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Tag: novembro 2018 (page 2 of 2)

Wanda Sá mostra em show as faixas de Wanda Vagamente

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Por Fabian Chacur

Em 1964, a cantora e violonista Wanda Sá lançou o seu álbum de estreia, Wanda Vagamente. O trabalho logo se tornou um dos grandes clássicos da bossa nova, graças a um repertório impecável e às interpretações envolventes da artista carioca. Ela mostrará pela primeira vez na íntegra e ao vivo as músicas do disco em show neste sábado (10) às 20h na Sala Municipal Baden Powell (avenida Nossa Sra. de Copacabana, nº 360- Copacabana- fone 0xx21-2547-9147), com ingressos custando R$ 30,00 (meia) e R$ 60,00 (inteira).

O evento equivalerá a um show de lançamento tardio do álbum, como explica o consagrado produtor musical Arnaldo DeSouteiro, diretor e curador do projeto Discos Históricos da MPB, que teve início em agosto com o cantor, compositor e tecladista João Donato mostrando o conteúdo de seu álbum Quem é Quem (1973):

“Logo após a gravação do disco, Wanda viajou para uma longa turnê pelos Estados Unidos com Sergio Mendes, iniciando sua carreira internacional. Portanto, não teve tempo de realizar shows no Brasil para divulgar o trabalho”, comenta DeSouteiro. “O álbum se auto-impulsionou por sua qualidade e passou a ser cultuado no mundo inteiro, principalmente no Japão, onde foi reeditado em CD pela primeira vez, muito antes de ser redescoberto no Brasil”.

O álbum traz a primeira gravação da célebre Inútil Paisagem (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira), a envolvente Tristeza de Nós Dois (Durval Ferreira, Bebeto Castilho e Maurício Einhorn) e Encontro (parceria de Wanda Sá com Nelson Motta). Vagamente é de Ronaldo Bôscoli e Roberto Menescal. Também temos composições de Geraldo Vandré, Edu Lobo, e Marcos Valle, em um total de 12 faixas.

Roberto Menescal produziu o álbum, do qual participaram músicos do primeiro escalão, como Eumir Deodato, Luiz Carlos Vinhas, Ugo Marotta e Edison Machado, entre outros. E dois dos integrantes desse time marcarão presença no show, Menescal e Marotta. Além do show propriamente dito, teremos ainda um papo de Wanda Sá com o também jornalista DeSouteiro, no qual a história do álbum e bastidores do mesmo certamente estarão em pauta.

Wanda Vagamente- Vanda Sá (ouça em streaming):

The Carpenters O Musical dá destaque vocal a Vânia Evans

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Por Fabian Chacur

A cantora paulistana Vânia Evans sempre admitiu sua influência pelo pop romântico dos anos 1970. E foi essa paixão que a levou a estrelar um tributo a um dos ícones dessa era musical, The Carpenters. Nascia The Carpenters O Musical, show que busca homenagear e trazer para o público atual um pouco da magia do som dos irmãos Karen e Richard Carpenter. O espetáculo será exibido em São Paulo no dia 22 (quinta) às 21 no Bar Brahma (avenida São João, nº 677- Centro- fone 0xx11-2039-1250), com ingressos de R$ 50,00 a R$ 70,00.

Com uma voz melodiosa e de timbre muito agradável, Vânia investe no repertório que consagrou a saudosa Karen Carpenter (1950-1983). O pianista Leandro Roverso, que tem formação erudita e já fez várias apresentações no exterior, é o incumbido de desempenhar o papel de Richard Carpenter, o pianista daquele icônico duo.

A dupla é acompanhada por uma banda na qual se destaca a consagrada baterista Vera Figueiredo, há mais de 30 anos na estrada e conhecida por uma bela carreira-solo, por atuar em grupos como o Kali e o Garotas do Programa (que participou entre 2000 e 2015 do programa global Altas Horas) e também por sua destacada atuação como educadora, tendo inclusive criado o IBVF (Instituto de Bateria Vera Figueiredo).

Completam o grupo Rogerio Scarton (guitarra), Bira Rosa (baixo), Koxó (teclados) e Jacaré (metais). Entre outras músicas, o show nos traz maravilhas como Close To You, Please Mr. Postman e Ticket To Ride, só para citar algumas. O show passou recentemente pelo Tom Brasil, com ótima repercussão por parte do público.

Sing– The Carpenters O Musical :

João Bosco faz show no Rio ao lado de Hamilton de Holanda

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Por Fabian Chacur

João Bosco e Hamilton de Holanda se conhecem há um bom tempo, e volta e meia tocam juntos. Após apresentação este ano no Montreux Jazz Club, na Suíça, os amigos voltam à cena no Rio, para shows nesta sexta (2) e sábado (3) às 19h e domingo (4) às 18h na Caixa Cultural Rio de Janeiro- Teatro da Caixa Nelson Rodrigues (av. República do Chile, nº 230- Centro- fone 0xx21- 3509-9600)- ingressos de R$ 15,00 a R$ 40,00.

Com Hamilton no bandolim e João nos vocais e violão, no melhor formato duo, essas feras da nossa música mostram todo o seu talento em músicas marcantes de Bosco como Linha de Passe, Nação e Coisa Feita e em clássicos da nossa musica do porte de Isso é Brasil (Ary Barroso), Milagre (Dorival Caymmi) e Vatapá (Dorival Caymmi), além de outras assinadas por Paulinho da Viola e Milton Nascimento. O show intitula-se Eu Vou Pro Samba, e tomara que vire CD, DVD etc.

Com 42 anos de idade, o carioca Hamilton de Holanda é um dos grandes nomes do bandolim da atualidade, posto em que se mantém firme nos últimos 20 e poucos anos. Além de belos discos solo, ele também gravou ao lado de Diogo Nogueira, André Mehmari, Yamandu Costa e Hermeto Pascoal, entre outros, tendo como marca registrada a sua forma ousada e criativa de tocar seu instrumento musical.

Quanto a João Bosco, falar o que de um dos grandes mestres da nossa música? Caminhando para 50 anos de carreira, este cantor, compositor e exímio violonista criou uma sonoridade composta por samba, bolero, samba-canção, música africana, cubana, jazz e latinidades mil, compondo ao lado de Aldyr Blanc, Paulo Emilio e o filho Francisco Bosco, entre outros. É capaz de cativar multidões valendo-se só de violão e voz.

João Bosco e Hamilton de Holanda no Montreux Jazz Club, 2018:

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