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Destaques do Rock in Rio 2011 by Mondo Pop

Por Fabian Chacur

Bem, já que todo mundo fez suas listas de melhores e piores do Rock in Rio 2011, Mondo Pop também divulgará a sua. Só que na louca, sem nada muito planejado ou organizado.

O importante, no entanto, é ressaltar que é muito importante a realização de eventos dessa envergadura, como diriam os antigos. Antes um festival com problemas do que nenhum.

Então, lá vamos nós, mesmo tendo visto os shows pela TV, dar nossos palpites toscos sobre shows bons e sobre shows toscos, também. Divirtam-se ou não…

Troféu Free Willy Has Been Rock And Roll

Fica com o cada vez mais gordo e cada vez mais irrelevante Axl Rose e seus netinhos, ou Guns N’ Roses versão 2011. Sem peito de investir em carreira solo, o cantor traz um atacadão de músicos para fazer o que a formação original do Guns tirava de letra. Seu visual é digno do de outro astro decadente, o ator Mickey Rourke. Um show longo demais, redundante demais e que ainda assim agradou o público presente. Fazer o quê? A plateia só deseja ser feliz.

Troféu A Banda do Zé Ianquinho pra animar a festa

Quem mereceu foi o excelente grupo americano Maroon 5, que ao vivo sabe segurar a onda com muito pique, presença de palco e músicas bacanas. Fez o público dançar, cantar junto e se divertir, sem precisar se valer de recursos cênicos complicados ou efeitos especiais. Uma espécie (guardadas as devidas proporções) de Inxs da nova era.

Troféu Panela Velha é Que Faz Comida Boa

Elton John e Stevie Wonder dividem esse aqui. Trouxeram na bagagem inúmeros hits certeiros, bastante energia, bandas excelentes e aquela experiência de palco que você não compra no bar da esquina. Provaram que não são artistas veteranos ou velhos, e sim que são estrelas vintage, sem as quais nenhum festival decente sobrevive.

Troféu Tenha Medo, Tenha Muito Medo, mas vibre!

Essa fica para o ótimo e apavorante show do Slipknot. Seu heavy metal megapesado com elementos de percussão, rap e muito mais se mostrou vibrante, poderosa e detonante, com direito aos músicos se valendo de visuais típicos de serial killers. Dava medo, mas também dava vontade de sair no bate cabeça até o fim dos tempos.

Troféu Kiss, ou Bom Com Máscara, Bom Sem Máscara

Esse fica para o cantor Corey Taylor, que teve jornada dupla no festival. Usando máscara de serial killer, liderou o Slipknot, e com a cara limpa, foi o vocalista de uma das principais surpresas positivas do evento, o ótimo Stone Sour, banda que investe com categoria em um heavy/hard rock preciso e bacana. Esse cara tem a manha!

Troféu valeu, velho, valeu, velho, valeu, velho, valeu!

Esse fica para o brother Dinho Ouro Preto, que com seu Capital Inicial quebrou o recorde mundial de falar a palavra “velho” durante suas conversas com o público, mas que também levou a multidão ao delírio com sua blitzkrieg de hits para os 100 mil presentes na Cidade do Rock. Sem complicação, sem frescura, rock na veia.

Troféu A Grande Irmã, ou A Discípula de George Orwell:

Nem é preciso dizer que esse é para Ivete Sangalo. Ela é a verdadeira Grande Irmã brasileira, pois sua presença é onipresente país afora, seja em festivais de música, comerciais, programas de TV etc etc etc (e tome etc). Mais uma vez, ela provou que sabe fazer rolar a festa, mesmo sem ser roqueira. I know, it’s only axe ‘n’ roll, but the crowds like it. Fazer o quê?

Troféu Me Acorda Quando Essa Chatice de Show Acabar:

Os irlandeses do Snow Patrol são bem-intencionados, suam a camisa, tocam com prazer… Mas suas músicas são muito parecidas umas com as outras, e vão entediando o espectador a cada minuto. O melhor momento ficou por conta da participação especial da brasileira Mariana Aydar, mas nada que espantasse o tédio da rock city.

Troféu Show Certo No Palco Errado, Quem Foi o Vacilão?:

Esse fica para as ótimas performances do Sepultura e de Joss Stone, que, por alguma razão de que a própria razão deve duvidar, foram escalados no palco Sunset, quando eram talhados para encarar o palco Mundo, o principal. Tipo da bola na trave certeira!

Troféu Eu Toco Rock Para Quem Não Gosta de Rock:

Esse aqui é garantido para o glorioso Lenny Kravitz. Não que eu ache o cara ruim – ele vale um greatest hits na coleção. Mas não dá para negar que se trata daquele artista que dilui os maiores clichês do rock e os torna acessíveis àqueles que não são roqueiros, mas que de repente querem ouvir algo do gênero. O Pat Boone da nova era.

5 Comments

  1. vladimir rizzetto

    October 6, 2011 at 2:33 pm

    Fabian

    Sobre o “show” do Guns, pouco a declarar.
    Foi deprimente, constrangedor.
    Agora, permita-me discordar quanto ao Lenny Kravitz. Eu, particularmente gosto muito dele, pois, acho que ele resgatou sonoridades antigas, adicionando sua assinatura com muita competência.
    Sobre o show, foi uma tremenda incapacidade da organização colocá-lo no entre Ivete Sangalo e Shakira. Lamentável, coisa de amadores.
    Ele ficaria muito bem acomodado no mesmo dia do Steve Wonder.

    Grande abraço

  2. Grande Vladimir! Eu até curto o Lenny, mas esse argumento que usam contra ele é meio complicado de se discutir – o cara usa muitos elementos já usados de melhor forma por outros artistas de rock em outros tempos. Mas ele canta bem, toca bem…. Como dizem por aí, é questão de gosto, mas dizer que ele não tem talento é furado, para mim. Grande abraço e obrigado pela visita sempre qualificada por aqui!

  3. adorei os nomes das categorias, ha ha ha.
    (Banda do Zé Ianquinho é a melhor!)

    Alguém falou que o Axl Rose é cover de si mesmo, é isso ai, o cara vai viver do passado até morrer, triste, mas é a realidade.

    O Snow Patrol eu gosto de várias músicas, mas no Rock in Rio NÃO FUNCIONARAM.E sacanagem jogarem a Joss Stone de escanteio hein? Vi o show pela internet…FOI LINDO DEMAIS.Merecia palco principal.Adorei o Stone Sour também. /

    p.s: Eu ri horrores quando eu vi o Chris Martin do Coldplay cantando Mas que nada! EU NUNCA IRIA IMAGINAR uma cena destas.Merece troféu de “momento inesperado” já que TODO gringo quando quer homenagear o Brasil canta “Garota de Ipanema”.

    Saudações, Chacur!

  4. E que venha o próximo Rock in Rio (ou “rock? eu rio”, como diria já nos anos 80 o meu amigo Ayrton Mugnaini Jr.) para a gente se divertir com ele. Valeu pelas ótimas opiniões, e obrigado pela visita!!!!

  5. Rock in Rio? Mudem o nome desse evento.
    Detestável essa Ivete Sangalo, não suporto mais ouvir dizer que ela é o que de melhor surgiu na música brasileira. Se isso for verdade estamos mesmo mal!

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