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Encontros e despedidas com o Bituca

Por Fabian Chacur

A primeira entrevista coletiva a gente nunca esquece. A número um deste jornalista especializado em música que vos tecla ocorreu precisamente em um 15 de agosto de 1985. O artista em questão era Milton Nascimento, e o local, uma das salas do então badalado hotel Maksoud Plaza, ainda hoje localizado na mesma Alameda Campinas, 150, perto da Paulista.

Fui convidado pelo Valdimir D’Angelo, figura fantástica a quem fui apresentado pelo músico, jornalista e amigo Ayrton Mugnaini Jr. em uma feira de compra, venda e troca de discos realizada naquela época em uma loja, a Golden Hits, situada em uma travessa da Rua Augusta (rua Mathias Aires, para ser mais preciso), próxima à Pàulista e na qual fiz belos negócios com discos de vinil.

D’Angelo, que depois seria até meu padrinho de casamento, era o editor de uma publicação que em breve chegaria à bancas, a Revista de Som & Imagem, e em cujo número 1 seriam publicadas minhas primeiras matérias como jornalista profissional. Ele me levou na coletiva do Milton para que eu entrasse em contato direto com o ambiente da música.

E posso dizer que comecei bem e mal, ao mesmo tempo. Bem, pois tive a cara de pau de fazer logo a primeira pergunta da coletiva. Mal porque eu perguntei ao Bituca se Milton Nascimento Ao Vivo (1984), seu então mais recente LP, havia sido o primeiro disco de ouro da carreira dele, e ouvi um não como resposta. E bem de novo, pois não perdi o fio da meada e consegui fazer uma nova e boa pergunta, de bate-pronto, sem perder o pique.

Ao fim da entrevista, da qual participaram jornalistas de todos os órgãos bacanas de imprensa da época, não só peguei um autógrafo dele, como também tirei uma foto hilária, na qual apareço atrás do Milton, que autografava alguns discos, enquanto eu fazia sinal de positivo, sorria e posava na maior cara de pau. Um ingênuo idealista no fosso dos crocodilos…

Nessa coletiva, encontrei com a Silvana Silva, colega de Cásper Líbero que já estava há algum tempo trabalhando como reporter de TV. Aquela seria apenas a primeira de incontáveis entrevistas com Deus e o mundo, em termos de música.

A segunda coletiva com o autor de Travessia ocorreu em 1986, na primeira versão do extinto Projeto SP, na época situado em um circo montado na rua Caio Prado, pertinho da avenida Consolação. Ele estava lá junto com o músico americano Wayne Shorter, com o qual iria gravar lá, ao vivo, o álbum A Barca dos Amantes (1986).

Ironia: no dia seguinte, o Estado de S.Paulo publicou matéria sobre a coletiva, e na foto publicada, lá estou eu, da cintura para baixo. Teria sido eu, naquela ocasião, o primeiro caso de um “barriga de pirata”, ao invés de papagaio de pirata?

Reencontraria o mesmo Milton em 1987, desta vez no escritório da então CBS (hoje Sony Music), que na época ficava no início da avenida Pedroso de Moraes, em Pinheiros. Também tenho fotos dessa ocasião. Um dia posto aqui.

Teria depois mais umas duas oportunidades de entrevistar o Bituca de Três Pontas, uma figura sempre tímida, mas simpática e adorável. E vamos ser sinceros: sou muito fã dele, embora saiba reconhecer que sua discografia comporta tanto títulos sublimes como alguns bem irregulares, do tipo Yauaretê (o álbum que ele lançou em 1987),por exemplo.

Ah, e tive a honra de estar na plateia, no Teatro Cultura Artística, em São Paulo, quando Milton gravou outro álbum ao vivo, O Planeta Blue Na Estrada do Sol, lançado em 1992.

Como os raros leitores de Mondo Pop sabem, fui em 2011 no belíssimo show de lançamento do álbum …E A Gente Sonhando, na Via Funchal. Publiquei resenha aqui. E que venha a próxima entrevista com o Milton! E o próximo show, também!

Encontros e Despedidas, com Milton Nascimento, versão de estúdio:

Milton- Milton Nascimento (A&M-1976)

Por Fabian Chacur

No dia 26 deste mês, Milton Nascimento completará 70 anos de idade. Até lá, Mondo Pop pretende homenageá-lo com vários posts. Iniciaremos a série com o comentário sobre o álbum Milton (1976), terceiro trabalho gravado por ele destinado ao mercado internacional e um dos mais recentes lançamentos da excelente coleção da Abril dedicada ao Bituca de Três Pontas vendida em bancas, sobre a qual já falamos aqui no blog.

Milton foi gravado em 1976 nos EUA, respectivamente nos estúdios Shangri-La Studios (Malibu) e The Village Recorder (Los Angeles). O repertório traz releituras de sete músicas que já haviam sido lançadas anteriormente em álbuns do astro brasileiro e duas inéditas, Raça e a instrumental Francisco.

As releituras foram vertidas para o inglês, como Cadê (Fairy Tale Song), Nada Será Como Antes (Nothing Will Be As It Was) e Tostão (One Coin). Em alguns casos, como Saídas e Bandeiras (Exits And Flags) e Cravo e Canela (Clove And Cinnamon), só o título surge nessa língua, com os versos em português sendo os interpretados pelo cantor. As traduções em inglês, no entanto, aparecem no encarte do CD.

O grande barato deste álbum é o fato de mesclar músicos brasileiros tarimbados na missão de tocar com o genial autor de Travessia, como Novelli (baixo), Toninho Horta (guitarra) e Robertinho Silva (bateria) com alguns brazucas radicados nos EUA (os percussionistas Airto Moreira e Laudyr de Oliveira e o trombonista Raul de Souza), o tecladista uruguaio Hugo Fattoruso e os jazzistas americanos Wayne Shorter (sax) e Herbie Hancock (teclados).

Tocando de forma ao mesmo tempo disciplinada e solta, esses craques conseguiram a façanha de respeitar os arranjos originais das músicas já gravadas anteriormente, acrescentando a eles um tempero de improvisos tipicamente de jazz rock, proporcionando ao ouvinte um prazer auditivo de grandes proporções e muitas descobertas.

Não que as releituras sejam melhores do que os registros originais feitos no Brasil por Milton. Elas, na verdade, funcionam de uma maneira complementar, como que provando a incrível riqueza das canções do Bituca e as inúmeras possibilidades musicais e harmônicas que elas oferecem aos músicos que por ventura resolvam trabalhar com elas.

As minhas favoritas são a sacolejante Raça, a divina Fairy Tale Song e a deslumbrante One Coin, feita para o documentário Tostão A Fera de Ouro (1970) e descoberta por mim (em sua versão original) quando era ainda uma criança. Sinto arrepios sempre que a ouço, e essa releitura é particularmente inspirada.

O clima de diversão e prazer entre Milton Nascimento e os músicos que estão com ele nesta empreitada é transposto para cada nota musical tocada por eles no álbum, algo que ele conseguiu repetir por diversas vezes em sua carreira, pelo menos em seus anos de ouro, do fim dos anos 60 até 1985. Tipo do disco delicioso, e que tem ainda o mérito de ter lançado Raça, uma de suas canções mais emblemáticas.

Ouça One Coin, com Milton Nascimento:

Ouça Fairy Tale Song, com Milton Nascimento:

Coleção reúne o melhor de Milton Nascimento

Por Fabian Chacur

No dia 26 de outubro, Milton Nascimento completará 70 anos de idade. Como forma de homenageá-lo, a Abril está lançando a Coleção Milton Nascimento, que inclui 20 títulos da extensa discografia do genial Bituca de Três Pontas.

Disponível nas bancas de jornais e livrarias/lojas do tipo Fnac e Livraria Cultura, a série começou esta semana com Milton Nascimento (1967), primeiro álbum da carreira do cantor, compositor e músico nascido no Rio e criado na hoje mítica Três Pontas (MG).

Cada lançamento surge no formato mini-livro, com direito a capa dura, texto sobre o álbum, letras das músicas, fotos e dados biográficos, tudo no capricho.

O álbum que deu início a uma das mais brilhantes carreiras da história do mundo da música tem como marca a canção Travessia, e traz outros clássicos do naipe de Crença, Canção do Sal, Morro Velho e a maravilhosa instrumental Cata-Vento. Belíssima estreia.

Como é um título que saiu originalmente pelo extinto selo Codil e volta e meia some das lojas, trata-se de um ítem imperdível, ainda mais ao preço promocional de R$ 9,90. Os outros da coleção, que serão lançados semanalmente, sairão pelo preço normal de R$ 18,90.

Os 20 títulos englobam o período situado entre 1967 e 1986, sem sombra de dúvidas o mais inspirado e clássico da trajetória do Bituca. Basicamente, temos aqui todos os títulos originais lançados pela EMI e Polygram/Ariola (hoje Universal Music) durante aqueles anos.

Clube da Esquina (1972), Clube da Esquina 2 (1978), Minas (1975), Geraes (1976), Caçador de Mim (1981) e Milton Nascimento Ao Vivo (1984) estão entre os melhores discos da MPB de todos os tempos. Mas todos os títulos dessa coleção são relevantes.

Para o colecionador, os títulos mais relevantes da coleção são certamente Courage (1968), Milton (1976) e Journey To Dawn (1979), feitos para o mercado internacional e não muito fáceis de serem encontrados por aqui.

Para completar a totalidade da produção do artista nesse período, só faltou mesmo Native Dancer (1974), gravado por ele em parceria com o astro do jazz americano Wayne Shorter.

Conheça todos os títulos da Coleção Milton Nascimento:

1- Milton Nascimento (1967)

2- Clube da Esquina(1972)

3- Milagre dos Peixes(1973)

4- Minas(1975)

5-Geraes(1976)

6-Caçador de Mim(1981)

7- Courage(1968)

8- Milton Nascimento (1969)

9- Milton (1970)

10- Milagre dos Peixes Ao Vivo(1974)

11- Milton (1976)

12- Clube da Esquina 2 Parte 1(1978)

13 -Clube da Esquina 2 Parte 2(1978)

14- Journey To Dawn(1979)

15- Sentinela(1980)

16- Ânima(1982)

17- Missa dos Quilombos(1982)

18- Milton Nascimento Ao Vivo(1984)

19- Encontros e Despedidas(1985)

20 – A Barca Dos Amantes(1986)

Ouça Travessia, com Milton Nascimento:

Abaixo a ditadura do show só com sucessos!

Por Fabian Chacur

A reação de algumas pessoas presentes ao show realizado por Milton Nascimento na noite deste sábado (18) na Via Funchal (SP) certamente abre espaço para uma discussão saudável.

Para quem não estava lá, eis um resumo do que rolou.

Algumas pessoas (flagrante minoria, é bom ressaltar) ficou durante todo o show pedindo algumas músicas clássicas do astro carioca/mineiro de forma acintosa, especialmente quando rolou uma longa sequência de canções do novo CD do astro, …E A Gente Sonhando.

Na abertura e no final, ele cantou alguns de seus grandes hits, mas a maior parte do espetáculo foi dedicado às novas canções.

Algo errado? Na minha opinião, não.

O fato de ser dono de um extenso repertório repleto de sucessos não pode ser uma espécie de amarra para um artista consagrado, condenando-o a tocar apenas aquelas canções e dando pouco ou nenhum espaço a sua produção mais recente.

Para mim, só shows em festivais grandes e ao ar livre justificam essa postura, pois ali é coisa de multidão, e multidões são bem menos afeitas a novidades, querem mesmo é ouvir o que já conhecem.

E não dá para negar que é lindo ver um estádio lotado com um público entusiástico cantando e dançando junto com seus ídolos, o que só ocorre quando rolam canções suficientemente conhecidas por outros.

Mas em um show de carreira como o feito pelo Bituca neste sábado (18), não faria sentido ele ficar reprisando seus eternos sucessos tendo músicas novas tão belas a serem apresentadas.

E ninguém pode dizer que a cigana o enganou, pois o show foi divulgado na mídia como de lançamento de …E A Gente Sonhando, ou seja, não era difícil saber que o novo repertório teria presença privilegiada.

O fã de verdade quer é ver seu artista favorito esbanjando energia e felicidade, e quer coisa que agrade mais a um criador de verdade do que apresentar suas novas crias ao público?

Portanto, abaixo a ditadura do show só com sucessos! Parabéns, Milton, pela ousadia de dtocar ao vivo suas novas e belas canções, deixando vários sucessos antigos e eternos descansando um pouquinho.

Milton Nascimento emociona em show perfeito

Por Fabian Chacur

Após ouvir dezenas de vezes …E a Gente Sonhando, mais recente álbum de Milton Nascimento, tive a oportunidade de vê-lo no show de lançamento desse trabalho na Via Funchal, em São Paulo.

Com lotação total, quem foi à casa de espetáculo na noite deste sábado (18) teve a chance de ver um dos grandes nomes da história da MPB em estado de graça, esbanjando energia às vésperas de completar 70 anos.

Milton tomou uma verdadeira injeção de juventude ao se associar a jovens músicos de sua amada Três Pontas no CD, e trouxe vários deles para participarem do show.

A abertura, por volta das 22h40, ocorreu com uma sequência de quatro clássicos de seu repertório, para deixar a plateia sem fôlego logo de cara: Encontros e Despedidas, Caxangá, Caçador de Mim e Nos Bailes da Vida.

A quinta música foi a primeira do repertório do novo álbum a entrar na roda, a belíssima Amor do Céu, Amor do Mar, que homenageia Elis Regina de forma sofisticada, viajante e encantadora.

Daí para frente, a base do espetáculo foi mesmo o trabalho novo, que tem 16 faixas que vão do bom ao arrepiante.

A participação dos jovens talentos ao lado do “velho lobo do mar” (como ele canta na belíssima Me Faz Bem, parceria dele com Fernando Brant) deu ao espetáculo uma energia absurda.

Em determinados momentos, tínhamos no palco mais de vinte pessoas, entre músicos e vocalistas, esbanjando entusiasmo e talento, tendo Milton como o genial regente da história toda.

Generoso, o Bituca de Três Pontas soube mostrar seu talento hipnótico e sua maravilhosa voz (cada vez melhor, por sinal) e também abrir espaços para seus garotos e garotas darem o seu recado.

Seria injusto elogiar alguém em particular, pois todos os participantes mandaram muito, mas muito bem mesmo.

Mas não resisto e citarei dois nomes para representar o todo: o cantor Bruno Cabral, que interpreta com Milton a maravilhosa faixa-título do álbum, e o carismático Pedrinho do Cavaco.

Esse último foi um espetáculo à parte, pois além de dividir o palco com Milton em Gota de Primavera, ainda solou com desenvoltura Brasileirinho e cantou a fantástica Todo Menino é Um Rei, sucesso nos anos 70 com o saudoso sambista Roberto Ribeiro.

Na hora do bis, Milton abriu a porteira para hits como Canção da América (que ele pôs a plateia para cantar, dando uma de regente) e Maria, Maria. Um bis como se deve, sem a sombra da menor dúvida.

O único ponto negativo veio de alguns seres inconvenientes na plateia, provavelmente com algumas (muitas) a mais na cuca, pedindo Travessia aos gritos o tempo todo e perdendo a chance de degustar um espetáculo tão especial. Tomara que vire DVD (o show, não os gritões, obviamente!)

Márcio Borges emociona com as suas lembranças do Clube da Esquina de Milton Nascimento e cia bela

Por Fabian Chacur

Há livros que contam histórias. Outros relembram experiências. Ainda há aqueles que registram estradas percorridas, erros, acertos, sonhos, fé. Há livro de tudo quanto é tipo. Os ruins, obviamente, nem merecem ser chamados de livros. Prefiro ignorá-los. Não é a eles a que me refiro aqui.

Os Sonhos Não Envelhecem – Histórias do Clube da Esquina, de Márcio Borges, lançado originalmente em 1996 e que agora volta em luxuosa edição com direito a CD bônus (e ao preço de R$ 29,90) é tudo isso e muito mais. Tudo de bom e muito mais!

Márcio Borges, o primeiro parceiro musical de Milton Nascimento, é quem nos oferece essa maravilhosa oportunidade de viajar em suas memórias, que se iniciam lá pelos anos 60, aquela era mítica para a música popular.

Fruto de uma família generosa e grande (mais de 10 irmãos e irmãs de sangue!), Márcio nos descreve como essa família aumentou de tamanho de forma exponencial com o decorrer dos anos.

Milton Nascimento, seu irmão de número 12, como ele o apelidou, é o personagem principal desse livro, mas não de longe o único.

Temos os irmãos Marilton, Telo e Lô Borges (entre outros), os amigos Milton, Tavinho Moura, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Beto Guedes e por aí vai. E vai longe. E vai bem.

A paixão pelo cinema, que deu início a tudo, o envolvimento com a música, a parceria com Milton, que era para ser exclusiva na cabeça daqueles jovens idealistas, mas que se ampliou e incluiu posteriormente Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Lô Borges e tantos outros…

Os papos idealistas nos bares da vida, os romances fugazes, as ideias aparentemente malucas que surgem, os sonhos, o reconhecimento do terreno, os novos personagens surgindo a cada nova incursão pela vida…

Com um texto delicioso e repleto de carga emotiva, Márcio Borges nos conduz por um Brasil que nos anos 60 e 70 era repleto de esperança, mas também de medo, de sumiços, de trajetórias violentamente interrompidas pela força das armas da Ditadura Militar que nos tomou os sonhos por longos 21 anos.

Mas, mesmo assim, os sonhos desses rapazes não envelheceram, não.

Pelo contrário. Vários deles se tornaram realidade, como por exemplo o estupendo álbum Clube da Esquina (1972), gravado por Milton e Lô Borges e com participação de tantos amigos maravilhosos.

Onde fica o Clube da Esquina? Fisicamente, em uma esquina humilde na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

Na real, no coração de todos esses personagens maravilhosos, de músicas como Tudo o Que Você Podia Ser, Clube da Esquina, Clube da Esquina 2 (versões instrumental e com letra), Cais, O Trem Azul… E no meu, no seu, no nosso.

Faça esse favor à sua alma: leia Os Sonhos Não Envelhecem. É emoção pura, é uma viagem gostosa por um tempo idealista que pode nos servir de inspiração mesmo hoje, uma era tão cinzenta, tão repleta de portas fechadas, de nãos  grosseiros, de pragmatismo covarde e tacanho. Experimente!

E com um CD grátis contendo 10 maravilhas da era do Clube da Esquina dos anos 70, os R$ 29,90 equivalem a uma ninharia, de custo/benefício incalculável. Vá por mim. E nem precisa agradecer. Agradeça a Márcio Borges!

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