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Mick Jagger, Mr. Rock and Roll, faz 70 anos

Por Fabian Chacur

Mick Jagger completa 70 anos nesta sexta-feira (26). O que mais pode ser dito desse cantor, músico e compositor britânico que ainda já não tenha sido escrito, falado ou pensado? Nada, provavelmente. Então, vamos lá repetir algumas dessas frases e análises. Logo de cara, o óbvio: ele é o legítimo Mr. Rock And Roll, não tem jeito.

Ou você imagina algum símbolo mais contundente do nosso amado rock do que aquele mítico desenho dos lábios de borracha de Mr. Jagger que ornam há décadas não só os discos dos Rolling Stones como também camisetas, bottons, pôsteres, relógios e o que mais você imaginar? Falou em rock, lá vem os red lips surgindo em nossas mentes.

Nos palcos, poucos vocalistas conseguiram imprimir um estilo tão vigoroso e próprio como Mick Jagger, capaz de cativar e reger plateias nos quatro cantos do mundo desde os já longínquos anos 60 sem nunca ter perdido a classe, a rebeldia e a personalidade. Um verdadeiro e eloquente mestre salas do roquenrol!!!

Com sua voz potente, rouca e inconfundível, deu vida a clássicos sacudidos do naipe de Gimme Shelter, Brown Sugar, Jumpin’ Jack Flash, (I Can’t Get No) Satisfaction, Start Me Up e dezenas e mais dezenas de outros, além de baladas como Angie, Lady Jane, Beast Of Burden e tantas outras. Um songbook admirável e adorável.

Sua parceria com Keith Richards só toma pau de Lennon/McCartney, mas aí já é covardia. E tem também a carreira solo, que alguns acham insignificante mas que outros (eu entre eles) consideram extremamente relevante, com direito a bons discos e músicas muito bacanas, entre as quais Old Habits Die Hard, parceria com o ex-Eurythmics Dave Stewart que integrou a trilha do filme Alfie em 2004.

E o cara não quer saber de aposentadoria, mesmo com um currículo caudaloso tal qual um Rio Amazonas musical. Vem nova turnê dos Stones por aí, incluindo um provável disco novo no decorrer do período. O negócio é continuar gritando u-hu, u-hu, u-hu, e continuar simpatizando com o capeta, digo, com o cara dos red lips!!!

Ouça Old Habits Die Hard, com Mick Jagger:

Morre Marku Ribas, fera da black music

Por Fabian Chacur

Para minha imensa tristeza, sou obrigado a divulgar que morreu neste sábado (6) em Belo Horizonte, vítima de um câncer de pulmão, o genial cantor, compositor e músico mineiro Marku Ribas. Ele não resistiu às consequências dessa terrível doença, que o atormentava há uns dois anos, e estava internado no hospital Lifecenter, na capital mineira, desde a última quarta-feira (3). Descanse em paz, fera!

Nascido no dia 19 de maio de 1947 na cidade de Pirapora, no interior de Minas Gerais, Marku Ribas iniciou sua carreira nos anos 60, e pode ser considerado um dos pioneiros da black music brasileira, além de um dos primeiros músicos daqui a investir com qualidade artística no reggae jamaicano, e mesmo a usar dreadlocks. Ele morou durante alguns anos no exterior.

Samba rock, samba funk, soul, jazz, samba, reggae, o cara não impunha limites a seu talento artístico em termos musicais. Entre outras músicas maravilhosas, tem em seu currículo a fantástica Zamba Ben, que Marcelo D2 plagiou para fazer sua Maldição do Samba, sem dar crédito a Marku. Rolou até processo na Justiça por causa disso.

Marku tocou com grandes nomes da música, entre os quais Chico Buarque, Nara Leão, Tim Maia, Emílio Santiago (que também se foi há pouco) e até mesmo os Rolling Stones. Embora não tenha sido creditado e nem tenha ganho por isso, o mestre gravou percussão na faixa Back To Zero, do álbum Dirty Work (1986). Ele também viveu o papel do baterista da banda de Mick Jagger no clipe da música Just Another Night (1984), gravado no Brasil.

O talento de Marku Ribas ia além da música. Ele trabalhou como ator em diversos filmes no Brasil e no exterior, entre eles o delicioso Chega de Saudade, na qual faz o papel de um cantor de banda de bailes ao lado de Elza Soares. Generoso, sempre foi aberto a parcerias com jovens talentos, como a feita com o rapper mineiro Flávio Renegado na insana Mil Grau.

Uma das melhores entrevistas que fiz na minha carreira como jornalista da área musical foi com essa figuraça, em 2009. Inicialmente arredio, ele aos poucos foi abrindo o peito e me contando momentos maravilhosos de sua sensacional trajetória. Dê-me a honra de ler essa entrevista aqui, e você não se arrependerá.

Ouça Zamba Ben, com Marku Ribas:

Veja o clipe de Just Another Night, com Mick Jagger:

Nova turnê dos Rolling Stones promete

Por Fabian Chacur

Se a amostra inicial se concretizar nos próximos meses, a turnê comemorativa dos 50 anos de carreira dos Rolling Stones promete se tornar um dos grandes êxitos dos últimos tempos. Logo no primeiro dia, todos os ingressos para os dois primeiros shows do evento histórico já se esgotaram. Eram em torno de “apenas” 30 mil tíquetes. Uau! E vem mais por aí.

As apresentações estão programadas para ocorrer nos dias 25 e 29 de novembro na gigantesca O2 Arena em Londres. Os dois shows seguintes tem como local selecionado Newark, em Nova Jersey (EUA), e estão agendados para os dias 13 e 15 de dezembro. São as únicas apresentações previstas para 2012, as primeiras da banda em cinco anos.

Ainda não estão definidas as datas, locais e a extensão completa dessa aguardada turnê, mas declarações dos integrantes da banda dão a entender que poderemos ver as pedras rolarem durante muitos meses no futuro próximo. O guitarrista Ron Wood, na premíere mundial do documentário Crossfire Hurricane, realizada nesta quinta-feira (18), em Londres, foi bem direto, em declaração dada à agência de notícas AP:

“Depois que os shows começam, você não consegue parar. E nós não queremos parar”.

Detalhe: os ingressos para os shows em Londres custavam entre 90 e 375 libras, e não deram nem para o começo. O documentário Crossfire Hurricane dá uma geral na carreira da banda, com direito a registros inéditos extraídos dos arquivos da banda e também entrevistas recentes que dão um panorama geral na história das pedras rolantes.

No dia 12 de novembro, chegará às lojas a coletânea Grrr!, em vários formatos, que inclui grandes hits de todas as fases do quarteto liderado por Mick Jagger e Keith Richards, além das inéditas Doom And Gloom e One More Shot, gravadas em agosto deste ano especialmente para esta compilação comemorativa do cinquentenário dos roqueiros.

Ouça Doom And Gloom, nova música dos Rolling Stones:

Nova coletânea dos Stones sai em novembro

Por Fabian Chacur

GRRR!, nova coletânea que fará parte das comemorações dos 50 anos de carreira dos Rolling Stones, já tem data para chegar às lojas de todo o mundo: 12 de novembro, uma segunda-feira.

A compilação estará disponível em três embalagens distintas. Uma, a super deluxe box set, incluirá uma foto 12×12, 4 CDs com 80 músicas no total, um CD bônus, um compacto simples de vinil, um livreto, pôster em tamanho grande e cinco postais exclusivos.

O segundo formato físico estará no tamanho da embalagem de um DVD e inclui três CDs, um livreto com 36 páginas e cinco cartões como brinde. O terceiro é um CD triplo em formato tradicional.

A compilação inclui sucessos de todas as fases da carreira da banda de Mick Jagger e Keith Richards, entre os quais Come On, The Last Time, (I Can’t Get No) Satisfaction, Get Off Of My Cloud, Jumpin’ Jack Flash, Start Me Up e Miss You, além de duas faixas inéditas gravadas recentemente na França especialmente para o projeto.

A coletânea será divulgada em 50 cidades e 3.000 locais situados em cinco continentes com uma campanha global de realidade aumentada em 3D envolvendo a capa do álbum, que traz o desenho de um gorila com a célebre língua de fora stoneana, feito pelo artista Walton Ford, especialista em focar imagens de animais selvagens de forma criativa.

No Brasil, o local onde essa inovadora ação de marketing terá sua concretização será o hotel Copacabana Palace, no Rio. A repercussão deverá ser enorme, tudo leva a crer.

Ouça The Last Time, com os Rolling Stones:

Rolling Stones e Muddy Waters juntos

Por Fabian Chacur

No dia 22 de novembro de 1981, Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Ian Stewart aproveitaram uma brecha na turnê que os Rolling Stones realizavam pelos EUA para visitar o clube do genial guitarrista de blues Buddy Guy, o The Checkerboard Lounge.

Naquela noite, o lendário bluesman Muddy Waters faria um de seus últimos shows. No fim das contas, tivemos um momento inesquecível na história do rock: uma jam session unindo um nome seminal do blues, um de seus grandes sucessores e os líderes da banda que se batizou inspirada em música de Waters.

Para felicidade geral de todos nós, fãs do melhor do rock e do blues, esse show agora está disponível em dobradinha DVD/CD, com o título Checkerboard Lounge/Live Chicago 1981, lançado no Brasil pela ST2.

O registro tem ótima qualidade de áudio e vídeo, uma surpresa se levarmos em conta o fato de ter sido utilizando no máximo umas três câmeras em um espaço no qual cabiam no máximo umas 80 pessoas. O áudio teve remixagem a cargo do consagrado Bob Clearmountain.

O filme nos mostra o início do show, com a banda de Waters sozinha, seguido pela entrada do astro do blues, a chegada ao bar dos três integrantes oficiais dos Rolling Stones e do membro honorário Ian Stewart e da ida deles ao palco, no meio da apresentação. Buddy Guy, o dono do pedaço, também entrou em cena, para delírio geral.

Standards eternos do blues e do rock como Baby Please Don’t Go, Hoochie Coochie Man, Long Distance Call, Mannish Boy e Got My Mojo Working são interpretados com garra, descontração e inspiração pelos músicos, em rara oportunidade de se ver Jagger e Richards longe das enormes arenas dos quatro cantos do mundo.

Esta dobradinha CD/DVD faz parte de uma série de lançamentos que marcam as comemorações dos 50 anos de existência dos Stones, que até agora só nos proporcionou ítens preciosos. E existe a promessa de novos produtos com o mesmo gabarito para os próximos meses. Haja dinheiro para tanta coisa boa!

Veja Baby Please Don’t Go, do DVD Checkerboard Lounge:

Veja Mannish Boy, do DVD Checkerboard Lounge:

Reedição de Some Girls, dos Stones, é sublime

Por Fabian Chacur

Quando o álbum Some Girls chegou às lojas, em 1978, muitos céticos acreditavam que o melhor da carreira dos Rolling Stones já havia passado. De certa forma, não dá para condená-los.

Desde o lançamento do mitológico Exile On Main St. (1972), Jagger & Richards lançaram trabalhos repletos de altos e baixos, embora esses “altos” fossem sempre ótimos, como It’s Only Rock N’ Roll, Hot Stuff, Angie e Heartbreaker, só para citar algumas faixas matadoras do período.

De quebra, o guitarrista Mick Taylor, um dos grandes estilistas do rock, caiu fora, sendo substituído pelo raçudo, mas não tão sutil, Ron Wood. Havia até quem dissesse que a banda não tinha como abrigar dois Keith Richards, pois o estilo desses guitarristas é bem semelhante.

De quebra, vivíamos a era da disco music e do punk rock, e é óbvio que o grupo britânico começava a ser considerado um dinossauro fora de época e decadente pelos cínicos de plantão, sempre prontos a atirar sem dó nem piedade nas vacas sagradas.

Estariam as pedras rolando rumo ao abismo, diriam alguns? Felizmente isso não ocorreu, e nada melhor do que ouvir a reedição luxuosa de Some Girls que a Universal Music acaba de lançar no Brasil.

Trata-se de um álbum “nervoso”, repleto de garra, pique e canções inspiradas, além de uma releitura espetacular de Just My Imagination (Running Away With Me), dos Temptations, que de doce e sensual balada virou uma pauleira vigorosa e intensa.

Gravado na França e notadamente inspirada na então decadente Nova York, o álbum tem letras debochadas, guitarras nervosas, rocks energéticos, baladas certeiras e até, pasmem, disco music. Uma dose revigorante de rock na veia para detonar os detratores.

O momento discoteque fica por conta de Miss You, um dos maiores sucessos da carreira da banda e na qual fica claro que legítimos roqueiros podiam viajar pelas pistas de dança sem entregar a alma ao diabo do comercialismo barato.

Os rockões When The Whip Comes Down, Shattered e Lies, a sublime e ardida balada Beast Of Burden, a avacalhada e politicamente incorretíssima Some Girls, a balada country Faraway Eyes.. Meu Deus, que disco de rock!

A nova edição deste clássico traz embalagem digipack belíssima, encarte luxuoso com informações e ficha técnica e um CD bônus com 12 faixas inéditas gravadas na época, algumas com overdubs feitas recentemente.

Some Girls acabou se tornando uma espécie de espinha dorsal que ajudou a moldar os discos que Jagger & Richards lançariam juntos nas décadas seguintes, e continua soando urgente, sacudido, vibrante e cheio de boas ideias bem resolvidas, como todo álbum clássico de rock deve ser.

Ouça Beast Of Burden, do álbum Some Girls:

SuperHeavy é mistura de astros que não dá liga

Por Fabian Chacur

No final dos anos 60, surgiram no cenário do rock bandas integradas por músicos que já haviam se tornado famosos em outras formações, entre as quais o Cream, o Blind Faith, o Crosby, Stills & Nash (que depois ganharia o Young de quebra) e o Emerson, Lake & Palmer.

Essas agremiações roqueiras ganharam o rótulo de supergrupos, por reunir gente que já havia ganho a atenção dos fãs e também por atrair de forma imediata a atenção do cenário musical graças ao pedigree dos envolvidos.

Nesses 40 anos, tivemos tanto bandas fantásticas surgidas dessa forma, como Crosby, Stills & Nash, até outras que soaram apenas como tentativas de se faturar um dinheiro fácil, como o Asia, por exemplo.

A mais nova criatura a surgir dessa fórmula de se criar um grupo leva o título SuperHeavy, e inclui Mick Jagger (Rolling Stones), Joss Stone, Dave Stewart (ex-Eurythmics), Damian Jr. Gong Marley e A. R. Rahman (vencedor de Oscar com a trilha do filme Quem Quer Ser Um Milionário?).

Para infelicidade geral da nação roqueira, o resultado final, exibido no álbum de estreia da nova trupe de superstars, SuperHeavy (Universal Music), soa como uma diluição dos estilos dos vários artistas envolvidos, sem chegar a um resultado consistente.

As 16 faixas do álbum enveredam principalmente pelo reggae pop e pelo raggamuffin, com elementos de rock, soul, pop e rhythm and blues injetados. A mistura não dá liga, soando como uma mistura de óleo e água.

Cada faixa soa como algo já feito anteriormente (e melhor). Beautiful People, por exemplo, soa como Nights On Broadway, dos Bee Gees, enquanto a tentativa de rock I Can’t Take It No More dilui até o osso Undercover Of The Night, dos Stones. E por aí vai. E vai mal.

A música mais aceitável do álbum é Never Gonna Change, que tem a ver com aquelas baladas acústicas bacanas dos Stones, enquanto a fraca Miracle Worker, música de trabalho de SuperHeavy (o CD) soa clássica, ao ser comparada ao resto do conteúdo do álbum.

Não sei quais serão os desdobramentos do trabalho deste grupo (shows, DVD, novos CDs etc), mas se depender da qualidade do álbum de estreia, esse supergrupo não irá muito longe.

Para o calibre dos artistas envolvidos, especialmente Jagger, Joss e Stewart, o que eles nos oferecem neste álbum é muito pouco. Mais para superleve do que SuperHeavy…

Ouça o áudio de Never Gonna Change, do SuperHeavy:

Duas vaciladas com Mick Jagger no meio

Por Fabian Chacur

Mick Jagger nunca se deu muito bem em suas investidas musicais fora dos Rolling Stones, seja em termos artísticos, seja em termos comerciais.

Por coincidência, dois projetos estão chegando agora ao mercado relacionados com o vocalista da mitológica banda inglesa, um inspirado nele, e outro com o próprio na liderança.

Já noticiada aqui em Mondo Pop, a banda SuperHeavy inclui, além de Jagger, a loirinha Joss Stone, o produtor e músico Dave Stewart (ex-Eurythmics), Damian Marley (filho do Rei do Reggae) e A.R. Rahman.

O primeiro álbum do grupo, auto-intitulado, sairá nas próximas semanas, mas o single Miracle Worker já está na rede, com direito a videoclipe e tudo. E é de doer.

Trata-se de um reggae bem banal e diluído, mediano, mesmo, que só piora devido ao envolvimento de artistas tão talentosos nele. Do tipo “já ouvi isso antes, e muito melhor”.

O clipe é constrangedor, com Mick Jagger se valendo de um visual com direito a paletó rosa tipo cafetão, e Joss Stone tipo patricinha tentando dar uma de hippie descolada. De dar dó.

O outro ítem “jaggeriano” é na verdade o que deveria ter sido uma homenagem de Adam Levine, o cantor do grupo Maroon 5, e a estrelinha pop Christina Aguilera ao roqueiro.

Eles atualmente estão participando de um reality show (The Voice) nos EUA como treinadores vocais, e a música Moves Like Jagger surgiu por lá, meio que de brincadeira.

Só que eles resolveram lançá-la, creditando-a ao Maroon 5. O single atingiu o topo da parada americana (bem, “maravilhas” como Ice Ice Baby já conseguiram tal façanha…), e foi adicionada a uma nova edição de Hands All Over, mais recente álbum da banda.

O clipe inclui cenas de Mick Jagger em vários momentos de sua carreira, e Christina aparece como convidada. A música soa como sobra de discos anteriores do Maroon 5, pois tem a cara de seu som, mas sem a força de seus melhores momentos.

É, Mick Jagger não poderia ter inspirado projetos mais sem graça do que esses. Mas esperemos o álbum cheio do SuperHeavy, pois quem sabe lá no meio não surja algo muito melhor do que Miracle Worker?

Mas vale registrar que eles tocaram oito músicas do disco ao vivo recente,emte, e essa faixa chinfrim foi escolhida para ser a primeira de trabalho pelo público, que a considerou a melhor. Sei lá o que virá a seguir….

Veja o clipe de Miracle Worker, com o SuperHeavy:

Veja o clipe de Moves Like Jagger, com o Maroon 5:

Supergrupo de Mick Jagger lançará CD

Por Fabian Chacur

A banda SuperHeavy deverá lançar seu trabalho de estreia no mês de setembro, segundo o selo A&M, pertencente à gravadora Universal Music, em informação publicada pelo site da revista americana Billboard.

A curiosidade em torno do grupo é grande, e fica fácil entender o porquê disso ao descobrirmos quem são os seus integrantes.

O time inclui Mick Jagger, Dave Stewart (ex-Eurythmics), Joss Stone, Damian Marley (filho do Rei do Reggae) e o compositor A. R. Rahman.

Os astros se reuniram pela primeira vez no início do anos, sendo que em um período de três semanas compuseram 22 músicas.

As gravações foram realizadas em estúdios na França, Chipre, Miami e India, sendo que o primeiro single, a música Miracle Worker, leva a assinatura de Jagger e Stewart.

Antes de criar o SuperHeavy, Dave Stewart havia trabalhado com o cantor dos Rolling Stones na trilha do filme Alfie (2004), além de ter produzido o mais recente álbum de Joss Stone.

O que irá sair desse verdadeiro saco de gatos do pop rock, só Deus (e quem já teve a oportunidade de ouvir as gravações) sabe. Aguardemos setembro, ou uma cópia do álbum na rede.

Mick Jagger em coletânea solo bem bacana

Por Fabian Chacur

É inegável que o melhor de Mick Jagger está nos Rolling Stones. Afinal, ele grava com a banda há 45 anos, e ao lado de Keith Richard, fez alguns dos maiores clássicos da história do rock and roll. E sozinho?

Rolando as pedras de forma solo, o cantor, compositor e músico britânico quatro álbuns: She’s The Boss (1985), Primitive Cool (1987), Wandering Spirit (1993) e Goddess In The Doorway (2001).

Além disso, também lançou alguns singles e gravou em parceria com outros artistas, algumas vezes para trilhas de filmes, outras, em singles beneficentes. Uma geral nesse patrimônio é o que nos oferece The Very Best Of Mick Jagger, coletânea lançada em 2007 e disponível nas lojas brasileiras.

Nessas empreitadas individuais, Jagger se cercou de gente competente, como Jeff Beck, Dave Stewart, Herbie Hancock, Lenny Kravitz e outros desse alto calibre. Quando a química rolou, o resultado foi bem bacana.

O início da carreira solo de Mick Jagger se deu há exatos 40 anos, quando ele lançou Memo From Turner, trilha do filme Performance, estrelado por ele próprio. Um blues elétrico e vibrante, de primeiríssima linha.

No final dos anos 70, ele gravou (You Got To Walk And) Don’t Look Back em parceria com Peter Tosh, um dos grandes nomes da história do reggae que ele contratou por um tempo para lançar discos pela sua RS Records.

Nos anos 80, quando seu relacionamento com Keith Richards se deteriorou a ponto de ameçar a continuidade dos Rolling Stones, ele lançou dois álbuns irregulares, mas com bons momentos, dos quais Just Another Night e Lucky In Love estão na coletânea. A fraquinha Let’s Work, também.

Nesse período, ele também gravou ao lado de David Bowie uma releitura de um grande sucesso dos anos 60, Dancing In The Streets, originalmente registrada pelo grupo Martha Reeves & The Vandellas. O lançamento ocorreu em julho de 1985, durante o Live Aid. É seu maior sucesso sem a banda.

Nos anos 90 e 2000, lançou dois discos bem bacanas e que se dividiram entre rock vibrante e funk dançante, com baladas aqui e ali. God Gave Me Everything, Put Me In The Trash e Joy são destaques.

A deliciosa balada rock de acento pop Old Habits Die Hard, tema do filme Alfie que ele gravou em parceria com Dave Stewart, é uma das cerejas contidas nesta compilação.

As outras são três faixas inéditas. A melhor é Too Many Cooks (Spoil The Soup), produzida para ele em 1973 por ninguém menos do que John Lennon e com participação de músicos como Jack Bruce, do Cream.

The Very Best Of Mick Jagger, com suas 17 faixas e luxuoso encarte com texto informativo e muitas informações sobre as músicas, prova que o cantor dos Stones possui um acervo solo bem interessante. É só não querer comparar com a obra dos Stones……

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