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Thaide, craque do rap brasileiro, é atração de live #EmCasaComSesc

thaide

Por Fabian Chacur

A importância de Thaide para o rap nacional é imensa. Pode-se dizer, sem medo de errar, que ele é uma espécie de marco zero do gênero no Brasil, pois foi seu primeiro nome de sucesso. Com muita criatividade, talento e jogo de cintura, este paulistano de 52 anos solidificou uma carreira que o levou além de simplesmente cantar e compor. Ele será a atração desta quinta (28) às 19h do projeto #EmCasaComSesc, produzido pelo Sesc que promove lives de nomes bacanas da nossa música. A transmissão será via youtube (youtube.com/sescsp) e instagram (instagram.com/sescaovivo).

Thaide se tornou nacionalmente conhecido a partir do final de 1988, com o lançamento da coletânea Hip Hop Cultura de Rua pela Gravadora Eldorado. Em parceria com o DJ Hum, ele se destacou no álbum com a marcante Corpo Fechado, primeiro grande hit do rap brasileiro. A dupla se manteria até 2001, período durante o qual lançou álbuns bem bacanas e emplacou clássicos do porte de A Noite, Sr. Tempo Bom e Nada Pode Me Parar, só para citar alguns deles.

Com o fim da dupla com o DJ Hum, Thaíde não só iniciou uma ótima carreira-solo como também expandiu seus horizontes, atuando como apresentador e repórter de programas de TV como Yo! MTV, Manos e Minas e A Liga, ator em filmes como Antonia (2006), Caixa 2 (2007) e 2 Coelhos (2012) e até garoto propaganda de campanhas governamentais relevantes.

Com sua voz de timbre grave e marcante, ele sempre soube nos transmitir as experiências de uma vida repleta de dificuldades e desafios que ele sempre soube enfrentar com garra, criatividade e pensamento positivo.

As letras de Thaíde tem um enfoque positivo, propositivo, sem cair em clichês nem incitar violência ou rebeldia sem causa. Por isso, tornou-se um belo exemplo para as novas gerações. Seu álbum mais recente é o elogiado Vamo Que Vamo Que o Som Não Pode Parar, de 2017.

Sr. Tempo Bom (clipe)- Thaide e DJ Hum:

Xamã usa filmes clássicos como mote para álbum O Iluminado

xama cantor de rap 400x

Por Fabian Chacur

Para quem pensa que a cena musical do Rio de Janeiro só se dedica ao funk carioca no momento, vale conferir o trabalho de Xamã. O rapper carioca vê sua popularidade crescer de forma constante graças à ótima repercussão de seu álbum de estreia, Pecado Capital (2017) e também ao lançamento de vários singles e colaborações com outros artistas. Inquieto, ele lança nesta quinta (12) nas plataformas digitais um novo álbum, O Iluminado, lançamento da gravadora independente Baguá Records.

O novo trabalho do artista carioca de 30 anos que foi vendedor ambulante antes de mergulhar no mundo da musica tem como inspiração alguns de seus filmes favoritos, entre eles o que dá nome ao álbum, clássico de 1980 estrelado por Jack Nicholson. Como forma de anteceder o lançamento, a música Um Drink No Inferno foi divulgada com clipe gravado em Paris e dirigido por Dauto Galli.

“Gravamos esse clipe em Paris em apenas uma noite. Eu não conhecia a cidade, e foi uma experiência muito boa. Esse filme Um Drink no Inferno (de Robert Rodriguez e com roteiro de Quentin Tarantino) marcou a minha vida, assim como todos os outros que inspiraram as canções do meu novo álbum”, explica o artista.

O álbum conta com a participação do rapper Rio Santanna, dos cantores Luccas Carlos e Filipe Ret, de Major RD e da cantora Agnes Nunes. “Criei um ambiente próprio para cada música, e encaixei os convidados em função disso, em função do que cada uma dessas música pedia”, explica.

Além desse clipe para ilustrar uma música do disco (virão outros em breve), temos também um curta-metragem de quase 11 minutos no qual Xamã dá vasão ao seu lado ator, recriando cenas de filmes como Pulp Fiction- Tempo de Violência e Taxi Driver (veja aqui).

Aliás, se há algo que impulsiona esse artista carioca é a possibilidade de expandir seus horizontes musicais e culturais. “Você precisa criar conteúdos criativos, criar uma demanda, mostrar coisas novas para as pessoas, instigar a curiosidade do público; acho isso da hora, pois quem fica é quem cria algo novo, como Black Allien, o Cazuza, o Mano Brown”, reflete.

Se a qualidade é um item fundamental para Xamã, a quantidade também tem sua importância. “Hoje, você precisa injetar conteúdos novos o tempo todo, é uma engrenagem que nunca para; além de álbuns, já lancei diversos singles, fiz colaborações, investi em estilos diferentes como rap, trap, rock, r&b”.

Aliás, ele continua acreditando no formato álbum, tanto que O Iluminado terá, além da versão digital, uma tiragem limitada em vinil, prevista para sair daqui a dois meses. “Nesse álbum, por exemplo, reuni canções com potencial de single que seguem um tema, que é o cinema, elas se encaixam, fazem uma sequência legal; você distrai o público com o seu flow e informa através das letras”.

Na hora de mostrar ao vivo as músicas que cria, Xamã também não se restringe a uma única possibilidade. “No Rock in Rio, por exemplo, eu me apresentei no Espaço Favela rock com banda, e também faço shows com DJs, com DJs e MCs e também em formato acústico, são vários formatos diferentes”.

Para ele, o conturbado momento político e social que o Brasil passa atualmente tem um lado positivo. “O Brasil vive um momento complicado, as pessoas vivem uma crise de personalidade, não sabem no que acreditar, é um caos de informações desencontradas e em grande quantidade; mas sempre que o Brasil passa por fases assim, as artes ajudam a nos encaminhar para um rumo melhor, o importante é cada um trabalhar, fazer a sua parte”, finaliza.

Um Drink no Inferno (clipe)- Xamã:

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