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Bryan Ferry e seu genial The Jazz Age

Por Fabian Chacur

Bryan Ferry sempre foi muito além de um simples rock star. Culto, o cantor, compositor e músico britânico nascido em 26 de setembro de 1945 é um grande conhecedor de artes e literatura, e nunca se restringiu ao gênero musical que o popularizou, dando provas de ser especialista em jazz e soul music. Seu novo CD, The Jazz Age, é mais uma prova de sua imensa criatividade. Coisa de gênio mesmo, sem dúvida.

O álbum parte de um conceito bastante original. Ele selecionou 13 músicas de todas as fases de sua carreira, tanto a solo como a da banda que o tornou conhecido, a Roxy Music, e as verteu para o estilo do jazz instrumental dos anos 20, fase denominada pelos especialistas dessa área como The Jazz Age. O repertório é abrangente e vai desde Virginia Plain (1972, primeiro single do Roxy Music) até Reason Or Rhyme, de seu mais recente (e belíssimo) álbum solo, Olympia (2010).

Para interpretar as músicas, ele montou a The Bryan Ferry Orchestra, liderada pelo pianista e arranjador Colin Good e integrada por mais 14 músicos. Ferry não toca um único acorde no álbum, e atua como coprodutor ao lado do parceiro de tantos outros trabalhos Rhett Davies. E volto a ressaltar: o trabalho é totalmente instrumental, algo incomum para um cantor.

De quebra, a sonoridade da gravação procura reproduzir o clima dos discos de cera e de 78 rotações de antigamente, com aquele delicioso som meio abafado e repleto de positiva nostalgia. Além disso, o álbum em CD conta com uma embalagem digipack capa dura tipo livro, com direito a encarte luxuoso, papel sofisticado e ilustrações belíssimas assinadas por Paul Colin, além de textos explicando de forma minuciosa o conceito em torno do álbum.

Difícil não se arrepiar ao ouvir releituras tão diferentes e criativas de clássicos do repertório do astro britânico como Do The Strand, Love Is The Drug, Avalon, The Bogus Man, Slave To Love e Don’t Stop The Dance. Aos 68 anos, Bryan Ferry demonstra que não quer saber de cair na estagnação, sempre investindo em material de alta qualidade artística e proporcionando maravilhas como este The Jazz Age a seus inúmeros fãs. Em uma única palavra: discaço!

Veja o making off de The Jazz Age:

Ouça Do The Strand, com The Bryan Ferry Orchestra:

Bryan Ferry relê hits em estilo jazz anos 20

Por Fabian Chacur

Bryan Ferry, considerado um dos grandes cantores da história do rock, surpreende os fãs novamente e lança seu primeiro álbum instrumental. The Jazz Age, na verdade, equivale a uma sucessão de surpresas para quem acompanha há 40 anos esse verdadeiro gênio do rock e da música pop em geral.

O cantor, compositor e músico britânico selecionou onze de suas composições gravadas por ele com o Roxy Music ou em carreira solo e deu a elas versões instrumentais. Mas não qualquer instrumental. O álbum se vale de arranjos extremamente bem elaborados e baseados no jazz da década de 20, período conhecido como The Jazz Age (daí o nome do álbum).

Com direção musical a cargo do maestro e tecladista Colin Good, que trabalhou com Ferry no CD As Time Goes By (1999), no qual o cantor releu standards do jazz dos anos 30 e 40, o trabalho envolve o ouvinte e ressalta possibilidades melódicas e rítmicas que ninguém imaginaria serem possíveis nesse ótimo repertório.

Slave To Love, Do The Strand, Avalon e Virginia Plain são destaques de um álbum simplesmente delicioso, que mergulha em uma sonoridade jazzística que se encaixa feito luva no repertório Roxy/Ferry. Ressalte-se a belíssima capa, que aproveita desenhos do artista francês Paul Colin (1892-1985), especialista em cartazes para espetáculo artísticos.

Esse é o repertório de The Jazz Age:

Don’t Stop The Dance
Just Like You
Avalon
The Bogus Man
Slave To Love
This Is Tomorrow
The Only Face
I Tought
Reason Or Rhyme
Virginia Plain
This Island Earth

Slave To Love – The Bryan Ferry Orchestra:

Do The Strand (trecho) – The Bryan Ferry Orchestra:

Veja vídeo com cenas das gravações de The Jazz Age:

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