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Nila Branco lança Lilith e fará um show em São Paulo em novembro

nila branco capa cd lilith 400x

Por Fabian Chacur

Nila Branco lançou o seu primeiro álbum em 1998. Desde então, conseguiu conquistar um público fiel e obter sucesso nos quatro cantos do país (leia mais sobre ela aqui). Mais ativa do que nunca, ela lançou recentemente o seu 10º trabalho, Lilith, com 10 canções que se dividem entre composições próprias e obras de Sylvia Patricia, Laura Finocchiaro, Karine Bizinoto, Juliana Lima e Tainá Pompeo.

O tema básico do álbum fica por conta de um olhar sobre o universo feminino a partir de vários ângulos, com uma sonoridade bem diversificada e pop, incluindo até um momento altamente dançante, a deliciosa Amor é… (Sylvia Patricia). O trabalho está disponível nas plataformas digitais e também em CD físico.

Aproveitando o retorno gradual das atividades presenciais na área cultura, Nila programou um show em São Paulo para mostrar o seu novo repertório e também dar uma geral em seus sucessos. O espetáculo está marcado para o dia 19 de novembro no Teatro UMC (Avenida Imperatriz Leopoldina, nº 550- Vila Leopoldina- fone 0xx11-3832-9100).

Amor é…– Nila Branco:

Real Estate celebra aniversário de CD com releitura do Television

real state days single 400x

Por Fabian Chacur

Em 2011, o Real State buscava um nome para o que seria o seu 2º CD. Aí, um de seus integrantes leu um livro sobre o álbum Marquee Moon (1977), do seminal grupo americano Television, e viu na sua introdução o autor, Bryan Waterman, comentar sobre uma faixa que saiu no disco posterior, Adventures (1978). A faixa era Days, e foi esse o batismo para o disco, que celebra dez anos de seu lançamento com duas ações bem legais. Mas vale um pouco mais de explicação nos dois próximos parágrafos.

Waterman definiu Days, a música, como “a faixa que forneceu uma identidade para todo o indie rock baseado em guitarra melódica que logo seguiria o seu rastro”. Ele se referia a R.E.M., The Smiths etc. E os integrantes do Real Estate se encaram como seguidores dessa linha musical. Embora tenha dado nome ao disco, só agora a música do Television foi gravada por seus seguidores, em uma releitura muito boa que segue os passos da impecável versão original.

Para completar a efeméride, o grupo americano fará shows em breve nos quais tocará o conteúdo completo do CD Days, certamente incluindo a releitura da música escrita por Tom Verlaine e Richard Lloyd. Com 13 anos na estrada, o Real Estate lançou em março o EP Half a Human, sendo que seu álbum mais recente, o 5º em sua discografia, The Main Thing, é de 2020.

Days (single)- Real Estate:

Soft Cell divulga um single inédito e lançará novo álbum em 2022

Soft Cell Bruises On My Illusions-400x

Por Fabian Chacur

No dia 30 de setembro de 2018, o Soft Cell realizou na 02 Arena em Londres o que pretendia ser seu show de despedida. A repercussão foi tão boa que o duo formado por Marc Almond (vocal) e David Ball (produção, teclados e outros instrumentos musicais) mudou de planos. Eles acabam de disponibilizar um novo single, Bruises On My Illusions, a primeira amostra de Happiness Not Included, previsto para sair em 25 de fevereiro de 2022, exatos 20 anos após o lançamento do seu CD anterior, Cruelty Without Beauty (2002).

Em comentário enviado à imprensa, Marc Almond dá a sua definição para o single, que é muito bom por sinal, no melhor estilo soturno-dançante do duo: “Bruises On My Illusions é como um filme noir sobre um personagem desiludido mas que ainda tem esperança de um futuro melhor, apesar de tudo”.

Por sinal, neste ano o álbum de estreia do Soft Cell, Non-Stop Erotic Cabaret (1981), completa 40 anos de seu lançamento. Trata-se de um dos trabalhos mais influentes e bem-sucedidos do tecnopop/synth pop, trazendo como grande destaque o hit máximo deste grupo britânico, Tainted Love, sempre presente nas festas anos 1980 realizadas mundo afora.

Bruises On My Illusions– Soft Cell:

Fábio Jorge esbanja classe e muita poesia no álbum O Tempo

fabio jorge tempo capa cd

Por Fabian Chacur

No início de 2020, o cantor Fábio Jorge (leia mais sobre ele aqui) celebrou 50 anos de vida sem nem ao menos imaginar o que estava se aproximando ali na esquina. Sim, veio a terrível pandemia do novo coronavírus, capaz de chacoalhar e apavorar o mundo. Uma das 1ª vítimas dessa terrível doença em nosso país, uma das mais de 600 mil que nos deixaram precocemente, foi a sua querida mãe. Em meio a essa dor insuportável, ele viu como forma de externar seus sentimentos mais profundos gravar um novo álbum. Eis a semente que gerou O Tempo, disponível nas plataformas digitais e com belíssima tiragem limitada em CD físico.

O 5º álbum do intérprete marca o fato de ter, pela primeira vez, quase todo o seu conteúdo em português, ele que até então se concentrava em canções escritas no idioma pátrio de sua mãe, o francês. Desta vez, a única música nesta língua é La Mamma, clássico sessentista do repertório do ícone da canção francesa Charles Aznavour. As outras nove canções foram selecionadas com precisão cirúrgica e muito bom gosto por Fábio, que fugiu de opções mais óbvias.

Ouvidas como um todo, as canções equivalem a um bom bate-papo com o ouvinte, envolvendo temas como a passagem do tempo, as idas e vindas do amor, as tristezas, as perdas e também a esperança de uma volta por cima e de seguir em frente com muita felicidade e fé, apesar dos pesares. Tudo com arranjos sucintos, de muito bom gosto e executados por músicos extremamente capacitados e sensíveis como Alexandre Vianna (piano), Joan Barros (violão), Thadeu Romano (bandoneon) e Rovilson Pascoal (também responsável por gravação, mixagem e masterização).

Do sempre inspirado Guilherme Arantes, temos a clássica Cuide-se Bem (1976), recado cada vez mais atual, e uma joia não tão conhecida, a intensa Nosso Fim Nosso Começo (1989), profunda análise de um relacionamento que fica em suspenso devido aos problemas de percepção típicos dos seres humanos. Ah, como seria bom dar um pé na porta dessas concepções medrosas e encarar a paixão de peito aberto! Eis o que essa música nos incentiva a fazer, nas suas maravilhosas entrelinhas, que Fábio nos oferece com finesse.

Do grande Gonzaguinha, que o intérprete já homenageou em show só com suas canções, temos a maravilhosa Pra Fazer o Sol Adormecer, que Maria Bethânia gravou em 1983 em seu álbum Ciclo. Outra canção do tipo dor-amor e centrada em contradições que se encaixam com rara felicidade é a absurdamente inspirada A Paz, parceria dos geniais Gilberto Gil e João Donato lançada nos anos 1980 e que tinha uma versão definitiva na voz de Zizi Possi. Tinha. Agora, a minha favorita é esta aqui. Ouçam e tentem não se emocionar, não ver as lágrimas vertendo de seus olhos sem que você as controle. Apenas tentem…

A melancólica e linda O Tempo foi defendida por seu autor, Reginaldo Bessa, no festival global Abertura, aquele vencido por Como Um Ladrão, na voz de Carlinhos Vergueiro, e não é de se estranhar que tenha sido escrita em plena ditadura militar que nos assolou naqueles anos de chumbo. Outras canções que vem daquele período são as ótimas Porta Estandarte (Geraldo Vandré, 1966) e Canção do Medo (Gianfrascesco Guarnieri-Toquinho, de 1972). A primeira virou um belo dueto de Fábio com Consuelo de Paula.

As escolhas mais recentes do repertório, que teve como consultor artístico o grande mestre Thiago Marques Luiz, são Tempestade (Zélia Duncan, 1994), com um arranjo surpreendente que ressalta sua letra densa, e Tá Escrito (2009), sucesso do grupo Revelação e de autoria do talentosíssimo Xande de Pilares (hoje em carreira-solo) que também surge aqui bem longe de seu clima de samba original, e belíssima.

Eis o momento de ressaltar o valor do dono da festa. A forma como Fábio Jorge resolveu botar pra fora suas dores, inseguranças e esperanças não poderia ter sido mais bem realizada. Com interpretações maravilhosas nas quais usa sua voz de veludo sempre na medida exata, sem excessos nem faltas, ele parece acariciar cada melodia, cada verso, nos fazendo entender todo o contexto da coisa. É coisa de craque, de talento absoluta.

Espero que esse trabalho possa ter dado a Fábio Jorge o alívio de que ele tanto necessita. Perder um ente querido é uma dor que nunca passa, nunca cicatriza, mas com a qual a gente aprende a conviver. E, na verdade, esses entes queridos permanecem vivos nas boas lembranças que nos deixaram, e que nos ajudam a suportar suas ausências. Dona Renée, onde estiver, deve estar sorrindo, orgulhosa do filho. E nós, ouvintes, somos gratos por tanta generosidade do filho dela de dividir esse processo artisticamente maravilhoso conosco.

Em tempo: que capa maravilhosa!

Ouça O Tempo, de Fábio Jorge, em streaming:

The Beatles and India, doc e álbum, para encantar os fãs

George & Patti with garlands 2 - Colin Harrison Avico Ltd

Por Fabian Chacur

The Beatles continuam em pauta como de praxe, mas de forma ainda mais intensa nas últimas semanas. Além do filme Get Back, temos também um outro documentário em cena. Trata-se de The Beatles and India, produzido pelo empresário britânico-indiano Reynold D’Silva e dirigido em parceria por Ajoy Bose e Pete Compton. O filme ganhou os prêmios de melhor filme pelo público e melhor música no UK Usian Film Festival, e está sendo exibido com sucesso em festivais de cinema na Grécia, Bélgica e Espanha.

Baseado no livro Across The Universe- The Beatles in India, de Ajoy Bose, o doc conta a relação de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr com a cultura indiana, com ênfase em sua histórica passagem pela India em Rishikesh, no ashram do polêmico guru indiano Maharishi Mahesh Yogi. Temos cenas de arquivo e fotos, algumas raras e/ou inéditas, e também depoimentos de pessoas que presenciaram essa viagem histórica em 1968.

Como produto derivado do filme, está previsto para ser lançado no próximo dia 29 de outubro o álbum Songs Inspired By The Film The Beatles and India, que traz releituras de canções dos Beatles inspiradas e/ou escritas na Índia e interpretadas por artistas indianos contemporâneos como Karsh Kale, Benny Dayal, Kiss Nuka e Anoushka Shankar, esta última filha do grande músico Ravi Shankar (1920-2012), a rigor quem introduziu George Harrison no mundo da cultura da Índia e um de seus melhores amigos.

Eis as faixas de Songs Inspired By The Film The Beatles And India:

1. Tomorrow Never Knows (ouça aqui ) – Kiss Nuka
2. Mother Nature’s Son – Karsh Kale / Benny Dayal (ouça aqui)
3. Gimme Some Truth – Soulmate
4. Across The Universe – Tejas / Maalavika Manoj
5. Everybody’s Got Something To Hide (Except Me And My Monkey) – Rohan Rajadhyaksha / Warren Mendonsa
6. I Will – Shibani Dandekar / Neil Mukherjee
7. Julia – Dhruv Ghanekar
8. Child Of Nature – Anupam Roy
9. The Inner Light – Anoushka Shankar / Karsh Kale
10. The Continuing Story Of Bungalow Bill – Raaga Trippin
11. Back In The USSR – Karsh Kale / Farhan Ahktar
12. I’m So Tired – Lisa Mishra / Warren Mendonsa
13. Sexy Sadie – Siddharth Basrur / Neil Mukherjee
14. Martha My Dear – Nikhil D’Souza
15. Norwegian Wood (This Bird Has Flown) – Parekh & Singh
16. Revolution – Vishal Dadlani / Warren Mendonsa
17. Love You To – Dhruv Ghanekar
18. Dear Prudence – Karsh Kale / Monica Dogra
19. India, India (ouça aqui) – Nikhil D’Souza

Veja o trailer de The Beatles and India:

Brandi Carlile, vencedora de seis Grammys, lança um novo álbum

brandi carlile

Por Fabian Chacur

Grande representante da música country dos anos 2000, Brandi Carlile acaba de lançar o seu 7º álbum de estúdio. Trata-se de In These Silent Days, lançado pela Low Country Sound/Elektra Records, selos ligados à Warner Music. Uma das faixas mais impactantes é a espetacular Broken Horses, que saiu também no formato single e tem o mesmo título do livro de memórias que a cantora, compositora e musicista americana lançou recentemente.

Composto e gravado durante a pandemia do novo coronavírus, o álbum mostra Brandi cantando e tocando violão e piano, tendo como acompanhantes básicos os irmãos Tim (vocal e baixo) e Phil Hanseroth (vocal e violão), seus parceiros há um bom tempo. O som feito por ela parte do country e acrescenta elementos de rock, folk e pop com muita categoria. A moça completou 40 anos de idade em junho, e possui nada menos do que 6 troféus Grammy em seu currículo. Elton John é outro de seus fãs célebres.

Além do novo álbum, Brandi oferecerá duas boas novidades aos fãs em breve. No dia 6 de novembro, tocará na íntegra o repertório do álbum Blue (1971), de sua amiga e fã Joni Mitchell. E em fevereiro de 2022, será a vez do festival Girls Just Wanna Weekend, no México, liderado por ela e com participações de Sheryl Crow, KT Tunstall, Tanya Tucker, Indigo Girls, Yola e outras. Seu 1º CD saiu em 2005, e desde então a moça invadiu as paradas de sucesso nos EUA, crescendo de álbum a álbum em termos de popularidade e qualidade artística.

Broken Horses– Brandi Carlile:

Bryan Adams apresenta a faixa-título de álbum que sairá em 2022

Bryan Adams por Bryan Adams

Por Fabian Chacur

Na mesma semana em que Daryl Hall completou 75 anos de idade, outro astro do rock que a cri-crítica especializada não dá muito valor traz boas notícias para seus milhões de fãs mundo afora. Trata-se de Bryan Adams. O grande roqueiro canadense acaba de divulgar o clipe de So Happy It Hurts, rockão no seu melhor estilo alto astral composto por ele com a cantora e compositora conterrânea Gretchen Peter, com quem ele escreve desde os anos 1990. É a faixa-título do álbum que ele promete para 11 de março de 2022, pela gravadora BMG.

Será o primeiro álbum de inéditas de Adams desde Shine a Light (2019). Em comentário enviado à imprensa, ele explica sobre essa faixa e também sobre o espírito de seu novo álbum:

“A pandemia e o lockdown nos fizeram pensar que de um momento para outro o que temos como rotineiro e confortável pode mudar. De uma hora pra outra, ninguém conseguia pular no carro e ir embora por aí. A música título, So Happy It Hurts, é sobre liberdade, autonomia, espontaneidade e a emoção da estrada aberta novamente. O álbum aborda muitas das coisas efêmeras da vida que são realmente o segredo da felicidade, o mais importante, a conexão humana”.

So Happy It Hurts (clipe)- Bryan Adams:

Maricotta lança Jura Juradinho com Marianna Santos e Gabriel

maricota e amigos 400x

Por Fabian Chacur

Para comemorar o Dia da Criança, que tal uma música inteligente, boa de se ouvir, esperançosa e interpretada com delicadeza e estilo? Pois uma boa escolha é a recém-lançada Jura Juradinho, que reúne a cantora Maricotta (leia mais sobre ela aqui) com os atores-cantores Gabriel Miller e Marianna Santos, ambos conhecidos por suas participações na novela e no musical Carinha de Anjo (2016) e em outros trabalhos na área.

Parceria do produtor Bruno Alves (conhecido por seus trabalhos com Kell Smith, Daniel Boaventura, Manu Gavassi e Sophia Abrahão) com Germano Fogaça, Jura Juradinho tem uma levada pop e um refrão positivo e versos doces como “o amor supera tudo” e “o seu lugar no mundo está seguro quando o amor está por perto”. Laura Cotta, irmã de Maricotta, também marca presença no single.

Jura Juradinho– Maricotta feat Marianna Santos e Gabriel Miller:

Daryl Hall celebra 75 anos como um dos grandes nomes do pop

daryl hall

Por Fabian Chacur

Se há uma coisa que me irrita profundamente, como bom libriano que sou, é injustiça. E se há um cara injustiçado no meio da música pop e do rock, ele atende pelo nome de Daryl Hall. Esse cantor, compositor e músico americano (também libriano, por sinal) que, nesta segunda-feira (11) celebra 75 anos de vida, é um dos sujeitos mais talentosos e criativos da cena pop mundial há cinco décadas. E poucos cri-críticos celebram essa obra incrível. Aqui em Mondo Pop, faço isso o tempo todo (leia mais matérias sobre ele aqui).

E qual seria a razão para que não se dê o devido valor ao integrante de uma das duplas mais bem-sucedidas em termos comerciais e artísticos da música pop, Daryl Hall & John Oates? Uma delas é possivelmente esse fator, a popularidade que ele e seu parceiro conquistaram desde que lançaram seu álbum de estreia, Whole Oates (1972). Eles lutaram muito para chegar onde chegaram, e conquistaram esse fã-clube imenso com garra, persistência e criatividade.

A química entre Hall, um fanático por soul music, e Oates, adepto do som folk, mostrou-se simplesmente imbatível. Ao misturar soul, folk, rock e pop com muita habilidade, eles nos proporcionaram maravilhas do porte de Rich Girl, She’s Gone, Kiss On My List, Private Eyes, I Can’t Go For That (No Can Do), Out Of Touch, One On One e dezenas de outras, pérolas pop escritas e gravadas com muita personalidade e jogo de cintura.

Daryl Hall tem uma das vozes mais belas e facilmente reconhecíveis da música, com forte influência soul e sendo muito respeitado nessa área, algo que não muitos intérpretes brancos conseguem. Além disso, ele e seu parceiro de meio século possuem forte presença de palco, cativando plateias nos quatro cantos do mundo com seus shows diretos e repletos de musicalidade e carisma.

Além da trajetória com a dupla, Hall também possui uma carreira-solo das mais respeitáveis, que inclui discos bacanas como o experimental Sacred Songs (1980), produzido por Robert Fripp (do grupo King Crimson). Ele também é o apresentador do programa Live From Daryl’s House, que o reuniu a grandes nomes da música de várias eras, sempre em apresentações ao vivo repletas de energia e muito alto astral.

A carreira de Daryl Hall é uma prova cabal de que, sim, é possível fazer música acessível e com forte potencial comercial sem cair na vala comum das repetições e modismos banais. Em seus melhores momentos, ele, com ou sem John Oates, consegue nos oferecer aquele prazer auditivo que só os craques da música tem o dom de nos proporcionar.

Private Eyes (clipe)- Daryl Hall & John Oates:

Antonio Carlos & Jocafi iniciam Afro Funk Brasil com um single

antonio carlos e jocafi afro funk brasil

Por Fabian Chacur

O sucesso de Antonio Carlos & Jocafi nos anos 1970 foi imenso, graças a hits certeiros e encantadores como Desacato, Mudei de Ideia, Você Abusou e Minhas Razões, entre muitos outros. Em seus LPs, a dupla baiana também investia em inovadoras e swingadas canções influenciadas pela música africana e pelo funk americano. E é relendo uma dessas faixas que a dupla inicia um novo projeto, intitulado Afro Funk Brasil.

A música resgatada por eles é Simbarerê, lançada originalmente em 1972, no álbum Mudei de Ideia. A nova roupagem conta com as participações da Orquestra de Violões do Forte de Copacabana e do cantor e compositor Russo Passapusso, e ficou sensacional, assim como o seu clipe, que mescla cenas em estúdio com registros externos nas praias e ruas do Rio de Janeiro.

A ideia desse resgate surgiu da diretora do Instituto Rudá, Márcia Melchior, que sempre gostou muito dessas faixas afro-funks dos discos de Antonio Carlos & Jocafi, várias delas muito populares entre os DJs internacionais a partir dos anos 1980 e 1990. Fica a torcida para que venha mais coisa por aí, pois essa amostra é realmente sensacional e instigante.

Simbarerê (clipe)- Afro Funk Brasil- Antonio Carlos & Jocafi:

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