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Leela lança clipe para sua mais nova canção, Scarfacebook

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Por Fabian Chacur

Tem novo clipe do Leela na área. O grupo carioca liderado por Bianca Jhordão e Rodrigo O’Reilly Brandão disponibilizou nesta semana Scarfacebook, nova parceria com o guru multimídia Fausto Fawcett e a sexta a ser divulgada do quarto álbum da banda, que terá outras cinco no final do processo. A faixa traz a participação especial da badalada cantora carioca Letrux.

Com direção e roteiro de Virginia de Ferrante, o clipe relata a história de duas mulheres mantidas em um cativeiro, papéis vividos pelas atrizes Luisa Micheletti e Maira Chasseraux. Com um refrão marcante e batida forte e compassada, pontuada por riffs de guitarra poderosos, a canção tem clima opressivo e letra incisiva, com direito a versos rascantes como “eu você, você aí, nesse planeta transformado em kitnette claustrofóbica”.

O repertório do novo trabalho do Leela traz como tema as relações pessoais que se dão no universo digital no mundo das mídias e das redes sociais, em um universo que, como pontuam os integrantes da banda, “somos metade humanos, metade mídia”. Leia mais sobre este instigante grupo carioca aqui.

Scarfacebook (clipe)- Leela e Letrux:

Xamã usa filmes clássicos como mote para álbum O Iluminado

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Por Fabian Chacur

Para quem pensa que a cena musical do Rio de Janeiro só se dedica ao funk carioca no momento, vale conferir o trabalho de Xamã. O rapper carioca vê sua popularidade crescer de forma constante graças à ótima repercussão de seu álbum de estreia, Pecado Capital (2017) e também ao lançamento de vários singles e colaborações com outros artistas. Inquieto, ele lança nesta quinta (12) nas plataformas digitais um novo álbum, O Iluminado, lançamento da gravadora independente Baguá Records.

O novo trabalho do artista carioca de 30 anos que foi vendedor ambulante antes de mergulhar no mundo da musica tem como inspiração alguns de seus filmes favoritos, entre eles o que dá nome ao álbum, clássico de 1980 estrelado por Jack Nicholson. Como forma de anteceder o lançamento, a música Um Drink No Inferno foi divulgada com clipe gravado em Paris e dirigido por Dauto Galli.

“Gravamos esse clipe em Paris em apenas uma noite. Eu não conhecia a cidade, e foi uma experiência muito boa. Esse filme Um Drink no Inferno (de Robert Rodriguez e com roteiro de Quentin Tarantino) marcou a minha vida, assim como todos os outros que inspiraram as canções do meu novo álbum”, explica o artista.

O álbum conta com a participação do rapper Rio Santanna, dos cantores Luccas Carlos e Filipe Ret, de Major RD e da cantora Agnes Nunes. “Criei um ambiente próprio para cada música, e encaixei os convidados em função disso, em função do que cada uma dessas música pedia”, explica.

Além desse clipe para ilustrar uma música do disco (virão outros em breve), temos também um curta-metragem de quase 11 minutos no qual Xamã dá vasão ao seu lado ator, recriando cenas de filmes como Pulp Fiction- Tempo de Violência e Taxi Driver (veja aqui).

Aliás, se há algo que impulsiona esse artista carioca é a possibilidade de expandir seus horizontes musicais e culturais. “Você precisa criar conteúdos criativos, criar uma demanda, mostrar coisas novas para as pessoas, instigar a curiosidade do público; acho isso da hora, pois quem fica é quem cria algo novo, como Black Allien, o Cazuza, o Mano Brown”, reflete.

Se a qualidade é um item fundamental para Xamã, a quantidade também tem sua importância. “Hoje, você precisa injetar conteúdos novos o tempo todo, é uma engrenagem que nunca para; além de álbuns, já lancei diversos singles, fiz colaborações, investi em estilos diferentes como rap, trap, rock, r&b”.

Aliás, ele continua acreditando no formato álbum, tanto que O Iluminado terá, além da versão digital, uma tiragem limitada em vinil, prevista para sair daqui a dois meses. “Nesse álbum, por exemplo, reuni canções com potencial de single que seguem um tema, que é o cinema, elas se encaixam, fazem uma sequência legal; você distrai o público com o seu flow e informa através das letras”.

Na hora de mostrar ao vivo as músicas que cria, Xamã também não se restringe a uma única possibilidade. “No Rock in Rio, por exemplo, eu me apresentei no Espaço Favela rock com banda, e também faço shows com DJs, com DJs e MCs e também em formato acústico, são vários formatos diferentes”.

Para ele, o conturbado momento político e social que o Brasil passa atualmente tem um lado positivo. “O Brasil vive um momento complicado, as pessoas vivem uma crise de personalidade, não sabem no que acreditar, é um caos de informações desencontradas e em grande quantidade; mas sempre que o Brasil passa por fases assim, as artes ajudam a nos encaminhar para um rumo melhor, o importante é cada um trabalhar, fazer a sua parte”, finaliza.

Um Drink no Inferno (clipe)- Xamã:

Marie Fredriksson, do Roxette, a cantora que não gostava de tédio

Por Fabian Chacur

Swedish pop duo Roxette and their June 2001 album, Room Service.

Swedish pop duo Roxette and their June 2001 album, Room Service.

Don’t Bore Us- Get To The Chorus! (não nos entedie, vá direto ao refrão!, em tradução livre) é o título da primeira coletânea de hits do grupo sueco Roxette, lançada em 1995, e serve como uma boa definição da música que este bem-sucedido e talentoso duo fez durante sua carreira. Infelizmente, essa trajetória está encerrada, pois sua vocalista, Marie Fredriksson, nos deixou nesta segunda-feira (9), aos 61 anos, após ter lutado de forma corajosa durante quase 20 anos contra um câncer.

Nascida em 30 de maio de 1958, Marie se formou em música e se envolveu na cena pop musical sueca. Após integrar grupos sem grande repercussão, ela resolveu iniciar uma carreira-solo e teve o apoio de um amigo, o cantor, compositor e guitarrista Per Gessle, integrante da bem-sucedida banda de rock Gyllene Tider. Eles gravavam seus discos em sueco e cresciam em termos locais.

No entanto, o talento dos dois indicava possibilidades de uma carreira internacional, e o primeiro passo foi pegar uma música do guitarrista, vertê-la para o inglês e gravá-la em duo com Marie. O resultado, Neverending Love, foi a semente que gerou o surgimento do duo, batizado de Roxette, cujo primeiro álbum, Pearls Of Passion, saiu em 1986, sem atingir os objetivos desejados.

Sem desanimar, eles prosseguiram investindo no projeto. Nesse meio-tempo, Marie fez uma mudança radical no visual, cortando os longos cabelos e adotando um estiloso corte curtinho que virou sua marca registrada. Em 1988, veio o segundo álbum, Look Sharp!, que parecia se encaminhar para o mesmo destino do anterior. Só que não! O single The Look estourou de forma inesperada nos EUA em 1989, atingindo o número 1 na parada de lá.

Era o início de uma invasão no principal mercado musical mundial, que se espalhou pelos quatro cantos do mundo. Do mesmo álbum, Listen To Your Heart repetiu a performance de The Look, enquanto Dangerous atingiu o segundo posto. Em 1990, como parte da trilha sonora do filme Pretty Woman (Uma Linda Mulher), estrelado por Julia Roberts e Richard Gere, It Must Have Been Love também virou nº 1 nos EUA.

A fórmula azeitada era simples, mas muito bem executada: um misto de rocks com pegada dançante e power ballads compostas por Per e interpretadas com muita personalidade e categoria por Marie. De quebra, os clipes sempre bem elaborados e os shows calorosos e de um profissionalismo impecável, além da simpatia dos dois, tornou o Roxette um fenômeno de vendas e popularidade.

Joyride (1991) manteve os amigos nos charts, com sua festiva faixa-título sendo seu 4º número um no formato single e a balada Fading Like a Flower (Every Time You Leave) chegando ao 2º lugar. Era o auge do Roxette no mercado americano.

A partir daí, o sucesso do duo na terra de Barack Obama teria uma grande redução, mas isso não ocorreria no resto do mundo, onde os dois amigos permaneceram populares e requisitados.

Em 1995, sai a primeira coletânea de hits do grupo, Don’t Bore Us- Get To The Chorus!- Roxette’s Greatest Hits, incluindo 12 hits e quatro inéditas, entre as quais uma que estourou por aqui, a deliciosamente sessentista June Afternoon, com direito a um icônico clipe revivalista.

As coisas começaram a se complicar para o Roxette a partir do lançamento do álbum Room Service (2001). Pouco tempo depois, Marie foi diagnosticada com um tumor cerebral. Mesmo com essa séria dificuldade a ser enfrentada, a cantora não se entregou, lançando em 2004 seu primeiro disco solo em inglês, The Change, e voltando a se dedicar ao Roxette a partir do lançamento do álbum Charm School (2011).

O último álbum do Roxette, Good Karma, saiu em 2016, e nesse mesmo período a cantora anunciou que não faria mais turnês. Ela ainda lançou três singles solo entre 2017 e 2018. Foram oito discos solo (sete deles em sueco) e dez álbuns de estúdio com o Roxette.

Com grande sucesso no Brasil, Marie Fredriksson e Per Gessle fizeram sua primeira turnê por aqui em 1992, e tive a honra de participar da coletiva de imprensa concedida por eles em São Paulo, quando consegui o autógrafo do duo na capa da minha edição em vinil do álbum Joyride e ainda troquei umas palavras adicionais com o Per após a coletiva, na qual ele me falou sobre sua paixão pela marca Rickenbacker de guitarras e pelo som de Tom Petty e Jackson Browne.

O show em São Paulo, realizado no estacionamento do Parque Anhembi, foi simplesmente impecável, com gente pelo ladrão. Em 1995, eles voltaram, e estive de novo na entrevista coletiva. O duo voltou a tocar por aqui em 1999 e 2011, sempre atraindo um público significativo.

A simpática e talentosa guerreira Marie nos deixou de forma prematura, mas fica a certeza de que soube aproveitar bem essa sua passagem por essa coisa chamada vida. C’mon join the joyride!

June Afternoon (clipe)- Roxette:

Camilla Faustino & Trio Guará cantam a bossa nova em Sampa

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Por Fabian Chacur

Em meados dos anos 1990, Marcos Maynard, um dos mais bem-sucedidos executivos da história da indústria fonográfica no Brasil, teve a ideia de fazer um projeto tendo a bossa nova, ritmo que curte desde a sua adolescência, como mote. Os anos se passaram, e quando ele viu um show de Toquinho, ficou encantado com uma cantora que fez uma participação especial. Era Camilla Faustino, que ele logo sentiu ser a protagonista ideal para sua empreitada. O resultado é o DVD Bossa Sempre Nova (Maynard Music, distribuição Radar Records), disponível também nas plataformas digitais.

A jovem intérprete goiana mostra o repertório desse trabalho em show nesta terça (10) às 22h30 em São Paulo no Blue Note São Paulo (avenida Paulista, nº 2.073- 2º andar- fone 0xx11-3179-0050), com ingressos a R$ 70,00. No repertório, as canções do DVD e também outras releituras bacanas, entre as quais Sina (Djavan) e Isn’t She Lovely (Stevie Wonder).

Na verdade, a descoberta de Camilla foi a metade do caminho para a viabilização de Bossa Sempre Bossa. A parte final veio curiosamente uma semana depois, quando Maynard foi apresentado ao Trio Guará, integrado por Flavio Iannuzzi (piano), Noa Stroeter (contrabaixo acústico) e Marcos Magaldi (bateria e percussão). Era a dose adicional de juventude e talento que faltava.

Com direção artística de Maynard (ex-integrante do grupo setentista brasileiro Lee Jackson) e produção de Luiz Carlos Maluly (outro ex-Lee Jackson e produtor de álbuns de RPM e Bruno & Marrone entre muitos outros), Camilla Faustino & Trio Guará interpretaram com muita classe, energia e personalidade clássicos do repertório bossa-novístico, com destaque para O Morro Não Tem Vez, Samba de Verão, Canto de Ossanha/Berimbau e Deixa/Deixa Isso Pra Lá.

O DVD foi gravado ao vivo no estúdio Mosh, em São Paulo, nos dias 3 e 4 de dezembro de 2018 sem a presença de plateia, mas como se fosse um show. O registro em preto e branco dá um tom altamente classudo à apresentação, sendo que Camilla esbanja expressividade, sensualidade e senso de interpretação. O acompanhamento do Trio Guará é preciso, sem arestas a serem aparadas.

Alguém pode até fazer a pergunta que não quer calar: “mas por que mais um projeto dedicado a clássicos da bossa nova?”. E a resposta é simples: por que não? Ainda mais se for feito com a evidente competência e prazer desses quatro jovens músicos, que provavelmente atrairão gente da sua faixa etária para um repertório que merece ser ouvido e reouvido para todo o sempre.

Canto de Ossanha/Berimbau– Camilla Faustino & Trio Guará:

Roberta Campos emplaca sua 20ª música em trilhas de telenovelas

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Por Fabian Chacur

Desde os idos de 1970, uma das melhores formas de ter seu trabalho divulgado para um compositor no Brasil é ter suas obras incluídas em trilhas sonoras de telenovelas. Há vários campeões e campeãs na área, e da nova geração, a líder, ou pelo menos uma delas, é certamente a cantora, compositora e musicista mineira Roberta Campos. Para não deixar dúvidas quanto a esse tema, a moça acaba de emplacar sua 20ª canção para embalar romances e ação de uma trama televisiva.

A canção da vez é Libélula, com letra e melodia de sua autoria e interpretada por ela própria, devidamente escolhida para a nova atração da Record TV, Amor Sem Igual, cuja estreia ocorrerá nesta terça-feira (10) às 20h30, substituindo Topíssima. A faixa integra o álbum Todo Caminho É Sorte (2015), que curiosamente já havia cedido outras quatro canções para esse tipo de produção.

Vivendo momento bem positivo de sua carreira, Roberta Campos atualmente divulga seu mais recente trabalho, o DVD Todo Caminho É Sorte, lançado pela gravadora Deck e que celebra 20 anos de carreira, que já renderam quatro CDs e shows por todo o país. Leia mais sobre Roberta Campos aqui.

Libélula (clipe)- Roberta Campos:

Musical One Night Of Tina chega ao nosso país em maio de 2020

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Por Fabian Chacur

Tina Turner completou 80 anos de idade recentemente (leia texto de Mondo Pop aqui). Longe dos palcos por opção própria, a cantora deixou saudades de suas incríveis performances nos palcos de todo o mundo. Como isso no momento não rola mais, um consolo pode ser ver o espetáculo britânico One Night Of Tina, que chegará ao Brasil em maio de 2020.

One Night Of Tina tem 90 minutos de duração, e durante eles o espectador terá a oportunidade de ouvir hits de todas as fases da carreira da estrela americana, como Nutbush City Limits, River Deep Mountain High, The Best, Private Dancer, We Don’t Need Another Hero e Goldeneye, entre outros, com direito a coreografias e figurinos representando detalhadamente cada período.

A direção do espetáculo ficou a cargo do britânico Gary Lloyd, que em sua carreira já trabalhou com Paul McCartney, Giorgio Moroder, Cliff Richard, Tom Jones e Robin Gibb em shows e clipes, e tem em seu extenso currículo de espetáculos musicais Thriller Live!, homenagem a Michael Jackson que vem sendo exibido nos palcos londrinos e de outros países há mais de dez anos.

A incumbida de representar Tina Turner em cena é a experiente e talentosa cantora e atriz britânica Sharon Ballard, que além de cantar muito bem tem uma certa semelhança com a diva pop. Ela é conhecida por sua participação em musicais teatrais e também como atriz em séries televisivas com Sherlock. Um de seus marcos foi participar de um show com vários artistas importantes no qual fez duetos com Bill Medley (ex-Righteous Brothers) e o saudoso Peabo Bryson (conhecido por seus duetos com Roberta Flack).

Datas da Tour Brasil ONE NIGHT OF TINA

28 de Maio de 2020 São Paulo – Brasil Espaco das Américas

29 de Maio de 2020 Rio de Janeiro – Brasil Vivo Rio

30 de Maio de 2020 Belo Horizonte – Brasil Teatro Palácio das Artes

31 de Maio de 2020 Porto Alegre Teatro Bourbon Country

Veja trechos do show One Night Of Tina:

Fernando Noronha lança filme sobre o blues com evento em SP

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Por Fabian Chacur

O blues possui seguidores fiéis e criativos no Brasil. Um deles é o excelente cantor guitarrista e compositor Fernando Noronha, que inclusive é contratado de um selo americano, pelo qual lançou seu oitavo e mais recente álbum, Time Keeps Rolling. E esta gravadora ianque, a Wordhaus Music, está lançando um documentário estrelado por nosso conterrâneo, Highway 61: de Chicago a Nova Orleans. A exibição do filme ocorrerá em São Paulo em evento nesta quinta-feira (5) às 21h no Bourbon Street Music Club (rua dos Chanés, nº 194- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com ingressos custando R$ 45,00.

A noitada promete ser das melhores, pois também incluirá um showcase com artistas da gravadora sediada em Austin, Texas, uma das capitais mundiais do blues. Além de Noronha, que será acompanhado pela Black Soul Brasil, teremos em cena a americana Myla Hardie (que também é a CEO da Wordhaus Music), Anamoli (Argentina), Gustavo Chaise (Brasil) e Pata de Elefante (Brasil).

Highway 61: de Chicago a New Orleans flagra Fernando Noronha fazendo uma viagem pela estrada que também é conhecida como Blues Highway. Através dela e partindo de Chicago, visita locais icônicos da história do blues em cidades como St. Louis, Memphis, Clarksdale, Houston e Nova Orleans, onde encerra a jornada chegando em pleno Mardi Gras, o carnaval à moda norte-americana.

Em sua rica trajetória artística que já ultrapassa os 20 anos de duração, além de ter lançado oito álbuns, Fernando trabalhou com ícones do porte de B.B. King, Chuck Berry e Buddy Guy, entre outros.

O evento no Bourbon Street faz parte da 7ª edição da Semana Internacional da Música de São Paulo (SIM São Paulo), que será realizada de 4 a 8 de dezembro na cidade com direito a painéis, reuniões, encontros, coqueteis e mais de 400 apresentações ao vivo em mais de 45 palcos de SP, tendo como base de operações o adorável Centro Cultural São Paulo.

Veja o trailer de Highway 61 de Chicago a Nova Orleans:

Chico Chico lança versão voz e violão do hit Maria Bethânia

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Por Fabian Chacur

O Chicão cresceu, assumiu o nome artístico de Chico Chico e tem mostrado que não nega seu DNA. Para quem não se lembra, ele é filho de dois saudosos nomes da nossa música, a grande Cássia Eller e o também brilhante baixista Tavinho Fialho. Seu mais recente lançamento é uma releitura de Maria Bethânia, clássico do repertório de Caetano Veloso de 1971, com clipe já disponibilizado nas plataformas digitais.

No melhor estilo voz e violão de cordas de aço, Chico Chico imprime à belíssima canção em inglês, lançada em um sublime álbum que Caetano gravou durante seu exílio na Inglaterra e uma espécie de carta musical à sua irmã, uma forte acentuação de blues, com resultado bastante interessante.

A regravação faz parte do projeto Vale a Pena Gravar de Novo, que celebra os 20 anos do selo fonográfico Astronauta e traz releituras de clássicos da nossa música. A idealização, produção e direção artística ficaram a cargo de Leonardo Rivera, com engenharia de áudio de Pedro Garcia. As gravações ocorreram no bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, no estúdio Cantos do Trilho.

Com 26 anos de idade, Chico Chico apareceu com destaque durante o show de sua mãe no Rock In Rio em 2001, durante a incendiária releitura que ela fez de Smells Like Teen Spirit, sugestão do garoto, por sinal. Desde 2015 com o novo nome, ele participou de discos de Ana Cañas e Gastão Villeroy.

Além disso, participou dos grupos 2×0 Vargem Alta, com a qual lançou em 2015 um álbum autointitulado, e mais recentemente do 13.7. Ele voltou ao Rock In Rio em outubro deste ano, no espaço Ford, marcou presença em show ao lado de integrantes das bandas Fresno, NX Zero, Cachorro Grande e Vanguart, cantando músicas como Sujeito de Sorte, de Belchior, e Lithium, do Nirvana.

Maria Bethânia (clipe)- Chico Chico:

Isso É Amor, do Ira!, é relançado em vinil 180 gramas e fita cassete

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Por Fabian Chacur

Uma quantidade significativa dos recentes relançamentos em vinil se concentra em trabalhos já anteriormente lançados nesse formato. Isto É Amor, do Ira!, que a Polysom estará disponibilizando em LP de 180 gramas e também em fita cassete, foge desse perfil, pois saiu em 1999, quando os discos chegavam ao mercado brasileiro exclusivamente em CD, que atualmente vive uma espécie de ostracismo temporário em alguns desses projetos de resgate de grandes álbuns. Uma pena.

Como foi concebido para a duração bem maior de tempo proporcionada pelos compact discs, Isso É Amor contém quase 50 minutos de conteúdo musical. Como forma de viabilizar uma edição em vinil sem prejudicar a qualidade técnica, a Polysom optou por oferecer o LP com 12 faixas, sendo que as duas faixas restantes do formato original aparecem em um compacto simples de vinil que será vendido junto com o “bolachão”.

Isso É Amor flagra o grupo então integrado por Nasi (vocal), Edgard Scandurra (guitarra e vocal), Ricardo Gaspa (baixo) e André Jung (bateria) relendo canções alheias. As faixas que tiveram maior repercussão do CD, na época lançado pela hoje extinta Abril Music, foram Telefone (hit da Gang 90), com participação de Fernanda Takai, e Bebendo Vinho (de Wander Wildner).

Outros momentos bacanas deste trabalho do grupo paulistano são Jorge Maravilha, rock bissexto de Chico Buarque, Teorema (da Legião Urbana de Renato Russo) e Um Girassol da Cor do Seu Cabelo (Lô e Márcio Borges), esta última com participação especial de Samuel Rosa, do Skank. O título do álbum foi extraído do refrão da música Telefone, o maior hit da Gang 90 do saudoso Julio Barroso.

Ouça Isto É Amor em streaming:

Victor Biglione Trio faz um show nesta sexta (29) no Rio de Janeiro

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Por Fabian Chacur

O formato trio é um dos mais desafiadores para os músicos de jazz, blues, rock etc. Nele, os músicos ficam mais expostos, e precisam mostrar muito jogo de cintura para conseguir dar conta da demanda. Isso, no entanto, é sopa para o Victor Biglione Trio, liderado pelo cantor e guitarrista Victor Biglione, um dos grandes nomes do instrumento por aqui. Ele e seus parceiros tocam no Rio de Janeiro nesta sexta (29) às 19h no Centro Cultural dos Correios (rua Visconde de Itaboraí, nº 20- Candelária-RJ- fone 0xx21-2253-1580), com ingressos a R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira).

Nascido na Argentina e radicado há muito no Brasil, onde se naturalizou, Victor possui um currículo invejável, como os leitores de Mondo Pop tiveram a oportunidade de conferir quando da resenha de seu mais recente álbum, o excelente Classic Rocks From Brazil (leia aqui).

Ao lado desta fera da guitarra, temos dois músicos à altura do desafio de acompanhá-lo. O baixista Jorge Pescara é também diretor musical, professor e autor de livros e uma videoaula didática sobre o instrumento, além de ter tocado e gravado com nomes como Ithamara Koorax, Eumir Deodato e Ney Matogrosso, entre outros. Ele lançou recentemente seu 3º álbum solo, o ótimo Grooves In The Eden, nos formatos CD e digital.

Autodidata, o baterista e percussionista Fábio Cezanne tem 25 anos de estrada, com atuação em diversos grupos. Além de tocar com Biglione desde 2017, ele também participa como percussionista dos corais Popcoro e de Nova Iguaçu, e do grupo progressivo Knight Prog, este último ao lado de Jorge Pescara.

No repertório do show desta sexta (29), teremos quatro clássicos de Jimi Hendrix- Little Wing, Voodoo Child, Foxy Lady e Red House e também maravilhas do naipe de Take Five (Paul Desmond, hit máximo do grupo de Dave Brubeck), Status (Billy Cobham) e Soul Sacrifice (Santana).

Voodoo Child (live)- Victor Biglione Trio:

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