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Brian Wilson, 80 anos, a prova de que milagres são possíveis

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Por Fabian Chacur

No dia 20 de junho deste ano, Brian Wilson completou 80 anos de idade. Uma bela efeméride, sem sombra de dúvidas. A beleza de tal celebração se torna muito maior se levarmos em conta a trajetória deste genial cantor, compositor, músico, arranjador e produtor norte-americano. Se há alguém que merece ser colocado entre os exemplos de que, sim, milagres são possíveis, é o fundador dos lendários The Beach Boys.

Desde muito jovem Brian viu seus dons musicais virem à tona. Fã do grupo vocal The Four Freshmen, do compositor George Gershwin e do rock de Chuck Berry, entre outras influências bacanas, ele soube como poucos mesclar esses elementos e criar uma sonoridade própria.

Ao lado dos irmãos Carl (1946-1998) e Dennis Wilson (1944-1983), do primo Mike Love e do amigo Alan Jardine, criou os Beach Boys em 1961, grupo que rapidamente se tornou um marco da história do rock.

Com vocalizações intrincadas, e deliciosas, aliadas a melodias caprichadas e letras evocando o surf, o mar, o amor, os carros e a diversão, o grupo invadiu as paradas de sucesso com hits marcantes como Help Me Rhonda, California Girls, I Get Around e inúmeros outros, que continuam até hoje soando deliciosos, ingênuos e extremamente cativantes.

Em dezembro de 1964, Brian começou a sofrer com problemas emocionais, e deixou os shows dos Beach Boys, concentrando-se na função de compositor e músico de estúdio do grupo. Inicialmente, foi substituído nos shows pelo então ainda desconhecido Glenn Campbell (que depois se tornaria um astro) e a seguir por Bruce Johnston, que se incorporaria à banda de forma efetiva.

Ao ouvir o álbum Rubber Soul (1965), dos Beatles, Brian Wilson ficou apaixonado pelo que ouviu, e se sentiu impelido a buscar caminhos ainda mais ousados para a já ousada música que fazia. Esse processo desembocaria em Pet Sounds (1966), um dos trabalhos mais elogiados e influentes da história do rock e sempre nas listas dos melhores LPs de todos os tempos.

Ao lançar o single Good Vibrations naquele mesmo 1966, Wilson entusiasmou público e crítica, com uma verdadeira sinfonia pop com menos de 4 minutos. A canção saiu como uma espécie de prévia do que seria o próximo álbum dos Beach Boys, cujo título seria Smile. Começava ali um dos momentos mais inacreditáveis da história da música pop, ainda mais se levarmos em conta o seu final.

Durante aproximadamente 10 meses, até a metade de 1967, Brian levou seus colegas de grupo e a diretoria da gravadora Capitol à loucura, com suas ousadias estéticas, pirações completas e excentricidades do tipo colocar um piano em uma grande caixa de areia para que pudesse compor se sentindo na praia. Chegou um momento em que o álbum parecia que não iria ser concretizado. E, de fato, infelizmente não foi.

Quando os Beatles lançaram Sgt Peppers, em junho de 1967, aparentemente Brian se sentiu incapaz de encarar tal poderosa concorrência, e o projeto Smile foi engavetado, com suas músicas aparecendo aqui e ali em outros álbuns da banda, inicialmente em Smiley Smile (1967). E as drogas foram tornando o estado mental do artista cada vez pior e sua produção cada vez mais esparsa.

Quando as mortes prematuras de grandes nomes do rock tiveram início em 1969, com a perda de Brian Jones, dos Rolling Stones, as macabras listas de quem seria o próximo a seguir Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison sempre traziam Brian Wilson entre os primeiros colocados. Vídeos dos anos 1970 mostravam ele preso a uma cama, engordando e parecendo cada vez mais fora de sintonia com o mundo. Pouco trabalho criativo e muito desperdício de tempo e de saúde.

As coisas começaram a tomar uma feição diferente, após muitas idas e vindas que geraram internações e diversos problemas para ele e seus entes queridos, a partir dos anos 1980. Sua parceria com o psicólogo Eugene Landy a princípio se mostrou positiva, e o direcionou rumo à criação do seu primeiro álbum solo, Brian Wilson, lançado em 1988 e muito elogiado. Mas, em 1991, ele se afastaria de Landy, que tentava controlá-lo e se aproveitar do músico de forma abominável.

A partir deste momento, sua vida começou a tomar rumos surpreendentes. Casou-se novamente, desta vez com Melinda Ledbetter, adotou cinco filhos e voltou a se dedicar à música de forma mais efetiva. Gravou com as filhas Wendy e Carnie, de seu primeiro casamento e conhecidas como integrantes do grupo pop Wilson Phillips. Lógico que nada aconteceu em um clima de mar de rosas. Ele teve, por exemplo, de lidar com a perda dos irmãos, Dennis em um acidente em 1983 e Carl por problemas de saúde, em 1998.

Sua relação com os remanescentes dos Beach Boys, especialmente o primo Mike Love, que se tornou o líder da banda, foi recheada de altos e baixos, de reuniões eventuais e de brigas judiciais. E Brian sempre teve de se cuidar para dar conta de seus problemas emocionais. No entanto, mesmo assim, ele deu uma linda volta por cima.

A partir de 1999, voltou com tudo aos shows. Passou a lançar álbuns solo com canções inéditas e também relendo material dos filmes da Disney e de seu ídolo George Gershwin. Em 2002, surpreendeu o mundo ao tocar na íntegra o repertório de Pet Sounds, gerando o sublime álbum Brian Wilson Presents Pet Sounds Live. Mas uma surpresa maior chegaria logo a seguir.

Novamente reunido com o letrista Van Dyke Parks, Brian Wilson se debruçou nas composições de Smile e finalizou o repertório e a respectiva ordem das músicas. Acompanhado por músicos de orquestra e por integrantes da banda de rock alternativo The Wondermints, apresentou ao vivo em 2004 em Londres a sua obra enfim finalizada. Em seguida, o registrou em estúdio. Sim, Smile saiu em 2004, 37 anos após ter sido iniciado, agora como obra-solo dele. E que trabalho maravilhoso!

Ainda ativo e lutando bravamente contra os seus demônios, Brian Wilson celebra 80 anos de idade como um dos grandes criadores da história da música popular. Tive a honra de cumprimentá-lo e ter o seu autógrafo em meu exemplar de Brian Wilson Presents Smile em 2004, na extinta e saudosa FNAC Paulista. Ele também fez shows no Brasil. Que Deus abençoe esse incrível sobrevivente, um exemplo de como é possível realizar os sonhos mais improváveis e tidos como impossíveis.

Ouça Smile, de Brian Wilson, em streaming:

James Seals, 80 anos, da dupla de soft rock Seals & Crofts

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Por Fabian Chacur

Das inúmeras músicas de que gosto, Summer Breeze ocupa um lugar muito especial, pois me traz belas recordações de meus tempos de criança. Essa gravação estourou há exatos 50 anos com a dupla Seals & Crofts (leia mais sobre eles aqui). Pois nesta segunda-feira (6), foi anunciada a morte, aos 80 anos de idade, de James Seals, um dos integrantes do duo. Ele estava afastado do show business desde 2017, após ter sofrido um derrame.

A notícia foi tornada pública, através de uma rede social, pelo cantor, compositor e músico Brady Seals, ex-integrante da bem-sucedida banda country Little Texas, artista-solo de boa repercussão e primo de James.

James Seals nasceu em 17 de outubro de 1941, e começou a se tornar conhecido no cenário musical no finalzinho dos anos 1950, quando entrou no grupo The Champs, logo após esta banda americana estourar com Tequila. Foi ali que ele começou a sua amizade e parceria musical com Dash Crofts, que iria gerar, em 1970, a dupla Seals & Crofts.

O duo lançou dois álbuns independentes e um pela Warner sem grande repercussão, embora ficasse clara a qualidade de sua música, uma mistura de country, folk e rock que posteriormente ganharias os rótulos soft rock e bittersweet rock. A coisa pegou no breu pra eles em 1972 quando Summer Breeze, faixa-título de seu 4º álbum, tornou-se um grande sucesso, atingindo o top 10 nos EUA e estourando no mundo todo.

Com vocalizações impecáveis (com Jim no vocal líder) e composições encantadoras, Seals & Crofts emplacaram hits marcantes até o final dos anos 1970. Entre outras, Diamond Girl (ouça aqui), We May Never Pass This Way Again (ouça aqui), Get Closer (ouça aqui) e até mesmo a influenciada pela disco music You’re The Love (ouça aqui).

Com o fim do contrato com a Warner, no comecinho dos anos 1980, a dupla resolveu se desfazer, voltando em dois curtos períodos apenas, em 1991 e 2004. James chegou a fazer shows com o seu irmão Dan Seals, integrante de outra dupla de sucesso daqueles anos 1970, England Dan & John Ford Coley, que estourou com canções maravilhosas como I’d Really Love To See You Tonight (ouça aqui) e Love Is The Answer (ouça aqui). Dan se foi em 2009.

Summer Breeze– Seals & Crofts:

ZZ Top divulga Brown Sugar e lançará álbum ao vivo em julho

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Por Fabian Chacur

O ZZ Top acaba de divulgar seu novo single. Trata-se de uma versão ao vivo de Brown Sugar, composição do cantor e guitarrista Billy Gibbons que foi lançada originalmente por eles em 1971 no álbum ZZ Top’s First Album. A faixa faz parte do álbum RAW, que a BMG lançará em 22 de julho, seis dias antes do aniversário de um ano da morte do baixista da banda, o saudoso Dusty Hill. Gibbons e o baterista Frank Beard seguirão em frente com Elwood Francis no baixo, que trabalhava com Hill.

Brown Sugar (que, curiosamente, foi lançada na mesma época do célebre hit homônimo dos Rolling Stones) é um blues rock poderoso, que o trio releu com a categoria que sempre os marcou. O álbum foi gravado ao vivo em 2018 no Gruene Hall, no Texas, e equivale à trilha sonora do documentário That Little Ol’ Band From Texas (2019), que mostra os músicos contando sua história e tocando seus clássicos em um ambiente intimista.

Billy Gibbons explica o porque essa música em especial foi escolhida como a primeira faixa a ser divulgada do álbum RAW: “Brown Sugar é uma parte especial dos nossos shows há muitas décadas e acho que é maneira certa de começar o RAW. Essas gravações no Gruene Hall foram um satisfatório retorno às raízes e estamos felizes de dividir com todos que nos acompanham há tanto tempo”.

Brown Sugar (live from Gruene Hall)- ZZ Top:

The Doobie Brothers lançam Liberté e iniciam uma turnê

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Por Fabian Chacur

Boas novidades para os fãs dos Doobie Brothers. A excelente banda americana celebra seus 50 anos de carreira e oferece três belos presentes aos fãs. Um é a turnê 50th Anniversary Tour, com shows pelos EUA que terão início em Las Vegas em maio e que contarão com a presença do cantor, compositor e tecladista Michael McDonald. Outra é o lançamento do livro Long Train Runnin’- The Story Of The Doobie Brothers, escrito por Chris Epting em parceria com os fundadores do grupo. E o terceiro é o lançamento do álbum Liberté.

Já disponível nas plataformas digitais e, no exterior, em CD e LP de vinil, Liberté é o 1º álbum de inéditas dos Doobies desde World Gone Crazy (2010), e marca a colaboração da banda com o consagrado produtor e compositor John Shanks, conhecido por seus trabalhos com Sheryl Crow, Bon Jovi e Miley Cyrus, entre outros. Ele produziu o álbum e também foi parceiro de seis músicas com Tom Johnston e de cinco com Patrick Simmons.

Liberté é um trabalho maduro e consistente, no qual os Doobies atuam com muita categoria em sua zona de conforto, investindo em rock, folk, country e soul com a categoria habitual. O repertório agrada em cheio, com direito a rocks bacanas como Oh Mexico, a quase hard rock Don’t Ya Mess With Me, o rock pra cima The American Dream e a mais folk Good Thang. Um belo disco dos agora setentões, que exalam garra e inspiração.

Da formação original dos Doobie Brothers, ficaram em cena exatamente os seus fundadores, o cantor, compositor e guitarrista Tom Johnston, uma das vozes mais poderosas do rock e rei dos riffs de guitarra, e o cantor, compositor e guitarrista/violonista Patrick Simmons, craque nas harmonias vocais, no dedilhado de violão e nas canções folk.

Completa o núcleo atual dos Doobies o multi-instrumentista John McFee, que esteve no time entre 1978 e 1983 e voltou para não mais sair em meados dos anos 1990. Baita músico, ele toca guitarra, pedal steel, rabeca, dobro, violão e o que mais pintar à sua frente. Ao vivo, completam o time quatro músicos de apoio, entre os quais o tecladista Bill Payne, que participou de vários álbuns dos Doobies e é conhecido por seu trabalho com a banda Little Feat.

Vale ressaltar que os Doobie Brothers, embora tenham feito muito sucesso no Brasil nos anos 1970 e 1980, nunca fizeram shows por aqui. O mais perto que estiveram foi quando chegaram a ser cogitados para o Rock in Rio de 1991, mas ficou só na promessa. Ainda dá tempo, Medina e companhia. Seria um belíssimo acréscimo ao elenco do festival, sendo que os shows deles continuam energéticos e repleto de hits. Que tal?

Eis as faixas de LIBERTÉ:

Oh Mexico

Better Days

Don’t Ya Mess With Me

Cannonball

Wherever We Go

The American Dream

Shine

We Are More Than Love

Easy

Just Can’t Do This Alone

Good Thang

Amen Old Friend

Oh Mexico– The Doobie Brothers:

Aerosmith lança nas plataformas digitais álbum com registros raros

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Por Fabian Chacur

O Aerosmith anda fuçando os seus arquivos em busca de raridades. E encontrou uma das boas. Trata-se do registro de um ensaio do mitológico quinteto americano de 1971. Inicialmente lançado em tiragem limitada no fim do ano passado nos formatos LP de vinil e fita cassete, esse álbum, intitulado Aerosmith 1971: The Road Starts Hear, já tem data para chegar às plataformas digitais: 8 de abril, através da Universal Music.

O álbum traz sete faixas. Cinco delas seriam regravadas e lançadas em 1973 no autointitulado álbum de estreia do grupo de Stephen Tyler. São elas Somebody, Walkin’ The Dog, Movin’ Out, Dream On e Mama Kin. Reefer Head Woman só sairia em nova gravação no álbum Night In The Ruts (1979), enquanto a faixa restante, Reefer Head Woman, sairia no álbum Classics Live (1986).

As versões físicas trazem, além do conteúdo musical, fotos inéditas e uma entrevista feita por David Fricke, conhecido por seu trabalho na versão americana da revista Rolling Stone, com Stephen Tyler e seus colegas de banda que contextualizam e dão informações sobre essas gravações históricas feitas na fase inicial do Aerosmith.

Eis as faixas de Aerosmith – 1971: The Road Starts Hear:

-Intro/Somebody

-Reefer Head Woman

-Walkin’ The Dog

-Movin’ Out

-Major Barbara

-Dream On

-Mama Kin

Somebody (áudio)- Aerosmith:

Real Estate celebra aniversário de CD com releitura do Television

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Por Fabian Chacur

Em 2011, o Real State buscava um nome para o que seria o seu 2º CD. Aí, um de seus integrantes leu um livro sobre o álbum Marquee Moon (1977), do seminal grupo americano Television, e viu na sua introdução o autor, Bryan Waterman, comentar sobre uma faixa que saiu no disco posterior, Adventures (1978). A faixa era Days, e foi esse o batismo para o disco, que celebra dez anos de seu lançamento com duas ações bem legais. Mas vale um pouco mais de explicação nos dois próximos parágrafos.

Waterman definiu Days, a música, como “a faixa que forneceu uma identidade para todo o indie rock baseado em guitarra melódica que logo seguiria o seu rastro”. Ele se referia a R.E.M., The Smiths etc. E os integrantes do Real Estate se encaram como seguidores dessa linha musical. Embora tenha dado nome ao disco, só agora a música do Television foi gravada por seus seguidores, em uma releitura muito boa que segue os passos da impecável versão original.

Para completar a efeméride, o grupo americano fará shows em breve nos quais tocará o conteúdo completo do CD Days, certamente incluindo a releitura da música escrita por Tom Verlaine e Richard Lloyd. Com 13 anos na estrada, o Real Estate lançou em março o EP Half a Human, sendo que seu álbum mais recente, o 5º em sua discografia, The Main Thing, é de 2020.

Days (single)- Real Estate:

Lindsey Buckingham lança singles e promete álbum para setembro

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Por Fabian Chacur

Após dar um grande susto nos fãs em 2019, com direito a ter de fazer uma cirurgia cardíaca, Lindsey Buckingham felizmente está saudável novamente. Melhor ainda: ele anunciou que lançará no dia 17 de setembro seu 1º álbum solo em 10 anos, o 1º desde que saiu do Fleetwood Mac. Autointitulado, o trabalho sairá pelo selo Reprise (da Warner Music) e acaba de ter mais uma faixa divulgada, On The Wrong Side. Anteriormente, a introspectiva e levemente psicodélica I Don’t Mind (ouça aqui) já havia criado boas expectativas em torno do álbum.

O novo trabalho sai exatamente uma década após o anterior, o ótimo Seeds We Sow (2011), e de certa forma celebra os 40 anos do lançamento de seu 1º álbum solo, o marcante Law And Order (1981), do qual faz parte seu maior hit fora do Fleetwood Mac, Trouble. Em comunicado à imprensa, ele falou sobre o que gira em torno de On The Wrong Side em termos criativos:

On the Wrong Side trata dos altos e baixos da vida na estrada com o Fleetwood Mac e mostra uma das letras mais reflexivas do álbum: “we were young, now we’re old / Who can tell me which is worse?” (em tradução livre: “éramos jovens, agora somos velhos / Quem pode dizer qual o pior?”). A música evoca Go Your Own Way, no sentido de que não é uma música feliz, no que diz respeito ao assunto, mas foi efervescente musicalmente”.

Como forma de divulgar seu sétimo álbum de estúdio, Buckingham fará uma turnê pelos EUA a partir do início de setembro que tem até agora 30 datas confirmadas. O cantor, compositor e guitarrista americano, aos 71 anos (completará 72 em 3 de outubro) felizmente parece pronto para encarar esses novos projetos com força total.

Eis as faixas do álbum Lindsey Buckingham:

1. Scream
2. I Don’t Mind
3. On The Wrong Side
4. Swan Song
5. Blind Love
6. Time
7. Blue Light
8. Power Down
9. Santa Rosa
10. Dancing

On The Wrong Side– Lindsey Buckingham:

Blondie lança trilha de doc que registra visita a Cuba em 2019

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Por Fabian Chacur

Em 2019, o grupo americano Blondie foi à Cuba para um intercâmbio cultural planejado pelo Ministério da Cultura daquele país. A visita gerou uma apresentação ao vivo para o público local, que foi devidamente registrada. Vivir En La Habana, o curta-metragem dirigido por Rob Roth que equivale à parte audiovisual do projeto, estreou em junho nos festivais Sheffield Doc (Reino Unido) e Tribeca Film (EUA). Agora, chega a vez da trilha sonora, que já está disponível nas plataformas digitais e sairá no dia 15 de agosto, no exterior, em edição limitada em vinil azul.

A apresentação ocorreu no Teatro Mella, e contou com as participações dos músicos cubanos Carlos Alfonso, Ele Valdés, María del Carmen Ávila, Alejandro Delgado, Juan Carlos Marin, Jamil Schery, Degnis Bofill e Adel González, alguns deles integrantes do grupo Sintesis. O repertório traz os hits clássicos The Tide is High (1980), Heart of Glass (1978), Rapture (1980) e Dreaming (1979), e duas canções mais recentes, Wipe Off My Sweat (do álbum Panic Of Girls, de 2011) e Long Time (do álbum Pollinator, de 2017).

As versões ao vivo ficaram muito boas e quentes. The Tide Is High, por exemplo, ganhou vocais de apoio deliciosos de Ele Valdés e Maria Dal Carmen, além de incluir trechos de Groove Is In The Heart, hit de 1990 do trio americano Deee-Lite. Sua latinidade ficou ainda mais explícita, o que também ocorreu com Wipe Off My Sweat, que conta com letra em castelhano e inglês.

Por sua vez, a turbinada releitura de Heart Of Glass traz em sua parte final citações de I Feel Love, composição de Giorgio Moroder, Donna Summer e Pete Bellote que fez imenso sucesso na voz de Miss Summer em 1977. E A surpresa no finalzinho da longa releitura de Rapture (com quase 10 minutos de duração) nos oferece a citação energética de Fight For Your Right To Party, hitaço dos Beastie Boys em 1986-87.

Tide Is Hide (live in Cuba)- Blondie:

Wildflowers, de Tom Petty, tem versão alternativa lançada em CD

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Por Fabian Chacur

Boa notícia para os fãs brasileiros de Tom Petty que curtem formatos físicos de música. Já está disponível a versão nacional em CD de Finding Wildflowers (Alternative Versions). O álbum traz versões alternativas, estendidas e jam sessions do material extraído das sessões de gravação de Wildflowers (1994), álbum-solo do saudoso cantor, compositor e músico americano que marcou a sua estreia na Warner e considerado um dos pontos altos de sua brilhante carreira.

Este álbum equivale a uma versão “melhores momentos” da luxuosa box set Wildflowers & All The Rest, que saiu em outubro de 2020 em versões com 5 CDs, 9 LPs de vinil e também nas plataformas digitais. O trabalho de remasterização, remixagem e reordenamento das faixas foi coordenado por Ryan Ulyate, sendo que a produção na época coube a Petty em parceria com seu parceiro nos Heartbreakers Mike Campbell e o premiado Rick Rubin.

E vem mais coisa por aí. A Warner promete para o dia 2 de julho (no exterior) o lançamento de Angel Dream (Songs And Music From The Motion Picture She’s The One), trilha lançada originalmente em 1996 e que agora aparece concebida como se fosse um álbum de carreira de Tom Petty And The Heartbreakers. O filme, estrelado por Jennifer Aniston (Friends) foi exibido no Brasil com o título Nosso Tipo de Mulher.

Além das faixas já lançadas anteriormente, agora em versões remasterizadas, o disco trará quatro gravações bônus. Três são composições de Petty- One Of Life’s Little Mysteries, 105 Degrees e French Disconnection– e a releitura de Thirteen Days, do grande e saudoso JJ Cale. Uma versão ampliada da faixa Supernatural Radio é outra novidade presente neste lançamento.

Eis as faixas de Finding Wildflowers (Alternate Versions):

A Higher Place
Hard on Me
Cabin Down Below
Crawling Back to You
Only a Broken Heart
Drivin’ Down to Georgia
You Wreck Me
It’s Good to Be King
House in the Woods
Honey Bee
Girl on LSD
Cabin Down Below (Acoustic Version)
Wildflowers
Don’t Fade on Me
Wake Up Time
You Saw Me Comin’

Ouça Finding Wildflowers (Alternate Versions) em streaming:

Cheap Trick faz releitura de um grande clássico de John Lennon

Cheap Trick por David McClister

Por Fabian Chacur

Uma das faixas mais ácidas do maravilhoso álbum Imagine (1971), de John Lennon, é Gimme Some Truth. Trata-se de um rock vigoroso, cuja letra sem papas na língua detona os políticos e a sua capacidade de mentir o tempo todo. Como permanece mais atual do que nunca, ela acaba de ser regravada pelo grupo americano Cheap Trick, que a lançará no dia 9 de abril como parte de In Another World, seu novo álbum de estúdio, o 22º de uma discografia que teve início em 1977.

O arranjo é bem próximo da gravação do ex-beatle, embora um pouco mais pesada, e mostra que o quarteto ianque permanece com um pique dos mais elogiáveis. A atual formação da banda traz seus integrantes originais Robin Zander (vocal e guitarra-base), Rick Nielsen (guitarra) e Tom Peterson (baixo), tendo atualmente na bateria Daxx Nielsen (filho de Rick) na vaga que foi durante décadas de Bun E. Carlos.

Em comunicado enviado à imprensa, a banda integrante do Rock And Roll Hall Of Fame comenta sobre o espírito reinante neste novo trabalho: “Esse disco em especial reflete o mundo atual e o que estamos passando”, conta Zander. “Sempre fomos uma banda com um olhar positivo, esperançoso, mesmo quando éramos irônicos. Mas agora que estamos ficando mais velhos, vemos que não temos muito o que comemorar ao nosso redor”.

Eis as faixas de In Another World:

1-The Summer Looks Good On You

2- Quit Waking Me Up

3- Another World

4- Boys & Girls & Rock N Roll

5- The Party

6- Final Days

7- So It Goes

8- Light Up the Fire

9- Passing Through

10-Here’s Looking At You

11-Another World reprise

12-I’ll See You Again

13-Gimme Some Truth

Gimme Some Truth– Cheap Trick:

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