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Anderson.Paak assina com a Warner e lança single Bubblin

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Por Fabian Chacur

Um dos destaques do Lollapalooza Brasil 2018 foi o excelente cantor, rapper, compositor e produtor Anderson.Paak, que ao lado de sua banda de apoio The Free Nationals fez um dos shows mais quentes e empolgantes do festival. O artista de 32 anos parece ter um futuro muito promissor pela frente. Ele assinou com a Warner Music, e acaba de lançar seu primeiro single pela gravadora, o divertido rap Bubblin.

O clipe de Bubblin tem como mote uma bela descoberta do personagem interpretado pelo cantor: um caixa automático que, após ele tentar fazer uma retirada básica, passa a vomitar dinheiro sem parar. Com ritmo cadenciado e um vocal no melhor estilo rap, o artista nos cativa. Mais de três milhões de pessoas já acessaram o vídeo no Youtube em menos de dez dias de seu lançamento.

Descendente de afro-americanos e sul-coreanos, Paak lançou seu primeiro álbum, Venice, em 2014. Antes, havia gravado O.B.E. Vol.1, que ele colocou no mercado em 2012 com o pseudônimo Breeze Lovejoy. Malibu (2016) lhe valeu duas indicações ao Grammy, incluindo uma como artista revelação. Ele fez parcerias com vários artistas bacanas, como o lendário Dr.Dre, participando de seis faixas do álbum Compton (2015), do ex-integrante do seminal grupo de rap N.W.A.

Além do trabalho solo (no qual é acompanhado pela The Free Nationals), Paak também integra o duo NxWorries ao lado do produtor Knxwledge, que lançou em 2016 o elogiado álbum Yes Lawd!. O single Bubblin integrará seu primeiro álbum pela Warner, cujo título será possivelmente Oxnard Ventura.

Oxnard, cidade situada no estado americano da California, é onde o artista nasceu. Ao vivo, ele canta, toca bateria e esbanja carisma, em uma mistura de rap, soul, funk e até um pouco de jazz e rock com muito swing e pique. muito bem assessorado por sua banda de quatro músicos.

Bubblin (videoclipe)- Anderson.Paak:

David Byrne mostra poder de fogo em show no Lollapalooza

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Por Fabian Chacur

Pode um cidadão com 65 anos de idade entrar em um festival no qual estão escaladas atrações com integrantes que poderiam ser seus netos, e brilhar intensamente? Se o nome desse sujeito for David Byrne, a resposta é um retumbante sim. No fim da tarde deste sábado (24), no Lollapalooza Brasil 2018, o cantor, compositor e músico escocês criado nos EUA deu um verdadeiro banho de carisma, musicalidade, teatralidade e vitalidade. Uma apresentação brilhante.

O show, que teve início às 17h15, trazia como cenário uma cortina gigante feita de tirinhas, daquelas baratinhas que você usa para separar ambientes ou salas de forma mais informal. Além disso, os 12 músicos em cena (incluindo a estrela principal) usavam ternos cinza e tocavam seus instrumentos de pé, mesmo o tecladista. Isso possibilitava a eles participar de coreografias ao lado de Byrne, em um estilo ao mesmo tempo teatral e descontraído.

A banda, da qual faziam parte seis percussionistas, mostrou muita personalidade e entrosamento para ao mesmo tempo tocar e dividir os holofotes com seu chefe. A habilidade deles permitiu manter o clima dançante e para cima durante toda a performance, além de o apelo visual ajudar a cativar o público. Seja como for, certamente esse tipo de performance será ainda melhor apreciada em shows realizados em teatro ou mesmo visto em TV ou DVD/Blu-ray, embora o beat dançante seja bem adequado a grandes festivais.

O repertório escolhido por David Byrne trouxe 13 canções, sendo sete da banda que o tornou conhecido mundialmente nos anos 1970 e 1980, os Talking Heads, duas de sua parceria realizada em 2009 e 2010 com Fatboy Slim e quatro de seu mais recente trabalho solo, o elogiado American Utopia, lançado há pouco e o primeiro de toda a sua trajetória de mais de 40 anos a chegar ao Top 5 da parada americana, vendendo mais de 63 mil cópias na semana de lançamento e atingindo o número 3 na sempre muito disputada parada da Billboard.

A costura das músicas se mostrou incrível, com clássicos dos Talking Heads do porte de This Must Be The Place (Naive Melody), Once In a Lifetime e Slippery People se encaixando feito luva nas novas Everybody’s Coming To My House e I Dance Like This e nas ótimas parcerias com Fatboy Slim Toe Jam e Dancing Together.

Com sua simpática timidez, Byrne ganhou a plateia com pouco minutos de apresentação, e não demorou três canções para tirar os chinelos que usava na parte inicial, ficando também descalço. O misto de funk, soul, pop e música latina presente no set list se mostrou uma boa amostra do que esse grande artista fez em sua brilhante carreira, e o fato de as músicas novas serem bem legais mostra que o cara ainda tem muita lenha para queimar. O fim da apresentação, às 18h17, deixou aquele delicioso gostinho de quero mais. Que ele volte logo ao Brasil!

Conheça o repertório completo do show de David Byrne:

Here (American Utopia)

I Zimbra (Talking Heads)

Slippery People (Talking Heads)

Everybody’s Coming To My House (American Utopia)

This Must Be The Place (Naive Melody) (Talking Heads)

Once In a Lifetime (Talking Heads)

Toe Jam (parceria com Fatboy Slim- 2009)

I Dance Like This (American Utopia)

Everyday Is a Miracle (American Utopia)

Blind (Talking Heads)

Dancing Together (parceria com Fatboy Slim- 2010)

The Great Curve (Talking Heads)

Burning Down The House (Talking Heads) final: 18h17 (sem bis)

Everybody’s Coming To My House (ao vivo)- David Byrne:

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