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Tag: rock anos 1980 (page 1 of 5)

Johnny Marr divulga seu novo álbum com o single Ghoster

johnny marr 400x

Por Fabian Chacur

Após o fim dos Smiths, grupo que o lançou na cena musical nos anos 1980, Johnny Marr mergulhou em uma série de colaborações com outros artistas, incluindo novas bandas próprias, como a célebre Electronic. Foi apenas em 2013, com The Messenger, que ele resolveu investir em uma efetiva carreira-solo. E parece que gostou, pois ele acaba de lançar seu quarto trabalho individual pela gravadora Warner Music, Fever Dreams Pts. 1-4, que no exterior saiu em CD, LP duplo de vinil em várias cores e também em fita-cassete.

Para impulsionar a divulgação do álbum, o cantor, compositor e guitarrista britânico escolheu divulgar a faixa Ghoster, rock com pegada dance que traz ecos de seus tempos de Electronic nos anos 1990, banda que criou ao lado de Bernard Sumner (New Order) e que contou com participação especial de Neil Tennant (Pet Shop Boys). Um baita de um single, desde já uma das grandes faixas lançadas neste conturbado 2022. Marr fala sobre a inspiração da mesma:

“A canção é a história das crianças do futuro que causam uma revolução usando filosofias orientais e Situacionistas”.

Marr conta, no álbum. com o apoio dos músicos que andam participando de forma constante de suas turnês :Doviak (guitarra e coprodução), Iwan Gronow (baixo) e Jack Mitchell (bateria), com backing vocals (vocais de apoio) do cantor e compositor baseado em Massachusetts Meredith Sheldon, além de três faixas com participação especial no baixo de Simone Marie, do grupo Primal Scream.

Eis as faixas de Fever Dreams Pts 1-4:

1. Spirit Power and Soul
2. Receiver
3. All These Days
4. Ariel
5. Lightning People
6. Hideaway Girl
7. Sensory Street
8. Tenement Time
9. The Speed of Love
10. Night and Day
11. Counter Clock World
12. Rubicon
13. God’s Gift
14. Ghoster
15. The Whirl
16. Human

Ghoster– Johnny Marr:

Tears For Fears lança o 2º single do seu álbum The Tipping Point

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Por Fabian Chacur

Em 25 de fevereiro de 2022, o Tears For Fears lançará o seu primeiro álbum de inéditas desde o excelente Everybody Loves a Happy Ending (2004). Como forma de ir atiçando os ouvidos de seus milhões de fãs mundo afora, disponibilizaram nas plataformas digitais e também em clipe no ultimo dia 7 de outubro a faixa título do trabalho, que se intitula The Tipping Point (veja o clipe aqui). Agora, chega a vez de No Small Thing, bem distinta da anterior, por sinal.

Enquanto a inspirada The Tipping Point nos mostrava uma sonoridade fortemente linkada ao habitual do duo formado por Roland Orzabal e Curt Smith, com o clipe estrelado por eles, desta vez temos outros elementos em cena. A receita aqui é centrada no folk, com elementos de psicodelia sendo inseridos durante o desenvolvimento da canção. O clipe foi feito com uma compilação de cenas de várias épocas que mostram conflitos envolvendo multidões e pessoas buscando a felicidade, com o tema liberdade individual x responsabilidade coletiva em foco. Curt Smith fala sobre ela:

No Small Thing parece que poderia ter sido uma música de um álbum folk acústico dos anos setenta ou sessenta, da maneira como ela começa. O fato de nos sentirmos confiantes o suficiente para irmos do começo até o final da canção, até onde tudo é apenas um caos absoluto fala dessa sensação de liberdade, e essa é a nossa zona de conforto musicalmente”.

No Small Thing (clipe)- Tears For Fears:

Bryan Adams apresenta a faixa-título de álbum que sairá em 2022

Bryan Adams por Bryan Adams

Por Fabian Chacur

Na mesma semana em que Daryl Hall completou 75 anos de idade, outro astro do rock que a cri-crítica especializada não dá muito valor traz boas notícias para seus milhões de fãs mundo afora. Trata-se de Bryan Adams. O grande roqueiro canadense acaba de divulgar o clipe de So Happy It Hurts, rockão no seu melhor estilo alto astral composto por ele com a cantora e compositora conterrânea Gretchen Peter, com quem ele escreve desde os anos 1990. É a faixa-título do álbum que ele promete para 11 de março de 2022, pela gravadora BMG.

Será o primeiro álbum de inéditas de Adams desde Shine a Light (2019). Em comentário enviado à imprensa, ele explica sobre essa faixa e também sobre o espírito de seu novo álbum:

“A pandemia e o lockdown nos fizeram pensar que de um momento para outro o que temos como rotineiro e confortável pode mudar. De uma hora pra outra, ninguém conseguia pular no carro e ir embora por aí. A música título, So Happy It Hurts, é sobre liberdade, autonomia, espontaneidade e a emoção da estrada aberta novamente. O álbum aborda muitas das coisas efêmeras da vida que são realmente o segredo da felicidade, o mais importante, a conexão humana”.

So Happy It Hurts (clipe)- Bryan Adams:

Chrissie Hynde, 70 anos e um ícone feminino do rock mundial

chrissie-hynde

Por Fabian Chacur

Estádio do Morumbi (SP), janeiro de 1988. Este repórter e crítico musical que vos tecla se preparava para entrar em um elevador rumo à sala de imprensa da 1ª edição do Hollywood Rock, um dos mais importantes e badalados festivais de música da história desse país. Quando a porta abriu, o susto: saíram dela ninguém menos do que os integrantes de uma das principais bandas escaladas para o evento, The Pretenders. Quem me chamou a atenção foi a moça que, nesta terça (7) completou 70 bem-vividos anos de existência, uma certa Chrissie Hynde.

Achei-a com uma certa semelhança à nossa amada Rita Lee, em termos de presença física. Ao seu lado, o então guitarrista do grupo, outro grande ícone do rock, Johnny Marr, que havia há pouco saído dos Smiths e iniciava uma trajetória muito significativa longe da banda que o consagrou. Emocionante esse rápido contato, só superado pelo ótimo show que os Pretenders proporcionaram ao público presente ao estádio paulistano.

Quem se debruçar na história da presença feminina no nosso amado rock and roll certamente chegará à conclusão de que essa cantora, compositora e guitarrista nascida em Akron, Ohio (EUA) em 7 de setembro de 1951 possui um papel dos mais importantes. Afinal de contas, ela, após passagens por Londres e Paris em tentativas frustradas de integrar uma banda de rock, conseguiu enfim em 1978 criar a sua própria. Detalhe: liderando três rapazes.

Os caras em questão eram os ótimos músicos britânicos Pete Farndon (baixo- 1952-1983), James Honeyman-Scott (guitarra- 1956-1982) e Martin Chambers (bateria- 1951). A química entre os quatro se mostrou certeira, com Chrissie (vocal e guitarra) se destacando como a principal figura do time, com sua voz potente e suas canções certeiras. Resultado: dois álbuns clássicos, Pretenders (1980) e Pretenders II (1981).

Quando estava no auge, o grupo teve lidar com uma crise que culminou em 1982 com a demissão de Farndon e com a morte, dois dias após essa traumática decisão, de Honeyman-Scott (Farndon nos deixaria em 1983). Nesse momento, Hynde deu uma bela volta por cima. Em 1984, com Robbie McIntosh na guitarra e Malcolm Foster no baixo, o quarteto voltou e nos proporcionou outro álbum matador, Learning To Crawl.

Get Closer (1986), outra pérola pretenderiana, veio para manter a banda em alta, mas marcou o início do que viria a ser a sua marca: trocas nas formações, as idas e voltas de Martin Chambers e o comando com mão de ferro de Chrissie. Sua visão feminista, seu veganismo e associação com causas humanitárias bacanas, além de relacionamentos afetivos com ícones do rock como Ray Davies (The Kinks, com quem teve a filha Natalie) e Jim Kerr (Simple Minds, com quem teve a filha Yazmin) a tornaram uma personagem marcante no cenário musical, sempre com boas entrevistas.

A carreira dos Pretenders, assim como incursões solo de Hynde e participações em trabalhos alheios, ajudaram a firmá-la como uma artista extremamente efetiva, que soube desenvolver seu imenso talento como cantora, compositora e também relendo músicas alheias, como fez este ano com Standing in the Doorway: Chrissie Hynde Sings Bob Dylan, dedicado a canções do autor de Like a Rolling Stone. E que venha mais coisa boa por aí!

Brass In Pocket (clipe)- The Pretenders:

Dusty Hill, 72 anos, o baixista barbudo do lendário ZZ Top

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Por Fabian Chacur

Nenhuma banda parecia mais inadequada para estourar na MTV do que o ZZ Top nos anos 1980. Três músicos feiosos, tocando rock básico e sem nenhum apelo visual em plena era do tecnopop, da new wave, do r&b eletrônico? Sem chances! No entanto, graças especialmente a seus clipes envenenados, o trio texano conseguiu vender milhões de discos e virar queridinho da emissora musical. Seu baixista, Dusty Hill, infelizmente nos deixou nesta quarta-feira (28) aos 72 anos, segundo informações de seus agora ex-colegas de banda.

O grupo, por sinal, fez há três dias o seu 1º show sem Dusty, que havia alegado problemas nos quadris para não participar da performance na cidade de New Lennox, Illinois (EUA), substituído pelo técnico de guitarras da banda há muitos anos, Elwood Francis. A causa de sua morte não foi revelada, mas ele teria feito a passagem dormindo, segundo o mesmo comunicado oficial da banda.

O grupo iniciou sua trajetória em 1969 em Houston, Texas, e consolidou sua formação clássica no ano seguinte, com Billy F. Gibbons (guitarra e vocal), Dusty Hill (baixo) e Frank Beard (bateria). Seu álbum de estreia, ZZ Top’s First Album, saiu em 1971. O sucesso veio a partir do 3º trabalho, Tres Hombres (1973), que atingiu o 3º lugar na parada americana.

Sua sonoridade, um blues rock com pegada dançante apelidada de boogie, foi aos poucos lhes valendo um público fiel, sempre presentes aos shows energéticos e pra cima. Como marcas registradas, as imensas barbas de Hill e Gibbons, os óculos escuros e os chapéus modelo Stetson.

Nos anos 1980, o trio deu uma renovada no som acrescentando teclados eletrônicos, mas sem deixar de lados as raízes texanas de seu rock. A grande sacada para encarar a “geração MTV” foi a gravação de clipes para divulgar músicas como Legs e Sleeping Bag repletos de mulheres bonitas, motos envenenadas e carrões, além dos cactos típicos do Texas. Dessa forma, o álbum Eliminator (1983) vendeu mais de 10 milhões nos EUA. Afterburner (1985) passou dos 5 milhões de cópias nos EUA.

O grupo marcou presença no filme De Volta Para o Futuro III com a música Doubleback em 1990. A partir daí, passou a gravar de forma mais espaçada, embora seus shows continuassem a atrair grandes plateias. Eles fizeram shows no Brasil em 2010, e seu disco mais recente de estúdio, La Futura, saiu em 2012, e atingiu o 6º posto na parada ianque. Houve uma perspectiva de eles voltarem ao nosso país em 2020 para shows em parceria com o Def Leppard, mas a turnê foi cancelada por causa da pandemia do novo coronavírus.

Legs (clipe)- ZZ Top:

Tina Turner lançará versão deluxe do álbum Foreign Affair(1989)

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Por Fabian Chacur

Raras vezes um título de álbum exprimiu tão bem, ainda que de forma involuntária, o que aconteceu com ele em termos de repercussão do que Foreign Affair (1989). Se para Tina Turner esse álbum marcou o início de uma fase de menor sucesso nos EUA, atingindo apenas o 31º lugar na parada em sua terra natal, no exterior o CD arrebentou, atingindo o topo das paradas de Reino Unido, Alemanha e Suécia e ultrapassando 6 milhões de cópias vendidas. Foi mesmo um “caso no exterior”. Este álbum será relançado no formato Deluxe Edition no dia 16 de julho em vários formatos, sendo que apenas a versão digital chegará ao Brasil de forma direta.

A versão Deluxe de Foreign Affair traz o conteúdo original do álbum devidamente remasterizado e um farto material extra, incluindo lados B de singles, material gravado ao vivo em um show realizado em Barcelona em 1990 e também uma inédita versão demo de The Best, a música de maior sucesso deste trabalho, esta última já disponibilizada nas plataformas digitais.

Foreign Affair dá sequência aos álbuns Private Dancer (1984) e Break Every Rule (1986), que elevaram Tina Turner ao trono do rock após anos difíceis ao lado de Ike Turner e depois tentando seguir em frente sozinha. Além de The Best, inclui os hits Steamy Windows, I Don’t Wanna Lose You e a ótima faixa-título.

Eis o conteúdo completo de Foreign Affair- Deluxe Edition:

2021 Álbum Remasterizado
1. Steamy Windows
2. The Best
3. You Know Who (Is Doing You Know What)
4. Undercover Agent for the Blues
5. Look Me in the Heart
6. Be Tender with Me Baby
7. You Can’t Stop Me Loving You
8. Ask Me How I Feel
9. Falling Like Rain
10. I Don’t Wanna Lose You
11. Not Enough Romance
12. Foreign Affair

Lados B, Remixes & Demos Inéditas
Lados B
1. Bold And Reckless
2. Stronger Than The Wind
3. Steel Claw (Live)
4. Private Dancer (Live)
5. Be Tender With Me Baby (Live)
Remixes
6. The Best (Extended Muscle Mix)
7. Steamy Windows (12“ Vocal Mix)
8. Foreign Affair (Shep Pettibone Heartbeat Mix)
9. Look Me In The Heart (12“ Remix)
10. The Best (Extended Mighty Mix)
11. Steamy Windows (Justin Strauss 12“ House Dub Mix)
12. Foreign Affair (Shep Pettibone One In A Million Club Mix)
13. Steamy Windows (12“ Dub Mix)
14. Look Me In The Heart (Instrumental)
15. Foreign Affair (Shep Pettibone Heartbeat Instrumental
Inéditas
16. The Best (Demo)

‘Do You Want Some Action?’ Ao Vivo em Barcelona 1990
1. Steamy Windows
2. Typical Male
3. Foreign Affair
4. Undercover Agent for the Blues
5. Ask Me How I Feel
6. We Don’t Need Another Hero
7. Private Dancer
8. Nutbush City Limits
9. Addicted to Love

‘Do You Want Some Action?’ Ao Vivo em Barcelona 1990
10. The Best
11. I Don’t Wanna Lose You
12. What’s Love Got to Do With It
13. Let’s Stay Together
14. Proud Mary
15. Better Be Good to Me
16. Be Tender With Me Baby

The Best(versão demo)- Tina Turner:

Chryssie Hynde relê canções de Bob Dylan em novo álbum solo

Standing in the Doorway - Chrissie Hynde

Por Fabian Chacur

Uma das grandes homenagens feitas a Bob Dylan como forma de celebrar seus 80 anos de vida certamente foi Standing In The Doorway- Chrysssie Hynde Sings Bob Dylan, recém lançado em vários formatos físicos no exterior e também nas gloriosas plataformas digitais pela gravadora BMG. A cantora, compositora e musicista americana líder dos Pretenders explicou, em press release enviado à imprensa, como teve a ideia de gravar este álbum.

“Estávamos já há algumas semanas de lockdown no ano passado quando James me enviou Murder Most Foul, a nova faixa do Dylan. Ouvir essa música mudou tudo para mim, me tirou do clima pesado que eu estava. Lembro-me de onde estava no dia em que Kennedy foi baleado e peguei cada uma das referências que existem na música. É impressionante como em tudo que o Bob faz, ele consegue te fazer sorrir, te faz rir em algum momento. Eu sinto que ele é quase um comediante, com um humor ácido e sempre com algo a dizer. Na mesma hora liguei pro James e falei ‘vamos fazer alguns covers de Dylan’ e foi isso que começou tudo”, conta Chrissie.

O álbum traz 9 composições de Bob Dylan lançadas entre 1965 e 1997, e a seleção foge de escolhas óbvias do tipo Blowin’ In The Wind, Like a Rolling Stone e Jokerman, por exemplo. Gravado de forma remota, o trabalho traz apenas Chryssie e o guitarrista e multi-instrumentista britânico James Walbourne, seu colega de Pretenders desde 2008.

Cantando como nunca, a roqueira ressalta a beleza de cada palavra e das melodias com um acompanhamento instrumental sóbrio, classudo e sem grandes firulas. O resultado é um disco delicioso que tem tudo para ser ouvido durante décadas, exatamente como o repertório criado por Bob Dylan em sua prolífica e brilhante carreira.

Eis as faixas de Standing In The Doorway- Chryssie Hynde Sings Bob Dylan, com informações sobre em que ano e em quais discos essas músicas foram originalmente lançadas por Dylan:

In the Summertime (1981- Shot Of Love)

You’re a Big Girl Now (1975- Blood On The Tracks)

Standing in the Doorway (1997- Time Out Of Mind)

Sweetheart Like You (1983- Infidels)

Blind Willie McTell (gravada em 1983 e lançada em 1991 em The Bootleg Series Vols. 1-3)

Love Minus Zero / No Limit (1965- Bringing It All Back Home)

Don’t Fall Apart on Me Tonight (1983- Infidels)

Tomorrow Is a Long Time (1971- Bob Dylan’s Greatest Hits Vol. II)

Every Grain of Sand (1981- Shot Of Love)

obs.: a curiosidade fica por conta de que 5 das 9 canções relidas por Chryssie foram lançadas nos anos 1980, período que os críticos normalmente não costumam destacar de forma muito expressiva em relação à obra de Bob Dylan. Sinal claro de que essa fase merece ser melhor avaliada pelos mesmos…

Sweetheart Like You– Chryssie Hinde:

Crowded House lançará um novo álbum após onze longos anos

crowded house 2021

Por Fabian Chacur

No dia 4 de junho, chegará às plataformas digitais e em formatos físicos (esses, apenas no exterior) o álbum Dreamers Are Waiting. Trata-se do 7º álbum do grupo radicado na Austrália Crowded House, e o primeiro após onze longos anos. Intriguer, o anterior, saiu em 2010. Ou seja, eles ficaram durante toda a década passada fora de cena. E essa não é a única novidade dos caras.

A banda, cujo autointitulado CD de estreia saiu em 1986 com o hit Don’t Dream It’s Over, mantém de sua formação original Nick Seymour (baixo) e Neil Finn (vocal e guitarra). O time traz novidades interessante na sua nova escalação. Uma é o tecladista Mitchell Froom, que produziu os três primeiros álbuns do Crowded House e é conhecido pela produção de trabalhos de Suzanne Vega (com quem foi casado), Sheryl Crow e muitos outros.

As outras duas adições tornam o CH uma ação em família. Liam (guitarra, teclados e vocais) e Elroy Flin (bateria e guitarra) são filhos de Neil. Vale aqui uma rápida recordação: Neil iniciou sua carreira no cenário musical entrando na banda Split Enz, liderada por seu irmão mais velho, o talentoso cantor e guitarrista Tim. Nos anos 1990, Tim marcou presença durante algum tempo no CH. Eles também chegaram a gravar como dupla.

A 1ª amostra dessa nova fase do Crowded House veio à tona em outubro de 2020, com o lançamento do single Whatever You Want (veja o clipe aqui). Depois, em fevereiro deste ano, veio To The Island (veja o clipe aqui).

Agora, chega a vez de Playing With Fire, última prévia antes do álbum completo. As três canções são excelentes, por sinal Em press release enviado à imprensa, Neil Finn comentou sobre Playing With Fire:

“Esta música foi formada a partir de uma jam do grupo, ao vivo no estúdio, mas depois desenvolveu durante a quarentena seu caráter por meio de muitas reviravoltas. Playing With Fire é carregada com um ar alegre, instrumentos de sopro crescentes e um canto que é quase um swing. Dentro disso, está a contradição que muitas vezes sinto em ocasiões alegres, a presença de esperança junto com uma sensação iminente de destruição”.

Em seus 35 anos na ativa, o Crowded House traz como marca canções deliciosas fortemente influenciadas pelas fases psicodélicas dos Beatles e Beach Boys, sempre com ótimas melodias e arranjos envolventes. Vale lembrar que em 2018 Neil Finn também passou a ser integrante da atual formação do Fleetwood Mac.

Playing With Fire (clipe)- Crowded House:

Keith Richards lança box set com gravação de show feito em 1988

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Por Fabian Chacur

Os fãs de Keith Richards tem uma opção das melhores para um presente de natal vitaminado. Trata-se de Live At The Hollywood Palladium 1988, que registra uma performance do guitarrista e vocalista dos Rolling Stones realizada em Los Angeles, California, em dezembro de 1988, acompanhado de sua banda The X-Pensive Winos, durante uma série de shows que fez nos EUA para divulgar seu primeiro álbum solo, Talk Is Cheap (1988). Você pode saber todos os formatos e preços deste lançamento aqui.

Este trabalho está disponível nas plataformas digitais e também em LP duplo (nas cores preta e vermelha), CD e box set. O mais atraente (e obviamente mais “expensivo”) é a box set, atualmente comercializado no site do próprio artista pela bagatela de aproximadamente 175 dólares (acima de mil reais).

A caixa oferece ao fã 2 LPs de vinil, CD, DVD, um vinil de 10 polegadas com três faixas, um livro com 40 páginas contendo fotos, um ensaio feito pelo jornalista David Fricke e uma entrevista atual com o icônico guitarrista. De quebra, também temos a reprodução de vários itens referentes ao show, como ingresso, credencial etc. Quem tiver uma conta bancária generosa e for fissurado por ele certamente se deleitará com este presentão.

Eis as faixas de Live at the Hollywood Palladium:

1. Take It So Hard
2. How I Wish
3. I Could Have Stood You Up
4. Too Rude
5. Make No Mistakes
6. Time Is On My Side
7. Big Enough
8. Whip It Up
9. Locked Away
10. Struggle
11. Happy
12. Connection
13. Rockawhile
14. I Wanna Be Your Man (Box Set and Digital Only)
15. Little T&A (Box Set and Digital Only)
16. You Don’t Move Me (Box Set and Digital Only)

I Wanna Be Your Man (live)- Keith Richards & The Xpensive Winos:

Paralamas do Sucesso fazem a sua primeira live neste sábado

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Por Fabian Chacur

Em meio à enxurrada de lives realizadas nos últimos meses em função da suspensão da agenda de shows presenciais exigida pela quarentena para enfrentar a disseminação do novo coronavírus, alguns astros permaneciam longe dessa nova forma de se divulgar a música. Neste sábado (29) às 20h, um nome será acrescido ao extenso elenco. Trata-se dos Paralamas do Sucesso, que apresentarão no seu canal oficial do youtube (neste link aqui) o show Paralamas Clássicos.

Como o título já entrega logo de cara, Paralamas Clássicos será uma espécie de deliciosa e substancial viagem que Herbert Vianna (vocal e guitarra), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria) farão por seus quase 40 anos de estrada. Teremos músicas representativas de todas as fases dessa brilhante carreira, sendo que de quebra eles prometem algumas surpresas para deliciar seus inúmeros fãs.

Entre muitas outras, teremos Aonde Quer Que Eu Vá, Óculos, Lanterna dos Afogados e Cuide Bem do Seu Amor, chegando até seu álbum mais recente, Sinais do Sim, incluindo sua ótima faixa-título. Certamente, uma boa forma de se ficar em casa e ter uma noite de sábado bem animada.

Sinais do Sim (clipe)- Paralamas do Sucesso:

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