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Johnny Marr nega retorno dos Smiths

Por Fabian Chacur

Há poucos dias, o site de fofocas Holy Moly afirmou que as famosas “fontes fidedignas” garantiam que em 2013 um dos mais sonhados retornos de banda da história do rock iria ocorrer. Os Smiths, após 25 anos, voltariam à tona para realizar diversos shows, incluindo um no megafestival Glastonbury. Todo mundo se animou. No entanto…adivinha só? Buá!

Em entrevista ao site da histórica revista britânica New Musical Express (NME), o ex-guitarrista da banda, Johnny Marr, negou pela culionésima vez a concretização dos sonhos de milhões de fãs mundo afora. Sua resposta foi categórica, com aquela ironia típica dos britânicos:

“Todos parecem saber mais a respeito de uma volta dos Smiths do que eu mesmo. Esses boatos são como um esporte para todos, exceto para quem integrou o grupo há 30 anos. Mas isso não irá ocorrer”.

Aproveitando a brecha, Marr aproveitou para anunciar o lançamento de seu primeiro álbum solo de fato. Trata-se de The Messenger, previsto para vir à tona no mercado inglês precisamente no dia 25 de fevereiro de 2013.

“Já estava na hora de estrear (como artista solo). Não queria estar na banda de alguém nesse momento da minha carreira. Sempre relutei em ser o front man, e fui feliz o bastante para integrar bandas com grandes vocalistas, então, não era necessário. Mas essa é a minha banda agora (a carreira solo), o front man precisa cantar e tocar guitarra, e felizmente faço os dois”.

Nascido na mítica Manchester em 31 de outubro de 1963, Johnny Marr liderou os Smiths ao lado do cantor Morrissey, com quem compunha as músicas da banda, que também incluia o baixista Andy Rourke e o baterista Mike Joyce, dois ótimos músicos.

Entre 1982 e 1987, a banda lançou clássicos como The Boy With The Thorn In His Side, Panic, Hand In Glove, Ask, Heaven Knows I’m Miserable Now e inúmeros outros, além de álbuns clássicos como The Queen Is Dead (1986).

Em meados de 1987, após cinco anos de grande produtividade que geraram oito álbuns (entre trabalhos de estúdio, compilações de singles e um disco ao vivo), Marr saiu fora do time, que poucos tempo depois anunciou o seu fim. Morrissey logo partiu para a carreira solo, na qual obteve até mais sucesso do que com o grupo, mas sem a mesma magia.

Marr, por sua vez, integrou bandas como Pretenders, Electronic (ao lado de Bernard Sumners, do New Order), The The, Modest Mouse, The Cribs e Johnny Marr And The Healers, entre outras, além de ter participado de gravações de Bryan Ferry, Talking Heads, Tom Jones, Beck e inúmeros, mas inúmeros outros artistas mesmo.

Curiosamente, só agora, meses antes de completar 50 anos, é que ele enfim lançará um disco creditado a ele como artista individual. Fica a curiosidade para saber como será. Mas se levarmos em conta seu talento e sua refinada mistura de rock básico, rockabilly, folk rock, country e pop,periga vir coisa muito boa por aí. Quanto aos Smiths…

Johnny Marr toca riffs dos Smiths e de outras bandas:

Show dos Smiths em Madrid nos míticos anos 80:

2 Comments

  1. A notícia é ruim mas é boa. Uma carreira enxuta e perfeita como do Smiths não pode correr o risco de ser maculada pela nostalgia. Talvez um showzinho para um DVD como fez o Led Zeppelin consiga preservar a magia . Mais que isso não faz sentido (apesar que o Police fez uma turnê veterana e o nome da banda foi preservado).

  2. Em todo retorno de uma banda que fez sucesso no passado temos essa questão. Pode ser bom ou pode ser ruim. No fim das contas, é melhor deixar como estava. Mas que seria legal ver os Smiths em registro hi-tech, isso seria! Abs e obrigado pela visita qualificada de sempre!

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