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Peter Green, um inglês que ajudou na renovação do blues

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Por Fabian Chacur

Se o blues foi criado nos EUA por geniais músicos locais, também é fato que este seminal gênero musical só foi resgatado e tomou proporções mundiais graças a uma série de músicos britânicos nos anos 1960, período em que o americano pouco ou nada o valorizava. Entre os principais nomes deste revival temos o cantor, compositor e guitarrista britânico Peter Green, cofundador do Fleetwood Mac, que nos deixou neste sábado (25) aos 73 anos de causas naturais, segundo informação de seus advogados.

Filho de judeus radicados na Inglaterra, Peter Allen Greenbaum nasceu em 29 de outubro de 1946 em Bethnal Green, Londres. Ele tocou em pequenas bandas e aos poucos aprimorou sua performance na guitarra e vocais a ponto de ser convidado para substituir Eric Clapton em 1966 no grupo John Mayall & The Bluesbreakers, um dos mais importantes da cena britânica de blues. Lá, conheceu o baixista John McVie e o baterista Mick Fleetwood.

Após gravar com a banda o álbum A Hard Road (fevereiro de 1967), no qual incluiu duas composições de sua autoria (The Same Way e The Supernatural) e participar de mais algumas gravações com eles, resolveu que havia chegado a hora de montar a sua própria banda, e convidou, além de Mick Fleetwood, o guitarrista Jeremy Spencer e o baixista Bob Brunning.

Com o amigo John McVie (que também saiu dos Bluesbreakers) na vaga de Brunning, este novo grupo, o Fleetwood Mac, rapidamente se mostrou com muito poder de fogo. O álbum de estreia, autointitulado (que alguns apelidaram de “o LP da lata de lixo”, por causa da capa) e lançado em 1968, mesclava releituras de clássicos do blues como Shake Your Money Maker (Elmore James) a composições de Peter Green como Looking For Somebody.

O sucesso no Reino Unido lhes valeu o 4º lugar na parada de sucessos local. O público ficou fissurado na ótima voz e nas vigorosas frases de guitarra de Green, muito bem assessorado por seus colegas. Os álbuns Mr. Wonderful (1968) e Then Play On (1969) ajudaram a solidificar esse prestígio.

Green se mostrou um compositor de mão cheia, mesclando blues, rock e até elementos de jazz e música latina, proporcionando à banda canções que se tornariam clássicas do blues britânico, como Black Magic Woman (regravada por Santana no álbum Abraxas, de 1970), Oh Well (regravada por Joe Jackson em 1991 no CD Laughter And Lust), The Green Manalish (relida pelo Judas Priest em 1978 no LP Killing Machine), a instrumental Albatross e Rattlesnake Shake, só para citar algumas das mais marcantes de um belo repertório.

Aí, em 1970, quando o grupo se preparava para ampliar seus horizontes e tentar conquistar o mercado americano, o consumo excessivo de drogas, em especial o LSD, levou Green a deixar a banda, após ter ficado um tempo em uma comunidade alternativa na Alemanha. Era o início de anos bem difíceis.

Os primeiros tempos fora da banda que o consagrou até pareciam promissores, com direito a gravações com B.B. King e o lançamento de seu primeiro álbum solo, The End Of The Game (1970). A coisa se complicou quando ele foi diagnosticado com esquizofrenia. Ele ainda participou de forma pequena e não creditada em dois álbuns do Fleetwood Mac, Penguin (1973) e Tusk (1979).

A partir do fim dos anos 1970, foi aos poucos retornando, lançando sete álbuns solo. Sua melhor fase foi quando montou o Peter Green Splinter Group, que se manteve ativo entre 1997 e 2004, com oito álbuns no currículo e inúmeros shows. Ele também participou do disco The Visitor (1981), de Mick Fleetwood, e de trabalhos de Peter Gabriel, Richard Kerr e Country Joe McDonald, e entrou para o Rock And Roll Hall Of Fame com o Fleetwood Mac em 1998.

Oh! Well(ao vivo em 1969)- Fleetwood Mac:

Keith Olsen, o cara que ajudou o Fleetwood Mac a achar seu rumo

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Por Fabian Chacur

Em dezembro de 1974, Mick Fleetwood, líder do Fleetwood Mac, estava perdidinho. Seu guitarrista e cantor, Bob Welch, havia acabado de sair da banda, justo no momento em que o time parecia caminhar para o sucesso comercial. Para sua sorte, surgiu na vida dele um certo Keith Olsen, que lhe abriria as portas para uma nova fase que tornaria o FM uma das bandas de maior sucesso da história do rock. Olsen nos deixou no último dia 9, aos 74 anos, vítima de um ataque cardíaco, mas deixou como herança um currículo dos mais respeitáveis.

Nascido em 12 de maio de 1945, Keith Olsen começou a sua carreira tocando baixo em bandas de folk e rock. Em 1966, entrou na The Music Machine, pioneira formação de garage rock que fez sucesso naquele mesmo ano com o matador single Talk Talk, com uma pegada que influenciaria o punk rock da década seguinte. Após sair do time, em 1967, integrou duas bandas efêmeras, The Millenium e Sagittarius, de pouco sucesso comercial.

As experiências como integrante de bandas o incentivaram a tentar uma outra atividade na área musical, a de engenheiro de som e produtor. Ele já havia trabalhado em um disco da James Gang quando conheceu um jovem e talentoso casal, Lindsey Buckingham e Stevie Nicks, que naquele 1973 atuavam como dupla. Entusiasmado com o talento deles, não só conseguiu atrair as atenções da gravadora Polydor, que os contratou, como de quebra foi o produtor e engenheiro de som de seu álbum de estreia, Buckingham Nicks (1973).

Embora seja excepcional em termos artísticos, o álbum obteve números decepcionantes em termos comerciais, o que deixou o casal roqueiro em uma situação muito difícil. O amigo Olsen, para ajudá-los, chegou a deixá-los morar em sua casa, e também contratou Nicks como empregada doméstica.

É nesse momento que ocorre o encontro entre Keith Olsen e Mick Fleetwood. Este último procurava um estúdio para a gravação de seu próximo álbum, e calhou de Olsen estar por lá. O produtor resolveu mostrar a qualidade do estúdio onde estavam, o hoje lendário Sound City, na Califórnia, tocando uma faixa de Buckingham Nicks. Após a audição, Fleetwood viu a oportunidade de resolver não um, mas três problemas ao mesmo tempo.

Além de definir o Sound City como o lugar onde gravaria seu novo LP, de quebra se interessou e muito pelo guitarrista daquele álbum, e pediu o contato dele para Olsen. Buckingham adorou o convite, mas impôs ao futuro patrão uma condição: sua esposa tinha de ir, também. Pedido aceito, surgia a formação que daria ao Fleetwood Mac fama mundial, com Nicks (vocal) e Buckingham (vocal e guitarra) se juntando a Fleetwood (bateria), John McVie (baixo) e sua então esposa Christine McVie (vocal e teclados).

Keith Olsen produziu Fleetwood Mac (1975), que levou a FM ao primeiro posto da parada ianque pela primeira vez em sua carreira e emplacou clássicos do rock como Rhiannon, Say You Love Me, Landslide, Monday Morning e Over My Head. Se a banda entrou para o primeiro time do rock, o produtor deste álbum também viu as portas da cena rocker se abrirem para ele.

A partir dali, Olsen foi o produtor ou coprodutor de álbuns que ajudaram outros artistas a alcançar o estrelato. O grupo Foreigner, por exemplo, estourou graças ao álbum Double Vision (1978), que traz os hits Hot Blooded e a faixa-título.

A excelente cantora e compositora americana Pat Benatar tornou-se uma estrela do rock graças aos álbuns Crimes Of Passion (1980) e Precious Time (1981), que atingiram respectivamente as posições de nº 2 e nº 1 no mercado americano e emplacaram hits certeiros do porte de Hit Me With Your Best Shot e Hell Is For Children, ambos produzidos por Olsen.

O maior hit da carreira do cantor, compositor e ator americano Rick Springfield, Jessie’s Girl, assim como o álbum no qual a canção está incluída, Working Class Dog (1981), está no currículo de Olsen, assim como Whitesnake (1987), álbum que emplacou de vez a banda de David Coverdale no mercado americano, atingindo o 2º posto na parada da Billboard.

Além desses trabalhos de grande sucesso, Keith Olsen também atuou em discos de artistas e grupos importantes como Scorpions (Crazy World-1980, o que inclui o megahit Winds Of Change), Ozzy Osbourne, Santana, Sammy Hagar, Heart, Kim Carnes, Emerson Lake & Palmer e Kingdom Come. A partir de 1996, Keith Olsen passou a trabalhar no desenvolvimento do surround sound na música para o selo Kore Group e outras empresas

Talk Talk– The Music Machine:

Musical sobre o Fleetwood Mac será encenado em SP, RJ e BH

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Por Fabian Chacur

Um de meus sonhos era ver o Fleetwood Mac ao vivo no Brasil com sua formação mais bem-sucedida. Como isso parece ser praticamente impossível, após a saída de Lindsey Buckingham (que de quebra luta contra sérios problemas de saúde), o mais próximo disso parece ser a turnê que a banda cover britânica Rumours Of Fleetwood Mac fará pelo Brasil, com shows dias 15 de Agosto de 2019 em São Paulo (Espaco das Américas), 16 de Agosto no Rio de Janeiro (Vivo Rio) e 17 de Agosto em Belo Horizonte (Teatro Palácio das Artes). Trata-se, no mínimo, de uma banda cover com um belíssimo pedigree.

Não é por acaso que intitulei esse post como se fosse a encenação de um musical sobre a banda. Porque, na prática, é isso mesmo que se passa nas apresentações do Rumours Of Fleetwood Mac. Criado em 1999 e com mais de 700 shows no currículo, o grupo tem o aval de ninguém menos do que Mick Fleetwood, o baterista que criou a seminal banda, e de Stevie Nicks, a cantora que entrou no time em 1975 e ajudou a elevá-lo ao topo do pop rock mundial. Além disso, Mick já participou de shows dessa banda-tributo, assim como o guitarrista Rick Vito, que substituiu Lindsey Buckingham no FM entre 1987 e 1991.

O grupo é integrado por Jess Harwood (vocal, interpreta as músicas de Stevie Nicks)), James Harrison (guitarra e vocal, faz as vezes de Lindsey Buckingham), Scott Poley (guitarra e vocal), Alan Cosgrove (bateria, até o visual lembra o de Mick Fleetwood), Emily Gervers (teclados e vocal, veste a pele de Christine McVie), Etienne Girard (baixo) e Dave Goldberg (teclados, guitarra e os vocais do primeiro cantor do grupo em sua fase de blues rock, Peter Green). Um time afiadíssimo, que replica com muito detalhismo e energia as canções do FM.

O repertório traz Dreams, Don’t Stop, You Make Loving Fun e todas as outras músicas do mitológico álbum Rumours (1977), um dos mais vendidos da história, e os hits mais importantes dos 50 anos de estrada da banda, entre os quais Black Magic Woman, Albatross, Sarah, Gypsy, Little Lies, Seven Wonders e Everywhere.

O show é aberto com um vídeo no qual Mick Fleetwood dá um depoimento sobre a banda, sendo que outros vídeos e textos são usados durante a apresentação para ilustrar a trajetória de uma das melhores bandas de rock de todos os tempos. Veja trechos de músicas com o grupo aqui .

Seven Wonders (ao vivo)- Rumours Of Fleetwood Mac:

Lindsey Buckingham lançará uma coletânea em outubro

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Por Fabian Chacur

Para os fãs de Lindsey Buckingham que ficaram indignados com sua absurda “demissão” do grupo que o tornou conhecido mundialmente, o Fleetwood Mac, uma ótima notícia. Ele lançará no dia 7 de outubro Solo Anthology: The Best Of Lindsey Buckingham, coletânea que sairá em várias versões: CD triplo (a mais atraente), CD simples, vinil sêxtuplo (!) e nas diversas plataformas digitais. Ainda não há previsão por parte da Warner no Brasil de como esse trabalho sairá por aqui, embora a versão digital pareça a mais provável.

Nascido em 3 de outubro de 1949, o cantor, compositor, guitarrista e violonista americano integrou o Fleetwood Mac entre 1975 e 1987 e depois entre 1997 a 2018. Ele também desenvolveu uma belíssima carreira-solo que teve início em 1981 com o CD Law And Order, que traz como destaque seu maior hit individual, a balançada Trouble, que atingiu a posição de número 9 na parada de singles americana.

Desde então, tivemos os álbuns de estúdio Go Insane (1983), Out Of The Craddle (1992), Under The Skin (2006), Gift Of Screws (2008) e Seeds We Sow (2011), além de três DVDs/CDs gravados ao vivo, todos excelentes, sem exceção. Neles, desevolveu com destreza sua infalível fórmula de misturar rock, pop, country e folk, com direito a performances certeiras na guitarra e especialmente violão.

A versão tripla de Anthology totaliza 53 faixas. Os dois primeiros CDs dão uma geral no material de seus discos de estúdio (com uma faixa ao vivo no meio). Esses discos também contam com faixas nunca antes incluídas nesses álbuns, como Holiday Road e Dancing Across The USA, ambas da trilha de Férias Frustradas (National Lampoon’s Vacation), e Time Bomb Town, da trilha de De Volta Pro Futuro.

Temos também duas inéditas, Hunger e Ride This Road. O terceiro CD reúne 13 faixas gravadas ao vivo por ele entre 2008 e 2012. Várias delas são do repertório do Fleetwood Mac, entre elas Go Your Own Way, Tusk, Big Love e Never Going Back Again. Buckingham divulgará o álbum com uma turnê americana com 32 datas, prevista para ser realizada entre outubro e dezembro deste ano.

Trouble (clipe)- Lindsey Buckingham:

Lindsey Buckingham sai mais uma vez do Fleetwood Mac

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Por Fabian Chacur

A notícia surgiu nesta segunda (9) como uma verdadeira bomba no site da edição americana da revista Rolling Stone, e acabou sendo confirmada pelo site oficial do Fleetwood Mac pouco depois. O guitarrista, cantor e compositor Lindsey Buckingham não faz mais parte da banda. Ele será substituído por dois outros músicos de grife, o cantor, compositor e guitarrista neozelandês Neil Finn, da banda Crowded House, e o americano Mike Campbell, guitarrista integrante de Tom Petty & The Heartbreakers. Uma mudança repleta de detalhes e curiosidades.

A matéria da RS afirma que Buckingham teria sido demitido pelo grupo após um desentendimento entre ele e os outros integrantes em relação à próxima turnê do time. O comunicado oficial da banda afirmou o seguinte: “Estamos felizes em recepcionar o talento musical de Mike Campbell e Neil Finn na família Mac; Com eles, estaremos apresentando todos os nossos hits que os fãs amam e também iremos surpreender o público com algumas músicas do nosso histórico catálogo de músicas. O FM sempre tem tido uma evolução criativa”.

O comunicado prossegue assim: “Olhamos para a frente para honrar esse espírito em nossa próxima turnê; Fizemos uma jam session com Mike e Neil e a química entre nós funcionou e fez a banda sentir que temos a combinação correta para seguir adiante, com algo novo ainda que contenha o inconfundível som do FM”. Quem assinou o texto foi Mick Fleetwood, fundador da banda em 1967 e o seu comandante desde então, responsável pela decisões referentes a eles.

A turnê ainda não tem datas definidas, o que ocorrerá em breve. Em sua conta no Twitter, Neil Finn confirmou a entrada no FM não muito após a divulgação da novidade. Por sua vez, Lindsey Buckingham ainda não fez até o momento nenhum comentário em seu site oficial, que por sinal está desatualizado, sem nenhum post referente a 2018.

O último show completo de Lindsey com o FM ocorreu em julho de 2017, sendo que em janeiro deste ano ele tocou com a banda em um pocket show. O repertório do show da nova encarnação do grupo deve mesclar grandes sucessos com lados B de seu vasto repertório, o que poderá incluir, por exemplo, canções da fase blues que marcou os anos iniciais desse time rocker.

O cantor, compositor e guitarrista americano Lindsey Buckingham entrou no Fleetwood Mac em 1975, junto com sua então namorada Stevie Nicks. Ao lado dos britânicos Mick Fleetwood (bateria), John McVie (baixo) e Christine McVie (teclados e vocal), integrou a formação clássica da banda, que estourou em termos mundiais com álbuns como Fleetwood Mac (1975), Rumours (1977) e Mirage (1982).

Em 1987, após o lançamento do CD Tango In The Night, Buckingham saiu da banda, para a qual retornou uma década depois, com o lançamento do álbum ao vivo The Dance (1997). Ele sempre se mostrou o integrante mais ousado e inovador do time, dando um tempero mais rocker ao pop-rock perfeito desenvolvido pelo quinteto.

Lindsey Buckingham iniciou uma carreira-solo quando ainda estava no Fleetwood Mac, em 1981, e tem no currículo seis CDs individuais gravados em estúdio, além de DVDs gravados ao vivo. Seu primeiro LP, Buckingham Nicks, gravado em parceria com Stevie Nicks antes de ambos entrarem no FM, saiu EM 1973. Em 2017, ele lançou Lindsey Buckingham Christine McVie, CD em dupla com a colega de FM Christine McVie, trabalho que foi divulgado com alguns shows (leia a resenha de Mondo Pop aqui).

Não é a primeira vez que um músico ilustre entra na vaga de Mr. Buckingham. Em 1995, o cantor e compositor Dave Mason, conhecido por ter integrado a banda Traffic nas décadas de 1960 e 1970, esteve no Fleetwood Mac, gravando com eles o álbum Time, um bom disco que, no entanto, tornou-se o maior fracasso comercial da história da banda. E seus novos substitutos tem belos currículos.

Neil Finn esteve em duas bandas de sucesso, a Split Enz e especialmente a Crowded House, que nos anos 1980 e 1990 conseguiu ótima repercussão nas paradas de diversos países graças a canções como Don’t Dream It’s Over, Better Be Home Soon, Weather With You, Chocolate Cake e It’s Only Natural, entre outras. Ele também gravou discos solo e em dupla com o talentoso irmão Tim Finn.

Por sua vez, Mike Campbell é um dos guitarristas mais respeitados no meio do rock mundial. Era o braço direito de Tom Petty nos Heartbreakers, e paralelamente atuou em projetos com nomes do porte de Don Henley (dos Eagles), Stevie Nicks (ele participou de discos-solo da cantora e também compôs com ela), Bob Dylan, Roy Orbison, Johnny Cash e inúmeros outros. Ou seja, a expectativa em torno dessa nova encarnação do FM é grande. E podem ter certeza de que Lindsey Buckingham nos oferecerá novos trabalhos bem bacanas sem eles.

Go Your Own Way– Fleetwood Mac:

Lindsey Buckingham faz dupla perfeita com Christine McVie

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Por Fabian Chacur

Em 1975, o grupo britânico Fleetwood Mac ganharia um fôlego redobrado com a entrada de dois americanos no time. A partir dali, o quinteto conquistou as paradas de sucesso de todo o mundo, vivenciou histórias incríveis e encarou separações e retornos surpreendentes. Agora, chega a vez de dois de seus integrantes lançarem um álbum em dupla pela primeira vez. Lindsey Buckingham Christine McVie é, desde já, um dos grandes lançamentos de 2017.

A semente deste álbum teve início em 2014, quando a cantora, compositora e tecladista britânica Christine McVie voltou ao Fleetwood Mac após mais de uma década longe do grupo que a consagrou. Naquela época, ela, o cantor, compositor e guitarrista americano Lindsey Buckingham, o baixista britânico John McVie (ex-marido de Christine) e o baterista Mick Fleetwood resolveram fazer gravações de material inédito para um possível álbum de retorno.

O problema foi que a quinta integrante do time, a cantora e compositora americana Stevie Nicks (ex-mulher de Lindsey) resolveu fazer uma turnê solo, o que adiou por meses a continuidade dos trabalhos. Quando ficou claro que Stevie participaria dos shows, mas não de um disco novo (pelo menos, não no prazo que os colegas desejavam), Christine e Buckingham resolveram realizar um sonho antigo e lançar um disco em dupla, algo que ele e Nicks fizeram em 1973, quando ainda eram ilustres desconhecidos, um LP raríssimo e inédito no formato CD.

Vale lembrar que, no FM, eles já haviam feito quatro músicas em parceria, além de dividido os vocais na célebre Don’t Stop, de autoria de McVie. Para seu primeiro trabalho em dupla, selecionaram três composições em parceria, duas só de Christine e cinco só de Lindsey. Também participam do CD como músicos John McVie (baixo), Mick Fleetwood (bateria) e Mitchell Froom (teclados, ex-marido de Suzanne Vega, aquela do hit Luka).

São dez faixas muito boas. O início é com o rockão Sleeping Around The Corner, com refrão matador e tempero percussivo. Feel About You é um pop rock típico de Christine, embora assinado pelos dois, e possui um refrão envolvente, o que explica ter sido escolhida como o primeiro single a ser divulgado pela gravadora.

In My World é um daqueles ótimos rocks em tom menor de Lindsey, e agrada. Red Sun tem uma levada pop-rock bem balançada, e é assinada pela dupla. Os fãs do lado violonista de Lindsey irão vibrar com Love Is Here To Stay, que tem andamento de valsa e na qual ele faz um acompanhamento envolvente com o instrumento, com direito a belo refrão no qual as vozes dos dois se encaixam feito luva.

Too Far Gone, outra parceria, é um rockão potente com tempero percussivo típico de Mick Fleetwood. Lay Down For Free é um pop rock bem bacana do guitarrista, enquanto Game Of Pretend traz o DNA das baladas da cantora, com piano proeminente. On With The Show é outro momento rocker do músico, enquanto Carnival Begin é uma inspirada balada rock de Christine com um solo arrasador de Buckingham.

Como Lindsey Buckingham é creditado como tocando guitarra, teclados, baixo, bateria, percussão e vocal, dá para deduzir que algumas das faixas tenham ele como um quase “one man band”, com os acréscimos fornecidos por Christine e Mitchell Froom.

Não há créditos individualizados para quem toca o quê em cada faixa, mas parece evidente que John McVie e Mick Fleetwood não participaram de todas as sessões, sendo que algumas delas foram feitas no estúdio caseiro de Buckingham, o que reforça essa suspeita.

Uma das coisas mais difíceis no rock é fazer canções que ao mesmo tempo sejam peças artísticas e tenham forte apelo comercial, e essa sempre foi uma marca do Fleetwood Mac em sua formação clássica pós-1975. Lindsey Buckingham-Christine McVie mantém esse alto padrão de qualidade, e equivale a outro grande momento da carreira deles.

Os dois, por sinal, farão shows como dupla paralelos aos do FM, com músicos de apoio. O álbum atingiu o 17º posto na parada ianque. Eles bem que poderiam tocar por aqui, heim? Fica o sonho no ar…

Too Far Gone– Lindsey Buckingham- Christine McVie:

Stevie Nicks regrava o seu hit Gypsy para abrir nova série

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Por Fabian Chacur

Trinta e cinco anos após o seu lançamento, em 1982, a música Gypsy volta aos holofotes da cultura pop. Sua autora, a cantora e compositora americana Stevie Nicks, a regravou para a abertura da série Gypsy, cuja primeira temporada composta por dez episódios a Netflix disponibilizará para os seus assinantes a partir desta sexta-feira (30).

A criadora da atração, Lisa Rubin, afirmou ter se inspirado no registro original da canção, feita pelo grupo Fleetwood Mac (do qual Stevie faz parte), para escrever seu roteiro. Ao saber disso, a cantora se ofereceu para fazer uma regravação solo dessa música, que contou com a produção de Greg Kurstin, conhecido por trabalhos com Adele e Sia.

Segundo ela, a nova versão, basicamente centrada no formato voz e piano, está mais próxima da forma original como a canção foi concebida. A série será estrelada pela atriz Naomi Watts, estrela de King Kong e Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos e o ator Billy Crudup, este último celebrizado pelo papel do guitarrista Russell Hammond no maravilhoso filme Quase Famosos (Almost Famous-2000).

Gypsy foi escrita em 1979, e inicialmente era cogitada para entrar em seu primeiro álbum solo, Bella Donna (1981). No entanto, acabou ficando para o repertório do Fleetwood Mac, e lançada no CD Mirage (1982), que atingiu o primeiro posto na parada americana naquele ano. Lançada no formato single, Gypsy atingiu o posto de nº 12 nos EUA, e é um dos principais hits da carreira dessa grande diva do rock.

Gypsy (releitura)- Stevie Nicks:

Rumours, aquele limão azedo que virou a limonada perfeita

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Por Fabian Chacur

Diz um daqueles ditados antigos que se a vida te dá um limão, o melhor é tentar transformá-lo em uma limonada. Pois foi exatamente isso o que a banda anglo-americana Fleetwood Mac nos proporcionou em 1977. O quinteto transformou uma série de relacionamentos afetivos esfacelados, alto consumo de drogas e a enorme pressão para tentar repetir o sucesso de seu álbum anterior, Fleetwood Mac (1975), em um trabalho clássico, campeão de vendas e de qualidade artística, Rumours.

Para ficar mais claro o contexto em torno do qual Rumours foi gerado, vale um pequeno recuo no tempo. Criado em 1967 na Inglaterra por Mick Fleetwood (bateria) e John McVie (baixo), o Fleetwood Mac surgiu como um combo de blues rock, dos melhores, por sinal. Com o tempo, foi trocando de integrantes e passou por uma fase de transição, incorporando elementos de folk, country e pop ao seu som. Esse período levou o duo fundador e também a mulher de John, a cantora, compositora e tecladista Christine Perfect McVie (que havia entrado na banda em 1970), a se mudar para os EUA.

Lá, iniciaram uma fase positiva, especialmente com a entrada do cantor, compositor e guitarrista Bob Welch. No entanto, não muito tempo após lançarem o álbum ironicamente intitulado Heroes Are Hard To Find (1974), que obteve o seu melhor desempenho na parada americana até então, a posição de nº 34, a péssima notícia. Welch resolveu sair fora do FM, rumo a uma carreira-solo, ele que dividia com Christine o posto de vocalista e compositor principal do grupo.

E aí, como sair dessa enrascada? A solução veio por acaso. Mick Fleetwood procurava um estúdio para gravar o próximo álbum do FM quando o engenheiro de som Keith Olsen mostrou a ele faixas do álbum que havia gravado no estúdio Sound City em 1973 com uma dupla então obscura formada por Lindsey Buckingham (guitarra, vocal e composições) e Stevie Nicks (vocal e composições). O baterista amou o que ouviu, especialmente as passagens de guitarra.

Dias depois, quando a saída de Bob Welch se materializou, Fleetwood ligou para Buckingham e o convidou a ser o novo guitarrista da banda. Ele disse que só aceitaria se pudesse levar com ele para a banda a namorada. A condição foi aceita, e nascia a formação clássica dessa incrível banda, agora anglo-americana. E a estreia do time não poderia ter sido melhor, com um álbum autointitulado que vendeu dez vezes mais do que a média de seus trabalhos anteriores.

Melhor: atingiu, em setembro de 1976, o primeiro posto na parada americana, onde ficou por uma semana. A turnê que estavam fazendo, com shows sempre vibrantes, certamente ajudou na realização dessa façanha. Só que, a essa altura, os problemas começaram a surgir em pencas para a banda. Logo de cara, a pressão do sucesso e da estrada os levou a aumentar em muito o consumo de drogas, tornando-os bastante dependentes desse tipo de aditivo para trabalhar.

De quebra, Christine se encheu das eventuais grosserias do marido e resolveu dar a ele o cartão vermelho, passando a namorar o iluminador dos shows do grupo. Por sua vez, Lindsey e Stevie, que se conheciam desde adolescentes, também começaram a brigar muito, e perceberam que o casamento deles também deveria acabar. Como desgraça pouca é bobagem, Mick Fleetwood viu seu melhor amigo na época levar sua esposa, Jenny Boyd (irmã de Patty, mulher de George Harrison e depois de Eric Clapton, inspiração da música Layla).

O que esperar de um roteiro tenebroso como esse, piorado ainda mais em função da pressão da gravadora Warner por um novo álbum que conseguisse ir além do trabalho de estreia dessa nova escalação do FM? A separação do quinteto, ou ao menos a saída de alguns de seus integrantes, seria o rumo mais lógico. Mas não foi isso o que aconteceu.

Do jeito que dava, eles procuraram deixar as desavenças afetivas de lado e centrar fogo na criação artística. E, surpreendendo a muitos, puseram nas letras das músicas do novo álbum o enredo daquela confusão toda. Não é de se estranhar, portanto, que por sugestão de John McVie o álbum tenha sido intitulado Rumours (boatos, fofocas, em tradução livre). Eram acusações, desabafos, lamentos, sonhos, planos e esperanças para tudo quanto é lado.

O mais legal é que esse bafafá todo gerou canções de rock simplesmente perfeitas, repletas de boas melodias, vocalizações impecáveis, arranjos instrumentais precisos e uma perfeição presente apenas no melhor pop. Nunca o termo agridoce se aplicou de forma tão perfeita a um produto artístico como aqui. Era a dor exposta de forma delicada, vibrante e positiva, como se isso fosse possível. Bem, para este quinteto, foi, sim.

A colaboração entre Stevie e Lindsey, o ex-casal mais briguento do time, chega a ser inacreditável, pois fica difícil acreditar que dois caras que praticamente se odiavam naquele momento pudessem, juntos, gravar músicas de forma tão entrosada e artisticamente impecável. Ouça, por exemplo, Go Your Own Way, I Don’t Want To Know, Dreams e Second Hand News com esse background em sua mente. Definitivamente não dá para acreditar. Mas é real!

Enquanto isso, Christine escrevia e interpretava You Make Loving Fun em homenagem ao novo namorado, contando com uma performance maravilhosa de baixo do seu ex, que a infernizava fora das gravações. Além disso, ela ainda compôs a belíssima balada Oh Daddy inspirada no sofrimento de Mick Fleetwood, que ficou afastado durante um bom tempo de suas duas filhas por causa do litígio com Jenny Boyd. Vale lembrar que, nesse período, as duas garotas do FM passaram a morar em apartamentos vizinhos, tomando conta uma da outra.

O vício de cocaína é o mote de Gold Dust Woman, de Stevie, enquanto Never Going Back Again, tocada por Lindsey acompanhado por violão com maestria, registra uma espécie de certeza de que os bons tempos de seu relacionamento com a colega de banda nunca mais voltariam. Ela reclamou do tom mais ácido dele em relação à separação, mas ele garante que nunca disse que “queria sua liberdade”, como Nicks postou na letra de Dreams. Eita! Ah, e a musa pop teve um caso com Mick Fleetwood durante as gravações. Ok, ok!

A vibrante e positiva Don’t Stop, de Christine e na qual ela divide os vocais com Lindsey, é outro ponto alto do álbum, que por sinal só tem pontos altos. Songbird traz Miss McVie sozinha, voz e piano, em uma performance de fazer chorar até um freezer. E em The Chain, temos uma composição coletiva assinada pelos cinco, que fala exatamente sobre essa “corrente” que todos haviam prometido nunca quebrar.

Bem, em termos profissionais, eles de fato não quebraram, pois o Fleetwood Mac prosseguiria décadas afora, com alguns hiatos, mas sempre voltando com força. Rumours ficou incríveis 31 semanas não consecutivas no topo da parada ianque, gerou quatro singles que atingiram o top 10 (incluindo um número 1, Dreams) e vendeu mais de 40 milhões de cópias em todo o mundo, sendo mais de 20 milhões delas nos EUA. Isso é o que eu chamo de um limão bem aproveitado!

Rumours-Fleetwood Mac (ouça em streaming):

Stevie Nicks resgata canções de seu baú em 24 Karat Gold

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Por Fabian Chacur

24 Karat Gold- Songs From The Vaults, oitavo e mais recente CD de Stevie Nicks, equivale a um trabalho de resgate. A cantora e compositora americana retirou de seus arquivos canções compostas entre 1969 e 1987 (mais uma de 1994 e outra de 1995) que se mantinham no formato demo, tendo ficado dessa forma de fora de trabalhos anteriores. O resultado não poderia ter sido melhor.

O álbum saiu nos EUA em setembro de 2014 e até agora se mantém inédito por aqui, sabe Deus porque. Logo na primeira semana de lançamento, vendeu mais de 33 mil cópias e atingiu a sétima posição entre os álbuns mais vendidos no disputado mercado americano. Prova de forte popularidade de uma artista que completará 67 anos no próximo dia 26 de maio e que está há quatro décadas na estrada, sendo uma das melhores cantoras de rock de todos os tempos.

Seu primeiro álbum, Buckingham Nicks, saiu em 1973, em parceria com o então namorado Lindsey Buckingham. Em 1975, os dois viraram integrantes do Fleetwood Mac, banda que ajudaram a elevar ao primeiríssimo time do rock mundial. Em 1981, a cantora iniciou uma carreira solo paralela à da banda com o ábum Bella Donna. E o sucesso continuou o mesmo.

A fórmula usada por essa grande estrela do rock and roll não tem segredos. Trata-se de uma sempre bem azeitada mistura de rock básico, folk rock, country rock, folk, country e pop, pontuada por boas composições próprias e aquela voz meio rouca e sempre apaixonada que torna tudo sempre muito bom de se ouvir. Uma diva do primeiro escalão.

A primeira impressão ao se ouvir o novo álbum, produzido por Dave Stewart (ex-Eurythmics), é de não ser fácil acreditar que canções como Starshine, The Dealer, Cathouse Blues, I Don’t Care e She Loves Him Still (esta última escrita em parceria com Mark Knopfler, ex-Dire Straits) estivessem pegando poeira em um arquivo da vida, de tão boas que são.

Blue Water, com seu lirismo e apurado senso melódico, conta com a participação do ótimo trio Lady Antebellum, e o entrosamento entre eles se mostra matador. A única faixa que não é de autoria de Stevie é a bela Carousel, de Vanessa Carlton, amiga dela e uma das canções favoritas da mãe de Stevie, que infelizmente se foi há não muito tempo.

24 Karat Gold- Songs From The Vaults mostra uma Stevie Nicks em plena forma, não se rendendo a modismos para tentar ganhar novos fãs. Aqui, só o velho e bom rock and roll mesclado de folk e country, no qual Miss Nicks dá um banho de garra, personalidade e estilo. Como um disco desses não sai no Brasil? Com a palavra, a Warner Music Brasil.

Blue Water– Stevie Nicks e Lady Antebellum:

Starshine – Stevie Nicks:

Christine McVie em show do Fleetwood Mac

Por Fabian Chacur

Um belíssimo e desde já histórico reencontro ocorreu na noite desta quarta-feira (25) em Londres. A cantora, compositora e tecladista Christine McVie reviu no palco da O2 Arena seus ex-colegas de Fleeetwood Mac, banda que integrou durante três décadas e da qual saiu há mais de 10 anos. A estrela cantou e tocou teclados em sua composição Don’t Stop, para delírio da plateia presente.

Segundo post divulgado no site do NME, uma das mais importantes publicações musicais do Reino Unido e do mundo, Stevie Nicks, cantora da mitológica banda anglo-americana, garantiu que a ex-colega voltará a se juntar ao grupo no terceiro e último show deles na atual temporada na imensa O2 Arena, que será realizado nesta sexta-feira (27). Eles estão em plena turnê britânica atualmente, com shows bem concorridos.

Outro ex-integrante que esteve presente no local foi um de seus fundadores, o guitarrista e cantor Peter Green, presente no time de 1967 até 1970, quando saiu para investir em uma carreira solo. Nicks dedicou ao músico, considerado um dos grandes mestres do blues inglês, a música Landslide, interpretada por ele ao lado do atual guitarrista da banda, o soberbo Lindsey Buckingham, um dos meus grandes ídolos.

Tipo do show que eu adoraria ter presenciado, ainda mais no dia do meu aniversário! Será que um dia alguém irá tentar trazer ao Brasil o Fleetwood Mac? Que tal esse raio de Rock in Rio? Cruzemos os dedos, mas não sei se a banda estará na ativa em 2015, quando a próxima edição do festival será realizada no Brasil. Mas sonhar é preciso, sempre! Don’t stop dreaming!

Veja o Fleetwood Mac tocando Don’t Stop com Christine McVie em Londres:

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