Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Author: Fabian Chacur (page 1 of 161)

Olivia Newton-John, 73 anos, estrela talentosa e simpática

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Por Fabian Chacur

O mundo está muito mais triste nesta segunda-feira (8). Foi anunciada nesta manhã a morte de Olivia Newton-John, que após três décadas lutando contra um câncer de mama infelizmente não conseguiu mais resistir. Ela estava entre seus entes queridos, no rancho em que morava no sul da Califórnia (EUA). Aos 73 anos, a cantora nos deixa um lindo legado profissional e também como ser humano. Uma pessoa doce e que sempre lutou por causas humanitárias.

A estrela pop nos visitou em março de 2016, quando fez shows elogiados. Eu estive em um deles (leia a resenha aqui), e tive a oportunidade de tirar uma foto com ela (feita pelo amigo e jornalista Sérgio Martins) e ter uma rápida conversa, durante a qual ela se mostrou extremamente gentil e atenciosa.

Nascida na Inglaterra em 26 de setembro de 1948 (mesmo dia e mês de Gal Costa e Brian Ferry, curiosamente), Olivia mudou-se com a família para a Austrália aos 5 anos de idade, onde foi criada. Ela iniciou sua carreira musical em 1965. Seu primeiro sucesso foi em 1971 com If Not For You, de Bob Dylan e também conhecida por gravação de George Harrison.

A cantora se mostrou uma especialista em quebrar barreiras, pois se tornou uma das maiores estrelas da música country nos EUA, grande façanha para uma estrangeira. Um de seus primeiros hits nesse setor foi Let Me Be There, seguido depois pelo estouro de I Honestly Love You, que chegou ao número 1. Outros hits country da moça são Please Mr. Please e Have You Ever Been Mellow, só para citar mais dois.

Em 1978, surpreendeu a todos ao aceitar viver o papel de Sandy na versão cinematográfica do musical Grease, uma ousadia, se levarmos em conta que ela já tinha 30 anos e viveria uma jovem adolescente. Mas deu super certo a sua parceria com o então ainda iniciante John Travolta, e o filme virou um grande sucesso nas bilheterias.

Mais: rendeu vários hits em sua trilha sonora, entre os quais dois duetos de Olivia e Travolta, as trepidantes Summer Nights e You’re The One That I Want, e a balada solo Hopelessy Devoted To You. O sucesso a incentivou a dar uma guinada roqueira em 1979 com o hoje clássico álbum Totally Hot, que inclui os petardos A Little More Love e Deeper Than The Night, entre outros, um grande sucesso.

Em 1980, outra surpresa das boas: estrelou o filme Xanadu ao lado de ninguém menos do que Gene Kelly, o rei dos musicais. O filme não teve bom desempenho nas bilheterias mas virou cult depois. A trilha, no entanto, que a reuniu com a Electric Light Orchestra, estourou, com hits como Xanadu (com a ELO), Magic, Whenever You’re Away From Me (com Gene Kelly) e Suddenly (dueto com o amigo Cliff Richards).

Em 1981, veio seu maior hit solo, a contagiante Physical, que ficou dez semanas no topo da parada americana e virou uma febre como tema de vídeos de ginástica. Fez mais um filme com Travolta, Two Of a Kind (1983), e também investiu em causas sociais. Em 1992, lutou contra um câncer de mama, mas não só o venceu na época como também criou uma fundação para arrecadar fundos no intuito de ajudar as vítimas dessa doença terrível.

Sempre ativa, lançou bons discos nesses anos todos, entre eles Back With a Heart (1998). Outro é o duplo ao vivo Summer Nights- Live In Vegas, gravado ao vivo em incluindo hits como Have You Ever Been Mellow, Xanadu, A Little More Love, Sam, Physical, Summer Nights e inúmeras outras, em um total de 22 faixas. E foi esse show comemorativo de seus 50 anos de carreira que a trouxe ao Brasil em 2016. Já está fazendo muita falta…

A Little More Love (clipe)- Olivia Newton-John:

Caetano Veloso, 80 anos, magia de ser eternamente relevante

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Por Fabian Chacur

Conheci Caetano Veloso pessoalmente em 1985, ao participar de uma entrevista coletiva concedida por ele à imprensa no hotel Maksoud Plaza. Entre as diversas perguntas feitas pelos jornalistas presentes, uma pedia a ele uma opinião sobre os grupos britânicos The Smiths e New Order, então extremamente badalados por aqui. E ele gastou alguns bons minutos para responder. Logo de cara, tive contato com uma das marcas registradas desse cantor, compositor e músico baiano, que completou 80 anos neste domingo (8).

Até os dias de hoje, a mídia parece sempre querer saber o que Caetano Veloso pensa sobre cada novidade musical que surge. Isso, para ficarmos na área abordada por Mondo Pop. Pois seus pitacos sobre política, moda, economia, cinema, TV etc (e tome etc) também são solicitados de forma constante. Isso, quando necessário, pois com frequência o próprio artista se antecipa e discorre sobre esses temas todos. Falar é com ele mesmo.

E é bom ressaltar que isso não ocorre por oportunismo dele. É de seu espírito ser assim, atento ao que acontece no Brasil e no mundo e afim de interagir e tentar entender o mundo em suas eternas mudanças. E isso se reflete nele próprio, um ser mutante por natureza, capaz de ir do voz e violão ao acompanhamento orquestral, passando por todas as possibilidades entre uma coisa e outra, sem medo de experimentar.

Cria da bossa nova de Tom Jobim, João Gilberto e Vinícius de Moraes, Caetano não demorou para mergulhar em outros mares sonoros. Sem preconceitos, flertou com os Beatles, Odair José, Smetak, Rogério Duprat, Talking Heads, Pixies, poesia concreta, axé music e o que mais pintasse. E sempre saiu inteiro de cada uma dessas experiências, mesmo quando não deu muito certo em termos qualitativos.

Minha primeira experiência com ele foi logo com um disco mais ousado, Caetano Veloso (1971), gravado durante o seu exílio em Londres provocado pela gloriosa ditadura militar. A música Maria Bethania sempre me encantou com a sua mistura de música regional e erudita e os seus vocais onomatopaicos com efeito de mastigação, como se deglutisse as palavras.

Uma coisa curiosa é perceber que o autor de Sampa nunca teve momentos de ostracismo ou de grandes sumiços da mídia. Em cada década, ele sempre esteve lançando novos trabalhos, fazendo shows pelo Brasil e o mundo e sendo citado por novos artistas como uma influência importante. Raros artistas tem esse poder, e ainda mais por tantas décadas. Paul McCartney, seu colega de ano de nascimento, é um deles, sendo Milton Nascimento, da mesma classe de 1942, outro bom exemplo a ser citado.

Caetano tem o dom de trafegar entre todas as classes sociais, capaz de emplacar hits muito populares e também encantar os fãs de experimentalismo. Um caso raro de unanimidade nacional? Bem, ele tem lá os seus detratores, mas como levá-los a sério, se observarmos a obra do artista em questão? Alguns se aproveitam de incursões menos felizes no cinema e em livros para tentar, mas são vaciladas tão pequenas que é melhor não levá-los a sério.

A qualidade da obra artística de Caetano Veloso é reverenciada em todo o planeta, e serve como uma boa amostra de como o Brasil consegue, mesmo com todas as suas contradições seculares, produzir artistas desse altíssimo gabarito. Uma obra que permanecerá perene e relevante daqui a 50, 100, 200, mil anos. De um cara tranquilo e infalível como Bruce Lee.

Maria Bethania– Caetano Veloso:

The Killers lançam single Boy com influências de Erasure

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Por Fabian Chacur

Em meio a uma turnê repleta de shows em estádios na América do Norte e Europa, The Killers aproveitam uma brecha para lançar um single. Trata-se da 1ª faixa inédita desde que lançaram o seu 7º álbum de estúdio, Pressure Machine (2021), que divulgam nos shows atuais. A canção intitula-se Boy, e mostra uma curiosa e bem aproveitada influência do célebre grupo tecnopop britânico Erasure, em especial com trechos do megahit A Little Respect.

Em declaração enviada à imprensa, o líder do grupo de Las Vegas e autor desta canção, Brandon Flowers, explica o que o inspirou a escrever Boy:

“Foi a primeira canção escrita depois de cancelar a turnê Imploding The Mirage, por causa da pandemia. Eu tinha me mudado para Utah havia pouco tempo e estava começando a fazer viagens a Nephi, onde cresci. O lugar de onde eu queria fugir tão desesperadamente quando tinha 16 anos agora era um lugar ao qual eu não conseguia parar de voltar. Tenho um filho chegando perto da idade que eu tinha naquela época. Com Boy, tento voltar e dizer a mim mesmo e a meu filho para não pensar demais nas coisas”.

Boy (lyric video)– The Killers:

João Gordo ataca de Tenho, hit clássico do grande Sidney Magal

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Por Fabian Chacur

O selo Wikimetal Music divulga mais uma faixa de Brutal Brega, álbum que lançará no início de outubro e no qual ninguém menos do que João Gordo relê em versões punk alguns clássicos da chamada música brega. Após Fuscão Preto (ouça aqui) e Ciganinha (ouça aqui), agora é a vez de Tenho, um dos maiores hits do grande Sidney Magal, mais uma vez com direito a um clipe simples e bem feito.

Brutal Brega trará mais dois outros grandes sucessos do repertório de Magal, Amante Latino e Sandra Rosa Madalena- A Cigana. Petardos de Reginaldo Rossi, Carlos Alexandre e Jane & Herondy também estão nessa programação. A concepção e produção do projeto são de Val Santos, conhecido por seus trabalhos com as bandas Viper e Toyshop. A ideia surgiu durante a pandemia, e, pelas amostras, foi muito bem formatado.

Tenho (clipe)- João Gordo:

Shania Twain lança trilha do documentário Not Just a Girl

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Por Fabian Chacur

Às vésperas de completar 57 anos de idade, o que irá ocorrer no próximo dia 28, Shania Twain nos oferece uma nova canção. Trata-de de Not Just a Girl, simpática e leve canção pop que é também a única inédita das 18 faixas que integram o álbum Not Just a Girl (The Highlights), já disponível nas gloriosas plataformas digitais. Trata-se de uma coletânea que também serve como trilha sonora de um documentário sobre a sua trajetória artística.

Disponível na Netflix, o filme mescla cenas de toda a trajetória da cantora e compositora canadense com uma entrevista atual feita especialmente para esta atração. Temos também os bastidores da gravação do que será o seu 6º álbum de estúdio, ainda sem previsão de lançamento.

Com sua mistura de country com rock e pop, Shania invadiu as paradas de sucesso dos EUA e do mundo durante os anos 1990 com os álbuns The Woman In Me (1995) e Come On Over (1997), produzidas pelo seu então marido, o premiado Robert “Mutt” Lange. Com voz poderosa e muito carismática, ela cativou as plateias com a sua beleza, também.

Com uma série de problemas pessoais que culminaram com a separação de Lange, ela lançou menos álbuns do que seria de se esperar e ficou bons períodos fora de cena, mas se mantém na ativa e ainda relevante. Este novo trabalho certamente será decisivo para que tenhamos uma ideia de como será a sua carreira daqui por diante, e fica a expectativa.

Curiosamente, a trilha sonora do filme não inclui um de seus maiores e obrigatórios sucessos, The Woman In Me (Needs The Man In You). Essa canção também fez sucesso por aqui em versão gravada pela cantora sertaneja Roberta Miranda e intitulada A Mulher Em Mim.

Eis as faixas de Not Just a Girl (The Highlights):

1- Not Just a Girl
2- You’re Still the One
3- Man! I Feel Like a Woman!
4- What Made You Say That
5- (If You’re Not in It for Love) I’m Outta Here!
6- Whose Bed Have Your Boots Been Under?
7- Any Man of Mine
8- You Win My Love
9- Don’t Be Stupid (You Know I Love You)
10- I’m Holdin’ on to Love (To Save My Life)
11- From This Moment on
12- Love Gets Me Every Time
13- That Don’t Impress Me Much
14- Forever and for Always (Red Version)
15- Honey, I’m Home
16- I’m Gonna Getcha Good! (Red Version)
17- Up! (Green Version)
18- Life’s About to Get Good

Not Just a Girl– Shania Twain:

Two Door Cinema Club divulga single com um clipe divertido

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Por Fabian Chacur

A banda britânica Two Door Cinema Club, que está há mais de uma década na estrada e já tocou em duas edições do Lollapalooza Brasil (saiba mais sobre eles aqui), está com single novo nas plataformas digitais. Trata-se de Lucky, delicioso synth pop a la anos 1980 cujo clipe de divulgação é dos mais divertidos e irônicos.

A canção é uma prévia de Keep On Smiling, álbum que será disponibilizado nas plataformas digitais no dia 2 de setembro e sairá em formatos físicos no exterior em 4 de novembro. Sobre o significado do single, o talentoso trio enviou o seguinte comentário à imprensa:

Lucky é uma reflexão sobre a rapidez com que as coisas mudam. Lamentando a perda de pontos e momentos na cultura. Vivemos em uma sociedade tão descartável, basta pensar e refletir sobre o porquê das coisas estarem lá em primeiro lugar”.

Lucky (clipe)- Two Door Cinema Club:

Jimmy Cliff divulga um single e lançará álbum Refugees dia 12

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Por Fabian Chacur

Jimmy Cliff completou 78 anos de idade neste sábado (30/8), mas quem ganhou o presente fomos nós. O seminal cantor e compositor jamaicano nos disponibilizou Refugees, faixa-título do álbum que irá lançar no próximo dia 12. A canção conta com a participação especial de Wyclef Jean, conhecido por ter integrado o grupo Fugees, que fez grande sucesso nos anos 1990 e revelou a cantora Lauryn Hill. Trata-se de uma mistura de reggae, r&b e música eletrônica, e ficou bem interessante.

O álbum será o primeiro de inéditas deste grande pioneiro do reggae desde 2012, quando nos ofereceu Rebirth. Além de Wyclef Jean, o trabalho conta com as participações do cantor e compositor jamaicano/americano Tarrus Riley e da cantora Lilty Cliff, que é filha do Jimmy.

O lançamento do novo trabalho coincide com o aniversário de 50 anos do filme The Harder They Come (1972), estrelado por Jimmy Cliff e que traz em sua trilha sonora clássicos do porte da faixa-título e também You Can Get It If You Really Want e Many Rivers To Cross. Esse trabalho ajudou a divulgar o reggae pelos quatro cantos do mundo.

Refugees– Jimmy Cliff & Wyclef Jean:

Alex G divulga single e vai lançar álbum em setembro

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Por Fabian Chacur

Alexandre Giannascoli, mais conhecido no mundo da música pelo nome artístico Alex G, é um daqueles caras cujo trabalho merece ser acompanhado com atenção. O cantor, compositor e músico norte-americano de 29 anos vem construindo uma bela reputação na cena indie, com sua mescla de folk, rock, pós-punk e experimentalismo. Ele acaba de divulgar a ótima Cross The Sea, canção envolvente que fará parte do álbum God Save The Animals, que será lançado em 23 de setembro em CD,vinil, fita-cassete e nas plataformas digitais.

Com 13 faixas, God Save The Animals já teve outras duas ótimas faixas disponibilizadas nas plataformas digitais e com clipes também. São elas a deliciosamente pop-folk Runner (veja o clipe aqui) e a ardida e mais experimental Blessing (veja o clipe aqui). Trata-se do 9º álbum do artista.

Cross The Sea (clipe)- Alex G:

Viper lança clipe e fará um show no Rio de Janeiro após 7 anos

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Por Fabian Chacur

O Viper continua a mil por hora. Eles acabam de disponibilizar uma segunda amostra de Timeless, seu primeiro álbum de inéditas desde All My Life (2007) e que será lançado em breve. A faixa, Freedom Of Speech, esbanja energia e elaboração, e conta com um clipe dirigido pelo cineasta Caio Cobra (diretor de Intervenção e Virando a Mesa).

Não satisfeitos, eles voltarão a se apresentar ao vivo no Rio de Janeiro após sete longos anos. O show será realizado neste sábado (30) a partir das 21h no Rock Experience (rua Riachuelo, nº 20- Lapa), com ingressos custando R$ 80,00 (meia) e R$ 160,00 (meia).

A escalação da banda trará os fundadores Felipe Machado (guitarra) e Pit Passarel (baixo) e também Kiko Shred (guitarra) e Leandro Caçoilo (vocal), sendo que neste show as baquetas estarão a cargo de Marcelo Campos, conhecido por seu trabalho com a banda Salário Mínimo, entre outras.

Além de dar uma prévia de músicas do novo álbum, como Under The Sun e a já citada Freedom Of Speech, o quinteto paulistano também investirá em clássicos dos seus 37 anos de carreira, entre os quais Rebel Maniac, Living For The Night e Evolution. Timeless contou com a produção de Marcelo Cersosimo, que já trabalhou com Paul McCartney e Avril Lavigne.

Freedom of Speech (clipe)- Viper:

Renato Teixeira e Fagner nos oferecem o singelo Naturezas

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Por Fabian Chacur

Renato Teixeira e Raimundo Fagner são da geração de músicos brasileiros que invadiram as paradas de sucesso na década de 1970 com trabalhos consistentes e sempre preocupados com a qualidade de letras e melodias. Amigos há muito tempo, estreitaram sua relação nos últimos anos, valendo-se dos recursos tecnológicos para, mesmo de longe, escreverem várias canções em parceria. Tinha tudo para dar em um disco em dupla, e deu mesmo, Naturezas, que a gravadora Kuarup disponibiliza nas plataformas digitais e em uma belíssima edição em CD.

O álbum conta com 10 faixas, sendo oito delas parcerias inéditas dos dois feitas especialmente para o projeto. Um hit marcante de cada um completa o repertório. Tocando em Frente, inspirada composição de Teixeira e Almir Sater, traz também a participação deste último na releitura, que ficou muito bonita. Da seara de Fagner, temos Mucuripe, clássico escrito com o saudoso Belchior. As duas abrem o disco, como que abrindo o caminho para as novidades. Uma ideia bem interessante.

O trabalho foi gravado em São Paulo no estúdio da gravadora Kuarup, que curiosamente fica em um imóvel no qual Renato Teixeira morou, na década de 1970, e onde compôs sua canção mais conhecida, Romaria. Entre os músicos que participaram das gravações, vale destacar o grande Natan Marques, guitarrista e violonista que atuou com Elis Regina e Simone.

O clima básico de Naturezas é bem singelo e tranquilo, enveredando por caminhos sempre presentes nas obras de Renato Teixeira e Raimundo Fagner, com ênfase no lado folk-rural. As vozes dos dois se encaixaram muito bem, com cada um fazendo seus solos de forma bem competente. A tendência de interpretações mais contidas do artista cearense dos últimos tempos se mantém por aqui.

Além de Tocando em Frente, Almir Sater também está presente em Para o Nosso Amor Amém, um dos pontos altos do disco, ao lado de Arte e Poesia, Eu Comigo Mesmo e Rastros da Paixão. Eu Só Quero Ser Feliz tem um terceiro parceiro, o grande Antonio Adolfo, autor da melodia original que acabou recebendo letra de Fagner e Teixeira.

A bela capa de Naturezas foi o último trabalho com finalidade discográfica do saudoso e icônico Elifas Andreato, que nos deixou em março deste ano. O álbum certamente irá agradar e muito os fãs mais fiéis, apostando em simplicidade, lirismo e sutilezas nos arranjos. Uma reunião prazerosa de dois grandes amigos que rendeu belos frutos.

Para o Nosso Amor Amém– Renato Teixeira, Fagner e Almir Sater:

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