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Eagles lançam trabalho ao vivo estreando sua nova formação

eagles cd dvd live 2020-400x

Por Fabian Chacur

Com a morte do grande cantor, compositor e músico Glenn Frey (1948-2016), a impressão geral é que também teria fim o grupo que ele ajudou a fundar em 1971, os Eagles. No entanto, em 2017, seu parceiro Don Henley resolveu tocar adiante a banda. Agora, chega a vez de seu primeiro lançamento nessa nova fase. Trata-se de Live From The Forum MMXVIII (Rhino Records), que chegará em breve ao mercado nas plataformas digitais e, no exterior, nos formatos físicos CD duplo, CD duplo+DVD, CD duplo+Blu-ray, 4 LPs e caixa com 4 LPs, dois CDs e um Blu-ray.

obs.: a Warner Brasil informou nesta terça-feira (7) que Live From The Forum MMXVIII chegará às plataformas digitais no dia 16 de outubro, e chegará ao nosso país também no formato físico CD duplo.

Além do cofundador Don Henley, a seminal banda americana mantém em sua nova escalação Joe Walsh e Timothy B. Schmidt. Para tentar preencher a vaga deixada por Glenn, entraram em cena seu filho Deacon Frey, hoje com 27 anos, e o astro country Vince Gill, que possui mais de 20 álbuns-solo em seu currículo, 21 prêmios Grammy e inúmeros hits, além de duetos marcantes com cantoras como Amy Grant, Reba McEntire, Sheryl Crow e Dolly Parton.

Com mais alguns músicos de apoio, a nova encarnação dos Eagles estreou em julho de 2017, e desde então fez apresentações pelos EUA, Europa e Oceania. Em setembro-outubro de 2019, tocaram na íntegra o álbum Hotel California (1976), um de seus trabalhos mais bem-sucedidos, em três concorridos shows no MGM Grand Garden Arena, em Los Angeles.

O novo trabalho ao vivo desta lendária banda americana teve seu material extraído das gravações de shows realizados nos dias 12, 14 e 15 de setembro de 2018 no Inglewood Forum, na California. São 26 músicas, com direito a hits de todas as fases de sua carreira, adicionando algumas canções gravadas por Don Henley e Joe Walsh fora da banda e também um sucesso solo de Vince Gill, Don’t Let Our Love Start Slippin’ Away, de 1992.

Vale lembrar que a ligação entre os Eagles e Vince Gill é antiga. O cantor interpretou a música I Can’t Tell You Why no álbum Common Thread: The Songs Of The Eagles (1993), tributo feito por astros country como Travis Tritt, Little Texas, Alan Jackson e Brooks & Dunn cujo grande sucesso foi um dos fatores que motivou o retorno da banda em 1994, após 14 anos longe de cena. Timothy B. Schmidt, coautor dessa canção e seu intérprete em sua gravação (no álbum The Long Run, de 1979), fez backing vocals na releitura de Gill.

Eis as faixas de Live From The Forum MMXVIII:

CD 1

– SEVEN BRIDGES ROAD
– Joe Walsh: “How ya doin?”
– TAKE IT EASY
– ONE OF THESE NIGHTS
– Don Henley: “Good evening, ladies and gentlemen”
– TAKE IT TO THE LIMIT
– TEQUILA SUNRISE
– IN THE CITY
– Timothy B. Schmit: “Hey, everybody, that’s Joe Walsh”
– I CAN’T TELL YOU WHY
– NEW KID IN TOWN
– Don Henley: “Just want to thank all of you…”
– HOW LONG
– Deacon Frey: “Hello, everybody…”
– PEACEFUL EASY FEELING
– OL’ 55
– LYIN’ EYES
– LOVE WILL KEEP US ALIVE
– Vince Gill: “How about a nice hand for California, man…”
– DON’T LET OUR LOVE START SLIPPIN’ AWAY
– THOSE SHOES

CD 2

– ALREADY GONE
– WALK AWAY
– Joe Walsh: “Is everybody OK?”
– LIFE’S BEEN GOOD
– THE BOYS OF SUMMER
– HEARTACHE TONIGHT
– FUNK #49
– LIFE IN THE FAST LANE
– HOTEL CALIFORNIA
– ROCKY MOUNTAIN WAY
– DESPERADO
– THE LONG RUN

Obs.: o repertório do DVD-Blu-ray é exatamente igual ao do CD.

Veja, do show, Take It To The Limit (filmagem amadora):

Bob Dylan lança a introspectiva e bela balada I Contain Multitudes

Bob Dylan Performa at Hyde Park - London

Por Fabian Chacur

Os fãs de Bob Dylan com saudades de canções inéditas escritas pelo grande astro do rock não podem reclamar. Após o lançamento há alguns dias de Murder Most Foul (ouça aqui), com seus pungentes 17 minutos de duração, agora é disponibilizada I Contain Multitudes, que também surge de forma impressiva e arrancando elogios por parte da crítica especializada.

Bem mais compacta do que a anterior (tem pouco mais de 4 minutos) mas com o mesmo clima reflexivo predominando, temos aqui o autor de Blowin’ In The Wind e tantos outros clássicos mais inspirado do que nunca.

Ele inicia com os belos e profundos versos “today, tomorrow and yesterday, too, the flowers are dyin’ like all things do” (“hoje, amanhã e ontem, as flores estão morrendo, como todas as coisas fazem”, em tradução livre).

Influenciada pelo saudoso poeta Walt Whitman, a balada mostra o cantor com uma interpretação contida e bem segura, e a letra traz citações referentes aos Rolling Stones, Edgar Allan Poe e Frank Sinatra.

A parte final traz os versos “I have no apologies to make” (“não tenho desculpas a pedir”, em tradução livre). No geral, a canção tem alguma afinidade com a clássica Ring Them Bells, do álbum Oh Mercy (1989).

O álbum mais recente de Bob Dylan incluindo apenas composições próprias, Tempest, saiu em 2012. Desde então, o icônico cantor, compositor e músico americano nos proporcionou três álbuns com releituras de standards da música americana- Shadows In The Night (2015), Fallen Angels (2016) e Triplicate (2017, este um álbum triplo), todos bem-sucedidos em termos comerciais.

Ainda não se sabe se essas duas novas faixas de Bob Dylan são a amostra de um novo álbum à caminho ou se encerram em si mesmas. A primeira opção parece a mais provável, mas só saberemos no decorrer dos próximos capítulos.

Vale lembrar que ele sempre foi uma figura enigmática, de decisões nem sempre previsíveis. Seja como for, ou amostras, ou faixas avulsas, possuem seu forte e poderoso DNA, o que não é pouco para alguém rumo a completar 79 anos de idade no próximo dia 24 de maio. Que venha mais!

I Contain Multitudes– Bob Dylan:

Michael Stipe lança versão demo de uma nova e belíssima canção

michael stipe 2020-400x

Por Fabian Chacur

Neste domingo (29), Michael Stipe colocou no ar uma versão demo de uma nova canção. E que canção! No Time For Love Like Now é daquelas faixas que, mesmo assim, aparentemente inacabada, já soa como clássica logo em seus primeiros acordes. Gravada com uma câmera caseira no que parece ser um cômodo de sua residência, o ex-cantor do R.E.M. nos emociona com uma balada linda cuja letra registra tudo o que precisamos nesses tempos cinzentos.

No Time For Love Like Now foi composta em parceria com o cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista americano Aaron Dessner, conhecido por integrar as bandas The National e Big Red Machine.

Essa maravilha é a terceira faixa que o astro nos proporciona desde outubro de 2019. Após o anunciado fim do R.E.M. em 2011, as expectativas em torno de como a carreira de Stipe seguiria adiante eram enormes.

Foram anos e anos de expectativa. A primeira amostra conpleta foi a deliciosa Your Capricious Soul (ouça aqui), disponibilizada no dia 5 de outubro de 2019 e com os direitos doados ao grupo de ativistas ambientais Extinction Rebellion.

Como forma de celebrar seus 60 anos de idade, ele lançou no dia 4 de janeiro um segundo single, Drive To The Ocean (ouça aqui), uma canção envolvente de clima árabe e com belos vocais de apoio. Seus direitos foram doados pelo prazo de 365 dias para a Pathway To Paris, organização sem fins lucrativos que apoia iniciativas inovadoras relativas ao meio ambiente.

Em entrevista concedida em 2019, Stipe afirmou ter 18 canções prontas, mas não deu detalhes de como serão lançadas, se em um álbum em formato convencional ou apenas em singles.

Para mim, a lógica deve ser o lançamento de um ou outro single a seguir e, depois, um álbum completo. Seja como for, é ótimo ver um artista do seu calibre novamente na ativa, e com três músicas tão boas. Que venham logo as outras!

No Time For Love Like Now (demo)- Michael Stipe:

Sheryl Crow esbanja talento e maduridade em trabalho ao vivo

sheryl crow blu ray cd 400x

Por Fabian Chacur

Quando o tema é grandes nomes femininos do rock, dificilmente alguém coloca Sheryl Crow no primeiro escalão. E isso é uma baita de uma injustiça. Algumas razões possíveis ficam por conta de a cantora, compositora e musicista americana ter perfil discreto, não apelar, não se deixar levar por modismos e ser uma fiel seguidora do rock and roll da escola Bob Dylan, Tom Petty, Eric Clapton e outros deste porte. A moça provou mais uma vez sua excelência em Live At The Capitol Theatre (2018), lançado no exterior no formato CD duplo+Blu-ray. Coisa finíssima!

O home vídeo, que integra atualmente a programação do canal a cabo brasileiro Bis, flagra Sheryl em gravação realizada no dia 10 de novembro de 2017 no imponente Capitol Theatre, em Port Chester, New York, local onde monstros sagrados do porte de Dylan, Clapton e o Grateful Dead se apresentaram, e onde ela nunca havia tocado antes. A cantora, então, encerrava a turnê de divulgação de seu mais recente álbum, Be Myself (2017).

Acompanhada por um sexteto caprichado no qual se destacam Peter Stroud (guitarra), Josh Grange (pedal steel guitar) e Jennifer Gunderman (teclados), a roqueira americana mostra sua desenvoltura se alternando entre violão, baixo e guitarra, além de cantar com uma voz potente e com assinatura própria que se mostra afiadíssima aos 55 anos (idade da cantora na época, pois em 11 de fevereiro ela completará 58 anos).

Com boa presença de palco e muita simpatia, Sheryl Crow realiza uma bela viagem pelos seus maiores hits, entre os quais All I Wanna Do, Leaving Las Vegas, If It Makes You Happy, a sublime releitura de The First Cut Is The Deepest (de Cat Stevens, hoje Yusuf) e Soak Up The Sun.

Seis faixas foram selecionadas de Be Yourself, todas ótimas, especialmente a canção que dá nome ao álbum, Atom Bomb e Halfway There. São 21 músicas que nos dão um belo panorama de uma carreira-solo que ultrapassou os 25 anos e é repleta de shows e discos de sucesso. Ela nos visitou em 1995, abrindo os shows de Elton John, e em 2001, no Rock in Rio, com performances impecáveis.

A grande lição que Sheryl Crow nos dá é que, sim, é possível seguir um rumo mais conservador em termos musicais sem necessariamente cair na mesmice ou na mera repetição de fórmulas já apresentadas anteriormente com sucesso. Basta ter o talento, a convicção e a segurança desta grande artista.

O vídeo também traz trechos de uma entrevista na qual a cantora fala sobre sua vida, incluindo a afirmação de que decidiu ter uma carreira-solo ao integrar a banda de Michael Jackson durante a turnê Bad, quando percebeu que gostaria de liderar seu próprio grupo. Vale lembrar que, naqueles shows, ela dividia o microfone com o chefão na música I Just Can’t Stop Loving You, fazendo ao vivo as partes de Siedah Garrett na gravação de estúdio.

All I Wanna Do (ao vivo)- Sheryl Crow:

Pearl Jam lança single e álbum inédito deve sair em março

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Por Fabian Chacur

O Pearl Jam inicia 2020 a mil por hora. Primeiro, eles anunciaram que em 27 de março será lançado Gigaton, primeiro álbum de inéditas do grupo americano desde Lightning Bolt (2013). Agora, disponibilizaram nesta quarta (22) o primeiro single a ser extraído do novo trabalho. Trata-se de Dance Of The Clairvoyants, um potente rock funkeado que surge com cara de hit potencial.

O clipe que ilustra a canção, que ocupa a posição de número 3 na sequência de faixas do álbum (veja abaixo a relação completa das músicas) traz uma impressionante combinação de imagens da natureza e do meio ambiente. O refrão é forte, com direito a vocais incisivos, e tem tudo para ser repetido durante os shows que a banda fará em breve para divulgar este trabalho, com início no dia 18 de março no Canadá, e ainda sem previsão de chegar ao Brasil.

A capa de Gigaton, que obteve boa repercussão entre os fãs, traz uma imagem nomeada Ice Waterfall, realizada pelo fotógrafo, filmmaker e biólogo marinho canadense Paul Nicklen. Registrada em Svabald, na Noruega, retrata a calota de gelo de Nordaustlandet, que se derrete e desta forma gera enormes quantidades de água. Prova da preocupação da consagrada banda norte-americana com as alterações climáticas e a temática ecológica.

Eis as faixas de Gigaton:

1. Who Ever Said

2. Superblood Wolfmoon

3. Dance of the Clairvoyants

4. Quick Escape

5. Alright

6. Seven O’Clock

7. Never Destination

8. Take The Long Way

9. Buckle Up

10. Come Then Goes

11. Retrograde

12. River Cross

Dance Of The Clairvoyants (clipe)- Pearl Jam:

Green Day lança single com sample da cantora Joan Jett

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Por Fabian Chacur

Já está definida a data na qual sairá Father Of All Motherfuckers (com palavrão no título e tudo!), novo álbum de estúdio do Green Day e sucessor de Revolution Radio (2016). Será no dia 7 de fevereiro. Enquanto isso, o trio americano antecipa faixas do mesmo. A que dá título ao trabalho foi a primeira (ouça aqui). A segunda acaba de ser disponibilizada, Oh Yeah!.

A nova faixa, outro rock sacudido, também traz polêmica em sua gênese, mas de outro tipo. O refrão traz um sampler creditado da releitura feita em 1980 por Joan Jett & The Blackhearts do hit Do You Wanna Touch Me (Oh Yeah!), lançada em 1973 por seu coautor (em parceria com o produtor inglês Mike Leander), o cantor e compositor britânico Gary Glitter. Essa música fez muito sucesso nas duas versões, e é um clássico do glitter rock.

No entanto, a carreira de Glitter teve uma reviravolta meganegativa a partir de 1997, quando vieram à tona as primeiras acusações de pedofilia para o roqueiro, com milhares de imagens encontradas em seu computador e provas de que ele abusou de crianças. Desde então, ele teve de encarar vários processos e detenções. A prisão mais recente foi em 2015 e se refere a uma pena de 16 anos.
green day novo cd 2020

Para quem por ventura contestar o uso de trecho dessa canção pelo Green Day, a banda deixou claro, em sua conta oficial no Youtube, que sabe ser o coautor dessa música um “total asshole” (palavras exatas usadas por eles), e que por essa razão doou os seus royalties para duas instituições de caridade.

Além do novo álbum, o grupo integrado por Billie Joe Armstrong (vocal e guitarra), Mike Dirnt (baixo e vocais) e Tré Cool (bateria) iniciará no dia 13 de junho a turnê The Hella Mega Tour ao lado das bandas Fall Out Boy e Weezer, que passará inicialmente apenas pela América do Norte e Reino Unido.

Oh Yeah! (clipe)- Green Day:

America celebra 50 anos de carreira com coletânea de hits

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Por Fabian Chacur

Em 2020, o grupo America completará 50 anos de carreira. Como forma de antecipar a celebração desta data tão significativa, ainda mais se levarmos em conta que esta banda continua na estrada, a Warner Music está lançando uma nova coletânea com os hits dos caras. O título é America 50th Anniversary Golden Hits, e o bacana fica por conta de que teremos uma edição em CD no Brasil, além da habitual disponibilização nas plataformas digitais que marcam a atual era da música.

O repertório desta compilação inclui 15 faixas, sendo 12 delas as mesmas que integram a mais clássica compilação de hits do grupo formado na Inglaterra em 1970, entre os quais as maravilhosas A Horse With No Name, I Need You, Ventura Highway, Tin Man e Sister Golden Hair. Este álbum, intitulado History: America’s Greatest Hits, saiu em 1975 e vendeu milhões de cópias no mundo todo, inclusive no Brasil, onde já fizeram diversos shows.

As três faixas adicionais são o único hit da banda na década de 1980, a deliciosa You Can Do Magic (lançada na época pela Capitol Records), e duas outras que, embora não tenham sido propriamente sucessos, são muito legais: Amber Cascades, do CD Hideaway (1976) e God Of The Sun, do álbum Harbor (1977).

O America, apesar do nome, foi criado na Inglaterra por três filhos de militares americanos servindo por lá: os americanos Gerry Beckley e Dan Peek e o inglês Dewey Bunnel. Eles estouraram logo com o seu álbum de estreia, autointitulado (de 1971), que atingiu o primeiro lugar na parada americana e lhes rendeu um Grammy na categoria de artista revelação.

No currículo, o trio teve vários álbuns produzidos por ninguém menos do que George Martin, o mesmo dos Beatles, e uma inspirada fusão de rock, country, folk e pop. Em 1977, com a saída de Dan Peek (que investiu a partir daí em uma carreira-solo e nos deixou em 2011), o grupo prosseguiu como um duo e, se não teve muito sucesso em termos comerciais, continuou lançando discos de forma mais espaçada e fazendo turnês pelos quatro cantos do planeta.

Eis as faixas de 50th Anniversary: The Collection:

– A Horse With No Name
– I Need You
– Sandman
– Don’t Cross The River
– Ventura Highway
– Only In Your Heart
– Muskrat Love
– Tin Man
– Lonely People
– Daisy Jane
– Woman Tonight
– Sister Golden Hair
– Amber Cascades
– God Of The Sun
– You Can Do Magic

God Of The Sun– America:

The Black Keys lançam divertido clipe de seu sacudido single Go

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Por Fabian Chacur

O single Lo/Hi, lançado em março deste ano, marcou o retorno dos Black Keys, cujo mais recente lançamento havia sido o álbum Turn Blue (2014), que atingiu o topo da parada americana. Após um segundo single, Eagles Bird, o duo americano agora nos apresenta não só uma nova canção, Go, como também seu novo álbum, Let’s Rock, que para felicidade dos fãs dos formatos físicos será lançado no Brasil em CD pela Warner Music.

Go é um daqueles rocks de garagem de refrão pegajoso que te pega e não te solta mais, de tão irresistível. O clipe para divulgá-lo mostra os dois integrantes da banda, Dan Auerbach (vocal e guitarra) e Pat Carney (bateira) em uma divertida discussão da relação, digamos assim, com direito a cenas ao lado de fãs hippies, entrevistas em TV, sessões de terapia e coisas assim.

Criado em 2001 na cidade de Akron, Ohio (EUA), o duo americano tornou-se mundialmente conhecido a partir do estouro dos álbuns Brothers (2010) e El Camiño (2011), repletos de sua bem azeitada mistura de blues e garage rock. Eles foram uma das grandes atrações do Lollapalooza Brasil em 2013, e venderam mais de 11 milhões de cópias de seus álbuns, além de terem faturado seis troféus Grammy, o Oscar da música.

Go (clipe)- The Black Keys:

Creedence Clearwater Revival e seu show em Woodstock-1969

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Por Fabian Chacur

Entre os inúmeros grupos e artistas solo que participaram do mitológico festival de Woodstock, o Creedence Clearwater Revival era um dos que viviam seu auge em termos comerciais e artísticos. Por razões contratuais, eles não apareceram nem no filme e nem mesmo na trilha sonora do documentário sobre o festival, realizado em agosto de 1969. Nas reedições do material registrado no festival ocorridas nos anos 1990, algumas faixas de seu histórico show enfim chegaram à tona. E, agora, enfim teremos a performance do quarteto em sua totalidade, com o título Live At Woodstock, lançado pela Universal Music.

Como forma de aguçar a curiosidade de todos, acaba de ser lançado o primeiro single, com a faixa que abriu o show, a espetacular Born On The Bayou, com mais de cinco minutos de pura energia. Para tristeza dos fãs brasileiros do grupo, esse material só estará disponível por aqui nas plataformas digitais. No exterior, também teremos versões em CD simples e vinil duplo. Green River, Bad Moon Rising e Suzie Q são alguns dos petardos.

John Fogerty (vocal e guitarra), Tom Fogerty (guitarra), Stu Cook (baixo) e Doug Cosmo Clifford (bateria) conseguiram uma façanha: em plena era do psicodelismo, flower power e o início do rock pesado, encantar o público e vender milhões de discos com uma releitura energética do rock dos anos 1950 com elementos de country, folk e soul que recebeu o apelido de swamp rock.

Eles mesclavam composições próprias do genial John Fogerty e sua voz de trovão com releituras personalizadas de clássicos do rock e do soul, algumas marcadas por longas passagens instrumentais nas quais o talento dos músicos se sobressaia. Um absurdo esse álbum não ser disponibilizado em formato físico no Brasil. Como diria o outro, é o fim dos tempos…

Eis as faixas incluídas em Live At Woodstock:

1- Born On The Bayou

2- Green River

3- Ninety-Nine And A Half (Won’t Do)

4- Bootleg

5- Commotion

6- Bad Moon Rising

7- Proud Mary

8- I Put A Spell On You

9- The Night Time Is The Right Time

10- Keep On Chooglin’

11- Suzie Q

Born On The Bayou (live in Woodstock)- C.C.R.:

ZZ Top celebra 50 anos de estrada com uma coletânea

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Por Fabian Chacur

Há 50 anos, caía na estrada uma banda oriunda da cidade de Houston, Texas (EUA), com o intuito de investir no blues e nas variações mais básicas e viscerais do rock. Surgia o ZZ Top, grupo que permanece na ativa e celebra este cinquentenário com Goin’ 50, coletânea que a Warner Music lançará em junho em duas configurações, no Brasil. Uma, física, trará 18 faixas, enquanto a outra, para as plataformas digitais, inclui um total de 50 faixas. Trata-se de uma celebração mais do que merecida.

No início, o cantor, compositor e guitarrista Billy Gibbons tinha a seu lado Lanier Greig (baixo e teclados) e Dan Mitchell (bateria). Após o lançamento do single com as músicas Salt Lick e Miller Farm, no entanto, esse dois músicos sairiam fora, substituídos ainda naquele 1969 por Dusty Hill (baixo) e Frank Beard (bateria). Felizmente, os novos parceiros permaneceriam firmes e fortes ao lado de Gibbons durante as décadas que se seguiriam.

O primeiro álbum do trio saiu em 1971, intitulado ZZ Top’s First Album. O sucesso em termos comerciais veio a partir do terceiro trabalho, Tres Hombres (1973), que atingiu o 8º posto na parada americana. Graças a shows sempre energéticos e ao carisma de seus músicos, especialmente do guitarrista Billy Gibbons, logo frequentador assíduo das listas de melhores no instrumento, a banda aos poucos foi ganhando fãs entusiásticos.

Nos anos 1980, passaram a lotar estádios, graças ao estouro de álbuns como Eliminator (1983), que vendeu mais de 10 milhões de cópias nos EUA. Eles acrescentaram teclados eletrônicos, mas sem descaracterizar sua sonoridade clássica, uma mistura de blues, rock, hard rock e boogie. A entrada da música Doubleback, faixa do álbum Recycler (1990), na trilha do filme De Volta Para o Futuro 3 também ajudou bastante em sua popularidade.

O bacana do ZZ Top é a sua postura desencanada, com dois de seus integrantes (Gibbons e Hill) usando longas barbas e todos eles vestindo roupas esporte bem avacalhadas. O que conquistou o grande público foi mesmo a música, pois os shows também não ficam se valendo de recursos cênicos exagerados.

A seleção de músicas de Goin’ 50 dá uma geral em toda a carreira, sendo que a digital inclui ao menos uma faixa de cada um de seus álbuns de estúdio, do primeiro até o mais recente, La Futura (2012), com direito ao raro primeiro single. A versão física faz um apanhado mais resumido, porém muito bacana da carreira toda, e serve como uma boa amostra da bela trajetória do trio texano, que já se apresentou no Brasil lá pelos idos de 2010 e está iniciando uma turnê americana para festejar essas bodas de ouro roqueiras.

Confira o repertório do álbum físico:

La Grange
Sharp Dressed Man
Gimmie All Your Lovin’
Tush
Cheap Sunglasses
I’m Bad, I’m Nationwide
Legs
Got Me Under Pressure
Rough Boy
Sleeping Bag
Velcro Fly
Doubleback
Viva Las Vegas
Pincushion
What’s Up With That
Fearless Boogie
Piece
I Gotsta Get Paid

Confira o repertório do álbum digital:

La Grange
Sharp Dressed Man
Gimmie All Your Lovin’
Tush
Legs
Rough Boy
I’m Bad, I’m Nationwide
Cheap Sunglasses
Got Me Under Pressure
Sleeping Bag
Velcro Fly
Doubleback
Viva Las Vegas
Salt Lick
Miller’s Farm
(Somebody Else Been) Shaking Your Tree
Francine
Beer Drinkers & Hell Raisers
Waitin’ For The Bus
Jesus Just Left Chicago
Heard It On The X
Back Door Medley (Live)
It’s Only Love
Arrested Whilst Driving Blind
Enjoy and Get It On
I Thank You
Leila
Tube Snake Boogie
Pearl Necklace
TV Dinners
Can’t Stop Rockin’
Stages
Delirious
Woke Up With Wood
Concrete And Steel
My Head’s In Mississippi
Give It Up
Decision Or Collision
Gun Love
Pincushion
Breakaway
Girl In A T-Shirt
Fuzzbox Voodoo
She’s Just Killing Me
What’s Up With That
Bang Bang
Rhythmeen
Fearless Boogie
36-22-36
Piece

Doubleback (clipe)- ZZ Top:

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