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Turibio Santos tem 12 álbuns relançados pela Erato-Warner

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Por Fabian Chacur

Em um período no qual a cultura brasileira anda sendo massacrada pela ignorância e descaso, há notícias que a gente dá com muito, mas muito prazer mesmo. Esta é uma delas. A gravadora Warner Music, através do seu selo Warner Classics, acaba de relançar no formato digital 12 álbuns do mitológico violonista brasileiro Turibio Santos. Mais: dois desses álbuns também mereceram uma versão nacional em CD físico, embalados em uma caprichada luva especial com o título geral Turibio Santos Em Paris: Os Anos Erato. E vem mais por aí.

O material foi registrado basicamente em Paris durante a década de 1970 pela gravadora francesa Erato, criada em 1953, especializada em música erudita e hoje pertencente ao acervo da Warner Classics. Os dois álbuns lançados no formato físico são bem especiais. Spanish Dances Vol.2 (1977) traz um repertório que vai da música barroca à contemporânea, com composições de Augusti Grau, Isaac Alberniz e Manuel de Falla, entre outros.

Por sua vez, Rodrigo: Aranjuez (1973) é focado em composições do célebre Joaquin Rodrigo (1901-1999), incluindo a mais famosa criação deste saudoso autor espanhol, o maravilhoso Concierto de Aranjuez, que ganhou até uma versão disco music de Herb Alpert em 1979 (no álbum Rise). Neste, Turibio é acompanhado pela Orquestra Nacional da Ópera de Monte Carlo. O CD traz também quatro faixas-bônus em relação ao lançamento original em vinil, com mais composições de Rodrigo.

Nascido em 7 de março de 1943 em São Luiz, Maranhão, e criado no Rio de Janeiro, Turibio Santos foi o vencedor em 1965 do Concurso Internacional de Violão da ORTF (Office de Radiodiffusion Et Télévision Française), e rapidamente se tornou um dos violonistas mais prestigiados na área erudita, com direito a apresentações nos quatro cantos do mundo e uma discografia com mais de 70 títulos, sendo 12 deles pela Erato.

Considerado um dos melhores intérpretes da obra de Villa-Lobos, Turibio não só soube investir em obras da seara erudita como também mergulhou com desenvoltura em composições de autores brasileiros de veia popular, entre os quais Garoto, Dilermando Reis, Jackson do Pandeiro e Ernesto Nazareth. Ele ganhou a Ordem do Cruzeiro do Sul e seu equivalente francês, a Légion d’Honneur. Como se não fosse suficiente, ainda se destacou como um atuante e conceituado pesquisador e professor.

Para encerrar, outra ótima notícia para os fãs de lançamentos físicos: a Warner Classics pretende nos próximos meses disponibilizar em CD os outros 10 álbuns de Turibio Santos gravados para a Erato, estes que acabam de chegar às plataformas digitais. Eis uma das melhores notícias culturais do dia!

Concierto de Aranjuez: II. Adagio– Turibio Santos:

João Bosco festeja 45 anos de carreira com um show no Rio

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Por Fabian Chacur

A carreira de João Bosco eu acompanho desde o seu início fonográfico. Isso ocorreu em 1972, quando o jornal O Pasquim lançou o Disco de Bolso, projeto capitaneado pelo músico Sérgio Ricardo e que trazia como brinde um compacto simples. No lado A, nada menos do que a versão original de Águas de Março, com Tom Jobim. No lado B, Agnus Sei, fantástica canção meio flamenca interpretada com maestria no melhor estilo voz e violão por João. Marcou a minha infância, e até hoje é uma das minha favoritas desse artista incrível.

Nos 45 anos que se passaram desde então, este cantor, compositor e violonista mineiro só ampliou seus horizontes. Gravou discos clássicos, compôs algumas das melhores músicas da história da nossa MPB e fez milhares de shows pelo mundo afora. E é para celebrar essa bela estrada percorrida que ele se apresenta no Rio nesta quinta-feira (25) às 21h no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3.900- lojas 160- Shopping VillageMall- Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos de R$ 50,00 a R$ 180,00.

No repertório, o fã pode esperar maravilhas do porte de O Mestre Salas dos Mares, De Frente Pro Crime, Eu Não Sei Teu Nome Inteiro, Trem-Bala, Caça à Raposa e Plataforma. Também teremos algumas releituras bacanas que Bosco fez de canções de outros craques da MPB, como Paulinho da Viola, Noel Rosa, Dorival Caymmi, Chico Buarque e Tom Jobim. Tomara que tenha Agnus Sei no meio…

Agnus Sei (versão original)- João Bosco:

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