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João Gordo lança álbum solo Brutal Brega em CD e digital

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Por Fabian Chacur

Já está nas plataformas digitais e também disponível no formato físico CD (mais informações aqui) o álbum Brutal Brega. O lançamento traz João Gordo, vocalista do icônico grupo Ratos de Porão, interpretando com roupagem roqueira e pesada clássicos da chamada música brega, acompanhado por banda comandada por Val Santos (Toyshop, Viper).

O projeto foi concebido por Val e teve a adesão quase imediata de João Gordo, que curtiu demais reler clássicos dos repertórios de Sidney Magal, Jane & Herondy, Agnaldo Timóteo, Carlos Alexandre e Almir Rogério. Uma boa sacada é a inclusão de duas faixas bônus- Doces Beijos e Sandra Rosa Madalena (A Cigana) exclusivamente na versão em CD.

O álbum tem a participação especial da atriz e cantora Marisa Orth em Não Se Vá, o maior sucesso da carreira da dupla Jane & Herondy. O álbum será divulgado com alguns shows, sendo que um deles será na edição inicial do festival Summer Breeze Brasil, previsto para ocorrer em abril de 2023.

Eis as faixas de Brutal Brega:

1. Fuscão Preto
2. Tenho
3. Ciganinha
4. Domingo Feliz
5. A Namorada Que Sonhei
6. Pepino
7. Não Se Vá (dueto com Marisa Orth)
8. Amante Latino
9. Verdes Campos da Minha Terra
10. Eu Vou Rifar Meu Coração
11. Feiticeira
12. To Doidão
FAIXAS BONUS(exclusivas do lançamento físico):
13. Doces Beijos
14. Sandra Rosa Madalena

Não Se Vá– João Gordo e Marisa Orth:

Viper lança clipe e fará um show no Rio de Janeiro após 7 anos

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Por Fabian Chacur

O Viper continua a mil por hora. Eles acabam de disponibilizar uma segunda amostra de Timeless, seu primeiro álbum de inéditas desde All My Life (2007) e que será lançado em breve. A faixa, Freedom Of Speech, esbanja energia e elaboração, e conta com um clipe dirigido pelo cineasta Caio Cobra (diretor de Intervenção e Virando a Mesa).

Não satisfeitos, eles voltarão a se apresentar ao vivo no Rio de Janeiro após sete longos anos. O show será realizado neste sábado (30) a partir das 21h no Rock Experience (rua Riachuelo, nº 20- Lapa), com ingressos custando R$ 80,00 (meia) e R$ 160,00 (meia).

A escalação da banda trará os fundadores Felipe Machado (guitarra) e Pit Passarel (baixo) e também Kiko Shred (guitarra) e Leandro Caçoilo (vocal), sendo que neste show as baquetas estarão a cargo de Marcelo Campos, conhecido por seu trabalho com a banda Salário Mínimo, entre outras.

Além de dar uma prévia de músicas do novo álbum, como Under The Sun e a já citada Freedom Of Speech, o quinteto paulistano também investirá em clássicos dos seus 37 anos de carreira, entre os quais Rebel Maniac, Living For The Night e Evolution. Timeless contou com a produção de Marcelo Cersosimo, que já trabalhou com Paul McCartney e Avril Lavigne.

Freedom of Speech (clipe)- Viper:

Viper divulga Under The Sun, uma faixa do álbum Timeless

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Por Fabian Chacur

Acaba de ser disponibilizada nas plataformas digitais Under The Sun (Pit Passarell-Guilherme Martin), poderoso power metal que é a primeira canção inédita lançada pelo grupo brasileiro de heavy metal Viper nos últimos 15 anos. Trata-se da primeira (e ótima) amostra de Timeless, álbum que a banda paulistana promete lançar ainda no primeiro semestre deste ano.

Com a produção de Mauricio Cersosimo, que já trabalhou com Paul McCartney e Avril Lavigne, Timeless é o registro inicial de estúdio da atual formação do Viper, que inclui Leandro Caçoilo (vocais), Felipe Machado e Kiko Shred (guitarras), Pit Passarell (baixo e vocais) e Guilherme Martin (bateria). Ele sucede All My Life (2007), sendo que, nesse meio tempo, eles também lançaram o DVD To Live Again: Live in São Paulo, com a participação do saudoso André Matos, 1º vocalista do grupo.

Na ativa desde 1985, o Viper é uma das bandas brasileiras de heavy metal com maior sucesso no exterior, especialmente no Japão. Fizeram shows nos quatro cantos do mundo e lançaram álbuns marcantes como Soldiers of Sunrise (1987) Theatre of Fate (1989) e Coma Rage (1994), além do excelente ao vivo Maniacs Live in Japan (1993), gravado ao vivo no Japão.

Under The Sun– Viper:

Felipe Machado regrava 15 Anos para o seu 2º álbum-solo, Primata

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Por Fabian Chacur

Quinze Anos, o novo single de Felipe Machado, equivale ao que os americanos intitulam “down on memory lane”, ou seja, uma deliciosa viagem ao passado. Logo de cara por ser a releitura de uma faixa gravada originalmente pela banda que o consagrou no cenário rock nacional e internacional, a Viper, em seu álbum Tem Pra Todo Mundo. Para reforçar esse clima, o clipe foi gravado no auditório do tradicional e emblemático Colégio Sion, situado no bairro paulistano de Higienópolis, local que possui forte ligação afetiva com o cantor, compositor, músico escritor e jornalista.

Foi nesse local que Felipe, ao lado do irmão Nando e dos futuros parceiros de Viper Yves e Pit Passarell, fez uma apresentação ao vivo com sua banda de então, a Rock Migration, em 1982, quando ele tinha apenas 12 anos de idade. Na plateia, estava o saudoso André Matos, que se tornaria posteriormente o vocalista do Viper e também do Angra, Shaman e outros projetos de muito sucesso no heavy rock nacional e internacional.

As cenas atuais foram mescladas com fotos daquele show emblemático, e também temos a presença marcante de Isabel, filha de Felipe que completou 15 anos de idade exatamente neste 2021. A regravação conta com a participação especial de Yves Passarell, ex-Viper e hoje guitarrista do Capital Inicial. Eis como Machado define esta canção, que fará parte de seu 2º álbum solo, Primata, com lançamento futuro da ForMusic em parceria com a FMLabs:

“A música fala sobre a ingenuidade da adolescência, por isso achei que seria uma boa metáfora voltar ao palco onde o VIPER nasceu. Éramos apenas crianças, mas já sonhávamos em seguir a carreira musical”.

Quinze Anos (clipe)- Felipe Machado:

Allied Forces, do Triumph, é relida por Val Santos e dois bons amigos

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Por Fabian Chacur

Uma reunião de bons amigos para reler um clássico do heavy metal dos anos 1980. Essa é uma definição sintética do novo single do guitarrista e produtor Val Santos, que resgatou de forma enérgica e competente um petardo do rock pesado, Allied Forces, um dos maiores hits do trio canadense Triumph e faixa-título de seu álbum mais bem-sucedido nas paradas americanas, onde atingiu o 23º posto em 1981, há 40 anos.

Para acompanhá-lo, Val, que toca guitarra e bateria, chamou dois parceiros dos mais qualificados. No baixo, temos Nando Machado, cofundador do portal Wikimetal e conhecido por sua atuação com a banda Toyshop ao lado do próprio Val. O vocal ficou por conta de Leandro Caçoilo, atual cantor da banda Viper, da qual Val também já fez parte. Se levarmos em conta que Nando é irmão de Felipe Machado, guitarrista e um dos fundadores do Viper, aí é que a coisa vira mesmo uma bela e poderosa ação entre amigos. E das boas.

A faixa integrará 1986, primeiro trabalho-solo de Val, previsto para chegar nas plataformas digitais no próximo dia 28 e uma homenagem explícita ao rock pesado oitentista. Ele explica o que o motivou a gravar Allied Forces: “Eu sempre quis gravar essa música, lembro com 13 anos assistindo na TV o clipe, e adorar a melodia de voz e o refrão, rock de primeira”.

Allied Forces– Val Santos, Nando Machado e Leandro Caçoilo:

Viper relança CD Coma Rage com diversas faixas bônus inéditas

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Por Fabian Chacur

Da geração de bandas brasileiras de heavy metal surgidas nos anos 1980 cantando em inglês, o Viper é uma das que conseguiu marcar o seu nome na história desse gênero musical tão popular e tão fielmente seguido por seus fãs. Um de seus álbuns mais bem-sucedidos, Coma Rage (1995), acaba de ser relançado em uma caprichada versão remasterizada e repleta de faixas-bônus. O trabalho está disponibilizado em CD físico e também nas plataformas digitais pela Warner Music, com seu selo Rhino.

Para vocês terem uma ideia da moral que o grupo paulistano tem até hoje, esse relançamento do trabalho lançado na época pelo mitológico selo americano especializado em heavy rock Roadrunner integra a série Heavy Metal Legends,ao lado de banda como Black Sabbath e Metallica. A produção do álbum ficou a cargo do badalado Bill Metoyer (Slayer, Testament), enquanto a remasterização atual é assinada por Mauricio Gargel.

Entre as faixas bônus, temos versões demo das canções do álbum e também uma canção inédita, País do Futuro, a primeira composta em português pela banda, que em 1996 lançaria um álbum completo em sua língua natal, Tem Pra Todo Mundo. Felipe Machado, guitarrista do Viper, explica o cenário das gravações deste marcante álbum da carreira de sua banda:

“O tempo que passamos em Los Angeles contribuiu para o som de Coma Rage. Já éramos influenciados por heavy metal, mas também passamos a ter contato e fazer amizade com outras bandas de punk, grunge e até hardcore. Os anos 1990 foram um caldeirão e Coma Rage é o resultado disso”.

Eis as faixas da versão CD de Coma Rage:

1. Coma Rage (Pit Passarell)
2. Straight Ahead (Felipe Machado)
3. Somebody Told me You’re Dead (Pit Passarell)
4. Makin Love (Pit Passarell)
5. Blast! (Pit Passarell)
6. God Machine (Felipe Machado)
7. Far and Near (Yves Passarell)
8. The Last Song (Pit Passarell)
9. If I Die by Hate (Felipe Machado)
10. Day Before (Yves Passarell)
11. 405 South (Renato Graccia)
12. A Face in the Crowd (Felipe Machado)
13. I Fought the Law (S. Curtis)
14. Keep the Words (Pit Passarell)

BONUS
15. Coma Rage – DEMO (Pit Passarell)
16. Straight Ahead – DEMO (Felipe Machado)
17. Somebody Told me You’re Dead – DEMO (Pit Passarell)
18. Makin Love – DEMO (Pit Passarell)
19. Blast! – DEMO (Pit Passarell)
20. God Machine – DEMO (Felipe Machado)
21. País do Futuro – DEMO (Felipe Machado / Pit Passarell)
22. A Face in the Crowd – DEMO (Felipe Machado)
23. Keep the Words – DEMO (Pit Passarell)

Coma Rage (versão remasterizada)- Viper:

Pit Passarell grava a sua canção O Mundo, hit com o Capital Inicial

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Por Fabian Chacur

Há 35 anos, o grupo Viper surpreendeu a cena do heavy metal paulistano, com quatro adolescentes mostrando um potencial incrível, que nos anos seguintes não só se desenvolveria como também os levaria a ganhar fãs no Brasil e no exterior. Seu baixista e posteriormente também cantor, Pit Passarell, nascido em Buenos Aires e criado no Brasil, mostra pela primeira vez um trabalho solo. É o single O Mundo, uma boa, vigorosa e significativa amostra do álbum que lançará no dia 28 de agosto em formatos físico e digital pelo selo Wikipedia em parceria com a ForMusic.

Para quem não sabe, Pit, além de integrar o Viper, também teve uma série de composições de sua autoria gravadas pelo Capital Inicial. A primeira delas foi precisamente O Mundo, o mair hit extraído do álbum da banda de Brasília intitulado Atrás dos Olhos (1998), que marcou o retorno do vocalista Dinho Ouro Preto ao time após seis anos se dedicando a outros projetos. A releitura de Pit é repleta de energia e estilo e agrada em cheio.

Seus Olhos, Depois da Meia-Noite, Algum Dia e Instinto Selvagem foram outras canções dele gravadas pelo grupo dos irmãos Fê e Flávio Lemos. Vale lembrar que Yves Passarell, irmão de Pit e um dos fundadores do Viper, entrou em 2001 no Capital Inicial na vaga de Lôro Jones, onde se encontra até hoje. Fica a expectativa para esse primeiro trabalho de Pit sem o Viper.

O Mundo– Pit Passarell:

Andre Matos, o garoto que realizou um sonho impossível

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Por Fabian Chacur

Andre Matos era uma garoto que tinha um sonho impossível: tornar-se um astro do heavy metal. Isso, cantando em inglês e sendo brasileiro, em plenos anos 1980. Não tinha como dar certo. Mas deu! O cantor, compositor e músico paulistano viu seu trabalho ultrapassar fronteiras, conquistar fãs no mundo todo e virar uma referência no gênero musical ao qual se dedicou. Ele infelizmente nos deixou de forma precoce neste sábado (6), aos 47 anos de idade, mas teve uma vida incrível. E tornou real o tal do sonho impossível.

Andre nasceu em São Paulo em 14 de setembro de 1971, nativo de Virgem. E suas características tinham tudo a ver com este signo do zodíaco. Era um cara perfeccionista, articulado, que lutava intensamente pela realização de seus objetivos. Ainda moleque, juntou-se aos irmãos Yves e Pit Passarel para criar um grupo de heavy metal. O Viper surgiu em 1985, incentivado pela primeira edição do Rock in Rio e também pelo crescimento de uma cena headbanger paulistana.

Naquela São Paulo de 1985, projetos como o SP Metal e a revista Rock Brigade ajudavam a incentivar o surgimento de bandas de rock pesado na cidade. A publicação criada por Toninho Pirani resolveu criar um selo para lançar algumas daquelas bandas. E os literalmente moleques do Viper foram agraciados com um contrato com a Rock Brigade Records, pela qual lançaram em 1987 seu álbum de estreia, Soldiers Of Sunrise (1987), seguido por Theatre Of Fate (1989).

Com esses dois discos, o Viper mostrou competência ao digerir influências de Iron Maiden, Helloween e outras bandas importantes daquele período. Com uma voz potente, Andre aos poucos ganhou protagonismo no heavy metal brasileiro. Ao iniciar os estudos musicais, sentiu que era hora de partir para novos rumos, e deixou a sua primeira banda. Em 1991, criou um novo time, o Angra, com exímios músicos, especialmente os guitarristas Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro.

Angels Cry (1993), o álbum de estreia do quinteto, mostrou um som ainda mais elaborado e consistente, com direito até mesmo a um ousado cover de Wuthering Heights, primeiro sucesso da cantora britânica Kate Bush. Mas o melhor, mesmo, viria com Holy Land (1996), ambicioso álbum que misturou de forma criativa e elaborada heavy rock, música erudita e elementos oriundos da música brasileira, com resultado que os levou ainda mais longe.

Se com o Viper Andre já havia iniciado uma boa repercussão fora do Brasil, especialmnente na Ásia, com o Angra essa peregrinação roqueira foi ainda além, com o disco conquistando elogios também na Europa e EUA. Nesse período, ele quase chega a um posto inacreditável: ser vocalista do Iron Maiden. Com a saída de Bruce Dickinson, a vaga ficou em aberto, e ele esteve na boca de conquistá-la. O “cargo” ficou, no fim das contas, com o britânico Blaze Bayley, mas nosso cantor saiu vitorioso, pois dessa forma teve a chance de dar prosseguimento em uma carreira autoral que vinha muito bem.

Problemas de relacionamento tiraram Andre e também Ricardo Confessori e Luis Mariutti do Angra em 2000. No ano seguinte, eles, aliados ao irmão de Luis, Hugo, criaram um novo time. Surgia o Shaman, que em 2002 lançou seu álbum de estreia, Ritual, pela Universal Music. A música Fairy Tale os levou à trilha sonora da novela global O Beijo do Vampiro, algo impensável para uma banda de heavy brazuca. Outra façanha na conta de Matos.

Com a separação da formação original do Shaman em 2006, Andre investiu em uma carreira solo que rendeu os álbuns Time To Be Free (2007), Mentalize (2009) e The Turn Of The Light (2012). E foi na época em que ele lançou este último que tivemos o reencontro entre ele e os antigos amigos do Viper. A nova parceria teve como ápice a participação deles no Rock in Rio em 2013, justo o festival que, naquele agora longínquo 1985, os incentivou a ir à luta.

Além dessas três bandas icônicas, Andre Matos marcou presença em diversos outros projetos, entre os quais o Virgo, com o produtor alemão Sascha Paeth, o Avantasia do também alemão Tobias Sammet. E foi em uma participação em um show deste último no domingo (2) no Espaço das Américas que ele subiu em um palco pela última vez. Ele vinha se dedicando a uma turnê de reunião do Shaman cujo início havia ocorrido em 2018. Ainda tinha muita coisa para rolar na vida dele. Uma pena. Mas quantos sonhos o cara concretizou, heim?

Nesses anos todos, tive a oportunidade de entrevistar Andre Matos em diversas ocasiões. Em todas elas, presenciei um cara extremamente educado, simpático e articulado, que demonstrava segurança em relação a seus objetivos. O último contato ocorreu em 2013, em entrevista ao lado dos amigos do Viper, um delicioso encontro entre garotos que sonharam juntos e viram esses objetivos se tornarem realidade, um a um. Sentirei muita falta dele, podem ter certeza. E me sinto honrado de ter meu nome nos agradecimentos incluídos no encarte do álbum Holy Land. Ainda mais em um álbum com aquele porte. Gratidão eterna!

Ouça Holy Land, do Angra, na íntegra:

Felipe Machado, do Viper, nos apresenta sua boa faceta solo

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Por Fabian Chacur

Durante 30 anos (entre idas e vindas), Felipe Machado foi no mundo musical o guitarrista da Viper, uma das bandas mais bem-sucedidas do heavy metal brasileiro, com fãs mundo afora. Agora, chegou a vez de o também jornalista e escritor mostrar como se vira sozinho. FM Solo (FM Labs-Wikimetal Music), seu primeiro trabalho como artista solo, esbanja elementos positivos e surpreendentes em suas 10 faixas.

A primeira observação a se fazer após audições atentas de FM Solo é de que se trata de um álbum no qual as composições estão no centro das atenções. Tudo gira em torno delas. Felipe não perde tempo em demonstrações inúteis de virtuosismo como guitarrista, usando seu talento em prol das músicas. Seguiu, guardadas as devidas proporções, a “escola Eric Clapton” de disco solo de guitarrista de banda famosa.

Outro ponto interessante é o fato de ele investir em sonoridades que não caberiam, ou ficariam estranhas, em um disco do Viper. Embora tenha elementos de heavy rock aqui e ali, este é um trabalho de, digamos assim, “rock de combate”, com canções vibrantes e ora agressivas, ora mais reflexivas. Influências de pós punk, britpop, punk anos 1990 e glitter rock também surgem em cena, bem misturadas e bem dosadas.

O vocal de Felipe, uma boa surpresa, é influenciado por vocalistas como Liam e Noel Gallagher (do Oasis), aproveitando bem as melodias bacanas do álbum sem exageros. Além dele nos vocais, guitarras e violões, temos apenas o versátil Val Santos (Toyshop e ex-colega de Viper), que investe em programação de bateria, teclados, guitarra, baixo e vocais, além de assinar a coprodução do álbum.

Três das músicas são releituras. The Shelter, momento mais heavy do álbum, já havia sido gravada pelo Viper no álbum Evolution (1992). O rock melódico Speedway é a faixa que encerra o álbum Vauxhall And I (1994), de Morrissey, enquanto a balada com ênfase no violão Tourist (2005) é da não muito conhecida banda britânica Athlete. Três escolhas incomuns e muito bem realizadas.

FM Solo tem uma dinâmica muito boa, dividindo-se entre rocks energéticos como Perfect One, So Much In Love e Dark Angel (esta última parceria e bom dueto com Giovanna Cerveira), funk rocks com guitarras rítmicas irresistíveis como Take a Chance e Unnatural Feelings, a quase balada Someday e a introspectiva e instrumental Iceland, que fecha o CD.

Conciso, repleto de alternativas e boas surpresas em todo o seu decorrer, além das boas letras em inglês de quem domina bem a língua, FM Solo mostra que Felipe Machado não poderia ter iniciado melhor a carreira solo. No dia 10 de setembro, ele inicia a turnê de lançamento no Na Mata Café, em São Paulo, e a expectativa é das melhores.

Living For The Night– Viper:

Documentário Viper 20 Years Living For The Night:

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