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Tag: rock brasil anos 1990

Mundo Livre S/A lança a ácida e certeira faixa Baile Infectado

Mundo Livre S_A 2 (Crédito Tiago Calazans)

Por Fabian Chacur

Mundo Livre S/A está com música nova. O grupo pernambucano integrado por Fred Zero Quatro (cavaquinho e voz), Xef Tony (bateria e backing vocal), P3dr0 Diniz (baixo e backing vocal), Léo D. (sintetizadores, teclado e programações) e Pedro Santana (percussão) ataca de Baile Infectado, ácido single inspirado em nossos dias atuais e com base rítmica misturando ritmos brasileiros e latinos com sonoridades eletrônicas. Trata-se da primeira amostra do novo álbum deles, que está previsto para sair ainda este ano.

Segundo Fred Zero Quatro, o título da música inicialmente seria Baile do Covid, mas eles acharam que seria interessante fazer um contraponto a outra canção lançada há 25 anos por eles, Baile Perfumado, tema do filme homônimo dirigido por Lírio Ferreira e Paulo Caldas. Ele fala mais sobre a inspiração em torno de Baile Infectado, em press release enviado à imprensa:

“Embora alguns governantes estivessem tentando garantir um distanciamento social para que o vírus não se alastrasse, você via todo todo tipo de festa clandestina e aglomeração acontecendo em todas as classes sociais. A ideia é fazer uma metáfora dessa situação”.

Baile Infectado– Mundo Livre S/A:

Bruno Gouveia e Carlos Coelho em uma live com papo e música

BRUNO GOUVEIA E CARLOS COELHO - BIQUINI CAVADAO

Por Fabian Chacur

Trinta e cinco anos de estrada no conturbado e disputado cenário musical brasileiro não é para qualquer um, ainda mais se estivermos falando de uma trajetória consistente e com boa repercussão perante o público. Este é o caso do Biquini Cavadão, que desde sua estreia em 1985 se mantém firme e forte, resistindo às intempéries. Como forma de celebrar essa longevidade, dois de seus integrantes farão uma live streaming neste sábado (19) às 16h30, que poderá ser conferida em seu canal oficial no Youtube.

Bruno Gouveia (vocal) e Carlos Coelho (guitarra, violão e vocal) se apresentarão no alto de uma cobertura situada na região da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, cujo cenário é dos mais belos e marcantes daquela cidade. Durante a live, os dois amigos aproveitarão para contar algumas histórias bacanas da carreira do Biquini Cavadão, além de recordarem alguns de seus maiores sucessos nesses anos todos.

Além disso, eles também irão falar sobre alguns dos grupos que mais os influenciaram em sua obra autoral, entre os quais Beatles, Queen, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e também Roberto Carlos, aproveitando para interpretar alguns dos sucessos desses artistas.

Múmias (clipe)- Biquini Cavadão:

Skank e Roberta Campos lançam Simplesmente, single em parceria

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Por Fabian Chacur

Em novembro de 2019, foi anunciado o fim do grupo Skank, o que ocorreria após uma turnê celebrando os 30 anos de carreira da banda mineira. A ideia era também lançar uma coletânea com seus grandes hits e uma música inédita. Os shows estão no freezer, digamos assim, devido à pandemia do novo coronavírus. Mas, ao menos, a nova canção acaba de ser disponibilizada nas plataformas digitais. E não se trata de qualquer musiquinha.

Simplesmente reativa a parceria entre Samuel Rosa, cantor e guitarrista da banda, com o saxofonista e letrista mineiro Chico Amaral, uma dobradinha afinada que rendeu ao Skank hits massivos e marcantes como Te Ver, Garota Nacional, Vou Deixar, Tão Seu e Pacato Cidadão, entre muitos outros.

Esta bela e inspirada balada folk traz como cereja do bolo a participação mais do que especial da cantora e compositora Roberta Campos, cuja bela voz se encaixou feito luva na melodia de Simplesmente. Tipo da música que, se de fato se tornar a última dessa fase do Skank, será equivalente a uma despedida das mais dignas de uma banda que marcou a história do pop-rock brasileiro.

Simplesmente (clipe)- Skank e Roberta Campos:

Biquini Cavadão e Péricles gravam um single em parceria

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Por Fabian Chacur

Em 2019, entre outras atividades, o Biquini Cavadão inaugurou um novo projeto. Trata-se de Vou Te Levar Comigo, cuja intenção é lançar singles nos quais o grupo carioca juntará forças com artistas de outros segmentos musicais. O início foi com Quanto Tempo Demora Um Mês, com a dupla sertaneja Matheus & Kauan (ouça aqui). A segunda colaboração traz como atração o cantor Péricles, ex-integrante do grupo Exaltasamba.

“O rock do Biquini nunca se prendeu a fronteiras do nosso próprio estilo. Por isso, nossas parcerias sempre foram inusitadas, abrindo as portas para que novos fãs conheçam nosso trabalho”, explica o guitarrista e produtor Coelho, que ao lado de Bruno (vocal), Miguel (teclados) e Álvaro Birita (bateria) integra a banda.

Desta vez, eles optaram por unir outro grande hit do quarteto, Janaína, com uma composição icônica de Chico Buarque, Cotidiano. “Considero Construção (1971) um dos melhores discos que já ouvi. E os versos de Chico Buarque casam muito bem com a Janaina que acorda todo dia às 4:30 e que, nesta versão, tira o marido da cama às seis horas para ele trabalhar”, finaliza Bruno.

Janaína/Cotidiano (clipe)- Biquini Cavadão e Péricles:

Isso É Amor, do Ira!, é relançado em vinil 180 gramas e fita cassete

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Por Fabian Chacur

Uma quantidade significativa dos recentes relançamentos em vinil se concentra em trabalhos já anteriormente lançados nesse formato. Isto É Amor, do Ira!, que a Polysom estará disponibilizando em LP de 180 gramas e também em fita cassete, foge desse perfil, pois saiu em 1999, quando os discos chegavam ao mercado brasileiro exclusivamente em CD, que atualmente vive uma espécie de ostracismo temporário em alguns desses projetos de resgate de grandes álbuns. Uma pena.

Como foi concebido para a duração bem maior de tempo proporcionada pelos compact discs, Isso É Amor contém quase 50 minutos de conteúdo musical. Como forma de viabilizar uma edição em vinil sem prejudicar a qualidade técnica, a Polysom optou por oferecer o LP com 12 faixas, sendo que as duas faixas restantes do formato original aparecem em um compacto simples de vinil que será vendido junto com o “bolachão”.

Isso É Amor flagra o grupo então integrado por Nasi (vocal), Edgard Scandurra (guitarra e vocal), Ricardo Gaspa (baixo) e André Jung (bateria) relendo canções alheias. As faixas que tiveram maior repercussão do CD, na época lançado pela hoje extinta Abril Music, foram Telefone (hit da Gang 90), com participação de Fernanda Takai, e Bebendo Vinho (de Wander Wildner).

Outros momentos bacanas deste trabalho do grupo paulistano são Jorge Maravilha, rock bissexto de Chico Buarque, Teorema (da Legião Urbana de Renato Russo) e Um Girassol da Cor do Seu Cabelo (Lô e Márcio Borges), esta última com participação especial de Samuel Rosa, do Skank. O título do álbum foi extraído do refrão da música Telefone, o maior hit da Gang 90 do saudoso Julio Barroso.

Ouça Isto É Amor em streaming:

O fim do Skank e a ditadura dos eternos fiscais de carreira alheia

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Por Fabian Chacur

A notícia mais bombástica do último fim de semana não teve relação com a política, como na maior parte do tempo no Brasil e no mundo atual. Trata-se da divulgação da futura separação de uma banda. Em comunicado oficial publicado em seu site (leia aqui), o Skank anunciou que sairá de cena, após a realização, em 2020, de uma turnê de despedida, intitulada 30 Anos. Será, portanto, o ponto final em uma das mais bem-sucedidas trajetórias do pop-rock brasileiro.

O anúncio, seguido por extensa entrevista publicada neste fim de semana do vocalista e guitarrista do grupo mineiro, Samuel Rosa, à coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, causou rebuliço nos “tribunais de feicebuque” da vida. Claro que cada um tem o direito de opinar da forma que achar melhor. Mas fica difícil encarar aqueles que exprimem frases como “já deveriam ter acabado há muito tempo” ou mesmo “já deram o que tinham que dar”.

Cada dia fica mais claro para mim que o tempo de duração de uma carreira, seja lá qual for, deve ser definido única e exclusivamente por quem está envolvido com ela. Se é relevante, se tem público, se tem boa repercussão, se é decadente, cada um que pague o preço por suas decisões. Não há um único caminho para te levar à felicidade. Por que esse desejo de impor uma regra rígida para todos os casos? Que cada um trabalhe naquilo que quiser pelo tempo que quiser. Quem somos nós para definir isso?

E esse pito vale até para o próprio Samuel Rosa, que durante a entrevista à Folha sugeriu que diria aos cantores Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, e Rogério Flausino, do Jota Quest, para fazerem o mesmo, deixando suas bandas para se dedicar a outros projetos. Se esse é o desejo dele, que vá em frente, mas sem querer dar uma de fiscal de carreira alheia.

O anúncio logicamente tem um ar oportunista, pois não se concretizará de imediato. Antes, teremos uma turnê celebrando os 30 anos de carreira do quarteto. Normalmente, esse tipo de tour costuma render uma baita de uma grana, atraindo fãs de todos os cantos devidamente atraídos pelo teor de “um dia, um adeus” criado nessas situações. Ainda mais se levarmos em conta que o repertório terá 30 hits e uma canção inédita, reunidas em um álbum que servirá como uma espécie de souvenir.

Pelas declarações dadas pelos outros integrantes do time a ser desfeito- Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferretti (bateria), a coisa está sendo feita de comum acordo, e ninguém pensa em dar continuidade ao Skank sem seu vocalista e guitarrista, obviamente o detonador desse processo de separação.

Eles decidiram o que era melhor para eles. Nada mais legítimo. Isso não precisa ser modelo para outros grupos ou artistas. Uns duram pouco, outros tem carreiras longas. Uns estouram e ficam trilionários, outras catam moedinhas nas ruas. Uns concebem obras inesquecíveis e indispensáveis, outros vomitam porcarias inomináveis. É assim que a vida é.

E tem também aqueles que se despedem com toda a pompa e que, depois de alguns anos, acabam voltando à ativa. Como será, no caso específico do Skank, só saberemos com o tempo. Mas que também ninguém os avacalhe se por ventura tivermos futuramente uma turnê com o título Te Ver de Novo ou coisa que o valha. Afinal, nada como ter algum trabalho que te permita pagar as contas. Quem me dera que eu tivesse um desse mesmo tipo…

Te Ver (clipe original)- Skank:

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