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Tag: single maio 2021

The Wandering Hearts grava com o músico country Marty Stuart

the wandering hearts 400x

Por Fabian Chacur

Fortemente influenciado pela música country de raiz, o trio britânico The Wandering Hearts lançará o seu segundo álbum, autointitulado, em 30 de julho. O trabalho será disponibilizado no exterior em CD, LP de vinil, fita-cassete e nas plataformas digitais. Uma de suas faixas acaba de ser lançada no meio digital. Trata-se de Dreams, que marca uma importante colaboração na carreira do grupo, pois conta com a participação de seus autores, os astros da música country norte-americana Marty Stuart e Connie Smith.

Marty Stuart tem uma sólida carreira-solo que lhe rendeu até o momento 5 troféus Grammy, o Oscar da música. De 1980 a 1985, ele integrou a banda de Johnny Cash, e entre outros trabalhos ao lado do saudoso mestre do country e do rock participou do histórico álbum Class Of ’55 (1985), que reuniu Cash, Carl Perkins, Roy Orbison e Jerry Lee Lewis. Por sua vez, Connie Smith é uma badalada cantora country, e também esposa de Stuart.

Deliciosa, a canção Dreams tem tudo para se tornar um clássico no recente repertório da música country. Nela, AJ Dean-Revington (vocal e guitarra), Chess Whiffin (vocal e mandolim) e Tara Wilcox (vocal) dão uma boa amostra de seu entrosamento e talento. O grupo iniciou sua carreira em 2015 e lançou em 2017 seu álbum de estreia, Wild Silence. Em 2019, Tim Prottey-Jones, um dos fundadores da banda, saiu para se dedicar com exclusividade às funções de produtor e compositor para outros artistas.

O contato inicial entre Marty Stuart e o The Wandering Hearts ocorreu em 2017, quando fizeram uma turnê conjunta pelo Reino Unido. Além do country de raiz, o hoje trio também mostra influências de artistas clássicos como Simon & Garfunkel e Fleetwood Mac e também de outros craques das novas gerações, como Jade Bird e The Lumineers.

Dreams– The Wandering Hearts:

Duran Duran inova com um clipe feito com inteligência artificial

Duran Duran - Divulgação 3

Por Fabian Chacur

Seis anos após Paper Gods (2015), o Duran Duran anuncia um novo álbum. Trata-se de Future Past, que a gravadora BMG promete lançar no dia 22 de outubro. O 1º single a ser extraído do que será o 15º álbum de estúdio do agora quarteto britânico, Invisible, traz como grande novidade um clipe feito por inteligência artificial, a Huxley, criada pela Nested Minds Solutions. A música traz ecos de trabalhos anteriores do grupo, e tem tudo para agradar os fãs.

A nova faixa foi produzida por Erol Alkan e conta com a participação do guitarrista Graham Coxon, integrante da banda britânica Blur. Outros produtores se incumbiram das outras faixas, entre eles os consagrados Giorgio Moroder e Mark Ronson. Também marcarão presença no álbum a cantora sueca Lykke Lu e o pianista Mike Garson, este último conhecido por seus trabalhos com David Bowie, incluindo o incrível solo em Aladdin Sane.

No momento, o Duran Duran traz quatro dos integrantes de sua formação clássica: Simon Le Bon (vocal), John Taylor (baixo), Nick Rhodes (teclados) e Roger Taylor (bateria). Em press release enviado à imprensa, o cantor fala sobre como surgiu o álbum e também o single Evolution:

“Quando entramos em estúdio pela primeira vez, no final de 2018, eu estava tentando convencer os caras que tudo o que precisávamos fazer era escrever duas ou três faixas para um EP. Quatro dias depois, tínhamos a base de 25 canções muito fortes, que precisamos desenvolver com calma. Então aqui nós estamos, em 2021, com nosso 15º álbum de estúdio. Abrimos com Invisible, sobre um relacionamento unilateral que se tornou algo maior, sobre uma multidão que não quer ser silenciada ou deixada de lado. Parece algo certo para o agora”.

Invisible (clipe)- Duran Duran:

Zélia Duncan lança um single e promete álbum para o dia 28

zelia duncan capa single 2021

Por Fabian Chacur

Vivemos tempos estranhos, como todos sabem. E alguns artistas buscam trazer esse clima para seus trabalhos. Uns acertam, outros erram, mas é válido tentar traduzir em palavras e notas musicais um momento complicado. Zélia Duncan nos oferece um exemplo dessa vertente autoral com Onde é Que Isso Vai Dar?, parceria com Juliano Holanda no melhor estilo balada folk pop. A melodia é linda, e a letra capta bem essa angústia de 2021 de uma forma que pode se identificar com outras eras semelhantes. Em palavras mais diretas, um golaço musical.

Trata-se da 1ª amostra de um novo álbum de inéditas da cantora, compositora e musicista, Pelespírito, previsto para sair dia 28 e que marca o seu retorno à gravadora Universal Music após alguns anos. Em press release enviado à imprensa, ela explica a motivação por trás de sua nova canção:

“É, literalmente, um diálogo meu com o Juliano. Um dia, fizemos uma música cujo resultado nos deixou feliz. Foi quando ele me mandou uma mensagem dizendo o quanto ele estava bem por estar compondo e que isso estava sendo bom pra ele nesse tempo. E aí eu respondi: ‘Te digo o mesmo. Isso me provoca’. O Juliano, que também é um poeta, mandava umas frases para mim e eu devolvia com outras. E assim isso ia virando estrofes como “ando sensível / coração na boca”. Foi dessa forma que fomos construindo o diálogo nessa canção, que é tão especial para mim. Essa é umas das músicas que me fez querer fazer o disco”.

Onde é Que Isso Vai Dar? (clipe)- Zélia Duncan:

Ivan Lins, Joyce Moreno e Marcos Valle em uma agridoce ode ao Rio

ivan lins joyce moreno marcos valle

Por Fabian Chacur

Coincidência triste o fato de Casa Que Era Minha ser lançada nesta sexta (7), um dia após o terrível morticínio ocorrido no Rio de Janeiro, vitimando 25 pessoas. A composição, que marca a primeira parceria entre Ivan Lins, Joyce Moreno e Marcos Valle, está disponível nas plataformas digitais pela gravadora Deck. Um clipe gravado de forma remota também pode ser curtido, como forma de ilustrar um “sambossa” de tom agridoce que ao mesmo tempo homenageia e lamenta o atual estado de coisas na outrora Cidade Maravilhosa.

Essa canção já nasceu clássica, e conta com uma letra repleta de sutileza e lirismo escrita por Joyce Moreno, que canta e toca seu violão envolvente. Ivan Lins e Marcos Valle, que se incumbiram dos teclados, também se alternam com a cantora nos vocais. Completam o time de músicos Alberto Continentino (baixo), Renato Massa Calmon (bateria) e Jessé Sadoc (flugelhorn). O resultado é um banho de delicadeza e melancolia, que no entanto injeta esperança em que a ouvir de que tempos melhores possam invadir o nosso querido Rio de Janeiro.

Eis a letra de Casa Que Era Minha:

Minha bem amada
Casa que era minha
Quem te maltratou
Te fez tão sozinha
Diga

Musa abandonada
Por tudo que tinha
Quem vai te salvar
Das aves daninhas
Diga

Quem me dera te proteger
Desses tantos perigos
Aquela que é mãe pra nós
E que nos criou
Com sua voz

Ó cidade amada
Minha patriazinha
Deixa eu te abraçar
Sonhar que ainda és minha
Minha

Casa Que Era Minha (videoclipe)- Ivan Lins, Joyce Moreno e Marcos Valle:

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