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Tempo Feliz é livro que conta a história de uma bela aventura

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Por Fabian Chacur

Uma forma interessante de estudar a história da música brasileira é se deter na trajetória das gravadoras, especialmente as independentes ou de pequeno e médio porte. É através delas que muita coisa importante aconteceu. Um bom exemplo é a Forma, criada por Roberto Quartin e Wadi Gebara em 1964 e que se manteve assim até 1967, quando foi vendida para a CBD (cujo acervo hoje pertence à Universal Music). Eis a missão assumida pelo jornalista Renato Vieira, que mergulhou fundo nela e nos proporcionou o excelente livro Tempo Feliz- A História da Gravadora Forma (Kuarup Música).

Além das tradicionais entrevistas com boa parte dos principais envolvidos com o enredo do tema que resolveu abordar, Vieira teve uma ideia bastante interessante. Como o acervo de lançamentos da Forma em seu período independente comporta um número pequeno de títulos (pouco mais de 20), ele nos traz uma análise de cada um deles, com direito a fichas técnicas, textos das contra-capas e também uma análise inteligente dos discos, incluindo desempenho comercial e repercussão na imprensa.

Além disso, ele nos situa de forma basante precisa naquele período da história do Brasil, quando o golpe militar havia acabado de ocorrer e as perseguições à área cultural foram aos poucos aumentando, além do clima favorável à bossa nova no exterior, graças ao mitológico show no Carnegie Hall em 1962 e principalmente ao estouro do álbum Getz-Gilberto (1964), que vendeu muito e rendeu 4 troféus Grammy ao músico americano Stan Getz e seus talentosos parceiros brazucas.

É dentro dessa dualidade medo/esperança que a Forma surge. Ela é fruto do idealismo quase irresponsável do jovem Roberto Quartin, que se une a um profissional do meio musical, o alemão Peter Keller, para criar um selo musical que teria seus discos prensados e distribuídos pela CBD. Keller saiu da sociedade antes mesmo do lançamento do 1º álbum, e o também jovem músico amador e arquiteto Wadi Gebara acabou sendo o seu parceiro de fato nessa ousada empreitada.

Quartin tinha como objetivo lançar discos de artistas extremamente talentosos e que admirava muito, mesmo sem saber se poderiam lhe dar um retorno comercial que viabilizasse o negócio. Cada álbum teria apresentação luxuosa, com direito a capas duplas, textos assinados por nomes importantes da cultura brasileira e fichas técnicas completas. E assim foi feito, mesmo sob o olhar assustado de Gebara em vários momentos, ele mais próximo do lado financeiro dessa operação.

Em termos musicais, deu muito certo. Entre outros, lançou o mitológico Os Afro-Sambas, firmando a célebre parceria de Baden Powell e Vinícius de Moraes, os primeiros discos do seminal Quarteto em Cy, o icônico Coisas, do maestro Moacir Santos e discos importantes e marcantes dos então ainda novatos Eumir Deodato e Victor Assis Brasil, só para citar alguns.

O duro é que, por circunstâncias as mais diversas, esses discos foram acumulando prejuízos, e em 1966 o próprio Quartin resolveu se mandar, deixando a encrenca nas mãos de Gebara. A Forma só se manteve no mesmo espírito independente até 1967, quando foi vendida para a CBD e tornou-se apenas um selo como outro qualquer até 1971, quando enfim saiu de cena. Mas sua história ficou marcada.

Com um texto fluente e consistente, Renato Vieira nos conta essa história com muita riqueza de detalhes e bastidores, e que mostra um pouco do idealismo em prol da criação de espaços nobres para lançamentos de artistas que praticassem a boa música brasileira que gerou empreitadas como esta Forma e também a mais conhecida delas, a Elenco de Aloysio de Oliveira, outra que acabou sendo incorporada ao acerco da gloriosa CBD.

Roberto Quartin ainda faria algumas produções eventuais, após deixar a Forma, e nos deixou em 2004, aos 62 anos de idade. Wadi Gebara saiu de vez da cena musical sem um tostão, e voltou a se dedicar à arquitetura, sendo uma das fontes deste livro e quem sugeriu o belo título. Ele infelizmente nos deixou antes de vê-lo publicado, em 2019, aos 81 anos.

Ao desabafar um dia com o amigo Roberto Menescal sobre o fato de ter perdido todo o dinheiro que tinha com o projeto da Forma, Gebara ouviu de um dos grandes craques da bossa nova uma frase lapidar, e com um trocadilho matador: “Wadi, foi a melhor forma de você perder dinheiro”.

Os Afro-Sambas- Baden e Vinícius (ouça em streaming):

Antonio Adolfo mergulha em Jobim de um jeito todo seu

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Por Fabian Chacur

Antonio Adolfo teve o privilégio de iniciar a sua brilhante carreira como músico nos anos 1960, quando o Brasil vivia uma efervescência musical acompanhada com muito prazer por seu próprio povo e também no exterior. Nesse contexto, a bossa nova era um dos principais caminhos, e nele, havia um Maestro Soberano, um certo Tom Jobim. Que não só o inspirou como também se tornou um amigo querido. E agora chega a vez de homenagear esse grande craque. Aliás, caso típico de um craque homenageando o outro: Jobim Forever (AAM Music), já disponível nas plataformas digitais e em CD.

Antes de iniciar a análise do trabalho em si, valem algumas palavrinhas introdutórias. Já li e ouvi por aí muitas restrições em relação a novas releituras da obra de Tom Jobim, especialmente quando engloba momentos mais conhecidos de seu maravilhoso songbook. Sim, muita gente já bebeu nessa fonte. E daí? Cada novo trabalho lançado com este repertório merece ser analisado de forma individual, deixando de lado preconceitos. E, neste caso aqui, estamos a anos luz de uma abordagem conservadora, diluída ou mesmo conformista-comercial. O sarrafo é bem alto.

Aos bem vividos 74 anos de idade (vale lembrar que Jobim nos deixou em 1994, aos 67 anos), Antonio Adolfo esbanja vitalidade, criatividade e produtividade, lançando novos trabalhos em períodos relativamente curtos e sempre buscando oferecer ao seu ouvinte um produto artístico de primeiríssima qualidade. E não seria justo com músicas de um dos artistas que mais o influenciaram que ele deixaria essa peteca ir ao chão.

Novamente acompanhado por uma banda integrada por craques do gabarito de Lula Galvão (guitarra), Jorge Helder (contrabaixo), Paulo Braga (bateria), Rafael Barata (bateria), Jessé Sadoc (trumpete e flugelhorn), Danilo Sinna (sax alto), Marcelo Martins (sax tenor e soprano e flauta), Rafael Rocha (trombone), Dada Costa (percussão) e Zé Renato (vocais em A Felicidade), Antonio pilota seu piano com a fluência habitual, com direito àqueles timbres maravilhosos que o caracterizam e um swing que só quem tem muito talento e ama o que faz pode nos oferecer com tanta categoria.

Os arranjos são de uma inspiração ímpar, e seguem um padrão com cara jazzística, pois nos apresentam as melodias originais com muita categoria e depois abrem espaços para que os diversos instrumentos envolvidos deem seus recados, em uma coesão perfeita e explorando elementos presentes nas composições e os expandido com uma fluência simplesmente impressionante. Toda essa criatividade, vale registrar, a serviço dos nossos ouvidos, pois Jobim Forever é daqueles discos que fluem deliciosamente a cada nova audição.

O repertório traz nove faixas, sendo oito delas composições lançadas dos anos 1960 e uma nos 1950. Certamente Antonio Adolfo mergulha nos seus anos formativos, relendo músicas que provavelmente tocou nos bares da vida e com suas bandas daqueles mágicos anos 1960 e 1970. Entre outras, temos aqui The Girl From Ipanema, Wave, A Felicidade e Estrada do Sol, tocadas com uma excelência e inspiração incomparáveis.

Tom Jobim foi certamente um dos grandes nomes da história da música brasileira e mundial, e uma das suas marcas era uma generosidade e humildade impressionantes. Consigo imaginar o sorriso que ele abriria ao ouvir esse álbum, uma obra-prima que está liderando há semanas a parada da revista americana JazzWeek. Certamente iria render um bom papo entre esses dois gênios, regado a belas reminiscências, uisquinho e chopes. O título deste álbum é simples, e diz tudo. Mas vou além: Antonio Adolfo Forever!

Garota de Ipanema (clipe)- Antonio Adolfo:

Fernanda Takai, Marcos Valle e Roberto Menescal visitam o Tom

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Por Fabian Chacur

Uma parte do charme da bossa nova fica por conta de ter nascido em torno de reuniões informais e intimistas de amigos em apartamentos cariocas para tocar suas canções. A semente de O Tom da Takai (2018), álbum que reuniu Fernanda Takai e dois dos papas da bossa, Marcos Valle e Roberto Menescal, surgiu assim, e gerou um belo CD, que agora ganha a esperada releitura ao vivo. O Tom da Takai Ao Vivo, lançado pela gravadora Deck, está disponível em DVD físico e também nas plataformas digitais.

A vocalista do Pato Fu participava de um show em homenagem a Tom Jobim e, em um determinado momento, Menescal sugeriu que ela gravasse um disco com aquele tipo de canção. A moça topou na hora, e Valle, que estava lá também, de bate pronto se incluiu no projeto, que a gravadora Deck encampou. Além das afinidades musicais, o que deu liga à parceria do trio foi a afinidade pessoal entre eles, no melhor estilo “bons amigos trabalhando juntos”.

Para a versão ao vivo do álbum, foi escolhido como palco uma suíte do Hotel La Suite By Dussol, que tem uma belíssima visão das praias cariocas como cenário. Além de Takai (vocal principal), Marcos Valle (teclados e vocais) e Roberto Menescal (guitarra e vocal), quatro músicos selecionados a dedo entraram no time. O veterano Fernando Merlino, por exemplo, se incumbiu dos teclados.

O excelente Thiago Delegado, também conhecido como cantor e compositor de destaque das novas gerações, ficou incumbido do violão, enquanto os competentes e talentosos Caio Plínio e Diego Mancini se incumbiram, respectivamente, de bateria e baixo. O entrosamento e o swing deles se mostrou perfeito para a missão de encarar um repertório tão bom e sofisticado.

Em clima descontraído, Fernandinha interpretou as 13 músicas do álbum original, uma adicional do próprio Tom (Once I Loved- Amor em Paz), uma de Marcos Valle (Samba de Verão) e outra de Roberto Menescal (um pot-pourry incluindo O Barquinho e sua versão para o japonês, Kobune), em um total de 16 faixas. Entre uma e outra, o trio principal relembra deliciosas histórias envolvendo essas composições de Tom, bastidores da nossa música e também sobre a parceria deles nesse projeto.

Como já havia ficado claro em trabalhos anteriores dela, a voz da cantora do Pato Fu se mostra mais do que adequada para esse tipo de repertório, e brilha ainda mais do que a média já alta em Olha Pro Céu, Brigas Nunca Mais, Estrada do Sol e Esquecendo Você. Menescal faz dueto com ela em Ai Quem Me Dera, enquanto Valle exerce esse papel em Discussão, Fotografia e Samba de Verão.

Uma boa sacada foi ter colocado Fernanda e Menescal sentados em um sofá repleto de almofadas, com os outros músicos próximos e bem distribuídos pelo cenário. Temos também uma pequena plateia, em meio à qual se destaca Zélia Duncan, mas que só se manifesta com palmas em raros momentos, como forma de ressaltar a atmosfera delicada do evento.

Houve quem questionasse o fato de Fernanda Takai ter relido músicas de Tom Jobim, um autor já tão abordado por outros artistas, mas seria um pecado que alguém tão talhada para essa missão como ela deixasse uma oportunidade como essa passar batida. Ainda mais ao lado de dois dos grandes estilistas do gênero. Tom certamente deve estar sorrindo feliz, onde estiver, ao ver e ouvir suas obras tão bem abordadas por esse septeto afiado e inspirado.

Olha Pro Céu (ao vivo)- Fernanda Takai:

Tom Jobim, um maestro soberano e um ser humano como todos nós

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Por Fabian Chacur

Imagino o orgulho de quem teve a honra de entrevistar mitos do mundo da música como Elis Regina, Adoniran Barbosa, Ary Barroso, John Lennon e David Bowie, por exemplo. Esses infelizmente não fazem parte do meu currículo. Mas não posso reclamar, pois Paul McCartney, James Taylor, Cazuza, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Luciano Pavarotti e Gonzaguinha estão nele. E um certo Tom Jobim, também.

Tom, que nos deixou há 25 anos, mais precisamente no dia 8 de dezembro de 1994, aos 67 anos, é um dos nomes mais importantes da história da nossa cultura popular. Conhecido e venerado nos quatro cantos do mundo, poderia ter sido um cara arrogante e difícil, pois tinha currículo para justificar isso. No entanto, primava pela simplicidade, bom humor e gentileza, tendo deixado belas recordações para quem teve a oportunidade de conviver com ele.

Descobri por conta própria essas características em um dia lá pelos idos de 1988. O Maestro Soberano iria fazer um show ao ar livre no Parque do Ibirapuera ou outro local do gênero no fim daquela semana, e meu editor na época no hoje extinto Diario Popular, de São Paulo, pediu para que eu tentasse entrevistá-lo. O artista estava hospedado no hotel Maksoud Plaza, e resolvi arriscar.

Ao ligar, pedi à telefonista do hotel que me transferisse para o quarto de Tom Jobim. Normalmente isso não costuma ocorrer de forma imediata quando você procura alguém ilustre, mas me dei bem aqui. E quem me atendeu foi o próprio. “Oi, Tom, aqui é o Fabian, do Diario Popular. Gostaria de fazer uma entrevista com você por telefone sobre o show de domingo, seria possível?”.

“Oi, Fabian, bom dia. Olha, agora (liguei para ele por volta das 11 horas da manhã) eu não tenho como te atender. Será que você poderia me ligar de novo por volta das 14h? Aí eu certamente estarei disponível para conversar com você”. Concordei sem mais rodeios e coloquei o fone no gancho, crente de que, no horário combinado, ele certamente não estaria, ou alguém me daria algum tipo de desculpa e ficaria por isso mesmo.

A minha expectativa negativa não era em razão de pessimismo. É que, normalmente, esse tipo de entrevista só costuma ocorrer quando um assessor de imprensa entra em cena, e é esse profissional quem oferece ao jornalista uma oportunidade como essa. Difícil você conseguir direto com o artista, no caso de alguém com o porte de um Tom Jobim. Ainda mais para um jornal como o Diario, que não tinha (injustamente, por sinal) o respeito dado a concorrentes na época como a Folha, o Estadão, o Globo, Jornal da Tarde e Jornal do Brasil.

Preparado para a missão, mas cético sobre se a mesma seria concretizada, liguei na hora combinada. E não é que Tom me atendeu? Mais: ainda me pediu desculpas por não ter me atendido na tentativa anterior! Aí, iniciei o papo, delicioso por sinal, que durou uma meia hora, mais ou menos.

De tudo o que perguntei, lembro basicamente da resposta que ele me deu ao questioná-lo sobre os direitos autorais que tinha ganho no exterior com Garota de Ipanema e tantos outros sucessos marcantes. Ele me explicou que os valores eram muito menores do que as pessoas imaginavam, e justificou: “Fabian, na época eu era jovem, a gente não lia aquelas letrinhas miúdas dos contratos…”

Reencontrei esse gênio da música no finalzinho de 1989 ou no começo de 1990, não sei precisar exatamente a data, quando Tom foi nomeado o primeiro reitor e presidente de conselho da então Universidade Livre de Música, criada pelo na ocasião governador do estado de São Paulo Orestes Quercia.

Era uma entrevista coletiva, realizada no mesmo Maksoud Plaza, hotel situado próximo à avenida Paulista e um dos mais badalados naquele período. Aí, foi pessoalmente, e aquela simpatia do primeiro encontro se mostrou ainda mais forte, além do carisma e inteligência desse ilustre entrevistado.

A principal marca daquele segundo (e, infelizmente, último) encontro com o autor de Wave ficou em sua parte final. Estava fazendo aquela matéria junto com a fotógrafa Patricia Gatto (o site dela está aqui), uma fã assumida do nosso entrevistado. No final, ela me pediu para que eu tirasse uma foto dela com Tom.

Fotógrafo amador, no máximo, resolvi encarar o desafio pela amizade com ela, uma excelente profissional e muito simpática. Para ser sincero, não me lembro se o resultado prestou, mas fiz o possível. E vacilei feio, também, por não ter pedido um autógrafo ao Tom. Marquei uma bobeira clássica!

Vale lembrar que meu primeiro contato com a música de Tom Jobim ocorreu de forma curiosa, quando tinha 10 anos de idade e meu irmão comprou um exemplar do Disco de Bolso, projeto pioneiro do Pasquim que trazia, como brinde, um compacto simples de vinil com duas músicas.

No lado A, a primeira versão de Águas de Março, em andamento bem mais rápido do que o de gravações posteriores. Do lado B, a intensa Agnus Sei, de um cantor, compositor e violonista mineiro ainda desconhecido, de nome João Bosco.

Gostava tanto daquele compacto que, alguns meses depois, quando nossa professora de português do ginásio pediu a cada aluno escolher uma música para tocar na classe durante uma aula, não vacilei em escolher Águas de Março.

Os coleguinhas não curtiram tanto quanto eu ouvir esse hoje clássico da música brasileira, mas eu amei, e nunca poderia imaginar que, quase 20 anos depois, teria esses contatos bacanas com seu autor.

Águas de Março– Tom Jobim e Agnus Sei– João Bosco:

Fernanda Takai lança clipe de Estrada do Sol e fará um show

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por Fabian Chacur

Já está no ar o clipe de Estrada do Sol, uma das faixas de O Tom da Takai, novo trabalho solo de Fernanda Takai que está disponível em CD e nas plataformas digitais pela gravadora Deck e em vinil e fita cassete pela Polysom. O álbum traz composições de Tom Jobim, e conta com produção e participação de dois craques da bossa nova, Roberto Menescal e Marcos Valle.

As cenas do clipe foram registradas em um estúdio durante as gravações do disco, e mostram em cena, além da cantora do Pato Fu, os músicos Roberto Menescal (guitarra), Marcos Valle (Rhodes),João Cortez (bateria), Adriano Giffoni (baixo) e Adriano Souza (piano, vibrafone e órgão), um time afiadíssimo que dá a Estrada do Sol uma levada latina deliciosa que a voz suave da cantora complementa com categoria.

Fernanda mostrará o repertório de O Tom da Takai em show no Rio de Janeiro que será realizado dia 3 de agosto (sexta) no Blue Note Rio (avenida Borges de Medeiros, nº 1.424- Lagoa- fone 0xx21-3799-2500), com ingressos a R$ 75,00 (meia) e e R$ 150,00 (inteira) por sessão. Sim, teremos duas sessões no mesmo dia, uma às 20h e a outra às 22h30.

Estrada do Sol (clipe)- Fernanda Takai:

Danilo Caymmi revisita hits e releituras com show em SP

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Por Fabian Chacur

Há 50 anos, Danilo Caymmi viu pela primeira vez uma música de sua autoria, Andança (parceria dele com Paulinho Tapajós e Edmundo Souto Neto), fazer sucesso. A canção atingiu o 3º posto no Festival Internacional da Canção, interpretada por Beth Carvalho e Golden Boys. Desde então, o filho de Dorival Caymmi ampliou e muito seus horizontes profissionais. Ele se apresenta neste sábado (24) às 21h30 em São Paulo no Tupi or Not Tupi (rua Fidalga, nº 360- Vila Madalena- fone 0xx11-3813-7404), com ingressos a R$ 80,00.

Nascido no Rio de Janeiro, Danilo Candido Tostes Caymmi completou 70 anos de idade no último dia sete. Apesar de filho de um dos grandes nomes da história da nossa música, ele não pensava inicialmente em seguir a profissão do autor de Só Louco. Uma participação no álbum Caymmi Visita Tom (1964), que reuniu Tom Jobim e Dorival Caymmi, marcou sua estreia em disco, com apenas 16 anos. A carreira como compositor, músico e intérprete ganhou força nos anos 1970.

Na década de 1980, integrou a célebre Banda Nova, que acompanhou em discos e shows pelo mundo Tom Jobim. E foi nela que ele passou a desenvolver mais o seu talento como cantor, incentivado pelo Maestro Soberano. Desde então, consolidou uma carreira solo brilhante, na qual conciliou composições próprias com releituras de canções alheias, sempre com classe e a rara capacidade de conciliar sofisticação com um apelo popular em suas gravações.

Leia entrevista de Mondo Pop com Danilo Caymmi aqui.

Seu mais recente trabalho, Danilo Caymmi Canta Tom Jobim, traz 11 releituras de clássicos de Tom, com direito á participação especial da cantora Stacey Kent em Estrada do Sol. Dá para se esperar alguma coisa deste CD no show deste sábado (24), além de clássicos como Andança, Casaco Marrom e algumas do papai famoso. Além dele nos vocais e flauta, teremos no palco o experiente pianista, arranjador, compositor e maestro paulistano Marinho Boffa. Um show minimalista e certamente com os deliciosos “causos” que Danilo narra tão bem.

Casaco Marrom– Danilo Caymmi:

Fernanda Takai, Marcos Valle e Roberto Menescal, juntos

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Por Fabian Chacur

A música de Tom Jobim é eterna, e merece ser eternamente celebrada. Especialmente se isso ocorrer através de artistas de talento comprovado. A expectativa, portanto, é grande em relação ao trabalho que reunirá Roberto Menescal, Marcos Valle e Fernanda Takai, um álbum cujo título já está definido- O Tom da Takai– e que trará releituras de 12 composições do saudoso Maestro Soberano. O lançamento está previsto para maio, via gravadora Deck.

O encontro do trio ocorreu em um dos shows que celebrou em 2017 os 80 anos de idade de Roberto Menescal, violonista, compositor e um dos nomes mais importantes da história da bossa nova. Aliás, foi ali mesmo que ele fez o convite aos parceiros, de forma pública, e recebeu um sonoro sim como resposta. Os arranjos e a produção serão divididos meio a meio entre ele e o tecladista Marcos Valle, sendo que eles tocarão juntos em todas as faixas e Takai será a cantora.

Com gravações agendadas para o estúdio Tambor, no Rio de Janeiro, o álbum tem tudo para ser dos melhores, pois as recentes experiências de Fernanda Takai interpretando canções do repertório de Nara Leão foram simplesmente impecáveis. Com sua voz suave e afinadíssima, ela fez fama como cantora do grupo Pato Fu, e há dez anos desenvolve paralelamente uma carreira solo que tem gerado frutos bem bacanas, com forte presença de bossa nova no repertório.

Chega de Saudade (ao vivo)- Fernanda, Menescal e Valle:

Piano, Voz e Jobim será tema de um show nesta quinta (28)

Piano, Voz e Jobim_ foto FELIPE VARANDA 3-400x

Por Fabian Chacur

O tema é Tom Jobim. Sim, a obra deste inesquecível cantor, compositor, músico, arranjador e um dos grandes mestres da música brasileira. Piano, Voz e Jobim, CD lançado pelo cantor Augusto Martins em parceria com o pianista Paulo Malaguti Pauleira, será lançado no Rio de Janeiro com um show nesta quinta (28) às 20h na Sala Cecilia Meireles (rua da Lapa, nº 47- fone 0xx21-2332-9223), com ingressos a R$ 20,00 e R$ 40,00.

Se estivesse entre nós, o incrível e eterno Maestro Soberano teria completado 90 anos de idade neste 2017. E este CD certamente é uma das grandes homenagens a ele. Com mais de 20 anos de estrada, o cantor Augusto Martins já mergulhou nos songbooks de Djavan, Zé Kéti e Ismael Silva, com uma discografia refinada na qual se revela um estilista, concentrando-se nas interpretações como os cantores de outras eras e mostrando-se craque nessa seara.

Para dividir com ele este mergulho na obra do Tom, um nome mais do que especial. Paulo Malaguti Pauleira integrou os grupos Céu da Boca e Arranco de Varsóvia, e em 2013 recebeu a difícil tarefa de substituir o saudoso Magro Waghabi no MPB-4. Arranjador vocal e pianista, ele se mostrou o parceiro ideal para Augusto nesta empreitada, que funciona no esquema voz-piano, sem outros instrumentos, mostrando dessa forma as canções em sua essência.

Os arranjos intimistas fazem jus à beleza do repertório de 15 canções de Jobim e parceiros, com direito a Estrada do Sol, Chovendo na Roseira, Insensatez, Luiza, O Morro Não Tem Vez e Retrato Em Preto e Branco. Amor em Paz conta com a participação especial de Ivan Lins no vocal e piano, funcionando como uma espécie de cereja do bolo. O diálogo entre a voz de Augusto e as teclas de Malaguti é uma das coisas mais belas lançadas em 2017 no setor MPB. Baita tributo!

Estrada do Sol– Augusto Martins e Paulo Malaguti Pauleira:

Polysom relança em vinil dois álbuns do Maestro Soberano

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Por Fabian Chacur

A Polysom, em parceria com a gravadora Warner, está acrescentando dois belíssimos itens a sua coleção Clássicos em Vinil, que está relançando em vinil de 180 gramas alguns dos grandes clássicos da nossa música popular. Desta vez, foram pinçados álbuns da discografia do saudoso Maestro Soberano, que todos sabem ser o eterno Tom Jobim. Os títulos são Urubu (1975) e Terra Brasilis (1980), ambos com a qualidade habitual da obra deste grande mestre da Bossa Nova.

Urubu foi gravado em Nova York por Tom, que cantou, tocou piano acústico e elétrico e também violão. Os arranjos e regência da orquestra que o acompanhou ficaram a cargo do célebre maestro alemão Claus Ogerman. Entre outros, participaram do álbum feras como Ron Carter (baixo), João Palma (bateria), Ray Armando (percussão) e Miúcha (vocais na faixa Boto). Ligia, Ângela e Saudades do Brasil são algumas das oito faixas deste antológico trabalho.

Terra Brasilis é um LP duplo produzido pelo lendário produtor Aloysio de Oliveira, com arranjos escritos por Claus Ogerman. O disco conta com releituras de maravilhas do porte de Wave, Dindi, Samba de Uma Nota Só, Desafinado, Modinha e Se Todos Fossem Iguais a Você, em um total de 20 faixas. Uma curiosidade é a participação, tocando violão, de Bucky Pizzarelli, grande músico de jazz que também é pai do guitarrista John Pizzarelli, outro fã de Tom e de bossa nova.

Urubu- Tom Jobim (álbum na íntegra em streaming):

Danilo Caymmi lança logo um álbum celebrando Tom Jobim

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Por Fabian Chacur

A data já está definida, e não poderia ser mais simbólica. Sairá no dia 25 de janeiro, quando Tom Jobim faria 90 anos de idade, o álbum Danilo Caymmi Canta Tom Jobim, com distribuição a cargo da Universal Music. O álbum investe no riquíssimo repertório do Maestro Soberano, de cuja Banda Nova Danilo fez parte durante alguns anos.

Em suas entrevistas, Danilo, que é filho de Dorival Caymmi e irmão de Nana e Dori, além de pai de Alice (eita família musical essa aí!), sempre ressalta a importância de Tom em sua autodescoberta como cantor. Ele foi convidado para integrar a Banda Nova em 1983. Durante um ensaio, o autor de A Felicidade pediu para que o rapaz interpretasse duas músicas. Pronto. O até então apenas músico resolveu também se dedicar ao canto, e com muito sucesso.

Com uma voz deliciosa, de timbre grave e sempre bem colocada, Danilo Caymmi se tornou presença constante em shows e gravações de alta qualidade no Brasil e exterior. Ele aproveitará o dia 25 de janeiro para atender a imprensa, no intuito de divulgar este novo álbum, que pela qualidade de autor e intérprete tem tudo para se tornar clássico.

A Felicidade (ao vivo)- Tom Jobim e Banda Nova:

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