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Rod Stewart: os 75 anos de um eterno rocker playboy dos bons!

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Por Fabian Chacur

Em 1983, Cyndi Lauper estourou no mundo inteiro com uma canção na qual dizia que “girls just want to get fun” (garotas só querem se divertir). Pode-se dizer que um certo cantor e compositor britânico que completou 75 anos de idade no último dia dez de janeiro seguiu, segue e provavelmente sempre seguirá esse lema, obviamente adaptado para a sua masculinidade. Alegre, às vezes inconsequente e absurdamente talentoso, Rod Stewart ainda se mantém firme nas paradas de sucesso de todo o mundo, algo que poucos conseguem.

A nova prova dessa permanência constante do roqueiro nos primeiros lugares das paradas de sucesso veio em novembro, quando seu mais recente trabalho, o álbum duplo You’re In My Heart- Rod Stewart With The Royal Philharmonic Orchestra (leia mais sobre este trabalho aqui) atingiu o topo da parada britânica, mesma façanha obtida pelo anterior, Blood Red Roses (2018).

Como explicar esses mais de 50 anos de sucesso, em um cenário musical sempre em constante mudança e no qual cantores solo, duplas e grupos surgem e somem como que por passe de mágica? Além de uma voz rouca e de assinatura própria, o cara também sempre soube não só compor boas canções como também escolher obras alheias para gravar e cantar em seus shows pelos quatro cantos do planeta.

Versatilidade foi outra arma secreta utilizada pelo autor de Maggie May e tantos outros hits. Nos dois discos que gravou com o Jeff Beck Group (Truth-1968 e Beck-Ola-1969), por exemplo, mergulhou de cabeça no blues-rock e no que pouco depois viria a ser denominado heavy metal, influenciando inúmeras bandas, incluindo o Led Zeppelin, só para citar uma delas.

Com os Faces, que integrou de 1970 a 1975 foi a vez do rock básico e ardido. Paralelamente, investia em carreira-solo misturando rock, folk e soul. Como o sucesso dos trabalhos individuais foi se tornando cada vez maior, suplantando de longe o de sua boa banda, a separação se mostrava inevitável, e ocorreu em 1975. Nesse ano, Rod assinou contrato milionário com a gravadora Warner, lançou Atlantic Crossing e virou solo de vez.

Talentoso e, por que não dizer, oportunista, procurou a partir daí sempre flertar com as tendências da moda, adaptando-se e tentando faturar com elas, mas sempre mantendo um DNA forte e próprio. Disco music, new wave, tecnopop, britpop, standards americanos, soul, o cara não se fez de rogado na hora de experimentar novos rumos. E nunca fez isso de forma pretensiosa ou grotesca.

Às vezes, acertou em cheio, em outras, errou feio, mas nunca a ponto de perder um enorme público fiel. O resultado é uma discografia com momentos memoráveis. O auge do folk-rock em Every Picture Tells a Story (1971), as baladas matadoras Sailing, You’re In My Heart e Tonight’s The Night,o flerte certeiro com a disco music em Do Ya Think I’m Sexy (com uma “ajudinha” de um certo artista brasileiro…), o funk tecnopop de Infatuation…. Ah, essa lista vai longe.

Sempre que o cara parecia que iria, enfim, sair das paradas rumo ao ostracismo, algo ocorria e o levantava. Bons exemplos são Unplugged…An Seated (1993), disco acústico que o reuniu de novo com o velho colega dos tempos de Jeff Beck Group e Faces Ron Wood. Ou a nova parceria com o grande Jeff Beck, que rendeu em 1984 e 1985 os hits Infatuation, People Get Ready, Can We Still Be Friends e Bad For You.

O ás mais valioso e importante que tirou da manga do paletó veio em 2002 com o início da série de cinco álbuns com standards do cancioneiro americano, um êxito comercial surpreendente que o levou de novo ao topo da parada americana após muito tempo. Ali, ficou a prova de que não dá para duvidar da capacidade de reação desse eterno playboy do rock, célebre por suas extravagâncias, mulheres bonitas, bagunças em hotéis e coisas do gênero.

Tudo bem que hoje ele está um pouco mais tranquilo, a ponto de fazer em 2015 uma divertida música de ninar para seu filho mais novo, a divertida Batman Superman Spiderman. Em termos musicais, no entanto, o cara está sempre pronto a fazer a trilha sonora para a festa de seus fãs e continua ativo, mesmo com a voz um pouco menos potente do que nos bons tempos, mas ainda capaz de nos divertir e encantar. Valeu, Rod The Mod! Que venha mais por aí!

Maggie May (clipe)- Rod Stewart:

Van Morrison: produtividade e inspiração em seu novo álbum

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Por Fabian Chacur

Em seus mais de 50 anos de carreira, o genial cantor e compositor irlandês Van Morrison sempre primou pela produtividade, com novos trabalhos surgindo com elogiável frequência. Desde que completou 70 anos de idade, no dia 31 de agosto de 2015, o cara parece que engatou uma velocidade ainda maior do que se poderia imaginar. Nesse período, o icônico artista caminha para o seu sexto álbum com o lançamento pelo selo Exile/Caroline International de Three Chords & The Truth, que no Brasil infelizmente só estará disponível nas plataformas digitais.

O trabalho conta com produção a cargo do próprio artista, que também assina todas as 14 canções incluídas nele, sendo 13 só dele e uma única em parceria com Don Black. O disco conta com as participações do badalado guitarrista Jay Berliner e do consagrado cantor Bill Medley (ex-integrante do duo The Righteous Brothers), este último em dueto na faixa Fame Will Eat The Soul.

A primeira canção divulgada do álbum, Dark Night Of The Soul, é daquelas que já nascem clássicas, tal a qualidade artística e acessibilidade que possui. O mais legal é que a voz de Van The Man, uma das mais expressivas do rock-soul-jazz, aparece em excelente forma, o que torna este álbum mais um item bacana para ser apreciados pelos fãs desse mestre da canção pop.

Eis as faixas de Three Chords And The Truth:

1. March Winds In February
2. Fame Will Eat The Soul
3. Dark Night Of The Soul
4. In Search Of Grace
5. Nobody In Charge
6. You Don’t Understand
7. Read Between The Lines
8. Does Love Conquer All?
9. Early Days
10. If We Wait For Mountains
11. Up On Broadway
12. Three Chords And The Truth
13. Bags Under My Eyes
14. Days Gone By

Dark Night Of The Soul– Van Morrison:

Rod Stewart lançará CD com a Royal Philharmonic Orchestra

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Por Fabian Chacur

Como forma de celebrar os 50 anos de sua carreira-solo, Rod Stewart irá lançar no dia 22 de novembro um trabalho que tem tudo para agradar os seus milhões de fãs pelo mundo afora. Trata-se de You’re In My Heart- Rod Stewart With The Royal Philharmonic Orchestra, que será disponibilizado no Brasil pela Warner Music no formato CD duplo e também nas plataformas digitais. Acompanhado pela célebre orquestra britânica, ele dá uma geral em seus grandes hits, com duas novidades bacanas.

Uma delas é o dueto em It Takes Two, clássico do repertório de Marvin Gaye que ele regravou anteriormente com Tina Turner, e que agora retorna em versão orquestral na qual temos o astro pop Robbie Williams na vaga da cantora. A outra é uma faixa inédita, Stop Loving Her Today, escolhida para encerrar o álbum.

O repertório traz hits massivos como Maggie May, I Don’t Want To Talk About It, Tonight’s The Night (Gonna Be Alright), Downtown Train e Forever Young, além de Stay With Me, hit dos Faces, banda que integrou ao lado de Ronnie Wood do final dos anos 1960 à metade dos anos 1970. A produção do álbum ficou a cargo do consagrado Trevor Horn, famoso não só como produtor mas também como integrante das bandas Yes e Buggles.

Eis as faixas de You’re In My Heart: Rod Stewart With The Royal Philharmonic Orchestra:

CD 1:
1. Maggie May
2. Reason To Believe
3. Handbags & Gladrags
4. Sailing
5. Tonight’s The Night (Gonna Be Alright)
6. The Killing Of Georgie (Part I and II)
7. I Don’t Want To Talk About It
8. The First Cut Is The Deepest
9. You’re In My Heart (The Final Acclaim)
10. I Was Only Joking

CD 2:
1. It Takes Two (with Robbie Williams)
2. Stay With Me (with Faces)
3. Young Turks
4. What Am I Gonna Do (I’m So In Love With You)
5. Every Beat Of My Heart
6. Forever Young
7. Downtown Train
8. Rhythm Of My Heart
9. Have I Told You Lately
10. Tom Traubert’s Blues (Waltzing Matilda)
11. If We Fall In Love Tonight
12. Stop Loving Her Today

Sailing (live)- Rod Stewart And Royal Philharmonic Orchestra:

Yes lança álbum duplo 50 Live em formatos físico e digital no Brasil

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Por Fabian Chacur

Como forma de celebrar seus 50 anos de carreira, o Yes está lançando nesta sexta (2) no Brasil via Warner Music, em CD duplo e nas plataformas digitais, o álbum Yes 50 Live. Gravado ao vivo basicamente durante show realizado na Filadélfia (EUA), o trabalho inclui faixas de dez de seus álbuns de estúdio, com ênfase na fase mais progressiva de sua trajetória, deixando de lado o repertório desenvolvido nos anos 1980 e 1990 ao lado do guitarrista sul-africano Trevor Rabin.

A atual formação do Yes inclui Steve Howe (guitarra), Geoff Downes (teclados), Alan White (bateria), Billy Sherwood (baixo), Jon Davison (vocal) e Jay Schellen (bateria). O álbum traz as participações especiais de ex-integrantes como os tecladistas Tony Kaye (em Yours Is No Disgrace, Roundabout e Starship Trooper) e Patrick Moraz (em Soon) e também Tom Brislin (teclados) e Trevor Horn (vocal).

O set list traz a versão completa da longa e maravilhosa Close To The Edge, faixa-título do fantástico álbum da banda lançado em 1972 e um de seus melhores, e também clássicos como Roundabout, Soon e Yours Is No Disgrace.

Com capa mais uma vez trazendo desenho do genial Roger Dean, o álbum é bem interessante, mas não dá para negar que é no mínimo esquisito ouvir um disco do Yes sem a presença do cantor Jon Anderson, fora desde 2008, e, principalmente, do saudoso baixista e fundador do grupo, Chris Squire (1948-2015).

Vale lembrar que, repetindo situação já ocorrida em outros períodos da história dessa seminal banda de rock progressivo, há desde 2016 uma outra formação na ativa com ex-integrantes do time. Trata-se de Anderson, Rabin And Wakeman, que reúne Jon Anderson, Trevor Rabin e Rick Wakeman, sendo que este último prometeu novos shows do trio para 2020.

Eis as faixas de Yes 50 Live:

Disco um

Close To The Edge
-The Solid Time Of Change
-Total Mass Retain
-I Get Up I Get Down
-Seasons Of Man

Nine Voices (Longwalker)
Sweet Dreams
Madrigal
We Can Fly From Here, Part 1
Soon
Awaken

Disco dois

Parallels
Excerpt From The Ancient
Yours Is No Disgrace
Excerpt From Georgia’s Song And Mood For A Day
Roundabout
Starship Trooper
a. Life Seeker
b. Disillusion
c. Wurm

Ouça Yes 50 Live em streaming:

Sonic Temple, do The Cult, será relançado em formato luxuoso

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Por Fabian Chacur

Em 1989, o The Cult lançou Sonic Temple, seu quarto álbum, que os impulsionou rumo ao primeiro escalão do rock internacional. O trabalho atingiu o 10º posto na parada americana, o 4º no Reino Unido, vendeu milhões de cópias e ganhou os corações dos roqueiros nos quatro cantos do mundo, sendo até hoje o mais bem-sucedido em termos comerciais da banda britânica. Para celebrar as três décadas de seu lançamento, o selo Beggars Arkive, da gravadora britânica Beggars Banquet, lançará no dia 13 de setembro a box set Sonic Temple 30, que pode ser encomendada aqui.

Sonic Temple 30 terá várias versões distintas. A em vinil reúne 3 LPs, uma fita-cassete e itens de memorabilia como a reprodução da credencial da turnê que divulgou este álbum e o press-release oficial. Traz um total de 40 faixas. Teremos também um LP duplo com 16 faixas, sendo seis delas lados-B de singles. Essa versão já havia sido lançada anteriormente, mas está fora de catálogo há mais de 20 anos, sendo um item cobiçado por colecionadores.

A versão em CD é a mais completa, pois contém cinco discos. O conteúdo reúne o álbum original, lados B, versões demo e o CD Live At Wembley, gravado na época pela rádio BBC. São 53 faixas, sendo seis delas nunca antes lançadas. A versão digital a ser disponibilizada nas plataformas deste formato trará apenas as faixas adicionais, pois o álbum original já pode ser ouvido nelas.

Lançado originalmente em abril de 1989, Sonic Temple emplacou quatro hits que até hoje frequentam os set lists dos shows do The Cult. São eles Fire Woman, Edie (Ciao Baby), Sun King e Sweet Soul Sister.

Este CD foi o último da banda a contar com o baixista Jamie Stewart, e traz na bateria o consagrado Mickey Curry, conhecido por shows e gravações ao lado de Bryan Adams e Daryl Hall & John Oates, entre outros. Vale lembrar que outros dois bateristas chegaram a gravar demos do álbum antes da entrada de Curry: Chris Taylor e Eric Singer, este último integrante do Kiss.

O lançamento da box set pega a banda criada e liderada por Ian Astbury (vocal) e Billy Duffy (guitarra) em meio a uma turnê que já teve várias datas nos EUA e passará novamente pelo Reino Unido em outubro, com dez shows já programados. O grupo britânico já esteve algumas vezes no Brasil, sendo a mais recente em 2017, abrindo para o The Who.

Conheça as faixas da versão da caixa em CD:

1-1 Sun King
1-2 Fire Woman
1-3 American Horse
1-4 Edie (Ciao Baby)
1-5 Sweet Soul Sister
1-6 Soul Asylum
1-7 New York City
1-8 Automatic Blues
1-9 Soldier Blue
1-10 Wake Up Time For Freedom

2-1 Sonic Temple Radio Promo
2-2 Fire Woman (Edit)
2-3 Messin’ Up The Blues (from the Fire Woman single)
2-4 Medicine Train (From the Edie (Ciao Baby) single)
2-5 Fire Woman (NYC Rock Mix) (from the Fire Woman CD EP)
2-6 Edie (Ciao Baby) (Edit)
2-7 Bleeding Heart Graffiti (from the Edie (Ciao Baby) CD EP)
2-8 Sun King (Edit)
2-9 Sweet Soul Sister (Edit)
2-10 The River (From the Sweet Soul Sister single)
2-11 Soldier Blue (Werman Extended Version)
2-12 Fire Woman (LA Rock Mix)
2-13 Sweet Soul Sister (Rock’s Mix)
2-14 Edie (Ciao Baby) (Acoustic) (From The Heart Of Soul CD single)

3-1 Medicine Train (demo)
3-2 New York City (demo)
3-3 American Horse (demo)
3-4 Sun King (demo)
3-5 Automatic Blues (demo)
3-6 Yes Man (demo)
3-7 Fire (demo)
3-8 Wake Up Time For Freedom (demo)
3-9 Citadel (demo)
3-10 The River (demo)

4-1 The Crystal Ocean (demo)
4-2 Cashmere (demo)
4-3 Edie (Ciao Baby) (demo)
4-4 Bleeding Hearts Revival
4-5 My Love (demo)
4-6 Star Child (demo)
4-7 Medicine Train (Rock Demo)
4-8 New York City (Rock Demo)
4-9 Fire (rock Demo)
4-10 Spanish Gold (jam Demo)

5-1 New York City (live) *previously unreleased
5-2 Automatic Blues (live) *previously unreleased
5-3 American Horse (live) (from the Sweet Soul Sister single)
5-4 Sun King (live) *previously unreleased
5-5 Soul Asylum (live) (from the Sweet Soul Sister single)
5-6 Rain (live) *previously unreleased
5-7 Sweet Soul Sister (live) (from the Sweet Soul Sister single)
5-8 She Sells Sanctuary (live) *previously unreleased
5-9 Fire Woman (live) *previously unreleased

Ouça Sonic Temple na íntegra (álbum original):

The Waterboys de Mike Scott lançam single; álbum a caminho

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Por Fabian Chacur

Além de bandas que lotaram estádios pelo mundo afora, como U2, R.E.M. e Bon Jovi, a década de 1980 também foi pródiga em revelar grupos que, se não tiveram tanto êxito comercial, cativaram corações suficientes para mantê-los relevantes. Este é o caso do The Waterboys, um time rocker escocês daquela safra que anuncia para o dia 24 de maio o lançamento de seu 12º álbum de estúdio. Trata-se de Where The Action is, estréia deles no badalado selo indie britânico Cooking Vinyl. Para ir saciando a sede de seus fãs, programaram o lançamento de dois singles, ambos ótimos.

O primeiro, Right Side Of Heartbreak (Wrong Side Of Love) (ouça aqui), possui uma levada dançante com ecos de Sympathy For The Devil, dos Rolling Stones. O outro, recém-lançado, é Where The Action Is, a faixa-título do novo trabalho e um rock bem bacana com tempero soul (especialmente nos vocais de apoio de Jess e Zeenie) e solos rapidinhos de guitarra a la hard-heavy metal.

Criado em Edimburgo, Escócia, em 1983, The Waterboys é na verdade uma banda com dono. No caso, o cantor, compositor e músico Mike Scott. Não por acaso, o grupo já teve, em seus 36 anos de existência, a participação de mais de setenta músicos, entre colaborações em shows e gravações de seus discos.

Alguns deles marcaram época, como o cantor, compositor e tecladista Karl Walinger, que ficou de 1983 a 1986, saindo depois para montar outra banda alternativa bacana (World Party), Anthony Thistlethwaite (sax e mandolim) e Steve Wickham (mandolim e violino elétrico).

Com um som que mistura de forma impactante rock, folk britânico, soul e pop, o grupo ficou marcado por singles poderosos como The Whole Of The Moon, Don’t Bang The Drum, Medicine Ball e Fisherman’s Blues, e álbuns ótimos do calibre de This Is The Sea (1985), Fisherman’s Blues (1988) e Room To Roam (1990). O grupo saiu de cena em 1993, após o lançamento de Dream Harder.

Após um período durante o qual lançou dois discos solo, Mike Scott resolveu reativar a marca The Waterboys, e o marco desse retorno é o álbum A Rock In The Weary Land (2000). Desde então, o time se mantém ativo, lançando novos trabalhos com certa regularidade e fazendo shows.

O fiel escudeiro de Scott e segundo mais antigo integrante do grupo é Steve Wickham, que saiu em 1990, voltou em 2001 e permanece firme e forte desde então. Where The Action Is será disponibilizado no exterior nos formatos CD simples, CD duplo, LP de vinil, download digital e nas plataformas digitais.

Eis as faixas de Where The Action Is:

CD 1- normal(standard)

1. Where The Action Is
2. London Mick
3. Out Of All This Blue
4. Right Side Of Heartbreak (Wrong Side Of Love)
5. In My Time On Earth
6. Ladbroke Grove Symphony
7. Take Me There I Will Follow You
8. And There’s Love
9. Then She Made The Lasses-O
10. Piper At The Gates Of Dawn

CD 2 – Where The Action Is… Mashed

1. Where The Action Is (Mash)
2. London Mick (Jess’n’Zeenie Mix)
3. Out Of All This Blue (Soul Choir)
4. Right Side Of Heartbreak (Box & Vox)
5. In My Time On Earth (Scott & Wickham Mix)
6. Ladbroke Grove Coda
7. I Will Follow You Take Me There
8. And There’s Love (Mashtrumental)
9. Then She Made The Lasses (Mash)
10. Where The Action Is (Reprise)
11. Piper At The Gates of Dawn (Instrumental)

Where The Action Is (clipe)- The Waterboys:

Rolling Stones lançam registro de show de 1997 em vários formatos

bridges to bremen the rolling stones capa

Por Fabian Chacur

E prossegue a série de lançamentos de registros de shows dos Rolling Stones durante sua extensa e bem-sucedida carreira com quase 60 anos de estrada. Desta vez, teremos Bridges To Bremen, que a Universal Music, em parceria com a Eagle Music, promete colocar no mercado mundial de áudio e vídeo no próximo dia 21 de junho. No Brasil, o produto será disponibilizado apenas em DVD e digital (áudio e vídeo), mas no exterior teremos também Blu-ray, DVD+2 CDs, Blu-ray+2 CDs e vinil triplo.

Bridges To Bremen flagra a banda de Mick Jagger e Keith Richards em Bremen, na Alemanha, em show da turnê durante a qual o grupo britânico divulgava o seu então mais recente álbum, Bridges To Babylon (1997). Foi a primeira turnê deles a incluir o recurso de um pequeno palco no meio da plateia, no qual, durante uma pequena parte do espetáculo, os músicos apresentavam algumas músicas em clima mais intimista (obviamente para quem estivesse lá perto, pois os shows eram sempre realizados em estádios e ginásios). Por volta de 40 mil pessoas estavam naquele show, em particular.

Entre 1997 e 1998, os Stones fizeram 97 shows em quatro continentes, atraindo mais de 4.5 milhões de fãs. No repertório, seus grandes clássicos e também algumas faixas de Bridges To Babylon, como Flip The Switch, Anybody Seen My Baby? e Thief In The Night. Em cada apresentação, era feita uma consulta prévia via internet para que o público escolhesse uma faixa exclusiva a ser adicionada no show. Memory Motel venceu, no caso de Bremen. Nos bônus de DVD e Blu-ray, foram incluídas quatro performances de um show em Chicago (EUA).

O conteúdo de vídeo e áudio de Bridges To Bremen foi restaurado, remixado e remasterizado. Antes desse lançamento, a Universal Music promete para o dia 19 deste mês Honk, nova coletânea com 36 faixas lançadas originalmente entre 1971 e 2010, e uma Deluxe Edition do CD Blue & Lonesome, trazendo como bônus 10 faixas gravadas ao vivo em estádios ao redor do planeta.

CONTEÚDO De BRIDGES TO BREMEN

DVD e Blu Ray

(I Can’t Get No) Satisfaction
Let’s Spend The Night Together
Flip The Switch
Gimme Shelter
Anybody Seen My Baby?
Paint It Black
Saint Of Me
Out Of Control
Memory Motel
Miss You
Thief In The Night
Wanna Hold You
It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It)
You Got Me Rocking
Like A Rolling Stone
Sympathy For The Devil
Tumbling Dice
Honky Tonk Women
Start Me Up
Jumpin’ Jack Flash
You Can’t Always Get What You Want
Brown Sugar

BRIDGES TO CHICAGO

BONUS PERFORMANCES

Rock And A Hard Place
Under My Thumb
All About You
Let It Bleed

CD DUPLO E LP DE VINIL TRIPLO

(I Can’t Get No) Satisfaction

Let’s Spend The Night Together

Flip The Switch

Gimme Shelter

Anybody Seen My Baby?

Paint It Black

Saint Of Me

Out Of Control

Memory Motel

Miss You

Thief In The Night

Wanna Hold You

It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It)

You Got Me Rocking

Like A Rolling Stone

Sympathy For The Devil

Tumbling Dice

Honky Tonk Women

Start Me Up

Jumpin’ Jack Flash

You Can’t Always Get What You Want

Brown Sugar

Veja o trailer de Bridges To Bremen:

Sting relê seus hits com novos arranjos no álbum My Songs

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Por Fabian Chacur

Em seus mais de 40 anos de carreira discográfica, Sting volta e meia resolveu fazer releituras diferenciadas de suas principais composições, ora ao vivo, ora em estúdio. E novamente o brilhante cantor, compositor e músico britânico vai nos oferecer um produto com essas características. Trata-se de My Songs, álbum de estúdio que a Universal Music promete lançar no dia 24 de maio nos formatos físico e digital.

O novo trabalho do ex-baixista e cantor do The Police traz 15 faixas, selecionadas entre hits de sua ex-banda e da carreira-solo. A produção ficou a cargo de Martin Kierszembaum, Dave Audé e Jerry Fuentes. Em declaração incluída no press release de divulgação do trabalho, ele o definiu assim: “My Songs é a minha vida em músicas. Algumas delas reconstruídas, algumas delas reformadas, algumas delas reformuladas, mas todas com foco contemporâneo”.

O repertório de My Songs se concentra em músicas lançadas originalmente de 1978 a 1999. Três dessas releituras já estão disponíveis nas plataformas digitais: Brand New Day (ouça aqui), Desert Rose (ouça aqui) e Demolition Man. As amostras são bem bacanas, sem subverter demais as versões originais e sem copiá-las iguaizinhas. A voz do astro continua ótima, o que conta, e muito.

Conheça na íntegra o repertório incluído em My Songs e em que discos foram gravadas originalmente:

Can’t Stand Losing You– (Outlando’s d’Amour- The Police- 1978)
Roxanne (Outlando’s d’Amour- The Police- 1978)
So Lonely (Outlando’s d’Amour- The Police- 1978)
Message In a Bottle (Regatta De Blanc- The Police- 1979)
Walking On The Moon (Regatta De Blanc- The Police -1979)
Demolition Man (Ghost In The Machine-The Police- 1981)
Every Breath You Take (Synchronicity- The Police- 1983)
If You Love Somebody Set Them Free (The Dream Of The Blue Turtles-solo- 1985)
Fragile (…Nothing Like The Sun- solo- 1987)
Englishman In New York (…Nothing Like The Sun- solo- 1987)
If I Ever Lose My Faith In You (Ten Summoner’s Tales- solo- 1993)
Fields Of Gold (Ten Summoner’s Tales- solo- 1993)
Shape Of My Heart (Ten Summoner’s Tales- solo- 1993)
Desert Rose (Brand New Day- solo- 1999)
Brand New Day (Brand New Day- solo- 1999)

Demolition Man– Sting (do CD My Songs):

Two Door Cinema Club lança um novo single- Talk- após três anos

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Por Fabian Chacur

Três anos após o lançamento de seu terceiro álbum, Gameshow (2016), o grupo da Irlanda do Norte Two Door Cinema Club volta com um novo e muito simpático single. Trata-se de Talk, que marca a estreia deles no selo Prolifica Inc., após ter lançado os trabalhos anteriores pela Glassnote. O trabalho está sendo divulgado com uma estratégia que remete a outras eras do marketing no mundo musical, a instalação de outdoors em cidades estratégicas para eles como Londres, Paris, Bruxelas, Berlim, Sidney, Nova York e Cidade do México.

Talk possui uma sonoridade bem calcada no melhor do tecnopop dos anos 1980, com direito a teclados, baterias eletrônicas, ótima melodia e um refrão daqueles que gruda no seu cérebro e nunca mais sai de lá, além de vocais muito bacanas. A produção ficou a cargo de um parceiro antigo deles, Jacknife Lee, também conhecido por seus trabalhos com U2, R.E.M. e The Killers, com as gravações realizadas em Londres e Los Angeles. Ainda não se sabe se o lançamento é o prenúncio de um novo álbum a caminho.

Com dez anos na estrada, o Two Door Cinema Club é integrado por Alex Trimble (vocal e guitarra), Kevin Baird (baixo e vocais) e Sam Halliday (guitarra e vocais). Além do já citado Gameshow, eles também tem no currículo Tourist History (2010) e Beacon (2012). Este último é o seu maior sucesso comercial, tendo atingido o topo da parada britânica e o 17º posto nos EUA. O trio esteve no Brasil pela primeira vez em 2011, e depois tiveram destaque nas edições de 2013 e 2017 do Lollapalooza Brasil, em São Paulo.

Talk (clipe)- Two Door Cinema Club:

Dean Ford, do grupo Marmalade, nos deixou um belo legado sonoro

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Por Fabian Chacur

Dean Ford, cujo nome de batismo era Thomas McAleese, nos deixou no dia 31 de dezembro, aos 72 anos de idade. Embora com um pouco de atraso, Mondo Pop irá fazer justiça ao trabalho deste ótimo cantor, compositor e músico escocês, que entre 1966 a 1974 foi vocalista e compositor do Marmalade, uma banda que alguns só lembram pelo megahit Reflections Of My Life (ouça aqui). O “textão” a seguir provará que ele fez muito mais do que “apenas” essa belíssima balada roqueira lançada em 1969 e que teve mais de dois milhões de cópias vendidas em todo o mundo, no formato single.

Thomas McAleese nasceu na Escócia em 5 de setembro de 1946. Seu nome artístico une os de dois ídolos do músico, o ator e cantor Dean Martin e o cantor Tennessee Ernie Ford (do hit Sixteen Tones, aquele que em português virou 16 Toneladas, com Noriel Vilela). Seu envolvimento com a música começou quando ainda era criança. Em 1963, foi convidado a entrar em uma nova banda, que com sua presença passou a também ser conhecida como Dean Ford And The Gaylords. Integravam o time, além dele próprio no vocal e gaita, o guitarrista e tecladista Willian Junior Campbell (que virou seu parceiro de composições), Patrick Fairley (guitarra), Graham Knight (baixo) e Raymond Duffy (bateria).

O grupo aos poucos se tornou o mais famoso do rock escocês, ao ponto de animá-los a se mudar para Londres em meados de 1965. Duffy preferiu não ir, e o baterista Alan Whitehead entrou em seu lugar. O quinteto, agora rebatizado The Marmalade, foi cavando seu espaço aos poucos, tocando em lugares como o célebre Marquee e abrindo apresentações de Pink Floyd, Traffic, The Who etc.

Em 1967, lançaram o single I See The Rain (ouça aqui), composição de Campbell e McAleese que foi considerada a melhor daquele ano por ninguém menos do que Jimi Hendrix, e regravadas anos depois por Suzanna Hoffs (do grupo Bangles) e Matthew Sweet. Mas o sucesso comercial teimava em não aparecer.

Pressionados pela gravadora CBS, eles deixaram momentaneamente de lado as composições próprias e gravaram Lovin’ Things (de Artie Schroeck and Jet Loring), que atingiu o sexto posto na parada britânica em 1968. Mas a coisa engrenou mesmo para eles quando resolveram reler Ob-la Di Ob-la Da (ouça aqui) em versão muito parecida com a dos autores, os Beatles. Bingo! Com esse single, atingiram o primeiro lugar na parada britânica, e pouco depois o seu contrato com a CBS acabou.

Com a moral alta, eles receberam um convite irrecusável para assinar com o Deram, o selo progressivo da gravadora Decca. Além de ganhar um belo adiantamento, tiveram total liberdade artística. A aposta da nova gravadora se mostrou acertada logo no primeiro lançamento, o antológico single Reflections Of My Life (de Campbell e McAleese), que saiu no finalzinho de 1969 e logo invadiu as paradas britânicas e de inúmeros outros países, inclusive os EUA, onde chegou ao décimo lugar. Essa música recebeu, em 1998, um prêmio da BMI americana por ter tido mais de um milhão de execuções em rádios americanas.

No início de 1970, sai Reflections Of Marmalade (denominado Reflections Of My Life nos EUA), um álbum no qual a mistura de rock, pop, folk e country da banda se mostrava simplesmente envolvente, com direito a Reflections Of My Life e outras maravilhas, entre as quais Carolina In My Mind (de James Taylor e em arranjo parecido com o do álbum de estreia do astro americano- ouça aqui ) e a psicodélica Kadeidoscope (de Campbell e McAleese) ouça aqui).

No embalo do sucesso do álbum, eles lançaram em 1970 outro single matador, a canção folk-country Rainbow (de Campbell-McAleese, ouça aqui), seguido em 1971 por outra maravilha de Ford e seu parceiro, a delicada balada My Little One (ouça aqui). Aí, Willian Junior Campbell, cansado das turnês, resolveu sair da banda para estudar música. Ele depois teria uma breve carreira-solo e a seguir se tornaria compositor para trilhas de cinema, TV e teatro.

Para substituir Campbell, entrou em cena o cantor e guitarrista Hugh Nicholson, que entrou com moral no time, a ponto de se tornar o principal compositor da banda. Ele é o autor de Back On The Road (de volta à estrada, ouça aqui), um título que refletia a atitude da banda de seguir em frente. Por sinal, eles vieram ao Brasil (onde emplacaram vários hits) naquele mesmo 1971, para defender essa canção no Festival Internacional da Canção, sem conseguir a vitória.

Vale o registro, baseado em post publicado pelo blog de Maria Weber, o ótimo Festivais da Canção (acesse aqui), que traz a reprodução de matéria de uma revista da época que relata as estrepolias do quinteto em nossas plagas, com direito a quebrar copos, passear mascarados para assustar os hóspedes do Hotel da Glória e tentar jogar uma cantora na piscina. Uau!

A partir de 1972, o Marmalade viu sua popularidade cair bastante. Dean Ford ainda comporia algumas músicas com um novo parceiro, Mike Japp, como Our House Is Rocking e Come Back So, mas nenhuma delas emplacou. Curiosidade: Japp, posteriormente, seria parceiro de Gene Simmons e Paul Stanley, do Kiss, e também de Bryan Adams. E em 1975, Ford resolveu dar adeus à banda que o revelou, lançando no mesmo ano o LP solo Dean Ford, produzido pelo então ainda iniciante na função Alan Parsons. Em 1978, ele participaria de um álbum do Alan Parsons Project, Pyramid.

Com a pouca repercussão da carreira-solo, Ford mudou-se em 1979 para Los Angeles, e mergulhou de cabeça no alcoolismo, sumindo de cena por vários anos. Apenas em 1986 ele conseguiu se livrar do vício, graças ao apoio do grupo Alcoólicos Anônimos. Em 2014, com produção a cargo do músico Joe Tansin, conhecido por sua breve participação no grupo Badfinger (apenas no álbum Airwaves, de 1979), ele fez uma interessante releitura de Reflections Of My Life, com direito a clipe e tudo (veja e ouça aqui).

Curiosamente, os últimos anos de vida de Dean Ford foram provavelmente alguns dos mais produtivos. Ele lançou dois álbuns, Feel My Heartbeat (2017) e My Scottish Heart, este último poucas semanas antes de sua morte, que teria ocorrido por complicações ligadas ao mal de Parkinson.

Uma curiosidade: o Marmalade seguiu em frente após a saída de Dean Ford, em 1975, e foi apenas em 2010 que perdeu seu último integrante da formação clássica, o baixista Graham Knight. Eles tocam em eventos nostálgicos, e equivalem a uma banda cover de luxo. Saiba qual é a sua escalação atual, e desde quando seus integrantes estão por ali. Alguns, por sinal, integram o Marmalade por muito mais tempo do que os integrantes originais sequer imaginavam se manter. Mas, vale o registro, sem criar um único hit:

Sandy Newman – vocal principal, guitarra solo, teclados (de 1975 até hoje)
Alan Holmes – vocais, guitarra,e violão, teclados (de 1980 até hoje)
Jan Robinson – vocais, baixo (de 2015 até hoje)
Chris North – bateria, percussão (de 2015 até hoje)
John James Newman – vocais, violão (de 2011 até hoje)

Rainbow (clipe)- Marmalade:

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