Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Author: Fabian Chacur (page 1 of 174)

Boca Livre ganha um Grammy e dá alguma esperança aos fãs

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Por Fabian Chacur
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As expectativas dos brasileiros em relação à premiação do Grammy realizada neste domingo (5) estavam em torno de Anitta concorrendo na categoria de artista revelação. Alguns mais antenados também torciam pela brilhante Flora Purim. Mas poucos sabiam que o Boca Livre também estava nessa disputa pelo Oscar da música. E quem acabou levando o troféu foi o grupo, extinto em 2021 em meio a uma lamentável briga motivada por razões políticas.

Foi o tipo da situação extremamente inesperada e peculiar. Afinal de contas, Pasieros, o álbum que proporcionou o prêmio ao Boca Livre na categoria Melhor Álbum de Pop Latino, foi na verdade gravado em 2011, mas só saiu em maio de 2022, o que explica o porque teve a oportunidade de concorrer ao disputado prêmio mesmo uma década após o seu registro.

Além disso, o trabalho é histórico por reunir o quarteto com um dos grandes nomes da música latina, o cantor, compositor, ator e músico panamenho Rubén Blades. As 11 músicas foram pinçadas do repertório dele, dedicado a uma modernização personalizada da salsa com elementos políticos.

O álbum foi gravado com músicos de apoio brasileiros, entre os quais Jorge Helder (baixo), Pantico Rocha e Robertinho Silva (bateria), Marcos Suzano (percussão) e João Donato (piano). O álbum também possui uma segunda versão, Parceiros, contendo 8 das 11 canções vertidas para o português.

Da formação que gravou o álbum, que também é a mais estável da trajetória do Boca Livre, foram aos EUA para receber os troféus Zé Renato, David Tygel e Lourenço Baeta, ficando de fora Mauricio Maestro, o estopim da briga que gerou o fim do grupo. Fica a torcida para que essa premiação inesperada possa de repente gerar a reconciliação entre eles, pois os políticos passam, mas as amizades de fato deveriam ficar.

Leia mais textos sobre o Boca Livre aqui.

Buscando Guayaba– Boca Livre e Ruben Blades:

Pitty e Nando Reis encerram a turnê em dupla nesta sexta (10)

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Por Fabian Chacur

Em junho de 2022, Pitty e Nando Reis iniciaram a turnê As Suas, As Minhas e as Nossas, que os levou aos quatro cantos do país. O último show dessa parceria história será realizado em São Paulo nesta sexta-feira (10) às 22h30 no Clube Atlético Juventus (rua Juventus, nº 690- Mooca), com ingressos a partir de R$ 110,00 (saiba mais aqui).

Acompanhado por Martin Mendonça (guitarra), Daniel Weksler (bateria), Paulo Kishimoto (lap steel e percussão), Felipe Cambraia (baixo) e Alex Veley (teclados), a cantora e compositora baiana e o ex-integrante dos Titãs investem em um repertório que traz músicas como Um Tiro no Coração, Os Cegos do Castelo, Temporal, Luz dos Olhos, Equalize e All Star, entre outras.

Em comunicado à imprensa, Pitty avaliou esse projeto, que já gerou um EP de estúdio e em breve terá também um registro ao vivo em áudio e em vídeo:

“Estamos muito felizes com o resultado, depois de toda a preparação e desses meses de estrada. Foi a primeira vez que dirigi um espetáculo desse tamanho, com uma equipe incrível. A apresentação tem mesmo uma simbiose e uma grande interação. Não é o show de Pitty nem de Nando, é realmente uma terceira coisa, que era a proposta que a gente queria. Todo o conceito, toda a parte visual, enfim, tudo foi pensado para chegar nesse resultado. É um show onde as pessoas se divertem e se emocionam.”

Um Tiro no Coração– Pitty e Nando Reis:

Marianne Faithfull tem álbum de 2002 relançado com bônus

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Por Fabian Chacur

Em 2002, a cantora e compositora britânica Marianne Faithfull resolveu se aproximar das novas gerações com o álbum Kissin Time, nos quais colaborou com nomes como Billy Corgan (do Smashing Pumpkins), Jarvis Cocker (do Pulp), Dave Stewart (do Eurythmics), Beck e Jon Brion. Este álbum acaba de ser relançado em uma nova versão luxuosa, disponível nas plataformas digitais e, no exterior, em formatos físicos como vinil e CD (saiba mais aqui).

Além de versões remasterizadas do conteúdo original do álbum lançado em 2002, temos também demos e faixas inéditas, entre as quais a hipnótica e sensacional The World Between, que está sendo divulgada por um visualiser que você pode conferir no fim deste post.

Marianne Faithfull nasceu em 29 de dezembro de 1946, e estreou com sucesso na cena musical de Londres em 1964 ao lançar o single As Tears Go By, composição de Mick Jagger e Keith Richards que os Rolling Stones só regravariam no ano seguinte. Entre 1966 e 1970, por sinal, ela protagonizou um badalado romance com o cantor que inspirou várias canções.

Graças a um forte envolvimento com drogas, a estrela pop sofreu com enormes problemas de saúde, que inclusive afetaram as suas cordas vocais, tornando sua voz mais áspera e grave. Mesmo assim, ela conseguiu não só dar a volta por cima como lançar em 1979 um álbum hoje considerado clássico, Broken English, firmando-se com um trabalho sólido.

Eis as faixas da nova edição de Kissin Time:

1. Sex with Strangers (feat. Beck)
2. The Pleasure Song
3. Like Being Born (feat. Beck)
4. I’m On Fire (feat. Billy Corgan)
5. Wherever I Go (feat. Billy Corgan)
6. Song for Nico (feat. Dave Stewart)
7. Sliding Through Life On Charm (feat. Jarvis Cocker)
8. Love & Money
9. Nobody’s Fault (feat. Beck)
10. Kissin Time (feat. Blur)
11. Something Good (feat. Billy Corgan)
12. Sex with Strangers (Sly & Robbie Sex Ref Mix)*
13. The Pleasure Song (Rough Mix)*
14. Kissin Time (Jacknife Lee / The Freelance Hellraiser Remix)*
15. Sex with Strangers (Sly & Robbie Dub Mix)*
16. The World Between (Church Sessions Version)*
17. The Pleasure Song (Church Sessions Version)*
18. If You Don’t Touch Yourself (Church Sessions Version)*

*= incluídas apenas na versão em CD

The World Between (visualizer)- Marianne Faithfull:

John Davis, 75 anos, autor de hits disco e de seriados de TV

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Por Fabian Chacur

Dos estúdios da Filadélfia para as pistas de dança e depois para as telas de TV. Esse é um resumo da trajetória de John Davis, também conhecido como John E. Davis, produtor, compositor, músico e líder da John Davis & The Monster Orchestra. Ele infelizmente nos deixou no última dia 27 de janeiro aos 75 anos de idades, de causas não divulgadas. Sua trajetória musical é das mais interessantes, e com direito a alguns hits bem bacanas entre as décadas de 1970 e 1990.

John Edward Davis Jr. nasceu em 31 de agosto de 1947 e começou a se envolver com a música em seus tempos de escola e também quando cumpria o serviço militar. Entre o final dos anos 1960 e a metade da década de 1970, ele prestou serviços na cidade da Filadélfia para a Philadelphia International Records (PIR), gravadora que tornou famosos nomes como Harold Melvin & The Blue Notes, The O’Jays e inúmeros outros.

Sua participação de maior sucesso neste período foi a produção de Be Thankfull For What You’ve Got, que em 1974 chegou ao 1º lugar da parada de r&b e ao 4º lugar da parada pop na voz de Willian DeVaughn (ouça aqui). O single vendeu mais de um milhão de cópias e lhe rendeu um disco de ouro, que ele por sinal exibe na foto que ilustra este post.

Além de Vaughn, ele trabalho nessa época com The Intruders, Ricky Nelson, Bootsy Collins, Silver Convention e Donna Summers, entre outros.

Em 1976, Davis resolve mergulhar no universo da disco music com um trabalho próprio, e assim surge a John Davis & The Monster Orchestra. Seu primeiro álbum, Night And Day (1976), mescla standards da música como Night and Day (ouça aqui) a composições próprias.

A faixa autoral I Can’t Stop (ouça aqui) fez muito sucesso nas pistas de dança e também foi sampleada em gravações de Run-DMC, Missy Elliott, Brothers Black e Jungle Brothers, só para citar alguns.

Up Jumped The Devil (1977) manteve Davis e sua orquestra nos charts dançantes, graças especialmente à faixa-título (ouça aqui) e The Magic is You (ouça aqui ), esta última uma faixa épica com quase 14 minutos de duração.

O grupo chegou ao seu auge em 1978 com o álbum Ain’t That Enough For You. A espetacular faixa-título é uma das mais emblemáticas da disco music (ouça aqui). Temos também A Bite of the Apple (ouça aqui), hit na badalada Studio 54, e uma releitura de Kojak Theme (ouça aqui).

Lançado no fim de 1979, quando a disco music começava a sofrer com forte perseguição por parte dos conservadores e roqueiros radicais, o álbum The Monster Strikes Back não foi tão bem das pernas, embora seja bem legal, incluindo maravilhas como Love Magic (ouça aqui) e Bourgie Bourgie (ouça aqui), esta última cover da composição de Ashford & Simpson que também foi gravada pelo casal e por Gladys Knight & The Pips.

O grupo lançaria apenas mais um trabalho, e no formato maxi-single, com a música Hangin’ Out (ouça aqui), em 1981, curiosamente creditada apenas a The Monster Orchestra. E essa linda orquestra disco sairia de cena a partir daqui.

Além de John Davis nos arranjos, composições, teclados, sax, flauta e vocais, o grupo incluiu em seus álbuns músicos como Charles Collins e Jimmy Young (bateria), Vince Fay e Sugar Bear Foreman (baixo), Craig Snyder, Bobbi Eli e Roland Chamber (guitarra), Don Renaldo (arranjos de cordas e metais) e CArolyn Mitchell, Barbara Ingram, Barbra Benson e Carla Benson (vocais).

Com o fim da era disco, John Davis conseguiu abrigo nas redes de TV americanas, nas quais produziu e compôs canções de abertura para seriados como Dinastia, The Colbys, MacGyver e Missão Impossível (a versão dos anos 1980), entre outras. A mais popular de todas foi a abertura de Barrados no Baile (Beverly Hills 90210), hit mundial em 1992.

Beverly Hills 90210- Tema de Abertura– John Davis:

Laure Briard investe em um pop solar na bela Smell of Your Hair

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Por Fabian Chacur

Na ativa desde 2016, o selo e produtora musical PWR Records busca abrir espaços para o trabalho musical de mulheres e de minorias de gênero. Após lançar trabalhos de artistas como Mariana Cavanellas, Tori e Mulamba, a empresa brasileira nos apresenta sua primeira contratação internacional. E não poderiam ter começado melhor, a se levar em conta a qualidade do single The Smell of Your Hair, da cantora e compositora francesa Laure Briard.

Com um tempero do pop sessentista mais delicado e melódico, essa canção é simplesmente deliciosa, e conta com um clipe criativo e divertido dirigido e criado por Benjamin Marius Petit e Clara Villegas. O vocal suave e afinadíssimo de Laure amarra todas as pontas, com um resultado que cativa logo nos primeiros momentos desta impecável gravação.

O single fará parte do repertório de Ne Pas Trop Rester Bleu, 4º álbum da artista e que será o sucessor dos anteriores Révélation (2015), Sur la Piste de dance (2016) e Un peu plus de l’amour s’il vous plaît (2019).

Laure tem boa ligação com nosso país, e temos dois bons elementos para ressaltar isso. O primeiro é Ciel Mer Azur (veja o clipe aqui), outra canção já divulgada do novo álbum cuja letra foi inspirada pelo Brasil.

O outro é o lançamento nas plataformas digitais, em 2022, do EP Eu Voo, com canções em português e produção a cargo de Benke Ferraz, integrante da badalada banda indie brasileira Boogarins.

Smell Of Your Hair (clipe)- Laure Briard:

Barrett Strong, 81 anos, um dos grandes autores da Motown

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Por Fabian Chacur

Muita gente conheceu o excelente rockão/r&b Money (That’s What I Want) na bela releitura feita pelos Beatles em seu álbum With The Beatles (1963). A gravação original desta música é histórica, pois foi o primeiro grande hit da então iniciante gravadora Motown, e atingiu o 23º posto na parada pop e o 2º na de r&B. Seu intérprete, Barrett Strong, foi muito além de um one hit wonder. Na verdade, foi um verdadeiro multiple hits wonder. Eles nos deixou neste domingo (29), aos 81 anos.

Nascido em 5 de fevereiro de 1941, Barrett Strong se tornou conhecido inicialmente como cantor, e gravou vários discos, embora nenhum com o mesmo impacto de seu sucesso inicial. No entanto, ele se tornou um dos grandes nomes da história da música pop ao deixar em segundo plano os holofotes de intérprete para se tornar um compositor em tempo integral.

E ele não poderia ter encontrado um parceiro melhor para a tarefa: o produtor Norman Whitfield (1940-2008), com quem estabeleceu uma verdadeira avalanche de clássicos da música pop. Para os The Temptations, por exemplo, são da dupla canções espetaculares como Cloud Nine, Ball Of Confusion, Papa Was a Rolling Stone, Just My Imagination (Running Away With Me), I Wish It Would Rain e I Can’t Get Next To You, entre muitas outras.

I Heard It Through The Grapevine fez sucesso com Gladys Knight & The Pips, Marvin Gaye e Creedence Clearwater Revival, só para citar três gravações matadoras desse clássico. War virou clássico na poderosa voz de Edwin Starr, enquanto Smiling Faces Sometimes se tornou o maior hit do excelente trio vocal The Indisputed Truth. E tem muito mais. Pode procurar!

Lá pelos idos de 1973, no entanto, ele usou a mudança da Motown de Detroit para Los Angeles como deixa para sair fora da gravadora e também encerrar a parceria com Norman Whitfield. A partir daí, ele retomou a carreira como cantor, lançando alguns singles e álbuns sem muito destaque, e foi incluído no Songwriters Hall of Fame em 2004.

Money (That’s What I Want)– Barrett Strong:

Smokey Robinson agrada em cheio com um lindo novo single

Por Fabian Chacur

A música tem o poder de melhorar o nosso astral, mesmo em momentos difíceis. E você percebe claramente o potencial de uma canção proporcionar isso logo em sua primeira audição. E é exatamente isso o que senti ao ouvir pela primeira vez If We Don’t Have Each Other, novo single dessa lenda viva da música que é Smokey Robinson. Tipo do som ensolarado, romântico e inspirado para espantar pra longe as nuvens do céu e nos proporcionar aquele sorriso tão desejado.

Escrita pelo consagrado cantor e compositor americano em parceria com Amos Nehesi e Steve Luxengerb, essa canção envolve com sua batida alegre e sensual, e uma letra romântica que ressalta a importância do parceiro/parceira para que a vida realmente valha a pena. Uma delícia.

If We Don’t Have Each Other é a primeira amostra do próximo álbum de Smokey Robinson, GASMS, previsto para sair no dia 28 de abril deste ano. Será o sucessor de Christmas Every Day (2017), seu trabalho de estúdio mais recente, e também do single Make It Better (2019), que ele gravou em parceria com Anderson .Paak.

Em vias de completar 83 anos (seu aniversário é em 19 de fevereiro), Smokey é uma das grandes crias da Motown Records, gravadora da qual fez parte não só do elenco como também da direção. Grande cantor e compositor, desde o finalzinho dos anos 1950 nos encanta com seu imento talento.

No seu currículo, hits marcantes que ele gravou como artista solo e também ao lado do grupo The Miracles, maravilhas do porte de The Track Of My Tears, You Really Got a Hold On Me, Cruisin’, Quiet Storm, One Heartbeat e More Love, só para citar algumas.

A carreira deste grande artista se manteve ativa durante todos esses anos, e um de seus álbuns de maior sucesso foi lançado em 2014, Smokey Robinson & Friends, que contou com a participação de astros como Elton John, Sheryl Crow, James Taylor e Steven Tyler (Aerosmith), entre outros. Leia a homenagem de Mondo Pop a ele quando o cantor completou 80 anos aqui.

If We Don’t Have Each Other (clipe)- Smokey Robinson:

Tom Verlaine, 73 anos, líder da seminal banda rocker Television

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Por Fabian Chacur

Existem bandas que vendem milhões de discos e arrebatam multidões no mundo todo, e várias delas são realmente maravilhosas. Temos também outras que, embora não consigam resultados comerciais dos melhores, tornam-se seminais e muito influentes. Os americanos do Television se encaixam feito luva na segunda descrição. Seu líder, o cantor, compositor e guitarrista Tom Verlaine, nos deixou neste sábado (28) aos 73 anos, deixando um legado importante e dos mais consistentes na história do rock.

Thomas Miller (seu nome de batismo) nasceu em 13 de dezembro de 1949, e inicialmente gostava mais de outras sonoridades, especialmente o jazz. Ele passou a curtir rock ao ouvir os Rolling Stones, mas o jazz sempre esteve por perto, especialmente no quesito improvisações, algo que ele usaria sempre.

Ao lado do amigo, o baixista Richard Hell, e do baterista Billy Ficca, ele criou a banda Neon Boys. que se desfez em 1973. Pouco tempo depois, no entanto, voltou, com o acréscimo do guitarrista Richard Lloyd e um novo nome, Television. O primeiro single veio em 1975, quando Richard Hell já havia sido demitido do time e substituído por Fred Smith. Little Johnny Jewel (Parts 1 & 2) (ouça aqui), que impressionava pela sua originalidade.

Sediada em Nova York, a Television fez sua fama tocando em clube como o CBGB, o mesmo que revelou nomes seminais do rock como The Ramones, Talking Heads e Blondie, entre outros. O seu som trazia alguns elementos do punk, entre eles a garra e a urgência, mas com uma qualidade de execução muito acima da média, e com ecos de bandas como o Velvet Underground.

Outro elemento importante que atraiu as atenções para a banda era a qualidade das letras do seu líder, que pinçou o seu nome artístico do poeta simbolista francês Paul Verlaine (1844-1896). Após testes em gravadoras como a Arista (indicados por Patti Smith, que namorou e depois se tornou grande amiga de Verlaine) e Atlantic, assinaram com o selo Elektra.

O álbum de estreia, Marquee Moon, saiu em fevereiro de 1977, e encantou especialmente o público britânico. Nick Kent, crítico badaladíssimo na época, escreveu uma resenha altamente elogiosa de duas páginas e com direito à capa do jornal onde escrevia, o New Musical Express. Resultado: passou batido nas paradas americanas, mas chegou ao 28º posto no Reino Unido.

Marquee Moon é considerado um dos melhores álbuns de estreia da história do rock, além de ser citado como influência por músicos de bandas como U2, Echo & The Bunnymen, R.E.M. e inúmeras outras. Entre suas faixas, vale destacar as incríveis See No Evil (ouça aqui), Friction (ouça aqui) e a intrincada e envolvente faixa-título (ouça aqui).

O álbum foi coproduzido por Verlaine com Andy Johns, conhecido por seus trabalhos com Led Zeppelin e Rolling Stones, e gravado num período de pouco mais de uma semana. Johns inicialmente queria impor a eles a sonoridade de bateria de John Bonham, do Led, mas logo a banda o fez entender que aquilo não era o ideal para eles, e o resultado foi um som mais cru e centrado nas guitarras.

Em abril de 1978, saiu Adventure, o 2º álbum do quarteto, e a sonoridade um pouco mais polida levou alguns apressados a considerarem esse trabalho inferior ao anterior. No entanto, há quem o considere até melhor, entre os quais eu me incluo. Aliás, conheci essa banda com este álbum, que ouvi pela 1ª vez em 1987, pinçando-o do acervo da editora Imprima, onde trabalhei.

Considero Adventure uma verdadeira obra-prima, que concilia rocks e canções mais lentas e outras experimentais com muita precisão. Destaques ficam para o sensacional rock compassado a la Velvet Underground Glory (ouça aqui), a linda canção Days (ouça aqui) e as pesadas Foxhole (ouça aqui) e Ain’t That Nothin’ (ouça aqui).

Repleto de ótimas canções abrilhantadas pelas guitarras entrelaçadas de Verlaine e Lloyd e pela cozinha rítmica sólida e segura de Ficca e Smith, o álbum novamente não deu à banda um bom resultado comercial em seu país natal, mas arrebentou no Reino Unido, conseguindo um excelente nº 7 por lá. Naquele momento, eles já haviam feito shows na Inglaterra, além de abrir apresentações de Peter Gabriel.

No entanto, desentendimentos entre os integrantes da banda levaram a uma separação precoce em julho de 1978. O grupo voltaria à ativa em 1992, quando lançaria seu 3º e último álbum de estúdio, com o título Television e lançado pela Capitol Records. A faixa Call Mr. Lee teve clipe exibido na MTV, mas o álbum, embora ótimo e muito elogiado, não vendeu bem.

O Television também teve ao menos três discos ao vivo lançados. Um deles, The Blow-Up, registro de um show captado em 1978, saiu inicialmente em 1982 no formato fita cassete, chegando ao formato CD posteriormente, sendo que chegou ao Brasil em 2001 pela gravadora Trama como CD duplo.

A partir daí, a banda se reuniu em algumas ocasiões para shows, incluindo a apresentação no festival All Tomorrow’s Parties na Inglaterra, em 2001, e no Tim Festival, no Brasil, em 2005.

Richard Lloyd saiu de vez da banda em 2007, substituído por Jimmy Ripp, que tocou com Mick Jagger, Jerry Lee Lewis e outros. E foi com ele que o Television se apresentou em São Paulo em 7 de julho de 2011.

Além do trabalho com o grupo, Tom Verlaine lançou por volta de 10 álbuns solo, além de participar de gravações e shows de vários outros artistas, entre as quais a antiga namorada Patti Smith.

Ele, aliás, também participou em 2005 em Londres do show celebrando os então 30 anos do lançamento do álbum de estreia da cantora e compositora americana, Horses (1975), gravação lançada na edição comemorativa em CD duplo que trazia versão remasterizada do álbum e a versão ao vivo.

Call Mr. Lee (clipe)- Television:

The Trammps feat Earl Young lançam single Because Of You

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Por Fabian Chacur

Quando a era da disco music é relembrada, The Trammps sempre acabam sendo citados, especialmente por seu megahit Disco Inferno, que integrou a trilha sonora do icônico filme Os Embalos de Sábado à Noite (Saturday Night Fever, 1977). O grupo americano acaba de lançar um novo single. Trata-se de Because Of You, que traz todo o swing e o charme que os marcaram nesses anos todos. Uma faixa que já nasce clássica.

Surgido no início dos anos 1970, os Trammps hoje mantém apenas um de seus integrantes originais, pois infelizmente vários deles já não estão mais entre nós. Mas esse remanescente é uma verdadeira lenda da música.

Trata-se do baterista e vocalista Earl Young (o 1º à esquerda na foto acima), que além de integrar a banda também fez parte do staff de músicos de estúdio da gravadora Philadelphia International Records, participando de gravações de Harold Melvin & The Blue Notes, The O’Jays e outros.

Young, por sinal, é considerado por muitos o inventor da batida básica da disco music, mais especificamente na gravação The Love I Lost, de Harold Melvin & The Blue Notes (ouça aqui). Ele também se incumbe até hoje dos vocais de registro mais grave nas gravações dos Trammps.

Com os Trammps, Young gravou hits como a já citada Disco Inferno (ouça aqui) e também clássicos do porte de That’s Where The Happy People Go (ouça aqui), Soul Searchin’ Time (ouça aqui) e Zing Went Strings Of My Heart (ouça aqui ). O grupo se apresentou no Brasil no final dos anos 1970, como registra a matéria abaixo, da revista Música.

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Because Of You– The Trammps Featuring Earl Young:

The Weeknd fará dois shows no Brasil e lança música de Avatar

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Por Fabian Chacur

O calendário de shows internacionais no Brasil em 2023 ganha mais duas datas bem interessantes para os fãs de r&b e de música pop atual. O cantor e compositor canadense The Weeknd anunciou em seu site oficial que fará dois shows no Brasil, no Rio de Janeiro (7/10) e São Paulo (10/10). Além disso, ele acaba de divulgar o clipe para divulgar sua nova canção, Nothing Is Lost (You Give Me Strenght), que integra a trilha sonora do filme Avatar: The Way Of Water.

Com um clima hipnótico e envolvente, Nothing Is Lost (You Give Me Strenght) foi escrita pelo próprio artista, e contou com a produção do consagrado trio de DJs sueco Swedish House Mafia e de Simon Franglen, este último também autor da trilha incidental do novo filme da franquia Avatar.

The Weeknd é filho de imigrantes oriundos da Etiópia, e completará 33 anos de idade no próximo dia 16 de fevereiro. Ele tem em sua discografia cinco álbuns de estúdio, sendo que três deles atingiram o topo da parada americana e os outros dois o segundo posto, um feito incrível. Ele também fez gravações com artistas como Ariana Grande e o grupo Daft Punk.

Nothing is Lost (You Give Me Strength) (clipe)- The Weeknd:

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