Mondo Pop

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Category: Resenhas (page 1 of 61)

Per Gessle lança faixa e anuncia álbum com o nome PG Roxette

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Por Fabian Chacur

Com a morte prematura da cantora Marie Fredriksson (1958-2019), sua parceira musical, Per Gessle, se viu diante de um impasse. Como prosseguir a sua carreira? Ele já havia, em intervalos do duo que o tornou famoso internacionalmente, o Roxette, lançado bons trabalhos como artista-solo e com o grupo The Lonely Boys, com pouca repercussão. Por sua vez, parecia estranho seguir adiante com uma substituta para Marie. Como sair desse impasse?

Pois ele chegou a um interessante meio-termo. No início deste ano, ele lançou um single creditado a PG Roxette intitulado The Loneliest Girl In The World (veja o clipe aqui), com uma sonoridade próxima à da sua banda e com o apoio vocal das cantoras Helena e Dea. E, agora, ele divulga um novo single, e anuncia um álbum, Pop-Up Dynamo!, que sai no dia 28 de outubro.

A nova música, também de autoria de Gessle, intitula-se Walking On Air, e segue a mesma linha de rock dançante com pegada eletrônica e vocais femininos no refrão. Foi, na verdade, a primeira canção dessa nova safra, concebida em 2019 a pedido da produção do filme Top Gun- Maverick (2022), mas acabou não sendo utilizada na atração estrelada por Tom Cruise.

Em press-release enviado à imprensa, Gessle explica a motivação em torno desse projeto:

“Então, guardei para mim e comecei a escrever mais coisas no mesmo estilo dos anos 80 e 90 que me lembrou Look Sharp! e Joyride. Foi assim que o álbum começou. Helena e Dea cantam juntas os vocais principais nos refrões. Helena é a força motriz e Dea faz overdubs e também canta vocais de harmonia. Eles têm estilos bem diferentes com os quais eu amo trabalhar. Este é o som que brilha em todo o álbum. Juntas, elas criam quase uma “terceira persona”, é difícil dizer quem é quem. Um pouco como Agnetha e Frida no ABBA”.

Walking on Air (lyric video)- PG Roxette:

Stevie Nicks relê com classe hit marcante do Buffalo Springfield

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Por Fabian Chacur

No finalzinho de 1966, uma jovem adolescente americana ficou fascinada com For What It’s Worth, canção do grupo Buffalo Springfield que registrava de forma instantânea e direta o clima de beligerância entre a polícia de então e os integrantes da contracultura, na Sunset Strip, Hollywood. Essa linda e talentosa garota, que ficaria mundialmente conhecida como a cantora e compositora Stevie Nicks, do Fleetwood Mac e artista-solo de sucesso também, resolveu agora regravá-la, em uma versão sensacional já disponível nas plataformas digitais.

Escrita no calor daquele momento conturbado por um dos integrantes da banda, que se incumbiu do vocal principal e guitarra, o grande Stephen Stills (ouça aqui), For What It’s Worth atingiu o 7º lugar na parada pop americana e se tornou o maior hit da carreira do Buffalo Springfield, que também trazia em sua formação Neil Young. Ambos continuariam a tocar essa canção na sua banda posterior, a Crosby, Stills, Nash & Young.

Em comunicado publicado em suas redes sociais, a cantora afirma que a canção a marcou na época, e que continua fazendo todo o sentido nos dias atuais. “Sempre quis interpretar essa canção sob o olhar de uma mulher, e sinto que nos dias de hoje essa música ainda tem muito o que dizer”.

A produção da gravação ficou a cargo do premiado Greg Kurstin, conhecido por seus trabalhos como Beck, Foo Fighters, Adele e Paul McCartney. Ele se incumbiu também de tocar bateria, órgão, percussão, violão e guitarra, tendo o auxílio do guitarrista Waddy Wachtel e da vocalista Sharon Celani.

For What It’s Worth- Stevie Nicks:

Babyface divulga duas faixas e lança seu álbum em outubro

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Por Fabian Chacur

Babyface, um dos grandes craques do r&b como produtor, compositor e intérprete, lançará um novo álbum no dia 21 de outubro. Trata-se de Girls Night Out. O trabalho terá como marca duetos do astro com cantoras da nova geração, ele que foi decisivo no estouro de intérpretes de sucesso como Toni Braxton, por exemplo. Para atiçar a curiosidade dos fãs, ele já disponibilizou duas faixas nas plataformas digitais.

As canções são bem legais, com a marca registrada que tornou Babyface um dos grandes hitmakers das últimas décadas. Keeps on Fallin’ tem andamento midtempo, e conta com a participação especial da cantora Ella Mai, além de ser divulgada por um clipe. Por sua vez, o clima de balada sensual e soft embala a envolvente Game Over, dueto com Queen Naija.

O novo álbum de Babyface também trará duetos com Ari Lennox, Muni Long e Doechii, entre outras, e tem tudo para repetir o bom resultado comercial dos trabalhos desse artista que aos 63 anos de idade permanece extremamente ativo e relevante.

Keeps on Fallin (clipe)- Babyface e Ella Mai:

Sex Beatles lançam duas músicas nas plataformas

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Por Fabian Chacur

O grupo carioca Sex Beatles marcou a cena alternativa nos anos 1990, mesmo não tendo feito sucesso comercial. Após 27 longos anos, eis que duas novas músicas do quinteto chegam às plataformas digitais. Junto com elas, também estão sendo disponibilizados os dois álbuns lançados por eles, Automobilia (1994) e Mondo Passionale (1995). Isso, no entanto, não significa um retorno de fato do grupo.

Hoje morando em diferentes locais do Brasil e tocando outros projetos, Cris Braun (vocal), Ivan Mariz (guitarra), Alvin L (guitarra), Vicente Tardin (baixo) e Marcelo Martins (bateria) aproveitaram os atuais recursos dos home studios para gravarem de forma remota duas novas canções, o que acaba atraindo as atenções do público para ouvir os dois álbuns enfim disponibilizados de forma oficial no mundo digital.

As duas músicas são ótimas. Oui Je Regrette Tout, divulgada por um divertido clipe, tem letra em francês de colegial e traz o ritmo marcado por palmas e clima de anos 1960, com forte apelo dançante. Por sua vez, Dance Comigo (ouça aqui) é um rock um pouco mais ardido e com cara de glitter rock dos anos 1970, embora o apelo dançante também esteja ali.

Pela qualidade das novas faixas, fica a torcida para que os antigos parceiros se animem a ao menos gravar mais um álbum. Vale registrar que Cris Braun desenvolve uma ótima trajetória como artista solo (leia mais sobre ela aqui), enquanto Alvin L se tornou conhecido compondo sucessos para Capital Inicial, Marina Lima, Milton Nascimento e Ana Carolina.

Oui Je Regrette Tout (clipe)- Sex Beatles:

Antonio Adolfo em Octet and Originals: classe e inspiração

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Por Fabian Chacur

Antonio Adolfo completou 75 anos em fevereiro deste ano. Este pianista, compositor e arranjador carioca é a prova concreta de que, sim, é possível se chegar a uma idade antes tida como avançada esbanjando energia, criatividade e produtividade. A sua produção sempre foi alta, mas nos últimos 15 anos se mostra particularmente fecunda (leia mais sobre ele aqui). O mais novo rebento é Octet And Originals, disponível nas plataformas digitais e em belíssima versão em CD. Mais um golaço desse craque musical!

Um dos segredos de Adolfo para se manter neste patamar tão alto é nunca ficar repetindo fórmulas. Sim, ele possui um estilo próprio e uma assinatura que podemos perceber de imediato. Mas ele sempre nos oferece novos cardápios sonoros, inventivos e extremamente bons de se ouvir. Seus belos álbuns são exemplos de como a música instrumental pode ser acolhedora, instigante e acessível, fugindo do óbvio.

Neste Octet And Originals, o músico se concentra em material autoral, mesclando composições recentes com alguns clássicos de seu songbook devidamente repaginados. Ao piano, ele capitaneia um octeto do tipo Butantã (só de cobras!) formado por Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn), Danilo Sinna (sax alto), Marcelo Martins (sax tenor e flauta), Rafael Rocha (trombone), Ricardo Silveira (guitarra), Jorge Helder (baixo acústico) e Rafael Barata (bateria e percussão).

Mantendo o jargão futebolístico em cena, é lógico que não adiantaria nada ter um elenco desse calibre sem um bom treinador. E, nessa função, Antonio Adolfo se mostra absurdamente talentoso. Ele sabe tirar o melhor de cada músico, com arranjos de extremo bom gosto nos quais abre espaços para cada um desempenhar suas funções com categoria. Não há atropelos nem exibicionismos, só o apreço pelos melhores solos, timbres, andamentos e convenções. Entrosamento perfeito e vitória por goleada.

Os arranjos de metais de Antonio Adolfo são particularmente expressivos, pois ele encaixa esses instrumentos de uma forma sempre exata, ou para solarem, ou para enfatizarem alguma passagem. E conduz com maestria o seu piano, que comanda as ações e joga sempre em função das músicas.

A sonoridade dele enquanto compositor sempre parte da mistura do jazz com várias vertentes da música brasileira, na melhor tradição da bossa nova, seu berço musical. A parte percussiva sempre tem destaque, o que de certa forma explica um pouco o sucesso que seu trabalho tem no exterior, especialmente nos EUA, onde seus álbuns sempre estão nas primeiras posições das paradas de vendas, execução e streaming.

As 10 faixas que integram Octet And Originals são ótimas, mas vale alguns destaques. Emaú, por exemplo, esbanja fluência, energia e mudança de climas, com uma batida rítmica variante e sempre deliciosa. A releitura de sua clássica Sá Marina, aqui com o titulo da versão em inglês que fez sucesso no exterior (Pretty World), mantém os pilares melódicos essenciais dessa canção icônica e acresce sutilezas que lhe dão um sabor renovado e atual.

Teletema, outro cartão de visitas dele enquanto autor, tem a bela sacada de manter a abertura de piano da gravação clássica de Wilson Simonal e depois ir explorando outros nuances dessa melodia maravilhosa. Por sua vez, Feito em Casa, faixa-título do marcante álbum de 1977, comparece com arranjo delicioso, preservando a sua essência e acrescentando novos temperos.

Boogie Baião mostra a evidente afinidade (mas que alguns nem imaginavam existir) entre o baião e o rock and roll original, e tem um quê do estilo de um dos músicos que influenciaram Antonio Adolfo, o grande músico americano Herbie Hancock. E outra inédita, Toada Moderna, é uma delícia, para fechar com muita felicidade um álbum que você certamente não vai ouvir uma única vez. Ouça Octet And Originals e ria gostoso de quem acha música instrumental algo hermético e chato.

Ouça Octet And Originals, de Antonio Adolfo, em streaming:

Simple Minds arrasam com belo single e clipe gravado na Itália

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Por Fabian Chacur

O Simple Minds mostra muito fôlego neste 2022. Após lançar o excelente single Vision Thing (veja o clipe aqui), a banda volta com mais um petardo. Trata-se da impactante First You Jump. São duas belíssimas amostras de Direction Of The Heart, álbum que a consagrada banda britânica lançará no dia 21 de outubro via BMG.

Ambas os clipes trazem o cenário em comum. Trata-se do icônico Teatro Antico de Taormina, situado na Sicília, Itália, país onde foi feita a pré-produção do álbum. A diferença é que a gravação de Vision Thing foi feita no período noturno e com plateia, enquanto First You Jump teve registro diurno e sem público. A locação é lindíssima e dá um clima incrível aos clipes.

Além dos fundadores da banda há mais de 40 anos, o vocalista Jim Kerr e o guitarrista e tecladista Charlie Burchill, a atual e azeitadíssima formação do grupo britânico inclui Gordy Goudie (violão), Ged Grimes (baixo), Cherisse Osei (bateria), Berenice Scott (teclados) e Sarah Brown (vocais).

Na ativa desde o final dos anos 1970, o Simple Minds construiu nesses anos todos uma discografia muito interessante, e se tornou conhecido mundialmente graças ao megahit (Don’t You) Forget About Me (veja versão ao vivo de 2022 aqui). E mostra ainda muita fome de bola, levando-se em conta a qualidade dessas duas novas faixas. Que venha Direction Of The Heart!

First You Jump (clipe)- Simple Minds:

The Cult mostra pique e força em seu bom single A Cut Inside

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Por Fabian Chacur

Depois de Give Me Mercy (veja o clipe aqui), o The Cult divulga mais uma faixa do álbum Under The Midnight Sun, que lançará no dia 7 de outubro pela gravadora Black Hill Records. Trata-se de A Cut Inside, um hard rock repleto de riffs certeiros de guitarra de Billy Duffy e com o vocal sempre poderoso do grande Ian Astbury. A expectativa em torno do novo trabalho é grande.

Sobre o disco, que traz oito faixas inéditas e conta com a produção de Tom Dalgety (que trabalhou com Pixies, Royal Blood e Ghost, entre outros), Ian Astbury comentou, em press release enviado à imprensa:

“No centro de tudo, a música contém a frequência vibracional de como nos comunicávamos antes mesmo de podermos falar. Cantos de pássaros, chamados de animais, teoria das cordas, física quântica, psicodélicos. O disco, em última análise, é sobre encontrar e unir a beleza naqueles momentos estranhamente naturais.”

A Cut Inside (clipe)- The Cult:

Placebo relê Shout, clássico do grupo Tears For Fears de 1985

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Por Fabian Chacur

O Placebo voltou com tudo a partir do final de 2021, após ficar cinco anos sem lançar novas canções (leia mais aqui). Depois de um álbum, agora o grupo liderado pelo vocalista, guitarrista e compositor britânico Brian Molko nos oferece um single no qual relê Shout, um dos grandes hits da carreira dos conterrâneos do Tears For Fears que tomou conta do mundo no ano em que foi lançada, 1985, conseguindo atingir o topo da parada americana naquele mesmo período.

O resultado ficou bem simpático, e se vale das convenções usadas na gravação original, com ênfase em sonoridades mais eletrônicas. O grupo já fez releituras anteriormente de hits dos anos 1980 de artistas como Sinead O’Connor (Jackie), The Smiths (Bigmouth Strikes Again), The Pixies (Where Is My Mind?) Kate Bush (Running Up That Hill).

Shout– Placebo:

Sylvia Patricia se apresenta certeira em Existe Amor em SP

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Por Fabian Chacur

Nesses 16 anos de existência de Mondo Pop, Sylvia Patricia é uma das artistas com maior número de posts por aqui. Nada mais merecido. Afinal de contas, essa excelente cantora, compositora e musicista baiana nos oferece um trabalho consistente, inspirado e de uma alma pop encantadora (leia mais sobre ela aqui). E a moça não deixa a peteca ir ao chão, como prova o seu novo EP, Existe Amor em SP, já disponível nas plataformas digitais.

A coisa já começa boa logo no título, uma brincadeira com o título de Não Existe Amor em SP, do Criolo. Só que, aqui, a sigla SP não se refere a São Paulo, a cidade, e sim a ela própria, Sylvia Patricia, valendo-se de um apelido carinhoso com que sua mãe e amigos mais próximo se referem a ela.

Temos aqui seis músicas excelentes. E o começo não poderia ser melhor. País, Que País? poderia ser definida como um forte tapa com luva de pelica na terrível situação pela qual passa o nosso país atualmente, no qual violência, indiferença e miséria predominam por todos os cantos.

Sylvia faz um protesto sem cores partidárias, e acerta na mosca, em uma canção contagiante, com força poética comparável à de Brasil (Cazuza/Nilo Romero/George Israel), por exemplo.

Solos de Jazz une a cantora baiana a um amigo de longa data, o cantor, compositor e tecladista Nico Rezende, que fez o arranjo musical para a primeira gravação dela, Lady Pank, lançada em 1985 na coletânea com vários artistas Rock In Brazil, lançada pela antiga gravadora RCA. Aqui, os dois esbanjam categoria, afinidades e entrosamento, em uma deliciosa balada r&b que esbanja sensualidade e classe.

Estrela Manhã (Sylvia Patricia/Paulinho Boca de Cantor/Jota Velloso/Carlô de Itapuã) foi gravada originalmente em 1981 por Paulinho Boca de Cantor em dueto com Baby Consuelo no álbum Valeu, mas por razões que não valem a pena serem resgatadas agora, não foi creditada a Sylvia, erro histórico enfim corrigido em versão que conta com a participação do próprio Paulinho nesta balada de clima latino.

Parceria de Sylvia com Monica Milllet, Beat Chic (Ilê Ifê) cativa pelo clima dançante, enquanto Vinho e Terroir (parceria com Danilo Pinheiro, músico brasileiro radicado na Espanha), faz uma envolvente mescla de folk com drum ‘n’ bass. A balada rock C’Est La Vie fecha o repertório com categoria.

Em um Brasil melhorzinho, Existe Amor em SP já estaria estourando nas paradas de sucessos com sua sonoridade pop classuda e suas canções bacanas, sendo que País, Que País? já teria se transformado em um verdadeiro hino contra esses tempos sombrios. Bem, ainda dá tempo. Faça a sua parte e ouça esse trabalho, você certamente irá me agradecer.

Ouça o EP na íntegra aqui.

País, Que País? (clipe)- Sylvia Patricia:

Billy Idol lança single como prévia de shows no Brasil

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Por Fabian Chacur

Em plena juventude de seus 66 anos de idade, Billy Idol se prepara para voltar ao Brasil. Ele é atração confirmada em setembro por aqui nos festivais Rock In Rio e Popload Gig, que serão realizados respectivamente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Como forma de mostrar que não vem aqui só para tocar os velhos e bons hits dos anos 1980, ele acaba de divulgar Cage, faixa de trabalho de um novo trabalho, The Cage EP, já disponível nas plataformas digitais.

Cage é um rockão contagiante com riffs e solos de guitarra a cargo de seu inseparável companheiro musical, o guitarrista Steve Stevens, que estrela o clipe ao seu lado é é o coautor dessa música, ao lado do próprio Idol, do produtor Tommy English e de Joe Janiak. A produção do The Cage EP ficou nas mãos de English em dobradinha com Zakk Cervini.

Cage (clipe)- Billy Idol:

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