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Tag: rock americano (page 1 of 9)

Sheryl Crow esbanja talento e maduridade em trabalho ao vivo

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Por Fabian Chacur

Quando o tema é grandes nomes femininos do rock, dificilmente alguém coloca Sheryl Crow no primeiro escalão. E isso é uma baita de uma injustiça. Algumas razões possíveis ficam por conta de a cantora, compositora e musicista americana ter perfil discreto, não apelar, não se deixar levar por modismos e ser uma fiel seguidora do rock and roll da escola Bob Dylan, Tom Petty, Eric Clapton e outros deste porte. A moça provou mais uma vez sua excelência em Live At The Capitol Theatre (2018), lançado no exterior no formato CD duplo+Blu-ray. Coisa finíssima!

O home vídeo, que integra atualmente a programação do canal a cabo brasileiro Bis, flagra Sheryl em gravação realizada no dia 10 de novembro de 2017 no imponente Capitol Theatre, em Port Chester, New York, local onde monstros sagrados do porte de Dylan, Clapton e o Grateful Dead se apresentaram, e onde ela nunca havia tocado antes. A cantora, então, encerrava a turnê de divulgação de seu mais recente álbum, Be Myself (2017).

Acompanhada por um sexteto caprichado no qual se destacam Peter Stroud (guitarra), Josh Grange (pedal steel guitar) e Jennifer Gunderman (teclados), a roqueira americana mostra sua desenvoltura se alternando entre violão, baixo e guitarra, além de cantar com uma voz potente e com assinatura própria que se mostra afiadíssima aos 55 anos (idade da cantora na época, pois em 11 de fevereiro ela completará 58 anos).

Com boa presença de palco e muita simpatia, Sheryl Crow realiza uma bela viagem pelos seus maiores hits, entre os quais All I Wanna Do, Leaving Las Vegas, If It Makes You Happy, a sublime releitura de The First Cut Is The Deepest (de Cat Stevens, hoje Yusuf) e Soak Up The Sun.

Seis faixas foram selecionadas de Be Yourself, todas ótimas, especialmente a canção que dá nome ao álbum, Atom Bomb e Halfway There. São 21 músicas que nos dão um belo panorama de uma carreira-solo que ultrapassou os 25 anos e é repleta de shows e discos de sucesso. Ela nos visitou em 1995, abrindo os shows de Elton John, e em 2001, no Rock in Rio, com performances impecáveis.

A grande lição que Sheryl Crow nos dá é que, sim, é possível seguir um rumo mais conservador em termos musicais sem necessariamente cair na mesmice ou na mera repetição de fórmulas já apresentadas anteriormente com sucesso. Basta ter o talento, a convicção e a segurança desta grande artista.

O vídeo também traz trechos de uma entrevista na qual a cantora fala sobre sua vida, incluindo a afirmação de que decidiu ter uma carreira-solo ao integrar a banda de Michael Jackson durante a turnê Bad, quando percebeu que gostaria de liderar seu próprio grupo. Vale lembrar que, naqueles shows, ela dividia o microfone com o chefão na música I Just Can’t Stop Loving You, fazendo ao vivo as partes de Siedah Garrett na gravação de estúdio.

All I Wanna Do (ao vivo)- Sheryl Crow:

Pearl Jam lança single e álbum inédito deve sair em março

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Por Fabian Chacur

O Pearl Jam inicia 2020 a mil por hora. Primeiro, eles anunciaram que em 27 de março será lançado Gigaton, primeiro álbum de inéditas do grupo americano desde Lightning Bolt (2013). Agora, disponibilizaram nesta quarta (22) o primeiro single a ser extraído do novo trabalho. Trata-se de Dance Of The Clairvoyants, um potente rock funkeado que surge com cara de hit potencial.

O clipe que ilustra a canção, que ocupa a posição de número 3 na sequência de faixas do álbum (veja abaixo a relação completa das músicas) traz uma impressionante combinação de imagens da natureza e do meio ambiente. O refrão é forte, com direito a vocais incisivos, e tem tudo para ser repetido durante os shows que a banda fará em breve para divulgar este trabalho, com início no dia 18 de março no Canadá, e ainda sem previsão de chegar ao Brasil.

A capa de Gigaton, que obteve boa repercussão entre os fãs, traz uma imagem nomeada Ice Waterfall, realizada pelo fotógrafo, filmmaker e biólogo marinho canadense Paul Nicklen. Registrada em Svabald, na Noruega, retrata a calota de gelo de Nordaustlandet, que se derrete e desta forma gera enormes quantidades de água. Prova da preocupação da consagrada banda norte-americana com as alterações climáticas e a temática ecológica.

Eis as faixas de Gigaton:

1. Who Ever Said

2. Superblood Wolfmoon

3. Dance of the Clairvoyants

4. Quick Escape

5. Alright

6. Seven O’Clock

7. Never Destination

8. Take The Long Way

9. Buckle Up

10. Come Then Goes

11. Retrograde

12. River Cross

Dance Of The Clairvoyants (clipe)- Pearl Jam:

Green Day lança single com sample da cantora Joan Jett

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Por Fabian Chacur

Já está definida a data na qual sairá Father Of All Motherfuckers (com palavrão no título e tudo!), novo álbum de estúdio do Green Day e sucessor de Revolution Radio (2016). Será no dia 7 de fevereiro. Enquanto isso, o trio americano antecipa faixas do mesmo. A que dá título ao trabalho foi a primeira (ouça aqui). A segunda acaba de ser disponibilizada, Oh Yeah!.

A nova faixa, outro rock sacudido, também traz polêmica em sua gênese, mas de outro tipo. O refrão traz um sampler creditado da releitura feita em 1980 por Joan Jett & The Blackhearts do hit Do You Wanna Touch Me (Oh Yeah!), lançada em 1973 por seu coautor (em parceria com o produtor inglês Mike Leander), o cantor e compositor britânico Gary Glitter. Essa música fez muito sucesso nas duas versões, e é um clássico do glitter rock.

No entanto, a carreira de Glitter teve uma reviravolta meganegativa a partir de 1997, quando vieram à tona as primeiras acusações de pedofilia para o roqueiro, com milhares de imagens encontradas em seu computador e provas de que ele abusou de crianças. Desde então, ele teve de encarar vários processos e detenções. A prisão mais recente foi em 2015 e se refere a uma pena de 16 anos.
green day novo cd 2020

Para quem por ventura contestar o uso de trecho dessa canção pelo Green Day, a banda deixou claro, em sua conta oficial no Youtube, que sabe ser o coautor dessa música um “total asshole” (palavras exatas usadas por eles), e que por essa razão doou os seus royalties para duas instituições de caridade.

Além do novo álbum, o grupo integrado por Billie Joe Armstrong (vocal e guitarra), Mike Dirnt (baixo e vocais) e Tré Cool (bateria) iniciará no dia 13 de junho a turnê The Hella Mega Tour ao lado das bandas Fall Out Boy e Weezer, que passará inicialmente apenas pela América do Norte e Reino Unido.

Oh Yeah! (clipe)- Green Day:

America celebra 50 anos de carreira com coletânea de hits

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Por Fabian Chacur

Em 2020, o grupo America completará 50 anos de carreira. Como forma de antecipar a celebração desta data tão significativa, ainda mais se levarmos em conta que esta banda continua na estrada, a Warner Music está lançando uma nova coletânea com os hits dos caras. O título é America 50th Anniversary Golden Hits, e o bacana fica por conta de que teremos uma edição em CD no Brasil, além da habitual disponibilização nas plataformas digitais que marcam a atual era da música.

O repertório desta compilação inclui 15 faixas, sendo 12 delas as mesmas que integram a mais clássica compilação de hits do grupo formado na Inglaterra em 1970, entre os quais as maravilhosas A Horse With No Name, I Need You, Ventura Highway, Tin Man e Sister Golden Hair. Este álbum, intitulado History: America’s Greatest Hits, saiu em 1975 e vendeu milhões de cópias no mundo todo, inclusive no Brasil, onde já fizeram diversos shows.

As três faixas adicionais são o único hit da banda na década de 1980, a deliciosa You Can Do Magic (lançada na época pela Capitol Records), e duas outras que, embora não tenham sido propriamente sucessos, são muito legais: Amber Cascades, do CD Hideaway (1976) e God Of The Sun, do álbum Harbor (1977).

O America, apesar do nome, foi criado na Inglaterra por três filhos de militares americanos servindo por lá: os americanos Gerry Beckley e Dan Peek e o inglês Dewey Bunnel. Eles estouraram logo com o seu álbum de estreia, autointitulado (de 1971), que atingiu o primeiro lugar na parada americana e lhes rendeu um Grammy na categoria de artista revelação.

No currículo, o trio teve vários álbuns produzidos por ninguém menos do que George Martin, o mesmo dos Beatles, e uma inspirada fusão de rock, country, folk e pop. Em 1977, com a saída de Dan Peek (que investiu a partir daí em uma carreira-solo e nos deixou em 2011), o grupo prosseguiu como um duo e, se não teve muito sucesso em termos comerciais, continuou lançando discos de forma mais espaçada e fazendo turnês pelos quatro cantos do planeta.

Eis as faixas de 50th Anniversary: The Collection:

– A Horse With No Name
– I Need You
– Sandman
– Don’t Cross The River
– Ventura Highway
– Only In Your Heart
– Muskrat Love
– Tin Man
– Lonely People
– Daisy Jane
– Woman Tonight
– Sister Golden Hair
– Amber Cascades
– God Of The Sun
– You Can Do Magic

God Of The Sun– America:

The Black Keys lançam divertido clipe de seu sacudido single Go

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Por Fabian Chacur

O single Lo/Hi, lançado em março deste ano, marcou o retorno dos Black Keys, cujo mais recente lançamento havia sido o álbum Turn Blue (2014), que atingiu o topo da parada americana. Após um segundo single, Eagles Bird, o duo americano agora nos apresenta não só uma nova canção, Go, como também seu novo álbum, Let’s Rock, que para felicidade dos fãs dos formatos físicos será lançado no Brasil em CD pela Warner Music.

Go é um daqueles rocks de garagem de refrão pegajoso que te pega e não te solta mais, de tão irresistível. O clipe para divulgá-lo mostra os dois integrantes da banda, Dan Auerbach (vocal e guitarra) e Pat Carney (bateira) em uma divertida discussão da relação, digamos assim, com direito a cenas ao lado de fãs hippies, entrevistas em TV, sessões de terapia e coisas assim.

Criado em 2001 na cidade de Akron, Ohio (EUA), o duo americano tornou-se mundialmente conhecido a partir do estouro dos álbuns Brothers (2010) e El Camiño (2011), repletos de sua bem azeitada mistura de blues e garage rock. Eles foram uma das grandes atrações do Lollapalooza Brasil em 2013, e venderam mais de 11 milhões de cópias de seus álbuns, além de terem faturado seis troféus Grammy, o Oscar da música.

Go (clipe)- The Black Keys:

Creedence Clearwater Revival e seu show em Woodstock-1969

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Por Fabian Chacur

Entre os inúmeros grupos e artistas solo que participaram do mitológico festival de Woodstock, o Creedence Clearwater Revival era um dos que viviam seu auge em termos comerciais e artísticos. Por razões contratuais, eles não apareceram nem no filme e nem mesmo na trilha sonora do documentário sobre o festival, realizado em agosto de 1969. Nas reedições do material registrado no festival ocorridas nos anos 1990, algumas faixas de seu histórico show enfim chegaram à tona. E, agora, enfim teremos a performance do quarteto em sua totalidade, com o título Live At Woodstock, lançado pela Universal Music.

Como forma de aguçar a curiosidade de todos, acaba de ser lançado o primeiro single, com a faixa que abriu o show, a espetacular Born On The Bayou, com mais de cinco minutos de pura energia. Para tristeza dos fãs brasileiros do grupo, esse material só estará disponível por aqui nas plataformas digitais. No exterior, também teremos versões em CD simples e vinil duplo. Green River, Bad Moon Rising e Suzie Q são alguns dos petardos.

John Fogerty (vocal e guitarra), Tom Fogerty (guitarra), Stu Cook (baixo) e Doug Cosmo Clifford (bateria) conseguiram uma façanha: em plena era do psicodelismo, flower power e o início do rock pesado, encantar o público e vender milhões de discos com uma releitura energética do rock dos anos 1950 com elementos de country, folk e soul que recebeu o apelido de swamp rock.

Eles mesclavam composições próprias do genial John Fogerty e sua voz de trovão com releituras personalizadas de clássicos do rock e do soul, algumas marcadas por longas passagens instrumentais nas quais o talento dos músicos se sobressaia. Um absurdo esse álbum não ser disponibilizado em formato físico no Brasil. Como diria o outro, é o fim dos tempos…

Eis as faixas incluídas em Live At Woodstock:

1- Born On The Bayou

2- Green River

3- Ninety-Nine And A Half (Won’t Do)

4- Bootleg

5- Commotion

6- Bad Moon Rising

7- Proud Mary

8- I Put A Spell On You

9- The Night Time Is The Right Time

10- Keep On Chooglin’

11- Suzie Q

Born On The Bayou (live in Woodstock)- C.C.R.:

ZZ Top celebra 50 anos de estrada com uma coletânea

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Por Fabian Chacur

Há 50 anos, caía na estrada uma banda oriunda da cidade de Houston, Texas (EUA), com o intuito de investir no blues e nas variações mais básicas e viscerais do rock. Surgia o ZZ Top, grupo que permanece na ativa e celebra este cinquentenário com Goin’ 50, coletânea que a Warner Music lançará em junho em duas configurações, no Brasil. Uma, física, trará 18 faixas, enquanto a outra, para as plataformas digitais, inclui um total de 50 faixas. Trata-se de uma celebração mais do que merecida.

No início, o cantor, compositor e guitarrista Billy Gibbons tinha a seu lado Lanier Greig (baixo e teclados) e Dan Mitchell (bateria). Após o lançamento do single com as músicas Salt Lick e Miller Farm, no entanto, esse dois músicos sairiam fora, substituídos ainda naquele 1969 por Dusty Hill (baixo) e Frank Beard (bateria). Felizmente, os novos parceiros permaneceriam firmes e fortes ao lado de Gibbons durante as décadas que se seguiriam.

O primeiro álbum do trio saiu em 1971, intitulado ZZ Top’s First Album. O sucesso em termos comerciais veio a partir do terceiro trabalho, Tres Hombres (1973), que atingiu o 8º posto na parada americana. Graças a shows sempre energéticos e ao carisma de seus músicos, especialmente do guitarrista Billy Gibbons, logo frequentador assíduo das listas de melhores no instrumento, a banda aos poucos foi ganhando fãs entusiásticos.

Nos anos 1980, passaram a lotar estádios, graças ao estouro de álbuns como Eliminator (1983), que vendeu mais de 10 milhões de cópias nos EUA. Eles acrescentaram teclados eletrônicos, mas sem descaracterizar sua sonoridade clássica, uma mistura de blues, rock, hard rock e boogie. A entrada da música Doubleback, faixa do álbum Recycler (1990), na trilha do filme De Volta Para o Futuro 3 também ajudou bastante em sua popularidade.

O bacana do ZZ Top é a sua postura desencanada, com dois de seus integrantes (Gibbons e Hill) usando longas barbas e todos eles vestindo roupas esporte bem avacalhadas. O que conquistou o grande público foi mesmo a música, pois os shows também não ficam se valendo de recursos cênicos exagerados.

A seleção de músicas de Goin’ 50 dá uma geral em toda a carreira, sendo que a digital inclui ao menos uma faixa de cada um de seus álbuns de estúdio, do primeiro até o mais recente, La Futura (2012), com direito ao raro primeiro single. A versão física faz um apanhado mais resumido, porém muito bacana da carreira toda, e serve como uma boa amostra da bela trajetória do trio texano, que já se apresentou no Brasil lá pelos idos de 2010 e está iniciando uma turnê americana para festejar essas bodas de ouro roqueiras.

Confira o repertório do álbum físico:

La Grange
Sharp Dressed Man
Gimmie All Your Lovin’
Tush
Cheap Sunglasses
I’m Bad, I’m Nationwide
Legs
Got Me Under Pressure
Rough Boy
Sleeping Bag
Velcro Fly
Doubleback
Viva Las Vegas
Pincushion
What’s Up With That
Fearless Boogie
Piece
I Gotsta Get Paid

Confira o repertório do álbum digital:

La Grange
Sharp Dressed Man
Gimmie All Your Lovin’
Tush
Legs
Rough Boy
I’m Bad, I’m Nationwide
Cheap Sunglasses
Got Me Under Pressure
Sleeping Bag
Velcro Fly
Doubleback
Viva Las Vegas
Salt Lick
Miller’s Farm
(Somebody Else Been) Shaking Your Tree
Francine
Beer Drinkers & Hell Raisers
Waitin’ For The Bus
Jesus Just Left Chicago
Heard It On The X
Back Door Medley (Live)
It’s Only Love
Arrested Whilst Driving Blind
Enjoy and Get It On
I Thank You
Leila
Tube Snake Boogie
Pearl Necklace
TV Dinners
Can’t Stop Rockin’
Stages
Delirious
Woke Up With Wood
Concrete And Steel
My Head’s In Mississippi
Give It Up
Decision Or Collision
Gun Love
Pincushion
Breakaway
Girl In A T-Shirt
Fuzzbox Voodoo
She’s Just Killing Me
What’s Up With That
Bang Bang
Rhythmeen
Fearless Boogie
36-22-36
Piece

Doubleback (clipe)- ZZ Top:

Brian Setzer, dos Stray Cats, um dos grandes estilistas do rock

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Por Fabian Chacur

No dia 3 de fevereiro de 1959, Buddy Holly, Ritchie Valens e The Big Bopper nos deixaram, vítimas de um acidente de avião que seria definido como “o dia em que a música morreu” em 1971 pelo cantor e compositor Dave McLean (leia mais sobre esse tema aqui). Mas a vida é mesmo feita de Encontros e Despedidas, como diriam Milton Nascimento e Fernando Brant. Pois no dia 10 de abril daquele mesmo 1959, nasceu um cara que, anos depois, ajudou a resgatar com brilho esse rock and roll inicial, o incrível cantor, compositor e musico americano Brian Setzer. Ele completa 60 anos nesta quarta (10).

Setzer vira sessentão a mil por hora. Aliás, é irônico pensar que ele chega a uma idade que seus principais ídolos nem sequer chegaram perto de atingir, vide Elvis Presley (morto aos 42), Eddie Cochran (morto aos 21 anos), Gene Vincent (morto aos 36 anos) e o próprio Buddy Holly (morto aos 22 anos). Para felicidade dos fãs, chegará às lojas físicas e virtuais no dia 24 de maio 40, primeiro álbum inédito de estúdio dos Stray Cats (que celebram 40 anos do início de sua carreira) desde 1992, quando saiu Choo Choo Hot Fish.

Com produção a cargo de Peter Collins (que já trabalhou com Rush, Bon Jovi e a Brian Setzer Orchestra) e gravado no fim de 2018 em Nashville, 40 traz faixas como Cat Fight (Over a Dog Like Me), Rock It Off e Cry Danger. O álbum será divulgado como uma turnê comemorativa das quatro décadas do trio roqueiro cujo início está marcado para o dia 21 de junho na Espanha e previsto para acabar (pelo menos, inicialmente) em 31 de agosto nos EUA, passando por vários países europeus e estados americanos. Tipo do show imperdível.

E qual seria a razão para Mondo Pop dar tanta moral para esse cara, diria você? Pois vamos lá. Logo de cara, vale dizer que no início dos anos 1980, quando predominavam a new wave, o tecnopop, o heavy metal e outros estilos do gênero, Brian Setzer, ao lado dos amigos Lee Rocker (baixo) e Slim Jim Phantom (bateria) ousaram investir no mais puro rockabilly, unindo releituras de clássicos da era inicial do rock a composições próprias, com uma energia absurda.

Não foi fácil, no início, pois o público americano não aceitou logo de cara o estilo retrô do trio. Eles se mudaram para a Inglaterra, e foi por lá que conseguiram dar o pontapé inicial na conquista do planeta rock com os ótimos álbuns Stray Cats e Gonna Ball, ambos lançados em 1981. O sucesso chegaria aos EUA e ao resto do mundo em 1982 com o lançamento de Build For Speed, coletânea com faixas extraídas dos dois discos anteriores e que chegou aos primeiros lugares das paradas, impulsionado pelos petardos Stray Cat Strut, Rock This Town e Runaway Boys, só para citar três delas.

Qual o diferencial dos Stray Cats para outros grupos e artistas que tentaram reler o rock cinquentista sem o mesmo êxito? Simples: o imenso talento de Brian Setzer, que além de ser um cantor excepcional é um guitarrista que soube não só incorporar as convenções do rockabilly como elevou-as a um patamar de arte, colocando ali a sua assinatura própria. Atrevo-me a dizer que suas performances em discos e shows são comparáveis, se não até melhores, do que a dos artistas que o inspiraram, uma façanha absurda.

Além do trabalho com os Stray Cats, que se mantiveram entre separações e retornos nesses anos todos, Setzer lançou discos solo nos quais ampliou seus horizontes estéticos, indo do rock instrumental ao rock a la Bruce Springsteen. De quebra, ainda montou a Brian Setzer Orchestra, mesclando rock and roll e jazz estilo big bands de forma primorosa.

Tive a graça divina de ver um show dos Stray Cats no Brasil, mais precisamente no extinto Projeto SP, que ficava em sua segunda fase no bairro da Barra Funda, em 1990. Foram três shows em São Paulo, nos dias 9,10 e 11 de março, e um no Rio, no dia 13 de março. Quem viu, certamente não se esquecerá jamais!

Classifico a performance do grupo naquele dia 9 de março como selvagem, bárbara, adrenalina pura, proporcionada por apenas três músicos, sendo que Slim Jim Phantom tocou de pé e com um kit básico de bateria. O carisma de Brian Setzer é algo absurdo, e o repertório de quebra ainda trouxe a demencial releitura de Summertime Blues, de Eddie Cochran, que considero melhor do que a já maravilhosa versão original de Eddie Cochran. Sinta o drama ao ver o set list:

Rumble in Brighton

Let’s Go Faster

Too Hip, Gotta Go

(She’s) Sexy + 17

That Someone Just Like You

Something’s Wrong With My Radio

Stray Cat Strut

Foggy Mountain Breakdown (Lester Flatt & Earl Scruggs & The Foggy Mountain Boys cover)

Runaway Boys

Summertime Blues(Eddie Cochran cover)

Rock This Town

Bis 1:

Gina

Bring It Back Again

Fishnet Stockings

I Fought the Law (The Crickets cover)

bis 2:

Oh, Boy!(Sonny West cover)

Be-Bop-A-Lula (Gene Vincent & His Blue Caps cover)

Somethin’ Else (Eddie Cochran cover)

Se em 1959 tivemos as tristes despedidas de Buddy Holly, Ritchie Valens e The Big Bopper, o mesmo ano nos ofereceu o nascimento desse magnífico Brian Setzer, que ajudou a manter a tocha olímpica do rock and roll acesa, firme e forte. Tomara que essa turnê dos Stray Cats possa abrir uma brecha para o Brasil. Que tal, heim, Rock in Rio?

How Long You Wanna Live Anyway?– The Stray Cats:

Carole King conta sua bela história em Natural Woman

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Por Fabian Chacur

Em uma época na qual a participação feminina no mundo da música parece aumentar e ser mais valorizado, nada melhor do que relembrar a trajetória de uma pioneira no setor. Carole King é o tema do excelente documentário Natural Woman (2016), integrante da série American Masters, já lançado em DVD no exterior. O filme, com aproximadamente 60 minutos de duração, será exibido pelo Canal Bis nesta terça (22) às 13h30 e nesta quarta (23) às 10h na faixa Arquivo Musical, além de já estar disponível na plataforma de streaming pago do canal, a Bis Play.

Nascida em Nova York em 9 de fevereiro de 1942, Carole King começou a tocar piano ainda criança, e não demorou a dominar o instrumento. Ainda adolescente, já compunha, e em 1959 não só arrumou um parceiro para composições, o letrista Gerry Goffin, como ganhou de quebra um marido, pois eles se casaram naquele ano. O documentário registra bem esse período, no qual ela e Goffin escreviam músicas para outros artistas, emplacando hits clássicos como Up On The Roof, The Loco-Motion, One Fine Day, Chains, Will You Love Me Tomorrow, Take a Giant Step, Going Back e (You Make Me Feel Like a) Natural Woman, só para citar alguns dos mais bem-sucedidos.

Com uma mescla de entrevistas feitas em épocas diferentes (incluindo uma realizada especialmente para Natural Woman), a cantora, compositora e pianista relembra com franqueza a dolorosa separação de Goffin, o início de sua carreira como cantora, a parceria musical com James Taylor e o estouro do álbum Tapestry (1971), que vendeu milhões de cópias e a consagrou de uma vez por todas. Os problemas com os outros maridos, a dificuldade de fazer shows e ter de ficar semanas longe das filhas são outros temas muito bem abordados.

Foram aproveitadas imagens de vários momentos da vida de Carole, incluindo fofíssimas cenas de quando ela era criança e começava a tocar piano. Temos também deliciosos depoimentos de amigos e cúmplices do mundo da música como James Taylor, o guitarrista fantástico Danny Kortchmar, o produtor Peter Asher, o casal de compositores Barry Mann e Cynthia Weil, a letrista Toni Stern (parceria dela em hits como It’s Too Late), o produtor Lou Adler e outros.

Natural Woman aproveita muito bem o curto espaço de tempo para abranger uma brilhante carreira que beira 60 anos e equivale a um belíssimo cartão de apresentações para quem não tem muita ideia de quem seja essa tal de Carole King. Duvido que, após ver esse documentário, você não se disponha a ouvir mais, ver mais e saber mais sobre a obra dessa incrível artista, que além de ter uma obra incrível no pop-rock ainda arruma tempo para um ativismo civil muito importante. Temos até ela recebendo o importante prêmio Guershwin das mãos do então presidente americano Barack Obama em 2013.

Veja o trailer do documentário Natural Woman:

Slash voltará ao Brasil para shows com The Conspirators em 2019

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Por Fabian Chacur

Para quem é fã do guitarrista Slash, uma notícia das melhores. O músico americano, após ter passado por aqui com a turnê Not In This Lifetime, que marcou seu retorno ao Guns N’ Roses, anuncia que voltará ao Brasil em breve. Será para uma turnê com oito datas que se desenvolverá entre 21 de maio e 3 de junho de 2019. Desta vez, ele estará ao lado da banda Myles Kennedy And The Conspirators, com a qual já lançou três álbuns e cujo som investe no hard rock e seus desdobramentos.

Slash (guitarra e vocais) terá a seu lado Myles Kennedy (vocal principal), Brent Fitz (bateria), Todd Kerns (baixo e vocais) e Frank Sidoris (guitarra-base e vocais). Eles terão como base de seus shows o repertório do álbum Living The Dream, lançado em setembro pelo selo do artista, o Snakepit Records, em parceria com a Warner Music, que traz músicas como The Great Pretender, Driving Rain, The Call Of The Wild, Mind Your Manners e Sugar Cane, entre outras.

Nascido em 23 de junho de 1965, Slash se tornou mundialmente conhecido como integrante do Guns N’Roses. Ele também gravou e fez shows com outras bandas capitaneadas por ele, como Snakepit, Velvet Revolver e agora The Conspirators, com quem já lançou os álbuns Apocalyptic Love (2012) e World On Fire (2014), além do mais recente. Ele marcou presença em trabalhos de artistas como Michael Jackson, Carole King, o grupo Chic e inúmeros outros, sempre com destaque, versatilidade e muita categoria.

Saiba as datas e locais dos shows de Slash no Brasil em 2019:

Data: 21 de maio (terça-feira)
Local/Cidade: Pepsi on Stage – Porto Alegre

Data: 22 de maio (quarta-feira)
Local/Cidade: Stage Music Park / Florianópolis

Data: 24 de maio (sexta-feira)
Local/Cidade: Live Curitiba / Curitiba

Data: 25 de maio (sábado)
Local/Cidade: Espaço das Américas / São Paulo

Data: 27 de maio (segunda-feira)
Local/Cidade: Arena Sabiazinho / Uberlândia

Data: 29 de maio (quarta-feira)
Local/Cidade: local a confirmar / Brasília

Data: 01 de junho (sábado)
Local/Cidade: Classic Hall / Recife

Data: 03 de junho (segunda-feira)
Local/Cidade: Centro de Convenções do Ceará / Fortaleza

The Great Pretender (clipe)- Slash:

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