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Green Day lança single com sample da cantora Joan Jett

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Por Fabian Chacur

Já está definida a data na qual sairá Father Of All Motherfuckers (com palavrão no título e tudo!), novo álbum de estúdio do Green Day e sucessor de Revolution Radio (2016). Será no dia 7 de fevereiro. Enquanto isso, o trio americano antecipa faixas do mesmo. A que dá título ao trabalho foi a primeira (ouça aqui). A segunda acaba de ser disponibilizada, Oh Yeah!.

A nova faixa, outro rock sacudido, também traz polêmica em sua gênese, mas de outro tipo. O refrão traz um sampler creditado da releitura feita em 1980 por Joan Jett & The Blackhearts do hit Do You Wanna Touch Me (Oh Yeah!), lançada em 1973 por seu coautor (em parceria com o produtor inglês Mike Leander), o cantor e compositor britânico Gary Glitter. Essa música fez muito sucesso nas duas versões, e é um clássico do glitter rock.

No entanto, a carreira de Glitter teve uma reviravolta meganegativa a partir de 1997, quando vieram à tona as primeiras acusações de pedofilia para o roqueiro, com milhares de imagens encontradas em seu computador e provas de que ele abusou de crianças. Desde então, ele teve de encarar vários processos e detenções. A prisão mais recente foi em 2015 e se refere a uma pena de 16 anos.
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Para quem por ventura contestar o uso de trecho dessa canção pelo Green Day, a banda deixou claro, em sua conta oficial no Youtube, que sabe ser o coautor dessa música um “total asshole” (palavras exatas usadas por eles), e que por essa razão doou os seus royalties para duas instituições de caridade.

Além do novo álbum, o grupo integrado por Billie Joe Armstrong (vocal e guitarra), Mike Dirnt (baixo e vocais) e Tré Cool (bateria) iniciará no dia 13 de junho a turnê The Hella Mega Tour ao lado das bandas Fall Out Boy e Weezer, que passará inicialmente apenas pela América do Norte e Reino Unido.

Oh Yeah! (clipe)- Green Day:

Green Day dá uma aula de punk pop em SP

Por Fabian Chacur

A primeira banda oriunda do punk rock a encarar um estádio com categoria foi o The Clash. De certa forma, e guardadas as devidas proporções (obviamente), o Green Day é uma espécie de The Clash da sua geração.

Da leva do novo punk dos anos 90, que eu prefiro rotular como punk pop pelo seu direcionamento menos radical do que na era inicial do estilo na década de 70, o Green Day foi de longe a banda que mais progrediu.

Dos punk rocks simples e bem concatenados do início, eles souberam buscar outros elementos musicais e encorparam seu som, gerando uma bela mistura com power pop, folk, country e até o rock épico do The Who das óperas rock.

Doze anos após sua primeira aparição no Brasil, o Green Day nos visitou para uma série de quatro shows. O último deles ocorreu na noite desta quarta (20) na Arena Anhembi, em São Paulo. E foi excelente.

Logo de cara, a banda mostrou suas armas. Com o apoio de três músicos adicionais, Billie Joe Armstrong deixou a guitarra um pouco de lado e se concentrou nos vocais e no seu carisma de front man de banda de rock.

O cara consegue ser bem humorado, energético e convincente, o que mostrou a partir dos primeiros acordes tocados em Sampa City, que ecoaram precisamente às 21h34.

Logo na terceira música, a efervescente Know Your Enemy, do mais recente (e ótimo) álbum do trio, 21st Century Breakdown (2009), já estava claro que a banda ganharia o povão que lotou o show.

Confessando uma verdadeira paixão por São Paulo, Armstrong permitiu que alguns fãs subissem ao palco em momentos estratégicos da performance do grupo.

Um deles teve a honra de cantar uma música do Green Day acompanhado por eles próprios, uma espécie de karaoke de luxo. Foi bem na fita, com sua falta de noção e energia elétrica.

Billie Joe o definiu como o mais doido e o melhor cantor da turnê, e deu ao cara de pau uma de suas guitarras. Viram como vale a pena arriscar?

O repertório do show incluiu canções dos 22 anos de existência do grupo, com direito a Minority, Boulevard of Broken Dreams, American Idiot, She e When I Come Around.

A banda ofereceu aos fãs dois pot pourris com trechos de clássicos do rock. Vejam só a seleção do primeiro: Iron Man (Black Sabbath), Rock And Roll (Led Zeppelin), Sweet Child O’ Mine (Guns N’ Roses), Highway To Hell (AC/DC) e Baba O’Riley (The Who).

O segundo começou com Shout (Isley Brothers) e inclui também Break on Through (To The Other Side) (The Doors), (I Can’t Get No) Satisfaction (Rolling Stones) e Hey Jude, dos Beatles. Dá pra acreditar?

O pessoal situado nos lugares mais caros do show, a tal de pista vip/pista prime ou seja lá como chamem, ganhou um brinde inesperado: banhos de esguicho por parte de Billie Joe. “Bem feito!”, disseram muitos maldosos por aí…

A performance da banda acabou por volta das 00h10 da madrugada desta quinta (21), totalizando mais de duas horas e meia de rock and roll na veia. Teve até imitação de Elvis Presley por parte do saxofonista!

Além de Armstrong, a garra e segurança de Mike Dirnt (baixo) e a energia inesgotável de Tre Cool (bateria) ajudaram a dar a moldura a um show que realmente valeu a pena ter visto.

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