Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Tag: rock britânico anos 1970

Sting volta a investir em canções inéditas em seu próximo álbum

sting if its love 400x

Por Fabian Chacur

Quem aguardava por um novo disco solo de inéditas de Sting pode se preparar. Está programado para o dia 19 de novembro o lançamento de The Bridge, 1º disco nesse formato desde 57th & 9th (2016). Nesses últimos cinco anos, ele lançou um álbum em parceria com o jamaicano Shaggy (44/876-2018), um de releituras de seus hits (My Songs– 2019) e uma coletânea com duetos (Duets– 2021).

O 1º single de The Bridge acaba de ser disponibilizado nas plataformas digitais. Trata-se de If It’s Love, canção que tem na descoberta do amor e suas contra-indicações a sua inspiração e com um perfil pop daqueles grudentos. O assovio, a marca registrada dessa faixa, entra no cérebro do ouvinte e não sai mais. Muito boa! Ele falou um pouco sobre a motivação para escrever mais esse possível hit em entrevista ao jornal Los Angeles Times:

“Certamente não sou o primeiro compositor a comparar o amor ou o desapaixonar-se a uma doença incurável, nem serei o último. A canção If It’s Love é minha adição a esse cânone onde os metafóricos sintomas, diagnóstico e incapacidade absoluta são familiares o suficiente para fazer cada um de nós sorrir com tristeza”.

If It’s Love– Sting:

Charlie Watts, 80 anos, lendário baterista dos Rolling Stones

charlie watts

Por Fabian Chacur

Classe. Eis um termo perfeito para definir a postura, o jeito de ser e especialmente a forma como um certo Charlie Watts tocava o instrumento musical que lhe deu fama mundial, a bateria. O sujeito definitivamente tinha classe, e muita! Esse incrível músico infelizmente nos deixou nesta terça-feira (24) aos 80 anos, conforme informação divulgada por seu assessor de imprensa. A causa não foi divulgada. Ele havia sofrido uma operação de emergência no início deste mês. Com ele, certamente vai junto uma era do rock and roll.

Nunca me esquecerei dos três shows que tive a oportunidade de ver dos Rolling Stones em janeiro de 1995, no estádio do Pacaembu (SP), durante uma edição do festival Hollywood Rock. Em meio a dias chuvosos, tivemos três shows sensacionais, nos quais um dos momentos marcantes ocorria quando Mick Jagger apresentava Charlie, fato que era seguido por uma verdadeira avalancha de aplausos, aos quais o músico agradecia de forma contida e discreta. Ele era assim. Elegante no trato, elegante no vestir, elegante ao utilizar as baquetas.

Nascido em 2 de junho de 1941, Charlie começou a tocar ainda molequinho. Enquanto se formava e começava a trabalhar como designer gráfico, ele paralelamente se desenvolvia como músico. Após tocar com a banda do influente músico de blues Alex Korner, a Blues Incorporated, ele recebeu o convite para tocar com um outro time emergente, uns tais de Rolling Stones. Em janeiro de 1963, ele aceitou o convite, mal sabendo que mudaria a sua vida para sempre.

O resto da história, todos sabem. O grupo de Mick Jagger e Keith Richards se tornou o principal rival dos Beatles, emplacou hits como (I Can’t Get No) Satisfaction, Get Off Of My Cloud, The Last Time, Jumping Jack Flash, Honky Tonk Women, Start Me Up e dezenas de outros e virou lenda viva. Neles, a marca registrada de Charlie Watts sempre se fez presente.

Watts era ao mesmo tempo um dínamo e um porto seguro e sólido para a banda. Nunca perdia o ritmo e sempre sabia se valer de sutilezas rítmicas que aprendeu como fã incondicional de jazz. Deixava o exibicionismo de lado e dava à banda uma batida sólida, contagiante, que permitiu a Jagger e sua turma invadirem o mundo com shows e gravações sempre espetaculares. Com ele lá atrás, discreto, quieto, mas cativando a todos. E sempre esbanjando elegância.

Paralelamente ao trabalho com os Stones, Watts se dedicava ao desenho (alguns apareceram nos discos da banda) e também ao jazz, lançando mais de dez álbuns com um quinteto, uma orquestra e um em parceria com outro grande baterista, Jim Keltner. Um desses discos foi dedicado a um de seus grandes ídolos, o grande e saudoso músico de jazz Charlie Bird Parker.

Os Rolling Stones estavam iniciando a preparação para uma nova turnê pós-pandêmica. Agora sem Watts, acho bem provável que seus agora ex-colegas deem uma balançada, mas considero quase inevitável que escalem alguém para segurar a onda e permitir à banda seguir em frente. Seja como for, desta vez vai ser difícil encarar esse grupo do mesmo jeito, por melhor que seja seu eventual substituto. Descanse em paz. Uma salva de palmas eterna para Charlie Watts!

Get Off Of My Cloud (clipe)- The Rolling Stones:

All Things Must Pass será relançado em versões luxuosas

all things must pass capa 400x

Por Fabian Chacur

Como forma de celebrar os 50 anos de All Things Must Pass, um dos álbuns mais importantes e mais bem-sucedidos em termos comerciais da carreira de George Harrison, a Universal Music lançará no dia 6 de agosto novas versões deste trabalho, com produção executiva e coordenação da remasterização a cargo do filho do ex-beatle, Dhani Harrison. Serão disponibilizados diversos formatos físicos e digitais (conheça todos aqui). Também temos um vídeo informativo (veja aqui).

De todos os formatos, o mais completo é intitulado Uber Deluxe Edition, que traz todo o conteúdo, com direito a 5 CDs, 8 LPs de vinil 180 gramas, um livreto com 96 páginas e outro com 44 páginas repletos de fotos, textos e informações detalhadas sobre as gravações e também memorabilia. São 70 faixas no total, sendo 42 delas nunca antes lançadas, entre demos, versões alternativas e quetais. Essa versão tem uma caixa de madeira como embalagem e também traz um blu-ray de áudio com mixagem em surround Atmos hi-res.

Em comunicado enviado à imprensa, Dhani fala sobre essa versão do álbum:

“Trazer maior clareza sonora a este álbum sempre foi um dos desejos do meu pai, e era algo em que estávamos trabalhando juntos até ele falecer, em 2001. Agora, 20 anos depois, com a ajuda de novas tecnologias e o extenso trabalho de mixagem de Paul Hicks, realizamos esse desejo e apresentamos a vocês este lançamento muito especial do 50º aniversário de talvez sua maior obra de arte. Todos os desejos foram atendidos”.

Eis as faixas da versão em 5 CDs de All Things Must Passs:

Disc 1 (Main Album)
1. I’d Have You Anytime
2. My Sweet Lord
3. Wah-Wah
4. Isn’t It A Pity (Version One)
5. What Is Life
6. If Not For You
7. Behind That Locked Door
8. Let It Down
9. Run Of The Mill

Disc 2 (Main Album)
1. Beware Of Darkness
2. Apple Scruffs
3. Ballad Of Sir Frankie Crisp (Let It Roll)
4. Awaiting On You All
5. All Things Must Pass
6. I Dig Love
7. Art Of Dying
8. Isn’t It A Pity (Version Two)
9. Hear Me Lord
10. Out Of The Blue *
11. It’s Johnny’s Birthday *
12. Plug Me In *
13. I Remember Jeep *
14. Thanks For The Pepperoni *

* Newly Remastered/Original Mix

Disc 3 (Day 1 Demos – Tuesday 26 May 1970)
1. All Things Must Pass (Take 1) †
2. Behind That Locked Door (Take 2)
3. I Live For You (Take 1)
4. Apple Scruffs (Take 1)
5. What Is Life (Take 3)
6. Awaiting On You All (Take 1) †
7. Isn’t It A Pity (Take 2)
8. I’d Have You Anytime (Take 1)
9. I Dig Love (Take 1)
10. Going Down To Golders Green (Take 1)
11. Dehra Dun (Take 2)
12. Om Hare Om (Gopala Krishna) (Take 1)
13. Ballad Of Sir Frankie Crisp (Let It Roll) (Take 2)
14. My Sweet Lord (Take 1) †
15. Sour Milk Sea (Take 1)

Disc 4 (Day 2 Demos – Wednesday 27 May 1970)
1. Run Of The Mill (Take 1) †
2. Art Of Dying (Take 1)
3. Everybody/Nobody (Take 1)
4. Wah-Wah (Take 1)
5. Window Window (Take 1)
6. Beautiful Girl (Take 1)
7. Beware Of Darkness (Take 1)
8. Let It Down (Take 1)
9. Tell Me What Has Happened To You (Take 1)
10. Hear Me Lord (Take 1)
11. Nowhere To Go (Take 1)
12. Cosmic Empire (Take 1)
13. Mother Divine (Take 1)
14. I Don’t Want To Do It (Take 1)
15. If Not For You (Take 1)

† Previously Released

Disc 5 (Session Outtakes and Jams)
1. Isn’t It A Pity (Take 14)
2. Wah-Wah (Take 1)
3. I’d Have You Anytime (Take 5)
4. Art Of Dying (Take 1)
5. Isn’t It A Pity (Take 27)
6. If Not For You (Take 2)
7. Wedding Bells (Are Breaking Up That Old Gang Of Mine) (Take 1)
8. What Is Life (Take 1)
9. Beware Of Darkness (Take 8)
10. Hear Me Lord (Take 5)
11. Let It Down (Take 1)
12. Run Of The Mill (Take 36)
13. Down To the River (Rocking Chair Jam) (Take 1)
14. Get Back (Take 1)
15. Almost 12 Bar Honky Tonk (Take 1)
16. It’s Johnny’s Birthday (Take 1)
17. Woman Don’t You Cry For Me (Take 5)

Run Of The Mill (Take 36) (clipe)- George Harrison:

Gary Numan divulga single e vai lançar um novo álbum em maio

gary numan

Por Fabian Chacur

Gary Numan celebrou 63 anos no dia 8 deste mês. E quem ganhou um presente foram seus fãs mundo afora. O cantor, compositor e músico britânico acaba de disponibilizar nas plataformas digitais a canção I Am Screaming, que mescla climas hipnóticos a boa agitação. Trata-se da segunda faixa a ser divulgada do álbum Intruder, que a gravadora BMG (distribuída pela Warner Music) promete lançar no dia 21 de maio. A vigorosa canção que dá nome ao disco já tem clipe (veja aqui).

Intruder será o 21º álbum de estúdio desse seminal artista britânico, um dos pioneiros do synthpop e que levou essa fusão de música eletrônica, rock e pop ao topo da parada britânica, inicialmente com o grupo Tubeway Army e depois em carreira-solo iniciada com o hoje clássico álbum The Pleasure Principle (1979), que inclui o grande hit Cars, uma das músicas mais icônicas dessa praia sonora.

O rocker inglês, que já emplacou três álbuns e dois singles no topo da parada do Reino Unido, vem de um álbum de ótima repercussão, Savage (Songs From a Broken World) (2017), que atingiu o 2º posto nos charts britânicos, e tem se mantido bastante ativo nesses anos todos.

I Am Streaming– Gary Numan:

Elton John lança lyric video de uma canção gravada em 1968

elton john jewel box cover

Por Fabian Chacur

Um dos grandes lançamentos dos últimos anos para os colecionadores mais fanáticos da incrível obra de Elton John foi Jewel Box, box set com 8 CDs trazendo demos, faixas raras e outras escolhidas a dedo do repertório do astro do rock. Lógico que é o tipo de produto para poucos, pois não tem versão nacional e a importada certamente ultrapassará os mil reais para quem se atrever a encarar o desafio. Então, para nós, pobre mortais, resta ouvi-lo nas gloriosas plataformas digitais, ou curtir vídeos feitos a partir dele.

O mais recente traz a faixa Baby I Miss You, cuja demo foi gravada por Elton em 1968. Nela, fica evidente a paixão do autor de Goodbye Yellow Brick Road e tantos outros hits pela country music norte-americana. É uma canção leve, boa de se ouvir, e a qualidade do áudio é excelente. O lyric vídeo é simples e bacana, mostrando a letra e a cifra musical aparecendo na tela de acordo com o desenvolvimento da melodia.

Baby I Miss You (demo- lyric video)- Elton John:

Steve Priest, 72 anos, baixista da banda glam setentista The Sweet

Steve-Priest-400x

Por Fabian Chacur

Como diz a maravilhosa música de Milton Nascimento Encontros e Despedidas, bela parceria com o saudoso Fernando Brant, “São só dois lados da mesma viagem, o trem que chega é o mesmo trem da partida, a hora do encontro é também de despedida, a plataforma dessa estação é a vida desse meu lugar, é a vida desse meu lugar”. Nesta quarta (3), celebramos os 70 anos de idade de Suzi Quatro. Nesta quinta (4), chega a vez de nos despedirmos de Steve Priest, baixista da banda britânica The Sweet.

Priest tinha 72 anos, e sua morte foi informado pelos parentes e em seu site oficial. Ele e Suzi são estrelas de uma mesma época, a década de 1970, do glam rock, e também compartilhavam o fato de terem gravado inúmeros hits assinados pela dupla de compositores Nicky Chinn e Mike Chapman.

O músico permanecia na ativa com a sua versão do The Sweet, e inclusive estava com pelo menos nove shows agendados nos EUA e Canadá, incluindo um que seria no próximo dia 12, não fosse a pandemia do novo coronavírus.

Astros do bubblegun rock

Nascido na Inglaterra em 23 de fevereiro de 1948, Priest iniciou a banda que lhe deu fama internacional em 1968, ao lado do cantor Brian Connoly (1944-1997), do baterista Mick Tucker (1947-2002) e do guitarrista Frank Torpey, inicialmente com o nome The Sweetshop. Eles lançaram seu primeiro single, Slow Motion, naquele mesmo ano, pelo selo Fontana, e nada aconteceu. A seguir, Torpey saiu do time, dando seu lugar a Mick Stewart.

O selo Parlophone, do conglomerado EMI, o mesmo que lançou os Beatles, apostou neles, mas, após três singles que também passaram batidos, levaram o chamado cartão vermelho daquela empresa fonográfica. É aí, em 1970, que eles encontram o produtor e representante de uma editora musical Phil Wainman, que resolve tentar a sorte com aquela banda.

A editora tinha uma dobradinha de compositores ávida por sucesso, o australiano Mike Chapman e o inglês Nicky Chinn, e Wainman os escalou para compor alguma coisa para o agora The Sweeet.

Inspirados no grande sucesso daquele momento, Sugar Sugar, dos Archies (grupo fictício de desenho animado cujas músicas eram gravadas por músicos de estúdio), a dupla compôs Funny Funny. O estilo daquele tipo de música até ganhou um apelido, bubblegun rock (rock goma de mascar), graças a seu ritmo dançante e pegajoso e suas letras infantiloides e fáceis de decorar.

Deu super certo. O primeiro single do grupo com o novo time de produção e composição, a citada Funny Funny, atingiu o 11º lugar na parada britânica. O seguinte, Co-Co, foi ainda melhor, batendo no segundo posto no Reino Unido.

Tinha início a fase áurea do quarteto. Pouco antes, Mick Stewart saiu, substituído por Andy Scott (1951), uma espécie de Ringo Starr, pois entrou justo na hora em que as coisas começaram a engrenar para eles.

A marca registrada do The Sweet nesse período foi o fato de ser basicamente uma banda de singles, com o lado A sempre destinado a canções de Chinn-Chapman e o lado B às composições dos integrantes da banda. Em 1972, eles tomaram de vez os charts britânicos, com as vibrantes Poppa Joe (nº 11, foi usada na época como tema de abertura de um programa infantil de TV no Brasil), Little Willy (nº 1, o primeiro da banda) e Wig Wan Ban (nº 4).

Embora as músicas de Chinn e Chapman melhorassem a cada novo lançamento, Priest e sua turma queriam se livrar do rótulo de “banda de bubblegun”, e lados B bacanas compostos por eles como Jeannie, New York Connection e Burning (esta, uma cópia descarada, mas deliciosa, de Immigrant Song, do Led Zeppelin) provavam que os caras não eram ruins na arte de escrever canções.

Outro fator decisivo para o sucesso do The Sweet reside em seu visual andrógino, repleto de roupas de couro, cabelos longos e uma performance ao vivo repleta de sensualidade e energia.

Em 1973, finalmente o The Sweet conquistou seu primeiro hit nos EUA, com Little Willy atingindo o nº 3 na terra do Tio Sam. Na Inglaterra, a energética Blockbuster (valendo-se do marcante riff de guitarra de Mannish Boy, de Muddy Waters, que também geraria na época The Jean Genie, de David Bowie, e diversas outras músicas) chegou ao nº 1, seguidas por outros hits certeiros: Hellraiser (nº 2) e Ballroom Blitz (nº 2), esta última considerada precursora da new wave.

Em 1974, Teenage Rampage chegaria ao nº 2 no Reino Unido. Naquele momento, a parceria da banda com seus mentores começou a fazer água, pela ambição dos roqueiros em serem mais respeitados pelos críticos e público. Naquele ano, lançaram Sweet Fanny Adams, álbum mais voltado ao hard rock no qual seis das nove faixas eram da autoria deles. E, a seguir, Chinn-Chapman e Phil Waimman saíram do comando da banda.

Uma turnê de três meses pelos EUA impulsionou o Sweet no mercado americano, e o resultado foi o sucesso tardio de Ballroom Blitz (nº5) e o estouro do primeiro single com um lado A escrito por eles, a empolgante e hard Fox On The Run, que chegou ao 5º lugar por lá e ao 2º posto no mercado britânico. O álbum Desolation Boulevard (1975) também foi bem no mercado americano.

Aí, o glam rock viu sua popularidade cair, e o Sweet não saiu ileso disso. Lançou vários discos até o final dos anos 1970, mas a única faixa que realmente pegou no breu foi a espécie de power ballad Love Is Like Oxygen, que foi top 10 nos EUA e Inglaterra, o único de suas carreiras.

Como consequência de anos de convivência e também da queda do sucesso, o vocalista Brian Connoly saiu fora para investir em uma carreira-solo, com Priest e Scott se incumbindo dos vocais em seu lugar. A banda prosseguiu gravando e fazendo shows até 1982, quando, após lançar o álbum ironicamente intitulado Identity Crisis, encerrou as suas atividades da forma como os conhecemos.

Em 1988, Mike Chapman conseguiu reunir os quatro músicos com o objetivo de um disco de inéditas e uma turnê, mas não demorou muito para que os planos fossem deixados de lado. Connoly tentou criar a sua versão do The Sweet e Andy Scott fez o mesmo, mas inicialmente não deu muito certo, e infelizmente o cantor se foi em 1997, após ter lutado contra vários problemas de saúde.

Steve Priest lançou uma autobiografia em 1994 intitulada Are You Ready Steve?, cujo título foi extraído da introdução de Ballroom Blitz. Após vários projetos malsucedidos, incluindo um disco solo, Priest Precious Poems, ele resolveu fazer um projeto mais lucrativo, valendo-se do nome de sua ex-banda.

Em 2008, tinha início o Steve Priest’s The Sweet, radicado nos EUA, que gravou o disco ao vivo Live in America (2009). Enquanto isso, ainda sediado na Inglaterra, Andy Scott defendia o leitinho das crianças com o seu Andy Scott’s The Sweet. O acordo era que um não faria shows na seara do outro. E nos anos 2010, eles voltaram a se falar, após anos de desavenças, mas uma reunião nunca ocorreria.

O Steve Priest’s The Sweet fez shows em 2018 para celebrar os 50 anos da célebre banda glam, e continuava na estrada nos últimos tempos.

Veja mais clipes do The Sweet aqui.

Ballroom Blitz (clipe)- The Sweet:

Curved Air e Renaissance tocam juntos no Brasil em março/2020

Sonja-Kristina4-400x

Por Fabian Chacur

Se você é daqueles que perdeu a oportunidade de ver o show do grupo britânico Renaissance no Brasil em 2017 e se arrepende amargamente, uma ótima notícia. Boa mesmo. A banda da cultuada vocalista Annie Haslam não só irá voltar ao nosso pais como de quebra ainda terá como parceira uma banda também britânica que nunca se apresentou por aqui, a Curved Air, capitaneada por outra diva do canto roqueiro progressivo, Sonja Kristina (FOTO). Os shows serão realizados em março de 2020, em São Paulo (Espaço das Américas), Rio de Janeiro (Vivo Rio) e Belo Horizonte (Palácio das Artes). Veja o serviço no fim deste post.

A união dessas duas bandas em uma mesma turnê é bem pertinente, por razões de estilo e mesmo de época. A Renaissance surgiu em 1969 formada por dois ex-integrantes da célebre banda Yardbirds, o cantor Keith Relf e o baterista e compositor Jim McCarthy. A fase inicial teve como marca várias mudanças de formação, mas o time se consolidou a partir da entrada de Annie Haslam em 1971, com McCarthy se restringindo às composições por mais alguns anos.

Os dois primeiros álbuns do grupo com Haslam, Prologue (1972) e Ashes Are Burning (1973), tornaram-se clássicos do rock progressivo de pegada folk britânica, e um de seus pontos altos passou a ser o guitarrista e compositor Michael Dunford, efetivado no time a partir do álbum Turn Of The Cards (1974). Em 1978, emplacaram seu maior hit no formato single, Northern Lights, também faixa de seu oitavo álbum, A Song For All Seasons.

Em 1987, o Renaissance saiu de cena, ensaiando rápidos retornos e só voltando a ativa de vez em 2009, mantendo Haslam e Michael Dumford, que infelizmente nos deixou em novembro de 2012, na parte final das gravações do álbum Grandine Il Vento (Symphony Of Light), lançado em 2013. A cantora resolveu seguir adiante com a banda, em constantes turnês.

Por sua vez, o grupo Curved Air iniciou as suas atividades em 1970, também centrado em bem concatenada fusão de música folk britânica, rock progressivo, jazz fusion e música erudita. Seus três primeiros álbuns, respectivamente Air Conditioning (1970), Second Album (1971) e Phantasmagoria (1972) atingiram os primeiros postos da parada britânica.

Em 1975, entrou no time um jovem baterista que durante 16 anos foi o marido de Sonja Kristina: ninguém menos do que Stewart Copeland, que participou dos álbuns Midnight Wire (1975) e Airbone (1976), este último sua estreia como compositor. Com a separação da banda, em 1976, Copeland iniciou uma efêmera carreira-solo com o pseudônimo Klark Kent e a seguir entrou em uma banda com um certo Sting, uma tal de The Police…

A Curved Air ensaiou um retorno nos anos 1980, mas saiu de cena totalmente entre 1990 e 2008, com Sonja se tornando artista solo. O grupo voltou com nova formação a partir de 2008, e lançou um novo álbum, North Star (2014). Além da voz deliciosa de Sonja, que rendeu hits como Back Street Luv, a banda britânica foi uma das pioneiras no intuito de ter em sua formação o violino elétrico.

Serviço dos shows:

19 de Marco de 2020 (quinta feira)– 21h30

Local: Espaço das Américas (Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo –fone 0xx11- 3868-5860

Site www.espacodasamericas.com.br

Realização Top Cat Produções Artísticas & Espaço Das Americas

PREÇOS:

Setor Platinum R$ 360,00 e R$ 180,00

Setor Azul Premium R$ 240,00 e R$ 120,00

Setor Azul R$ 200,00 e R$ 100,00

Setores A,B,C & D R$ 180,00 e R$ 90,00

Setores E,F,G & H R$ 140,00 e R$ 70,00

Setores PCD R$ 70,00

21 de Marco de 2020 (sábado)– 21h

Local Vivo Rio (Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ fone 0xx21-2272-2901

Site www.vivorio.com.br

Realização Top Cat Produções Artísticas & Vivo Rio

Atenção: para setores com mesa, a compra de um ingresso garante um assento na mesa selecionada, mas não em uma cadeira específica. Os assentos são ocupados por ordem de chegada.

Camarote A R$ 400,00

Camarote B R$ 380,00

Camarote C R$ 300,00

Frisa R$ 360,00

Setor 1 R$ 400,00

Setor 2 R$ 380,00

Setor 3 R$ 360,00

Setor 4 R$ 300,00

Setor 5 R$ 280,00

22 de Marco de 2020 (domingo)- 21h

Teatro Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537 – Centro, Belo Horizonte 0xx31- 3236.7400

Site fcs.mg.gov.br

Realização Top Cat Produções Artísticas & Malab Produções

Plateia 1 R$ 380,00

Plateia 2 R$ 340,00

Plateia 3 R$ 300,00

Back Street Luv– Curved Air:

© 2021 Mondo Pop

Theme by Anders NorenUp ↑