Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Author: Fabian Chacur (page 1 of 169)

City and Colour lança um single com um forte apelo emocional

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Por Fabian Chacur

Além de liderar há duas décadas a Alexisonfire, excelente banda de rock alternativo que já se apresentou com sucesso no Brasil, o cantor, compositor e músico canadense Dallas Green também desenvolve um projeto paralelo cujo título brinca com o seu nome de batismo. Trata-se do City and Colour, também repleto de coisas boas. Seu mais recente lançamento é particularmente tocante. Trata-se da linda balada rock Meant To Be, a primeira faixa que lança desde 2019. Valeu a espera!

A canção homenageia o produtor Karl Barehan, morto por afogamento em setembro de 2019 e o melhor amigo de Dallas. Para piorar, o músico ainda teve de identificar no necrotério o corpo de Karl, uma daquelas experiências terríveis. “Esse foi o mometo mais difícil que tive em toda a minha vida. Isso me mudou para sempre”, relembra o artista em texto enviado à imprensa.

Com 42 anos de idade, Dallas é um dos mais talentosos artistas da sua geração, e já recebeu três prêmios Juno, o mais importante da cultura pop canadense, além de lançar trabalhos bastante interessantes com o Alexisonfire e com o City and Colour. Ele também tem forte atuação na área filantrópica em prol do ensino de música no seu país de origem.

Meant to Be (visualizer)- City and Colour:

Erasmo Carlos, 81 anos, o meu, o seu, o nosso amigo de fé…

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Por Fabian Chacur

“E agora, com vocês, o meu amigo Erasmo Carlos!” Era dessa forma irreverente e simpática que Roberto Carlos apresentava, no programa Jovem Guarda, da TV Record, nos anos 1960, seu maior parceiro, o grande Erasmo Carlos. Eu era muito pequeno para me lembrar de algo daquele programa, mas me recordo e muito de um compacto simples do meu irmão, A Pescaria, que eu amava, mesmo com meus cinco aninhos. Duro saber que o Gigante Gentil se foi nesta terça-feira (22), aos 81 anos.

Fui ter a honra de conhecer esse imenso cantor, compositor e músico no ano de 1992, quando ele lançou o álbum Homem de Rua, muito bom, por sinal. A entrevista coletiva foi em uma hoje extinta casa de shows situada na rua Turiassu, em São Paulo, e ficou na minha memória para sempre. Tenho aquele álbum no formato vinil com o precioso autógrafo do Tremendão.

Fui reencontrá-lo pessoalmente lá pelos idos de 2003, quando ele participou de uma entrevista coletiva ao lado da amiga Wanderlea, e desta vez com direito à foto que ilustra este post, gentileza da minha querida amiga Giseli Martins Turco. Também o entrevistei por telefone, e em todas essas ocasiões pude presenciar um cara extremamente simpático, gentil e sempre com histórias deliciosas para nos contar.

O tamanho da obra de Erasmo é imenso. Tanto suas eternas parcerias com Roberto Carlos como o que fez como artista solo já o eternizaram há muitas décadas entre os mestres da nossa música. O rock o marcou desde sempre, mas em sua sonoridade também entraram elementos de música brasileira, latina, pop e um romantismo repleto de inspiração e poesia.

A minha querida A Pescaria, Festa de Arromba, Gatinha Manhosa e Sentado à Beira do Caminho são apenas algumas das canções mais marcantes da fase inicial de sua carreira. O pós-jovem guarda nos trouxe muita coisa boa também, como Cachaça Mecânica, Filho Único, Mesmo Que Seja Eu, Mulher, Homem de Rua, é muita música boa.

Um dos grandes méritos de Erasmo Carlos reside no fato de ter conseguido atingir tanto os roqueiros mais radicais quanto o público mais simples e popular. Ele sofreu com uma parcela barra pesada de headbangers em sua participação no Rock in Rio em janeiro de 1985, mas foi um raro momento em que teve de encarar esse tipo de reação. Ele sabia falar com todo tipo de plateia como poucos artistas na história da nossa música.

Sua autobiografia Minha Fama de Mau (2009- leia a resenha de Mondo Pop aqui) é repleto de histórias de sua rica trajetória.

Outra virtude de Erasmo foi ter se mantido bastante ativo durante todos esses anos, lançando novos trabalhos e fazendo shows, o que lhe permitiu atingir um público bem além dos seus fãs originais dos tempos de jovem guarda. Ele certamente mereceu a linda homenagem de Roberto Carlos na música Amigo, que a partir de agora sempre arrancará lágrimas de todos aqueles que o admiram tanto. Perdemos um amigo de fé, mesmo.

A Pescaria– Erasmo Carlos:

Delia Fischer e Ricardo Bacelar dão uma prévia de seu álbum

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Por Fabian Chacur

Delia Fischer e Ricardo Bacelar são cantores, tecladistas e compositores, e nutrem uma amizade ligada por muitas afinidades musicais. Após lançarem um single em 2020, ficou no ar a vontade de um álbum em dupla. E esse desejo se concretizou. Está previsto para sair no dia 27 de janeiro Andar com Gil, no qual esses dois artistas talentosíssimos investem na obra de Gilberto Gil.

Eles acabam de divulgar uma das faixas, A Paz, célebre parceria do astro baiano com João Donato. O resultado ficou encantador, especialmente pela ótima integração das vozes dos dois. Delia dá uma prévia do álbum:

“Nos pareceu interessante fazer um recorte da obra genial e tão extensa do Gil, por isso pensamos em falar de espiritualidade. Todas as canções, de uma forma ou de outra, se relacionam ao tema”.

Por sua vez, Bacelar fala especificamente sobre a faixa que acaba de ser divulgada. “Delia e eu gravamos vozes e piano ao vivo, para capturar a emoção e o clima intimista do projeto. A Paz não só sintetiza a espiritualidade das letras do Gil, como o sentimento de todos nós, nesse momento. Paz é tudo o que o mundo precisa”, define Ricardo Bacelar.

Além de A Paz, Andar com Gil trará clássicos do songbook de Gilberto Gil como Andar com Fé, Se Eu Quiser Falar Com Deus, Oriente e Aqui e Agora. O lançamento será através do selo Jasmim Music, de Bacelar, e as gravações foram realizadas no seu estúdio, situado em Fortaleza (CE).

A Paz (clipe)- Delia Fischer e Ricardo Bacelar:

Felipe Bedetti lança álbum Afluentes com show em SP

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Por Fabian Chacur

Diga-me com quem andas e eu te direi quem és, diz aquele antigo ditado. No caso do cantor, compositor e músico mineiro Felipe Bedetti, funciona, pois ele conta com avais excelentes em sua carreira, incluindo nomes do porte de Toninho Horta, Paulinho Pedra Azul e Zé Luiz Mazziotti. Ele faz um show em São Paulo neste sábado (26) às 21h no Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº 1.000- Belenzinho- fone 11 2076-9700), com ingressos de R$ 12,00 a R$ 40,00 (saiba mais aqui).

Nascido em Abre Campo (MG) e radicado em Belo Horizonte, Bedetti tem apenas 22 anos, mas pode ser considerado um jovem veterano, pois está na estrada há pelo menos oito anos. Ele lançou o seu primeiro álbum, Solo Mineiro, em 2018, e desde então vê o seu prestígio aumentar bastante, graças a participações em festivais e a parcerias bem bacanas.

Afluentes, seu 2º álbum e mote da apresentação que fará em São Paulo, traz composições dele escritas com nomes do porte do poeta Paulinho Pedra Azul, e participações especiais de Toninho Horta, Barbara Barcellos, Dani Lasalvia e Zé Luiz Mazziotti. Os dois últimos marcarão presença no show, no qual Bedetti (que canta com sua voz grave e bela e toca violão) será acompanhado por João Paulo Avelar (baixo), Luadson Constâncio (piano) e Henrique Nolasco (bateria).

Ouça Afluentes em streaming:

Barbatuques e Lenine se unem em um single recém-lançado

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Por Fabian Chacur

Na ativa desde 1995, o grupo Barbatuques sofreu um forte baque em fevereiro de 2021, quando o seu criador e líder, Fernando Barba, nos deixou prematuramente. Apesar da imensa perda, o time resolveu seguir adiante, até mesmo como forma de levar adiante sua original proposta de percussão corporal e vocais extremamente bem articulados. Eles acabam de lançar um novo single, Entre Amigos, homenagem ao seu eterno líder, com participação mais do que especial de Lenine.

Renato Epstein, autor da melodia (com letra a cargo de Leandro Medina), fala sobre o processo de criação dessa canção deliciosa, que mostra o grupo e seu convidado em perfeita integração:

“A música foi composta pela ocasião do falecimento do Barba, uma homenagem a ele. Tentei resgatar algumas coisas que o Barba gostava muito, como tocar guitarra e pife. Ele tinha um gosto musical que mesclava bastante a música brasileira, com música instrumental e o jazz, que ele também curtia bastante. Quis colocar o violão como parte do arranjo. O Barba era muito sútil, ele tinha a sutileza das pequenas notas. Então, a melodia da música é bastante sutil, uma melodia de poucas notas, até chegar ao refrão. É uma homenagem, um retorno ao Barba tocando entre amigos”.

O Barbatuques lançou um total de sete singles durante o ano, entre os quais Entre Amigos. Os outros são Gogó da Ema (releitura de Maria do Carmo Barbosa), Natureza (parceria com Russo Passapusso, do Baianasystem), Clariô (parceria com o italiano Stefano Baroni e participação especial das Clarianas), Na Roda do Mundo e Eu Vou Cantar (releitura a junção de dois baianás da Maria do Carmo Barbosa) e Rosa de Fogo. Todos os lançamentos são pela MCD Records.

Entre Amigos– Barbatuques e Lenine:

Stephen Sanchez: você precisa conhecer esse cara já, agora!

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Por Fabian Chacur

Quem acompanha Mondo Pop sabe que eu concilio sobriedade com aquela coisa do escrever com o coração na ponta dos dedos. Pois, ao acabar de conferir When I Found You, do cantor e compositor estadunidense Stephen Sanchez, eu entrei no segundo modo de forma imediata. Tudo o que eu não esperava era ouvir, em pleno 2022, uma canção com influência tão forte dos anos 1950, e sem soar como uma mera paródia ou diluição. É coisa de arrepiar mesmo!

Com apenas 20 anos de idade, completados no último dia 3, este artista oriundo de Nashville nos mostra nessa canção específica fortes influências dos Everly Brothers e Ritchie Valens, em uma balada romântica e envolvente que está sendo divulgada por um clipe delicioso com total ambientação na década de 1950. Embora soem irreais, os números divulgados por sua gravadora, de 430 milhões de streams e 49 milhões de exibições desse clipe são bastante compreensíveis. É de arrepiar mesmo!

Sanchez entrou em cena em junho de 2020, quando um cover da música Cigarette Daydreams, da banda Cage The Elephant, tornou-se viral a partir de sua exibição no Tik Tok. A partir de então, ele gravou dois EPs e acaba de lançar um novo single, Missing You (ouça aqui), no qual canta com outra promessa da nova geração, a cantora Ashe. Trata-se de outra balada bacana, esta com espírito mais atual. Ele falou o seguinte sobre essa:

“Esta música significa muito para mim porque eu estava escrevendo, sim, sobre um amor que eu lembro através dos meus olhos, mas também um amor através dos olhos de outra pessoa. Era algo que eu nunca tinha feito antes: ouvir sobre como alguém estava apaixonado e escrever sobre sua experiência com isso. Foi emocionante”.

Outro ponto bacana a favor desse artista promissor é o de ter estrelado um dos episódios mais recentes do programa Rocket Hour, apresentando pelo mitológico Elton John, e no qual os dois trocaram elogios. Vale ficar de olho para ver o desenvolvimento artístico e comercial deste Stephen Sanchez.

Until I Found You (clipe)- Stephen Sanchez:

Rihanna volta com duas músicas na trilha de Wakanda Forever

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Por Fabian Chacur

Foram seis longos anos sem uma canção inédita de Rihanna. Mais precisamente desde que a cantora e compositora lançou o seu álbum Anti (2016). Pois esse longo hiato acaba de ser encerrado. Já estão disponíveis nas plataformas digitais duas novas canções da estrela pop, ambas integrantes da trilha sonora de Pantera Negra: Wakanda Forever.

As duas canções são lentas, com clima de baladas românticas e com arranjos sofisticados. Lift Me Up (ouça aqui) é mais delicada, enquanto Born Again mereceu um arranjo de cordas um pouco mais impactante. Ambas se destacam no álbum, intitulado Black Panther: Wakanda Forever- Music From And Inspired By, que traz 19 faixas de artistas como Burna Boy, Tems, Rema e Blue Rojo, entre outros.
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Além desse álbum, também já está nas plataformas digitais a trilha incidental composta pelo compositor e maestro sueco Ludwig Goransson, que tem em seu currículo um Oscar, dois Grammys e dois Emmys. O filme, dirigido por Ryan Coogler, é uma das maiores apostas da indústria cinematográfica para este fim de ano em termos de grandes bilheterias.

Born Again (visualizer)- Rihanna:

Henrique Portugal grava single com o mitológico Marcos Valle

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Por Fabian Chacur

Com o Skank saindo de cena, muitos aguardam os próximos passos do vocalista Samuel Rosa, que há anos mantém uma carreira-solo paralela à bem-sucedida banda mineira. No entanto, quem surpreende é o seu tecladista, Henrique Portugal. Ele vem lançando vários singles muito interessantes, criando expectativa para uma ótima carreira individual. Os dois mais recentes trazem parcerias bem bacanas.

A Chuva (ouça aqui) é um belíssimo soft blues composto por Portugal em parceria com Roberto Frejat e o poeta e letrista Mauro Santa Cecília, cuja gravação traz um belo dueto entre os dois, com direito a uma certeira performance dos dois não só nos vocais, mas também em guitarra e teclados.

Por sua vez, Laiaraiá, que acaba de ser disponibilizada nas plataformas digitais, é uma música com melodia de Marcos Valle e letra de Leoni. O mitológico expoente da bossa nova gravou um belo dueto com o ex-tecladista do Skank, enquanto o ex-integrante do Kid Abelha e dos Heróis da Resistência marca presença apenas no clipe dessa deliciosa canção pop de rimo hipnótico e envolvente.

Além dos singles, Henrique Portugal também dará início em breve, nas redes sociais digitais e ainda neste mês, ao projeto Piano Brasileiro, no qual entrevistará grandes tecladistas. E ninguém mais adequado para iniciar a série do que o próprio Marcos Valle.

Laiaraiá– Henrique Portugal e Marcos Valle:

Paulinho da Viola: 80 anos do mestre zen da nossa música

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Por Fabian Chacur

Trabalhar como jornalista especializado em música já me proporcionou alguns momentos de raro prazer. Entre eles, coloco as oportunidades que tive de entrevistar alguns grandes nomes. Entre eles, destaco Paulinho da Viola, que neste sábado (12) completa 80 anos de idade. É o Mestre Zen da MPB.

Simpático, inteligente e articulado, Paulinho é daqueles entrevistados dos sonhos, pois facilitam e muito a tarefa do repórter. Sua humildade é impressionante. Após a primeira ocasião em que tive a honra de entrevistá-lo, pedi um autógrafo em uma coletânea de vinil com seus maiores sucessos. Olha o que ele escreveu: “obrigado pelo papo”. Eu é quem deveria agradecer!

Nascido em 12 de novembro de 1942 no Rio, Paulinho começou a se tornar conhecido do grande público nos anos 60, e estourou em termos de popularidade com o espetacular samba Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida, em 1970. A partir daí, suas músicas ganharam as paradas de sucesso, aliando qualidade artística e apelo comercial.

O maior mérito dele em termos artísticos é provavelmente o fato de dialogar tanto com as gerações anteriores à sua quanto com as novas, criando dessa forma uma obra que paga respeitoso tributo ao chorinho e ao samba tradicional, mas sempre com a mente aberta para elementos de bossa nova, do samba renovado e de outras possibilidades, como bem relata em sua maravilhosa carta de intenções Argumento.

Com uma voz deliciosa, ele também toca com maestria o violão e o cavaquinho. Seus shows são sempre uma delícia de se ver, pois além de investir em seu repertório imbatível,Paulinho nos conta de forma fluente e afetiva causos maravilhosos de sua vida e dos seus parceiros de música e de vida. Você se sente na sala da casa dele!

O primeiro disco dele que eu comprei foi o compacto simples com Guardei Minha Viola (1973). Esse é apenas um dos vários clássicos lançados por ele nesse período, entre os quais Dança da Solidão, Coração Leviano, Pecado Capital, Argumento, Pode Guardar as Panelas e Por Um Amor No Recife, só para citar alguns dos mais significativos e marcantes.

Mestre como compositor de sambas, ele também soube investir em experimentação, como a fantástica Sinal Fechado prova de forma enfática, e demonstrou categoria na releitura de composições alheias, entre as quais destaco sua reinterpretação simplesmente espetacular de Nervos de Aço, pérola do compositor e cantor gaúcho Lupicínio Rodrigues.

Se viveu o seu auge na década de 70, a produção artística de Paulinho não caiu de qualidade nas décadas seguintes. Ele passou a gravar em quantidade menor, mas sem deixar a qualidade de lado, como atestam álbuns como Eu Canto Samba (1989), Bebadosamba (1996) e Acústico MTV (2007).

Paulinho da Viola felizmente completa 80 anos repleto de saúde, maturidade e capacidade de trabalho. Que venham em breve novos shows, novos discos e novas manifestações de seu enorme talento. E que eu possa voltar a entrevistá-lo em breve, sempre um prazer indescritível.

Guardei Minha Viola– Paulinho da Viola:

Don Letts lança o seu 1º single solo e anuncia álbum para 2023

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Por Fabian Chacur

O britânico Don Letts é um daqueles caras de difícil definição. Artista quem sabe seja a mais adequada, pois este britânico de 66 anos sempre primou pela diversidade na sua atuação. Dirigiu filmes, documentários e clipes (entre eles o seminal The Punk Rock Movie, de 1978), trabalhou com o The Clash, foi DJ, criou o grupo Big Audio Dynamite com Mick Jones (do The Clash)… Curiosamente, nunca havia lançado um trabalho como artista solo. Até agora!

Acaba de ser disponibilizado nas plataformas digitais Outta Sync, primeira amostra do álbum homônimo que Letts lançará pela gravadora Cooking Vynil em 28 de abril de 2023 nos formatos digital, LP de vinil colorido e CD. Trata-se de uma ótima parceria com Youth, conhecido como produtor e também baixista da banda britânica Killing Joke.

Na música, cujo delicioso clipe o mostra na praia e em outros lugares na natureza, ele fala um pouco sobre a sua filosofia de vida, as idas e vindas e como encara os desafios e se dedica a seus projetos. A produção foi dividida por Letts com Gaudi, que traz no currículo trabalhos com gente do altíssimo calibre de Steel Pulse, Lee “Scratch” Perry e Horace Andy.

Com 11 faixas, o álbum trará algumas participações especiais, entre as quais a filha de Don, Honor Letts. Também estão presentes Wayne Coyne (do grupo Flaming Lips), Hollie Cook, Terry Hall e Joe Devlin Love. Reggae, soul, pop e experimentalismos diversos se fazem presentes.

Recentemente, Don Letts lançou uma autobiografia, There And Black Again (2021), e também um documentário sobre a sua extensa trajetória artística e de vida, Rebel Dread, que estreou este ano.

Outta Sync (clipe)- Don Letts:

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