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1º CD da Legião Urbana volta em bela reedição com bônus

legiao urbana primeiro CD-400x

Por Fabian Chacur

Há quem insista em decretar a morte dos formatos físicos para música, achando que só as alternativas digitais sobreviverão. Pura tolice. Especialmente quando se trata de reedições de álbuns clássicos de outras eras. O novo exemplo é o primoroso relançamento do autointitulado álbum de estreia da Legião Urbana que acaba de chegar às lojas via Universal Music. Qual fã de verdade abdicará das imensas vantagens deste novo produto em troca de frios e insossos fonogramas “internéticos”?

A coisa já começa bem na embalagem digipack que se abre em quatro partes, com direito a capa em relevo transparente, novas fotos nas capas internas e a reprodução das fitas originais do álbum nos berços dos CDs. Sim, CDs, a edição é dupla. O primeiro disco traz uma bela versão remasterizada do trabalho original, enquanto o segundo proporciona diversas raridades até então inéditas em discos deste grupo, um dos baluartes do rock de Brasília dos anos 1980.

Por falta de um, temos dois encartes, um com as letras e fichas técnicas do LP original e o segundo com informações minuciosas sobre o material extra, tudo com a supervisão e produção a cargo de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. O livreto referente ao CD 2 foi feito em formato que lembra o dos fanzines dos anos 1980, resgatando desenhos e fotos raras, reproduções de cartazes e ingressos de shows e curiosidades do gênero, com resultado matador em termos visuais.

Reavaliando esse disco de estreia com ouvidos de 2016, fica claro que a banda sabia se valer de suas limitações técnicas para realizar um trabalho vigoroso, com fortes e nítidas influências de U2, Sex Pistols, Joy Division, Gang Of Four e Buzzcocks (entre outros), e um elemento bem original: o vocal a la Jerry Adriani e as letras incisivas e criativas de Renato Russo. Uma entrada em cena das mais respeitáveis.

O set list traz alguns dos maiores clássicos do grupo, entre os quais Será, Geração Coca-Cola, Ainda é Cedo, Química e Teorema. Curioso é ouvir a faixa que encerra o álbum, Por Enquanto, imersa em um verdadeiro pântano de teclados toscos e tentando soar como Joy Division. A releitura simples, só voz e violão, de Cássia Eller em seu disco de estreia, de 1990, revelou uma das melhores composições de Renato Russo, que aqui estava perdida e totalmente desperdiçada.

A compilação de raridades é simplesmente sensacional, com direito à primeira fita demo da banda, outtakes, demos feitas antes da gravação do álbum, gravações ao vivo, chamadas para rádios e impagáveis narrações de Renato Russo. De quebra, antes de uma gravação da música Quimica para o programa global Clip-Trip, temos o cantor dizendo como poderia e como não poderia ser filmado, como forma de aproveitar seus melhores ângulos. Julio Iglesias perde!

Como bônus, foram incluídos remixes no mínimo interessantes das faixas A Dança e O Reggae, feitas respectivamente por Mário Caldato e Liminha. Se até eu, um cara que nunca foi exatamente fã da Legião Urbana, ficou entusiasmado com o material contido nessa reedição do álbum de estreia dos legionários, imagino como estarão se sentindo nesse momento os fanáticos por Renato Russo e sua turma ao tomar contato com essa belezinha aqui…

Ainda é Cedo– Legião Urbana:

Geração Coca Cola– Legião Urbana:

Por Enquanto– Legião Urbana:

Fernanda Takai lança CD de inéditas em 2014

Por Fabian Chacur

Entre os 23 projetos que terão o patrocínio do Natural Musical em 2014, um dos mais esperados certamente será o quarto trabalho solo de Fernanda Takai. A talentosa cantora do Pato Fu deu uma pequena amostra do que virá durante o evento realizado nesta terça-feira (26) em São Paulo no qual o programa da Natura divulgou seus novos patrocinados.

A intérprete mostrou ao lado de outra selecionada pelo edital, a cantora e compositora mineira Érika Machado, a música Doce Companhia, versão feita em português por Fernanda de uma canção de autoria da cantora americana de ascendência mexicana Julieta Venegas que estará em seu novo CD. O entrosamento entre as duas em formato acústico pareceu tão natural que dava a entender que elas gravariam a música juntas.

“Olha, inicialmente eu não pensava em contar com a participação da Érika no meu CD, mas essa nossa parceria ficou tão bacana que agora eu já não sei mais”, confessou, bem-humorada, a cantora nascida no Amapá e radicada em Belo Horizonte desde os nove anos de idade. O álbum trará composições próprias feitas em parceria com Marina Lima, Marcelo Bonfá (ex-Legião Urbana) e Climério Ferreira.

Fernanda explica que, ao contrários dos trabalhos solos anteriores, esse irá mostrar mais o seu lado compositora. “Incluirei algumas coisas que não caberiam no Pato Fu. Meu jeito de selecionar músicas é mais delicado. Lá, sou eu e quatro homens, a banda funciona de uma forma mais democrática. Na carreira solo, eu escolho tudo. Esse será um disco de mulherzinha, no bom sentido”. O trabalho terá a participação do baixista PJ, do Jota Quest.

As gravações do novo CD solo de Fernanda Takai estão sendo feitas no estúdio que ela mantém com o marido e parceiro de Pato Fu John Ulhôa, e com produção a cargo do guitarrista. “O álbum terá 13 músicas. Já gravei todas as guias, teremos uma música em inglês, e nossa intenção é lançá-lo no máximo até o fim de março de 2014”.

Para a cantora e compositora, o patrocínio de uma empresa como a Natura se mostra fundamental na hora de viabilizar projetos como o seu.

“Preciso de fôlego, com toda essa mudança no mercado musical. Um apoio como esse é fundamental, arruma formas de continuarmos fazendo novos projetos. O legal é que a Natura nos ajuda e não interfere em nada na criação, é uma parceria perfeita. E tem o fato de ser uma marca muito querida pelo público, isso ajuda muito a dar credibilidade ao que fazemos”.

Ouça Insensatez, com Fernanda Takai:

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