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Zelia Duncan volta ao folk pop com delicadeza e clima positivo

tudo e um zelia duncan-400x

Por Fabian Chacur

Se há alguém que pode ser definida como “artista dos mil projetos”, ela atende por Zelia Duncan. Além de participar de discos e shows de nomes dos mais variados segmentos, ela também mergulha em obras com os mais diferentes enfoques. Até dos Mutantes ela já foi integrante! Dessa forma, esta cantora, compositora e musicista de 54 anos oriunda de Niterói (RJ) ficou dez anos sem lançar um trabalho autoral voltado à sonoridade que a tornou conhecida nacionalmente, o folk-pop-MPB, digamos assim. Esse hiato acaba agora com o lançamento de Tudo É Um (Duncan Discos-Biscoito Fino), um belo momento do tipo “volta às raízes”.

O principal marco do álbum é o retorno do principal parceiro de Zelia nesse praia, Christiaan Oyens, que aqui se incumbe da produção, alguns instrumentos musicais e parceria nas músicas Canção de Amigo e Olhos Perfeitos. Aliás, o que não falta nesse álbum é parceiro. Zeca Baleiro, por exemplo, é coautor de Me Faz Uma Surpresa e Medusa. Dani Black assina com ela Só Pra Lembrar. Moska é o parceiro em Feliz Caminhar, enquanto a faixa que dá nome ao CD foi escrita a quatro mãos com Chico Cesar.

Fred Martins escreveu com a cantora Sempre os Mesmos Erros, e Dimitri é o “parça” de Breve Canção de Sonho, única não inédita do disco, gravada originalmente em 2012 para a trilha da novela global Cheias de Charme e aqui em nova versão. Eu Vou Seguir é só dela, e O Que Mereço equivale à única canção do álbum não escrita pela artista, escrita por Juliano Holanda.

Como um todo, o álbum esbanja delicadeza, afeto e positividade, com os violões sendo o alicerce de toda a sonoridade, mas aliados a arranjos que em alguns momentos incorporam cordas e metais com precisão cirúrgica. Tipo do disco que pode soar superficial e até meio repetitivo em um primeiro contato, mas que cresce muito em novas audições, nas quais as sutilezas são melhor captadas e mostram o quanto este Tudo É Um é bom. Bem-vinda ao lar, Zelia Duncan!

O Que Mereço (clipe)- Zelia Duncan:

Joyce Moreno lança um belo e envolvente novo single no ar

joyce moreno capa single-400x

Por Fabian Chacur

Em 31 de janeiro, Joyce Moreno celebrou 70 anos de uma vida muito bem dedicada à música. Em termos profissionais, já temos meio século de atuação dessa seminal e incrível cantora, compositora e violonista carioca. Para celebrar essa segunda efeméride, ela acaba de lançar um novo e contagiante single, já disponível nas plataformas digitais. Trata-se da deliciosa A Velha Maluca, que pode ser o prenúncio de um novo álbum.

Aliás, esse single está sendo divulgado como o início dessa comemoração. E tem de festejar, mesmo, pois essa jovial e inquieta artista esbanja energia, criatividade e poder de seduzir seus fãs pelos quatro cantos do mundo. Com uma letra muito bem-humorada e aquela batida de violão que marca sua produção, além do acompanhamento perfeito de sua banda, a moçoila esbanja swing e nos diverte com versos como “a velha maluca já viu coisas demais”.

E olha que o álbum de inéditas mais recente dela saiu no ano passado, Palavra e Som, bastante elogiado e com participação especial do amigo Dori Caymmi. Joyce conseguiu em seu trabalho unir o violão da bossa nova com elementos de várias vertentes da música brasileira e também com elementos de jazz. Sua discografia é belíssima, com destaque para o incrível Feminina (1980), um dos melhores álbuns de todos os tempos. Mais do que nunca, queremos ouvir Joyce Moreno!

A Velha Maluca– Joyce Moreno:

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