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Erasure lança single encantador, uma amostra do álbum The Neon

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Por Fabian Chacur

Três anos após seu trabalho mais recente, o álbum World Be Gone (2017), o Erasure está de volta em grande estilo. O duo formado por Vince Clarke (teclados e composições) e Andy Bell (vocal) acaba de disponibilizar um novo single, Hey Now (Think I Got a Feeling), que traz as marcas registradas de sua obra: refrão contagiante, belas passagens de teclados eletrônicos e a voz sacudida de Bell.

A faixa é a primeira amostra disponível de The Neon, álbum que a Mute Records pretende lançar internacionalmente no dia 21 de agosto. Os formatos são variados: vinil neon laranja, fita cassete verde e CD com capa dobrável e livreto repleto de fotos, além da versão digital disponível para downloads pagos e também nas plataformas digitais. Saiba mais aqui.

O álbum foi gravado no início deste ano em Atlanta, Georgia, e mixado em Londres. As fotos para sua divulgação e encarte foram registradas no Gods Own Junkyard, uma galeria londrina que abriga uma fascinante coleção de luzes neon vintage. Andy falou sobre as sessões fotográficas: “Eu senti como se estivesse dentro de um jogo de realidade virtual. Eu amei que parecia estar em um mundo diferente. É isso que eu quero que nosso novo álbum transmita.”

O Erasure surgiu em 1985, quando Vince Clarke, após ter estourado nas paradas de sucesso como integrante dos grupos Depeche Mode e Yazoo, resolveu montar um novo projeto e foi em busca de um vocalista novato e talentoso. A escolha por Bell não poderia ter sido melhor, pois nesses 35 anos eles se firmaram na cena pop com deliciosos hits eletrônicos do porte de A Little Respect, Stop!, Blue Savannah, Chains of Love e Love To Hate You, só para citar alguns.

Eis as faixas de The Neon:

• Hey Now (Think I Got A Feeling)
• Nerves of Steel
• Fallen Angel
• No Point in Tripping
• Shot a Satellite
• Tower of Love
• Diamond Lies
• New Horizons
• Careful What I Try to Do
• Kid You’re Not Alone

Hey Now (Think I Got A Feeling)– Erasure:

Culture Club lança o seu novo single e anuncia o álbum Life

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Por Fabian Chacur

Já está nas plataformas digitais Let Somebody Love You, single escolhido para anteceder o lançamento de Life, primeiro álbum de inéditas do Culture Club desde o ótimo (e injustamente ignorado) Don’t Mind If I Do (1999). O álbum será lançado no exterior em 26 de outubro deste ano no exterior nos formatos CD, vinil amarelo, digital e fita cassete, e ainda não tem previsão de chegar ao nosso mercado fonográfico/musical.

Let Somebody Love You é um reggae pop descompromissado e gostoso de se ouvir, e também já tem um videoclipe disponível. Esse lançamento concretiza o retorno da formação original da banda britânica, que conta com Boy George (vocal), Roy Hay (guitarra e teclados), Mikey Craig (baixo e teclados) e Jon Moss (bateria). Se bem que, em 2014, eles já haviam lançado outro single, o rock-balada More Than Silence (ouça aqui ), como prévia de um futuro álbum, na época intitulado Tribe e abortado alguns meses depois de seu anúncio.

Life traz Let Somebody Love You, More Than Silence e outras nove faixas, e é curiosamente creditado a “Boy George And Culture Club”, ao invés de apenas ao grupo, como de praxe. Eles viveram o seu auge entre 1981 e 1986, quando lançaram quatro álbuns e invadiram os charts de todo o mundo com hits contagiantes como Do You Really Want To Hurt Me, Miss Me Blind, Karma Chameleon e outros, marcados pela bela voz e visual andrógino do polêmico Boy George.

Após a primeira separação, Boy George investiu em uma carreira solo com altos e baixos, enquanto seus três colegas saíram de cena. O grupo teve alguns retornos, sendo o mais bacana o ocorrido entre 1998 e 2000, que gerou dois álbuns, o ao vivo Greatest Moments- VH1 Storytellers (1998) e o já citado Don’t Mind If I Do (1999).

Conheça os títulos das músicas de Life:

1. God & Love
2. Bad Blood
3. Human Zoo
4. Let Somebody Love You
5. What Does Sorry Mean
6. Runaway Train
7. Resting Bitch Face
8. Different Man
9. Oil & Water
10. More Than Silence
11. Life

Let Somebody Love You (clipe)- Culture Club:

O último natal de um saudoso e brilhante George Michael

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Por Fabian Chacur

Uma das presenças constantes nos set lists natalinos desde 1984 sempre foi a canção Last Chrismas, do duo pop Wham!, um dos nomes mais populares do pop mundial na década de 1980. Certamente essa canção repetiu novamente a sua função. Infelizmente, desta vez ganhou um novo sentido, pois este dia 25 de dezembro de 2016 infelizmente se tornou o último natal de um de seus intérpretes, o cantor, compositor e músico britânico George Michael.

Nascido em 25 de junho de 1963, Michael se tornou conhecido mundialmente ao montar com o amigo Andrew Ridgeley o Wham!, em 1981. Entre 1982 e 1986, eles se mostraram rivais à altura de Duran Duran, Spandau Ballet, Human League e outras bandas pop daquela era, emplacando um hit atrás do outro e esbanjando bem assimiladas influências do som da Motown Records. Wake Me Up Before You Go-Go, Freedom, Everything She Wants, The Edge Of Heaven, a lista é grande.

O sucesso da balada com sonoridade mais adult contemporary, Careless Whispers, creditada apenas a George Michael no formato single, embora incluída no álbum Make It Big, do Wham!, apontava uma possível carreira-solo, que se concretizou com o fim do duo em 1986 e, no ano seguinte, com o lançamento do álbum Faith, um estouro de proporções mundiais. Uma influência chave nessa sua nova fase foi Prince, que ironicamente também nos deixou neste doloroso 2016.

Rebelde e inquieto, George Michael lançou em 1990 um álbum simplesmente marcante, Listen Without Prejudice Vol.1, no qual ampliava seus horizontes musicais ainda mais. Nele, a música Freedom 90, que em janeiro de 1991 foi apontada por muitos como um verdadeiro hino do Rock in Rio II, que levou o público que lotou o estádio do Maracanã nos dias em que ele se apresentou a dançar e pular como se não houvesse amanhã. Quem viu, não esquece.

Este que vos tecla, especialmente, pois até então, eu considerava George Michael apenas um artista pop de mediano para bom. Após ver aqueles dois shows incríveis, nos quais ele não só interpretou com categoria seus próprios hits como também releu de forma primorosa maravilhas como Ain’t No Stoppin’ Us Now (McFadden & Whitehead), Calling You (da trilha do filme Bagdad Café) e um pot-pourry matador mesclando Papa Was a Rolling Stone (hit dos Temptations) com Killer (de Adamsky com Seal nos vocais). Simplesmente espetacular.

A partir dali, mergulhei nos discos do Wham! e finalmente percebi o valor daquelas despretensiosas canções dançantes e românticas, e também passei a ouvir cada novo lançamento desse sujeito com um respeito que todo grande artista merece. E percebi porque ele tinha como fãs e parceiros astros do porte de Elton John, Aretha Franklin e os integrantes do Queen, só para citar alguns nomes acima de quaisquer suspeitas. Sua mescla de soul, pop, disco music, rock, jazz e muito mais se tornou personalizada e invejável.

Em 1998, ele lançou uma coletânea matadora e exemplar, Ladies & Gentlemen: The Best Of George Michael, com direito a muitos hits e algumas inéditas que consegue a façanha de, mesmo sendo dupla, não incluir uma única faixa abaixo de excelente. Se você por ventura não conhece a obra solo dele, ou pretende ter um único disco do cara, é esse aqui, sem discussão. Mas quer saber? Todo disco solo lançado por ele tem dignidade e busca pela excelência, e vale ser ouvido.

Se como artista George Michael figura entre os grandes, como ser humano também merece ser louvado. Seu comportamento pessoal sempre foi controverso, com direito a alguns escândalos públicos daqueles, mas nada que se compare a seu elogiável comprometimento com causas nobres, emprestando seu talento e carisma para arrecadar fundos em shows, gravações etc.

Segundo seu empresário, ele foi vítima de insuficiência cardíaca, em sua casa na Inglaterra, neste triste dia de Natal de 2016. O artista já sofria com problemas de saúde desde 2011, pelo que consta. Mas pouco importa. Tomara que tenha sido sem dor, em paz. E com muita liberdade! Vai o ser humano, ficam suas canções. E que canções!

Last Christmas– Wham!:

Freedom 90- George Michael:

One Direction bate Springsteen nos EUA

Por Fabian Chacur

Durou apenas uma semana a alegria de Bruce Springsteen como líder da parada de sucessos americana. Wrecking Ball, novo álbum do The Boss, acaba de ser superado por Up All Night, do quinteto One Direction.

Para quem não conhece, este grupo britânico, também conhecido como 1D, surgiu em 2010 durante a edição daquele ano do programa The X Factor (criado por Simon Cowell, o jurado bravo de American Idol), durante a qual acabou emplacando a terceira posição.

Up All Night, álbum de estreia do quinteto, vendeu durante a última semana 176 mil cópias, que lhe garantiram o primeiro posto nos EUA e mais a quebra de uma importante marca.

Eles são o primeiro grupo britânico a ver seu CD de estreia entrar na parada americana direto na liderança.

O melhor resultado anterior de uma banda conterrânea havia sido obtido em 1996 por Spice, primeiro disco das Spice Girls, que estreou na parada ianque no sexto lugar e chegou ao primeiro posto após 14 semanas na disputa.

O One Direction é formado por Niall Horan (o único irlandês), Zayn Malik, Liam Payne, Harry Stiles e Lous Tomlinson. Eles tem entre 18 e 20 anos de idade, e fazem um pop rock bem acessível e dançante.

Uma típica boy band, portanto, que vem para preencher o espaço ocupado em gerações anteriores por New Kids On The Block, N Sync, Backstreet Boys e tantos outros.

O grupo, que recentemente abriu shows para a banda Big Time Rush, irá iniciar sua turnê como atração principal na América do Norte a partir do dia 24 de maio. No dia 12 deste mês, mais de 10 mil fãs viram o quinteto no programa Today, da rede de TV ABC, e eles irão participar no dia 7 de abril do icônico programa Saturday Night Live.

Curiosamente, o One Direction ainda não conseguiu chegar ao primeiro lugar na parada do Reino Unido. Por lá, eles já emplacaram três singles entre os 3 mais, enquanto Up All Night chegou ao segundo lugar em novembro de 2011, quando saiu naquele mercado.

What Makes You Beautiful, maior sucesso até o momento do grupo, saiu curiosamente no Reino Unido no dia 11 de setembro de 2011, quando o terrível atentado ao World Trade Center, em Nova York, completava 10 anos.

Outro dado interessante e mais leve: Liam Payne nasceu em 29 de agosto de 1993, data em que Michael Jackson completava 35 anos.

Up All Night ficou à frente na última semana nos EUA de 21, de Adele, que vendeu no mesmo período 148 mil cópias e se manteve na vice-liderança.

A coletânea Greatest Hits, do Guns N’ Roses, beneficiou-se de uma megaoferta e vendeu 85 mil cópias, ficando em terceiro, enquanto Springsteen e seu Wrecking Ball atingiram o quarto posto, com 57 mil cópias comercializadas. Os dados foram divulgados pela revista americana Billboard, a bíblia da indústria fonográfica mundial.

Veja o clipe de What Makes You Beautiful, com o One Direction:

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