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Polysom lança caixa com LPs da Elenco

Por Fabian Chacur

Dando prosseguimento a sua brilhante série de relançamentos de clássicos da MPB no formato vinil, a gravadora Polysom vai além, desta vez. O novo produto da série é uma luxuosa caixa com cinco LPs de vinil de 180 gramas com itens do catálogo da gravadora Elenco, que existiu de 1963 a 1968 e cuja marca era a exuberante qualidade imprimida em todos os aspectos daquilo que lançava.

Nesta caixa, que a Polysom pretende que seja apenas a primeira de uma série, foram incluídos cinco títulos bem representativos do que o selo criado pelos consagrado produtor musical Aloysio Oliveira lançou em seus cinco anos de existência. Vale lembrar que o fino da MPB da época passou por ali, com títulos de nomes como Dorival Caymmi, Tom Jobim, Edu Lobo, MPB-4, Nara Leão e outros do mesmo nível.

Os álbuns foram licenciados pela Universal Music, atual detentora de seus direitos fonográficos. Vinícius e Odette Lara (1963) é histórico por ter sido o primeiro LP a sair com o selo Elenco, e traz 12 parcerias do Poetinha com Baden Powell no que foi o início dessa abençoada dobradinha de compositores, com interpretações vocais a cargo de Vinícius e da atriz e cantora Odette Lara.

Nara (1964) mostra Nara Leão esbanjando personalidade já no início de sua trajetória musical, interpretando com categoria e doçura maravilhas como Berimbau, Diz Que Fui Por Aí e outras, de autores como Vinícius de Moraes, Baden Powell e Cartola, só para citar alguns. A musa da bossa nova mergulhava em outros rumos musicais, com jogo de cintura e categoria.

Vinícius e Caymmi no Zum Zum (1965) foi gravado em estúdio e teve como inspiração shows bem-sucedidos realizados pelos dois mestres da MPB ao lado do grupo vocal feminino Quarteto Em Cy, então iniciando sua vitoriosa trajetória, na boate Zum Zum, situada no musical bairro de Copacabana. Formosa, Minha Namorada e Adalgiza são algumas das músicas incluídas nesse trabalho.

Bossa Nova York (1967) traz Sérgio Mendes, hoje mais lembrado pelo trabalho que realizou com suas orquestras/bandas, capitaneando um trio fantástico integrado por ele no piano, Tião Neto (baixo, depois tocaria com Tom Jobim) e Edison Machado (bateria, considerado um dos grandes nomes do instrumento na história da MPB). Só Danço Samba e Garota de Ipanema estão no set list do LP.

Completa a coleção um dos discos mais icônicos da história da MPB. Caymmi Visita Tom (1965), como o nome já entrega, reúne Dorival Caymmi, Tom Jobim e seus filhos, com destaque para Nana, Dori e Danilo Caymmi. O repertório é delicioso, e inclui clássicos como Inútil Paisagem e Saudade da Bahia em interpretações soltas, intensas e repletas de musicalidade pelos participantes.

Ouça Caymmi Visita Tom em streaming:

Vem aí coleção em homenagem a Tom Jobim

Por Fabian Chacur

Chegará às bancas de jornal e outros postos de venda no próximo dia 14/4 uma coleção que certamente irá chamar a atenção dos fãs da melhor música brasileira, e especialmente da bossa nova. Trata-se da Coleção Folha Tributo a Tom Jobim, com 20 volumes que trazem CDs dedicados ao repertório do eterno Antonio Brasileiro, em interpretações dele e de outros nomes importantes da música.

A coleção traz títulos da carreira solo do autor de Águas de Março e também outros gravados em parceria com um ou mais parceiros, trabalhos coletivos e mesmo compilações com grandes nomes da música relendo suas composições. Também foram incluídos alguns títulos de outros artistas que tiveram participação fundamental de Tom como arranjador, músico ou autor, e alguns lançamentos póstumos.

Os dois primeiros volumes (que serão vendidos juntos a R$ 16,90; os outros volumes custarão esse mesmo valor, mas individualmente) são o póstumo Tom Canta Vinícius Ao Vivo (2000) e The Composer Of ‘Desafinado’ Plays (1963), gravado visando o mercado internacional na época, com ótima repercussão. A seleção de álbuns é bem representativa e abrangente, dando uma geral certeira na carreira do saudoso Maestro Soberano.

Os próximos volumes, em ordem numérica e com previsão de lançamento semanal, serão os abaixo discriminados:

3- Elis & Tom (1974- com Elis Regina)

4- Passarim (1987)

5- Wave (1967)

6- Getz/Gilberto (1963- com Stan Getz e João Gilberto)

7- O Tempo e o Vento (1985- trilha da minissérie global)

8- Tide (1970)

9- Matita Perê (1973)

10- Rio Revisited (1989- com Gal Costa)

11- Edu & Tom (1981- com Edu Lobo)

12- Tom Jobim Ao Vivo Em Montreal (2007-ao vivo-póstumo)

13- Antonio Carlos Jobim and Friends (1996-ao vivo-póstumo)

14- The Astrud Gilberto Album (1965- da cantora Astrud Gilberto; Tom participa como músico e compositor)

15- Caymmi Visita Tom (1965- com Dorival Caymmi e os filhos)

16- Tom, Vinícius, Toquinho, Miúcha (1977 – com Vinícius de Moraes, Toquinho e Miúcha)

17- Canção do Amor Demais (1958- de Elizeth Cardoso- Tom participa como músico e arranjador)

18- Antonio Brasileiro (1994)

19- Tom no Feminino (2008- coletânea com várias intérpretes)

20- Tom Masculino (2008- coletânea com vários intérpretes)

Ouça Águas de Março, com Tom Jobim e Elis Regina:

Filme mostra Tom Jobim só com suas músicas

Por Fabian Chacur

O consagrado cineasta Nelson Pereira dos Santos esbanjou inovação e criatividade em seu novo trabalho. A Música Segundo Tom Jobim procura mostrar o saudoso Maestro Soberano única e exclusivamente através da interpretação de algumas de suas músicas mais famosas.

Nada de entrevistas, locutor, ordem cronológica rígida ou coisas assim. O documentário, já em cartaz nos cinemas paulistanos, exibe artistas das mais diversas tendências e eras apresentando suas releituras de clássicos do naipe de Wave, Eu Sei Que Vou Te Amar, Garota de Ipanema e diversos outros.

O resultado é delicioso. De cara, ficar ouvindo durante mais de 90 minutos algumas das músicas mais belas já compostas na história da humanidade equivale a uma sublime pausa nessa vida maluca que a gente tem de encarar diariamente. Um bálsamo, uma dose de energia necessária.

A escolha dos intérpretes é bem abrangente, indo desde gente que veio antes de Tom, como Elizeth Cardoso, como jovens de gerações bem posteriores, como Fernanda Takai, dá uma boa ideia de como a obra de Antonio Carlos Jobim é universal e ultrapassou os limites do tempo.

As performances, extraídas de shows e gravações que vem desde os anos 50 até o século 21, se dividem entre alguns momentos hilariantes, que enfocam a faceta “música para turista” que eventualmente a bossa nova teve, até experimentos com música pop moderna.

Além de astros como Elis Regina, Gal Costa, Sarah Vaughan, Diana Krall, Judy Garland, Nara Leão, Frank Sinatra Chico Buarque e Maysa, temos em vários momentos o próprio Jobim esbanjando categoria cantando e tocando suas cobiçadas crias musicais.

Cenas de arquivo vão situando o espectador e exemplificam a passagem do tempo na vida do próprio Tom, que aparece desde seus tempos de jovem até seus últimos anos.

Uma sacana sensacional é o fato de o filme não ter legendas para identificar os intérpretes e a época em que as performances foram gravadas, enquanto são exibidas. Isso dá uma leveza à película, além de deixar as imagens limpas.

Como forma de identificar no fim do documentário os participantes e os anos de cada gravação, temos uma telinha apresentando uma foto de cada performance em questão, copiando o recurso utilizado pelo Youtube para identificar seus vídeos. Golaço!

A Música Segundo Tom Jobim é uma belíssima homenagem ao mais celebrado nome da história da música brasileira no exterior. Nelson Pereira dos Santos já aprontou outro filme sobre o mestre da MPB, A Luz de Tom, previsto para estrear no fim de 2012. Que venha logo!

Tom Jobim e Elis Regina interpretam Águas de Março:

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