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Tag: rock anos 1980 (page 1 of 4)

Bryan Adams apresenta a faixa-título de álbum que sairá em 2022

Bryan Adams por Bryan Adams

Por Fabian Chacur

Na mesma semana em que Daryl Hall completou 75 anos de idade, outro astro do rock que a cri-crítica especializada não dá muito valor traz boas notícias para seus milhões de fãs mundo afora. Trata-se de Bryan Adams. O grande roqueiro canadense acaba de divulgar o clipe de So Happy It Hurts, rockão no seu melhor estilo alto astral composto por ele com a cantora e compositora conterrânea Gretchen Peter, com quem ele escreve desde os anos 1990. É a faixa-título do álbum que ele promete para 11 de março de 2022, pela gravadora BMG.

Será o primeiro álbum de inéditas de Adams desde Shine a Light (2019). Em comentário enviado à imprensa, ele explica sobre essa faixa e também sobre o espírito de seu novo álbum:

“A pandemia e o lockdown nos fizeram pensar que de um momento para outro o que temos como rotineiro e confortável pode mudar. De uma hora pra outra, ninguém conseguia pular no carro e ir embora por aí. A música título, So Happy It Hurts, é sobre liberdade, autonomia, espontaneidade e a emoção da estrada aberta novamente. O álbum aborda muitas das coisas efêmeras da vida que são realmente o segredo da felicidade, o mais importante, a conexão humana”.

So Happy It Hurts (clipe)- Bryan Adams:

Chrissie Hynde, 70 anos e um ícone feminino do rock mundial

chrissie-hynde

Por Fabian Chacur

Estádio do Morumbi (SP), janeiro de 1988. Este repórter e crítico musical que vos tecla se preparava para entrar em um elevador rumo à sala de imprensa da 1ª edição do Hollywood Rock, um dos mais importantes e badalados festivais de música da história desse país. Quando a porta abriu, o susto: saíram dela ninguém menos do que os integrantes de uma das principais bandas escaladas para o evento, The Pretenders. Quem me chamou a atenção foi a moça que, nesta terça (7) completou 70 bem-vividos anos de existência, uma certa Chrissie Hynde.

Achei-a com uma certa semelhança à nossa amada Rita Lee, em termos de presença física. Ao seu lado, o então guitarrista do grupo, outro grande ícone do rock, Johnny Marr, que havia há pouco saído dos Smiths e iniciava uma trajetória muito significativa longe da banda que o consagrou. Emocionante esse rápido contato, só superado pelo ótimo show que os Pretenders proporcionaram ao público presente ao estádio paulistano.

Quem se debruçar na história da presença feminina no nosso amado rock and roll certamente chegará à conclusão de que essa cantora, compositora e guitarrista nascida em Akron, Ohio (EUA) em 7 de setembro de 1951 possui um papel dos mais importantes. Afinal de contas, ela, após passagens por Londres e Paris em tentativas frustradas de integrar uma banda de rock, conseguiu enfim em 1978 criar a sua própria. Detalhe: liderando três rapazes.

Os caras em questão eram os ótimos músicos britânicos Pete Farndon (baixo- 1952-1983), James Honeyman-Scott (guitarra- 1956-1982) e Martin Chambers (bateria- 1951). A química entre os quatro se mostrou certeira, com Chrissie (vocal e guitarra) se destacando como a principal figura do time, com sua voz potente e suas canções certeiras. Resultado: dois álbuns clássicos, Pretenders (1980) e Pretenders II (1981).

Quando estava no auge, o grupo teve lidar com uma crise que culminou em 1982 com a demissão de Farndon e com a morte, dois dias após essa traumática decisão, de Honeyman-Scott (Farndon nos deixaria em 1983). Nesse momento, Hynde deu uma bela volta por cima. Em 1984, com Robbie McIntosh na guitarra e Malcolm Foster no baixo, o quarteto voltou e nos proporcionou outro álbum matador, Learning To Crawl.

Get Closer (1986), outra pérola pretenderiana, veio para manter a banda em alta, mas marcou o início do que viria a ser a sua marca: trocas nas formações, as idas e voltas de Martin Chambers e o comando com mão de ferro de Chrissie. Sua visão feminista, seu veganismo e associação com causas humanitárias bacanas, além de relacionamentos afetivos com ícones do rock como Ray Davies (The Kinks, com quem teve a filha Natalie) e Jim Kerr (Simple Minds, com quem teve a filha Yazmin) a tornaram uma personagem marcante no cenário musical, sempre com boas entrevistas.

A carreira dos Pretenders, assim como incursões solo de Hynde e participações em trabalhos alheios, ajudaram a firmá-la como uma artista extremamente efetiva, que soube desenvolver seu imenso talento como cantora, compositora e também relendo músicas alheias, como fez este ano com Standing in the Doorway: Chrissie Hynde Sings Bob Dylan, dedicado a canções do autor de Like a Rolling Stone. E que venha mais coisa boa por aí!

Brass In Pocket (clipe)- The Pretenders:

Dusty Hill, 72 anos, o baixista barbudo do lendário ZZ Top

dusty hill

Por Fabian Chacur

Nenhuma banda parecia mais inadequada para estourar na MTV do que o ZZ Top nos anos 1980. Três músicos feiosos, tocando rock básico e sem nenhum apelo visual em plena era do tecnopop, da new wave, do r&b eletrônico? Sem chances! No entanto, graças especialmente a seus clipes envenenados, o trio texano conseguiu vender milhões de discos e virar queridinho da emissora musical. Seu baixista, Dusty Hill, infelizmente nos deixou nesta quarta-feira (28) aos 72 anos, segundo informações de seus agora ex-colegas de banda.

O grupo, por sinal, fez há três dias o seu 1º show sem Dusty, que havia alegado problemas nos quadris para não participar da performance na cidade de New Lennox, Illinois (EUA), substituído pelo técnico de guitarras da banda há muitos anos, Elwood Francis. A causa de sua morte não foi revelada, mas ele teria feito a passagem dormindo, segundo o mesmo comunicado oficial da banda.

O grupo iniciou sua trajetória em 1969 em Houston, Texas, e consolidou sua formação clássica no ano seguinte, com Billy F. Gibbons (guitarra e vocal), Dusty Hill (baixo) e Frank Beard (bateria). Seu álbum de estreia, ZZ Top’s First Album, saiu em 1971. O sucesso veio a partir do 3º trabalho, Tres Hombres (1973), que atingiu o 3º lugar na parada americana.

Sua sonoridade, um blues rock com pegada dançante apelidada de boogie, foi aos poucos lhes valendo um público fiel, sempre presentes aos shows energéticos e pra cima. Como marcas registradas, as imensas barbas de Hill e Gibbons, os óculos escuros e os chapéus modelo Stetson.

Nos anos 1980, o trio deu uma renovada no som acrescentando teclados eletrônicos, mas sem deixar de lados as raízes texanas de seu rock. A grande sacada para encarar a “geração MTV” foi a gravação de clipes para divulgar músicas como Legs e Sleeping Bag repletos de mulheres bonitas, motos envenenadas e carrões, além dos cactos típicos do Texas. Dessa forma, o álbum Eliminator (1983) vendeu mais de 10 milhões nos EUA. Afterburner (1985) passou dos 5 milhões de cópias nos EUA.

O grupo marcou presença no filme De Volta Para o Futuro III com a música Doubleback em 1990. A partir daí, passou a gravar de forma mais espaçada, embora seus shows continuassem a atrair grandes plateias. Eles fizeram shows no Brasil em 2010, e seu disco mais recente de estúdio, La Futura, saiu em 2012, e atingiu o 6º posto na parada ianque. Houve uma perspectiva de eles voltarem ao nosso país em 2020 para shows em parceria com o Def Leppard, mas a turnê foi cancelada por causa da pandemia do novo coronavírus.

Legs (clipe)- ZZ Top:

Tina Turner lançará versão deluxe do álbum Foreign Affair(1989)

tina turner 400x

Por Fabian Chacur

Raras vezes um título de álbum exprimiu tão bem, ainda que de forma involuntária, o que aconteceu com ele em termos de repercussão do que Foreign Affair (1989). Se para Tina Turner esse álbum marcou o início de uma fase de menor sucesso nos EUA, atingindo apenas o 31º lugar na parada em sua terra natal, no exterior o CD arrebentou, atingindo o topo das paradas de Reino Unido, Alemanha e Suécia e ultrapassando 6 milhões de cópias vendidas. Foi mesmo um “caso no exterior”. Este álbum será relançado no formato Deluxe Edition no dia 16 de julho em vários formatos, sendo que apenas a versão digital chegará ao Brasil de forma direta.

A versão Deluxe de Foreign Affair traz o conteúdo original do álbum devidamente remasterizado e um farto material extra, incluindo lados B de singles, material gravado ao vivo em um show realizado em Barcelona em 1990 e também uma inédita versão demo de The Best, a música de maior sucesso deste trabalho, esta última já disponibilizada nas plataformas digitais.

Foreign Affair dá sequência aos álbuns Private Dancer (1984) e Break Every Rule (1986), que elevaram Tina Turner ao trono do rock após anos difíceis ao lado de Ike Turner e depois tentando seguir em frente sozinha. Além de The Best, inclui os hits Steamy Windows, I Don’t Wanna Lose You e a ótima faixa-título.

Eis o conteúdo completo de Foreign Affair- Deluxe Edition:

2021 Álbum Remasterizado
1. Steamy Windows
2. The Best
3. You Know Who (Is Doing You Know What)
4. Undercover Agent for the Blues
5. Look Me in the Heart
6. Be Tender with Me Baby
7. You Can’t Stop Me Loving You
8. Ask Me How I Feel
9. Falling Like Rain
10. I Don’t Wanna Lose You
11. Not Enough Romance
12. Foreign Affair

Lados B, Remixes & Demos Inéditas
Lados B
1. Bold And Reckless
2. Stronger Than The Wind
3. Steel Claw (Live)
4. Private Dancer (Live)
5. Be Tender With Me Baby (Live)
Remixes
6. The Best (Extended Muscle Mix)
7. Steamy Windows (12“ Vocal Mix)
8. Foreign Affair (Shep Pettibone Heartbeat Mix)
9. Look Me In The Heart (12“ Remix)
10. The Best (Extended Mighty Mix)
11. Steamy Windows (Justin Strauss 12“ House Dub Mix)
12. Foreign Affair (Shep Pettibone One In A Million Club Mix)
13. Steamy Windows (12“ Dub Mix)
14. Look Me In The Heart (Instrumental)
15. Foreign Affair (Shep Pettibone Heartbeat Instrumental
Inéditas
16. The Best (Demo)

‘Do You Want Some Action?’ Ao Vivo em Barcelona 1990
1. Steamy Windows
2. Typical Male
3. Foreign Affair
4. Undercover Agent for the Blues
5. Ask Me How I Feel
6. We Don’t Need Another Hero
7. Private Dancer
8. Nutbush City Limits
9. Addicted to Love

‘Do You Want Some Action?’ Ao Vivo em Barcelona 1990
10. The Best
11. I Don’t Wanna Lose You
12. What’s Love Got to Do With It
13. Let’s Stay Together
14. Proud Mary
15. Better Be Good to Me
16. Be Tender With Me Baby

The Best(versão demo)- Tina Turner:

Chryssie Hynde relê canções de Bob Dylan em novo álbum solo

Standing in the Doorway - Chrissie Hynde

Por Fabian Chacur

Uma das grandes homenagens feitas a Bob Dylan como forma de celebrar seus 80 anos de vida certamente foi Standing In The Doorway- Chrysssie Hynde Sings Bob Dylan, recém lançado em vários formatos físicos no exterior e também nas gloriosas plataformas digitais pela gravadora BMG. A cantora, compositora e musicista americana líder dos Pretenders explicou, em press release enviado à imprensa, como teve a ideia de gravar este álbum.

“Estávamos já há algumas semanas de lockdown no ano passado quando James me enviou Murder Most Foul, a nova faixa do Dylan. Ouvir essa música mudou tudo para mim, me tirou do clima pesado que eu estava. Lembro-me de onde estava no dia em que Kennedy foi baleado e peguei cada uma das referências que existem na música. É impressionante como em tudo que o Bob faz, ele consegue te fazer sorrir, te faz rir em algum momento. Eu sinto que ele é quase um comediante, com um humor ácido e sempre com algo a dizer. Na mesma hora liguei pro James e falei ‘vamos fazer alguns covers de Dylan’ e foi isso que começou tudo”, conta Chrissie.

O álbum traz 9 composições de Bob Dylan lançadas entre 1965 e 1997, e a seleção foge de escolhas óbvias do tipo Blowin’ In The Wind, Like a Rolling Stone e Jokerman, por exemplo. Gravado de forma remota, o trabalho traz apenas Chryssie e o guitarrista e multi-instrumentista britânico James Walbourne, seu colega de Pretenders desde 2008.

Cantando como nunca, a roqueira ressalta a beleza de cada palavra e das melodias com um acompanhamento instrumental sóbrio, classudo e sem grandes firulas. O resultado é um disco delicioso que tem tudo para ser ouvido durante décadas, exatamente como o repertório criado por Bob Dylan em sua prolífica e brilhante carreira.

Eis as faixas de Standing In The Doorway- Chryssie Hynde Sings Bob Dylan, com informações sobre em que ano e em quais discos essas músicas foram originalmente lançadas por Dylan:

In the Summertime (1981- Shot Of Love)

You’re a Big Girl Now (1975- Blood On The Tracks)

Standing in the Doorway (1997- Time Out Of Mind)

Sweetheart Like You (1983- Infidels)

Blind Willie McTell (gravada em 1983 e lançada em 1991 em The Bootleg Series Vols. 1-3)

Love Minus Zero / No Limit (1965- Bringing It All Back Home)

Don’t Fall Apart on Me Tonight (1983- Infidels)

Tomorrow Is a Long Time (1971- Bob Dylan’s Greatest Hits Vol. II)

Every Grain of Sand (1981- Shot Of Love)

obs.: a curiosidade fica por conta de que 5 das 9 canções relidas por Chryssie foram lançadas nos anos 1980, período que os críticos normalmente não costumam destacar de forma muito expressiva em relação à obra de Bob Dylan. Sinal claro de que essa fase merece ser melhor avaliada pelos mesmos…

Sweetheart Like You– Chryssie Hinde:

Crowded House lançará um novo álbum após onze longos anos

crowded house 2021

Por Fabian Chacur

No dia 4 de junho, chegará às plataformas digitais e em formatos físicos (esses, apenas no exterior) o álbum Dreamers Are Waiting. Trata-se do 7º álbum do grupo radicado na Austrália Crowded House, e o primeiro após onze longos anos. Intriguer, o anterior, saiu em 2010. Ou seja, eles ficaram durante toda a década passada fora de cena. E essa não é a única novidade dos caras.

A banda, cujo autointitulado CD de estreia saiu em 1986 com o hit Don’t Dream It’s Over, mantém de sua formação original Nick Seymour (baixo) e Neil Finn (vocal e guitarra). O time traz novidades interessante na sua nova escalação. Uma é o tecladista Mitchell Froom, que produziu os três primeiros álbuns do Crowded House e é conhecido pela produção de trabalhos de Suzanne Vega (com quem foi casado), Sheryl Crow e muitos outros.

As outras duas adições tornam o CH uma ação em família. Liam (guitarra, teclados e vocais) e Elroy Flin (bateria e guitarra) são filhos de Neil. Vale aqui uma rápida recordação: Neil iniciou sua carreira no cenário musical entrando na banda Split Enz, liderada por seu irmão mais velho, o talentoso cantor e guitarrista Tim. Nos anos 1990, Tim marcou presença durante algum tempo no CH. Eles também chegaram a gravar como dupla.

A 1ª amostra dessa nova fase do Crowded House veio à tona em outubro de 2020, com o lançamento do single Whatever You Want (veja o clipe aqui). Depois, em fevereiro deste ano, veio To The Island (veja o clipe aqui).

Agora, chega a vez de Playing With Fire, última prévia antes do álbum completo. As três canções são excelentes, por sinal Em press release enviado à imprensa, Neil Finn comentou sobre Playing With Fire:

“Esta música foi formada a partir de uma jam do grupo, ao vivo no estúdio, mas depois desenvolveu durante a quarentena seu caráter por meio de muitas reviravoltas. Playing With Fire é carregada com um ar alegre, instrumentos de sopro crescentes e um canto que é quase um swing. Dentro disso, está a contradição que muitas vezes sinto em ocasiões alegres, a presença de esperança junto com uma sensação iminente de destruição”.

Em seus 35 anos na ativa, o Crowded House traz como marca canções deliciosas fortemente influenciadas pelas fases psicodélicas dos Beatles e Beach Boys, sempre com ótimas melodias e arranjos envolventes. Vale lembrar que em 2018 Neil Finn também passou a ser integrante da atual formação do Fleetwood Mac.

Playing With Fire (clipe)- Crowded House:

Keith Richards lança box set com gravação de show feito em 1988

keith richards box set-400x

Por Fabian Chacur

Os fãs de Keith Richards tem uma opção das melhores para um presente de natal vitaminado. Trata-se de Live At The Hollywood Palladium 1988, que registra uma performance do guitarrista e vocalista dos Rolling Stones realizada em Los Angeles, California, em dezembro de 1988, acompanhado de sua banda The X-Pensive Winos, durante uma série de shows que fez nos EUA para divulgar seu primeiro álbum solo, Talk Is Cheap (1988). Você pode saber todos os formatos e preços deste lançamento aqui.

Este trabalho está disponível nas plataformas digitais e também em LP duplo (nas cores preta e vermelha), CD e box set. O mais atraente (e obviamente mais “expensivo”) é a box set, atualmente comercializado no site do próprio artista pela bagatela de aproximadamente 175 dólares (acima de mil reais).

A caixa oferece ao fã 2 LPs de vinil, CD, DVD, um vinil de 10 polegadas com três faixas, um livro com 40 páginas contendo fotos, um ensaio feito pelo jornalista David Fricke e uma entrevista atual com o icônico guitarrista. De quebra, também temos a reprodução de vários itens referentes ao show, como ingresso, credencial etc. Quem tiver uma conta bancária generosa e for fissurado por ele certamente se deleitará com este presentão.

Eis as faixas de Live at the Hollywood Palladium:

1. Take It So Hard
2. How I Wish
3. I Could Have Stood You Up
4. Too Rude
5. Make No Mistakes
6. Time Is On My Side
7. Big Enough
8. Whip It Up
9. Locked Away
10. Struggle
11. Happy
12. Connection
13. Rockawhile
14. I Wanna Be Your Man (Box Set and Digital Only)
15. Little T&A (Box Set and Digital Only)
16. You Don’t Move Me (Box Set and Digital Only)

I Wanna Be Your Man (live)- Keith Richards & The Xpensive Winos:

Paralamas do Sucesso fazem a sua primeira live neste sábado

paralamas live 2020-400x

Por Fabian Chacur

Em meio à enxurrada de lives realizadas nos últimos meses em função da suspensão da agenda de shows presenciais exigida pela quarentena para enfrentar a disseminação do novo coronavírus, alguns astros permaneciam longe dessa nova forma de se divulgar a música. Neste sábado (29) às 20h, um nome será acrescido ao extenso elenco. Trata-se dos Paralamas do Sucesso, que apresentarão no seu canal oficial do youtube (neste link aqui) o show Paralamas Clássicos.

Como o título já entrega logo de cara, Paralamas Clássicos será uma espécie de deliciosa e substancial viagem que Herbert Vianna (vocal e guitarra), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria) farão por seus quase 40 anos de estrada. Teremos músicas representativas de todas as fases dessa brilhante carreira, sendo que de quebra eles prometem algumas surpresas para deliciar seus inúmeros fãs.

Entre muitas outras, teremos Aonde Quer Que Eu Vá, Óculos, Lanterna dos Afogados e Cuide Bem do Seu Amor, chegando até seu álbum mais recente, Sinais do Sim, incluindo sua ótima faixa-título. Certamente, uma boa forma de se ficar em casa e ter uma noite de sábado bem animada.

Sinais do Sim (clipe)- Paralamas do Sucesso:

Prince terá Sign O’ The Times relançado com faixas-bônus

prince sign o the times 400x

Por Fabian Chacur

Durante seus quase 58 anos de vida, Prince (1958-2016) teve como uma de suas marcas a incrível produtividade. Além de nos deixar uma discografia extensa e com direito a trabalhos muito bons, o cantor, compositor e multi-instrumentista americano ainda tinha um vasto material guardado em seus arquivos. Aos poucos, a gravadora Warner está disponibilizando este tesouro. No dia 25 de setembro, será a vez de uma versão remasterizada Super Deluxe Edition de seu álbum Sign O’ The Times, lançado originalmente em 1987.

Previsto para sair no Brasil apenas nas plataformas digitais, o trabalho nos oferece uma versão remaster do álbum original e todas as faixas adicionais lançadas em singles na época. De quebra, temos 45 gravações de estúdio realizadas entre 1979 e 1987 e uma apresentação ao vivo registrada no dia 20 de junho de 1987 na cidade de Utrecht, na Holanda, na qual ele interpreta músicas do então novo álbum mescladas a hits como Purple Rain.

Para dar uma adoçada na boca dos fãs, a gravadora já disponibilizou uma das 45 faixas inéditas, o funk racha-assoalho Witness 4 The Prosecution (Version 1). Uma faixa em particular que deixará os colecionadores e pesquisadores com a curiosidade atiçada é Can I Play With U?, que conta com a participação de ninguém menos do que o saudoso ícone do jazz Miles Davis.

Sign O’ The Times marcou o inicio de uma nova fase de Prince, acompanhado por uma nova banda, e teve um desempenho comercial não tão bom como o dos trabalhos imediatamente anteriores, mas, ainda assim, atingiu o 6º posto na parada americana e o 4º lugar no Reino Unido, no formato álbum duplo de vinil. A vigorosa faixa-título, a ótima If I Was Your Girlfriend e o rockão U Got The Look são os pontos altos de um disco muito bom como um todo.

Eis as faixas de Sign O’ The Times – Super Deluxe Edition:

Álbum original remasterizado:

Sign O’ The Times
Play In The Sunshine
Housequake
The Ballad Of Dorothy Parker
It
Starfish And Coffee
Slow Love
Hot Thing
Forever In My Life
U Got The Look
If I Was Your Girlfriend
Strange Relationship
I Could Never Take The Place Of Your Man
The Cross
It’s Gonna Be A Beautiful Night
Adore

Single Mixes & Edits:

Sign O’ The Times (7” single edit)
La, La, La, He, He, Hee (7” single edit)
La, La, La, He, He, Hee (Highly Explosive) (7” single edit)
If I Was Your Girlfriend (7” single edit)
Shockadelica (“If I Was Your Girlfriend” B-side)
Shockadelica (12” long version)
U Got The Look (Long Look) (12” edit)
Housequake (7” edit)
Housequake (7 Minutes MoQuake) (12” edit)
I Could Never Take The Place Of Your Man (Fade 7” edit)
Hot Thing (7” single edit)
Hot Thing (Extended Remix)
Hot Thing (Dub Version)

Dos Baús, Parte 1:

I Could Never Take The Place Of Your Man (1979 version)
Teacher, Teacher (1985 version)
All My Dreams
Can I Play With U? (featuring Miles Davis)
Wonderful Day (original version)
Strange Relationship (original version)
Visions
The Ballad Of Dorothy Parker (with horns)
Witness 4 The Prosecution (version 1)
Power Fantastic (live in studio)
And That Says What?
Love And Sex
A Place In Heaven (Prince vocal)
Colors
Crystal Ball (7” mix)
Big Tall Wall (version 1)
Nevaeh Ni Ecalp A
In A Large Room With No Light

Dos Baús, Parte 2:

Train
It Ain’t Over ‘Til The Fat Lady Sings
Eggplant (Prince vocal)
Everybody Want What They Don’t Got
Blanche
Soul Psychodelicide
The Ball
Adonis And Bathsheba
Forever In My Life (early vocal studio run-through)
Crucial (alternate lyrics)
The Cocoa Boys
When The Dawn Of The Morning Comes
Witness 4 The Prosecution (version 2)
It Be’s Like That Sometimes

Dos Baús, Parte 3:

Emotional Pump
Rebirth Of The Flesh (with original outro)
Cosmic Day
Walkin’ In Glory
Wally
I Need A Man
Promise To Be True
Jealous Girl (version 2)
There’s Something I Like About Being Your Fool
Big Tall Wall (version 2)
A Place In Heaven (Lisa vocal)
Wonderful Day (12” mix)
Strange Relationship (1987 Shep Pettibone Club Mix)

Live In Utrecht – June 20, 1987:

Intro/Sign O’ The Times
Play In The Sunshine
Little Red Corvette
Housequake
Girls & Boys
Slow Love
Take The “A” Train/Pacemaker/I Could Never Take The Place Of Your Man
Hot Thing
Four
If I Was Your Girlfriend
Let’s Go Crazy
When Doves Cry
Purple Rain
1999
Forever In My Life
Kiss
The Cross
It’s Gonna Be A Beautiful Night

Witness 4 The Prosecution (Version 1)– Prince:

Suzanne Vega lança segunda prévia de futuro álbum ao vivo

suzanne vega capa album 2020-400x

Por Fabian Chacur

Em fevereiro, Suzanne Vega divulgou a primeira faixa de An Evening Of New York Songs And Stories, uma deliciosa releitura de Walk On The Wild Side, de Lou Reed (ouça aqui). Para atiçar os ouvidos dos fãs, chega agora a segunda amostra grátis do disco, New York Is My Destination, além da divulgação da lista de músicas que estará no trabalho, a ser lançado pela Amanuensis/Cooking Vinyl.

An Evening Of New York Songs And Stories foi gravado ao vivo no icônico Cafe Carlyle, onde artistas como Woody Allen e sua banda de jazz, Bobby Short e outros se apresentaram. O álbum reúne 16 faixas, entre canções da própria Suzanne e de outros autores, que ou falam da cidade americana ou tem suas tramas ambientadas por lá. Em comunicado enviado à imprensa, a artista fala um pouco sobre o disco, que será lançado em uma data significativa, 11 de setembro, a mesma dos ataques às Torres Gêmeas:

“É sempre um prazer tocar no Café Carlyle, em Nova York. É um pequeno clube exclusivo que já recebeu lendas de Eartha Kitt a Judy Collins, e também é conhecido por ser o lugar onde Jackie Kennedy conheceu Audrey Hepburn. Adoro o glamour boêmio do velho mundo! Eu decidi que seria divertido fazer um show lá com músicas inspiradas na cidade de Nova York ou para as quais Nova York forneceu o pano de fundo, incluindo Walk on the Wild Side do meu falecido e grande amigo Lou Reed – música que eu raramente o ouvi cantar.”

Eis as faixas de An Evening Of New York Songs And Stories:

1. Marlene on the Wall
2. Luka
3. New York is a Woman
4. Frank and Ava
5. Gypsy
6. Freeze Tag
7. Pornographer’s Dream
8. New York Is My Destination
9. Walk on the Wild Side
10. Ludlow Street
11. Cracking
12. Some Journey
13. Tom’s Diner
14. Anniversary
15. Tombstone
16. Thin Man

New York Is My Destination (live)- Suzanne Vega:

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