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Julian Lennon divulga Lucky Ones e lança CD em setembro

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Por Fabian Chacur

Tem álbum novo de Julian Lennon a caminho. A gravadora BMG promete para o dia 9 de setembro em vários formatos físicos e digitais o álbum Jude, cujo título é evidentemente inspirado no apelido que Paul McCartney deu a ele e que lhe inspirou a célebre Hey Jude, dos Beatles. Serão 11 faixas. Mais uma delas acaba de chegar às plataformas digitais. Trata-se da power ballad Lucky Ones, que traz uma boa curiosidade.

A canção traz um verdadeiro atacadão de autores, pois é assinada por Julian em parceria com Martijn Garritsen, John Martin, Michel Zitron, Gregory Darling, Gregg Alexander, Albin Nedler and Kristoffer Fogelmark (ufa!). Alexander é conhecido por ter liderado o grupo New Radicals. O resultado dessa união de tanta gente gerou uma rock ballad das melhores.

Lucky Ones segue a tendência de Julian em se inspirar em temas trilhados por seu pai (John Lennon) como paz, revolução e esperança, além de ecologia. Tipo da música que você ouve e gruda no ouvido logo a seguir, mas que se vale de elementos de muito bom gosto para atingir tal objetivo.

Lucky Ones– Julian Lennon:

Julian Lennon relê Imagine com Nuno Bettencourt, do Extreme

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Por Fabian Chacur

Sempre que era questionado sobre se um dia interpretaria a música Imagine, Julian Lennon afirmava que só faria isso em uma ocasião muito importante. Pois esse momento chegou. Ele aceitou colocar a sua voz em uma das mais famosas composições de seu pai, John Lennon, em prol do Global Citizen’s Stand Up For Ukraine, que busca arrecadar fundos para os ucranianos. A gravação já está disponível nas plataformas digitais, com direito a um belíssimo clipe.

O registro foi feito de forma bem básica e simples. Temos Julian no vocal e Nuno Bettencourt, conhecido por seu trabalho com a banda Extreme, no violão e vocal de apoio. A produção ficou a cargo dos dois, e o resultado é singelo e emocionante. O cantor, compositor e músico britânico lançou recentemente duas novas canções (saiba mais e as ouça aqui).

Imagine (clipe)- Julian Lennon e Nuno Bettencourt:

Alan White e Andy Fletcher, duas grandes perdas no rock

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Por Fabian Chacur

O mundo do rock perdeu dois nomes importantes nesta quinta-feira (26), de gerações e eras distintas, mas ambos britânicos. O baterista Alan White (foto), do grupo de rock progressivo Yes, nos deixou aos 72 anos, ele que havia anunciado sua saída da turnê que a banda faria em breve. O tecladista Andy Fletcher, por sua vez, era integrante do Depeche Mode, uma das mais expressivas formações do chamado synth pop ou tecnopop que estourou nos anos 1980 e 1990, e se foi aos 60 anos.

Nascido em 14 de junho de 1959, Alan White ganhou os holofotes da mídia ao tocar com John Lennon em 1969 no Toronto Rock and Roll Festival, cuja gravação rendeu o álbum Live Peace in Toronto 1969 (1969), no qual brilhou ao lado de Eric Clapton e Klaus Woorman. Naquele mesmo ano, participou com destaque do single Instant Karma!, de Lennon, e ainda participaria de várias faixas do icônico álbum Imagine (1971).

Ele também gravaria com George Harrison (no álbum All Things Must Pass, de 1970), Joe Cocker e outros artistas até ser convidado, em 1972, para substituir Bill Bruford (que deixou a banda rumo ao King Crimson) no Yes. A partir de então, tornou-se um dos destaques daquela formação de rock progressivo, gravando álbuns e participando de turnês mundiais. Sempre foi considerado um dos melhores músicos do rock no seu instrumento, e sofria com problemas de saúde nos últimos anos.

Por sua vez, Andy Fletcher, nascido em 8 de julho de 1961, criou o Depeche Mode junto com Martin Gore, Vince Clarke e Dave Gahan em 1980. Após o lançamento do 1º álbum, Speak And Spell (1981), Clarke (que depois criou o Yazoo e o Erasure) saiu e foi substituído por Alan Wilder. No decorrer daquela década, a banda se tornou uma das mais populares do synth pop, e se manteria no topo pelo menos até metade dos anos 1990.

Na hierarquia do Depeche Mode, Fletcher sempre ficou em um plano inferior em termos artísticos, e era tido como mais importante em dois setores fundamentais para o bom andamento da banda: a parte empresarial/comercial e a função de uma espécie de “algodão entre cristais”, mantendo unidos o vocalista Dave Gahan e o tecladista e principal compositor Martin Gore (Wilder, tido como ótimo músico, saiu em 1995).

Instant Karma! (clipe)- John Lennon & Plastic Ono Band:

Julian Lennon lança duas novas canções e dá prévia de álbum

julian lennon 400x ROBERT ASCROFT FOR foureleven.agency 2Por Fabian Chacur

No dia em que completa 59 anos (nasceu em 8 de abril de 1963), Julian Lennon lança duas novas músicas, ele cujo álbum mais recente, Everything Changes, saiu em 2011. Julian promete um novo provavelmente ainda este ano, sendo que antes nos proporcionará mais alguns singles como amostras. As primeiras ofertas ao público investem em temas bem frequentes na curta, porém consistente discografia do cantor, compositor e músico inglês que inclui até o momento 7 álbuns.

Freedom (ouça aqui), escrita em parceria com Tim Ellis e Grant Ransom, é uma balada introspectiva, delicada e repleta de elementos eletrônicos, tendo o amor como tema. Por sua vez, Every Little Moment, escrita com o músico americano Mark Spiro, é um rock vigoroso e melódico cuja letra clama pela paz de forma direta e tocante. O álbum sairá via BMG.

Filho mais velho de John Lennon e nascido em Liverpool, Inglaterra, Julian estourou com seu álbum de estreia, Valotte (1984), que emplacou como hits a faixa-título e a marcante Too Late For Goodbyes.

Os álbuns seguintes não repetiram o mesmo êxito, embora interessantes, e ele passou a também se dedicar a causas ambientais e humanitárias, com direito a produzir um premiado documentário, Whaledreamers (2006) e a criar a The White Feather, fundação centrada em questões ambientais e humanitárias. Ele também atua como fotógrafo e autor de livros infantis.

Every Little Moment– Julian Lennon:

The Beatles and India, doc e álbum, para encantar os fãs

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Por Fabian Chacur

The Beatles continuam em pauta como de praxe, mas de forma ainda mais intensa nas últimas semanas. Além do filme Get Back, temos também um outro documentário em cena. Trata-se de The Beatles and India, produzido pelo empresário britânico-indiano Reynold D’Silva e dirigido em parceria por Ajoy Bose e Pete Compton. O filme ganhou os prêmios de melhor filme pelo público e melhor música no UK Usian Film Festival, e está sendo exibido com sucesso em festivais de cinema na Grécia, Bélgica e Espanha.

Baseado no livro Across The Universe- The Beatles in India, de Ajoy Bose, o doc conta a relação de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr com a cultura indiana, com ênfase em sua histórica passagem pela India em Rishikesh, no ashram do polêmico guru indiano Maharishi Mahesh Yogi. Temos cenas de arquivo e fotos, algumas raras e/ou inéditas, e também depoimentos de pessoas que presenciaram essa viagem histórica em 1968.

Como produto derivado do filme, está previsto para ser lançado no próximo dia 29 de outubro o álbum Songs Inspired By The Film The Beatles and India, que traz releituras de canções dos Beatles inspiradas e/ou escritas na Índia e interpretadas por artistas indianos contemporâneos como Karsh Kale, Benny Dayal, Kiss Nuka e Anoushka Shankar, esta última filha do grande músico Ravi Shankar (1920-2012), a rigor quem introduziu George Harrison no mundo da cultura da Índia e um de seus melhores amigos.

Eis as faixas de Songs Inspired By The Film The Beatles And India:

1. Tomorrow Never Knows (ouça aqui ) – Kiss Nuka
2. Mother Nature’s Son – Karsh Kale / Benny Dayal (ouça aqui)
3. Gimme Some Truth – Soulmate
4. Across The Universe – Tejas / Maalavika Manoj
5. Everybody’s Got Something To Hide (Except Me And My Monkey) – Rohan Rajadhyaksha / Warren Mendonsa
6. I Will – Shibani Dandekar / Neil Mukherjee
7. Julia – Dhruv Ghanekar
8. Child Of Nature – Anupam Roy
9. The Inner Light – Anoushka Shankar / Karsh Kale
10. The Continuing Story Of Bungalow Bill – Raaga Trippin
11. Back In The USSR – Karsh Kale / Farhan Ahktar
12. I’m So Tired – Lisa Mishra / Warren Mendonsa
13. Sexy Sadie – Siddharth Basrur / Neil Mukherjee
14. Martha My Dear – Nikhil D’Souza
15. Norwegian Wood (This Bird Has Flown) – Parekh & Singh
16. Revolution – Vishal Dadlani / Warren Mendonsa
17. Love You To – Dhruv Ghanekar
18. Dear Prudence – Karsh Kale / Monica Dogra
19. India, India (ouça aqui) – Nikhil D’Souza

Veja o trailer de The Beatles and India:

Lizzie Bravo, 70 anos, cantou com os Beatles e outros fenômenos

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Por Fabian Chacur

Pode uma garota brasileira de 15 anos de idade desembarcar sozinha em fevereiro de 1967 na efervescente Londres daqueles anos psicodélicos e em alguns meses se tornar uma verdadeira testemunha ocular de um dos momento mais importantes da carreira de ninguém menos do que os Beatles? Mais: participar de uma gravação dos Fab Four? Essa foi a cereja no bolo da trajetória de Lizzie Bravo, que, no entanto, fez muitas outras coisas relevantes, como ser musa de um grande clássico da nossa música. Ela infelizmente nos deixou nesta segunda (4) aos 70 anos, vítima de problemas cardíacos.

Elizabeth Villas Boas Bravo nasceu em 29 de maio de 1951, e foi uma das primeiras brasileiras a mergulhar de cabeça no som dos Beatles, ao ouvir o álbum Meet The Beatles (1964) que seu pai trouxe dos EUA. Nascia ali uma paixão pelo grupo e, em particular, por John Lennon. E a amiga Denise Werneck teve uma ideia, logo encampada por Lizzie (cujo apelido ela tirou da música Dizzy Miss Lizzy, clássico do rock de autoria de Larry Williams e regravada pelo grupo no seu álbum Help!, de 1965): pedir aos pais de presente uma viagem a Londres.

Lizzie desembarcou em Londres em fevereiro de 1967, e logo se tornou uma frequentadora da porta dos estúdios Abbey Road, onde os Beatles gravavam seus discos, e também da casa de alguns deles. Naquela época, especialmente em Londres, os astros do rock eram muito mais acessíveis do que se tornariam não muito tempo depois, e a adolescente carioca conseguiu aos poucos se tornar uma quase amiga de John, Paul, George e Ringo.

No seu excelente livro Do Rio a Abbey Road (2015), ela relata como foi esse período no qual, afora trabalhos para conseguir se manter melhor na capital inglesa, suas tarefas básicas eram se manter atualizada sobre os lançamentos e novos rumos do grupo e também conseguir autógrafos, fotos e algumas conversas com os músicos. Na base da simpatia e da paciência, foi absolutamente vitoriosa no seu intuito, como provam as belas fotos contidas no livro.

Vale registrar que, nesse período, os Beatles viviam uma fase particularmente iluminada de sua brilhante trajetória, gravando Sgt. Peppers, Magical Mystery Tour e Abbey Road e consolidando de uma vez por todas a sua presença no panteão da música popular.

Lizzie permaneceu em Londres em dois períodos: de fevereiro de 1967 a abril de 1968, e de outubro de 1968 a outubro de 1969. Por lá, fez amizades com outros fãs e tirou a sorte grande em 4 de fevereiro de 1968, um domingo, quando Paul McCartney perguntou às garotas que estavam próximas ao estúdio Abbey Road se alguma delas conseguiria sustentar notas agudas. A nossa conterrânea afirmou positivamente, e depois levou outra amiga, a inglesa Gayleen Pease, para auxiliá-la. Dessa forma, participaram da versão original de Across The Universe.

A belíssima canção, assinada por Lennon e McCartney mas na verdade de total autoria do primeiro, acabou deixada de lado como um possível single do grupo. Em dezembro de 1969, no entanto, foi lançada como parte da coletânea inglesa No One’s Gonna Change Our World- The Stars Sing For The World Wide Fund, ao lado de gravações de dez outros artistas de ponta, entre os quais Bee Gees, The Hollies e Cilla Black.

Across The Universe entrou no repertório do álbum Let It Be (1970), mas em uma versão alterada que retirou os vocais de Bravo e Pease. Rara durante uns bons anos, a única gravação dos Beatles a incluir alguém do Brasil só voltaria a ser acessível ao entrar no repertório das duas versões do álbum Rarities (1980) e no volume 2 da coletânea Past Masters (1988).

Nem é preciso dizer que essa gravação tornou Lizzie Bravo uma figura sempre relembrada pelos fãs-clubes dos Beatles nas décadas seguintes, algo que se ampliou ainda mais com o advento da internet. Posteriormente, ela teve a oportunidade de rever Paul McCartney (em uma entrevista coletiva, em 1990, na qual o ex-beatle a reconheceu), George Harrison e Ringo Starr. Lennon, o seu favorito, infelizmente nos deixou antes de que ela pudesse reencontrá-lo.

Para quem acha que a história de Elizabeth parou por aqui, recupere o fôlego, pois vem mais coisas boas por aí. Em 1970, ao voltar ao Brasil, conheceu o cantor, compositor e músico Zé Rodrix, com o qual foi casada por dois anos. Em parceria com Tavito, ele compôs, inspirado nela, o clássico da MPB Casa no Campo, cuja gravação definitiva é a de Elis Regina. Em sua letra, a música fala de uma “esperança de óculos” (Lizzie) e o sonho de ter um “filho de cuca legal”, que veio na forma de Marya, nascida em outubro de 1971 e hoje cantora e atriz.

No decorrer de sua trajetória profissional, Lizzie foi vocalista de apoio de artistas do gabarito de Milton Nascimento, Joyce Moreno, Zé Ramalho, Ivan Lins, Djavan, Egberto Gismonti, Toninho Horta e Geraldo Azevedo, entre outros, participando de discos e shows deles. Também atuou como fotógrafa para artistas e gravadoras, e morou em Nova York de 1984 a 1994, atuando na área cultural.

O projeto de seu livro teve início em 1980, mas foi interrompido devido à trágica morte de John Lennon. Ela o retomou em 1984, novamente sem o levar adiante. Só em 2015 essa belíssima obra se concretizou, com uma tiragem inicial que se esgotou em 2017 (comprei um dos últimos exemplares, em julho de 2017. Ela preparava uma nova fornada de livros, assim como uma edição em inglês, que provavelmente serão viabilizadas por Marya.

Across The Universe (original version)- The Beatles:

John Lennon/Plastic Ono Band (1970) volta em edição de luxo

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Por Fabian Chacur

Lançado em 1970, meses após o fim dos Beatles, John Lennon/Plastic Ono Band é um álbum que aparece em praticamente todas as listas dos melhores trabalhos de todos os tempos. Para celebrar os 50 anos desse disco icônico, sairá no exterior John Lennon/Plastic Ono Band- The Ultimate Collection, que em sua versão super deluxe traz 2 CDs, 2 Blu-rays de áudio, dois cartões postais, um pôster e um livro com capa dura e 132 páginas repletas de fotos, informações e as letras das músicas.

O material, que totaliza 159 faixas, foi trabalhado pelos engenheiros de som Paul Hicks, Rob Stevens e Sean Gannon, e se divide entre demos, ensaios, out-takes, jam sessions e conversas entre os músicos. Um ponto interessante são as evolutionary documentary, montagens que mostram o desenvolvimento de cada uma das faixas do álbum original, desde a fase demo até a gravação final (master).

Um momento que certamente empolgará os fãs é o que traz jam sessions realizadas pelos músicos participantes das gravações (entre eles Ringo Starr) nas quais eles se divertem relendo clássicos do rock como Johnny B. Goode (Chuck Berry), Ain’t That a Shame (Fats Domino) e Send Me Some Lovin’ (Little Richard), sendo que Lennon imita Elvis Presley em um dos momentos mais marcantes.

No Blu-ray, também foram incluídas as versões longas das faixas do álbum Yoko Ono/Plastic Ono Band, que a artista japonesa gravou paralelamente ao álbum do marido. Aliás, o projeto, que também inclui versões em CD simples, CD duplo e LP duplo de vinil, contou com a supervisão dela.

Conheça mais detalhes sobre a box set aqui.

Veja o vídeo de apresentação do projeto John Lennon/Plastic Ono Band:

Cheap Trick faz releitura de um grande clássico de John Lennon

Cheap Trick por David McClister

Por Fabian Chacur

Uma das faixas mais ácidas do maravilhoso álbum Imagine (1971), de John Lennon, é Gimme Some Truth. Trata-se de um rock vigoroso, cuja letra sem papas na língua detona os políticos e a sua capacidade de mentir o tempo todo. Como permanece mais atual do que nunca, ela acaba de ser regravada pelo grupo americano Cheap Trick, que a lançará no dia 9 de abril como parte de In Another World, seu novo álbum de estúdio, o 22º de uma discografia que teve início em 1977.

O arranjo é bem próximo da gravação do ex-beatle, embora um pouco mais pesada, e mostra que o quarteto ianque permanece com um pique dos mais elogiáveis. A atual formação da banda traz seus integrantes originais Robin Zander (vocal e guitarra-base), Rick Nielsen (guitarra) e Tom Peterson (baixo), tendo atualmente na bateria Daxx Nielsen (filho de Rick) na vaga que foi durante décadas de Bun E. Carlos.

Em comunicado enviado à imprensa, a banda integrante do Rock And Roll Hall Of Fame comenta sobre o espírito reinante neste novo trabalho: “Esse disco em especial reflete o mundo atual e o que estamos passando”, conta Zander. “Sempre fomos uma banda com um olhar positivo, esperançoso, mesmo quando éramos irônicos. Mas agora que estamos ficando mais velhos, vemos que não temos muito o que comemorar ao nosso redor”.

Eis as faixas de In Another World:

1-The Summer Looks Good On You

2- Quit Waking Me Up

3- Another World

4- Boys & Girls & Rock N Roll

5- The Party

6- Final Days

7- So It Goes

8- Light Up the Fire

9- Passing Through

10-Here’s Looking At You

11-Another World reprise

12-I’ll See You Again

13-Gimme Some Truth

Gimme Some Truth– Cheap Trick:

Jeff Beck e Johnny Depp lançam releitura de hit de John Lennon

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Por Fabian Chacur

Acaba de ser disponibilizado nas plataformas digitais o single Isolation. A música, clássica composição de John Lennon incluída no icônico álbum John Lennon/Plastic Ono Band (1970), foi relida de forma personalizada pelo lendário guitarrista britânico Jeff Beck e o não menos consagrado ator e também cantor e músico americano Johnny Depp. Eles já haviam apresentado essa canção, juntos e ao vivo, em setembro de 2019, durante a edição do Crossroads Guitar Festival, de Eric Clapton, realizada no Texas, EUA (ouça aqui).

“Johnny e eu trabalhamos juntos há algum tempo e gravamos essa faixa durante nosso tempo no estúdio no ano passado. Não esperávamos lançá-la tão cedo, mas, considerando todos os dias difíceis e o verdadeiro ‘isolamento’ que as pessoas enfrentam nesses tempos difíceis, decidimos que agora é o momento certo para deixar todos ouvirem”, diz Beck em comunicado à imprensa.

Isolation traz Jeff e Johnny acompanhados por Ronda Smith (baixo) e o cultuado Vinnie Colaiuta (bateria). Para quem estranhar Johnny Depp na música, vale lembrar que ele canta e toca guitarra, e integra há cinco anos o supergrupo Hollywood Vampires ao lado de Alice Cooper e Joe Perry (do Aerosmith), que lançou os álbuns Hollywood Vampires (2015) e Rise (2019). Ele também participou de trabalhos do Oasis, Marilyn Manson e Stone Temple Pilots.

Isolation (lyric video)- Jeff Beck e Johnny Depp:

D.A. Pennebaker eternizou cenas de grandes nomes da música pop

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Por Fabian Chacur

As décadas de 1960, 1970 e 1980 foram palco de grandes momentos da história da música pop mundial. Se por ventura você ainda não era vivo ou não tinha idade suficiente para ter presenciado in loco o que de melhor ocorreu nessas épocas, a única saída é recorrer a documentários. E um dos profissionais que melhor trabalhou no ofício de eternizar performances sublimes em filmes foi o diretor americano D.A. Pennebaker, que infelizmente nos deixou aos 94 anos de idade no último dia 1º (quinta), sendo que sua morte só foi divulgada no último sábado (3). Seu currículo na área musical é simplesmente arrasador.

Don Alan Pennebaker nasceu em Evanston, Illinois (EUA) em 15 de julho de 1925, filho de um fotógrafo. Ele se formou em engenharia, mas acabou se embrenhando pelo cinema. Seu primeiro curta-metragem envolvendo música saiu em 1953, Daybreak Express, no qual cenas registradas em estação de metrô de Nova York ao som da música de mesmo título, de Duke Ellington. Em 1960, ganhou os holofotes com Primary, na qual registrou a disputa das primárias do Partido Democrata que nomearam como candidato John F. Kennedy.

O método com o qual Pennebaker fazia seu trabalho partia de um princípio básico: ser uma espécie de espectador neutro dentro de um contexto, ou “fly on the wall” (mosca na parede), como ficou conhecido esse tipo de abordagem. Em uma entrevista concedida à revista Film Comment, ele delineou seu método de trabalho:”observe. Apenas observe. Não interprete, não explique”.

O pulo do gato em termos de projeção na área musical ocorreu quando foi convidado a registrar a turnê realizada por Bob Dylan na Inglaterra em 1965. O filme resultante desta experiência, Dont Look Back (1967) flagra toda a polêmica passagem do artista de sua fase acústica para uma abordagem mais roqueira, atraindo reações agressivas por parte dos fãs mais puristas, que desejavam ver seu ídolo eternamente atrelado ao folk acústico.

Mama Cass de queixo caído

Em 1967, lá estava Pennebaker registrando o seminal Monterey Pop, festival que se tornou um marco da música pop e do rock em particular, atraindo um público muito maior do que se esperava e escancarando a importância roqueira no universo cultural naqueles anos efervescentes e criativos.

A cena em que ele mostra a cantora Mama Cass, do The Mamas And The Papas, com o queixo caído ao presenciar na platéia uma performance demencial da então ainda desconhecida Janis Joplin na música Ball And Chain é um dos pontos altos do simplesmente espetacular Monterey Pop (1968).

Posteriormente, seriam lançados outros dois filmes com material inédito registrado durante aquele festival, Jimmy Plays Monterey (1986) e Shake! Otis At Monterey (1987), centradas nos shows incríveis realizados por Jimmy Hendrix e Otis Redding naquele evento mitológico.

Plastic Ono Band no Canadá

Em 1969, John Lennon montou um grupo com a esposa, Yoko Ono, e os amigos Eric Clapton (guitarra), Klaus Woorman (baixo) e o então desconhecido Allan White (bateria, tocaria depois com o Yes) e participou de um festival de música em Toronto, no Canadá, evento do qual também participaram os pioneiros do rock Bo Diddley, Jerry Lee Lewis, Chuck Berry e Little Richard.

O show, uma das raras performances ao vivo de John Lennon sem os Beatles, virou filme graças às lentes de Pennebaker, gerando o documentário Sweet Toronto (1971), que embora traga performances dos outros roqueiros, é centrada na performance completa de Lennon e seus asseclas, a mesma que gerou o álbum ao vivo Live Peace In Toronto (1969), o “álbum da nuvem”, creditado à Plastic Ono Band.

Em 1973, chega a vez de Pennebaker filmar o último show da turnê de David Bowie encarnando o personagem Ziggy Stardust, realizado em 3 de julho daquele ano no Hammersmith Odeon, em Londres. Um registro cru e direto de um show no qual Bowie vive um dos vários momentos icônicos de sua trajetória, ao lado da banda Spiders From Mars.

O filme propriamente dito, Ziggy Stardust And The Spiders From Mars- The Motion Picture, só sairia em 1979, e sua impactante trilha sonora, em 1983.

Uma curiosidade sobre esse documentário: o lendário guitarrista Jeff Beck participou do show em sua parte final, no pot-pourry The Jean Genie/Love Me Do e em Round And Round. Essa performance, no entanto, só foi exibida em um especial na TV americana que foi ao ar em 1974, e não aparece nem no filme, nem na trilha sonora. As razões pela qual o guitarrista pediu para que a sua participação fosse tirada do filme nunca foram devidamente esclarecidas.

Chris Hegedus, Depeche Mode etc

Em 1976, Pennebaker ganha uma assistente ao trabalhar pela primeira vez com Chris Hegedus, então com apenas 25 anos. Eles se casaram em 1982, e ela se mostrou uma talentosa documentarista, trazendo nova energia para o trabalho do veterano cineasta. A chamada união do útil com o agradável.

O fruto dessa renovação se mostrou em toda a sua intensidade no genial 101 (1989), que documentou o exato momento em que a banda britânica Depeche Mode deixou de ser mais uma das inúmeras bandas de tecnopop aspirando ao estrelato e entrou com tudo no primeiro escalão da música pop. Isso ocorreu durante a turnê americana do grupo realizada em 1988.

A grande sacada de 101 é mostrar a banda de Dave Gahan e Martin L. Gore sendo acompanhada por um grupo de fãs devotados e carismáticos, algo que seria imitado posteriormente por emissoras de TV como a MTV, por exemplo. Pennebaker e Hegedus afirmaram em entrevistas ter sido este o seu trabalho favorito, na seara musical.

Se boa parte das incursões musicais de D.A. Pennebaker registrou fatos que estavam acontece naquele exato momento, um de seus filmes mais bacanas equivale a um verdadeiro resgate, embora tenha como mote a realização de um show. Trata-se de Only The Strong Survive (2002), que reúne craques da soul music como Isaac Hayes, Jerry Butler, The Chi-lites, Sam Moore (da dupla Sam & Dave), Wilson Pickett, Mary Wilson e Rufus e Carla Thomas, entre outros.

Este documentário chegou a ser considerado uma espécie de Buena Vista Social Club do soul, por reunir artistas seminais daquela vertente musical deixados de lado pela grande mídia. Depoimentos emocionantes, como Sam Moore lembrando dos tempos em que atuou como traficante, Jerry Butler virando político ou o medo de Carla Thomas em arrumar os dentes e eventualmente perder seu estilo vocal, são cerejas de um bolo no qual performances arrasadoras são o mote. Saiu em DVD no Brasil, procurem que vale a pena.

Veja o trailer de Only The Strong Survive:

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