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Barão Vermelho faz show em SP para apresentar seu álbum Viva

barao vermelho 2019-400x

Por Fabian Chacur

Desde que o Barão Vermelho lançou seu mais recente CD de inéditas, em 2004, muita coisa mudou. Roberto Frejat e Rodrigo Santos saíram do time, que recebeu como reforço o cantor, compositor e guitarrista Rodrigo Suricato. Além disso, o tecladista e compositor Maurício Barros, membro fundador do grupo que saiu em 1988 mas que na prática sempre se manteve por perto, em shows e assinando músicas, voltou de vez. A seu lado, outro criador do grupo, o baterista Guto Goffi, e o guitarrista Fernando Magalhães, há mais de 30 anos no time.

É com essa nova escalação e repleta de energia que a seminal banda carioca lança Viva, trabalho composto apenas por composições dos atuais integrantes do time. A primeira amostra, o visceral single A Solidão Te Engole Vivo, saiu no final de 2018. Agora, é a vez do o produto completo, já disponível nas plataformas digitais e em breve também em CD e possivelmente vinil.

E é para mostrar faixas desse trabalho e também dar uma geral em seus principais hits que o Barão Vermelho versão 2019 volta a São Paulo para show neste sábado (24) às 22h na Casa Natura (rua Artur de Azevedo, nº 2.134- Pinheiros- fone 0xx11-3031-4143), com ingressos custando de R$ 40,00 a R$ 200,00. Entre as novas, destaque para Eu Nunca Estou Só, que no álbum conta com a participação do rapper BK, e a já citada A Solidão Te Engole Vivo.

Leia entrevista com Fernando Magalhães aqui.

Leia entrevista com Rodrigo Suricato aqui.

Eu Nunca Estou Só (clipe)- Barão Vermelho e BK:

Como eu descobri o Roxy Music

Por Fabian Chacur

O ano de 1976 não foi exatamente uma brastemp nas programações de rádio do Brasil. Especialmente em termos de hits internacionais. O que tocou de abacaxi naqueles 12 meses foi uma grandeza. Acompanhar as paradas daqui era jogo duro.

Mas me lembro bem de que, nas paradas se não me engano da rádio Excelsior, sempre tocava naquele período, entre as primeiras colocadas, uma tal de Both Ends Burning, de um certo grupo Roxy Music, do qual eu não tinha a menor referência.

Essa canção ficou na minha memória por pelo menos uns  sete anos. Baixem o pano. Sete anos se passaram. Agora, estou em 1983, em uma loja de discos chamada Golden Hits, que ficava na rua Matias Aires, perto da Augusta.

Olhando os diversos discos existente, vi um intitulado Viva!, lançado nos idos de 1976 e que tinha a tal música. Como estava baratinho, resolvi comprar para experimentar. Mal imaginei que aquilo viraria um vício.

Embora tenha adorado a versão ao vivo, queria Both Ends Burning em sua gravação de estúdio, a mesma que ouvi na rádio, e dessa forma, cheguei a Siren, de 1976, comprado na mesma loja.

Nem é preciso dizer que, em pouco tempo, fui comprando tudo o que vi dessa banda na minha frente. Confesso que cheguei a passar três deles para a frente, mas resolvi readquiri-los, dando uma nova chance, e me dei muito bem. Hoje, acho Manifesto (79), Flesh + Blood (80) e Avalon (82) maravilhosos. E tenho tudo deles, tudo mesmo.

Em 1995 e 2003 tive a honra de entrevistar o vocalista dessa banda, o genial Bryan Ferry, com direito a autógrafo e tudo. Os dois shows solo que ele fez aqui naqueles anos, respectivamente no Olympia e no Credicard Hall foram presenciados por mim. Sensacionais, só para não me alongar. Sim, também tenho tudo da carreira solo dele.

O Roxy Music, e Bryan Ferry em sua carreira solo, ajudaram a criar os parâmetros para um som pop que consegue misturar ousadia, experimentalismo e belas melodias e canções.

Além disso, Ferry é um cantor iluminado, que empresta sua voz de crooner à antiga a rock, soul, pop e muito mais com uma categoria que poucos conseguem igualar. Um gênio, que no grupo teve a seu lado mestres como o guitarrista Phil Manzanera, o saxofonista Andy Mackay e o baterista Paul Thompson, além do brilhante Brian Eno.

Tudo isso eu conheci graças a uma música que conseguiu furar o bloqueio de músicas internacionais malas que tocavam nas rádios brasileiras daquele ano de 1976. Caso clássico de colher uma pérola na lama…

obs.: essa beldade que está aí na capa de Siren que ilustra esse post é a mesma que foi casada com Mick Jagger, e que chegou a ser namorada de Brian Ferry antes de optar pelo rolling stone.

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