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Álbuns de Prince geram novo recorde na parada dos EUA

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Por Fabian Chacur

Diziam alguns cínicos e não muito éticos dirigentes de outrora das gravadoras que em algumas ocasiões o melhor passo que um artista pode tomar para impulsionar suas vendagens de discos é a morte. Infelizmente, essa máxima macabra se mostra real mais uma vez, e agora o personagem é Prince, morto no dia 21 de abril aos 57 anos. Sua Majestade Púrpura acaba de quebrar um recorde na parada Billboard 200 da revista Billboard, a bíblia da indústria fonográfica dos EUA.

A edição publicada esta semana da parada, que quantificou as vendas de discos físicos e virtuais entre os dias 21 e 28 de abril, trazem nada menos do que cinco álbuns do autor de Kiss entre os 10 mais. Esse fenômeno não ocorria na terra de Donald (toc, toc, toc) Trump desde o longínquo ano de 1963. No total, são 19 CDs do cantor, compositor e multi-instrumentista americano entre os 200 mais esta semana.

Somados, esses trabalhos venderam nesta semana computada a bagatela de 4.41 milhões de cópias no mercado ianque, segundo a Billboard. Para efeito de comparação, na semana anterior, quando ainda estava entre nós, Prince teve comercializados apenas 5 mil álbuns e 14 mil canções. E ele só não repetiu o primeiro posto obtido na semana anterior com apenas um dia de vendas pós-morte porque Lemonade, o novo trabalho de Beyonce, não permitiu.

The Very Best Of Prince, o álbum mais bem posicionado (nº2), é uma coletânea simples com versões editadas de algumas músicas, mas parece ser a opção mais cobiçada pelo ouvinte médio. Duas outras coletâneas melhores, The Hits/The B-Sides (nº4) e Ultimate (nº6) também estão no Top 10. Completam o elenco Purple Rain (nº3) e 1999 (nº7), este último duas posições acima da mais alta que havia obtido anteriormente, em 1982, época de seu lançamento original.

Vale ressaltar a lembrança contida na própria matéria do site da Billboard: esse fenômeno não seria possível se em 2009 a parada Billboard 200 não tivesse sido unificada, incluindo também discos de catálogo, que na classificação deles são trabalhos que saíram há mais de um ano e meio e já haviam saído dos charts. Agora, com “tudo junto e misturado”, fenômenos como esse tendem a se repetir em outros casos semelhantes (toc, toc, toc 2-a missão).

Lógico que alguns podem achar meio mórbido as pessoas se interessarem pela obra de um artista apenas após sua ida para o outro lado do mistério. Mas lembro que eu, um adolescente de 19 anos e que já tinha alguns discos de John Lennon em sua coleção, foi atrás do que faltava nos meses seguintes após aquele triste 8 de dezembro de 1980. Mesmo assim, fica a dica: vá atrás da boa música sempre, independente de efemérides, falecimentos ou coisas do gênero.

Love Song– Madonna & Prince:

A Love Bizarre (live)- Michael Hedges:

I Feel For You– Chaka Khan:

Zac Brown Band lidera e Adele quebra recorde

Por Fabian Chacur

Dois nomes brilharam na parada americana na última semana. Enquanto a Zac Brown Band comemorou seu segundo álbum a atingir o número 1, Adele quebrou mais um recorde nos charts ianques com seu 21.

Ao vender 35 mil cópias e se manter no oitavo lugar, o segundo álbum da carreira da talentosa cantora britânica completou 73 semanas no top 10 dos EUA, superando assim Jagged Little Pill (1995), de Alanis Morissette e se tornando o álbum de uma mulher a se manter pelo maior número de semanas entre os 10 mais vendidos por lá.

Enquanto isso, a Zac Brown Band, uma das novas sensações da música country, voltou a ocupar o topo das listas de vendas na terra de Barack Obama. Seu álbum mais recente, Uncaged, atingiu a marca de 234 mil cópias vendidas nos seus sete dias iniciais de vendas, surpreendendo a todos os especialistas.

O primeiro disco do grupo, You Get What You Give (2010), também liderou a parada na semana de lançamento, vendendo 153 mil cópias. O primeiro single de Uncaged, The Wind, teve seu clipe feito em animação com direção a cargo de Mike Judge, o mesmo dos ótimos e divertidos Beavis & Butthead e King Of The Hill.

O jovem intérprete de r&b americano Frank Ocean viu seu álbum de estreia, Channel Orange, largar na parada americana no segundo posto, ao vender respeitáveis 131 mil exemplares. Justin Bieber e seu Believe é o terceiro colocado, com 45 mil cópias, algumas cópias à frente de Fortune, de Chris Brown, o quarto classificado.

Overexposed, do grupo Maroon 5 e já resenhado por Mondo Pop, vendeu 44 mil cópias e completou o top 5 desta semana. A banda em breve estará de volta ao Brasil para shows que terão os colegas do Keane como time responsável pela abertura.

Veja o clipe-animação de The Wind, da Zac Brown Band:

Maratona de shows de André Rieu em SP

Por Fabian Chacur

Quando os primeiros shows do maestro Andre Rieu em São Paulo foram anunciados, em dezembro de 2011, estavam previstas apenas três datas, todas no Ginásio do Ibirapuera. A procura por ingressos (oito mil por espetáculo) foi tão grande que a programação aumentou e muito.

Com início nesta terça-feira (29), a temporada do consagrado músico holandês irá totalizar 22 apresentações na cidade, com o último show em Sampa City previsto para o dia 13 de julho. Nada mal para quem visitou o Brasil pela primeira vez em 1999 para divulgar seu trabalho, mas que só agora estreará em palcos nacionais.

Se os 22 shows lotarem, teremos um público total de 176 mil pessoas. Vale lembrar que o recordista de exibições de um mesmo show no Ginásio do Ibirapuera até agora era Roberto Carlos, com “apenas” sete datas concretizadas.

Qual o segredo para tamanho sucesso? Rieu aposta em uma orquestra que executa alguns dos temas mais populares da música erudita, além de músicas de origem popular que se encaixem no estilo, como o tema do filme Titanic ou canções melódicas dos Beatles, por exemplo.

Simpático e diplomático, ele afirmou, em entrevista coletiva concedida à imprensa na tarde desta segunda-feira (28) no hotel Renaissance, em São Paulo, que está muito feliz por finalmente fazer shows no Brasil.

“Sempre acreditei na minha música desde o início da carreira, e é muito bom quando encontramos alguém que também acredite no que fazemos, como o empresário Manoel Poladian, que viabilizou meus shows no Brasil. Não me surpreendo com a procura dos ingressos pelos fãs brasileiros, pois sei da repercussão de meus CDs e DVDs por aqui (n.da r.: vendeu mais de um milhão de cópias deles no Brasil, segundo a gravadora Universal Music)”.

A turnê brasileira terá registro em DVD, e existe o projeto de realizar um show ao ar livre no Rio, o que ainda está sendo devidamente negociado. Rieu viaja com uma equipe própria composta por 180 pessoas, sendo que 200 brasileiros atuarão na produção indireta. O show terá 15 contâineres de equipamentos, que incluem nove telões de alta definição.

A novidade no show é a inclusão da música Ah Se Eu Te Pego, sucesso mundial na interpretação de Michel Teló. “Essa música brasileira faz muito sucesso na Holanda e resolvi colocá-la no repertório do show como homenagem”.

Andre Rieu aproveitará uma brecha nessa turnê brasileira para fazer shows de 24 a 26 de junho em sua cidade natal, Maastrich, na qual já gravou diversos DVDs. Esses shows, por sinal, irão gerar mais um deles.

Os shows de Andre Rieu em São Paulo serão realizados no Ginásio do Ibirapuera (rua Manoel da Nóbrega, 1.361 – fone 0xx11 3887-3500, com ingressos de R$ 140,00 a R$ 2.500,00 que podem ser adquiridos através do site www.ingressorapido.com.br).

Ouça Bolero, de Ravel, com Andre Rieu e sua orquestra:

Whitney Houston tem 3 CDs entre os 10 mais

Por Fabian Chacur

Após sua inesperada e trágica morte há quase duas semanas, Whitney Houston voltou com força total às paradas de sucesso. O interesse por seu trabalho cresceu tanto que gerou um fato único.

Antes desta última semana, nunca uma cantora havia conseguido emplacar três albuns ao mesmo tempo entre os 10 mais vendidos na parada americana, segundo a revista Billboard. Pois Whitney conseguiu quebrar essa escrita.

Durante a semana encerrada no dia 26 de fevereiro, a intérprete americana vendeu mais de 320 mil cópias de seus álbuns. Três deles ficaram entre os 10 mais vendidos.

São eles a coletânea dupla Whitney: The Greatest Hits (2000), no segundo posto com 174 mil exemplares vendidos, a trilha sonora The Bodyguard (1993), no sexto lugar com 47 mil cópias vendidas, e seu trabalho de estreia, Whitney Houston (1985), no nono posto com 30 mil cópias vendidas.

A última vez que um artista conseguiu essa façanha ocorreu no longínquo mês de julho de 1968, quando a dupla Simon & Garfunkel emplacou Bookends, a trilha do filme The Graduate e o álbum Parsley Sage Rosemary And Time entre os dez mais.

Os Beatles, o trio Peter Paul And Mary e o grupo Herb Alpert & Tijuhana Brass foram os outros a conseguir tal façanha, sendo que este último é o recordista, tendo emplacado quatro álbuns ao mesmo tempo entre os 10 mais vendidos.

Veja o clipe de How Will I Know, de Whitney Houston:

Adivinhem? Adele quebrou um novo recorde…

Por Fabian Chacur

Os analistas da edição americana da revista Billboard, a bíblia da indústria fonográfica mundial, previam que na semana encerrada no último domingo (19), o álbum 21, de Adele, venderia entre 650 a 680 mil cópias, impulsionado pelos seis troféus conquistados por ela na edição 2012 dos Grammy Awards, o Oscar musical.

Pois eles erraram. Para baixo. 21 teve a “bagatela” de 730 mil exemplares comercializados nesse período, proporcionando à estrela britânica sua 21ª semana não consecutiva no primeiro lugar da parada ianque. Ou seja, 21 está a 21 semanas no topo e é mais 21 do que nunca…

Mais dados. Trata-se da melhor semana de vendas do álbum no mercado americano até hoje. Isso, mesmo com o disco tendo sido lançado nos EUA há precisamente um ano. Em termos de comparação, 21 vendeu em sua semana de lançamento, normalmente o melhor momento para um trabalho badalado como o dela, 352 mil cópias.

O segundo álbum de Adele ultrapassou esta semana a marca de 7 milhões de cópias vendidas nos EUA, número impressionante para os tempos atuais.

Curiosamente, o segundo posto esta semana fica nas mãos da coletânea Whitney – The Greatest Hits, da saudosa Whitney Houston, que vendeu 175 mil exemplares no mesmo período.

Vale lembrar que esta semana 21 superou a trilha de O Guarda-Costas, que tem Whitney como destaque, como o álbum que permaneceu por mais semanas no topo das paradas nos últimos 20 anos. O céu parece ser o limite para Adele.

Adele canta Rolling In The Deep ao vivo no programa de David Letterman:

CD de Adele iguala feito da trilha de Titanic

Por Fabian Chacur

Qualquer dia vão querer mudar o nome desse espaço para Mondo Adele. Afinal, quase toda semana tem notícia nova da moça por aqui. Mas vou fazer o quê? Esse é o momento dela. Não dá para ignorar.

A nova façanha da cantora britânica foi noticiada de forma bombástica pelo site da versão americana da revista Billboard. O álbum 21, da jovem intérprete, completou esta semana 16 semanas não consecutivas no topo da parada de sucessos americana.

Com isso, Adele igualou o resultado da trilha sonora do filme Titanic, que em 1998, impulsionado pela balada My Heart Will Go On, de Celine Dion, atingiu a mesma marca.

Nos últimos sete dias, o segundo álbum da carreira da cantora vendeu 104 mil cópias, mais do que o dobro do segundo colocado no mesmo período, o álbum Give Us Rest, da David Crowder Band, que teve 50 mil cópias comercializadas.

De quebra, a canção Set Fire The Rain atingiu o primeiro posto na parada de singles, com 193 mil downloads pagos. Não estranharei se, na próxima semana, a trilha de Titanic ficar para trás…

Veja versão ao vivo de Set Fire The Rain, de Adele:

U2 quebra recorde no Brasil, mas a que custo!

Por Fabian Chacur

Com os três shows realizados em São Paulo neste mês de abril, apresentando o show 360º, o U2 quebrou o recorde de público pago para uma única turnê em nosso país.

A banda liderada pelo cantor Bono Vox conseguiu somar 267 mil pagantes, contra 178 mil dos três espetáculos de Paul McCartney por aqui em 2010 durante a Up And Coming Tour.

Beleza, quebrar recordes é lindo, bacana, vai para os livros, a imprensa mundial fica sabendo etc.

Aliás, a turnê 360º conseguiu, após passar por nosso país, atingir o marco de a mais lucrativa da história, arrecadando mais de R$ 1.2 bilhão.

Só que tem um “pequeno” problema: a forma como os autores de álbuns clássicos como The Joshua Tree, War e Achtung Baby! conseguiram esse desempenho excepcional.

De forma gananciosa, a empresa responsável pela turnê coloc0u mais de 90 mil pessoas em cada dia, no Morumbi, contra algo em torno de 60 mil nos shows de Paul McCartney.

Resultado: a infraestrutura do local, que não estava apropriada para abrigar tanta gente, tornou a vida do público um verdadeiro inferno.

Dificuldades para se estacionar, pouca demanda de ônibus e táxis, congestionamentos monstro na entrada e na saída…

Segundo a Folha de S.Paulo do dia 15/4, houve taxista cobrando até R$ 300 reais com o taxímetro desligado para levar algumas pessoas para fora dali, sendo que estacionamentos improvisados cobraram R$ 140 por vaga.

Lógico que a parcela de culpa do contratante e organizador dos shows é bem maior do que o da banda, mas os músicos, ou seus empresários, deveriam controlar melhor isso.

Não teria sido melhor ter encaixado um quarto show à programação, com 60 mil pessoas por dia, ou algo assim?

Enfim, vida de fã de música pop internacional no Brasil é sempre assim: preços de ingressos absurdos, infraestrutura de transporte ruim, acomodações insatisfatórias, preços de alimentos e bebidas na lua…

Quando isso irá mudar? Será que no tal do dia de São Nunca?

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