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Tag: rock paulista anos 1980

Voluntários da Pátria se reúnem e lançam uma canção inédita

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Por Fabian Chacur

Uma das mais emblemáticas bandas do rock paulista dos anos 1980 está de volta. Os Voluntários da Pátria acabam de disponibilizar nas plataformas digitais um novo single, O Voluntário (ouça aqui). É a primeira faixa inédita desde o seu primeiro e único álbum, o icônico Voluntários da Pátria (1984), lançado pelo histórico selo Baratos Afins.

A formação clássica desse grupo de pós-punk de São Paulo traz Nasi (vocal) e Ricardo Gaspa (baixo), ambos também do Ira! na época, Thomas Pappon (bateria), que depois seria conhecido como integrante de outra banda clássica daquele período, a Fellini, e também Giuseppe Frippi Lenti (guitarra) e Miguel Barella (guitarra, integrante da banda tecnopop Agentss).

O grupo já havia se reunido para shows em 2016 e 2019, e seus integrantes se mantiveram em contato através de um grupo de WhatsApp. Durante a pandemia, surgiu a ideia de gravarem algo inédito, e isso foi feito de forma remota, valendo-se de recursos atuais que nem se imaginavam possíveis nos anos 1980. A distribuição digital de O Voluntário está a cargo da Ditto Music.

Ouça o álbum Voluntários da Pátria (1984) em streaming:

Kiko Zambianchi faz shows virtuais e anuncia lançamento de selo

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Por Fabian Chacur

Kiko Zambianchi, um dos artistas mais talentosos da geração do pop-rock brasileiro dos anos 1980, fará seis apresentações gratuitas de seu mais recente show, intitulado Bem Bacana Demais, na plataforma virtual Sympla. As performances serão exibidas de 16 a 18 e de 23 a 25 deste mês, sempre de sexta a domingo e com início às 21h. Ele também acaba de anunciar a criação de um selo e editora musical, que lançará em breve trabalhos da banda de rock O Surto e do rapper Nego Jam.

Além de Kiko no vocal e guitarra, teremos uma banda de apoio composta por Marcello Schievano (guitarra), Glecio Nascimento (baixo), Eduardo Escalier (bateria) e Henrique Cepulveda (teclados). O repertório trará hits de sua carreira como Rolam as Pedras, Primeiros Erros e Eu Te Amo Você e composições mais recentes, entre as quais a que dá título ao show e também Luas e Luas, Livres Pelo Amor e Mina de Respostas.

Oriundo de Ribeirão Preto (SP), Kiko lançou nos anos 1980 quatro ótimos álbuns pela gravadora EMI-Odeon: Choque (1985), Quadro Vivo (1986), Kiko Zambianchi (1987) e Era das Flores (1989), nos quais mostrava uma inteligente fusão de rock melódico, r&b a la Prince e pós-punk com tempero de The Cure e outras bandas dessa praia. Fez sucesso, mas menos do que merecia.

Nas décadas seguintes, esteve mais distante dos holofotes da mídia. Nos anos 1990, lançou apenas um álbum, o extremamente interessante KZ (1997-Continental-Warner), no qual mergulhou em sonoridades eletrônicas com muita competência. Outro CD só apareceria em 2002, Disco Novo (pela Abril Music), no qual retornava ao pop-rock e cuja divulgação foi prejudicada pelo fim abrupto da gravadora. Ele lançou em 2013 o álbum Ao Vivo Acústico e músicas para a trilha do filme Charlotte SP (2016)

Bem Bacana Demais (ao vivo)- Kiko Zambianchi:

Ciro Pessoa, 62 anos, o eterno Pete Best dos Titãs e algo mais

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Por Fabian Chacur

Quase todo grupo musical de grande sucesso tem em sua história algum ex-integrante que saiu do time bem na hora em que as coisas começaram a dar certo. Essa situação pode ser rotulada como “síndrome de Pete Best”, o célebre baterista que foi mandado embora dos Beatles logo quando eles iriam gravar o seu primeiro single, em 1962. Guardadas as devidas proporções, esse foi o papel exercido por Ciro Pessoa nos Titãs. O cantor, compositor e musico paulistano nos deixou na madrugada desta terça-feira (5), possivelmente vítima da Covid-19.

Nascido em 12 de junho de 1957, Ciro integrou a formação original dos Titãs em 1981, e se manteve no grupo até 1983, quando resolveu sair para se dedicar a outros projetos. Ele, no entanto, teve músicas com sua coautoria gravadas pela banda, os hits Sonífera Ilha, Babi Indio, Toda Cor, Dona Nenê e Homem Primata, além de Sonho Com Você, que lhe renderam direitos autorais.

Ciro voltou à tona em 1987 com uma banda que ele tocava paralelamente aos Titãs, a Cabine C, que lançou seu primeiro e único disco naquele mesmo ano. O LP tem como título Fósforos de Oxford, e foi o único lançado pelo selo RPM Discos, montado pela banda de Paulo Ricardo. Com pouca divulgação e distribuição, o disco passou meio batido.

Com uma sonoridade inspirada no pós-punk de bandas como The Cure, o disco não teve uma recepção muito favorável por parte da imprensa. O crítico Marcelo Orosco Velehov fez uma resenha ácida, com direito a uma frase que dizia mais ou menos isso: “a voz monocórdia de Ciro fez com que músicas já bastante parecidas entre si soassem como a mesma”.

Posteriormente, Pessoa investiu em outros projetos, incluindo trabalhos solo como No Meio da Rua Eu Grito Help (2003), e também teve músicas gravadas pelo Ira!, além de publicar nas redes sociais opiniões políticas polêmicas, incluindo elogios a um certo Olavo de Carvalho.

obs.: valeu pelo toque em relação ao fato de o Cabine C já estar na ativa quando Ciro Pessoa ainda estava nos Titãs, meu caro Raphael Rodrigues! Correção devidamente feita!

Homem Primata– Titãs:

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