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Rolling Stones lançam registro de show de 1997 em vários formatos

bridges to bremen the rolling stones capa

Por Fabian Chacur

E prossegue a série de lançamentos de registros de shows dos Rolling Stones durante sua extensa e bem-sucedida carreira com quase 60 anos de estrada. Desta vez, teremos Bridges To Bremen, que a Universal Music, em parceria com a Eagle Music, promete colocar no mercado mundial de áudio e vídeo no próximo dia 21 de junho. No Brasil, o produto será disponibilizado apenas em DVD e digital (áudio e vídeo), mas no exterior teremos também Blu-ray, DVD+2 CDs, Blu-ray+2 CDs e vinil triplo.

Bridges To Bremen flagra a banda de Mick Jagger e Keith Richards em Bremen, na Alemanha, em show da turnê durante a qual o grupo britânico divulgava o seu então mais recente álbum, Bridges To Babylon (1997). Foi a primeira turnê deles a incluir o recurso de um pequeno palco no meio da plateia, no qual, durante uma pequena parte do espetáculo, os músicos apresentavam algumas músicas em clima mais intimista (obviamente para quem estivesse lá perto, pois os shows eram sempre realizados em estádios e ginásios). Por volta de 40 mil pessoas estavam naquele show, em particular.

Entre 1997 e 1998, os Stones fizeram 97 shows em quatro continentes, atraindo mais de 4.5 milhões de fãs. No repertório, seus grandes clássicos e também algumas faixas de Bridges To Babylon, como Flip The Switch, Anybody Seen My Baby? e Thief In The Night. Em cada apresentação, era feita uma consulta prévia via internet para que o público escolhesse uma faixa exclusiva a ser adicionada no show. Memory Motel venceu, no caso de Bremen. Nos bônus de DVD e Blu-ray, foram incluídas quatro performances de um show em Chicago (EUA).

O conteúdo de vídeo e áudio de Bridges To Bremen foi restaurado, remixado e remasterizado. Antes desse lançamento, a Universal Music promete para o dia 19 deste mês Honk, nova coletânea com 36 faixas lançadas originalmente entre 1971 e 2010, e uma Deluxe Edition do CD Blue & Lonesome, trazendo como bônus 10 faixas gravadas ao vivo em estádios ao redor do planeta.

CONTEÚDO De BRIDGES TO BREMEN

DVD e Blu Ray

(I Can’t Get No) Satisfaction
Let’s Spend The Night Together
Flip The Switch
Gimme Shelter
Anybody Seen My Baby?
Paint It Black
Saint Of Me
Out Of Control
Memory Motel
Miss You
Thief In The Night
Wanna Hold You
It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It)
You Got Me Rocking
Like A Rolling Stone
Sympathy For The Devil
Tumbling Dice
Honky Tonk Women
Start Me Up
Jumpin’ Jack Flash
You Can’t Always Get What You Want
Brown Sugar

BRIDGES TO CHICAGO

BONUS PERFORMANCES

Rock And A Hard Place
Under My Thumb
All About You
Let It Bleed

CD DUPLO E LP DE VINIL TRIPLO

(I Can’t Get No) Satisfaction

Let’s Spend The Night Together

Flip The Switch

Gimme Shelter

Anybody Seen My Baby?

Paint It Black

Saint Of Me

Out Of Control

Memory Motel

Miss You

Thief In The Night

Wanna Hold You

It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It)

You Got Me Rocking

Like A Rolling Stone

Sympathy For The Devil

Tumbling Dice

Honky Tonk Women

Start Me Up

Jumpin’ Jack Flash

You Can’t Always Get What You Want

Brown Sugar

Veja o trailer de Bridges To Bremen:

Roberta Campos lança o seu 1º DVD com hits, inéditas e covers

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Por Fabian Chacur

Roberta Campos iniciou a sua carreira no mundo da música em 1998. Foram dez anos até o lançamento de seu primeiro CD, Para Aquelas Perguntas Tortas (2008). Desde então, gravou outros três- Varrendo a Lua (2010), Diário de um Dia (2012) e Todo Caminho é Sorte (2015)- e conquistou um público fiel Brasil afora. Só agora ela nos proporciona o seu primeiro DVD, Todo Caminho é Sorte Ao Vivo, lançado pela gravadora Deck. E a explicação que ela dá, durante entrevista para Mondo Pop, sobre essa aparente demora é simples e bastante lógica, levando-se em conta a sua origem mineira (nasceu em Caetanópolis em 29 de dezembro de 1977).

“Esse DVD é uma celebração a meus 20 anos de carreira. Agora, eu já tenho o conteúdo de quatro CDs lançados, acho que faz mais sentido fazer isso (lançar o DVD) nesse momento, pois estou mais madura artisticamente. Procuro realizar uma coisa de cada vez, sem pressa. Esse é um registro muito bonito, sensível, de como é o meu show, e feito no momento exato. Quis fazer algo que mostrasse a minha essência da melhor forma possível, de um jeito simples, mas chique”.

Gravado no Teatro Porto Seguro, em São Paulo, no dia 3 de julho de 2018, o DVD traz Roberta nos vocais, violão e guitarra, acompanhada por Patrícia Ribeiro (violoncelo), Fabio Pinczowski (teclados, percussão, vocais), Fábio Sá (baixo), João Erbetta (guitarra, violão, loop steel) e Loco Sosa (bateria e percussão). O repertório traz 18 faixas, sendo duas inéditas autorais (Todo Dia e Dois Flamingos), um cover inédito (My Love, de Paul McCartney), sete canções do mais recente álbum de estúdio e oito faixas de seus outros três álbuns.

O DVD traz uma única participação especial, a da cantora e compositora Nô Stopa, na faixa Sinal de Fumaça. “De início eu não pensava em ter convidados no DVD, mas logo vi que a Nô se encaixaria muito bem neste projeto, pois a conheci bem no início da minha carreira, quando me mudei para Sâo Paulo (o que ocorreu em 2004). Ela me ajudou muito, fizemos juntos juntas, somos parceiras musicais, inclusive em Sinal de Fumaça“, relata.

Aliás, habitualmente Roberta costuma escrever suas canções sozinha. “Por volta de 90% das minhas músicas eu faço sozinha, aprendi desse jeito, é uma forma de falar comigo mesma”. As canções alheias que grava costumam ter ligações afetivas. “Casinha Branca, do Gilson, eu conheci quando tinha 4 anos de idade, o meu tio a tocava, e me inspirou muito, é a minha música favorita. Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor, do Lô e Márcio Borges, eu conheci na voz do Milton Nascimento e pensava que era de autoria dele. E fiz um pedido de casamento com My Love, do Paul McCartney”. Todas elas estão no DVD.

Uma das marcas da carreira de Roberta Campos é o fato de ter tido o impressionante número de 18 músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas. “É uma boa forma de divulgar as minhas músicas, você entra nas casas das pessoas todos os dias, reflete em tudo de forma positiva. Lembro que, quando criança, eu assistia muito novelas, e sonhava em ter um dia músicas minhas em suas trilhas”, comenta. Como dizem por aí, cuidado com o que você deseja…

Roberta é uma das principais expoentes de uma geração cuja sonoridade tem fortes influências da musica folk. “Essa pegada do folk eu sempre tive, ouvi muito o Clube da Esquina (Lô Borges, Milton Nascimento, Beto Guedes etc), comecei a tocar violão aos 11 anos. Também ouvi muito Bob Dylan, Joni Mitchell, Kid Abelha, Paralamas do Sucesso”, relembra.

A carreira desta cantora, compositora e musicista mineira ganhou impulso em plena era da internet, e ela procurou se aproveitar das novas ferramentas surgidas, embora sem deixar de lado os formatos físicos. “Você precisa se adequar ao que está acontecendo. Usei muito o Myspace no meu começo. Essa coisa do ‘faça você mesmo’ ajuda, vejo de forma muito positiva a coisa de internet, pois tem muitas formas de você espalhar a sua música. Penso em lançar EPs digitais, já lancei singles, mas ainda penso no formato álbum e nos formatos físicos, inclusive já lancei dois de meus discos em vinil”.

Ainda sem definir quando terá início a turnê de lançamento de seu DVD no Brasil, Roberta fará em abril shows em Portugal e Cabo Verde. Um novo trabalho de estúdio também já está em seus planos. “Tenho muitas músicas prontas, mas penso em compor outras especialmente para um novo trabalho, algo que ainda não fiz. Acho legal experimentar novas possibilidades. Ela encerra o papo relembrando dos tempos iniciais de sua bem-sucedida trajetória musical.

“Tive de superar muitas dificuldades até gravar meu primeiro CD. A cantora Duda Monteiro gravou uma composição minha, e me possibilitou ter o dinheiro para gravar esse CD, independente, no qual eu fiz até o encarte. Foi difícil, mas nada me impediu de fazer, e depois fui contratada pela Deck”.

Todo Dia– Roberta Campos:

Carole King conta sua bela história em Natural Woman

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Por Fabian Chacur

Em uma época na qual a participação feminina no mundo da música parece aumentar e ser mais valorizado, nada melhor do que relembrar a trajetória de uma pioneira no setor. Carole King é o tema do excelente documentário Natural Woman (2016), integrante da série American Masters, já lançado em DVD no exterior. O filme, com aproximadamente 60 minutos de duração, será exibido pelo Canal Bis nesta terça (22) às 13h30 e nesta quarta (23) às 10h na faixa Arquivo Musical, além de já estar disponível na plataforma de streaming pago do canal, a Bis Play.

Nascida em Nova York em 9 de fevereiro de 1942, Carole King começou a tocar piano ainda criança, e não demorou a dominar o instrumento. Ainda adolescente, já compunha, e em 1959 não só arrumou um parceiro para composições, o letrista Gerry Goffin, como ganhou de quebra um marido, pois eles se casaram naquele ano. O documentário registra bem esse período, no qual ela e Goffin escreviam músicas para outros artistas, emplacando hits clássicos como Up On The Roof, The Loco-Motion, One Fine Day, Chains, Will You Love Me Tomorrow, Take a Giant Step, Going Back e (You Make Me Feel Like a) Natural Woman, só para citar alguns dos mais bem-sucedidos.

Com uma mescla de entrevistas feitas em épocas diferentes (incluindo uma realizada especialmente para Natural Woman), a cantora, compositora e pianista relembra com franqueza a dolorosa separação de Goffin, o início de sua carreira como cantora, a parceria musical com James Taylor e o estouro do álbum Tapestry (1971), que vendeu milhões de cópias e a consagrou de uma vez por todas. Os problemas com os outros maridos, a dificuldade de fazer shows e ter de ficar semanas longe das filhas são outros temas muito bem abordados.

Foram aproveitadas imagens de vários momentos da vida de Carole, incluindo fofíssimas cenas de quando ela era criança e começava a tocar piano. Temos também deliciosos depoimentos de amigos e cúmplices do mundo da música como James Taylor, o guitarrista fantástico Danny Kortchmar, o produtor Peter Asher, o casal de compositores Barry Mann e Cynthia Weil, a letrista Toni Stern (parceria dela em hits como It’s Too Late), o produtor Lou Adler e outros.

Natural Woman aproveita muito bem o curto espaço de tempo para abranger uma brilhante carreira que beira 60 anos e equivale a um belíssimo cartão de apresentações para quem não tem muita ideia de quem seja essa tal de Carole King. Duvido que, após ver esse documentário, você não se disponha a ouvir mais, ver mais e saber mais sobre a obra dessa incrível artista, que além de ter uma obra incrível no pop-rock ainda arruma tempo para um ativismo civil muito importante. Temos até ela recebendo o importante prêmio Guershwin das mãos do então presidente americano Barack Obama em 2013.

Veja o trailer do documentário Natural Woman:

Michel Freidenson e Teco Cardoso releem Luiz Millan e Moacyr Zwarg em DVD e CD

Michel Freidenson, Anna Setton, Luiz Millan e Teco Cardoso - Foto Priscila Prade-400x

Por Fabian Chacur

Formado em medicina com especialização em psiquiatria, Luiz Millan também desenvolveu sua veia musical, estudando piano e violão. Após ver um show do pianista Moacyr Zwarg, não só procurou o músico para elogiá-lo como também quis ter aulas com ele. O aprendizado formal não foi lá essas maravilhas, mas rendeu coisa melhor: uma parceria musical. Nascia ali uma semente que rendeu quase 40 músicas, um CD de estúdio e, agora, um DVD-CD, Dois Por Dois Ao Vivo. Trata-se de um trabalho inusitado, e cuja história é deliciosa, envolvendo fortes amizades e muito talento e emoção. O resultado merece bons elogios.

Pois vamos acrescentar mais informações sobre os eventos que geraram este trabalho. Millan viu que o número de obras compostas por ele e Zwarg era bastante significativo. Aí, surgiu a ideia de registrar uma parte delas, 14, para ser mais preciso, em um CD. Mas o conceito em torno desse trabalho seria diferente. Ao invés de os autores as gravarem, eles convidariam dois outros músicos para interpretá-las. E Millan resolveu convidar um amigo que já havia trabalhado com ele, o pianista, compositor e arranjador Michel Freidenson.

Na estrada desde os anos 1980 com muito destaque, integrante de bandas como a ZonaZul e acompanhando nomes do porte de Hermeto Pascoal, Djavan, Milton Nascimento e outros, além de trabalhos próprios, Freidenson aceitou de imediato o convite do velho amigo, e logo em seguida outro parceiro dele de muitos anos, o flautista e saxofonista Teco Cardoso, entrou no time. Teco integrou o ZonaZul junto com Freidenson, e tocou com Edu Lobo, Hermeto Pascoal, Dori Caymmi, Ivan Lins e Toots Thielemans. Mesmo sem tocar junto há algum tempo, o duo logo viu que continuava entrosado.

O CD Dois Por Dois saiu em 2016, e no dia 25 de agosto daquele mesmo ano foi realizado em São Paulo, no Teatro Espaço Promon, um show de lançamento. O espetáculo traria no palco Freidenson, Cardoso e também a cantora Anna Setton, que participou do álbum na única faixa com vocais do mesmo, a delicada balada Janeiro de 76. Millan apresentou as músicas e tocou piano em um único momento, para acompanhar no piano a leitura do poema Depois de Ouvir o Millan (de autoria de Márcia Salomão) por Marília Pereira Bueno Millan.

Felizmente, surgiu a ideia de gravar, com quatro câmeras e direção do jovem Thales Menezes, a apresentação, mas com o intuito apenas de registrar o evento. O resultado, no fim das contas, ficou tão bom que o lançamento se mostrou inevitável, e é exatamente o que acaba de acontecer, em luxuosa embalagem digipack com direito a encarte caprichado e englobando DVD e CD em um único produto, distribuído pela Tratore e com preço médio de R$ 30,00.

O repertório traz as 14 faixas do CD de estúdio mais o já citado poema e também três canções de Millan compostas com outros parceiros: E O Palhaço Chorou (com Mozar Terra), Entre Nuvens (com Plinio Cutait) e Montparnasse (também com Plinio Cutait). As três, e também Janeiro de 76, são interpretadas em um único bloco no show por Anna Setton, que se mostra à vontade na função, ressaltando as boas melodias e letras de cada faixa.

As músicas da dupla Millan & Zwarg possuem uma delicadeza muito grande, valendo-se de elementos de várias vertentes da música brasileira e com um tempero erudito. A seleção, segundo conta Millan no ótimo making of de 16 minutos contido no DVD, procurou optar por uma diversidade de estilos, com direito a canções, bossa nova e até frevo. O Passar das Horas, Frevo Para Léa (bela homenagem a Lea Freire), Dois Por Dois e Primeiro Amor são destaques de um repertório que flui sem dificuldade.

A parte triste ficou para o fim. No dia 22 de junho de 2017, durante a fase de produção do DVD, Moacyr Zwarg nos deixou, aos 72 anos de idade. Ele aparece tanto no making of (gravado em 2016, após o lançamento do CD de estúdio) como na plateia do show, e este lançamento equivale a uma bela e merecida homenagem a ele, oriundo de uma família de vários músicos (incluindo o pai, Antonio Bruno Zwarg) e com trabalhos ao lado de nomes como Hermeto Pascoal, Fagner, Ednardo, Leny Andrade e Peri Ribeiro, entre outros.

Janeiro de 76 (ao vivo)- Michel Freidenson e Teco Cardoso, com Anna Setton:

Edu Lobo faz belas releituras de clássicos com parceiros ilustres

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Por Fabian Chacur

Em 2016, Edu Lobo se reuniu com o violonista Romero Lubambo e o saxofonista e flautista Mauro Senise para a gravação de um CD, Dos Navegantes, que chegou ao mercado discográfico e virtual em 2017. A qualidade do trabalho se mostrou tão grande que parecia inevitável um registro ao vivo, e é exatamente isso que a gravadora Biscoito Fino acaba de fazer, com o mesmo título do anterior, agora no formato DVD e também disponível em áudio digital nas plataformas digitais.

No palco, temos Edu Lobo nos vocais, relendo 16 de suas composições mais belas, cinco a mais do que o repertório do CD de estúdio. Oito são parcerias com Chico Buarque, sendo cinco delas extraídas da magistral e antológica trilha sonora de O Grande Circo Mistico. Temos também parcerias com Gianfrancesco Guarnieri, Cacaso, Torquato Neto, Paulo Cesar Pinheiro, Ronalto Bastos e Capinan. Equivale a uma bonita amostra da caudalosa e essencial obra desse grande cantor, compositor e músico carioca.

Ao lado desse mestre da música brasileira, hoje com 75 anos bem vividos, dois músicos com currículos invejáveis como Lubambo e Senise. Além deles, marcam presença o também consagrado pianista Cristóvão Bastos (em seis faixas), o percussionista internacional Mingo Araújo (em sete faixas) e o contrabaixista Bruno Aguiar (em 13 faixas). O formato é essencialmente acústico, com ênfase nos detalhes e nas sutilezas, abrindo caminho para que o canto delicado e delicioso de se ouvir de Edu Lobo flua sem medo de ser feliz.

O repertório não segue o formato de um greatest hits, tendo sido selecionado provavelmente entre as canções do vasto e ótimo repertório de Edu que melhor se encaixassem na proposta sonora premeditada para o show, gravado ao vivo no Rio de Janeiro no dia 13 de maio de 2017 na Sala Cecília Meirelles. Entre elas, maravilhas do naipe de Pra Dizer Adeus, Dos Navegantes, Valsa dos Clowns, O Circo Místico, Na Carreira, Beatriz, Valsa Brasileira e A História de Lily Braun.

Desde o início de sua carreira, na década de 1960, Edu Lobo se mostrou um compositor capaz de aliar sofisticação e simplicidade, conseguindo a proeza de fazer canções elaboradas plenamente capazes de atrair os ouvidos mais afeitos aos sons populares. Mesmo os mais arraigados fãs daquele tipo de música que pulula nas rádios e programas televisivos atuais do tipo Só Toca Top (eita título infame esse aí…) dificilmente não se renderão à beleza de Beatriz, A História de Lily Braun e Na Carreira, por exemplo. Ao lado de Mauro Senise, Romero Lubambo e seus outros músicos, ele mostra que música boa é para sempre.

Dos Navegantes, com Edu Lobo, Romero Lubambo e Mauro Senise:

Toquinho comemora 50 anos de bela carreira com DVD/CD

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Por Fabian Chacur

Toquinho é um desses nomes tão grandes da nossa música popular que às vezes pode parecer que é menos louvado do que deveria. Mas há uma explicação para isso: sua elegância. Cantor, compositor, violonista, ele mantém desde o início de sua carreira, na década de 1960, uma postura humilde, sóbria e sem cair em excessos ou estrelismo. Para comemorar meio século de trajetória artística, ele acaba de lança o DVD/CD 50 Anos de Carreira (Deck), um trabalho enxuto, bem feito e à altura da trajetória desse craque da canção popular brasileira.

Antonio Pecci Filho, nascido em São Paulo em 6 de julho de 1942 e apelidado Toquinho pela mãe, tornou-se conhecido ao lançar parcerias com Jorge Ben como Carolina Carol Bela e Que Maravilha. A seguir, tornou-se parceiro de palcos, discos e composições de ninguém menos do que Vinícius de Moraes. A dupla, com enorme sucesso de público e critica, durou uma década, encerrando-se apenas devido à morte prematura do grande Poetinha em 1980.

Como artista solo, consagrou-se de vez com o estouro de Aquarela, em 1983, e não só lançou trabalhos individuais bem bacanas como também manteve parcerias com craques como Paulinho da Viola, Chico Buarque, MPB-4, Sadao Watanabe e vários outros. Nos últimos anos, mostrou-se aberto ao intercâmbio com as novas gerações, atuando ao lado de Paulo Ricardo, Tiê, Veronica Ferriani e Anna Setton, por exemplo.

O DVD/CD equivale a uma pequena amostra dessa trajetória, gravado ao vivo em duas sessões no dia 25 de março de 2016 no Teatro WTC, Hotel Sheraton, em São Paulo. A seu lado, uma banda composta por Guga Machado (percussão), Ivâni Sabino (baixo), Nailor Proveta Azevedo (clarinete e sax alto) e Pepa D’Elia (bateria), um time afiado que se mostra muito adequado e ensaiado para acompanhar um dos melhores violonistas brasileiros de todos os tempos.

O repertório dos 55 minutos de show traz 24 músicas acomodadas em 14 faixas, sendo apenas uma delas de fora do repertório do artista, A Noite, sucesso da cantora Tiê que ela interpreta ao lado de seu padrinho artístico. De resto, temos desde o primeiro sucesso, Que Maravilha, até a recente Quem Viver Verá, de 2011. Além de Tiê, participam Anna Setton, Verônica Ferriani, Mutinho e Paulo Ricardo.

Com efeitos cênicos simples e bem concatenados, entre os quais três telões com imagens ilustrando cada canção, o show traz Toquinho à vontade, cantando com sua voz agradável e doce e contando pequenos ‘causos’ entre uma música e outra, entre os quais uma deliciosa recordação de episódio envolvendo sua assumida hipocondria. Da ótima banda, o destaque é o lendário Proveta, que dá um colorido especial às canções com seus belos e inspirados solos.

Da fase com Vinícius, temos representadas A Tonga da Mironga do Kabuletê, Tarde em Itapoã (dueto com Paulo Ricardo), Samba de Orly e O Velho e a Flor/Veja Você (dueto com Verônica Ferriani), entre outras. As canções dedicadas ao público infantil aparecem em um pot-pourry que traz A Casa, O Pato, O Ar (O Vento), A Bicicleta e O Caderno.

Os megahits Que Maravilha, Turbilhão (dueto com o parceiro Mutinho) e Aquarela não poderiam ficar de fora, e não ficaram. Nos extras do DVD, temos pequenos depoimentos de amigos como Galvão Bueno, Roberto Menescal, Zico, Eliane Elias e Ivan Lins, e 10 minutos deliciosos nos quais Toquinho mostra seu talento como solista de violão, tocando sozinho e em estúdio maravilhas como Abismo de Rosas, Bachianinha nº 1 (do seu mestre Paulinho Nogueira) e Gente Humilde, entre outras.

Toquinho 50 Anos de Carreira equivale a uma deliciosa viagem por uma carreira repleta de boas músicas, feitas e interpretadas por um artista que nunca se valeu de recursos reprováveis para fazer sucesso e conseguiu sua popularidade de forma justa e mais do que merecida. Usando versos de seu eterno parceiro naquela célebre canção com a grife Tom & Vinícius: “se todos fossem iguais a você, que alegria viver”…

obs.: e falar o que dessa bela capa, do sempre genial Elifas Andreato?

Tarde em Itapoã– Toquinho e Paulo Ricardo:

Lô Borges faz 2 shows em SP e lança o seu novo DVD ao vivo

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Por Fabian Chacur

Considerado um dos mais importantes integrantes do movimento musical chamado de Clube da Esquina, Lô Borges resolveu reler músicas de seus dois discos de estreia no incrível DVD Tênis + Clube (leia a resenha de Mondo Pop aqui). Ele mostra esse trabalho com shows em São Paulo nesta sexta (5) e sábado (6) às 21h no Sesc Pinheiros- Teatro Paulo Autran (rua Paes Leme, nº 195- Pinheiros- fone 0xx11-3095-9400), com ingressos de R$ 15,00 a R$ 40,00.

A direção musical (do DVD e do show) é de Pablo Castro (voz, violões, piano, guitarra e vocais), que lidera a banda composta por Gui de Marco (violões, guitarras, percussão e vocais), Paulim Sartori (contrabaixo, bandolim, percussão e vocais), D’Artagnan Oliveira (bateria, percussão e vocais), Dan Oliveira (guitarras, violões, percussão e vocais) e Alê Fonseca (teclados e programações), um timaço capaz de muitas e boas.

O repertório do show traz todas as faixas do primeiro álbum solo de Lô, autointitulado e mais conhecido como “Disco do Tênis”, e todas as canções de sua autoria do LP Clube da Esquina (1972), creditado a ele e a um certo Milton Nascimento. De quebra, também temos Para Lennon e McCartney, sua composição gravada brilhantemente pelo Bituca em 1970. Tipo do show feito sob medida para receber o adjetivo de imperdível, ainda mais no delicioso Sesc Pinheiros.

Veja trechos do DVD Tênis+Clube, de Lô Borges:

Lô Borges resgata um de seus álbuns clássicos em belo DVD

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Por Fabian Chacur

Em 1972, com apenas 20 anos de idade, Lô Borges surpreendeu aos fãs de música brasileira ao lançar dois trabalhos que com o tempo seriam consagrados como antológicos. Um é Clube da Esquina, álbum duplo que gravou em parceria com o amigo e mentor Milton Nascimento. Outro, um álbum solo autointitulado hoje mais conhecido como “Disco do Tênis”. Hoje curtindo a maturidade de seus 66 anos, ele resgata o repertório desses dois trabalhos seminais no DVD Tênis+Clube- Ao Vivo No Circo Voador, lançado pela gravadora Deck. Desde já, um dos grandes lançamentos deste 2018. Sublime é pouco!

Lô Borges marcou sua trajetória musical como autor de algumas das mais belas e enigmáticas canções do repertório pop brasileiro. Misturando com maestria folk, rock, country, MPB e experimentalismo, ele rapidamente se firmou como um dos grandes nomes a despontar do time de craques capitaneados por Milton Nascimento que recebeu o nome geral de Clube da Esquina. Se não fez tanto sucesso como o Bituca ou mesmo Beto Guedes, ele possui porte artístico compatível.

Em sua belíssima discografia, repleta de grandes momentos, o “Disco do Tênis” (ouça aqui) é certamente um dos mais badalados. O repertório do novo DVD do cantor, compositor e músico mineiro traz as 15 faixas daquele álbum (tocadas em ordem diferente da do LP original), as oito assinadas por Borges em Clube da Esquina e Para Lennon e McCartney, uma das primeiras composições dele a serem gravadas, mais precisamente por seu mestre e amigo, no LP Milton (1970).

Gravado ao vivo no Circo Voador (RJ) no dia 23 de março, o DVD nos traz um show sóbrio e elegante em termos visuais, sem grandes efeitos ou elementos cenográficos. O foco é todo na parte musical do espetáculo, e aí estamos diante da total e completa excelência, a começar pelos seis músicos selecionados por Lô, que toca guitarra, violão e caxixi, além de cantar com uma voz deliciosamente madura.

O capitão do time é Pablo Castro (vocal, piano, violão, guitarra), que além de ser o diretor musical da coisa toda ainda dá um banho de sensibilidade e talento ao reproduzir com rara competência os vocalizes feitos por Milton Nascimento na gravação original de Clube da Esquina Nº 2. Aliás, o projeto foi levar ao palco os arranjos originais gravados nos álbuns de 1972, e a missão não poderia ter sido melhor cumprida.

Além de Pablo, integram a banda os excelentes Gui de Marco (guitarra, violão, percussão e vocais), Paulim Sartori (baixo, bandolim, percussão e vocais), D’Artagnan Oliveira (bateria, percussão e vocais), Dan Oliveira (guitarra, violão, percussão e vocais) e Alê Fonseca (teclados e programações), um elenco que não se preocupou apenas em “tocar igualzinho”, mas sim de trazer para o palco a emoção contida em cada uma dessas canções admiráveis.

Tocando perante um Circo Voador lotado e com plateia gritando “Lô, eu te amo” desde o início, o mestre mineiro da canção esbanja simpatia, evidente timidez e emoção em músicas divinas como Você Fica Melhor Assim, Pensa Você, Aos Barões, Canção Postal, Tudo Que Você Podia Ser, Nuvem Cigana, Paisagem da Janela… São 78 minutos de puro prazer, um belo culto a canções que equivalem a um verdadeiro bálsamo sonoro em tempos tão difíceis como os atuais.

Clube da Esquina Nº2 (ao vivo)- Lô Borges:

Trinca de Ases, bela união de Gil, Nando Reis e Gal Costa

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Por Fabian Chacur

A ideia de reunir Gilberto Gil, Nando Reis e Gal Costa em um show que inicialmente celebraria o centenário de Ulysses Guimarães foi do jornalista Jorge Bastos Moreno (1954-2017), mas ele infelizmente não viveu o suficiente para ver sua sugestão concretizada. Com o nome Trinca de Ases, o show passou com sucesso pelo Brasil e Europa e agora é lançado em DVD duplo pela Biscoito Fino, em espetáculo registrado no Espaço das Américas (SP) em 25 de novembro de 2017.

O conteúdo é divido em duas partes. O primeiro disco traz o documentário A Gente Quer é Viver, frase extraída da clássica canção de Gilberto Gil eternizada na voz de Gal Costa nos anos 1970 e que encerra o show. Durante seus 71 minutos de duração, temos entrevistas dos participantes (juntos e individualmente) e cenas dos ensaios, bastidores e dos shows propriamente ditos, nos quais podemos descobrir as peculiaridades da parceria.

Nando, por exemplo, confessa que, ao receber o convite para o projeto, ficou em dúvida se seria capaz de encarar tal desafio. Ele foi entrando no espírito da coisa graças à forma como Gil o abordou, ao mesmo tempo dando a ele a tranquilidade necessária para se soltar e também deixando claro que existiam expectativas em relação a Nando naquela parceria tripla que precisavam ser concretizadas para que tudo desse certo. Nando TINHA de se soltar. E ele conseguiu.

Um momento do documentário que deixa bem clara esse ajuste fino entre Gil e Nando ocorre quando o eterno tropicalista questiona o ex-titã sobre a inédita Dupla de Ás, de Nando, tentando entender a estrutura rítmica da canção e levando o autor a até mesmo questionar se aquela sua composição seria mesmo adequada ao projeto. Era, e entrou no repertório.

A concepção de como fazer o show também seguiu sugestões de Gil, que impulsionou-os a fugir de uma estrutura com apenas vozes, violões e apenas os três em cena. Assim, foram acrescentados à Trinca de Ases os músicos Kainã do Jejê (bateria e percussão) e Magno Brito (baixo). Ele também apontou o rumo de cantarem em pé, defendendo um repertório energético em sua essência.

Outra coisa bacana do documentário é mostrar como o relacionamento entre os músicos se desenvolveu, com Gil sendo na prática diretor musical e músico principal, Nando seu braço direito e Gal o algodão entre cristais, brilhando em seus momentos solo e ajudando a dar ao trabalho uma consistência de um grupo de fato e de direito.

Apenas três das 25 músicas são apresentadas no formato sentado e sem os músicos de apoio. São elas Retiros Espirituais, Copo Vazio e Meu Amigo Meu Herói, sendo que na segunda Nando só canta, e na terceira, temos apenas Gil e Gal em cena. De resto, são os três de pé, com Nando tocando violão com cordas de aço e o autor de Realce valendo-se de cordas de nylon no seu instrumento.

Das 25 músicas que integram o repertório do show, 12 são de Gil, 9 de Nando, uma é parceria entre Gil e Nando (a ótima Tocarte) e três são sucessos do repertório de Gal. Além de Tocarte, são inéditas Trinca de Ases (Gil), espécie de canção-tema do show composta por sugestão de Nando e claramente inspirada nos Rolling Stones (com direito a citação de Satisfaction por parte de Gal) e a já citada Dupla de Ás (Nando).

O show, com quase duas horas de duração, equivale a uma deliciosa viagem por momentos importantes das carreiras dos três devidamente atualizados e adaptados para o contexto do trio. O ótimo desempenho dos músicos de apoio ajuda a concretizar de forma brilhante o conceito inicial de Gil, e também a disposição que Gal tinha de ver elementos rockers incorporados ao projeto. O entrosamento de Gil e Nando nos violões é muito bom, com os timbres distintos de seus instrumentos se encaixando de forma harmônica e rica, sem virtuosismos tolos.

Com vitalidade e energia elogiáveis para dois setentões e um cinquentão, o trio cativa com recriações muito boas de maravilhas do porte de Palco, All Star, Esotérico, Cores Vivas, Pérola Negra (incluída no repertório após a morte de seu autor, Luiz Melodia), Refavela, Nos Barracos da Cidade, O Segundo Sol e A Gente Precisa Ver o Luar.

Há durante o show algumas arestas não aparadas que poderiam ter dado ao trabalho, se devidamente ajustadas, um formato mais, digamos assim, “limpinho”, mas uma das graças deste Trinca de Ases é exatamente esse, sentir onde os três se completaram por inteiro e onde soam como água e óleo, sem se misturar com tanta simplicidade. Prova de que Gil, Nando e Gal não tiveram medo de ousar e experimentar, conquistando dessa forma uma consistência artística que torna esse projeto histórico por fato, por direito e por merecimento artístico.

Trinca de Ases (ao vivo)- Gil, Nando & Gal:

Manifesto Cerrado traz a bela trajetória do grupo Uganga

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Por Fabian Chacur

Criada no Triângulo Mineiro em meados dos anos 1990 pelo ex-integrante da seminal banda Sarcófago Manu Joker, a Uganga hoje pode ser incluída sem nenhum exagero no hall das melhores formações do rock brasileiro, independente de estilo (o deles é o thrashcore, só para constar). Uma boa forma de se entender o porque Mondo Pop dá tanta moral para esses caras é conferir Manifesto Cerrado, DVD financiado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PMIC) da cidade de Araguari (MG) e também disponível no Youtube.

Fazer rock no Brasil não é tarefa para qualquer um, exigindo dos dispostos a encarar tal desafio muita garra, resistência e talento. E a trajetória percorrida por Manu Joker e seus parceiros representa bem isso. Manifesto Cerrado é dividido em duas parte. A primeira, com 75 minutos de duração, é um documentário que dá uma geral em sua história, sendo que a segunda traz o registro de um show ao vivo.

O documentário detalha a caminhada dessa banda, que passou por diversas mudanças em sua formação até o lançamento de seu primeiro CD, Atitude Lótus (2003). Com depoimentos de seus integrantes e cenas de arquivo, incluindo uma histórica aparição na MTV em 1999, a narrativa chega até 2013, quando o grupo fez sua segunda turnê europeia, que passou por países como Itália, Alemanha, Polônia, França, Suíça, Eslováquia, Hungria, Eslovênia e Áustria.

Nessa época, a formação do Uganga estava consolidada em torno de Joker (vocal), seu irmão Marco Henriques (bateria), Christian Franco (guitarra) e seu irmão Raphael Ras Franco (baixo e vocais) e Thiago Soraggi (guitarra). Aí, em pleno processo da pré-produção do que viria a ser o seu quinto álbum, Opressor (2014- leia a resenha de Mondo Pop aqui), diversos problemas de saúde infernizaram a vida dos rapazes.

Mesmo assim, eles não só conseguiram dar conta da gravação como nos ofereceram o até o momento melhor trabalho de sua carreira, um disco sólido e vigoroso. O amigo e guitarrista Maurício Murcego Pergentino (do grupo Canábicos) foi convocado para ajudar nos shows e acabou incorporado ao time. Nos depoimentos e cenas de estrada, fica clara a irmandade entre os integrantes do Uganga, o que explica onde eles arrumaram forças para superar os problemas.

O final do documentário mostra o agora sexteto em vias de iniciar a pré-produção de seu próximo álbum, em um astral dos melhores. Com direção e produção a cargo do cineasta Eddie Shumway, o trabalho também demonstra a importância dos amigos e da produtora Som do Darma e do selo Sapólio Rádio para que o grupo atingisse o estágio atual, digno de participar de festivais de grande porte, do tipo Rock in Rio e Lollapalooza, o que ainda não ocorreu, mas irá ocorrer, se depender da qualidade artística deles.

A segunda parte do DVD é um show realizado em julho de 2014 na histórica Estação Stevenson, parada de trens situada às margens da rodovia que liga as cidades mineiras de Uberlândia e Araguari. Com 47 minutos, o espetáculo é realizado em um palco no qual a banda fica circundada pela plateia, em um formato intimista no qual o grupo se mostrou repleto de energia, mostrando músicas de Opressor e de outros momentos de sua carreira até então, incluindo um cover da histórica banda paulista Vulcano, Who Are The True?, a única em inglês do repertório de 11 músicas.

Se conseguiu superar tantos desafios e realizar tantas coisas bacanas nesses seus mais de 20 anos de estrada, Manu Joker, seu vozeirão de trovão e sua afiadíssima turma do barulho tem tudo para nos oferecer, em um futuro não muito distante, mais doses maciças de seu vigoroso e inteligente rock pesado, no qual as letras trazem mensagens positivas e poderosas. Vale ficar ligado neles e em outros representantes do rock do Triângulo Mineiro.

Veja o show do DVD Manifesto Cerrado, do Uganga:

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