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Carole King e James Taylor brilham em reencontro emocionante no Troubadour

Por Fabian Chacur

O Troubadour é um pequeno clube situado na célebre Santa Monica Boulevard, em Los Angeles. Fundado em 1967, deu espaço para que vários nomes hoje mitológicos da música pop se apresentassem pela primeira vez com visibilidade de público e imprensa. Carole King e James Taylor estão entre eles.

Eles tocaram juntos lá em novembro de 1970. Na época, Carole já era conhecida como compositora, mas ainda dava seus primeiros passos para se tornar uma cantora de sucesso, enquanto Taylor acabava de lançar seu segundo álbum, Sweet Baby James.

No ano seguinte, a cantora, compositora e tecladista alcançaria o estrelato com Tapestry, uma das grandes obras-primas do rock da década de 70, com a dupla tocando por lá novamente.

Para celebrar aqueles anos importantes e intensos, os dois astros tocaram no Troubadour novamente em 2007, durante a celebração dos 40 anos do local, no qual também brilharam The Eagles, Linda Ronstadt, Daryl Hall & John Oates e Elton John.

Para alegria de quem não esteve por lá, a Universal Music acaba de lançar por aqui Live At The Troubadour, dobradinha DVD/CD que traz as 15 músicas tocadas por Carole King e James Taylor, todas extraídas de seus seminais Sweet Baby James e Tapestry.

Além da dupla, o show também conta com a participação dos músicos que os acompanhavam naquela época, os ótimos Danny Kortchmar (guitarra), Leland Sklar (baixo) e Russel Kunkel (bateria).

O show é emocionante em todos os sentidos. A execução das músicas respeita quase sempre os arranjos originais, com as vozes dos dois intérpretes ainda afiadas e afinadas, além de extremamente entrosadas. Os músicos dão um banho de swing e refinamento.

O repertório inclui alguns dos momentos mais brilhantes do chamado bittersweet rock (ou rock agridoce), entre os quais So Far Away, Carolina In My Mind, It’s Too Late, Something In The Way She Moves, Fire And Rain, Country Road, I Feel The Earth Move e Will You Love Me Tomorrow.

São canções de beleza perene, que continuam e continuarão a embalar corações e a tocar as emoções de seres humanos nos quatro cantos do mundo. Para quem curte ouvir músicos brilhantes no auge da forma, aprecie com atenção o sublime solo de Danny Kortchmar em It’s Too Late, só para citar um dos momentos marcantes do DVD/CD nesse setor.

O DVD é particularmente lindo, especialmente nos momentos em que Carole e Taylor trocam olhares de cumplicidade. Vale a lembrança de que eles nunca namoraram ou foram um casal romântico, mas sua afinidade musical sempre foi impecável.

Live At The Troubadour entrou na parada americana direto no segundo lugar, prova de que, sim, há lugar para música de qualidade no cenário atual do pop, independente de ser feita em 1970, hoje ou em qualquer outro momento. Música boa é para sempre.

Daryl Hall & John Oates em show quase acústico

Por Fabian Chacur

A única coisa mentirosa deste Live At The Troubadour é o subtítulo, unplugged (acústico). Não se trata de uma gravação totalmente acústica. Embora os violões fiquem à frente, temos também teclados e baixo elétricos.

De resto, o novo lançamento da dupla Daryl Hall & John Oates que chega às lojas nacionais pelo selo Coqueiro Verde é uma verdadeira maravilha. Pena que inclua um dos últimos registros do genial baixista e arranjador T-Bone Wolk, cuja morte eu noticiei em post anterior aqui em Mondo Pop.

Gravado em 2008, trata-se de um registro histórico da volta da dupla ao primeiro lugar no qual eles se apresentaram na cidade de Los Angeles, no distante 1973. Esse mesmo lugar, por sinal, marcou a estreia de Elton John em solo americano.

O DVD inclui 19 músicas, enquanto o CD ficou com 13 (enfatizando os maiores sucessos e deixando de lado músicas menos conhecidas). Os novos arranjos das músicas da dupla são no mínimo interessantes.

Algumas canções se encaixaram feito luva no formato violões à frente, como Everything Your Heart Desires e Sara Smile. A maravilhosa When The Morning Comes, então (do primeiro CD deles, Whole Oats), foi feita para esse estilo de arranjo.

Da ala menos conhecida, mas não menos legal, temos também canções como It’s Uncanny e Abandoned Luncheonette, e até mesmo uma da carreira solo de Daryl Hall, Cab Driver.

Do caminhão de hits gravados por eles em seus quase 40 anos de estrada, temos também One On One, Say It Isn’t So, Private Eyes, Kiss On My List e Rich Girl, entre outras.

A voz de Daryl Hall continua quente e negroide, acompanhada com habilidade pela de John Oates, que dá um banho no violão. A banda é afiadíssima, com direito até ao saxofonista que gravou os solos nos maiores hits da dupla, o mítico Charlie De Chant

O clima intimista do Troubadour ajuda a criar uma interação forte entre a dupla e a plateia, o que tornou o registro em CD e DVD ainda melhor. Recomendo com entusiasmo, ainda mais pelo preço do exemplar brasileiro de CD e DVD estar sendo vendido a preço bem acessível, em torno de R$ 15 (CD) e R$ 25 (DVD).

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