/10 – Los Angeles, CA – Palace Theatre

8/10 – Denver, CO – Paramount Theatre

10/10 – Dallas, TX – Majestic Theatre

11/10 – Houston, TX – Cullen Performance Hall

12/10 – Austin, TX – Paramount Theatre

14/10 – New Orleans, LA – Joy Theater

15/10 – Atlanta, GA – Center Stage

17/10 – Glenside, PA – Keswick Theatre

20 & 21/10 – New York, NY – Town Hall

22/10 – Boston, MA – The Wilbur Theatre

23/10 – Washington, DC – Lincoln Theatre

25/10 – Munhall, PA – Carnegie Music Hall of Homestead

26/10 – Albany, NY – Hart Theatre The Egg

29/10 – Northampton, MA – Academy of Music Theatre

30/10 – Toronto, Ontario – Danforth Music Hall

2 & 3/11 – Chicago, IL – Thalia Hall

4/11 – St. Paul, MN – Fitzgerald Theater

A Little Smile – Joe Jackson:

While My Guitar Gently Weeps– Joe Jackson & Todd Rundgren:

Live Music-Europe 2010- Joe Jackson Trio (2011- Razor & Tie)

Por Fabian Chacur

Joe Jackson é um dos grandes nomes surgidos no que se convencionou chamar de New Wave, no fim dos anos 70. Há quem o conheça apenas pelo hit Steppin’ Out, de 1982, ou quem sabe por Is She Really Going Out With Him, de 1979, o que é uma pena, pois esse cantor, compositor e tecladista britânico tem uma obra caudalosa e repleta de grandes momentos, como esse Live Music Europe 2010.

Com formação erudita e jazzística, Joe Jackson é no entanto um roqueiro por excelência. Na verdade, um fã de música que não tem pudores em misturar todas as suas influências e gerar uma sonoridade com apelo pop, mas repleta de sutilezas e com direito a canções simplesmente arrebatadoras. De quebra, ele também é um ótimo cantor, o que dá a seu trabalho uma consistência musical incrível.

Se é excelente nos estúdios de gravação, ao vivo ele simplesmente arrasa, improvisando com rigor jazzístico mas nunca deixando o virtuosismo atrapalhar a fluência das músicas que interpreta. Todos os seus discos ao vivo são muito legais, e este aqui, gravado durante vários shows em sua turnê europeia de 2010 não foge à regra, sendo mesmo um de seus melhores nesse formato, flagrando-o bem à vontade e solto.

Ao seu lado, compondo o Joe Jackson Trio, dois músicos que o acompanhavam no início de sua carreira: o baixista e vocalista de apoio Graham Maby, espécie de braço direito que está com ele em boa parte de sua trajetória solo, e o baterista e vocalista de apoio Dave Houghton, que o reencontrou há dez anos e vem se mantendo por perto nessa última década. Um trio simplesmente estupendo e entrosado até a medula.

Valendo-se apenas de alguns loops e recursos eletrônicos pré-gravados aqui e ali, o trio se mostra afiadíssimo. O repertório investe em canções de várias fases da carreira de Jackson, desde Got The Time e Sunday Papers, dos tempos da new wave, passando por Cancer, Chinatown, Slow Song e Another World, de sua obra-prima Night & Day (1982) e chegando à recente Still Alive, de 2004.

Os arranjos seguem os originais, mas abrem caminhos para novos elementos musicais e solos inspiradíssimos de Joe Jackson nos teclados. A trinca de covers que ele faz na sequência, no meio do show, é matadora: Girl, dos Beatles (no melhor esquema voz e piano), Inbetweenies (do saudoso Ian Dury) e Scary Monsters (de David Bowie), esta última nervosa e rocker.

Ao fim das 12 faixas que compõem o repertório de Live Music Europe 2010, será inevitável você ouvir de novo e de novo, pois além do repertório ser ótimo, a sequência de músicas e a performance da banda arrebatam o ouvinte. Duvido que alguém de bom gosto ouça esse álbum (que infelizmente não saiu no Brasil) e não se sinta tentado a descobrir mais músicas desse verdadeiro gênio pop. Faça isso, você não irá se arrepender…

Scary Monsters, com o Joe Jackson Trio:

Girl, com Joe Jackson:

Brasileira cantará com britânico Joe Jackson

Por Fabian Chacur

Joe Jackson é um dos grandes nomes da história da música pop.

Lógico que estou falando do cantor, compositor e tecladista britânico, não do impagável e picareta pai do Rei do Pop.

Além de lançar este mês um novo álbum ao vivo, Live Music Europe 2010, gravado no formato trio (piano-voz, baixo e bateria) ele atualmente está preparando um projeto no qual relê a seu modo músicas do repertório do saudoso e genial jazzista Duke Ellington.

Com o possível título The Duke, o álbum contará com produção/co-produção a cargo do experiente Elliott Scheiner e de integrantes do grupo The Roots, Christian McBride, Regina Carter e, acredite, até Steve Vai.

Mas o mais bacana fica por conta de notícia divulgada pelo próprio autor do hit Steppin’ Out em seu site oficial.

Ele afirma que passou alguns dias na Holanda, onde gravou duas faixas ao lado do grupo Zuco 103.

Criada em 1999, esse trio tem como destaque Lilian Vieira, cantora brasileira radicada no pais da Laranja Mecanica, alem do holandes Stefan Kruger e do alemao Stefan Schmid.

Eles fazem uma mistura de sons eletronicos com MPB e bossa nova, incluindo releituras de musicas de gente como Jorge Ben.

Fica a curiosidade para ver como vai ficar essa mistura bacana entre Zuco 103 e Joe Jackson.

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