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Conexão Latina, um podcast para se deliciar com os ritmos latinos

conexao latina belinha almendra

Por Fabian Chacur

Um lado positivo da quarentena imposta pelo combate ao novo coronavírus é o fato de que inúmeras pessoas aproveitaram a situação para investir seu tempo em projetos bacanas há muito deixados em segundo plano por razões distintas. É o caso da jornalista Belinha Almendra, que resolveu reviver seu belo Conexão Latina, um programa de rádio iniciado nos anos 1990 que passou pela programação de duas emissoras de FM cariocas. Agora no formato podcast, a salerosa atração está de volta, e com força total (ouça aqui).

Apaixonada pela música de origem latina, Belinha se incumbe da apresentação e da seleção do repertório. Sua concepção é bem aberta, indo desde os ritmos mais tradicionais, como mambo, rumba, merengue, cha cha cha e salsa, até as novidades da cena pop e do jazz latino, sem se restringir a uma determinada tendência ou país. Entre uma música e outra, ela nos oferece informações precisas de forma impecável, fluente e extremamente simpática.

Lógico que alguém fazendo um trabalho com essa consistência não demoraria a receber apoio de público e dos próprios artistas. Dessa forma, Belinha já conseguiu que vários nomes importantes ligados à música latina gravassem rápidos depoimentos para o programa, entre os quais as cubanas Aymé Nubiola e Haydée Milanés, o espanhol El Kanka, as cantoras Leila Maria, Fabiana Cozza e o percussionista Marcelo Costa.

Conexão Latina tem novos episódios postados sempre às sextas-feiras. O próximo, que será o de número 20, estará disponível nesta sexta (25). A abertura será com a dobradinha da chilena Mon Laferte com o português António Zambujo em Madera de Deriva,milonga composta pelo uruguaio Jorge Drexler. Daymé Arocena, premiada cantora de jazz afro-cubano da nova geração, mostra El 456. O pianista e maestro Chucho Valdés e o grupo Irakere, patrimônios da música cubana, fecham a edição com Pare Cochero.

Madeira de Deriva (clipe)- Antonio Zambujo e Mon Laferte:

Ricardo Bacelar e Delia Fischer releem Nada Será Como Antes

ricardo bacelar delia fischer

Por Fabian Chacur

Graças à qualidade de seu trabalho, Ricardo Bacelar é presença constante em Mondo Pop (leia mais sobre ele aqui). Desta vez, a motivação é o lançamento do clipe de Nada Será Como Antes, clássico de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos que o tecladista, arranjador, compositor e eventual cantor releu ao lado da consagrada cantora, compositora e musicista Delia Fischer.

A belíssima canção lançada por Milton em 1972 no seu antológico álbum Clube da Esquina traz uma letra que se mantém mais atual do que nunca. O dueto de Bacelar e Delia é delicioso, com eles se alternando nos vocais e, em um determinado momento, tocando o piano a quatro mãos. A releitura traz um tempero jazzístico à música, sem no entanto tirar dela a sua essência pop.

A faixa traz, além da dupla, os músicos João Castilho (guitarra), Danilo Sina (sax e flauta), Renato Endrigo (bateria), Alexandre Katatau (baixo) e André Siqueira (percussão). A gravação foi feita durante show que Ricardo realizou em maio de 2018 no Blue Note Rio, no Rio de Janeiro.

Nada Será Como Antes integra o álbum Ricardo Bacelar- Ao Vivo No Rio, já disponível nas plataformas digitais e com boa repercussão nos EUA, Europa e Japão, onde o público fã de jazz e fusion está ouvindo de forma intensa essa geral que o artista brasileiro deu em seu repertório.

Nada Será Como Antes (ao vivo)– Ricardo Bacelar e Delia Fischer:

Tom Zé reúne gravações pouco conhecidas no álbum Raridades

tom ze raridades 400x

Por Fabian Chacur

Boa notícia para os colecionadores do trabalho de Tom Zé. Já está disponível nas plataformas digitais a coletânea Raridades, que a gravadora Warner promete lançar também em formato físico no dia 16 de outubro. Trata-se da reunião de 14 gravações do grande cantor, compositor e músico baiano anteriormente disponíveis apenas em raros e disputados compactos e trilhas, lançadas originalmente entre 1969 e 1976 pelas gravadoras RGE e Continental.

Temos aqui gravações alternativas de canções conhecidas do repertório do mais célebre nativo da cidade de Irará, como Senhor Cidadão e Augusta, Angélica e Consolação, e a gravação ao vivo de Jeitinho Dela incluída no álbum oficial do V Festival da Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record, e na qual temos a participação especial dos então estreantes Novos Baianos.

Outra canção legal é A Dama de Vermelho, que Tom Zé gravou para a trilha sonora da novela Xeque-Mate (1976), exibida pela TV Tupi e estrelada por Ênio Gonçalves, Maria Isabel de Lizandra, Raul Cortez e Edney Giovenazzi. Curiosamente, a outra faixa gravada por ele para a mesma trilha, Nancy (Olhos Azuis), ficou de fora de Raridades, por alguma razão não revelada.

Eis as faixas de Raridades:

Você Gosta 2m23
Feitiço 2m45
Jeitinho Dela (Participação Especial De Novos Baianos (Ao Vivo) 4m03
Bola Pra Frente (Ao Vivo) 2m50
Irene 2m53
Silêncio De Nós Dois 3m10
Senhor Cidadão 3m26
A Babá 3m20
Augusta, Angélica E Consolação 4m06
Quem Não Pode Se Tchaikowsky 3m56
Contos De Fraldas 3m59
A Dama De Vermelho 2m30
Dói 3m29
O Anfitrião 3m46

Jeitinho Dela (ao vivo)- Tom Zé e Os Novos Baianos:

Jimi Hendrix, o cara que ajudou o rock a expandir seus horizontes

jimi hendrix

Por Fabian Chacur

Durante seus primeiros anos de existência, nos anos 1950, o rock and roll era tido pelos “críticos” como nada além de mais uma modinha que, em pouco tempo, daria lugar a outra. Nem mesmo a existência de vários gênios na chamada primeira geração roqueira levava tais analistas a admitirem uma possível vida longa para tal estilo musical. Pois foi o saudoso Jimi Hendrix, que nos deixou há exatos 50 anos, um dos maiores responsáveis pelo rock ganhar um merecido reconhecimento e respeito por parte de mídia e público.

A trajetória desse cantor, compositor e guitarrista norte-americano nascido em Seattle, Washington em 27 de novembro de 1942 é surpreendente por quaisquer ângulos que você as analise. Fruto do relacionamento de uma índia com um negro, teve na miscigenação sonora sua marca registrada. Barreiras nunca lhe interessaram. A música que criou traz elementos de rock, blues, jazz, soul, pop, latinidade e o que mais pintasse à sua frente. A forma como misturava isso tudo era simplesmente única e original.

Ele esteve em estúdios de gravação de 1964 a 1970, inicialmente participando de gravações dos Isley Brothers e Little Richard e a partir de 1966 se dedicando à própria carreira. Portanto, um curto período de tempo. No entanto, sua produção durante esse período foi suficiente não só para firmá-lo como um dos maiores nomes do rock do seu tempo, como também para gerar inúmeros lançamentos póstumos, possivelmente o artista como maior números de álbuns post mortem de todos os tempos. E material de alta qualidade, vale ressaltar.

A predisposição de Hendrix a novas experiências pode ser medida por vários detalhes em sua carreira. Americano, só se tornou um nome conhecido mundialmente ao se mudar para a Inglaterra no final de 1966, levado para lá pelo ex-baixista dos Animals, Chass Chandler, que resolveu se tornar seu produtor, manager e o que mais pintasse. Os EUA a rigor só deram a ele o devido valor após sua avassaladora performance no Festival de Monterey, em 1967.

Ao chegar em Londres, nosso herói se mostrou ousado ao convidar dois músicos brancos e ingleses, o baixista Noel Redding (1945-2003) e o baterista Mitch Mitchell (1946-2008) para integrarem o seu grupo, o The Jimi Hendrix Experience. Se até hoje há quem se espante (sabe-se lá porque…) ao ver negros tocando rock, imaginem um músico com essa cor liderando uma banda ao lado de dois branquelos. Mas ele encarou esse desafio sem medo, e se deu bem.

Depois, de certa forma pressionado pelo crescimento do movimento negro nos EUA, e também por problemas de relacionamento com Noel Redding, ele montou um grupo só de negros, a Band Of Gypsys, ao lado do colega de exército Billy Cox (baixo) e de Buddy Miles (bateria), com quem gravou um disco ao vivo em 1969. Mas Mitchell voltaria a ser seu baterista, miscigenando tudo de novo.

Hendrix pode ser considerado o cara que tornou o formato de trio guitarra-baixo-bateria como clássica opção na cena do rock, ao lado do contemporâneo Cream. Desde então, não foram poucos os que abraçaram esse conceito, uns investindo no virtuosismo, outros no minimalismo básico. The Police, Rush, Motorhead, Stray Cats, a lista vai longe.

Sempre inquieto, Hendrix buscou expandir os limites da guitarra enquanto instrumento musical, valendo-se de pedais de efeito e amplificadores que ajudou a aperfeiçoar e e levar a Fender Stratocaster a se tornar um dos modelos mais icônicos de guitarra de todos os tempos. Ele literalmente vestia o instrumento, fazia amor com ele no palco e, sem dó nem piedade, ateou fogo nele em diversas ocasiões. No palco, o sujeito era um monstro.

Sua versatilidade também se mostrou importante em relação ao material que gravava e tocava nos shows. Ele se mostrava brilhante tanto ao interpretar composições próprias fantásticas como Little Wing, Wait Until Tomorrow, Purple Haze e Voodo Child (Slight Return) como ao reler com assinatura absolutamente original material alheio como All Along The Watchtower (Bob Dylan), Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (The Beatles) e Hey Joe (Billy Roberts).

Mesmo a voz, que alguns colocam em segundo plano diante de sua imensa qualidade como guitarrista e compositor, sempre se mostrou outro ponto forte a seu favor. Hendrix sabia encarar cada canção com um timbre vocal poderoso, próprio e original, sem nunca se deixar levar por virtuosismos.

Enquanto esteve entre nós, o astro americano só lançou três álbuns de estúdio- Are You Experienced(1967), Axis: Bold As Love (1967) e o álbum-duplo Electric Ladyland (1968), além do ao vivo com composições inéditas Band Of Gypsys (1969) e a coletânea Smash Hits (1967, reunindo algumas músicas só lançadas antes em compactos simples de vinil).

São trabalhos excelentes, e é melhor optar por eles em um primeiro momento. Se quiser escolher um para começar sua imersão em Jimi Hendrix, minha dica é o maravilhoso Axis: Bold As Love, que traz sua canção mais icônica, Little Wing e muito mais. Do material póstumo de estúdio, muita coisa foi lançada em vinil e posteriormente em CD, com diversas sequências de faixas. Nunca saberemos como ele teria as agrupado ou mesmo quais teriam sido lançadas ou não, mas vale a curiosidade, pois tem muita coisa boa nesse meio.

Das gravações ao vivo, as mais recomendáveis são as que registram suas performances avassaladoras nos festivais de Monterey e Woodstock, sendo que você encontra esses shows registrados em álbuns de áudio e também em DVDs.

Há pessoas que parecem saber que não irão viver por muito tempo, e, por isso, vivem de forma intensa. Hendrix se encaixa feito luva nessa definição. Se nos deixou com apenas 27 anos de idade, produziu nesse curtíssimo período de vida um legado artístico que continuará relevante enquanto houver vida inteligente.

Hendrix morreu de forma acidental, tendo sido, como certa vez definiu para mim o amigo Ayrton Mugnaini Jr., “um artista profissional e um ser humano amador”. Ele não deu conta de tanta badalação, tanto sucesso, tantas tentações que não soube controlar. Uma pena.

Ouça alguns dos grandes clássicos de Jimi Hendrix:

Gorillaz e Robert Smith unidos em um divertido clipe musical

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Por Fabian Chacur

Robert Smith marca presença no novo single e clipe do Gorillaz. O grupo virtual criado por Damon Albarn, do Blur, e pelo cartunista Jamie Hewlett, nos proporciona mais uma faixa deliciosa, Strange Timez (a grafia é essa mesma), na qual apenas a cabeça do cantor e líder do The Cure aparece contracenando com integrantes da “banda” em suas estrepolias rumo à Lua. A faixa integrará o seu sétimo álbum de estúdio, Song Machine: Season One- Strange Timez, previsto para chegar ao mercado internacional no dia 23 de outubro.

Ainda sem previsão de lançamento em formato físico no Brasil, o sétimo álbum de Noodles, 2D, Murdoc e Russel terá versões digitais e em CD, LP de vinil e fita-cassete, sendo que a versão deluxe trará 17 faixas, seis a mais do que a standard. De quebra, também estará à venda Almanac, livro com 210 páginas.

Como de praxe nos trabalhos dos Gorillaz, teremos diversas participações especiais de nomes importantes e bacanas da cena pop mundialo. Além do já citado Robert Smith, também estarão presentes no álbum Elton John, Beck e Peter Hook (ex-New Order), só para citar alguns deles.

Também está agendado para os dias 12 e 13 de dezembro performances globais ao vivo intituladas Song Machine Live, nas quais as músicas do álbum serão apresentadas mesclando músicos tocando e cenas gravadas. Os ingressos para este evento já estão sendo vendidos em pontos virtuais de venda.

Eis as faixas da versão Deluxe de Song Machine:

1. Strange Timez (ft. Robert Smith)
2. The Valley of The Pagans (ft. Beck)
3. The Lost Chord (ft. Leee John)
4. Pac-Man (ft. ScHoolboy Q)
5. Chalk Tablet Towers (ft. St Vincent)
6. The Pink Phantom (ft. Elton John and 6LACK)
7. Aries (feat. Peter Hook and Georgia)
8. Friday 13th (ft. Octavian)
9. Dead Butterflies (ft. Kano and Roxani Arias)
10. Désolé (ft. Fatoumata Diawara) (Extended Version)
11. Momentary Bliss (ft. slowthai and Slaves)
12. Opium (ft. EARTHGANG)
13. Simplicity (ft. Joan As Police Woman)
14. Severed Head (ft. Goldlink and Unknown Mortal Orchestra)
15. With Love To An Ex (ft. Moonchild Sanelly)
16. MLS (feat. JPEGMAFIA and CHAI)
17. How Far? (ft. Tony Allen and Skepta)

Strange Timez (clipe)- Gorillaz + Robert Smith:

Bruno Gouveia e Carlos Coelho em uma live com papo e música

BRUNO GOUVEIA E CARLOS COELHO - BIQUINI CAVADAO

Por Fabian Chacur

Trinta e cinco anos de estrada no conturbado e disputado cenário musical brasileiro não é para qualquer um, ainda mais se estivermos falando de uma trajetória consistente e com boa repercussão perante o público. Este é o caso do Biquini Cavadão, que desde sua estreia em 1985 se mantém firme e forte, resistindo às intempéries. Como forma de celebrar essa longevidade, dois de seus integrantes farão uma live streaming neste sábado (19) às 16h30, que poderá ser conferida em seu canal oficial no Youtube.

Bruno Gouveia (vocal) e Carlos Coelho (guitarra, violão e vocal) se apresentarão no alto de uma cobertura situada na região da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, cujo cenário é dos mais belos e marcantes daquela cidade. Durante a live, os dois amigos aproveitarão para contar algumas histórias bacanas da carreira do Biquini Cavadão, além de recordarem alguns de seus maiores sucessos nesses anos todos.

Além disso, eles também irão falar sobre alguns dos grupos que mais os influenciaram em sua obra autoral, entre os quais Beatles, Queen, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e também Roberto Carlos, aproveitando para interpretar alguns dos sucessos desses artistas.

Múmias (clipe)- Biquini Cavadão:

Janelle Monáe faz música-tema para filme sobre o voto nos EUA

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Por Fabian Chacur

Mesmo na maior democracia do mundo, há inúmeras questões nebulosas e polêmicas acerca dos direitos ao voto e aos processos eleitorais. Esse é o tema do documentário All In: The Fight For Democracy, dirigido por Liz Garbus e Lisa Cortés e coproduzido por Stacey Abrams (veja o trailler aqui), exibido em algumas salas de cinema nos EUA e que a Amazon Prime Video promete disponibilizar em streaming no próximo dia 18 (sexta-feira).

Stacey Abrams foi líder da minoria da câmara dos representantes da Georgia (EUA), além de fundadora do grupo Fair Right Action, que defende as pessoas que são excluídas do direito ao voto por algumas barreiras legais. O documentário mostra todo o histórico eleitoral dos EUA, e traz seu foco exatamente nessas dificuldades impostas às minorias que tentam apenas desfrutar de seus direitos mais essenciais.

A música-tema do filme, Turntables, é interpretada pela excelente cantora e compositora Janele Monáe, de 34 anos, que a escreveu em parceria com Nathaniel Irvin III e George A. Peters e cuja produção ficou nas mãos de Nate “Rocket” Wonder e Roman GianArthur. Trata-se de uma canção incisiva, vibrante, que em seu clipe traz a cantora em ação e também cenas do documentário, com um resultado potente e envolvente.

Com mais de dez anos de carreira, Janele veio ao Brasil em duas ocasiões no ano de 2011, a primeira abrindo shows da saudosa Amy Winehouse e a outra para apresentação no Rock in Rio. Seu mais recente álbum, Dirty Computer (o terceiro de sua carreira), chegou ao 6º posto na parada americana, e sua mistura de soul, hip-hop, funk, pop e jazz é de primeiríssima linha.

Turntables (clipe)- Janene Monáe:

Chico Cesar faz show em evento virtual no centro de São Paulo

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Por Fabian Chacur

Para quem prefere se resguardar e não sair feito um alucinado rumo ao “antigo normal”, uma belíssima opção online para o próximo final de semana para quem curte cultura será a 2ª edição do Festival A Vida No Centro. Desta vez realizada pela via virtual, o evento terá como destaques um show acústico ao vivo de Chico César e peças também encenadas ao vivo pelo badalado grupo teatral Os Satyros, em uma programação idealizada pela plataforma A Vida no Centro e pela Agência CoPlayers.

As apresentações serão realizadas em locais icônicos do centro de São Paulo, como os edifícios Martinelli (local do show de Chico César, mais precisamente no mirante deste prédio), Edifício Matarazzo, Minhocão e Praça Roosevelt, e desta vez poderão ser apreciadas pelo público de fora da cidade pela via virtual.

“Neste momento em que as pessoas não podem visitar seus lugares preferidos, queremos levar um pouco do Centro para a casa das pessoas, mostrando locais que são parte da história e da cultura de São Paulo”, explica Clayton Melo, cofundador de A Vida no Centro, a respeito do novo formato do evento.

Com o apoio da Secretaria Municipal de Turismo, da Plataforma Fitness Channel e da SP Escola de Teatro, o Festival a Vida no Centro também tem como intuito arrecadar de fundos para a Associação Franciscana de Solidariedade (Sefras), cujo objetivo é dar assistência a pessoas em situação de rua nas imediações de outro ícone da região central de São Paulo, o Largo São Francisco.

Festival A Vida no Centro 2020

19 e 20 de setembro – sábado e domingo

Onde – Online pelas plataformas @avidanocentro.sp, facebook/avidanocentro, youtube/avidanocentro

Programação

Sábado (19)

11h – Aula Ballet para Todos no Pátio do Colégio – Fitness Channel

12h – Tour online no Edifício Matarazzo, com destaque para o jardim do terraço

13h – Tour virtual A História do Anhangabaú – Zeca Nunes

15h-16h30 – Diálogos A Vida no Centro – Apresentação do report de tendências A Casa e a Cidade – Impactos da pandemia na vida urbana, tendências e insights, seguido de debate sobre o futuro das cidades e do modo de vida urbano pós-pandemia

17h – Aula de yoga no terraço do Martinelli com Isaias Vieira – Fitness Channel

19h – Pocket show Chico César acústico no terraço do Martinelli

21h – Espetáculo de teatro digital A Arte de Encarar o Medo – Os Satyros – seguido de papo com o elenco

Domingo (20)

9h – Aula funcional cadeirante – Fitness Channel

10h – Aula de HIIT na Praça Roosevelt – Fitness Channel

10h – Tour Centro Histórico com Olavo Medeiros @omelhordesampa

11h – Aula de gastronomia online – Paribar

12h – Aula de drinques online – Drosophyla

15h – Tour virtual ao terraço do Martinelli

16h-17h30 – Infantil – Teatro Esparrama na Janela – seguido de um bate-papo ao vivo nas redes sociais

20h – Todos os Sonhos do Mundo, monólogo com o ator Ivam Cabral – Os Satyros – seguido de papo com o ator e autor da peça e os organizadores do festival

À Primeira Vista (ao vivo)- Chico César:

Of Monster And Men lança Visitor como prévia de um EP

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Por Fabian Chacur

O tempo passa, o tempo voa, e a adorável banda islandesa Of Monster And Men, que já se apresentou no Brasil (leia mais sobre eles aqui), completa dez anos de carreira. Como forma de celebrar essa efeméride bacana, o quinteto acaba de lançar, com um clipe, uma nova canção, intitulada Visitor. É a primeira prévia de um EP ainda sem data definida para sair, mas com título definido, Tiu.

A palavra tiu significa dez, em islandês, explicando a intenção deste lançamento de certa forma precoce, pois o Of Monster And Men costuma lançar novos álbuns aproximadamente de três em três anos. Seu trabalho mais recente, Fever Dream, saiu em 2019, e atingiu o 9º posto na parada americana. O som de Visitor é um pop-rock melódico com tempero de anos 1980 e ecos de bandas legais da época como o A-ha e Talk Talk, por exemplo.

Visitor (clipe)- Of Monster And Men:

Ronald Bell, 68 anos, um dos criadores do Kool & The Gang

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Por Fabian Chacur

Chega a ser sintomático o autor de uma das músicas mais alegres e festivas de todos os tempos nos deixar em um ano tão terrível como este 2020. Foi exatamente o que ocorreu na manhã desta quarta-feira (9). O compositor, produtor e multi-instrumentista Ronald Bell, também conhecido por seu nome muçulmano Khalis Bayyan, um dos fundadores da seminal banda americana Kool & The Gang e autor, entre diversos outros megahits, da contagiante Celebration, deixou-nos aos 68 anos, em sua casa nas Ilhas Virgens, de forma repentina e de causa ainda não revelada.

Ronald nasceu em 1º de novembro de 1951, irmão mais novo de outro cofundador e integrante do grupo que o tornou famoso, o baixista Robert “Kool” Bell (que veio ao mundo no dia 8 de outubro de 1950). Filhos de um boxeador que viajava pelo país no circuito de lutas para defender o pão de cada dia e ficou amigo de músicos de jazz como Miles Davis e Thelonius Monk, foi assim que os garotos tiveram acesso a música de boa qualidade.

Em 1964, junto com o baterista e compositor George Brown e outros amigos, criaram em Jersey City, New Jersey (para onde haviam se mudado quatro anos antes, de Youngstown, Ohio) uma banda inicialmente denominada Jazziacs, nome que foi se alterando até chegar em 1969 ao batismo definitivo, mesmo ano em que assinaram com a gravadora De-Lite.

Seu primeiro álbum, autointitulado e todo instrumental, trouxe como destaque a faixa Kool & The Gang, seu primeiro hit lançada como single e curiosamente utilizada, pela TV Bandeirantes no Brasil, como música de abertura para o seriado Jeannie é um Gênio. Seu som dançante, mesclando o então efervescente funk com jazz, pegou no breu de vez em 1973 com seu quarto álbum de estúdio, Wild And Peaceful.

É deste álbum (nº 33 na parada pop) que fazem parte três faixas que renderam aos irmãos Bell os primeiros grandes hits nos charts americanos, as sensacionais Jungle Boogie (nº 4 entre os singles, escrita por Ronald e incluída com destaque em 1994 na célebre trilha sonora do filme Pulp Fiction, de Quentin Tarantino), Hollywood Swinging (nº 6 na parada pop) e Funky Stuff (nº 29 na parada pop).

Logo a seguir, no entanto, a banda entrou em uma fase difícil em termos de popularidade, especialmente com a ascensão da disco music. Ao tentarem inicialmente se adaptar ao novo som, não se deram muito bem. Um consolo bacana ocorreu com a inclusão da faixa-título de seu álbum de 1976, Open Sesame, composição de Ronald que na época vendeu muito pouco, na multiplatinada trilha sonora do filme Os Embalos de Sábado à Noite (1977).

A saída para a crise teve origem brasileira. O produtor Eumir Deodato, radicado há anos nos EUA e muito bem-sucedido em uma carreira solo, aceitou o convite para produzi-los, e de cara deu uma sugestão que se mostrou acertadíssima. A ideia era deixar de lado os vocais em uníssono que os marcavam e contratar um vocalista principal, que veio a ser James J.T. Taylor.

A nova roupagem do Kool & The Gang veio à tona em 1979 com o álbum Ladies Night, com seis faixas matadoras, entre elas os hits Ladies Night e Too Hot. O álbum atingiu o 13º lugar na parada pop, uma entrada triunfante da banda no primeiro escalão da música pop.

Em 1980, inspirado em versos de Ladies Night, Khalis Bayyan resolveu escrever uma canção para virar uma espécie de hino de festas. Nascia Celebration, que atingiu o primeiro lugar na parada pop no formato single e impulsionou o álbum do qual faz parte, Celebrate!, rumo ao 10º lugar nos EUA e a vender mais de um milhão de cópias, primeiro disco de platina dos rapazes.

A parceria com Eumir Deodato renderia mais dois álbuns de muito sucesso, Something Special (1981), 12º lugar nos EUA e trazendo os hits Take My Heart (You Can Have It) e Get Down On It, e As One (1982), 29º lugar nos EUA com a salerosa Let’s Go Dancin’ (Oh La La La). A mistura de disco music, funk e pop dessa era se mostrava imbatível.

Em 1983, no entanto, Eumir deixou de trabalhar com o grupo, e Khalis Bayyan passou a ser produtor ou coprodutor dos próximos trabalhos, deixando aos poucos de participar dos shows. Nos estúdios, ele mostrava sua versatilidade tocando sax tenor, flauta, teclados, clavinete, sintetizadores e percussão.

Sem Deodato, o Kool & The Gang ainda se manteria disputando os primeiros lugares dos charts até 1986, emplacando sucessos como Joanna, Tonight, Fresh e Cherish (de Bayyan). Em 1988, com a saída do vocalista James J.T. Taylor rumo a uma carreira-solo, a banda viu sua mágica comercial cair por terra, sendo que o cantor também não se deu tão bem com a mudança.

Houve um reencontro entre J.T. e a banda em 1996, que teve como marca o lançamento do álbum State Of Affairs naquele mesmo ano, mas nada aconteceu, e o cantor saiu fora de novo em 1999. Seja como for, o Kool & The Gang se manteve na estrada fazendo shows e animando as festas pelo mundo afora.

Outra tentativa de reativar o seu poder em termos comerciais ocorreu em 2005, quando saiu o álbum-duplo The Hits Reloaded (saiu no Brasil pela extinta Indie Records), no qual o grupo releu alguns de seus grandes sucessos em novas versões ao lado de nomes das novas gerações como Lisa Stansfield, Angie Stone, Lauryn Hill, Youssou N’Dour, Jamiroquai, Beverley Knight e Tony Hadley, mas infelizmente não deu certo. O grupo se apresentou no Brasil em 2008 e 2011.

Ouça o álbum Ladies Night na íntegra em streaming:

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