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Sergio Pi investe em requinte e estreia com bom álbum pop

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Por Fabian Chacur

Sergio Pi possui extensa experiência atuando na indústria fonográfica. Há dez anos, resolveu aproveitar essa cancha em um negócio próprio, o selo Lab 344, que se tornou um dos mais importantes do Brasil, com direito a lançar títulos de artistas do naipe de Duran Duran, Suzanne Veja e Cyndi Lauper. Agora, é a vez de um novo nome: ele próprio.

Embora músico há muitos e muitos anos, Sergio Pi só agora resolveu lançar sua estreia como artista. Trata-se do CD Meu Pop É Black Power, que chega oficialmente às lojas em março pela Lab 344. Uma audição atenta das 12 faixas contidas nesse trabalho explicam tanta demora. Temos aqui um artista detalhista, talentoso e ambicioso ao extremo.

As referências sonoras exploradas por este cantor e compositor são definidas por ele como os trabalhos que Rita Lee e Roberto de Carvalho, Guilherme Arantes, Prince, Bee Gees e Gilberto Gil realizavam entre 1977 e 1983. Eu acrescentaria à essa mistura gente como Kool & The Gang, The Whispers, Com Funk Shun, Shalamar e da dupla Lincoln Olivetti e Robson Jorge.

Essa deliciosa era da música marcou uma mistura da seminal disco music com pop eletrônico, funk music, soul e, no caso do Brasil, MPB, gerando dessa forma uma sonoridade ao mesmo tempo pop e acessível, mas com requintes sonoros proporcionados por instrumentos vintage, novos teclados que surgiam e ótimos músicos. Ou seja, não era fácil de se fazer.

Para realizar seu sonho, Sergio contou com um elenco estrelado de músicos que inclui o consagrado guitarrista americano Paul Pesco (conhecido por seus trabalhos com Madonna e Annie Lennox, entre outros), o produtor japonês Hide Tanaka e também Dudu Viana, Hiroshi Mizutani, Bombom e Flavio Mendes. A mixagem foi feita por Jason Schweitzer (Eminem) e a masterização ficou por conta de Chris Gehringer (Jay-Z, Robin Thicke).

Lógico que time nenhum daria conta do recado se o repertório do álbum fosse ruim, e Sergio nos oferece um ótimo set list, com direito a músicas próprias bem bacanas e releituras personalizadas como Girassóis da Noite (Lobão) e Barriga da Mamãe (Rita Lee e Roberto de Carvalho). Aliás, triste ver a letra dessa última, lançada há mais de 30 anos, e senti-la mais atual do que nunca neste doloroso 2015.

Não faltam momentos bacanas em Meu Pop É Black Power. Desesperadamente, por exemplo, é um funk pop com influências dos Whispers de And The Beat Goes On. Pelo Mundo é a cara da Rita Lee anos 80, mesmo DNA presente na deliciosa Integrando Amor. Oito Minutos é uma espécie de mix de Tears Of a Clown (Smokey Robinson & The Miracles), Don’t Go Breaking My Heart (do Elton John), Amor Objeto (Rita, sucesso com Ney Matogrosso) e Steal Away (Robbie Dupree), sem soar cópia de nenhuma delas.

Meu Pop É Black Power é aquele tipo de trabalho que pode agradar tanto ao fã casual de música pop como àqueles apreciadores mais exigentes, que percebem os requintes de cada instrumento, vocalização ou arranjo. Feito por alguém nitidamente apaixonado por música e disposto a lançar algo à altura de seu sofisticado gosto musical. E que conseguiu seu intuito.

Desesperadamente– Sergio Pi (clipe):

Oito Minutos– Sergio Pi (lyric video):

Vanessa Bumagny mostra seu novo CD no Sesc Consolação

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Por Fabian Chacur

Um dos melhores CDs de música brasileira lançados em 2014 é seguramente O Segundo Sexo, de Vanessa Bumagny. A cantora e compositora paulistana mostra o repertório desse seu terceiro álbum e também músicas dos trabalhos anteriores em show neste sábado (13) às 21h no Teatro Anchieta do Sesc Consolação (rua Doutor Vila Nova, 245- Consolação-fone 0xx11-3234-3000), com ingressos de R$ 9,00 a R$ 32,00. Uma bela dica.

Por alguma razão estranha, pouco se falou/escreveu/comentou de O Segundo Sexo. Típico de uma era em que alguns artistas dominam por completo os espaços da mídia, deixando poucas brechas para que outros até mais talentosos possam apresentar suas propostas sonoras. Só posso dizer uma coisa: azar de quem não o ouvir. E ainda dá tempo de tirar o atraso. Fuja das tolinhas ruins da vida. Don’t believe the hype!

Com mais de 20 anos de estrada, Vanessa atingiu nesse terceiro álbum sua maturidade artística. Após os ótimos De Papel (2003) e Pétala Por Pétala (2009), ela desafia seu ouvinte a mergulhar em uma mistura intensa de MPB, rock, pop eletrônico e o que mais pintar, sem nunca abrir mão de sua voz doce, envolvente e sempre afinada ao extremo.

O novo álbum traz grandes momentos, entre os quais a endiabrada faixa título (com participação especial de Zeca Baleiro), a deliciosa Saudades do Futuro, a intensa Você Era Meu Sonho e a fusão de samba com elementos eletrônicos de Tristeza Só. As letras falam de amor, sexo e relacionamentos de forma inteligente e sensível.

No palco do Teatro Anchieta, Vanessa terá a seu lado Zeca Loureiro (voz, violão e guitarra, um dos produtores do CD), Henrique Alves (baixo) e Rogério Bastos (bateria). Com ótima presença de palco, ela se vale de seus dotes de atriz para valorizar cada palavra, cada melodia, cada nuance. O repertório dos três CDs estará em pauta.

Saudade do Futuro– Vanessa Bumagny:

Rodrigo Del Arc faz show gratuito em SP

Por Fabian Chacur

O cantor e compositor Rodrigo Del Arc fará um show gratuito nesta sexta-feira (7) às 20h na FNAC do Morumbi Shopping (avenida Roque Petroni Júnior, 1.089-São Paulo-SP- fone 0xx11-3206-2000). Ele irá mostrar músicas de seus dois CDs, em um show com intenções acústicas e cujo objetivo é um contato próximo com o público, em interação sem grandes restrições ou frescuras.

O trabalho de Rodrigo Del Arc é fruto das possibilidades que a internet proporciona aos novos talentos. Em 2009, sem grandes recursos financeiros, ele lançou seu primeiro CD, A Kind Of Bossa, e o divulgou basicamente via redes sociais. A repercussão foi tão boa que o selo japonês Shinseido/Omagatoki resolveu distribuí-lo na Terra do Sol Nascente, com ótimo resultado.

O álbum também se destacou na Coreia do Sul, e a música That Morning conseguiu boa execução por lá. Em 2011, Del Arc recebeu o convite do selo Musicoteca para participar de um álbum em tributo ao grupo Los Hermanos, e sua releitura para a música O Vencedor foi bastante elogiada pelos fãs da cultuada banda carioca. Isso abriu a ele outros horizontes musicais, e a se destacar ainda mais no cenário pop brasileiro.

Novo Ar, seu mais recente álbum, foi mixado no célebre estúdio The Mix Room, e Los Angeles, e traz como destaque a faixa A Origem, parceria de Rodrigo com o cantor, compositor, músico e líder da badalada banda O Teatro Mágico, Fernando Anitelli. A parceria deu ótimo resultado, e tem ajudado o álbum a ser conhecido por um novo público. Pelo visto, isso é apenas o começo…

Ouça A Origem, com Rodrigo Del Arc e Fernando Anitelli:

Fernanda Takai divulga capa de novo CD solo

Por Fabian Chacur

A cantora Fernanda Takai acaba de divulgar a capa de seu novo CD solo, Na Medida do Impossível, que está previsto para ser lançado no dia 18 de março pela gravadora Deck. A criação teve como ponto de partida uma foto de 1885 feita pelo fotógrafo japonês Kusakabe Kimbei recortada pela cantora do Pato Fu em uma revista, e foi viabilizada pelo estúdio Hardy Design, com colaboração do designer João Marcelo Imediato.

A ideia contida na concepção da capa é a da história de uma mulher comum que sai de casa em busca de seu destino, que seria conhecer-se melhor e criar superpoderes, com todos os caminhos percorridos para chegar até a realização de tais objetivos. A montagem inclui Fernanda vestida como se fosse uma espécie de gueixa contemporânea, inserida em um contexto repleto de neve e mistério.

Em entrevista concedida a Mondo Pop (leia aqui), a cantora do Pato Fu falou sobre Na Medida do Impossível, que trará composições em parceria com Marina Lima, Marcelo Bonfá (ex-Legião Urbana) e Climério Ferreira, além de uma surpreendente colaboração entre ela e a roqueira Pitty (leia mais sobre essa parceria aqui). A produção do álbum é do marido John Ulhôa, e o projeto tem o apoio do programa Natura Musical.

Veja o clipe de You And Me And The Bright Blue Sky, de Fernanda Takai:

Rodrigo Del Arc lança novo webclipe

Por Fabian Chacur

Rodrigo Del Arc acaba de lançar um webclipe para divulgar sua nova música, Another Summer. A canção faz parte de Novo Ar, seu segundo álbum, que será lançado em janeiro. O vídeo traz imagens da mixagem do novo trabalho do músico brasileiro, com imagens captadas pelo cineasta Jean Paulo Lasmar no badalado estúdio The Mix Room, situado em Los Angeles, Califórnia (EUA).

Com Novo Ar, Del Arc busca misturar a sonoridade moderna e a forma artesanal de se produzir discos, tendo o apoio de Nikk Gutierrez, seu parceiro no setor produção. O álbum trará músicas em português, sendo que o webclipe contou com direção a cargo de Douglas Monteiro e Arthur Maringoni. O clima de bossa nova com tempero pop de Another Summer cria boa expectativa para os fãs.

A carreira deste cantor, compositor e músico ganhou força a partir do lançamento de seu primeiro CD, A Kind Of Bossa (2009). Feito de forma independente e artesanal, o trabalho ganhou distribuição no Japão a cargo do selo Shinseido/Omagatoni, um dos mais prestigiados daquele país. A música That Morning entrou na badalada coletânea Tea For Two, ao lado de músicas de Joyce e Yusa, entre outros.

O disco também saiu na Coreia do Sul através da gravadora Leeway, sendo que a canção A Place To Remind acabou sendo incluída na trilha da novela Athena: Goddess Of War, uma das produções de maior sucesso do gênero no universo sul-coreano. De quebra, The Question Song ganhou clipe e entrou no portal da MTV UK, com direito a página do artista e tudo.

Veja o webclipe de Another Summer, com Rodrigo Del Arc:

Cuide-se bem, sessentão Guilherme Arantes!

Por Fabian Chacur

A música de Guilherme Arantes me acompanha desde meus 15 anos, quando Meu Mundo e Nada Mais estourou em todo o país, em 1976. Meu primeiro contato pessoal com esse cara ocorreu em dezembro de 1980, quando ele fez um inesquecível show gratuito na estação São Bento do metrô paulistano, no melhor estilo teclado e voz. Ali, tive meu primeira experiência com sua generosidade e gentileza.

Aquela apresentação foi realizada poucos dias após a lamentável morte de John Lennon. Em determinado momento, alguns fãs pediram a ele que cantasse uma música do ex-Beatle. De forma improvisada e se valendo da revista de cifras de um deles, o músico nos proporcionou uma bela versão de Imagine, que emocionou todos os presentes. Pura gentileza.

Em 1987, tive a oportunidade de entrevista-lo pela primeira do que seria uma longa sequência de vezes. Sempre um bom papo, não demorou para que nos tornássemos amigos, com direito a almoços, papos animados e francos. Em 1992, quando ele lançou Crescente, para mim um de seus melhores trabalhos, pedi para que ele o autografasse para mim, e não esquecerei sua felicidade por eu ter gostado tanto daquele álbum. Coisa de gente humilde.

Nesses mais de 25 anos de carreira como jornalista, já tive a oportunidade de manter contato com centenas, provavelmente milhares de artistas, e Guilherme continua no topo dessa turma. E é ótimo quando o artista e o ser humano possuem grandes qualidades de forma simultânea. Ou quando o ser humano não nos decepciona, o que infelizmente ocorre no caso de alguns grandes artistas que prefiro não citar por uma questão de…gentileza.

Guilherme Arantes é o que suas músicas nos indicam. Doce, simpático, verborrágico (no melhor sentido da palavra), bem-humorado, idealista, romântico, inconformista, sonhador e um artista extremamente talentoso. Bom de letras, bom de melodias, bom de vocais, bom de arranjos, bom como músico, bom de palco… É qualidade pra mais de metro. E não sou suspeito por ter virado amigo. Sou culpado, mesmo!

Além disso, ele sempre teve como marca aquela gentileza ressaltada há alguns parágrafos, participando de trabalhos de outros artistas e sendo gravado por nomes do alto gabarito de Elis Regina,Caetano Veloso, Maria Bethânia, MPB-4, Leila Pinheiro, Roberto Carlos e tantos outros das mais diversas gerações. Aliás, a garotada o está redescobrindo neste exato momento.

Pois ele completou 60 anos neste domingão (28). O que poderia desejar a ele, além de muita saúde, paz, alegria e pessoas legais para curtirem os bons momentos ao seu lado? Que ele leve a sério a letra de Cuide-se Bem, de todas as maravilhas compostas por ele a que mais me toca, me emociona e me faz refletir. Que venham os 70, 80… Grande abraço, e que em um futuro não muito distante eu possa realizar meu sonho de escrever um livro sobre sua vida e obra!

Ouça Cuide-se Bem, com Guilherme Arantes:

Gretchen Filme Estrada, bizarro e genial

Por Fabian Chacur

Adoro ver documentários sobre praticamente qualquer tema. Música, então, vira obrigação, por razões profissionais e também gosto pessoal. Neste sábado (15), tive a oportunidade de finalmente conferir Gretchen Filme Estrada (2010), e fiquei simplesmente estupefato. Bizarro e genial ao mesmo tempo!

Maria Odete Miranda virou Gretchen na segunda metade dos anos 70, e tornou-se sucesso nacional graças ao faro do produtor argentino radicado no Brasil Mister Sam. Ele sacou a sensualidade da jovem e soube oferecer a ela um repertório ideal, composto de pop dançante com tempero latino e muita simplicidade, ideais para sua voz de pequena extensão, embora bastante agradável. Deu certo.

Durante um período de aproximadamente cinco anos, a cantora levou às paradas hits dançantes como Freak Le Boom Boom, Melô do Piripiri (Je Suis La Femme) e Conga Conga Conga e se tornou figurinha fácil em programas populares de TV do tipo Silvio Santos e Chacrinha. Aí, Sam e Gretchen seguiram caminhos distintos, e o sucesso da moça acabou.

A partir de meados dos anos 80, Gretchen passou a viver do passado, dublando seus sucessos onde fosse possível. De tempos em tempos, tentava gravar novos hits, mas seus discos nunca mais venderam coisa alguma, e nem mesmo um breve retorno da parceria com Sam nos anos 90 reverteu tal situação, ou Marisa Monte cantar Conga Conga Conga em alguns shows.

Gretchen Filme Estrada surgiu com o intuito de registrar a campanha da moça para tentar ser eleita em 2008 prefeita de Itamaracá, em Pernambuco, onde se radicou há mais de uma década. Seu projeto era abandonar a vida artística e mergulhar de vez na política. Inacreditável, mas real. Quem será que deu a ela essa ideia “genial”?

O que vemos no documentário é uma pessoa próxima dos 50 anos de idade com a ingenuidade de uma adolescente de antigamente. Sua incursão na política é do tipo “eu sou a solução para tudo”, típica de quem não tem noção de onde está entrando. Seu ataque de choro no finalzinho do filme prova isso de forma certeira. Isso, mesmo com pessoas tentando treiná-la.

Enquanto sua campanha se desenvolve aos trancos e barrancos, com direito a uma inesperada mudança da candidata a vice no decorrer do período, ela é flagrada durante apresentações patéticas em pequenos shows no nordeste, realizados em circos com condições precárias e na base da dublagem dos sucessos dos velhos e bons tempos.

Em uma das apresentações, o CD player falha, e Gretchen paga o mico de, perante um público quase inexistente, ter de repetir a música mais de uma vez. O momento mais triste é em João Pessoa (PB), quando uma chuva de proporções bíblicas afasta o público e deixa o circo mais vazio do que bolso de pobre. De chorar.

Conforme o tempo vai passando, a inicialmente animada Gretchen vai se dando conta da fria na qual entrou, e com isso nossa personagem se torna perdida, tensa, agressiva e em muitos momentos sem saber o que fazer. Uma senhora chega a questionar Gretchen: “eu acho que você sonhou alto demais”. Sonhou mesmo…

No fim das contas, a Rainha do Bumbum não passa de 400 votos, algo em torno de 2% do eleitorado local, e vê seu “sonho” enterrado bem fundo. Na verdade, fica claro, no fim das contas, que ela foi vítima de sua total falta de noção e incapacidade de investir em uma carreira política. Tremo só de pensar no que ocorreria, se ela fosse eleita.

Eliane Brum e Paschoal Samora mereciam um prêmio por terem conseguido, a partir de um material tão ruim, concretizar um documentário como esse. Em alguns momentos do filme, por exemplo, temos depoimentos das pessoas autorizando o uso de suas imagens no documentário. Vários momentos, por sinal! Em um deles, com o público de um dos circos onde ela cantou falando junto com ela a frase cedendo seus direitos.

Se esse material exibido era o melhor disponível, dá arrepios imaginar nas sobras de filmagens… Pouco se fala na carreira de Gretchen, de como começou, como gravou os hits etc, e o nome de Mister Sam sequer é citado durante ele. No fim, é exibido um clipe com ela cantando nos bons tempos, o que equivale a uma espécie de “olhem como ela era, e olhem como ela ficou, depois de tantos anos”.

Gretchen Filme Estrada é ao mesmo tempo bizarro e essencial, pois mostra a coragem de uma artista ao se mostrar tão frágil, perdida e mal assessorada em uma fase de carreira na qual deveria estar devidamente consolidada. Tipo do filme ideal para quem acha fácil ser artista.

Ainda mais quando a artista em questão não conseguiu dar continuidade ao que parecia ser seu destino, no início: uma diva pop. No fim das contas, virou uma melancólica caricatura disso. Mesmo assim, Gretchen merece nosso carinho e nosso apoio, pois continua sendo aquela adolescente sonhadora de seu início, nos já distantes anos 70 do século passado.

Veja cenas de Gretchen Filme Estrada:

Sandy, aquela dos 30, lança CD Sim

Por Fabian Chacur

Sandy, quem diria, é agora uma trintona. A garotinha que iniciou a carreira ainda criança, em dupla com o irmão Júnior, investe há três anos em uma trajetória individual que acaba de render seu segundo CD de estúdio, Sim. Como forma de divulga-lo, ela concedeu uma entrevista coletiva à imprensa em São Paulo.

O evento, realizado na última quinta-feira (13) no escritório da produtora de shows que administra sua carreira, mostrou a cantora e compositora bastante tranquila e segura. ” Tenho aos poucos rompido barreiras, superado preconceitos, acho que as pessoas estão abertas para ouvir o que tenho feito, isso me surpreende e me faz feliz”, reflete.

Ela brincou com o novo estágio de sua vida na canção Aquela dos 30, em versos como “tenho sonhos adolescentes mas as costas doem, sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem”. Ela avalia a nova fase da vida de forma positiva. “É bom fazer 30 anos, sei que tenho muito a aprender na minha vida, e estou aberta a isso”.

Aliás, esse estado de espírito explica o porque ela escolheu Sim, nome de uma das canções, para dar título ao álbum que acaba de lançar. “É uma palavra muito positiva, muito simples e muito carregada de significados, e essa canção é bem especial. A gente precisa focar no que é bom, o ruim não pode prevalecer”.

Cinco das dez faixas de Sim chegaram aos ouvidos do público em 2012 em um EP lançado pela via virtual. Sandy explica o que a levou a seguir tal estratégia. “Gravei essas cinco músicas em julho de 2012, e não quis esperar para lança-las, quis dar uma prévia aos fãs de como seria o álbum. Usei essa liberdade que o mercado musical nos dá hoje”.

A segunda parte do material foi composta a seguir e gravada posteriormente em março de 2013. “Mas o disco ficou bem coeso, pois fui pensando nas músicas como uma coisa só, em termos sonoros, de arranjos etc. Aquela dos 30 e Escolho Você são as mais autobiográficas, mas todas as minhas músicas tem um pouco de mim nelas”.

A canção Moradia conta com a participação especial do cellista Jaques Morelenbaum, conhecido por seu trabalho ao lado de monstros sagrados da música brasileira como Tom Jobim e Caetano Veloso. “Essa é uma das minhas favoritas do disco, e a participação do Jaques Morelenbaum foi a cereja do bolo, tocando lindamente o seu cello”.

Nos shows da turnê que está divulgando o novo CD, Sandy inclui músicas do álbum anterior, Manuscrito (2010) e também algumas canções de artistas que a influenciaram, entre os quais o pai, Xororó. Para quem tem saudades da dupla Sandy & Júnior, extinta em 2007, a cantora tem duas notícias, uma boa, outra má.

“Eu e o Júnior não descartamos fazer algo juntos no futuro, mas não pensamos em fazer isso agora, não há nenhum projeto sendo feito em relação a isso, creio que os boatos que foram divulgados por aí interpretaram errado nossas palavras”.

Apenas um tema deixou a cantora incomodada durante a coletiva, que durou exatos 30 minutos: os boatos de que o casamento com Lucas Lima (marido, coprodutor, músico e parceiro na composição de várias músicas) iria gerar em breve seu primeiro filho.

“Há um ano e meio eu e meu marido não comentamos mais boatos sobre minha possível gravidez. Um dia vai acontecer, temos planos em relação a isso. Espero que essa seja a última pergunta sobre esse assunto nesta coletiva”.

Veja o clipe de Aquela dos Trinta, com Sandy:

O Teatro Mágico lançará novo DVD em maio

Por Fabian Chacur

O Teatro Mágico, um dos grupos mais interessantes e originais da atual música brasileira, está com um novo trabalho saindo do forno. Trata-se de Recombinando Atos, ao mesmo tempo terceiro DVD e primeiro CD gravado ao vivo. O lançamento oficial em São Paulo será nos dias 3 e 4 de maio, no Credicard Hall (www.ticketsforfun.com.br – 4003-5588), com ingressos entre R$ 30 e R$ 300.

Liderado pelo talentoso cantor e compositor Fernando Anitelli, O Teatro Mágico completa dez anos de estrada neste ano, e também inclui em sua escalação Thiago Espírito Santo (baixo), Rafael dos Santos (bateria), Galdino (violino), Pedro Martins (teclados) e Daniel Santiago (guitarra, programações e direção musical).

O novo show, com direção artística de Anitelli em parceria com Tulio Rivadávia, inclui em seu repertório músicas dos três CDs anteriores, além de quatro canções inéditas. O espetáculo inclui coreografias, performances circenses, cenários e projeções, em formato original que conquistou o público de todo o país. O DVD foi gravado em 2012 no mesmo Credicard Hall.

A música Canção da Terra integra a trilha da novela global Flor do Caribe, mas a banda originária de Osasco (SP) pode se gabar de ter conquistado uma verdadeira legião de fãs valendo-se apenas da via independente e da força da internet, sem grandes aparições na grande mídia, que só agora dá a eles o devido valor.

Veja o clipe de Canção da Terra, com O Teatro Mágico:

Patrícia Marx lança novo CD em SP e no Rio

Por Fabian Chacur

Embora com apenas 38 anos de idade (fará 39 no próximo dia 20 de junho), Patrícia Marx está completando três décadas de carreira profissional. Como forma de celebrar essa importante efeméride em sua vida, a cantora está lançando o álbum Trinta, cujos shows de lançamento serão realizados em São Paulo e no Rio.

Em Sampa City, Patrícia cantará nesta terça-feira (19) no Bourbon Street (rua dos Chanés, 127-Moema), com ingressos a R$ 35,00. Na Cidade Maravilhosa, ela marcará presença no Teatro Net Rio (rua Siqueira Campos, 143- Copacabana) no dia 26 de março, sendo que os ingressos custam R$ 110,00 (mais informações sobre os dois shows podem ser obtidos no www.ingressorapido.com.br ).

Trinta mistura canções nunca antes gravadas pela intérprete com releituras de alguns dos mais importantes sucessos de sua trajetória. O álbum tem como destaque Espelhos D’Água, dueto com Seu Jorge, e Menino (com Diego Oliveira), além de canções marcantes em sua voz doce e afinadíssima, como Cedo Ou Tarde e Ficar Com Você.

Patrícia Marx ficou conhecida no cenário musical ainda criança, integrando o grupo infantil Trem da Alegria ao lado de Juninho Bill e Luciano Nassó. Em 1987, iniciou a carreira solo com o álbum Paty e o sucesso de Festa do Amor. A partir do início dos anos 90, deixou de lado o público adolescente e passou a investir em um pop mais maduro e criativo.

Misturando de forma bastante eficiente bossa nova, r&b moderno, soul, música eletrônica, dance music e pop, Patrícia conseguiu se consolidar como uma das boas intérpretes pop nacionais, com direito a shows e discos gravados especialmente para o mercado internacional, e a trabalhar com o badalado Nelson Motta.

Veja o clipe de Espelhos D’Água, com Patrícia Marx e Seu Jorge:

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