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David Crosby, 81 anos, um dos grandes gênios do rock and roll

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Por Fabian Chacur

Pelo menos desde os anos 1980 David Crosby se deparou com diversos problemas de saúde, alguns bem sérios. Ele, no entanto, não só lutou bravamente contra eles, como também se manteve ativo, fazendo shows e lançando novos trabalhos como artista solo e com grupos como CPR e Crosby, Stills & Nash (com ou sem Young). Este guerreiro se manteve ativo até o final. Que, infelizmente, chegou nesta quinta-feira (19), notícia confirmada pela sua esposa em comunicado nas redes sociais. Ele nos deixa com 81 anos.

Um de meus grandes ídolos, David Crosby foi alvo de diversas matérias de Mondo Pop (vasculhe nossos arquivo aqui ). Seu mais recente álbum, For Free, saiu em 2021. Leia a seguir um dos textos que fiz em homenagem a ele, flores que ofereci a esse gênio do rock ainda em vida, graças a Deus.

A carreira de David Van Cortland Crosby, nascido em 14 de agosto de 1941, equivale a uma inacreditável viagem, repleta de surpresas. Ele passou seus anos de formação nos Byrds, banda na qual ele era um coadjuvante de luxo para o líder Roger McGuinn (vocal, composições e guitarra) e também para Gene Clark (vocal). Com o tempo, percebeu que não conseguiria ter no grupo o espaço suficiente para dar vasão a seu talento, e no processo acabou sendo expulso do time, no final de 1967.

A partir daí, ele abriu as portas da sua carreira para novas experiências. Conheceu Stephen Stills (ex-Buffalo Springfield) e Graham Nash (ex-The Hollies) e criou o Crosby, Stills & Nash, grupo seminal para a história do rock no qual as individualidades eram respeitadas, e que volta e meia virava Crosby, Stills, Nash & Young com a eventual participação de Neil Young (também ex-Buffalo Springfield).

Paralelamente ao CSN/CNSY e a trabalhos em dupla com Graham Nash, Crosby também desenvolveu uma carreira solo que iniciou de forma brilhante, com If I Could Only Remember My Name (1971). Teríamos de esperar 18 longos anos para poder ouvir um segundo trabalho solo do artista, com o irônico título Oh Yes I Can (1989). “Se eu ao menos pudesse me lembrar do meu nome”, dizia o título da estreia solo. “Oh, sim, eu posso”, afirma sem sombra de dúvidas o segundo.

Nos anos 1990, foram três trabalhos solo, um de estúdio com composições alheias e duas de sua autoria, o belíssimo Thousand Roads (1991) e dois ao vivo, It’s All Coming Back To Me Now (1994) e King Biscuit Flower Hour (1996). Aí, surge o trio CPR com Raymond e Jeff Pevar, que lançou quatro álbuns (dois de estúdio e dois ao vivo) entre 1998 e 2001) com uma bela mistura de rock, jazz, folk e country.

Filho do premiado cineasta Floyd Crosby (1899-1985), David Crosby tem como marcas um forte lado intelectual, além de ouvinte atento de jazz, preferência audível nos acordes de violão que usa em suas composições. De temperamento difícil e rebelde, ele teve de superar problemas como prisão por consumo de drogas na metade dos anos 1980, um transplante de fígado nos anos 1990 e um problema cardíaco em 2014, percalços que venceu tal qual um highlander do rock.

Em 2014, após alguns anos se dedicando a trabalhos com o Crosby, Stills & Nash, Crosby volta à carreira solo com o excelente Croz. Ele lançaria mais quatro álbuns de estúdio, além de alguns ao vivo e um documentário sobre sua brilhante carreira, David Crosby: Remember My Name (2019), dirigido pelo consagrado Cameron Crowe.

David Crosby se apresentou ao vivo no Brasil em maio de 2012 como integrante do Crosby, Stills & Nash, e eu tive a honra de ver um desses shows, no hoje extinto Via Funchal, em São Paulo. Um dos melhores que já vi na minha vida, no qual ele teve uma performance simplesmente impecável. Leia mais sobre esse memorável show aqui.

Laughing– David Crosby:

Iggy Pop divulga Strung Out Johnny, single de Every Loser

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Por Fabian Chacur

Estamos na contagem regressiva para o lançamento do novo álbum de Iggy Pop, Every Loser, que sairá no dia 6 de janeiro de 2023 em parceria da Atlantic Records (que faz parte do conglomerado Warner) com a Gold Tooth Records, selo criado pelo produtor premiado com um Grammy Andrew Watt. Já havia sido divulgado uma de suas faixas, a ardida e ácida Frenzy (ouça aqui). E mais uma das 11 que totalizam o repertório do CD acaba de ser divulgada.

Trata-se de Strung Out Johnny, um rock mais compassado e melódico, embora com a energia habitual do ex-cantor dos Stooges, e com belos riffs de teclados que remetem ao pop-rock dos anos 1980 de grupos como The Mission, Simple Minds e outras, além de guitarras bem encaixadas.

A voz ardida e de origem punk do cantor e compositor estadunidense continua incisiva, e a expectativa em torno de como será este seu novo trabalho, o sucessor de Free (2019), é certamente das melhores.

Strung Out Johnny– Iggy Pop:

Christine McVie, 79 anos, uma integrante do Fleetwood Mac

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Por Fabian Chacur

Em junho deste ano, foi lançada a coletânea Songbird- A Solo Collection (leia sobre este álbum aqui), a primeira dedicada à carreira-solo de Christine McVie. Infelizmente, foi o último trabalho lançado pela também cantora e compositora da banda Fleetwood Mac, que nos deixou nesta quarta-feira (30/11) aos 79 anos.

A informação foi divulgada nas redes sociais através de seus familiares, dizendo que ela partiu em paz após um período de internação e vitima de uma curta doença não revelada aos seus fãs.

Nascida em 12 de julho de 1943 na Inglaterra. ela começou a se tornar conhecida na cena musical do Reino Unido ao integrar a banda Chicken Shack, com quem gravou dois álbuns entre 1967 e 1969. Ela saiu do grupo e começou um flerte com outra banda que vivia seus primeiros tempos de sucesso na mesma época. o Fleetwood Mac. A ligação foi musical e afetiva, pois ela se casou em 1968 com seu baixista, John McVie.

Antes de entrar efetivamente na banda, ela lançou o seu primeiro álbum solo, que levou o seu nome de solteira, Christine Perfect (1970), trabalho no qual regravou o clássico do blues I’d Rather Go Blind, hit de Etta James que ela já havia gravado com a sua banda anterior, sendo a vocalista principal.

Christine participou como convidada dos álbuns Mr. Wonderful (1968) e Kiln House (1970), sendo que neste último foi a autora da pintura que ilustra a sua capa. No trabalho seguinte, Future Games (19710, Christine McVie foi enfim efetivada como tecladista e vocalista do FM. Embora tenha base blueseira também, ela certamente ajudou e muito a banda na sua transição para uma sonoridade um pouco mais pop e melódica.

Ela topou, junto com os fundadores da banda, o marido John e o baterista Mick Fleetwood, a encarar a mudança em 1974 para os EUA. E foi lá que o grupo encontrou o guitarrista e vocalista Lindsey Buckingham e a cantora Stevie Nicks, que com os três britânicos integrou a formação mais bem-sucedida do grupo em termos comerciais e para muitos também artística (estou entre os que pensam assim).

Entre 1975 e 1987, o Fleetwood Mac se tornou uma das mais bem-sucedidas bandas de rock do mundo, graças a álbuns impactantes como Fleetwood Mac (1975), Rumours (1977). Tusk (1979) e Mirage (1982). Neles, Christine se destacou como cantora e compositora, em hits como Say You Love Me, You Make Loving Fun, Songbird, Hold Me e Everywhere, além de encaixar com categoria seus vocais e teclados nas canções dos colegas.

Além do trabalho com a banda, ela lançou mais dois discos solo, Christine McVie (1984), com o hit Got a Hold On Me, e In The Meantime (2004), este seu único lançamento em um longo período longe do Fleetwood Mac, entre 1998 e 2013. Ela também lançou um excelente álbum em parceria com o Lindsey Buckingham em 2017 (leia a resenha aqui).

Depois de se separar de John McVie em 1976, Christine ainda conseguiu trabalhar com o ex-marido, mesmo tendo alguns perrengues com ele, alguns inspiradores de canções do célebre álbum Rumours, o mais famoso da banda. Um dos pontos altos da recente coletânea é uma versão de Songbird, um de seus clássicos do Fleetwood Mac, acrescido de um belíssimo arranjo de cordas, que acaba soando como uma bela despedida dela de cena.

Songbird (nova versão)- Christine McVie:

Brian Wilson, 80 anos, a prova de que milagres são possíveis

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Por Fabian Chacur

No dia 20 de junho deste ano, Brian Wilson completou 80 anos de idade. Uma bela efeméride, sem sombra de dúvidas. A beleza de tal celebração se torna muito maior se levarmos em conta a trajetória deste genial cantor, compositor, músico, arranjador e produtor norte-americano. Se há alguém que merece ser colocado entre os exemplos de que, sim, milagres são possíveis, é o fundador dos lendários The Beach Boys.

Desde muito jovem Brian viu seus dons musicais virem à tona. Fã do grupo vocal The Four Freshmen, do compositor George Gershwin e do rock de Chuck Berry, entre outras influências bacanas, ele soube como poucos mesclar esses elementos e criar uma sonoridade própria.

Ao lado dos irmãos Carl (1946-1998) e Dennis Wilson (1944-1983), do primo Mike Love e do amigo Alan Jardine, criou os Beach Boys em 1961, grupo que rapidamente se tornou um marco da história do rock.

Com vocalizações intrincadas, e deliciosas, aliadas a melodias caprichadas e letras evocando o surf, o mar, o amor, os carros e a diversão, o grupo invadiu as paradas de sucesso com hits marcantes como Help Me Rhonda, California Girls, I Get Around e inúmeros outros, que continuam até hoje soando deliciosos, ingênuos e extremamente cativantes.

Em dezembro de 1964, Brian começou a sofrer com problemas emocionais, e deixou os shows dos Beach Boys, concentrando-se na função de compositor e músico de estúdio do grupo. Inicialmente, foi substituído nos shows pelo então ainda desconhecido Glenn Campbell (que depois se tornaria um astro) e a seguir por Bruce Johnston, que se incorporaria à banda de forma efetiva.

Ao ouvir o álbum Rubber Soul (1965), dos Beatles, Brian Wilson ficou apaixonado pelo que ouviu, e se sentiu impelido a buscar caminhos ainda mais ousados para a já ousada música que fazia. Esse processo desembocaria em Pet Sounds (1966), um dos trabalhos mais elogiados e influentes da história do rock e sempre nas listas dos melhores LPs de todos os tempos.

Ao lançar o single Good Vibrations naquele mesmo 1966, Wilson entusiasmou público e crítica, com uma verdadeira sinfonia pop com menos de 4 minutos. A canção saiu como uma espécie de prévia do que seria o próximo álbum dos Beach Boys, cujo título seria Smile. Começava ali um dos momentos mais inacreditáveis da história da música pop, ainda mais se levarmos em conta o seu final.

Durante aproximadamente 10 meses, até a metade de 1967, Brian levou seus colegas de grupo e a diretoria da gravadora Capitol à loucura, com suas ousadias estéticas, pirações completas e excentricidades do tipo colocar um piano em uma grande caixa de areia para que pudesse compor se sentindo na praia. Chegou um momento em que o álbum parecia que não iria ser concretizado. E, de fato, infelizmente não foi.

Quando os Beatles lançaram Sgt Peppers, em junho de 1967, aparentemente Brian se sentiu incapaz de encarar tal poderosa concorrência, e o projeto Smile foi engavetado, com suas músicas aparecendo aqui e ali em outros álbuns da banda, inicialmente em Smiley Smile (1967). E as drogas foram tornando o estado mental do artista cada vez pior e sua produção cada vez mais esparsa.

Quando as mortes prematuras de grandes nomes do rock tiveram início em 1969, com a perda de Brian Jones, dos Rolling Stones, as macabras listas de quem seria o próximo a seguir Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison sempre traziam Brian Wilson entre os primeiros colocados. Vídeos dos anos 1970 mostravam ele preso a uma cama, engordando e parecendo cada vez mais fora de sintonia com o mundo. Pouco trabalho criativo e muito desperdício de tempo e de saúde.

As coisas começaram a tomar uma feição diferente, após muitas idas e vindas que geraram internações e diversos problemas para ele e seus entes queridos, a partir dos anos 1980. Sua parceria com o psicólogo Eugene Landy a princípio se mostrou positiva, e o direcionou rumo à criação do seu primeiro álbum solo, Brian Wilson, lançado em 1988 e muito elogiado. Mas, em 1991, ele se afastaria de Landy, que tentava controlá-lo e se aproveitar do músico de forma abominável.

A partir deste momento, sua vida começou a tomar rumos surpreendentes. Casou-se novamente, desta vez com Melinda Ledbetter, adotou cinco filhos e voltou a se dedicar à música de forma mais efetiva. Gravou com as filhas Wendy e Carnie, de seu primeiro casamento e conhecidas como integrantes do grupo pop Wilson Phillips. Lógico que nada aconteceu em um clima de mar de rosas. Ele teve, por exemplo, de lidar com a perda dos irmãos, Dennis em um acidente em 1983 e Carl por problemas de saúde, em 1998.

Sua relação com os remanescentes dos Beach Boys, especialmente o primo Mike Love, que se tornou o líder da banda, foi recheada de altos e baixos, de reuniões eventuais e de brigas judiciais. E Brian sempre teve de se cuidar para dar conta de seus problemas emocionais. No entanto, mesmo assim, ele deu uma linda volta por cima.

A partir de 1999, voltou com tudo aos shows. Passou a lançar álbuns solo com canções inéditas e também relendo material dos filmes da Disney e de seu ídolo George Gershwin. Em 2002, surpreendeu o mundo ao tocar na íntegra o repertório de Pet Sounds, gerando o sublime álbum Brian Wilson Presents Pet Sounds Live. Mas uma surpresa maior chegaria logo a seguir.

Novamente reunido com o letrista Van Dyke Parks, Brian Wilson se debruçou nas composições de Smile e finalizou o repertório e a respectiva ordem das músicas. Acompanhado por músicos de orquestra e por integrantes da banda de rock alternativo The Wondermints, apresentou ao vivo em 2004 em Londres a sua obra enfim finalizada. Em seguida, o registrou em estúdio. Sim, Smile saiu em 2004, 37 anos após ter sido iniciado, agora como obra-solo dele. E que trabalho maravilhoso!

Ainda ativo e lutando bravamente contra os seus demônios, Brian Wilson celebra 80 anos de idade como um dos grandes criadores da história da música popular. Tive a honra de cumprimentá-lo e ter o seu autógrafo em meu exemplar de Brian Wilson Presents Smile em 2004, na extinta e saudosa FNAC Paulista. Ele também fez shows no Brasil. Que Deus abençoe esse incrível sobrevivente, um exemplo de como é possível realizar os sonhos mais improváveis e tidos como impossíveis.

Ouça Smile, de Brian Wilson, em streaming:

James Seals, 80 anos, da dupla de soft rock Seals & Crofts

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Por Fabian Chacur

Das inúmeras músicas de que gosto, Summer Breeze ocupa um lugar muito especial, pois me traz belas recordações de meus tempos de criança. Essa gravação estourou há exatos 50 anos com a dupla Seals & Crofts (leia mais sobre eles aqui). Pois nesta segunda-feira (6), foi anunciada a morte, aos 80 anos de idade, de James Seals, um dos integrantes do duo. Ele estava afastado do show business desde 2017, após ter sofrido um derrame.

A notícia foi tornada pública, através de uma rede social, pelo cantor, compositor e músico Brady Seals, ex-integrante da bem-sucedida banda country Little Texas, artista-solo de boa repercussão e primo de James.

James Seals nasceu em 17 de outubro de 1941, e começou a se tornar conhecido no cenário musical no finalzinho dos anos 1950, quando entrou no grupo The Champs, logo após esta banda americana estourar com Tequila. Foi ali que ele começou a sua amizade e parceria musical com Dash Crofts, que iria gerar, em 1970, a dupla Seals & Crofts.

O duo lançou dois álbuns independentes e um pela Warner sem grande repercussão, embora ficasse clara a qualidade de sua música, uma mistura de country, folk e rock que posteriormente ganharias os rótulos soft rock e bittersweet rock. A coisa pegou no breu pra eles em 1972 quando Summer Breeze, faixa-título de seu 4º álbum, tornou-se um grande sucesso, atingindo o top 10 nos EUA e estourando no mundo todo.

Com vocalizações impecáveis (com Jim no vocal líder) e composições encantadoras, Seals & Crofts emplacaram hits marcantes até o final dos anos 1970. Entre outras, Diamond Girl (ouça aqui), We May Never Pass This Way Again (ouça aqui), Get Closer (ouça aqui) e até mesmo a influenciada pela disco music You’re The Love (ouça aqui).

Com o fim do contrato com a Warner, no comecinho dos anos 1980, a dupla resolveu se desfazer, voltando em dois curtos períodos apenas, em 1991 e 2004. James chegou a fazer shows com o seu irmão Dan Seals, integrante de outra dupla de sucesso daqueles anos 1970, England Dan & John Ford Coley, que estourou com canções maravilhosas como I’d Really Love To See You Tonight (ouça aqui) e Love Is The Answer (ouça aqui). Dan se foi em 2009.

Summer Breeze– Seals & Crofts:

ZZ Top divulga Brown Sugar e lançará álbum ao vivo em julho

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Por Fabian Chacur

O ZZ Top acaba de divulgar seu novo single. Trata-se de uma versão ao vivo de Brown Sugar, composição do cantor e guitarrista Billy Gibbons que foi lançada originalmente por eles em 1971 no álbum ZZ Top’s First Album. A faixa faz parte do álbum RAW, que a BMG lançará em 22 de julho, seis dias antes do aniversário de um ano da morte do baixista da banda, o saudoso Dusty Hill. Gibbons e o baterista Frank Beard seguirão em frente com Elwood Francis no baixo, que trabalhava com Hill.

Brown Sugar (que, curiosamente, foi lançada na mesma época do célebre hit homônimo dos Rolling Stones) é um blues rock poderoso, que o trio releu com a categoria que sempre os marcou. O álbum foi gravado ao vivo em 2018 no Gruene Hall, no Texas, e equivale à trilha sonora do documentário That Little Ol’ Band From Texas (2019), que mostra os músicos contando sua história e tocando seus clássicos em um ambiente intimista.

Billy Gibbons explica o porque essa música em especial foi escolhida como a primeira faixa a ser divulgada do álbum RAW: “Brown Sugar é uma parte especial dos nossos shows há muitas décadas e acho que é maneira certa de começar o RAW. Essas gravações no Gruene Hall foram um satisfatório retorno às raízes e estamos felizes de dividir com todos que nos acompanham há tanto tempo”.

Brown Sugar (live from Gruene Hall)- ZZ Top:

The Doobie Brothers lançam Liberté e iniciam uma turnê

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Por Fabian Chacur

Boas novidades para os fãs dos Doobie Brothers. A excelente banda americana celebra seus 50 anos de carreira e oferece três belos presentes aos fãs. Um é a turnê 50th Anniversary Tour, com shows pelos EUA que terão início em Las Vegas em maio e que contarão com a presença do cantor, compositor e tecladista Michael McDonald. Outra é o lançamento do livro Long Train Runnin’- The Story Of The Doobie Brothers, escrito por Chris Epting em parceria com os fundadores do grupo. E o terceiro é o lançamento do álbum Liberté.

Já disponível nas plataformas digitais e, no exterior, em CD e LP de vinil, Liberté é o 1º álbum de inéditas dos Doobies desde World Gone Crazy (2010), e marca a colaboração da banda com o consagrado produtor e compositor John Shanks, conhecido por seus trabalhos com Sheryl Crow, Bon Jovi e Miley Cyrus, entre outros. Ele produziu o álbum e também foi parceiro de seis músicas com Tom Johnston e de cinco com Patrick Simmons.

Liberté é um trabalho maduro e consistente, no qual os Doobies atuam com muita categoria em sua zona de conforto, investindo em rock, folk, country e soul com a categoria habitual. O repertório agrada em cheio, com direito a rocks bacanas como Oh Mexico, a quase hard rock Don’t Ya Mess With Me, o rock pra cima The American Dream e a mais folk Good Thang. Um belo disco dos agora setentões, que exalam garra e inspiração.

Da formação original dos Doobie Brothers, ficaram em cena exatamente os seus fundadores, o cantor, compositor e guitarrista Tom Johnston, uma das vozes mais poderosas do rock e rei dos riffs de guitarra, e o cantor, compositor e guitarrista/violonista Patrick Simmons, craque nas harmonias vocais, no dedilhado de violão e nas canções folk.

Completa o núcleo atual dos Doobies o multi-instrumentista John McFee, que esteve no time entre 1978 e 1983 e voltou para não mais sair em meados dos anos 1990. Baita músico, ele toca guitarra, pedal steel, rabeca, dobro, violão e o que mais pintar à sua frente. Ao vivo, completam o time quatro músicos de apoio, entre os quais o tecladista Bill Payne, que participou de vários álbuns dos Doobies e é conhecido por seu trabalho com a banda Little Feat.

Vale ressaltar que os Doobie Brothers, embora tenham feito muito sucesso no Brasil nos anos 1970 e 1980, nunca fizeram shows por aqui. O mais perto que estiveram foi quando chegaram a ser cogitados para o Rock in Rio de 1991, mas ficou só na promessa. Ainda dá tempo, Medina e companhia. Seria um belíssimo acréscimo ao elenco do festival, sendo que os shows deles continuam energéticos e repleto de hits. Que tal?

Eis as faixas de LIBERTÉ:

Oh Mexico

Better Days

Don’t Ya Mess With Me

Cannonball

Wherever We Go

The American Dream

Shine

We Are More Than Love

Easy

Just Can’t Do This Alone

Good Thang

Amen Old Friend

Oh Mexico– The Doobie Brothers:

Aerosmith lança nas plataformas digitais álbum com registros raros

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Por Fabian Chacur

O Aerosmith anda fuçando os seus arquivos em busca de raridades. E encontrou uma das boas. Trata-se do registro de um ensaio do mitológico quinteto americano de 1971. Inicialmente lançado em tiragem limitada no fim do ano passado nos formatos LP de vinil e fita cassete, esse álbum, intitulado Aerosmith 1971: The Road Starts Hear, já tem data para chegar às plataformas digitais: 8 de abril, através da Universal Music.

O álbum traz sete faixas. Cinco delas seriam regravadas e lançadas em 1973 no autointitulado álbum de estreia do grupo de Stephen Tyler. São elas Somebody, Walkin’ The Dog, Movin’ Out, Dream On e Mama Kin. Reefer Head Woman só sairia em nova gravação no álbum Night In The Ruts (1979), enquanto a faixa restante, Reefer Head Woman, sairia no álbum Classics Live (1986).

As versões físicas trazem, além do conteúdo musical, fotos inéditas e uma entrevista feita por David Fricke, conhecido por seu trabalho na versão americana da revista Rolling Stone, com Stephen Tyler e seus colegas de banda que contextualizam e dão informações sobre essas gravações históricas feitas na fase inicial do Aerosmith.

Eis as faixas de Aerosmith – 1971: The Road Starts Hear:

-Intro/Somebody

-Reefer Head Woman

-Walkin’ The Dog

-Movin’ Out

-Major Barbara

-Dream On

-Mama Kin

Somebody (áudio)- Aerosmith:

Real Estate celebra aniversário de CD com releitura do Television

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Por Fabian Chacur

Em 2011, o Real State buscava um nome para o que seria o seu 2º CD. Aí, um de seus integrantes leu um livro sobre o álbum Marquee Moon (1977), do seminal grupo americano Television, e viu na sua introdução o autor, Bryan Waterman, comentar sobre uma faixa que saiu no disco posterior, Adventures (1978). A faixa era Days, e foi esse o batismo para o disco, que celebra dez anos de seu lançamento com duas ações bem legais. Mas vale um pouco mais de explicação nos dois próximos parágrafos.

Waterman definiu Days, a música, como “a faixa que forneceu uma identidade para todo o indie rock baseado em guitarra melódica que logo seguiria o seu rastro”. Ele se referia a R.E.M., The Smiths etc. E os integrantes do Real Estate se encaram como seguidores dessa linha musical. Embora tenha dado nome ao disco, só agora a música do Television foi gravada por seus seguidores, em uma releitura muito boa que segue os passos da impecável versão original.

Para completar a efeméride, o grupo americano fará shows em breve nos quais tocará o conteúdo completo do CD Days, certamente incluindo a releitura da música escrita por Tom Verlaine e Richard Lloyd. Com 13 anos na estrada, o Real Estate lançou em março o EP Half a Human, sendo que seu álbum mais recente, o 5º em sua discografia, The Main Thing, é de 2020.

Days (single)- Real Estate:

Lindsey Buckingham lança singles e promete álbum para setembro

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Por Fabian Chacur

Após dar um grande susto nos fãs em 2019, com direito a ter de fazer uma cirurgia cardíaca, Lindsey Buckingham felizmente está saudável novamente. Melhor ainda: ele anunciou que lançará no dia 17 de setembro seu 1º álbum solo em 10 anos, o 1º desde que saiu do Fleetwood Mac. Autointitulado, o trabalho sairá pelo selo Reprise (da Warner Music) e acaba de ter mais uma faixa divulgada, On The Wrong Side. Anteriormente, a introspectiva e levemente psicodélica I Don’t Mind (ouça aqui) já havia criado boas expectativas em torno do álbum.

O novo trabalho sai exatamente uma década após o anterior, o ótimo Seeds We Sow (2011), e de certa forma celebra os 40 anos do lançamento de seu 1º álbum solo, o marcante Law And Order (1981), do qual faz parte seu maior hit fora do Fleetwood Mac, Trouble. Em comunicado à imprensa, ele falou sobre o que gira em torno de On The Wrong Side em termos criativos:

On the Wrong Side trata dos altos e baixos da vida na estrada com o Fleetwood Mac e mostra uma das letras mais reflexivas do álbum: “we were young, now we’re old / Who can tell me which is worse?” (em tradução livre: “éramos jovens, agora somos velhos / Quem pode dizer qual o pior?”). A música evoca Go Your Own Way, no sentido de que não é uma música feliz, no que diz respeito ao assunto, mas foi efervescente musicalmente”.

Como forma de divulgar seu sétimo álbum de estúdio, Buckingham fará uma turnê pelos EUA a partir do início de setembro que tem até agora 30 datas confirmadas. O cantor, compositor e guitarrista americano, aos 71 anos (completará 72 em 3 de outubro) felizmente parece pronto para encarar esses novos projetos com força total.

Eis as faixas do álbum Lindsey Buckingham:

1. Scream
2. I Don’t Mind
3. On The Wrong Side
4. Swan Song
5. Blind Love
6. Time
7. Blue Light
8. Power Down
9. Santa Rosa
10. Dancing

On The Wrong Side– Lindsey Buckingham:

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