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Totô de Babalong, do mundo dos fashionistas para a música pop

totô de babalong 400x

Por Fabian Chacur

Com 25 anos de idade, o estilista baiano Totô de Babalong ficou conhecido entre os fashionistas com a sua marca Babalong, que veste nomes do porte de Anitta, Ludmilla, Luisa Sonza, Pablo Vittar e Isis Valverde, entre outros. Ele, agora, entra também no mundo da música, lançando o EP Volume 1, que já tem lançados clipes das musicas 50 Tons de Pinga e Caipirinha de Milão, dançantes e com um senso de humor bem peculiar.

Em entrevista a MONDO POP, ele fala dessa sua entrada no meio musical, das músicas, dos clipes e de como a turma da moda está encarando o Totô agora como cantor pop.

MONDO POP- Como foi que a música entrou na sua vida, e quais são as suas principais influências nessa área?
TOTÔ DE BABALONG
– A música sempre esteve presente na minha vida, especialmente crescendo na Bahia, toda minha vivência era extremamente musical. E de lá tiro minhas maiores inspirações, tanto influências musicais para o meu trabalho, quanto na área de performance. Minha maior influência é a Bahia.

MONDO POP- Você tem bastante sucesso no mundo da moda com a marca Babalong. Como faz para conciliar essa atividade com a musical? E como o pessoal do meio da moda está encarando essa sua nova faceta?
TOTÔ DE BALALONG
– Olha, não é fácil, porque tanto a música quanto a moda exigem muito tempo e concentração, as vezes fica bem cansativo ter de conciliar os dois, mas ao mesmo tempo são minhas maiores paixões e eu amo estar envolvido nesses projetos e também muito orgulhoso que tenham dado certo. E também não faço tudo sozinho. Minha irmã, Débora, ta ali no batente comigo todos os dias. O pessoal da moda, no início não entendeu naaada, só que eu também percebo que na moda as coisas mudam muito rápido, é tudo muito efêmero, quem trabalha no meio ta acostumado a essas mudanças , então não demorou muito e a galera já estava curtindo meu som comigo!

MONDO POP- Fale um pouco de como foi selecionar e gravar as músicas de seu EP Volume 1.
TOTÔ DE BABALONG
– O Volume 1 foi meu pontapé inicial na música e eu queria explorar como eu poderia trazer minha vivência e meus ideais nas minhas músicas e clipes, foi uma fase pra explorar meu potencial artístico, e graças a deus deu bom! Tive a honra de trabalhar com dois produtores musicais que ao meu ver são os mais coerentes com a linha musical que eu levo e uns dos melhores do país, tanto o RDD, produtor do Attoxxa, quanto o João Mansur, do Akhi Huna. As músicas escolhidas foram minhas primeiras composições feitas, segui um raciocínio cronológico pra lançar cada uma e é muito interessante analisar o desenvolvimento das minhas composições com o tempo!

MONDO POP- Como você define o seu estilo musical, em termos sonoros e também em termos de letras das canções?
TOTÔ DE BABALONG
– Olha, com certeza o lugar que me abriga é o pop. Dentro do pop existem diversas vertentes, né, por um lado Marina Sena é pop, e de outro Luísa Sonza também é pop, então a definição do estilo musical fica bem ampla. Mas se fosse afunilar mais ainda, eu diria que minha vertente seria algo relacionado a um pop tropical, em todo meu corpo de trabalho a tropicalidade é muito presente e sempre estará presente.

MONDO POP-Fale um pouco da gravação dos clipes de 50 Tons de Pinga e Caipirinha de Milão.
TOTÔ DE BABALONG
– Uma das maiores vantagens que vieram pra mim quando comecei a cantar foi fazer clipes, não vou mentir que eu sempre fui louco nisso. Desde pequeno ficava horas no Youtube ou na frente da TV vendo videoclipes, o audiovisual sempre foi muito presente pra mim. Então, sempre fiquei muito antenado sobre o que que está rolando ou que eu gostaria de fazer.Quando gravei Caipirinha de Milão, eu sabia que a música por si só era suficiente pro povo se apaixonar, então pensei em fazer um clipe que fosse um sentimento, um mood latino, sensual e apaixonante. Chamei Taira, uma amiga, pra ser meu par romântico, acertei as cenas que queria filmar com o filmmaker, Elvis Lins, e sem roteiro a gente gravou. Foi uma experiência linda, o clipe ficou muito sensível e bonito.
O clipe de 50 Tons de Pinga foi dirigido por uma mulher irada, que não só dirigiu, quanto filmou, editou, coloriu, roteirizou, produziu, e muito mais, o nome dela é Letícia Gomide. A gente teve a ideia de filmar em 4 cidades diferentes, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília as relações amorosas em bares. Quando eu escrevi a música, estava de quarentena e e só pensava em ir pro barzinho beijar na boca mas não podia então no clipe quis matar a vontade e beijar todo mundo! Foi isso, o resultado ficou belíssimo e muito gostoso de filmar

MONDO POP- Você já está fazendo shows para divulgar o EP? Pretende fazer? Em que formato- banda, DJ, playback etc?
TOTÔ DE BABALONG
– Sim! Esse mês fiz dois shows em Brasília e ainda tenho outros dois em São Paulo, no formato de DJ, mas estou no processo de treinar com banda, porque acho que o show fica muito mais verdadeiro quando é uma banda ali com você. Também estou gravando um disco que está sendo produzido por João Mansur e deve sair no meio do ano, junho ou julho, eu tô muito ansioso pra mostrar pro mundo, a coisa tá muito promissora então vamo que vamo!

Jimmy Jam & Terry Lewis lançam single e um álbum sairá em 2021

Jam & Lewis e Babyface por D-Nice-400x

Por Fabian Chacur

Em 1982, Jimmy Jam e Terry Lewis iniciaram uma carreira na área de produção e composição, eles que inicialmente se notabilizaram como integrantes da banda The Time, de Minneapolis, EUA. Desde então, o duo se firmou como um dos mais bem-sucedidas da história da musica pop, produzido e escrevendo 16 hits que atingiram o primeiro posto na parada pop americana e gerando mais de 100 discos de ouro, platina, multiplatina e diamante. E eles continuam com fome de sucesso. Vem aí seu primeiro álbum como dupla, Volume One, creditada a Jam & Lewis e programado para sair em 2021 pela BMG.

Como forma de atiçar os ouvidos do público, acaba de ser disponibilizada nas plataformas digitais a primeira amostra deste álbum. Trata-se de He Don’t Know Nothin’Bout It, que conta com a participação, nos vocais, de outro artista mitológico no setor do r&b, o ótimo cantor, compositor, produtor e músico Babyface. Trata-se de uma balada deliciosa, daquelas que você ouve uma vez, e outra, e outra…E fica viciado!

Para quem não se lembra ou não sabe mesmo, vale dizer que Jimmy Jam e Terry Lewis trabalharam com inúmeros artistas do primeiríssimo escalão da música. Para começo de conversa, eles tiveram uma boa parcela de mérito no estouro de Janet Jackson ao produzirem diversos álbuns da moça, entre eles os seminais Control (1986) e Rhythm Nation 1814 (1989), verdadeiros divisores de águas na trajetória da irmã de Michael Jackson.

Eles também marcaram presença em lançamentos de Boyz II Men (a deliciosa On Bended Knee), Michael Jackson (Scream e Tabloid Junkie são duas delas), Human League (a música Human, uma das mais belas dos anos 1980, é deles), The S.O.S. Band, Mary J. Blige., Mariah Carey, George Michael, Usher, Luther Vandross, TLC e Alexander O’Neil (a fantástica Fake é um belo exemplo), só para citar alguns.

Tudo leva a crer que teremos mais algumas faixas divulgadas antes do lançamento do álbum completo, e a expectativa é grande, assim como de novas parcerias bacanas. Vale lembrar que nesses anos todos eles fizeram alguns novos trabalhos com o The Time, banda que abriu shows para o saudoso Prince no início de sua carreira. Aliás, Prince os ajudou nesse inicio, mas depois teve vários atritos com seus integrantes, alguns bem escabrosos.

He Don’t Know Nothin’ Bout It– Jam & Lewis feat Babyface:

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