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Coletânea resume 25 anos do astro solo Sting

Por Fabian Chacur

Em 1985, Sting aproveitou o que se imaginava ser apenas uma pausa na carreira da banda que então comandava, o The Police, para lançar The Dream Of The Blue Turtles, seu primeiro álbum solo.

A repercussão do álbum perante crítica e público foi tão boa que certamente deve ter influenciado, no ano seguinte, a decisão que levou ao fim do mitológico grupo britânico, que só voltou de forma mais consistente em 2007/2008 para uma turnê.

Desde então, o cantor, compositor e músico britânico passou a investir em uma musicalidade versátil, com rock e reggae, mas também incluindo jazz, soul, funk, pop, música erudita e world music no coquetel.

Como forma de celebrar esses 25 anos de carreira individual, Sting lança a coletânea The Best Of 25 Years, disponível em dois formatos: álbum duplo em embalagem digipack, com 31 músicas, e caixa com 3 CDs (e 45 músicas), DVD inédito gravado ao vivo e livreto repleto de fotos.

A Universal Music acaba de colocar no mercado brasileiro a versão simples, que serve como uma generosa introdução no que de melhor Sting fez fora do The Police.

O primeiro CD, com faixas lançadas entre 1985 e 1994, é o melhor, incluindo maravilhas como If You Love Somebody Set Them Free, Englishman In New York, We’ll Be Together, Fields Of Gold e If I Ever Lose My Faith In You.

Uma verdadeira aula de pop sofisticado, dançante, envolvente e bem concebido e realizado.

O repertório do segundo CD, embora com vários bons momentos, é um pouco mais irregular, pois inclui algumas canções derivativas, incluindo experiências com a world music dispensáveis.

Ainda assim, When We Dance, Desert Rose e Brand New Day merecem ser destacadas por sua qualidade e capacidade de prender o ouvinte com categoria.

A inédita Never Coming Home é mediana, e temos também três faixas ao vivo em áudio extraídas do citado DVD inédito (intitulado Rough, Raw And Unreleased: Live At Irving Plaza, gravado ao vivo nos EUA em 2005) que só está disponível na versão luxuosa da coletânea, entre elas uma releitura bacana de Demolition Man, gravada por sua ex-banda no álbum Ghost In The Machine (1981).

Se brilhou em potência máxima como líder do The Police, Sting prova em The Best Of 25 Years que também soube criar músicas de alta qualidade e potencial pop nesse um quarto de século.

Veja o clipe de Fields Of Gold, com Sting:

2 Comments

  1. bom dia ! sting e uma lenda mas prefiria ele no the police, tem músicas melhores do que na carreira solo! eu ma opinião. rogério

  2. A carreira do The Police foi curta, porém extremamente produtiva, Rogério. Os cinco álbuns de estúdio lançados por eles são excelentes, assim como as gravações ao vivo, os lados B de compactos etc. Embora não tenha conseguido tamanha qualidade em sua carreira solo, Sting também gravou coisas bem bacanas sem seus ex-colegas de banda. Respeito a sua opinião, pois na prática concordo com ela, mas vale ouvir o que o ex-baixista do The Police fez após 1985. Grande abraço e tuuuuudo de bom!

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