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Evinha Canta Guilherme Arantes em álbum e shows em Sampa e RJ

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Por Fabian Chacur

Há quase 20 anos (segundo ela), Evinha recebeu de Guilherme Arantes uma composição inédita do consagrado artista paulistano, Sou o Que Ele Quer. Desde então, havia a vontade de gravá-la. Pois enfim chegou a hora, e não poderia ter sido de forma melhor. Além desta, a cantora carioca registrou outras 11 desse mesmo autor no álbum Evinha Canta Guilherme Arantes (Kuarup), disponível em CD físico e nas plataformas digitais. Ela, há 40 anos radicada na França, mostra o repertório deste trabalho com shows nesta terça (12) em São Paulo e no dia 16 (sábado) no Rio de Janeiro.

O álbum traz Evinha acompanhada apenas por seu marido, o experiente pianista francês Gérard Gambus, que também se incumbiu da produção artística, com a executiva ficando a cargo do brilhante Thiago Marques Luiz. As gravações, mixagem e masterização do álbum foram feitos na França.

O repertório traz canções lançadas entre 1976 e 1989, sendo seis na década de 1970 e cinco na de 1980. Curiosidade: quatro delas- Antes da Chuva Chegar, A Cidade e a Neblina, Águas Passadas e Cuide-se Bem integram o álbum de estreia da carreira-solo de Guilherme, autointitulado e considerado por muita gente como o mais inspirado em seus mais de 40 anos de ótima trajetória musical.

Celebrando 50 anos do início de sua carreira como solista, após ter saído do Trio Esperança, Evinha se mostra em plena forma vocal aos 68 anos de idade. Ela está à vontade trabalhando com o repertório de Guilherme Arantes, e o bacana fica por conta de não ter se concentrado apenas no lado mais baladeiro e romântico do artista, aventurando-se também em faixas mais balançadas ou roqueiras como Deixa Chover e A Cidade e a Neblina.

Afora algumas vocalizações adicionais feitas provavelmente por ela própria em momentos pontuais de algumas das faixas, o que temos aqui é o melhor voz e piano. E a coisa só poderia dar certo com um músico de primeira, o que Gérard Gambus se mostra, dialogando de forma elegante e fluente com a voz de Evinha.

Como já tive a honra de ver alguns shows de Guilherme Arantes no formato voz e piano, foi muito divertido comparar suas performances com as de Evinha, notando as características próprias de cada um. E não é de se estranhar que o compositor tenha feito no encarte do CD um texto tão reverente e de gratidão à cantora por ter gravado este álbum. Ela merece.

Sou o Que Ele Quer, canção inédita que acabou gerando o álbum, é um belo acréscimo ao songbook do autor de Meu Mundo e Nada Mais, gravada com uma levada mezzo latina, mezzo jazzy que envolve o ouvinte sem muita dificuldade.

Outro ponto bacana do repertório foi equilibrar clássicos mais conhecidos do astro paulistano, como Êxtase, Brincar de Viver, Pedacinhos (Bye Bye So Long) e Amanhã, com resgates elogiáveis de outras menos conhecidas do grande público, entre as quais Antes da Chuva Chegar e Águas Passadas, esta última interpretada de forma tão vigorosa e feliz que se tornou totalmente dela. Merecia virar hit!

Evinha Canta Guilherme Arantes é aquela parceria perfeita, pois ajuda a divulgar a ótima e essencial obra de Guilherme Arantes, além de nos oferecer um pouco mais de uma cantora simplesmente brilhante, e que não tem tantos itens em sua discografia. Se vier um volume 2, garanto que ninguém irá reclamar.

Serviço dos shows:

São Paulo
Dia 12 de novembro (terça-feira) às 21h
Teatro Itália (avenida Ipiranga, nº 344- Edifício Itália- República- fone 0xx11-3255-1979)
Ingressos a R$ 50,00 (meia) e R$ 100,00 (inteira)

Rio de Janeiro
Dia 16 de novembro (sábado) às 19h30
Teatro Rival Petrobrás (Rua Álvaro Alvim, nº 33-37- Centro- fone 0xx21-2240-4469)
Ingressos a R$ 70,00

Ouça Evinha Canta Guilherme Arantes em streaming:

Ithamara Koorax volta a SP para show nesta 4ª no Sesc 24 de Maio

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Por Fabian Chacur

Ter como madrinha artística Elizeth Cardoso, a Divina, não é para qualquer uma. E a cantora oriunda de Niterói Ithamara Koorax, felizmente, fez jus a essa rara deferência de uma das nossas melhores cantoras. Ela celebra 30 anos de estrada e está divulgando o seu mais recente álbum, All Around The World, que a traz de volta a São Paulo após sete anos para show nesta quarta (4) às 21h no Teatro Sesc 24 de Maio (rua 24 de Maio, nª 109- Centro- fone 0xx11-3350-6256), com ingressos de R$ 12,00 a R$ 40,00.

Com direção musical do craque Arnaldo DeSouteiro, Ithamara terá a seu lado nesta apresentação um trio afiadíssimo composto por Paula Faour (piano), Jorge Pescara (baixo) e Cesar Machado (bateria). Além de canções do novo trabalho, o 25º de sua discografia, a intérprete reservou espaço em seu set list para alguns clássicos da bossa nova, estilo musical que abraçou desde o início de sua carreira. Vale lembrar que ela gravou com alguns ícones desse gênero, como Tom Jobim, Marcos Valle, Luiz Bonfá e outros desse calibre.

Versátil, Ithamara já teve dez músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas globais. Com forte formação jazzística também, ela volta e meia marca presença nas listas de melhores intérpretes de jazz da venerada revista americana Downbeat, ombreando com colegas do porte de Diana Krall e Cassandra Wilson. Ela já cantou em mais de 20 países, e atuou ao lado de mestres como Ron Carter, Larry Coryell, Dave Brubeck, John McLaughlin e Claus Ogerman, só para citar alguns deles. A moça tem currículo!

A Rã– Ithamara Koorax:

Isabella Taviani dá uma geral em seus sucessos com show em SP

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Por Fabian Chacur

Em 2003, a música Foto Polaroid invadiu as paradas de sucesso de todo o país e tornou nacionalmente conhecida a cantora e compositora carioca Isabella Taviani. Desde então, ela lançou seis CDs e dois DVDs, emplacando novos hits e cativando um público fiel, que curte suas canções que abordam de forma abrangente as várias nuances do amor e do romance. Como forma de celebrar 15 anos desse primeiro hit, ela iniciou em abril de 2018 uma turnê que passa pela última vez em São Paulo neste sábado (6) às 22h no Tom Brasil (rua Bragança Paulista, nº 1.281- Chácara Santo Antonio- fone 0xx11-4003-1212), com ingressos de R$ 100,00 a R$ 220,00.

Isabella Taviani tem como marca uma voz de timbre grave e delicado, aliada a composições que investem em melodias bem concatenadas e letras que abordam o tema amor com sensibilidade. Vale lembrar que ela consolidou sua carreira no pior momento da indústria fonográfica do Brasil, quando as quedas de vendas de CDs e de ingressos de shows inviabilizaram os sonhos de muita gente. Mas não os dela, que sempre se mostrou uma batalhadora incansável. E os frutos vieram.

A artista carioca promete para breve um novo single, e seu novo álbum está previsto para chegar ao cenário musical até o final deste ano. Neste show em São Paulo, ela será acompanhada por Lourenço Monteiro (bateria), Marco Brito (teclados), Caio Barreto (guitarra e violão) e Alberto Continentino (baixo).

No repertório, as canções que cativaram tantos fãs, entre as quais Foto Polaroid, Raio X, Diga Sim Pra Mim, Luxúria, A Canção Que Faltava e a recente A Vida Vive Sem Você, além de Close To You e Only Yesterday, do CD Carpenters Avenue (2016), um tributo que ela fez aos Carpenters, um de seus grupos favoritos.

A Vida Vive Sem Você (clipe)- Isabella Taviani:

Roberta Campos lança o seu 1º DVD com um show em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Uma das vertentes mais populares da atual música pop brasileira é a que mistura o folk com elementos de pop, rock e MPB. Uma de suas principais representantes é a cantora, compositora e violonista mineira Roberta Campos. Como forma de celebrar os 10 anos de sua carreira discográfica, ela lançou há pouco o seu primeiro DVD, Todo Caminho é Sorte- Ao Vivo (gravadora Deck), no qual dá uma geral em seus hits e traz novidades. O show de lançamento em São Paulo será nesta sexta (28) às 21h no Auditório Ibirapuera (avenida Pedro Álvares Cabral, s-nº- Portão 2 do Parque do Ibirapuera- fone 0xx11-3629-1075), com ingressos a R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira).

Nesta apresentação, Roberta terá a seu lado o mesmo afiadíssimo time musical que a acompanhou na gravação do DVD, composto por Fabio Pinc (teclados e direção musical), Fabio Sá (baixos acústico e elétrico), João Erbetta (violão, guitarra e lep steel), Loco Sosa (bateria) e a adorável Patricia Ribeiro (cello).

O repertório traz hits autorais de Roberta, entre os quais Minha Felicidade, Abrigo, Todo Dia e De Janeiro a Janeiro, e releituras de My Love (Paul McCartney), Casinha Branca (Gilson) e Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor (Lô Borges).

Leia entrevista com Roberta Campos falando sobre o DVD e sua carreira aqui.

Todo Dia (ao vivo)- Roberta Campos:

Barbara Mendes lança o CD Orgânico com um show no Rio

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Por Fabian Chacur

Orgânico apresenta ao grande público uma parceria musical de grande quilate. A cantora mineira criada no Rio de Janeiro Barbara Mendes interpreta 11 canções inéditas do excelente cantor, compositor e músico pernambucano Tito Marcelo. O resultado do trabalho do também casal na vida pessoal não poderia ser mais bem-sucedido. Primeiro álbum autoral da cantora desde Nada Pra Depois (2009) e disponível em CD e nas plataformas digitais, o disco será lançado com show no Rio de Janeiro nesta terça (18) às 21h no Teatro XP Investimentos (Jockey Club Brasileiro- avenida Bartolomeu Mitre, nº 1.100- Leblon- fone 0xx21-3807-1110), com ingressos custando a R$ 40,00 (meia) e R$ 80,00 (inteira).

O currículo de Barbara Mendes é dos mais respeitáveis. Ela morou por dez anos em Nova York, onde estudou canto e fez shows. Além disso, participou por lá de trilhas de filmes, teatro e balé. Seu primeiro álbum foi lançado em 2000, Live In Greece, gravado ao vivo em Atenas, na Grécia.

No álbum Nada Para Depois (2009), contou com as participações especiais de Djavan, Ivan Lins e Hamilton de Holanda. De quebra, lança em breve no exterior álbum com composições do genial Roberto Menescal vertidas para o inglês.

O clima musical contido em Orgânico é pontuado por belas canções que navegam entre MPB, folk, pop, blues e um leve tempero jazzístico. Colabora intensamente para sua alta qualidade artística a presença efetiva, nos arranjos, produção musical, guitarra e violões, do consagrado argentino radicado no Brasil Victor Biglione, que dá uma aula master de como ser acompanhante de forma elegante, criativa e expressiva.

Tito Marcelo se mostra um excelente compositor, ele que também viveu em Brasília (DF) e tem três bons discos solo em seu currículo- Frágil Verde, Força de Quebrar (2011), Pra Ficar no Sol (2014) e O Futuro Ligeiro da Demora (2016). Ele participa de duas faixas do CD, Degelo (voz e violão) e Recalques (violão).

No show desta terça (18), Barbará será acompanhada por uma banda composta por André Valle (violão de cordas de aço), Pedro Braga (violões), Alexandre Katatau (contrabaixo) e Allen Pontes (bateria). Nele, sua voz de belo timbre explorada de forma competente e sensível certamente trará também alguma coisa de trabalhos anteriores, além de faixas do ótimo Orgânico.

Veja o clipe de Recalques, de Barbara Mendes:

Hanna lança CD em homenagem a João Gilberto com show no RJ

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Por Fabian Chacur

Há quatro anos, a cantora Hanna, uma alagoana radicada no Rio, lançou um álbum em homenagem a João Gilberto. A repercussão do trabalho foi tão boa que ela resolveu mergulhar mais uma vez no universo musical do consagrado cantor, compositor e violonista baiano, e assim surgiu O Amor É Bossa-Nova- Homenagem a João Gilberto Volume 2, cujo show de lançamento no Rio de Janeiro será nesta sexta (7) às 21h na Casa Julieta de Serpa (praia do Flamengo, nº 340- Flamengo- fone 0xx21-2551-1278), com ingressos a R$ 30,00 (meia) e R$ 60,00 (inteira).

Com 23 faixas, o disco duplo traz como trunfos duas composições de João Gilberto, Bim Bom e Hó-Ba-La-Lá, cujas regravações foram devidamente autorizadas pelo autor, algo não muito frequente. Ela também escolheu composições de outros autores que o Papa da Bossa Nova consagrou em seu repertório, entre elas Eu Vim da Bahia, Fotografia, O Samba da Minha Terra, Pra Que Discutir Com Madame, Águas de Março, Insensatez e Retrato Em Preto e Branco.

No show, Hanna será acompanhada por Lulu Martin (piano), Jorge Pescara (contrabaixo), Tinho Martins (sax e flauta) e Fabio Cezanne (bateria). Com mais de 30 anos de carreira, a cantora teve músicas em trilhas de filmes e novelas, além de shows pelo Brasil e em países como Itália, Suíça, Grécia e França. Sentimentos foi gravada por ela e entrou na trilha da novela global Partido Alto (1984), tendo sido tema da personagem vivida pela atriz Cristiane Torloni.

Eu Vim da Bahia (clipe)- Hanna:

Beth Carvalho, uma embaixatriz do samba que fará muita falta

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Por Fabian Chacur

Em um distante dia de 1998, estava este repórter na sala da casa de Beth Carvalho, situada em um bairro bacana do Rio de Janeiro, um local alto com bela vista. Com a desenvoltura que lhe era habitual, ela me disse que nunca deixou a seleção das músicas de seus discos para quem quer que fosse. Na hora de bater o martelo, quem fazia isso era ela. “Você pode me perguntar a música que quiser, de qualquer dos meus discos, e eu te direi como e porque gravei”, afirmou, com autoridade. Essa embaixatriz do samba nos deixou nesta terça-feira (30), aos 72 anos, após sofrer durante quase dez anos.

Nessa dura década, esta cantora e musicista carioca chegou a ficar internada em hospitais por longos períodos. Mesmo assim, fez alguns shows e gravou. Ficou marcada sua performance em uma espécie de sofá instalado no palco para que pudesse entrar em cena e dar conta do recado. Até brincou, dizendo que, se houve “Na Cama Com Madonna” (o célebre filme da estrela americana), por que não poderia haver “Na Cama Com Beth Carvalho”? E assim se fez.

Beth nos deixa na antevéspera de seu aniversário de 73 anos, que seria completado no próximo dia 5 de maio (nasceu em 1946, no Rio). Sua ligação com a música teve início logo cedo, e mesmo oriunda de uma família de classe média, a moça logo se engraçou com a música, integrando um grupo influenciado pela bossa nova e depois partindo para a carreira solo. O primeiro sucesso veio em 1968, ao interpretar em um festival a canção Andança, ao lado dos Golden Boys.

O mergulho no samba, como intérprete, consolidou-se na década de 1970, especialmente a partir do esplêndido álbum Pra Seu Governo (1974), no qual consegue captar o som do samba mais próximo das rodas de partideiros, com direito a faixas matadoras como Miragem, A Pedida é Essa e outras. Em pouco tempo, com sua voz potente e charmosa e uma presença de palco marcante, tornou-se uma diva do gênero, ao lado de Clara Nunes e Alcione.

Inquieta, sempre buscava novos compositores e espaços dedicados ao samba, e nessas garimpagens, deu espaços importantes nos anos 1970 e 1980 para que artistas então desconhecidos, como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Luiz Carlos da Vila e o Grupo Fundo de Quintal (de quem se autonomeou madrinha) ganhassem os holofotes que mereciam. E vale lembrar que é dela a gravação original, e de maior sucesso, de um clássico perene do grande Cartola, As Rosas Não Falam, que foi até trilha de novela global.

Em sua fase áurea, entre as décadas de 1970 e 1980, a cantora carioca empilhou clássicos nas paradas de sucesso, como Vou Festejar, Saco de Feijão, Coisinha do Pai, 1.800 Colinas e tantos outros. Em um show dela que tive a chance de ver, lá pelos idos de 1986, no 150 Night Club do Maksoud Plaza, em São Paulo, vi a intérprete ser obrigada a repetir por três ou quatro vezes Andança, tal o entusiasmo do público presente.

Em 1987, Beth Carvalho lançou um álbum histórico, Ao Vivo em Montreux, gravado durante um show no histórico festival de jazz na Suíça, um marco na história do samba. Várias vezes ela mostrou os seus sucessos em shows no exterior, sempre com grande repercussão por parte do público.

Um de seus discos mais marcantes foi Saudades da Guanabara (1989), com pelo menos duas faixas marcantes: a que lhe deu título, de autoria de Paulo Cesar Pinheiro, Moacyr Luz e Aldyr Blanc (ouça aqui) e que lembrava de tempos melhores na história carioca, e a música Botafogo Campeão (Esse é O Botafogo Que Eu Gosto) (ouça aqui), na qual celebrava o título carioca que seu time de coração ganhou naquele 1989, após 21 anos sem gritar é campeão. Discaço mesmo!

Ao contrário de outros artistas, que preferem guardar para si suas preferências políticas, Beth sempre se mostrou defensora de ideias progressistas, sendo uma brizolista fanática, especialmente por causa da implantação dos CIEPS. Certamente não devia estar muito feliz com os atuais rumos da política brasileira. Seja como for, deixa uma marca fortíssima na história da nossa música, como divulgadora de um de nossos gêneros musicais mais populares e significativos. A frase é um baita de um clichê, mas não há como fugir dela: o brasileiro está de luto com a sua partida prematura.

Ouça o álbum Pra Seu Governo, de Beth Carvalho, em streaming (obs.:a versão da faixa Maior é Deus é de outro disco, não a original desse álbum clássico, mas está valendo, assim mesmo):

Zélia Duncan lança novo single e vem com álbum inédito em maio

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Por Fabian Chacur

Zélia Duncan retoma em 2019 duas marcas de sua trajetória artística mais conhecida do grande público. Uma é o retorno ao som pop folk autoral que marcou os seus maiores hits, como Catedral e Enquanto Durmo, após dez anos dedicados a composições alheias e a ritmos como o samba. A outra é reiniciar a parceria musical e de trabalho com o compositor, músico e produtor Christiaan Oyens. O álbum que marca esses novos rumos é Tudo É Um, que a cantora lançará dia 17 de maio pelo selo Duncan Discos, em parceria com a gravadora Biscoito Fino.

Como forma de dar ao público pistas de como soará esse trabalho, Zélia lançou dois singles. O primeiro, O Que Mereço, conta inclusive com um clipe para divulgá-lo (veja aqui). O outro acaba de ser disponibilizado para o público. Trata-se de Breve Canção de Sonho, composição dela em parceria com Dimitri BR lançada originalmente em 2012 na trilha da novela global Cheias de Charme, e agora relida em versão mais encorpada, nas palavras da própria intérprete.

Tudo É Um trará parcerias da cantora e compositora com nomes do porte de Chico Cesar, Zeca Baleiro, Paulinho Moska e Dani Black, além do próprio Christiaan, que se incumbe da direção geral do álbum, com direção artística a cargo da própria artista. Seu álbum imediatamente anterior a este é o delicado e ótimo Invento+ (2017), gravado em parceria com o consagrado músico carioca Jaques Moreleubam (leia a resenha de Mondo Pop aqui).

Breve Canção de Sonho– Zélia Duncan:

Mart’nália faz deliciosa viagem pela obra de Vinicius de Moraes

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Por Fabian Chacur

Há artistas que possuem uma forte assinatura autoral naquilo que fazem. Mart’nália integra esse restrito grupo a partir de sua voz, que consegue conciliar um registro mais áspero com uma doçura que você reconhece logo nos primeiros segundos de suas interpretações. Versátil, ela é cantora, compositora, musicista, produtora… Com 32 anos de carreira discográfica, ela dedica o seu novo álbum a um dos repertórios mais nobres da música brasileira. O título entrega o conteúdo: Mart’nália Canta Vinícius de Moraes, lançamento da Biscoito Fino que já está disponível em CD e nas plataformas digitais.

Este novo trabalho de Mart’nália começou bem logo na escolha de seus produtores, o saudoso baixista Arthur Maia e o guitarrista Celso Fonseca. Essa dupla talentosíssima soube arregimentar músicos que, junto com eles, foram capazes de dar conta de uma sonoridade centrada na música brasileira, mas com uma fluência jazzística e apego às sutilezas elegantes.

A escolha do repertório equivale a uma significativa amostra do que melhor o nosso amado Poetinha fez em sua carreira no mundo da música popular, trazendo exemplares de suas parcerias com Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, Carlos Lyra e Hermano Silva. De quebra, temos a voz do próprio abrindo e fechando o CD, com seu tom agradável e mais afinado do que quem não conhece a sua história pode imaginar. Poeta, sim, e dos bons, mas um vocalista bastante respeitável, sem ser um Pavarotti, obviamente.

Com seu estilo próprio e descontraído, Mart’nália aproveita essa roupagem bacana imprimida às músicas de Vinícius para dar a elas releituras elegantes, reverentes e respeitosas, mas sem cair na mera repetição, armadilha em que alguns intérpretes caem quando ficam diante de canções tão clássicas e tão icônicas como essas contidas neste trabalho.

Além do homenageado, temos as participações de Maria Bethânia recitando o Soneto do Corifeu, interpolado em Eu Sei Que Vou Te Amar, a cantora italiana radicada na França Carla Bruni em versão bilíngue de Insensatez, e de Toquinho na sua parceria com Vinícius Tarde em Itapoã. A irreverência de A Tonga da Mironga do Kabuletê e Maria Vai Com As Outras, o ode à saudade de Onde Anda Você, o lirismo de Minha Namorada, é um clássico atrás do outro.

Mart’nália Canta Vinícius de Moraes é o tipo do tributo que esse grande nome da cultura brasileira merece, um verdadeiro banho de sensibilidade, talento e respeito. Difícil ser mais elegante e swingada do que Mart’nália foi com essas canções tão maravilhosas, que refletem o melhor de um país que a gente ama e respeita mais do que nunca. Cultura é isso!

Onde Anda Você– Mart’nália:

Raquel Martins faz show nesta sexta (29) na Casa Gramo (SP)

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Por Fabian Chacur

Raquel Martins é daquelas pessoas que não vieram ao mundo a passeio. Ela é cantora, compositora, violonista, produtora musical e doutoranda em música pela Unicamp. Sempre a mil por hora, ela apresenta nesta sexta (29) a partir das 21h em São Paulo o show Música Para (R) Existir. O local será a Casa Gramo (rua Bento de Abreu, nº 223- Vila Romana- fone 0xx11-3864-4186), e estarão a seu lado no palco Gê Ruiz (baixo) e Si Sa Medeiros (percussão).

O trabalho autoral de Raquel teve seu primeiro registro discográfico em 2007, com o álbum No Vai e Vem do Metrô. Desde então, além de inúmeros shows, também nos proporcionou os CDs Homem Sem Rosto (2015), O Mar e Outras Águas (2016-com Olivia Gênesi) e Percepções Sonoro-Poéticas (2017).

No show desta sexta, ela mostrará músicas autorais e também cânticos populares de matrizes afro-brasileiros. Raquel nasceu no estado do Rio de Janeiro e está radicada em São Paulo desde 2001. Leia mais sobre ela aqui e ouça mais canções de seu repertório aqui.

Menina Moleque– Raquel Martins:

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