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David Bowie emplaca o álbum Blackstar no 1º lugar nos EUA

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Por Fabian Chacur

A expectativa em torno da performance comercial de Blackstar, novo álbum de David Bowie, já era grande. Com a inesperada e lamentável morte do grande astro no último dia 10 (leia mais aqui), tornou-se enorme, e se confirmou de forma positiva. O trabalho leva o autor de Heroes pela primeira vez ao topo da parada americana entre os álbuns mais vendidos, após aproximadamente 50 anos de carreira.

Conforme informações do site americano da revista Billboard, a bíblia do mercado fonográfico mundial, Blackstar teve 181 mil cópias comercializadas durante a semana de vendas encerrada no dia 14 de janeiro. Com esse desempenho, conseguiu tirar do número 1 o álbum 25, da cantora britânica Adele, que durante este mesmo período vendeu 143 mil exemplares. Uma bela façanha.

Para quem achar que foi só a morte do cantor que impulsionou vendas tão expressivas, vale relembrar que The Next Day (2013), trabalho anterior de inéditas do Camaleão do Rock, teve 85 mil cópias vendidas em sua semana de lançamento e atingiu o 2º lugar nos charts americanos. Ah, e tem mais: a coletânea Best Of Bowie (2002) retornou às paradas, vendendo esta semana 94 mil cópias e atingindo o 4º lugar nos EUA. Na época, essa compilação tinha conseguido apenas o nº70.

Vale lembrar que Bowie já havia sido número 1 na terra de Barack Obama, mas apenas nas paradas de singles, com Fame (1975) e Let’s Dance (1983). Entre os álbuns, teve, além dos já citados, os seguintes no Top 10: Let’s Dance (1983- 3º lugar), ChangesOneBowie (1976- 10º lugar), Station To Station (1976- 3º lugar), Young Americans (1975- 9º lugar), David Live (1974- 8º lugar) e Diamond Dogs (1974- 5º lugar).

A parte mais surpreendente do feito obtido por Blackstar foi o fato de se tratar de um trabalho de veia mais experimental, longe de momentos mais assimiláveis do trabalho de Bowie, como Let’s Dance, por exemplo. Acompanhado por uma banda de orientação jazzística, o artista mergulhou em sete faixas mais longas, sem ambições radiofônicas e fugindo dos padrões dos hits atuais. Ousadia que deu frutos.

Blackstar (clipe)- David Bowie:

Rebel Rebel (live-2004)- David Bowie:

Bowie não fará mais turnês, afirma produtor

Por Fabian Chacur

Nesta semana, como você leu aqui em Mondo Pop, David Bowie lançou nova música e anunciou que The Next Day, seu primeiro álbum de inéditas após dez longos anos, chegará ao mercado musical em março nos formatos físico e digital e em duas edições.

Essa foi a parte boa da notícia. A ruim veio em reveladora entrevista concedida pelo produtor do álbum, o consagrado Tony Visconti (FOTO), ao site americano da revista Billboard, a bíblia da indústria fonográfica mundial. Segundo ele, o eterno camaleão do rock and roll não fará mais turnês, nem dará entrevistas à imprensa em geral.

Visconti, que trabalhou com Bowie em álbuns como Young Americans (1975), Low (1977), Heroes (1977) e Lodger (1979), entre outros, garantiu que o “patrão” e amigo só quer saber de gravar discos, daqui por diante.

“Ele me disse que não, absolutamente não, nada de shows ou entrevistas. Ele me disse que tocou ao vivo e deu entrevistas durante 30 anos, e que não quer mais fazer nenhuma dessas duas coisas”, explicou Visconti, incumbido de falar sobre The Next Day para a imprensa.

O produtor afirmou que Where Are We Now?, primeira faixa divulgada do álbum, é a única balada do repertório do disco, que tem uma sonoridade que mistura rocks mais agitados e alguns momentos mais ousados e experimentais, mas com pegada “comercial”, digamos assim.

Participaram das gravações basicamente músicos que já atuaram anteriormente com Bowie, como Earl Slick (guitarra solo), Gerry Leonard (guitarra base), David Torn (guitarra base), Zackary Alford (bateria), Sterling Campbell (bateria), Gail Ann Dorsey (baixo e vocais) e Tony Levin, além de músicos de cordas que já atuaram em musicais da Broadway.

Visconti também garante que não rolaram participações especiais de nomes famosos, e que todos os que participaram das gravações, incluindo os técnicos e donos do estúdio em Nova York, tiveram de assinar um termo de silêncio, para que ninguém ficasse sabendo de nada. O álbum estava sendo produzido há dois anos. Deu super certo, como todos notaram.

Será que nunca mais veremos Bowie em turnês ou concedendo entrevistas mesmo? Ou seria mais uma de suas estratégias para atrair as atenções da mídia? Só saberemos nos próximos meses. Mas o produtor disse que o autor de Rebel Rebel e tantos outros hits não vê a hora de entrar em estúdio para gravar de novo. Beleza!

Rebel Rebel ao vivo na turnê Reality (2003/2004):

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