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The Struts gravam single em parceria com Paris Jackson

struts paris jackson single capa

Por Fabian Chacur

A ótima banda inglesa The Struts (leia mais sobre eles aqui), uma das melhores da atualidade, lançou em outubro de 2020 o álbum Strange Days. Inquietos como de praxe, eles já estão com uma novidade devidamente disponibilizada nas plataformas digitais. Trata-se de Low Key In Love, single que conta com a participação especial de Paris Jackson, a talentosa filha do grande e saudoso Michael Jackson.

A dobradinha entre eles teve origem quando Paris viu, há alguns anos, o quarteto inglês abrindo um show da banda americana Motley Crue. O namoro se concretizou quando o grupo resolveu convidá-la para participar do novo single, convite aceito de imediato. E o resultado foi dos melhores.

Deliciosa, Low Key In Love é uma balada rock baixos teores que lembra bastante a estrutura de um clássico de 1978 dos Rolling Stones, Beast Of Burden, sem, no entanto, soar com um plágio descarado. O ótimo álbum Strange Days contou com participações especiais de Tom Morello, Albert Hammond Jr. (dos Strokes) e dos integrantes do Def Leppard Joe Elliot e Phil Collen.

Low Key In Love– The Struts e Paris Jackson:

Roberto Carlos: 80 anos e muito mais do que um milhão de amigos

roberto carlos

Por Fabian Chacur

Em 1974, em seu delicioso hit Eu Quero Apenas, Roberto Carlos nos disse que “eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar”. Como dizem por aí, cuidado com o que você deseja. Pois o artista, que completa nesta segunda (19) 80 anos de idade, possui muito, mas muito mais do que isso. Fãs incondicionais que se consideram seus amigos, e que certamente desejam tudo de bom e um pouco mais para o seu Rei. E alguém em sã consciência é capaz de dizer que ele não merece tanta idolatria?

Como jornalista especializado em música, tive a oportunidade de participar de três entrevista coletivas com o cantor, compositor e músico natural de Cachoeiro do Itapemirim (ES), todas realizadas na cidade de São Paulo: em 1988, no hotel Maksoud Plaza e em 1995 e 1996 no hotel Transamérica. Nas três, ficou claro para mim algumas de suas marcas: a simpatia, o imenso carisma e a forma sempre conciliadora de responder mesmo as perguntas mais ácidas.

Em uma delas (se não me falha a memória, na de 1988), questionei-o sobre o porque seu álbum de estreia, Louco Por Você (1961), nunca foi relançado oficialmente, e se isso ocorria devido ao seu veto. Ele, cheio de sorrisos e de dedos, disse que um dia a gravadora faria esse relançamento, e que ele não tinha impedido nada. No entanto, o disco completará 60 anos neste 2021, e continua disponível só em versões piratas, uma delas no formato CD repleta de faixas-bônus lançadas no início de sua carreira.

E já que o tema é efemérides, temos algumas bacanas em 2021, além dos 80 anos de idade e 60 anos do lançamento do álbum de estreia. Roberto Carlos (1971) considerado por muitos o seu melhor álbum e aquele que inclui sua canção mais citada, a maravilhosa Detalhes, celebrará 50 aninhos, enquanto Acústico MTV festeja 20 primaveras sem nunca ter sido exibido na emissora musical.

Poucos artistas conseguem chegar a uma idade como essa ainda relevante e cultuado por milhões de pessoas, ainda mais no Brasil, e o autor de Amada Amante e tantos outros sucessos pode se gabar dessa façanha. Se não lança mais discos com canções inéditas como fazia até meados dos anos 1990, mantém-se gravando projetos especiais (geralmente gravados ao vivo) e fazendo shows sempre lotados, alguns deles até em cruzeiros marítimos.

Há quem tente condená-lo por sua postura conservadora e as poucas opiniões sobre política. Ele só apoiou explicitamente uma candidatura, a de Antonio Ermírio de Moraes ao governo de São Paulo em 1986, embora já tenha dito, em uma entrevista ao extinto jornal O Pasquim, ser de direita. Também se mostrou irritado com a exibição no Brasil de filmes como Je Vous Salue Marie (1985), de Jean-Luc Goddard e A Última Tentação de Cristo, de Martin Scorsese, ambos com abordagens polêmicas sobre temas caros aos católicos.

Como ele nunca foi agressivo nesses posicionamentos e não está escrito em nenhuma lei que um artista seja obrigado a ter posições políticas públicas e a defendê-las, vale deixar essa sua faceta de lado. Mas dá para se lamentar sua luta contra o excelente livro Roberto Carlos em Detalhes (2006), de Paulo César de Araújo, com direito à destruição de inúmeros exemplares. Enfim. ninguém é perfeito, e é melhor falar de música.

Nesses mais de 60 anos de música, Roberto enveredou por vários estilos. Do flerte inicial com a bossa nova, mergulhou no rock and roll, que lhe valeu a Jovem Guarda e a primeira fase de grande sucesso, com direito a programa na TV ao lado do parceiro Erasmo Carlos e de Wanderléa. Mesmo nessa época, já mostrava a versatilidade, cantando baladas, música latina, valsa e até charleston ou coisa que o valha.

No fim dos anos 1960, investiu com categoria na soul music e aos poucos foi se tornando mais romântico ainda e mais pop, consolidando sua popularidade de uma vez por todas durante a década de 1970, com álbuns sempre esperados com avidez pelo grande público que emplacavam uma quantidade incrível de hits.

Os sucessos se mantiveram firmes e fortes durante a década de 1980, embora a crítica especializada adorasse detonar cada um desses álbuns. Mas, em sã consciência, dá para dizer que músicas como Fera Ferida, Emoções, Meus Amores da Televisão, Amazônia e Amor Perfeito, alguns dos grandes hits dessa era do Rei, são de fato músicas ruins?

Certa vez, um crítico disse que Roberto Carlos é o mais popular que um fã de música sofisticada consegue ouvir e o mais sofisticado que um fã de música brega consegue chegar. É uma opinião contra a qual podemos até por alguns reparos, mas que faz todo o sentido do mundo. Difícil encontrar alguém que não goste de rigorosamente nada do repertório de Roberto Carlos.

E tem duas vertentes marcantes da sua obra. A ecológica, quando poucos tocavam nesse tema no Brasil, que gerou O Progresso, O Ano Passado, As Baleias e tantas outras, e a de cunho religiosa, que gerou Jesus Cristo, Nossa Senhora e diversas outras. Lógico que também temos as canções temáticas femininas do tipo Coisa Bonita, Mulher Pequena e Mulher de Quarenta, ou a do caminnhoneiro, a do taxista etc. Mas até essas são bem divertidas.

Das composições da dupla Roberto e Erasmo até as canções de outros autores muito bem escolhidas, Roberto Carlos Braga nos proporcionou um verdadeiro tsunami de músicas boas de se ouvir. Sempre bom cantor, ele conseguiu não perder a voz nessas décadas todas, agora se valendo de interpretações mais doces e contidas que tem tudo a ver com sua paixão pela bossa nova, e que culminou com o belo álbum que gravou em parceria com Caetano Veloso em 2008 só com músicas do repertório do grande Tom Jobim, Roberto Carlos e Caetano Veloso e a Música de Tom Jobim.

É Proibido Fumar, Quero Que Vá Tudo Pro Inferno, Rosita, Noite de Terror, Por Isso Estou Aqui, Não Vou Ficar, Todos Estão Surdos, Além do Horizonte, Amor Sem Limites… Acho que ficaria horas citando músicas do repertório do Rei de que gosto, e isso mostra o tamanho da obra desse cara. Parabéns pelos 80 anos, de um de seus milhões de amigos!

Amada Amante– Roberto Carlos:

Viper relança CD Coma Rage com diversas faixas bônus inéditas

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Por Fabian Chacur

Da geração de bandas brasileiras de heavy metal surgidas nos anos 1980 cantando em inglês, o Viper é uma das que conseguiu marcar o seu nome na história desse gênero musical tão popular e tão fielmente seguido por seus fãs. Um de seus álbuns mais bem-sucedidos, Coma Rage (1995), acaba de ser relançado em uma caprichada versão remasterizada e repleta de faixas-bônus. O trabalho está disponibilizado em CD físico e também nas plataformas digitais pela Warner Music, com seu selo Rhino.

Para vocês terem uma ideia da moral que o grupo paulistano tem até hoje, esse relançamento do trabalho lançado na época pelo mitológico selo americano especializado em heavy rock Roadrunner integra a série Heavy Metal Legends,ao lado de banda como Black Sabbath e Metallica. A produção do álbum ficou a cargo do badalado Bill Metoyer (Slayer, Testament), enquanto a remasterização atual é assinada por Mauricio Gargel.

Entre as faixas bônus, temos versões demo das canções do álbum e também uma canção inédita, País do Futuro, a primeira composta em português pela banda, que em 1996 lançaria um álbum completo em sua língua natal, Tem Pra Todo Mundo. Felipe Machado, guitarrista do Viper, explica o cenário das gravações deste marcante álbum da carreira de sua banda:

“O tempo que passamos em Los Angeles contribuiu para o som de Coma Rage. Já éramos influenciados por heavy metal, mas também passamos a ter contato e fazer amizade com outras bandas de punk, grunge e até hardcore. Os anos 1990 foram um caldeirão e Coma Rage é o resultado disso”.

Eis as faixas da versão CD de Coma Rage:

1. Coma Rage (Pit Passarell)
2. Straight Ahead (Felipe Machado)
3. Somebody Told me You’re Dead (Pit Passarell)
4. Makin Love (Pit Passarell)
5. Blast! (Pit Passarell)
6. God Machine (Felipe Machado)
7. Far and Near (Yves Passarell)
8. The Last Song (Pit Passarell)
9. If I Die by Hate (Felipe Machado)
10. Day Before (Yves Passarell)
11. 405 South (Renato Graccia)
12. A Face in the Crowd (Felipe Machado)
13. I Fought the Law (S. Curtis)
14. Keep the Words (Pit Passarell)

BONUS
15. Coma Rage – DEMO (Pit Passarell)
16. Straight Ahead – DEMO (Felipe Machado)
17. Somebody Told me You’re Dead – DEMO (Pit Passarell)
18. Makin Love – DEMO (Pit Passarell)
19. Blast! – DEMO (Pit Passarell)
20. God Machine – DEMO (Felipe Machado)
21. País do Futuro – DEMO (Felipe Machado / Pit Passarell)
22. A Face in the Crowd – DEMO (Felipe Machado)
23. Keep the Words – DEMO (Pit Passarell)

Coma Rage (versão remasterizada)- Viper:

Billy F Gibbons libera clipe e irá lançar um novo álbum em junho

billy f gibbons capa album

Por Fabian Chacur

Em 2015, após décadas liderando o ZZ Top, Billy F Gibbons lançou o seu 1º CD solo, Perfectamundo. Em 2018, foi a vez de The Big Bad Blues. E já temos data marcada para um novo álbum desse marcante cantor, compositor e guitarrista americano. Será no dia 4 de junho o lançamento de Hardware, que o selo Concord (distribuído pela Universal Music) colocará no mercado internacional nos formatos CD e LP de vinil, além das gloriosas plataformas digitais.

Como forma de dar uma amostra aos fãs do que está por vir, Gibbons acaba de disponibilizar o 1º single a ser extraído desse novo trabalho. Trata-se de West Coast Junkie, um delicioso rockabilly com tempero de surf music e ecos de Dick Dale. Dirigido por Harry Reese, o clipe tem como pano de fundo o deserto californiano e garotas de biquini, com os músicos tocando com energia.

Gravado no Escape Studio, situado perto de Palm Springs, no alto deserto da Califórnia e na região da mitológica Joshua Tree, o álbum conta com o célebre Matt Sorum (Guns N’ Roses, The Cult, Velvet Revolver) na bateria, engenharia de som a cargo de Chad Shlosser e os músicos Mike Fiorentino e Austin Hanks. 11 das 12 faixas incluídas neste trabalho são assinadas coletivamente por Gibbons, Fiorentino, Shlosser e Sorum.

Gibbons, que continua firme com o ZZ Top segundo consta, definiu o seu novo disco solo em comunicado enviado à imprensa para divulgar esse trabalho: “Nós ficamos escondidos no deserto por algumas semanas, no calor do verão, e isso por si só foi bastante intenso. Para desabafar, simplesmente ‘deixamos agitar’. E é disso que se trata Hardware. Na maior parte, é um roqueiro furioso, mas sempre atento ao mistério implícito do deserto”.

Eis as faixas de Hardware:

1. My Lucky Card

2. She’s On Fire

3. More-More-More

4. Shuffle, Step & Slide

5. Vagabond Man

6. Spanish Fly

7. West Coast Junkie

8. Stackin’ Bones (featuring Larkin Poe)

9. I Was A Highway

10. S-G-L-M-B-B-R

11. Hey Baby, Que Paso

12. Desert High

*Obs.: todas as músicas foram escritas por Billy F Gibbons-Matt Sorum-Mike Fiorentino-Chad Shlosser, exceto Hey Baby Que Paso, escrita por Augie Meyers e Bill Sheffield).

West Coast Junkie (clipe)- Billy F Gibbons:

Mick Jagger lança um belo single em dobradinha com Dave Grohl

mick jagger dave grohl single

Por Fabian Chacur

Muita gente tem escrito canções tendo como tema o isolamento social exigido pelo combate ao novo coronavírus. Uma das melhores acaba de ser disponibilizada nas plataformas digitais, e tem assinatura nobre. Trata-se de Easy Sleazy, canção assinada por Mick Jagger que o vocalista dos Rolling Stones canta e toca guitarra tendo o apoio de Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters) nos vocais, guitarra, baixo e bateria. O resultado é uma faixa bastante energética, na melhor tradição dos Rolling Stones e com uma letra muito inteligente.

Sobre sua motivação, Jagger falou o seguinte, em comunicado enviado à imprensa: “É uma música que escrevi sobre como sair do lockdown, com um certo otimismo, que é muito necessário. Obrigado a Dave Grohl por pular na bateria, baixo e guitarra, foi muito divertido trabalhar com você. Espero que todos gostem de Eazy Sleazy”.

Por sua vez, Dave Grohl ressaltou a importância da parceria para o seu já extenso currículo: “É difícil colocar em palavras o que foi a experiência de gravar essa música com Sir Mick, o que isso significa para mim. Está além de um sonho tornado realidade. Bem, quando eu pensei que a vida não poderia ficar mais louca … achamos a música do verão, sem dúvida!”.

Easy Sleasy (clipe)- Mick Jagger e Dave Grohl:

Pete Best e Tony Sheridan estão no álbum do Clube Big Beatles

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Por Fabian Chacur

Em seus 30 anos de estrada, o Clube Big Beatles conseguiu se consolidar como uma das bandas brasileiras mais bem-sucedidas no intuito de reler os clássicos dos Fab Four. Oriundo de Vitória (ES), o grupo possui algumas marcas importantes em sua trajetória, como participar por 26 anos consecutivos no International Beatle Week em Liverpool, onde integram seu hall da fama desde 2008. Toda essa trajetória agora é consolidada com o lançamento do álbum, Clube Big Beatles e Seus Sócios, já disponível nas plataformas digitais.

Nesses anos todos, o time liderado pelo também produtor Edu Henning conseguiu consolidar algumas parcerias muito bacanas. Duas delas arrepiam os fãs mais detalhistas dos Beatles, e marcam presença neste trabalho, em gravações ao vivo. Um é Pete Best, que foi baterista dos Beatles de 1960 a 1962, quando foi substituído por Ringo Starr. Ele marca presença em uma versão energética de My Bonnie, que os Beatles gravaram em 1961 na Alemanha acompanhando o cantor britânico radicado então por lá Tony Sheridan.

Aliás, Sheridan é esse outro parceiro ilustre a participar do disco, em outra gravação feita ao vivo quando ele esteve por aqui, interpretando um dos clássicos perenes do grupo de Liverpool, Yesterday. A outra gravação ao vivo incluída no álbum é She Loves You, registro do CCB com a Banda da Polícia Militar do Espírito Santo.

Se esses dois convidados especiais internacionais impressionam bem, as outras 13 faixas do trabalho, todas gravadas em estúdio, contam com nomes nacionais consagradíssimos e de várias vertentes da nossa música, indo desde a MPB até o heavy metal. Não é de se estranhar que este, o 4º álbum do grupo capixaba, tenha demorado quase 10 anos para ser finalizado.

Afinal de contas, contar em um mesmo trabalho com gente do naipe de Ivan Lins, Evandro Mesquita, Andreas Kisser, Jerry Adriani, Zé Renato, João Barone e Edgard Scandurra, só para citar alguns, não é tarefa das mais fáceis. Mas Henning e sua turma conseguiram tal façanha.

Eis as faixas de Clube Big Beatles e Seus Sócios:

1- Lady Madonna – Clube Big Beatles

2- Whille My Guitar Gently Weeps – Clube Big Beatles e Edgard Scandurra

3- When I’m Sixty-Four – Clube Big Beatles e Bruno Gouveia

4- Get Back – Clube Big Beatles e Andreas Kisser

5- Ticket to Ride – Clube Big Beatles e Dado Villa-Lobos

6- Something – Clube Big Beatles e Armandinho Macedo

7- Eleanor Rigby – Clube Big Beatles e Ivan Lins

8- Drive My Car – Clube Big Beatles e Evandro Mesquita

9- Money (That’s What I Want) – Clube Big Beatles e João Barone

10- The Long And Winding Road – Clube Big Beatles e Flávio Venturini

11- I Feel Fine – Clube Big Beatles e Jerry Adriani

12- Nowhere Man – Clube Big Beatles e Zé Renato

13- Come Together – Clube Big Beatles e Leo Gandelmann

14- She Loves You – Clube Big Beatles e Banda da Policia Military do Espirito Santo

15- My Bonnie – Clube Big Beatles e Pete Best

16- Yesterday – Clube Big Beatles e Tony Sheridan

My Bonnie (ao vivo)- Clube Big Beatles e Pete Best:

David Gilmour toca Albatross em um intenso tributo a Peter Green

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Por Fabian Chacur

No dia 30 de abril, será lançado em vários formatos físicos e nas plataformas digitais Mick Fleetwood And Friends Celebrate The Music Of Peter Green And The Early Years Of Fleetwood Mac (saiba mais detalhes aqui). Uma bela amostra do conteúdo deste trabalho histórico acaba de chegar ao mundo virtual. Trata-se da faixa Albatross, com participação de David Gilmour.

“Há mais de três anos, quando o ímpeto dessa ideia começou, meu primo Kells sugeriu entrar em contato com David porque está claro que Peter foi uma influência em seu estilo e tom. Tenho a lembrança do David Gilmour ter vindo ver o Fleetwood Mac com o Peter em Nova York no clube Scene, que era um pequeno local onde Hendrix e as pessoas apareciam para tocar a noite toda. Quando entrei em contato e perguntei se ele tocaria no tributo, recebi de volta a carta mais inacreditável, na qual ele dizia que não tinha certeza se poderia fazer justiça às músicas e que tinha tanta reverência por elas que não sabia ao certo se era corajoso o suficiente para tentar”, relembra Mick Fleetwood.

“Dois anos depois, quando tudo estava acontecendo, perguntei de novo: ‘David, você está se sentindo corajoso o suficiente?’ Desta vez, ele disse que adoraria, então eu o deixei escolher qualquer música que ele gostasse. Ele era, e é, a personificação do ‘menos é mais’ estético que impulsionou a composição e execução de Peter, e ele me tirou o fôlego tocando ‘Albatross’”, completa, em comunicado enviado à imprensa.

Albatross (live)- Mick Fleetwood and Friends feat David Gilmour:

Can lançará gravações inéditas feitas em shows nos anos 1970

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Por Fabian Chacur

A partir do final dos anos 1960, surgiram na Alemanha uma série de bandas com sonoridades bem peculiares e que expandiam as possibilidades do rock, com um sotaque local próprio acrescido ao que já havia sido feito até então especialmente nos EUA e Inglaterra. Essa espécie de movimento foi rotulado pela imprensa especializada na época como Krautrock. Uma das bandas seminais daquele período, a extinta Can, terá uma série de álbuns inéditos ao vivo lançados nos próximos meses. O primeiro será Live In Stuttgart 1975.

O item inicial deste projeto chegará ao mercado internacional no dias 28 de maio nos formatos CD duplo, LP de vinil triplo e também nas plataformas digitais. A supervisão dos lançamentos ficou a cargo do produtor e engenheiro Rene Tinner e também do único integrante da formação original do Can ainda vivo, o tecladista Irmin Schmidt.

Criado em 1968 na cidade alemã de Colonia por Irmin, Holger Czukay (baixo e efeitos eletrônicos), Michael Karoli (guitarra) e Jaki Liebezeit (bateria), o grupo se manteve na ativa até o fim dos anos 1970. Com entradas e saídas de vários outros músicos, incluindo dois ex-integrantes da banda britânica Traffic- Roscoe Gee (baixo e vocais) e Rebop Kwaku Baah (percussão), eles nunca tiveram grande sucesso comercial, mas influenciaram inúmeras bandas e artistas, como Happy Mondays, Brian Eno e The Fall.

Ouça um trecho de Live In Stuttgart 1975:

Nile Rodgers volta a trabalhar com a cantora Sheila B Devotion

sheila b devotion e nile rodgers

Por Fabian Chacur

Além do fantástico trabalho feito com seu próprio grupo, o Chic, o genial Nile Rodgers traz como marca as inúmeras colaborações bacanas com outros artistas. Em 1980, por exemplo, ele produziu e compôs o repertório do álbum King Of The World, da cantora francesa Sheila (na época conhecida como Sheila B Devotion). Pois agora, 41 anos depois, eles voltam a trabalhar juntos em uma das faixas do novo álbum da estrela pop da terra de Charles Aznavour, Venue D’Ailleurs, infelizmente sem previsão de lançamento no Brasil.

Intitulada Law Of Attraction, a música é um petardo dançante, composto por Nile (que se incumbe de sua marcante guitarra rítmica) em parceria com Jerry Barnes, Melissa Sanley e Alex Forbes. O álbum também traz outra participação ilustre, a do cantor e baixista Jason Scheff, que integrou o grupo Chicago entre 1985 e 2016 ocupando a vaga de Peter Cetera.

A nova parceria de Sheila e Rodgers é uma boa sucessora da faixa mais destacada do álbum King Of The World, a simplesmente espetacular Spacer (ouça aqui), uma das melhores composições do guitarrista com seu saudoso parceiro de Chic, o não menos brilhante Bernard Edwards.

Annie Chancel ganhou o seu nome artístico em 1963 ao gravar uma versão em francês do hit Sheila, do americano Tommy Roe. Ela começou a gravar em inglês em 1977, e antes da parceria com Nile Rodgers emplacou hits nas pistas de dança com a releitura disco de Singin’ In The Rain (interpretada por Gene Kelly em 1952 no filme Cantando na Chuva) e a quase roqueira You Light My Fire, ambas com boa repercussão no Brasil.

Vale o registro: quando começou a cantar em inglês, Sheila inicialmente se valeu de um trio de dançarinos que se intitulava B Devotion. Especialmente na França, seus discos eram creditados a Sheila & B Devotion, mas na maioria dos outros países (incluindo o Brasil) seu nome aparecia como Sheila B Devotion, como se fosse um sobrenome.

Law Of Attraction– Sheila feat Nile Rodgers:

Felipe Camara lança 1º single de seu novo projeto solo, Um Ano

Espaço Calmamente

Por Fabian Chacur

Diz aquele antigo ditado que se a vida te dá um limão, o melhor a se fazer é uma limonada com o mesmo, ou quem sabe uma caipirinha, de acordo com o gosto do freguês. E foi exatamente esta a postura de Felipe Camara. O cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista carioca transformou a dor do fim de um relacionamento afetivo em um novo projeto musical. Intitulado Um Ano, esta espécie de ciclo musical acaba de ter divulgada a sua primeira amostra, a canção Pardon Me, já disponível nas plataformas digitais.

E que bela amostra, por sinal. A grosso modo, Pardon Me pode ser definida como uma balada com forte teor gospel, impressão ressaltada pelo impactante refrão pontuado por um coral típico desse estilo musical. Um Ano (cujo título dialoga com a palavra “humano”) será dividido em quatro EPs com quatro faixas, sendo sempre três canções e um poema musicado, sendo que todas terão um clipe para representá-las em termos visuais.

Cada EP representa uma estação do ano. O começo é com Outono, sendo que as próximas faixas serão divulgadas nos dias 23 (E Se a Gente), 21 de maio (Não Queria Te Perder) e 28 de maio (um poema musicado). Todas trarão como marca uma abordagem romântica que Camara pretende ressaltar em sua carreira-solo, ele que ficou conhecido com seu trabalho com a banda Folk na Kombi.

Com 35 anos de idade, Felipe Camara começou a tocar aos 8 anos de idade e também integrou outras bandas, como Fábrica Brasil, Bona Fide e Ópera Mono. Em seus currículo, 4 álbuns e 2 DVDs. O início da carreira individual ocorreu com o lançamento do álbum Patu (2018). Para ele, Um Ano conta a história de uma pessoa que sofre com uma perda, mas que acredita na redenção e na capacidade de sair do outono e chegar no verão renovado e pronto para seguir adiante.

Pardon Me– Felipe Camara:

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