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Ozzy diverte os jornalistas em coletiva do Monsters Of Rock

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Por Fabian Chacur

A grande atração para os fãs de rock pesado em São Paulo neste fim de semana é o festival Monsters Of Rock, que ocorre neste sábado (25) e domingo (26) na Arena Anhembi. Como forma de promover o evento, rolou na noite desta sexta (24) uma entrevista coletiva na qual a estrela foi o sempre impagável Ozzy Osbourne, que divertiu os jornalistas.

Ozzy, que será a atração principal de hoje, veio ao hotel Renaissance (local da coletiva) acompanhado pelos músicos de sua banda de apoio, que elogiou (“tenho muita sorte por sempre tocar com os melhores músicos”). Ele também jogou confetes em seus fãs brasileiros (“vocês tem música no seu sangue, nas suas veias”). Quanto ao show, ele afirma que, toda a noite, “desejo fazer o melhor show da minha vida, seja onde for ou como for”.

Com várias respostas curtas, em alguns momentos o cantor não entendia as perguntas feitas diretamente em inglês pelos jornalistas (não havia intérprete), e pedia ajuda ao músico que estava do seu lado. Ria o tempo todo. “Não sei como consigo ter tantos fãs adolescentes atualmente, mas adoro isso”. Quanto à idade, ele diz se sentir mais jovem hoje do que quando tocou no Monster Of Rock no Brasil em 1995.

Quando um jornalista tentou tirar uma declaração negativa dele em relação ao astro pop Justin Bieber, ele cortou na hora: “ele é um bom amigo!”. Também não deu importância a uma questão sobre qual seria seu personagem favorito de histórias em quadrinhos. “Eu não leio histórias em quadrinhos!”. E anunciou que fará a última turnê com o Black Sabbath em 2016.

O fim da coletiva não poderia ter sido melhor. Duas garotas perguntaram como ele fazia para se manter em forma, e afirmaram que ele era muito sexy no palco. O cara riu. Quando a coletiva acabou, ele tirou foto aos lado das duas garotas, que saíram de cena com um sorriso de orelha a orelha. Príncipe das Trevas ou Príncipe do Bom Humor?

Judas Priest e as outras bandas

Antes de Ozzy dar seu show particular, tivemos a presença de outra banda marcante na história do heavy metal, o Judas Priest. Com quatro décadas de estrada, eles atualmente vivem uma grande fase em termos comerciais. Redeemer Of Souls (2014), seu mais recente CD, atingiu o sexto posto na parada americana, o lugar mais alto atingido por um de seus trabalhos por lá.

Glenn Tipton, um dos guitarristas da banda, atribui um pouco da responsabilidade por tal sucesso ao também guitarrista Richie Faulkner, que em 2011 entrou no lugar de KK Downing. “É incrível como Richie se encaixou bem na banda, como músico e também como pessoa, ele foi um catalizador para a fase atual que vivemos, que é muito positiva”.

O vocalista Rob Halford, um dos maiores ícones do rock e apelidado de Metal God por fãs e pela crítica especializada, afirmou ter boas lembranças da primeira presença do Judas Priest no Brasil, que ocorreu na edição de 1991 do Rock In Rio, realizado no estádio do Maracanã. “Tenho uma foto aqui no meu iPhone dos ensaios no Rio. Foi incrível e intimidador tocar no Brasil pela primeira vez diante de tanta gente, uma experiência incrível”.

O grupo alemão Primal Fear conta com um trunfo para seu show no Monsters Of Rock. Na estrada desde 1997, eles incorporaram recentemente ao time o baterista sul-africano radicado no Brasil Aquiles Priester, conhecido por seu trabalho com bandas como Hangar e Angra. “Quando o Hangar estava no começo, tocávamos duas músicas do Primal Fear. Hoje, quando toco essas mesmas músicas, como integrante do Primal Fear, parece um conto de fadas para mim”.

O Primal Fear havia acabado de voltar de Curitiba, onde fez shows, e os integrantes dizem ter adorado o público e também os vários tipos de caipirinha que experimentaram por lá. De quebra, um deles começou a cantar Ai Se Eu Te Pego, de Michel Teló, enquanto outro imitou a famosa coreografia. Até o mundo do metal se rendeu a esse hit sertanejo!

Uma das bandas mais interessantes incluídas na programação do Monsters Of Rock veio à coletiva representada pelos argentinos Sr. Flavio (baixista, conhecido por seu trabalho com a consagrada banda Los Fabulosos Cadillacs) e Andres Gimenez (cantor da banda punk Animal). O grupo também inclui o brasileiro Andreas Kisser (Sepultura) na guitarra e o mexicano Alex González (Maná) na bateria.

Há um ano e meio na estrada e com um álbum autointitulado no currículo, o quarteto canta suas músicas em português e castelhano. “Os músicos precisam ter a liberdade de cantar na língua que acharem melhor, da forma que se sintam mais cômodos”, defendem. Eles voltarão ao Brasil em setembro para tocar no Rock in Rio. “É uma honra tocar em eventos tão grandes como esses”.

Monsters Of Rock 2015- Line up:

Sábado, 25 de abril

12h – De La Tierra
13h05 – Primal Fear
14h20 – Coal Chamber
15h50 – Rival Sons
17h20 – Black Veil Brides
18h50 – Motörhead
20h40 – Judas Priest
22h30 – Ozzy Osbourne

Domingo, 26 de abril

12h15 – Doctor Pheabes
13h05 – Steel Panther
14h20 – Yngwie Malmsteen
15h50 – Unisonic
17h20 – Accept
18h50 – Manowar
20h40 – Judas Priest
22h30 – Kiss

Preços: R$ 400,00 (um dia) e R$700,00 (os dois dias)

fone 4003-1212

http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=38297O

Veja a coletiva de Ozzy Osbourne:

No More Tears– Ozzy Osbourne:

Breaking The Law– Judas Priest:

Maldita Historia– De La Tierra:

Black Sabbath pode liderar parada nos EUA

Por Fabian Chacur

Se a repercussão perante a crítica especializada de 13, álbum que marca o reencontro em estúdio da trinca de ouro do Black Sabbath após 35 anos, está sendo das melhores, os fãs pelo visto não ficarão atrás na louvação ao novo disco. É o que indica a notícia publicada no site americano da célebre revista Billboard.

Segundo a publicação, considerada a bíblia da indústria fonográfica mundial, o novo álbum gravado por Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra) e Geezer Butler (baixo) deve vender em sua primeira semana nas lojas físicas e virtuais nos EUA mais de 120 mil exemplares, o que lhe proporcionará o primeiro lugar na parada da terra de Elvis Presley na próxima semana.

Essa vendagem dará ao Black Sabbath o seu primeiro álbum número 1 na parada ianque. Seu melhor resultado até hoje ocorreu no longínquo 1971, quando Master Of Reality atingiu o 8º posto naquele mercado fonográfico. O ao vivo Reunion (1998), por exemplo, atingiu o 11º lugar, e vendeu 62 mil cópias em sua semana inicial.

O Black Sabbath fará shows no Brasil em breve (leia mais sobre isso aqui e aqui), enquanto o álbum 13 já está chegando às lojas tupiniquins, para delírio dos fãs do melhor heavy metal.

Em carreira solo, Ozzy Osbourne sempre vendeu mais do que a banda que o revelou, como prova seu mais recente CD individual, Scream (2010), com 81 mil cópias comercializadas em sua primeira semana no mercado que lhe valeram um significativo 4º lugar nas listas dos mais vendidos em solo americano, um de seus mercados consumidores mais fiéis.

Se esse fato se efetivar, 13 (leia a crítica aqui) irá tirar do topo curiosamente o álbum de outra banda de rock que nunca havia chegado antes a tal posição. Trata-se de …Like Clockwork, do Queens Of The Stone Age, grupo que em março se apresentou no Brasil durante o Lollapalooza Brasil 2013 com grande repercussão. O álbum vendeu 91 mil cópias em sua semana inicial, sendo 12 mil delas em vinil.

Veja o videoclipe de God Is Dead, do Black Sabbath:

13 leva Black Sabbath de volta aos anos 1970

Por Fabian Chacur

Em recente entrevista concedida a mim e publicada na versão online da Folha de S.Paulo, o cantor Dee Snyder, do Twisted Sister, explicou-me que não gravava nada inédito há mais de 30 anos com sua banda porque teria muito trabalho para, no fim das contas, os fãs irem comprar cerveja durante os shows justo na hora em que tocaria essas canções novas.

Pois Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra) e Geezer Butler (baixo) resolveram contrariar essa opinião de Snyder, e lançam no próximo dia 11, pela Universal Music, o álbum 13, que os reúne pela primeira vez para um trabalho de estúdio trazendo só composições inéditas longos 35 anos após Never Say Die.

Da formação clássica, ficou de fora o baterista Bill Ward, substituído aqui por Brad Wilk, conhecido por sua atuação na banda Rage Against The Machine. A produção ficou a cargo de Rick Rubin, conhecido por seus trabalhos com Red Hot Chili Peppers, The Cult, Public Enemy, Rage Against The Machine e inúmeros outros.

O álbum, que inclui oito faixas em sua versão standard e 11 na deluxe, equivale a um mergulho na sonoridade que a banda tornou mundialmente conhecida na década de 70. Mais uma vez, temos aqui riffs pesadíssimos, andamentos geralmente mais cadenciados, climas soturnos, baixo sólido e a voz de tom sinistro de Ozzy.

O grupo optou por não flertar com novas sonoridades ou experiências fora do que os fãs mais fieis aprenderam a admirar nos anos áureos de Paranoid, Sabbath Bloody Sabbath, Iron Man, Black Sabbath, Changes e tantas outras maravilhas proporcionadas durante os anos 70 pelo grupo oriundo de Birmingham, Inglaterra.

Como essa escolha do grupo parece ter sido tomada de forma entusiástica e repleta de muito prazer, o resultado não poderia ter sido mais adequado. Não temos inovações, mas o sabor desse bife com fritas e salada é simplesmente incrível. Não atrairá novos fãs, provavelmente, mas certamente manterá a enorme clientela fiel.

A longa (mais de oito minutos) End Of The Beggining abre a festa com riffs certeiros, o baixo tonitroante de Butler, a voz grave de Osbourne e um destaque: os belíssimos e um destaque que se manterá durante todo o álbum: os solos viscerais e diversificados de Tony Iommi, tocando melhor do que nunca. E Wilk dá conta do recado sem inventar muito.

A faixa de trabalho, a polêmica God Is Dead?, a mais melódica Zeitgeist, a soberba Damaged Soul e a quase épica Dear Father são destaques de um álbum que mais do que tudo segue um estilo criado pela própria banda e que se tornou não só clássico como extremamente influente. Nada mais lógico do que Osbourne-Iommi-Butler continuarem a segui-lo, ainda mais tendo tanta energia e disposição para tal.

Se o público irá comprar cerveja ou ir ao banheiro durante a execução das músicas de 13 nos shows da turnê que o Black Sabbath fará por aqui em breve (bastante aguardados, por sinal), não sei dizer. Mas que o álbum merece ser ouvido a todo volume para infernizar a vida dos seus vizinhos pagodeiros, ah, lá isso merece!

End Of The Beggining (ao vivo) com o Black Sabbath:

God Is Dead? (estúdio) com o Black Sabbath:

Saiba tudo sobre o Black Sabbath no Brasil

Por Fabian Chacur

Começam nesta segunda-feira (6) a ser vendidos via internet e de forma presencial os ingressos para os três shows que o Black Sabbath fará no Brasil. As apresentações serão em outubro, em Porto Alegre (9, quarta-feira, às 20h, no estacionamento da FIERGS), São Paulo (11, sexta-feira, às 19h, no Campo de Marte) e Rio de Janeiro (13, domingo, às 18h, na Praça da Apoteose).

O célebre grupo de heavy metal, que virá pela primeira vez ao Brasil com Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler juntos (leia mais detalhes aqui), está lançando um álbum de inéditas, 13, cuja faixa God is Dead? já está sendo divulgada com força total na mídia.

O show em Porto Alegre terá ingressos custando de R$ 90 a R$ 500. Em São Paulo, os preços vão de R$ 150 a R$ 600 , mesmos valores cobrados para a apresentação no Rio. Segundo a organização da turnê no Brasil, serão colocados à venda para os shows respectivamente 30 mil ingressos (Porto Alegre), 70 mil (São Paulo) e 30 mil (Rio).

A turnê traz como banda de abertura a Megadeth, liderada pelo cantor e guitarrista Dave Mustaine. Mais informações: 4003-5588 (para todo o Brasil) e www.ticketsforfun.com.br . O Black Sabbath é considerado um dos inventores do heavy metal, e tem no currículo álbuns clássicos como Paranoid (leia mais sobre esse álbum aqui), além de ter revelado o astro Ozzy Osbourne (leia mais sobre ele aqui).

Ouça God is Dead?, nova música do Black Sabbath, do álbum 13:

Black Sabbath desfalcado virá ao Brasil

Por Fabian Chacur

Uma grande produtora de shows anunciou oficialmente nesta quarta-feira (3) que em outubro o Black Sabbath fará três shows no Brasil. As cidades que receberão a lendária banda de heavy metal serão Rio, São Paulo e Porto Alegre. O mesmo comunicado informou que maiores informações sobre os shows- preços, locais etc- serão divulgados em maio.

Mais uma vez veremos esta seminal banda britânica sem a sua formação original. Será, como diria o amigo de fé, irmão, camarada (e grande jornalista e biógrafo) Ayrton Mugnaini Jr., um “Black Sabbath à prestação”. A explicação para a genial expressão virá logo a seguir. Ele a criou nos anos 80 devido a uma situação vivida por mim.

Nunca tive a honra de ver o Police ao vivo. Não consegui ir aos shows que a banda realizou apenas no Rio em 1982 e 2007. No entanto, vi o Sting mais de uma vez (a primeira em 1987) e estava no show de abertura da segunda encarnação do Projeto SP, inaugurado com um show que reuniu a cantora Debra Holland (quem?) e os monstros sagrados Stanley Clarke (baixo) e os outros integrantes do The Police, Stewart Copeland (bateria) e Andy Summers (guitarra).

Diante desse fato, Mugnaini me soltou a pérola: “bem, no fim das contas você viu o The Police à prestação, pois teve a chance de ver seus três integrantes ao vivo em ocasiões diferentes”. É o mesmo que alguns fãs do Black Sabbath mais velhos (ou mais experientes, you name it) poderão dizer se os shows de outubro de fato se concretizarem.

A segunda visita do Black Sabbath ao Brasil ocorreu em agosto de 1994 no festival Philips Monsters Of Rock. Naquela ocasião, a banda trouxe o vocalista Tony Martin, acompanhado por Iommy, Butler e o baterista original do time, Bill Ward.

Ozzy Osbourne, como todos sabem, cantou aqui pela primeira vez em janeiro de 1985, no primeiro Rock in Rio, e voltou em outras ocasiões, incluindo uma na edição de 1995 do mesmo Philips Monsters Of Rock. Como tive a oportunidade de ver esses dois shows, eu também vi a formação original da banda que criou clássicos como Iron Man a prestação. Eita!

Desta vez, será Bill Ward quem não marcará presença nos shows da nova turnê do Sabbath. Ele saiu fora do time em 2012, alegando discordâcias em relação aos valores que seriam pagos por sua participação na turnê. Para substituí-lo, entrou no time Brad Wilk, baterista da banda de metal alternativo Rage Against The Machine.

Vale lembrar que uma outra encarnação do Black Sabbath também tocou duas vezes por aqui, desta vez com o lendário e saudoso Ronnie James Dio nos vocais. Em 1992, usaram o nome Black Sabbath mesmo (eu estava lá!), e em 2009, em seu retorno, o nome do álbum mais cultuado dessa fase da banda, Heaven And Hell. Ufa!!!

Veja o clipe de Iron Man, com o Black Sabbath:

DVD mergulha na vida de Ozzy Osbourne

Por Fabian Chacur

Ozzy Osbourne é de longe uma das figuras mais marcantes e controversas da história desse gênero musical que tanto amamos chamado rock and roll.

Chega a ser inacreditável que alguém com seu histórico de vida, repleto de sexo, rock and roll, muitas drogas e estrepolias beirando o bizarro tenha conseguido chegar aos 63 anos de idade ainda na ativa.

Uma boa forma de tentar entender como esse verdadeiro milagre ocorreu é o documentário God Bless Ozzy Osbourne, que acaba de ser lançado em DVD no Brasil pela ST2.

Com produção a cargo de seu filho Jack, o filme é um mergulho intenso no universo dessa cria da classe operária britânica, que quase virou bandido (e chegou a cumprir pena por roubo em sua adolescência) e no fim das contas virou um grande astro do heavy metal.

Temos aqui excelentes cenas de arquivo e entrevistas reveladoras feitas com o próprio Ozzy, seus colegas de Black Sabbath e nomes como Henry Rollins, Tommy Lee (do Motley Crue) e até mesmo Paul McCartney, além dos filhos, irmãs e a esposa Sharon.

De quebra, há o registro da mais recente turnê mundial de Ozzy, na qual a intimidade do roqueiro e sua atual fase positiva são explicitadas, com o astro finalmente livre das drogas e muito mais saudável do que poderia se esperar de alguém que aprontou tanto.

A franqueza pontua os depoimentos de todos os participantes, com direito a momentos hilariantes, emocionantes e chocantes. Ozzy não foge de nenhum tema, até mesmo admitir que o pior momento de sua vida de viciado em drogas e bebidas ocorreu exatamente lá pelos idos de 2011, quando o programa The Osbournes o tornava uma das figuras mais populares da TV.

A dor de ser demitido do Black Sabbath em 1980, a dolorosa perda de Randy Rhoads, guitarrista que o ajudou no início de sua carreira solo, os escândalos, as brigas com Sharon, é assunto pra mais de metro.

Nos extras, temos entrevistas adicionais e um bate-papo entre Jack e Ozzy que chega a arrepiar. God Bless Ozzy Osbourne cumpre com maestria a tarefa de mostrar por completo a carreira e a vida do fenomenal roqueiro inglês.

Veja o clipe Black Sabbath, com o Black Sabbath:

Meninos, eu vi Ozzy Osbourne de perto!

Por Fabian Chacur

A tarde desta sexta-feira, 1º de abril, teve uma verdade para mim. Participei da entrevista coletiva concedida por Ozzy Osbourne no hotel Tivoli Moffarej em São Paulo.

De cara, a curiosidade. Normalmente, entrevistas coletivas de astros internacionais costumam atrasar sempre. A do Príncipe das Trevas do rock se iniciou exatamente no horário previsto, 13h em ponto!

Durante 26 minutos, o cantor do Black Sabbath e artista solo de sucesso consolidado premiou os jornalistas presentes com bom-humor, simpatia e boas lembranças.

Ele, que se apresenta neste sábado (2) no estádio do Morumbi, em São Paulo, na turnê de divulgação do álbum Scream, explicou o porque sempre escolhe guitarristas novatos para suas bandas de apoio.

“Sempre me fazem essa pergunta. Eu prefiro escolher músicos que tenham fome, que ainda tenham ambições, vontade de mostrar o seu valor. É melhor do que pegar músicos consagrados que estejam acomodados”.

Essa política ajudou a revelar nomes como Randy Rhoads, Zakk Wylde e outros guitar heroes.

Em pergunta feita por mim que você poderá ver abaixo em vídeo do UOL (bizarro, não?), ele relembrou de sua participação na primeira edição do Rock in Rio, em 1985, sua estreia no Brasil.

“Eu me lembro muito bem daquele show, foi para a maior plateia e no maior palco em que já toquei. Os brasileiros gostam muito de música, é impressionante, adoro cantar aqui.”

Ao ser questionado sobre uma possível volta do Black Sabbath, ele respondeu de forma curta e direta:

“Possível? É! Quando? Não sei!”

Quanto ao repertório de seus shows, ele explicou como faz a seleção de músicas.

“Procuro colocar um pouco de cada época. Se for tocar todas as coisas que os fãs querem ouvir, meu show duraria uns cinco dias!”

Em relação a uma possível competição entre ele e Keith Richards para ver quem é o maior doidão do rock, ele esbanjou bom-humor.

“Não existe uma competição entre nós, ambos somos “locos”!

Aliás, ele se definiu da seguinte forma: “I’m loco!”.

Que figura!

Veja a minha pergunta ao Príncipe das Trevas e a resposta:

DVD conta a história do álbum Paranoid, um dos clássicos do Black Sabbath

Por Fabian Chacur

Durante muitos anos, a crítica especializada tinha como diversão baixar o cacete em algumas bandas, e o Black Sabbath era uma delas. Para eles, o quarteto inglês fazia um som tosco, caricato e sem criatividade.

Nada como o tempo para provar se algo é consistente ou não. Precisos 40 anos depois de sua estreia no mercado fonográfico, o grupo liderado pelo vocalista Ozzy Osbourne acabou rindo por último.

Na área do heavy metal, poucas bandas conseguiram influenciar tanta gente e conquistar novos fãs a cada passagem de geração como essa aqui. E merecidamente. Eles ajudaram a criar os parâmetros desse tipo de som, com riffs pesados, letras macabras e visual repleto de cores escuras, especialmente preto.

Em novo volume da essencial coleção de DVDs Classic Albums, lançada no Brasil pela ST2, temos disponível nas lojas um documentário sobre as gravações e a importância do segundo álbum do Sabbath, Paranoid, lançado em 1970.

Se com o autointitulado álbum de estreia Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommy (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria) haviam cativado muitos fãs, o segundo disco tornou-os uma das sensações do rock and roll em termos comerciais na época.

Isso, mesmo com eles indo totalmente na contramão da geração paz e amor de Woodstock. Aqui, o que importava era o peso, o clima sinistro, o protesto agressivo, a cara de mau. Arriscaram muito e se deram bem.

Incluindo clássicos perenes do metal pesado como Iron Man, War Pigs, Electric Funeral e a faixa título, Paranoid é dissecado canção a canção, acorde por acorde, riff por riff, neste seminal DVD.

A análise levará os desavisados a perceberem as inusitadas influências de jazz na abordagem musical da banda, de onde vieram suas características sonoras básicas e como cada música era composta.

Os quatro integrantes deram entrevistas esclarecedoras, assim como o engenheiro de som do disco, Tom Allom. Também foram intercalados depoimentos de fãs ilustres do grupo, entre os quais o sempre bem articulado Henry Rollins.

Um vídeo indispensável para quem curte rock pesado, e com direito a 42 minutos adicionais de entrevistas.

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