Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Tag: classic rock (page 1 of 4)

Goats Head Soup, dos Rolling Stones, volta em vários formatos

goats head soup the rolling stones 400x

Por Fabian Chacur

Mais um álbum dos Rolling Stones ganhará uma reedição luxuosa e repleta de formatos. Desta vez, o escolhido foi Goats Head Soup (1973), que na época atingiu o topo da parada americana e teve como faixa mais conhecida a célebre balada Angie, que no formato single também liderou os charts nos EUA. O lançamento ocorrerá no dia 4 de setembro nas plataformas digitais e em diversas configurações físicas, sendo que no Brasil a loja virtual da Universal Music (no link aqui) venderá as versões CD duplo deluxe, LP simples de vinil e fita-cassete simples.

Goats Head Soup teve suas 10 faixas originais devidamente remasterizadas. O segundo CD da edição deluxe oferece dez faixas que se dividem entre versões alternativas, outtakes e três inéditas: Criss Cross (já disponível nas plataformas digitais), Scarlett (com participações especiais de Jimmy Page e Rick Grech-das bandas Family e Blind Faith) e All The Rage.

A caixa com três CDs e um Blu-ray traz um terceiro CD intitulado Brussels Affair, gravado ao vivo em outubro de 1973 na Bélgica durante a turnê de lançamento de Goats Head Soup, com 15 faixas. O Blu-ray traz o álbum original em versão de áudio 5.1 e três clipes feitos para divulgar na época as músicas Dancing With Mr. D, Silver Train e Angie.

Como se não fosse o bastante, essa box set com três CDs e um Blu-ray ainda traz, de quebra, um livro de 120 páginas com fotos bacanas e textos analíticos dos críticos Ian McCann, Nick Kent e Daryl Easlea e quatro pôsteres reproduzindo os cartazes de shows da turnê que divulgou aquele álbum, hoje clássico.

Os fãs de vinil encontrarão versões de Goats Head Soup em LP simples, LP duplo, LP duplo com capa alternativa e vinil transparente e uma caixa com 4 LPs. Os formatos não disponíveis na loja brasileira da Universal Music podem ser adquiridas no site oficial da banda.

CONFIRA AS FAIXAS DOS PRINCIPAIS FORMATOS

CD SIMPLES

1. Dancing With Mr D

2. 100 Years Ago

3. Coming Down Again

4. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)

5. Angie

6. Silver Train

7. Hide Your Love

8. Winter

9. Can You Hear The Music

10. Star Star

————————————————————————–

2CD DELUXE

CD 1

1. Dancing With Mr D

2. 100 Years Ago

3. Coming Down Again

4. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)

5. Angie

6. Silver Train

7. Hide Your Love

8. Winter

9. Can You Hear The Music

10. Star Star

CD 2
Rarities & Alternative Mixes

1. Scarlet

2. All The Rage

3. Criss Cross

4. 100 Years Ago (Piano Demo)

5. Dancing With Mr D (Instrumental)

6. Heartbreaker (Instrumental)

7. Hide Your Love (Alternative Mix)

8. Dancing With Mr D (Glyn Johns 1973 Mix)

9. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker) – (Glyn Johns 1973 Mix)

10. Silver Train (Glyn Johns 1973 Mix)

BOX SET 3 CDS + BLU-RAY

AS FAIXAS DOS DOIS 1ºs CDs SÃO AS MESMAS DA EDIÇÃO DELUXE

CD 3 – Brussels Affair – Live 1973

1. Brown Sugar

2. Gimme Shelter

3. Happy

4. Tumbling Dice

5. Star Star

6. Dancing With Mr D

7. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)

8. Angie

9. You Can’t Always Get What You Want

10. Midnight Rambler

11. Honky Tonk Women

12. All Down The Line

13. Rip This Joint

14. Jumpin’ Jack Flash

15. Street Fighting Man

BLU-RAY (com 10 faixas só de áudio e três com áudio e vídeo)

Dolby Atmos, 96kHz/24 bit high resolution stereo, and 96 kHz/24 bit DTS-HD Master Audio 5.1

1. Dancing With Mr D

2. 100 Years Ago

3. Coming Down Again

4. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)

5. Angie

6. Silver Train

7. Hide Your Love

8. Winter

9. Can You Hear The Music

10. Star Star

+ Original videoclipes: Dancing With Mr D, Silver Train e Angie

Ouça Criss Cross, dos Rolling Stones:

Grateful Dead lança versões inéditas de Workingman’s Dead

grateful dead the angels share 400x

Por Fabian Chacur

Entre os mais importantes grupos da história do rock, o Grateful Dead é certamente um dos com a mais extensa discografia. São mais de 200 itens, que incluem trabalhos de estúdio, outtakes e gravações ao vivo registradas durante seus 30 anos de existência. E o arquivo ainda traz coisas inéditas. A Warner Music acaba de disponibilizar nas plataformas digitais The Angel’s Share, com material nunca antes lançado referente às sessões de gravações do álbum Workingman’s Dead.

Lançado em 14 de junho de 1970, Workingman’s Dead é o quarto álbum de estúdio da banda americana, e marca uma investida em canções no estilo country-folk-rock e em vocalizações, saindo um pouco da sonoridade psicodélica que os marcou em sua fase inicial. O resultado agradou ao público, e atingiu o 27º posto na parada ianque, conseguindo ótimas vendagens e rendendo a eles discos de ouro e platina referentes a mais de um milhão de cópias comercializadas.

The Angel’s Share mostra exemplos da progressão de cada uma das oito faixas originais do álbum, desde suas fases iniciais até a formatação definitiva, com direito a conversas entre os integrantes da banda e seus produtores neste trabalho, Bob Matthews e Betty Cantor-Jackson. São mais de duas horas de gravações, garimpadas por Brian Kehew (engenheiro de som) e Mike Johnson (arquivista) em meio a dezenas de fitas recém descobertas no acervo da banda liderada pelo saudoso Jerry Garcia (1942-1995).

Para quem curte essa fase da banda, vale lembrar que também está sendo lançada no exterior, no formato CD triplo, a 50th Anniversary Edition de Workingman’s Dead, que traz uma versão remasterizada do álbum e mais o registro de um show no Capitol Theater, Port Chester, Nova York, em 1971, com canções deste LP e também do posterior, American Beauty, que saiu em novembro de 1970 e segue a mesma sonoridade de Workingman’s Dead.

Eis as faixas de Workingman’s Dead: The Angel’s Share:

Uncle John’s Band (Session) – total playing time 10:15
1. False Start 1 (Not Slated)
2. Breakdown (Not Slated)
3. False Start 2 (Not Slated)
4. Complete Track (Not Slated)
5. Take 6 Breakdown (Slated)
6. Take 7 Breakdown (Slated)

High Time (Session) – total playing time 16:00
7. Breakdown 1 (Not Slated)
8. Breakdown 2 (Not Slated)
9. Take 3 Breakdown (Slated)
10. Complete Track 1 (Not Slated)
11. Studio Chatter
12. Complete Track 2 (Not Slated)
13. Take 6 Breakdown (Slated)
14. Take 7 Breakdown (Slated)

Dire Wolf (Session) – total playing time 26:54
15. Breakdown 1 (Not Slated)
16. Complete Track 1 (Not Slated)
17. Complete Track 2 (Not Slated)
18. Take 2 Breakdown (Slated)
19. Take 3 False Start & Breakdown (Slated)
20. Breakdown 2 (Not Slated)
21. Take 6 Breakdown (Slated)
22. Breakdown 3 (Not Slated)
23. False Starts 1 (Not Slated)
24. Breakdown 4 (Not Slated)
25. False Starts 2 (Not Slated)
26. Complete Track 3 (Not Slated)
27. Complete Track With Vocals (Not Slated)
28. False Start 3 (Not Slated)

New Speedway Boogie (Session) – total playing time 29:12
29. Demo With Acoustic Guitar, Drums & Vocals (Not Slated)
30. Complete Track With Vocals 1 (Not Slated)
31. Take 2 Breakdown With Vocals (Slated)
32. Take 3 Breakdown With Vocals (Slated) 33. Slated Take 3 breakdown with vocals
33. Mis-named As Take 3 False Start With Vocals (Slated)
34. Take 4 Complete With Vocals & Lead Guitar (Slated)
35. Arranging Take With Vocals (Not Slated)
36. Breakdown With Vocals 1 (Not Slated)
37. Breakdown With Vocals 2 (Not Slated)
38. Complete Track With Vocals 2 (Not Slated)
39. Take 8 Complete With Vocals (Slated)

Cumberland Blues (Session) – total playing time 3:26
40. Various Breakdowns & Take 9 (Slated)

Black Peter (Session) – total playing time 20:17
41. Breakdown 1 (Not Slated)
42. Breakdown 2 (Not Slated)
43. Studio Chatter
44. Breakdown 3 (Not Slated)
45. Breakdown 4 (Not Slated)
46. Complete Track With Vocals (Not Slated)

Easy Wind (Session) – total playing time 35:29
47. Complete Track With Vocals 1 (Not Slated)
48. Breakdown With Vocals 1 (Not Slated)
49. Breakdown With Vocals 2 (Not Slated)
50. Breakdown With Vocals 3 (Not Slated)
51. Breakdown With Vocals 4 (Not Slated)
52. Complete Track With Vocals 2 (Not Slated)
53. False Starts & Breakdowns With Vocals (Not Slated)
54. Incomplete Track With Vocals (Not Slated)
55. Take 17 With Vocals (Slated)
56. Take 18 Breakdown With Vocals (Slated)
57. Take 19 Breakdown With Vocals (Slated)
58. Take 20 With Vocals (Slated)
59. Take 21 False Start With Vocals (Slated)
60. Take 22 Breakdown With Vocals (Slated)
61. Take 23 Breakdown With Vocals (Slated)

Casey Jones (Session) – total playing time 10:37
62. Breakdown 1 (Not Slated)
63. Breakdown 2 (Not Slated)
64. Complete Track With Vocals (Not Slated)

Ouça Workingman’s Dead na íntegra em streaming:

David Bowie ao vivo em 1995 nos EUA em um novo álbum digital

david bowie ouvrez le chien capa 400x

Por Fabian Chacur

No próximo dia 3 de julho (que será uma sexta-feira), chegará às plataformas digitais através da Warner Music um novo álbum de David Bowie. Trata-se de Ouvrez Le Chien (Live Dallas ’95), gravado ao vivo no dia 13 de outubro de 1995 em show realizado no Starplex Amphitheatre em Dallas, Texas (EUA), durante a turnê que divulgou o seu álbum Outside (1995). Uma amostra já está disponível, a faixa Teenage Wildlife.

O repertório do show mescla canções de Outside com alguns clássicos de seu repertório. Como bônus, foram incluídas Moonage Daydream e Under Pressure, gravadas ao vivo em 13 de dezembro de 1995 no National Exhibition Centre em Birmingham e lançadas anteriormente no CD single Hallo Spaceboy.

A frase ouvrez le chien (abra o cão, em francês) foi utilizada por Bowie em sua música All The Madmen, do álbum The Man Who Sold The World (1970), e depois em uma das faixas do álbum Buddha Of Suburbia (1993). A foto da capa foi feita pela esposa do saudoso roqueiro, Iman.

Nos shows, Bowie teve a seu lado uma banda afiadíssima integrada por ele próprio (vocais e saxofone), Carlos Alomar (guitarra base), Reeves Gabrels (guitarra-solo e vocais), Gail Ann Dorsey (baixo e vocais), Zachary Alford (bateria), Peter Schwartz (teclados e sintetizadores), George Simms (vocais) e Mike Garson (piano e teclados).

Eis as faixas de Ouvrez Le Chien:

– Look Back In Anger (David Bowie/Brian Eno)
– The Hearts Filthy Lesson (David Bowie/Brian Eno/Michael Garson/Sterling Campbell/Erdal Kizilcay/Reeves Gabrels)
– The Voyeur Of Utter Destruction (As Beauty) (David Bowie/Brian Eno/Reeves Gabrels)
– I Have Not Been To Oxford Town (David Bowie/Brian Eno)
– Outside (David Bowie/Kevin Armstrong)
– Andy Warhol (David Bowie)
– Breaking Glass (David Bowie/George Murray/Dennis Davis)
– The Man Who Sold The World (David Bowie)
– We Prick You (David Bowie/Brian Eno)
– I’m Deranged (David Bowie/Brian Eno)
– Joe The Lion (David Bowie)
– Nite Flights (Scott Engel)
– Under Pressure (David Bowie/Freddie Mercury/Roger Taylor/John Deacon/Brian May)
– Teenage Wildlife (David Bowie)
– Moonage Daydream* (David Bowie)
– Under Pressure (David Bowie/Freddie Mercury/Roger Taylor/John Deacon/Brian May)

Teenage Wildlife (Life Dallas ’95)– David Bowie:

Elton John lança uma parceria com o duo americano Surfaces

elton john + surfaces 400x

Por Fabian Chacur

Em 2017, os amigos Forrest Frank (vocal e guitarra) e Colin Padalecki (teclados, composições e arranjos) resolveram iniciar uma parceria musical. Nascia o Surfaces, duo que aos poucos vai conquistando bons espaços na cena pop atual. A prova de que a brincadeira começou a ficar séria ocorre agora, quando eles lançam o single Learn To Fly, que conta com a participação mais do que especial de ninguém menos do que Elton John. Eles explicam como surgiu a oportunidade para essa parceria tão especial:

“Depois que gravamos a demo, ela ficou meio que flutuando por aí, até que chegou às mãos de Elton John, que quis fazer parte da faixa. Depois de uma série de sessões em estúdio via Zoom, nós conseguimos gravar juntos em quarentena. Trabalhar com Elton John nos promoveu uma sensação comparável a da ideia de ganhar um Grammy. Ele é tão apaixonado e motivado, nós não poderíamos ter desejado uma colaboração mais fácil do que essa. Nós esperamos que essa canção possa espalhar amor nesse momento em que o mundo tanto precisa, e que possa inspirar as pessoas a abrirem seus corações”.

Sempre atento ao surgimento de novos talentos e disposto a colaborar com essas revelações da música, Elton também comentou sobre a parceria, no mesmo press release enviado à imprensa pela gravadora Universal Music:

“Eu ouvi Sunday Best pela primeira vez na Austrália e eu amei a música, portanto, eu fiquei surpreso quando esses caras vieram até mim e pediram que eu cantasse e tocasse um pouco de piano em Learn To Fly. Eu amei a canção e a produção da faixa que eles me enviaram. Nós gravamos via Zoom em Los Angeles e fui super legal trabalhar em uma gravação não-autoral. Esses meninos são incríveis e nos divertimos muito trabalhando em colaboração”.

Sunday Best (ouça aqui), a canção a que Elton se refere, é faixa do 2º álbum do Surfaces, Where The Light Is (2019), e tornou-se um grande sucesso mundial este ano, invadindo as paradas de sucesso com sua levada leve e pra cima.

Colin e Forrest lançaram três álbuns até o momento: Surf (2017), Where The Light Is (2019) e Horizons (que saiu em fevereiro deste ano). Em tempos tão pesados e inseguros como os atuais, a música do Surface soa como uma espécie de refresco sonoro, com seus vocais delicados, melodias bem concatenadas e variações rítmicas de quem sabe prender o seu ouvinte com categoria.

Entre as várias faixas que lançaram nesses três anos de atividade, bons exemplos desse verdadeiro pop ensolarado são a new bossa eletrônica Good Day (ouça aqui), o reggae Lazy (ouça aqui), a deliciosa r&b Keep It Gold (ouça aqui).

Valendo-se dos mais modernos recursos eletrônicos, mas também explorando sonoridades vintages de instrumentos típicos do pop dos anos 1980, os amigos americanos oriundos do estado do Texas provam que tem potencial para ir longe. Sunday Best atingiu até agora a 19ª posição na parada pop americana, e Learn To Fly pode levá-los a um patamar superior nos charts.

Curiosidade: esta última traz um pequeno trecho melódico que lembra Sukiyaki, hit que chegou ao primeiro lugar nos EUA em 1963 com o cantor japonês Kyu Sakamoto e ao 3º lugar, em versão em inglês, com o A Taste Of Honey em 1980. O trecho é o mesmo que inspirou, consciente ou inconscientemente, Tudo Bem, hit em 1985 com Lulu Santos, aquela do “nem sempre é so easy se viver”.

Learn To Fly (lyric video)- Surfaces + Elton John:

Paul McCartney relançará álbum Flaming Pie em diversos formatos

Collector's Edition 1-400x

Por Fabian Chacur

Se há um artista sempre disposto a oferecer material inédito aos fãs mais endinheirados, ele atende pelo nome de Paul McCartney. Ele já fazia isso desde o início de sua carreira-solo, com o lançamento de singles com faixas não incluídas em álbuns, mas radicalizou esse procedimento a partir de Flowers In The Dirt (1989), que virou um álbum duplo em sua edição japonesa, algo que também ocorreu com Off The Ground (1993). De lá para cá, a coisa só se expandiu, especialmente com a série Archive Collection.

O novo álbum a ser incluído nesse projeto, para ser mais preciso o 13º a receber tal tratamento, é Flaming Pie (1997). A versão mais luxuosa, intitulada Collection’s Edition e limitada a 3 mil cópias numeradas, traz 5 CDs, 4 LPs de vinil e 2 DVDs, além de um livro com 128 páginas, seis fotos em tamanho grande, reprodução das letras escritas a mão pelo ex-beatle e outros atrativos, acomodados em uma caixa. Veja vídeo apresentando essa edição luxuosa aqui.

Além dessa, temos também a Deluxe Edition, trazendo 5 CDs e 2 DVDs, e outras com 3 LPs de vinil, 2 LPs de vinil e 2 CDs. O álbum original aparece em versão remasterizada, e as faixas-bônus se dividem entre lados B de singles lançados na época, demo-tapes das músicas incluídas no álbum, versões alternativas e as seis partes do programa de rádio Oobu Joobu gravado pelo artista naquela época.

Nem é preciso dizer que os preços não são exatamente acessíveis, o que torna hoje praticamente impossível para um colecionador com renda média se meter a completar o seu acervo. Saiba mais sobre as novas versões de Flaming Pie aqui, com direito a comentários de fãs bravos com os “precinhos camaradas”.

Flaming Pie foi o primeiro álbum-solo lançado por Paul após o projeto Anthology, dos Beatles, e de certa forma pegou uma bela carona no mega-sucesso deste fantástico documentário sobre a carreira dos Beatles. O CD atingiu o 2º lugar nas paradas dos EUA e Reino Unido, algo que o astro do rock não conseguia desde a década de 1980 em sua trajetória individual.

O trabalho foi coproduzido por Jeff Lynne e George Martin e traz participações especiais de Ringo Starr, Steve Miller, Lynne e também da esposa Linda e do filho James. No entanto, ele se incumbiu da maior parte dos instrumentos e vocais. As faixas mais legais são Young Boy, The World Toninght e Calico Skies.

Young Boy (clipe dirigido por Alistair Donald):

Young Boy (clipe dirigido por Geoff Wondor)- veja aqui.

Bob Dylan lança a introspectiva e bela balada I Contain Multitudes

Bob Dylan Performa at Hyde Park - London

Por Fabian Chacur

Os fãs de Bob Dylan com saudades de canções inéditas escritas pelo grande astro do rock não podem reclamar. Após o lançamento há alguns dias de Murder Most Foul (ouça aqui), com seus pungentes 17 minutos de duração, agora é disponibilizada I Contain Multitudes, que também surge de forma impressiva e arrancando elogios por parte da crítica especializada.

Bem mais compacta do que a anterior (tem pouco mais de 4 minutos) mas com o mesmo clima reflexivo predominando, temos aqui o autor de Blowin’ In The Wind e tantos outros clássicos mais inspirado do que nunca.

Ele inicia com os belos e profundos versos “today, tomorrow and yesterday, too, the flowers are dyin’ like all things do” (“hoje, amanhã e ontem, as flores estão morrendo, como todas as coisas fazem”, em tradução livre).

Influenciada pelo saudoso poeta Walt Whitman, a balada mostra o cantor com uma interpretação contida e bem segura, e a letra traz citações referentes aos Rolling Stones, Edgar Allan Poe e Frank Sinatra.

A parte final traz os versos “I have no apologies to make” (“não tenho desculpas a pedir”, em tradução livre). No geral, a canção tem alguma afinidade com a clássica Ring Them Bells, do álbum Oh Mercy (1989).

O álbum mais recente de Bob Dylan incluindo apenas composições próprias, Tempest, saiu em 2012. Desde então, o icônico cantor, compositor e músico americano nos proporcionou três álbuns com releituras de standards da música americana- Shadows In The Night (2015), Fallen Angels (2016) e Triplicate (2017, este um álbum triplo), todos bem-sucedidos em termos comerciais.

Ainda não se sabe se essas duas novas faixas de Bob Dylan são a amostra de um novo álbum à caminho ou se encerram em si mesmas. A primeira opção parece a mais provável, mas só saberemos no decorrer dos próximos capítulos.

Vale lembrar que ele sempre foi uma figura enigmática, de decisões nem sempre previsíveis. Seja como for, ou amostras, ou faixas avulsas, possuem seu forte e poderoso DNA, o que não é pouco para alguém rumo a completar 79 anos de idade no próximo dia 24 de maio. Que venha mais!

I Contain Multitudes– Bob Dylan:

Jeff Beck e Johnny Depp lançam releitura de hit de John Lennon

jeff beck johnny depp single 400x

Por Fabian Chacur

Acaba de ser disponibilizado nas plataformas digitais o single Isolation. A música, clássica composição de John Lennon incluída no icônico álbum John Lennon/Plastic Ono Band (1970), foi relida de forma personalizada pelo lendário guitarrista britânico Jeff Beck e o não menos consagrado ator e também cantor e músico americano Johnny Depp. Eles já haviam apresentado essa canção, juntos e ao vivo, em setembro de 2019, durante a edição do Crossroads Guitar Festival, de Eric Clapton, realizada no Texas, EUA (ouça aqui).

“Johnny e eu trabalhamos juntos há algum tempo e gravamos essa faixa durante nosso tempo no estúdio no ano passado. Não esperávamos lançá-la tão cedo, mas, considerando todos os dias difíceis e o verdadeiro ‘isolamento’ que as pessoas enfrentam nesses tempos difíceis, decidimos que agora é o momento certo para deixar todos ouvirem”, diz Beck em comunicado à imprensa.

Isolation traz Jeff e Johnny acompanhados por Ronda Smith (baixo) e o cultuado Vinnie Colaiuta (bateria). Para quem estranhar Johnny Depp na música, vale lembrar que ele canta e toca guitarra, e integra há cinco anos o supergrupo Hollywood Vampires ao lado de Alice Cooper e Joe Perry (do Aerosmith), que lançou os álbuns Hollywood Vampires (2015) e Rise (2019). Ele também participou de trabalhos do Oasis, Marilyn Manson e Stone Temple Pilots.

Isolation (lyric video)- Jeff Beck e Johnny Depp:

Changesnowbowie é o novo lançamento digital do Bowie

changesnowbowie 400x

Por Fabian Chacur

No dia 8 de janeiro de 1997, como forma de celebrar os 50 anos completados naquela data por David Bowie, a BBC de Londres transmitiu um programa especial. Nesta atração, o astro do rock foi entrevistado por Mary Anne Hobbs, e também tivemos mensagens celebrando a data e questões formuladas por Scott Walker, Damon Albarn, Bono e Robert Smith. O conteúdo musical dessa atração agora está disponível, via Warner Music, nas plataformas digitais, com o título Changesowbowie, sem versão física prevista por enquanto.

As nove faixas tocadas naquela atração da BBC foram gravadas e mixadas previamente, em novembro de 1996, em Nova York, mais precisamente no Looking Glass Studio. Nelas, Bowie é acompanhado por Gail Ann Dorsey (baixo e vocais), Reeves Gabrels (guitarra e voz) e Mark Plati (teclados e programações). Esta seria a banda, acrescida de outros músicos, que o acompanharia em 1997 em bem-sucedida turnê que passou pelo Brasil.

O repertório investe em clássicos de seu repertório como Aladdin Sane e The Man Who Sold The World, o célebre cover de White Light / White Heat (do Velvet Underground) incluído em seus shows desde os anos 1970, e duas surpresas. São elas Shopping For Girls, do álbum Tin Machine II (1991), da banda alternativa de Bowie, a Tin Machine, e Repetition (do álbum Lodger, de 1979), que ganhou uma nova versão e um novo clipe em 1997.

Eis as faixas de Changesnowbowie:

-The Man Who Sold The World
-Aladdin Sane
-White Light / White Heat
-Shopping For Girls
-Lady Stardust
-The Supermen
-Repetition
-Andy Warhol
-Quicksand

Repetition ’97 (clipe)- David Bowie:

The Doobie Brothers releem dois grandes álbuns com muita classe

the doobie brothers capa cd-400x

Por Fabian Chacur

Em junho deste ano, celebrei por aqui o anúncio do lançamento de Live From The Beacon Theater, álbum duplo lançado pela Warner Music no Brasil nos formatos digitais e físico (CD duplo). Você pode ler todos os detalhes em termos de informação aqui. Agora, após ter tido a oportunidade de ouvir esse trabalho de forma muito atenta, chegou a hora de uma análise geral sobre esse lançamento histórico de uma das grandes bandas do rock americano.

Comecemos pela formação que se incumbiu da gravação deste trabalho, registro de shows realizados nos dias 15 e 16 de novembro de 2018 no Beacon Theater, em Nova York. Hoje, os Doobie Brothers são um trio, composto pelos fundadores Tom Johnston (guitarra e vocal) e Patrick Simmons (guitarra e vocal, o único que nunca saiu da banda) e mais John McFee (guitarra, pedal steel, dobro, violino, cello, harmônica, banjo e vocais, ufa!), que esteve no time entre 1979 e 1982 e retornou em 1993 para não sair mais.

Para darem suporte a eles, temos um timaço liderado pelo tecladista Bill Payne, considerado um dos grandes músicos no setor. Ele integrou nos anos 1970 e 1980 a badalada banda Little Feat, e também gravou com Bryan Adams, Stevie Nicks, Bob Seger, Pink Floyd, Toto, James Taylor e Bonnie Raitt. Aliás, Payne pilotou os teclados dos Doobies nos dois álbuns de estúdio reproduzidos ao vivo aqui, ou seja, ninguém mais qualificado para essa missão do que ele.

O elenco de músicos também traz Marc Russo (saxofone), Ed Toth (bateria), John Cowan (baixo e vocais) e Marc Quinones (percussão e vocais). Foram adicionados especialmente para os shows do Beacon Theater os músicos Roger Rosenberg (saxofone) e Michael Leonhart (trompete), que aliados a Marc Russo geraram um naipe de metais afiadíssimo.

Com dez músicos em cena, o grupo americano seguiu uma diretriz das mais interessantes: manteve a estrutura básica dos arranjos originais das canções, acrescentando algumas passagens de metais inéditas e abrindo espaços para solos e improvisos. Como a qualidade dos profissionais envolvidos é imensa, o resultado se mostra delicioso, tendo tudo para satisfazer tanto os fãs mais fieis como aqueles que ainda não conheciam essas canções.

Ao contrário de algumas bandas contemporâneas deles, os Doobie Brothers sempre tiveram a capacidade de criar não só singles matadores, como Listen To The Music, Rockin’ Down The Highway, China Grove e Long Train Runnin’, mas também de gravar álbuns consistentes e nos quais você não consegue encontrar uma única faixa fraca daquelas feitas apenas para “encher linguiça”.

Dessa forma, a missão de tocar Toulouse Street (1972) e The Captain And Me (1973) mostra-se das mais deliciosas, pois além de muito boas, as músicas também formam uma amostra preciosa da amplitude da sonoridade desta banda seminal.Se os singles citados trazem como marca a energia roqueira e os riffs de guitarra (com um toque latino em Long Train Runnin’), outras facetas surgem nas faixas que fazem companhia a elas.

O blues, por exemplo, marca presença em Don’t Start Me To Talkin’ e Dark Eyed Cajun Woman. O folk com tons saudosistas e emocionais surge em Toulouse Street e Clear As The Driven Snow. O hard rock pesadão surge em Disciple, Evil Woman e Without You, a levada shuffle marca a deliciosa Ukiah, a leveza mais pop em Natural Thing e o folk progressivo na intensa The Captain And Me.

Das 23 músicas apresentadas, 11 são de Tom Johnston, 6 de Patrick Simmons, uma é assinada por cinco integrantes da banda na época (Without You) e cinco são covers, como o rock gospel Jesus Is Just Alright (de Arthur Reynolds e gravada em 1969 pelos Byrds), Don’t Start Me To Talkin’ (do bluesman Sonny Boy Williamson) e Cotton Mouth (composição da dupla Seals & Crofts, conhecida pelos hits Summer Breese e Diamond Girl)

Se o entrosamento da banda conta muito para esse resultado brilhante, os pontos altos ficam por conta de seus protagonistas. Com 70 anos de idade completados em 2018, Tom Johnston impressiona por sua vitalidade. Seu vozeirão continua intacto, assim como seus riffs e solos de guitarra e uma presença de palco confiante e cativante. A delicadeza do dedilhado na guitarra e violão de Patrick Simmons, assim como sua voz mais suave, também estão intactos, assim como a versatilidade de John McFee.

Após tocar os dois álbuns na íntegra, os Doobies nos oferecem um bis com três músicas: Take Me In Your Arms (Rock Me), cover da Motown que eles emplacaram nas paradas de sucesso em 1975, e a envolvente canção folk-country Black Water, que atingiu o primeiro lugar na parada de singles americana naquele mesmo 1975. Para finalizar a festa, tocaram novamente Listen To The Music, para levar a plateia à loucura.

Os Doobie Brothers nunca tocaram no Brasil, em seus quase 50 anos de estrada. Com o vigor e a qualidade que permanecem firmes em sua fase atual, certamente atrairiam um público bacana se enfim nos visitassem. Fica a dica.

Rockin’ Down The Highway (live)- The Doobie Brothers:

Yes lança álbum duplo 50 Live em formatos físico e digital no Brasil

yes capa cd 2019-400x

Por Fabian Chacur

Como forma de celebrar seus 50 anos de carreira, o Yes está lançando nesta sexta (2) no Brasil via Warner Music, em CD duplo e nas plataformas digitais, o álbum Yes 50 Live. Gravado ao vivo basicamente durante show realizado na Filadélfia (EUA), o trabalho inclui faixas de dez de seus álbuns de estúdio, com ênfase na fase mais progressiva de sua trajetória, deixando de lado o repertório desenvolvido nos anos 1980 e 1990 ao lado do guitarrista sul-africano Trevor Rabin.

A atual formação do Yes inclui Steve Howe (guitarra), Geoff Downes (teclados), Alan White (bateria), Billy Sherwood (baixo), Jon Davison (vocal) e Jay Schellen (bateria). O álbum traz as participações especiais de ex-integrantes como os tecladistas Tony Kaye (em Yours Is No Disgrace, Roundabout e Starship Trooper) e Patrick Moraz (em Soon) e também Tom Brislin (teclados) e Trevor Horn (vocal).

O set list traz a versão completa da longa e maravilhosa Close To The Edge, faixa-título do fantástico álbum da banda lançado em 1972 e um de seus melhores, e também clássicos como Roundabout, Soon e Yours Is No Disgrace.

Com capa mais uma vez trazendo desenho do genial Roger Dean, o álbum é bem interessante, mas não dá para negar que é no mínimo esquisito ouvir um disco do Yes sem a presença do cantor Jon Anderson, fora desde 2008, e, principalmente, do saudoso baixista e fundador do grupo, Chris Squire (1948-2015).

Vale lembrar que, repetindo situação já ocorrida em outros períodos da história dessa seminal banda de rock progressivo, há desde 2016 uma outra formação na ativa com ex-integrantes do time. Trata-se de Anderson, Rabin And Wakeman, que reúne Jon Anderson, Trevor Rabin e Rick Wakeman, sendo que este último prometeu novos shows do trio para 2020.

Eis as faixas de Yes 50 Live:

Disco um

Close To The Edge
-The Solid Time Of Change
-Total Mass Retain
-I Get Up I Get Down
-Seasons Of Man

Nine Voices (Longwalker)
Sweet Dreams
Madrigal
We Can Fly From Here, Part 1
Soon
Awaken

Disco dois

Parallels
Excerpt From The Ancient
Yours Is No Disgrace
Excerpt From Georgia’s Song And Mood For A Day
Roundabout
Starship Trooper
a. Life Seeker
b. Disillusion
c. Wurm

Ouça Yes 50 Live em streaming:

Older posts

© 2020 Mondo Pop

Theme by Anders NorenUp ↑