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Tag: rock americano anos 1960

If I Could Only Remember My Name…- David Crosby (1971)

david crosby capa cd 1971 400x

Por Fabian Chacur

Quando o álbum If I Could Only Remember My Name… chegou às lojas de discos, mais precisamente no dia 22 de fevereiro de 1971, David Crosby já era um nome consagrado no cenário do rock. Primeiro, integrando de 1965 a 1968 os Byrds, banda que não só consolidou o folk rock como foi muito além, psicodelia e country rock afora. Em seguida, fazendo parte do supergrupo Crosby, Stills & Nash, que ganharia um Young adicional pouco após lançar o seu disco de estreia, em 1969.

A semente deste trabalho surgiu em julho de 1970, após o fim da turnê que o Crosby, Stills, Nash & Young realizou para divulgar seu álbum Déja Vú. O clima beligerante entre ele, Stephen Stills, Graham Nash e Neil Young colocou a banda no freezer por tempo indeterminado, com cada um deles tentando capitalizar para si próprios o imenso sucesso que a banda havia feito naqueles poucos, porém intensos e produtivos meses de existência.

Se o sucesso de sua banda certamente alimentava seu ego e sua alma, Crosby também administrava a imensa tristeza de ter perdido, no dia 30 de setembro de 1969, sua namorada, Christine Gail Hinton (1948-1969), em um fatal acidente automobilístico. Essa dor o levou a intensificar seu contato com o mar, a ponto de morar em seu barco, ancorado no porto de Sausalito, em Marin County.

Uma forma informal de definir o DNA do primeiro álbum individual do cantor, compositor e músico norte-americano nascido em 14 de agosto de 1941 é “solo, porém bem acompanhado”. E a explicação para tal definição vem do local onde o trabalho foi gravado e o clima reinante por aquelas plagas. Estamos falando do Wally Heider Studios, situado em San Francisco, Califórnia, um dos grandes polos do rock americano naquele período.

Com três salas de gravação disponíveis, o local era frequentado pelos mais badalados roqueiros da época. Naquele mesmo período, além do disco de Crosby, estavam sendo registrados outros dois trabalhos, o 1º disco solo de Paul Kantner, do Jefferson Airplane (Blows Against The Empire-1970), e um LP da genial banda psicodélica Grateful Dead (American Beauty-1970).

A informalidade e o bom relacionamento entre os músicos geravam colaborações espontâneas. Quando uma das sessões de gravação era interrompida para algum procedimento técnico, por exemplo, os músicos envolvidos nela de repente se viam no estúdio ao lado, e sem que nada fosse previamente combinado, surgia uma vocalização ali, uma slide guitar acolá, e, pronto, uma faixa clássica tomava forma de um jeito imprevisível.

Stephen Barncard, que se incumbiu da gravação e da mixagem de If I Could Only Remember My Name…, conta que vinha para cada dia de trabalho preparado para tudo o que pudesse rolar, pois os formatos variavam desde Crosby sozinho até um time com dez craques do rock ali, do nada, lado a lado. O legal é que, mesmo com esse clima de improviso constante, o resultado final conseguiu concisão suficiente para gerar um resultado antológico.

O braço direito de Crosby acabou sendo Jerry Garcia, o líder do Grateful Dead, que deu a várias faixas do LP um tempero todo especial com sua guitarra e especialmente com sua slide guitar. Além de integrantes do Dead, do Airplane, do Santana e do Quicksilver Messenger Service, o disco também trouxe os parceiros Graham Nash e Neil Young. Apenas Stephen Stills não marcou presença, dos craques do CSN&Y.

O repertório, selecionado entre canções compostas de 1968 a 1970, vai do clima hard rock da potente Cowboy Movie e da ardida What Are Their Names até a espiritualidade envolvente de Song With No Words (Tree With No Leaves). O álbum conseguiu bom resultado comercial, atingindo o posto de nº 12 na parada americana e vendendo mais de 500 mil cópias por lá, e a mesma posição na parada britânica.

As canções são tão boas que merecem serem detalhadas uma a uma, incluindo a escalação de músicos e cada uma delas, algo que você não encontra nos créditos do álbum, por sinal. Essas informações foram garimpadas de várias fontes, entre as quais os livretos das caixas Voyage– David Crosby (2006) e CSN– Crosby Stills & Nash (1991) e do livro Crosby Stills & Nash- The Biography (2000- Dave Zinner e Henry Diltz).

Music Is Love (David Crosby)- Vocais: David Crosby, Graham Nash e Neil Young. Violões: David Crosby e Neil Young. Congas: Graham Nash.
Esta foi a única faixa do disco gravada no A&M Studios em Los Angeles, California, e também a única produzida por Nash e Young. A gravação foi feita de improviso, e Crosby não pensava em incluí-la no disco, mas seus amigos gostaram tanto do resultado que levaram a fita, acrescentaram outros elementos e a devolveram a Crosby, que, ao conferir o resultado, viu que não poderia deixá-la de fora. O clima é de mantra, envolvendo o ouvinte logo nos primeiros acordes. Um belo pontapé inicial para o LP.

Cowboy Movie (David Crosby)-David Crosby (vocal, guitarra e palmas)- Jerry Garcia (guitarra)- Neil Young (guitarra), Phil Lesh (baixo)- Mickey Hart (bateria, percussão, palmas).
Neste rockão, belo sucessor de Almost Cut My Hair (do álbum Dèja Vú), Crosby conta de forma bem humorada, como se fosse o enredo de um faroeste, a história da separação do CSN&Y. Cada integrante mereceu um codinome. Crosby é o Old Weird Harold, Neil Young, o Young Billy, Stephen Stills, o Eli, Graham Nash, The Dynamiter, e a cantora Rita Coolidge, que gerou uma briga amorosa entre Stills e Nash (ganha por este último) é a Indian Girl. O clima de bangue-bangue também remete à capa de Dèja Vú, na qual os integrantes do CSN&Y aparecem trajados com roupas daquela época. O vocal vibrante de Crosby e o duelo de guitarras entre Young e Garcia são marcantes.

Tamalpais Hight (At About 3) (David Crosby)- David Crosby (guitarra, vocal)- Jerry Garcia (guitarra)- Jorma Kaukonen (guitarra)- Phil Lesh (baixo)- Bill Kreutzmann (bateria).
Sem letra, esta faixa se vale das envolventes vocalizações de Crosby para te levar a um clima contemplativo. A guitarra de timbre e inspiração jazzística é de Kaukonen, do Jefferson Airplane, em uma combinação de músicos que poderíamos apelidar de Jefferson Dead ou Grateful Airplane.

Laughing (David Crosby)- David Crosby (vocal, violão 12 cordas e guitarra)- Jerry Garcia (guitarra e pedal steel)- Phil Lesh (baixo)- Bill Kreutzmann (bateria)- Joni Mitchell (vocais).
Foi Crosby quem apresentou George Harrison ao trabalho de Ravi Shankar, e por tabela, à cultura oriental. Ele de certa forma se preocupava com a obcessão do amigo em descobrir a “verdade sobre a vida”, o que levou o músico britânico a se envolver com o célebre Maharishi. Daí surgiu a inspiração para a letra desta belíssima balada swingada, na qual podemos ouvir uma das grandes performances de steel guitar da história, pilotada pelo saudoso Jerry Garcia. Nos versos, Crosby diz ao amigo que, na verdade, a resposta que ele tanto procurava podia estar no sorriso inocente de uma criança tomando sol.

What Are Their Names (David Crosby-Neil Young-Jerry Garcia-Phil Lesh-Michael Shrieve)- David Crosby (violão e guitarra, vocais)- Jerry Garcia (guitarra)- Neil Young (guitarra)- Michael Shrieve (bateria)- David Frieberg, Jerry Garcia, Paul Kantner, Phil Lesh, Joni Mitchell, Graham Nash, Grace Slick (vocais).
Uma espécie de “quem é quem” no universo do rock americano de então, especialmente o de San Francisco. Balada climática, ardida, com letra cutucando a hipocrisia dos políticos, sempre tentando ocultar seus nomes na execução de fatos escusos e com objetivos corruptos e asquerosos.

Traction In The Rain (David Crosby)- David Crosby (vocal e violão)- Laura Allen (autoharp). Graham Nash (violão e vocais).
Canção acústica e doce, nas quais os acordes jazzísticos típicos da obra de Crosby prevalecem de forma cristalina, além da sutileza das intervenções de Laura Allen. Encantadora é pouco!

Song With No Words (Tree With No Leaves) (David Crosby)- David Crosby (guitarra, violão de 12 cordas e vocal)- Jerry Garcia (guitarra)- Jorma Kaukonen (guitarra)- Gregg Rolie (piano)- Jack Casady (baixo)- Michael Shrieve (bateria).
Em uma combinação que poderia ser apelidada de Jefferson Santana por mesclar músicos de duas bandas seminais do rock americano, Crosby nos encanta com outra faixa sem palavras, na qual a melodia melancólica e introspectiva é ressaltada por vocalizações simplesmente arrepiantes por parte do dono da festa.

Orleans (tradicional, adaptação David Crosby)- David Crosby (violões e vocais).
Doce canção folclórica bem adaptada pelo ex-integrante dos Byrds, na qual ele mais uma vez mostra sua incrível capacidade de fazer arranjos vocais com assinatura própria.

I’d Swear There Was Somebody Here (David Crosby)- David Crosby (vocais).
O título que esta peça com seis partes vocais, todas executadas pelo próprio artista, acabou ganhando (eu juro que tinha alguém aqui, em tradução livre) tem a ver com a impressão que Crosby afirma ter tido na hora em que a gravação estava sendo feita de que o espírito da amada Christine estava no estúdio. O resultado final reflete essa descrição, arrancando arrepios do ouvinte.

Obs.: em 2006, uma edição especial deste álbum trouxe uma faixa-bônus inédita, feita durante as gravações do álbum.
Kids And Dogs (David Crosby)- David Crosby (violão e voz)
Outro desses momentos maravilhosos de que Crosby é capaz se valendo apenas de violão e vocais.

A capa do álbum é uma foto de Robert Hammer registrando um frame de um filme de 16 mm que mescla de forma mágica o rosto de David Crosby e um pôr do sol em pleno mar, captando de forma lírica o espírito de navegador do roqueiro americano. Vale lembrar que David é filho de um cineasta premiado, Floyd Crosby, que ganhou o Oscar de melhor direção de fotografia em 1931 pelo filme Tabu: A History Of The South Seas.

Ouça If I Could Only Remember My Name em streaming:

John Cale lança seu primeiro single inédito em quatro anos

john cale 400x

Por Fabian Chacur

Em meio a tantos obituários e notícias ruins, é de se comemorar o fato de John Cale, ex-Velvet Underground e um dos nomes mais importantes da história do rock, lançar o seu primeiro single em quatro anos. Aos 78 anos, o cantor, compositor e músico galês radicado desde os anos 1960 nos EUA nos oferece a densa Lazy Day, uma canção hipnótica divulgada por um envolvente videoclipe dirigido por Abby Portner.

Como muitos outros artistas, Cale foi pego de surpresa quando estava finalizando um novo álbum, ainda sem previsão de lançamento. Em comunicado enviado à imprensa, o artista explica a situação e fala sobre sua nova canção, desde já um dos lançamentos mais interessantes desse sombrio 2020:

“Eu estava tão pronto para finalmente lançar meu novo álbum; trancos e barrancos e então o maldito 2020 aconteceu! Muito a dizer nestes tempos ”, diz Cale. “O contexto é tudo e 140 caracteres não vão bastar! Como compositor, minha verdade está toda ligada a essas canções que devem esperar um pouco mais. E então me ocorreu que eu tenho algo para o momento, uma música que eu terminei recentemente… Com o mundo saindo de sua órbita, eu queria parar a guinada e desfrutar de um período em que podemos tomar nosso tempo e respirar nosso caminho de volta para um mundo mais calmo.”

Lazy Day (clipe)- John Cale:

Jimi Hendrix, o cara que ajudou o rock a expandir seus horizontes

jimi hendrix

Por Fabian Chacur

Durante seus primeiros anos de existência, nos anos 1950, o rock and roll era tido pelos “críticos” como nada além de mais uma modinha que, em pouco tempo, daria lugar a outra. Nem mesmo a existência de vários gênios na chamada primeira geração roqueira levava tais analistas a admitirem uma possível vida longa para tal estilo musical. Pois foi o saudoso Jimi Hendrix, que nos deixou há exatos 50 anos, um dos maiores responsáveis pelo rock ganhar um merecido reconhecimento e respeito por parte de mídia e público.

A trajetória desse cantor, compositor e guitarrista norte-americano nascido em Seattle, Washington em 27 de novembro de 1942 é surpreendente por quaisquer ângulos que você as analise. Fruto do relacionamento de uma índia com um negro, teve na miscigenação sonora sua marca registrada. Barreiras nunca lhe interessaram. A música que criou traz elementos de rock, blues, jazz, soul, pop, latinidade e o que mais pintasse à sua frente. A forma como misturava isso tudo era simplesmente única e original.

Ele esteve em estúdios de gravação de 1964 a 1970, inicialmente participando de gravações dos Isley Brothers e Little Richard e a partir de 1966 se dedicando à própria carreira. Portanto, um curto período de tempo. No entanto, sua produção durante esse período foi suficiente não só para firmá-lo como um dos maiores nomes do rock do seu tempo, como também para gerar inúmeros lançamentos póstumos, possivelmente o artista como maior números de álbuns post mortem de todos os tempos. E material de alta qualidade, vale ressaltar.

A predisposição de Hendrix a novas experiências pode ser medida por vários detalhes em sua carreira. Americano, só se tornou um nome conhecido mundialmente ao se mudar para a Inglaterra no final de 1966, levado para lá pelo ex-baixista dos Animals, Chass Chandler, que resolveu se tornar seu produtor, manager e o que mais pintasse. Os EUA a rigor só deram a ele o devido valor após sua avassaladora performance no Festival de Monterey, em 1967.

Ao chegar em Londres, nosso herói se mostrou ousado ao convidar dois músicos brancos e ingleses, o baixista Noel Redding (1945-2003) e o baterista Mitch Mitchell (1946-2008) para integrarem o seu grupo, o The Jimi Hendrix Experience. Se até hoje há quem se espante (sabe-se lá porque…) ao ver negros tocando rock, imaginem um músico com essa cor liderando uma banda ao lado de dois branquelos. Mas ele encarou esse desafio sem medo, e se deu bem.

Depois, de certa forma pressionado pelo crescimento do movimento negro nos EUA, e também por problemas de relacionamento com Noel Redding, ele montou um grupo só de negros, a Band Of Gypsys, ao lado do colega de exército Billy Cox (baixo) e de Buddy Miles (bateria), com quem gravou um disco ao vivo em 1969. Mas Mitchell voltaria a ser seu baterista, miscigenando tudo de novo.

Hendrix pode ser considerado o cara que tornou o formato de trio guitarra-baixo-bateria como clássica opção na cena do rock, ao lado do contemporâneo Cream. Desde então, não foram poucos os que abraçaram esse conceito, uns investindo no virtuosismo, outros no minimalismo básico. The Police, Rush, Motorhead, Stray Cats, a lista vai longe.

Sempre inquieto, Hendrix buscou expandir os limites da guitarra enquanto instrumento musical, valendo-se de pedais de efeito e amplificadores que ajudou a aperfeiçoar e e levar a Fender Stratocaster a se tornar um dos modelos mais icônicos de guitarra de todos os tempos. Ele literalmente vestia o instrumento, fazia amor com ele no palco e, sem dó nem piedade, ateou fogo nele em diversas ocasiões. No palco, o sujeito era um monstro.

Sua versatilidade também se mostrou importante em relação ao material que gravava e tocava nos shows. Ele se mostrava brilhante tanto ao interpretar composições próprias fantásticas como Little Wing, Wait Until Tomorrow, Purple Haze e Voodo Child (Slight Return) como ao reler com assinatura absolutamente original material alheio como All Along The Watchtower (Bob Dylan), Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (The Beatles) e Hey Joe (Billy Roberts).

Mesmo a voz, que alguns colocam em segundo plano diante de sua imensa qualidade como guitarrista e compositor, sempre se mostrou outro ponto forte a seu favor. Hendrix sabia encarar cada canção com um timbre vocal poderoso, próprio e original, sem nunca se deixar levar por virtuosismos.

Enquanto esteve entre nós, o astro americano só lançou três álbuns de estúdio- Are You Experienced(1967), Axis: Bold As Love (1967) e o álbum-duplo Electric Ladyland (1968), além do ao vivo com composições inéditas Band Of Gypsys (1969) e a coletânea Smash Hits (1967, reunindo algumas músicas só lançadas antes em compactos simples de vinil).

São trabalhos excelentes, e é melhor optar por eles em um primeiro momento. Se quiser escolher um para começar sua imersão em Jimi Hendrix, minha dica é o maravilhoso Axis: Bold As Love, que traz sua canção mais icônica, Little Wing e muito mais. Do material póstumo de estúdio, muita coisa foi lançada em vinil e posteriormente em CD, com diversas sequências de faixas. Nunca saberemos como ele teria as agrupado ou mesmo quais teriam sido lançadas ou não, mas vale a curiosidade, pois tem muita coisa boa nesse meio.

Das gravações ao vivo, as mais recomendáveis são as que registram suas performances avassaladoras nos festivais de Monterey e Woodstock, sendo que você encontra esses shows registrados em álbuns de áudio e também em DVDs.

Há pessoas que parecem saber que não irão viver por muito tempo, e, por isso, vivem de forma intensa. Hendrix se encaixa feito luva nessa definição. Se nos deixou com apenas 27 anos de idade, produziu nesse curtíssimo período de vida um legado artístico que continuará relevante enquanto houver vida inteligente.

Hendrix morreu de forma acidental, tendo sido, como certa vez definiu para mim o amigo Ayrton Mugnaini Jr., “um artista profissional e um ser humano amador”. Ele não deu conta de tanta badalação, tanto sucesso, tantas tentações que não soube controlar. Uma pena.

Ouça alguns dos grandes clássicos de Jimi Hendrix:

Trini Lopez, 83 anos, um dos grandes pioneiros do rock latino

trini lopez 400x

Por Fabian Chacur

Desde o seu surgimento, o rock teve várias vertentes, e uma delas foi aquela com elementos latinos. Pode-se dizer que o pioneiro dessa história foi Ritchie Valens (1941-1959) com uma bela releitura da canção de origem folclórica La Bamba. Com sua morte prematura, a vaga de latin rocker ficou em aberto, e coube a Trini Lopez dar sequência a essa linha roqueira com grande sucesso, especialmente nos anos 1960. Este cantor, guitarrista, compositor americano nos deixou nesta terça-feira (11) aos 83 anos de idade em Palm Springs, Califórnia, mais uma vítima da Covid-19.

Trinidad Lopez III nasceu em 15 de maio de 1937 em Dallas, Texas, filho de um mexicano com raízes no mundo da música e do entretenimento. Com 15 anos de idade, montou sua primeira banda. Em 1957, tentou a sorte com o produtor Normam Petty, o responsável pelo estouro de Buddy Holly, e através dele conseguiu seu primeiro contrato com uma gravadora, já como artista solo. Era o início de anos de muita batalha, vários singles lançados e pouco ou nenhum sucesso em termos de vendas. Mas ele não baixou a guarda.

No final de 1962, uma nova conexão com o saudoso Holly ocorreu, ao ser convidado pelo produtor Snuff Garrett (que trabalhou com Bobby Vee, Johnny Burnette e Del Shannon) para fazer um teste como vocalista da antiga banda do autor de Peggy Sue, os Crickets. Infelizmente, não rolou química entre eles.

Sem desanimar, Trini aceitou o convite de um night club de Los Angeles, o PJ’s, e ficou por lá como músico residente. Aos poucos, criou um público cativo e não demorou para atrair peixes graúdos para vê-lo ao vivo, com suas releituras de clássicos do folk, pop e música latina com uma batida de guitarra sacudida e única. Um desses famosos foi Frank Sinatra, que resolveu oferecer a ele um contrato com sua gravadora, a Reprise.

Pelo novo selo, ele gravou o seu primeiro álbum, Trini Lopez At PJ’s, lançado em 1963 e gravado ao vivo no local que o projetou. A seu lado, apenas dois músicos, o baixista Dick Brant e o baterista Mickey Jones, este último posteriormente famoso por tocar com Bob Dylan em sua histórica turnê pela Inglaterra em 1966 e ao lado de Kenny Rogers no grupo First Edition.

A faixa If I Had a Hammer, clássico folk de Peter Seeger lançado originalmente em 1949, tornou-se um hit instantâneo, atingindo o terceiro lugar na parada americana de singles. A versão de Lopez incentivaria uma versão em italiano, Datemi Un Martello, que em 1964 estouraria na voz da cantora Rita Pavone.

O álbum, no qual se destaca a voz deliciosa e a guitarra rítmica de Lopez, trazia muitos outras gravações que se tornariam clássicas, como A-Me-Ri-Ca (do musical West Side Story e incluída, em 1976, na trilha sonora da novela global Estúpido Cupido), Cielito Lindo, La Bamba e Bye Bye Blackbird.

Resultado: Trini Lopez At PJ’s vendeu mais de um milhão de cópias nos EUA, onde atingiu o segundo lugar entre os álbuns mais vendidos em 1963, e invadiu as paradas de sucesso de quase 40 países. O sucesso foi tanto que, no Brasil, surgiu até mesmo um clone, Prini Lorez, que se aproveitou da demora do lançamento das gravações originais para faturar bastante com seus covers caprichados das músicas do repertório do cantor americano.

Nos anos seguintes, o artista emplacou mais alguns álbuns de sucesso, entre os quais podem ser destacados More Trini Lopez At PJ’s (1963- nª 11 nos EUA), On The Move (1964- nº 32 nos EUA), The Latin Album (1964- nº 18 nos EUA) e The Folk Album (1965- nº 18 nos EUA).

Em 1969, fez um especial para a rede americana de TV ABC acompanhado pelo seminal grupo de rock instrumental ianque The Ventures, e um álbum, The Trini Lopez Show, foi gerado dessa parceria histórica.

A partir dos anos 1970, o sucesso de Trini Lopez em discos se reduziu de forma significativa, mas seus shows pelos EUA, América Latina e Europa continuaram concorridos, incluindo temporadas milionárias em Las Vegas. Ele também atuou como ator em filmes, boa parte deles de pouca repercussão, e em 1978 tentou acenar às novas gerações adaptando os seus hits para a batida da disco music no fracassado álbum Transformed By Time.

Uma parceria marcante o reuniu em 2013 ao maestro holandês Andre Rieu. O seu álbum mais recente, Into The Future, saiu em 2011. Um dos episódios da série A História Secreta do Pop Brasileiro, lançada em 2019, mostra uma entrevista com Trini Lopez na qual ele ouve um disco de Prini Lorez, e elogia a performance do artista brasileiro. Seus discos foram presença indispensável nos bailinhos dos jovens dos anos 1960, e certamente influenciaram artistas como Carlos Santana e tantos outros, com seu convite saleroso e roqueiro à dança.

Ouça Live At PJ’s, deTrini Lopez, na íntegra:

Grateful Dead lança versões inéditas de Workingman’s Dead

grateful dead the angels share 400x

Por Fabian Chacur

Entre os mais importantes grupos da história do rock, o Grateful Dead é certamente um dos com a mais extensa discografia. São mais de 200 itens, que incluem trabalhos de estúdio, outtakes e gravações ao vivo registradas durante seus 30 anos de existência. E o arquivo ainda traz coisas inéditas. A Warner Music acaba de disponibilizar nas plataformas digitais The Angel’s Share, com material nunca antes lançado referente às sessões de gravações do álbum Workingman’s Dead.

Lançado em 14 de junho de 1970, Workingman’s Dead é o quarto álbum de estúdio da banda americana, e marca uma investida em canções no estilo country-folk-rock e em vocalizações, saindo um pouco da sonoridade psicodélica que os marcou em sua fase inicial. O resultado agradou ao público, e atingiu o 27º posto na parada ianque, conseguindo ótimas vendagens e rendendo a eles discos de ouro e platina referentes a mais de um milhão de cópias comercializadas.

The Angel’s Share mostra exemplos da progressão de cada uma das oito faixas originais do álbum, desde suas fases iniciais até a formatação definitiva, com direito a conversas entre os integrantes da banda e seus produtores neste trabalho, Bob Matthews e Betty Cantor-Jackson. São mais de duas horas de gravações, garimpadas por Brian Kehew (engenheiro de som) e Mike Johnson (arquivista) em meio a dezenas de fitas recém descobertas no acervo da banda liderada pelo saudoso Jerry Garcia (1942-1995).

Para quem curte essa fase da banda, vale lembrar que também está sendo lançada no exterior, no formato CD triplo, a 50th Anniversary Edition de Workingman’s Dead, que traz uma versão remasterizada do álbum e mais o registro de um show no Capitol Theater, Port Chester, Nova York, em 1971, com canções deste LP e também do posterior, American Beauty, que saiu em novembro de 1970 e segue a mesma sonoridade de Workingman’s Dead.

Eis as faixas de Workingman’s Dead: The Angel’s Share:

Uncle John’s Band (Session) – total playing time 10:15
1. False Start 1 (Not Slated)
2. Breakdown (Not Slated)
3. False Start 2 (Not Slated)
4. Complete Track (Not Slated)
5. Take 6 Breakdown (Slated)
6. Take 7 Breakdown (Slated)

High Time (Session) – total playing time 16:00
7. Breakdown 1 (Not Slated)
8. Breakdown 2 (Not Slated)
9. Take 3 Breakdown (Slated)
10. Complete Track 1 (Not Slated)
11. Studio Chatter
12. Complete Track 2 (Not Slated)
13. Take 6 Breakdown (Slated)
14. Take 7 Breakdown (Slated)

Dire Wolf (Session) – total playing time 26:54
15. Breakdown 1 (Not Slated)
16. Complete Track 1 (Not Slated)
17. Complete Track 2 (Not Slated)
18. Take 2 Breakdown (Slated)
19. Take 3 False Start & Breakdown (Slated)
20. Breakdown 2 (Not Slated)
21. Take 6 Breakdown (Slated)
22. Breakdown 3 (Not Slated)
23. False Starts 1 (Not Slated)
24. Breakdown 4 (Not Slated)
25. False Starts 2 (Not Slated)
26. Complete Track 3 (Not Slated)
27. Complete Track With Vocals (Not Slated)
28. False Start 3 (Not Slated)

New Speedway Boogie (Session) – total playing time 29:12
29. Demo With Acoustic Guitar, Drums & Vocals (Not Slated)
30. Complete Track With Vocals 1 (Not Slated)
31. Take 2 Breakdown With Vocals (Slated)
32. Take 3 Breakdown With Vocals (Slated) 33. Slated Take 3 breakdown with vocals
33. Mis-named As Take 3 False Start With Vocals (Slated)
34. Take 4 Complete With Vocals & Lead Guitar (Slated)
35. Arranging Take With Vocals (Not Slated)
36. Breakdown With Vocals 1 (Not Slated)
37. Breakdown With Vocals 2 (Not Slated)
38. Complete Track With Vocals 2 (Not Slated)
39. Take 8 Complete With Vocals (Slated)

Cumberland Blues (Session) – total playing time 3:26
40. Various Breakdowns & Take 9 (Slated)

Black Peter (Session) – total playing time 20:17
41. Breakdown 1 (Not Slated)
42. Breakdown 2 (Not Slated)
43. Studio Chatter
44. Breakdown 3 (Not Slated)
45. Breakdown 4 (Not Slated)
46. Complete Track With Vocals (Not Slated)

Easy Wind (Session) – total playing time 35:29
47. Complete Track With Vocals 1 (Not Slated)
48. Breakdown With Vocals 1 (Not Slated)
49. Breakdown With Vocals 2 (Not Slated)
50. Breakdown With Vocals 3 (Not Slated)
51. Breakdown With Vocals 4 (Not Slated)
52. Complete Track With Vocals 2 (Not Slated)
53. False Starts & Breakdowns With Vocals (Not Slated)
54. Incomplete Track With Vocals (Not Slated)
55. Take 17 With Vocals (Slated)
56. Take 18 Breakdown With Vocals (Slated)
57. Take 19 Breakdown With Vocals (Slated)
58. Take 20 With Vocals (Slated)
59. Take 21 False Start With Vocals (Slated)
60. Take 22 Breakdown With Vocals (Slated)
61. Take 23 Breakdown With Vocals (Slated)

Casey Jones (Session) – total playing time 10:37
62. Breakdown 1 (Not Slated)
63. Breakdown 2 (Not Slated)
64. Complete Track With Vocals (Not Slated)

Ouça Workingman’s Dead na íntegra em streaming:

Cosmo’s Factory (1970), o auge do Creedence Clearwater Revival

cosmos factory ccr-400x

Por Fabian Chacur

Nesta quinta (28), John Fogerty completa 75 anos de idade. Em abril, Doug Cosmo Clifford (no dia 24) e Stu Cook (no dia 25) atingiram a mesma idade. Como forma de homenagear esses três grandes músicos, resolvi mergulhar de cabeça no mais bem-sucedido álbum da carreira da banda que os consagrou, o Creedence Clearwater Revival. Trata-se de Cosmo’s Factory, que no dia 25 de julho celebrará 50 anos de seu lançamento. A homenagem também se estende ao quarto integrante do time, o saudoso Tom Fogerty (9-11-1941/6-9.1990).

Em 1970, poucas bandas de rock se aproximavam do Creedence Clearwater Revival em termos de popularidade. Em um período de dois anos, haviam lançado quatro álbuns que atingiram os primeiros postos das paradas de sucesso do planeta, todos recheados de singles certeiros, entre os quais Proud Mary, Suzy Q, Down On The Corner, Green River e Fortunate Son, só para citar alguns. Como explicar tanto sucesso e produtividade artística em tão curto período de tempo?

Não, o CCR não surgiu do nada. Na verdade, os colegas de ginásio John, Doug e Cook tocavam juntos desde o finalzinho dos anos 1950, quando ainda eram adolescentes imberbes. Pouco depois, Tom, o irmão mais velho de John, entrou no time, na época intitulado The Blue Velvets. Durante anos, o quarteto tocou em bares, e gravou singles a partir de 1961, inicialmente como Tommy Fogerty & The Blue Velvets e também Tommy Fogerty & The Blue Violets.

Em 1964, foram contratados pela Fantasy Records, agora batizados de The Golliwogs. Eles lançaram diversos singles, mas sem o desejado sucesso comercial. Pode-se dizer que, dessa forma, os garotos fizeram o seu caminho das pedras, aprendendo a tocar e gravar e conquistando dessa forma um entrosamento impressionante. Em 1966, John e Clifford tiveram de servir o exército, mas nem isso baixou a guarda do grupo.

Mudança de nome e o sucesso enfim se concretiza

O ponto de mudança ocorreu em 1967, quando a Fantasy Records foi adquirida pelo ambicioso Saul Zaentz. Ele viu o enorme potencial daquele quarteto endiabrado e resolveu apostar de vez nele, mas com uma condição: deixar o tolo nome Golliwogs e adotar outro mais palatável. A sugestão foi aceita.

No início de 1968, o agora rebatizado Creedence Clearwater Revival vinha à tona. Naquele mesmo ano, no mês de maio, lançou seu autointitulado álbum de estreia, de sucesso moderado, mas com um single matador, Suzie Q (releitura do clássico rockabilly de Dale Hawkins), que chegou ao 11º lugar nos EUA.

O ano de 1969 marcou um verdadeiro tsunami roqueiro por parte de John Fogerty e seus asseclas. Em apenas 12 meses, lançaram três álbuns de muito sucesso, Bayou Country, Green River e Willy And The Poor Boys, que atingiram, respectivamente, as posições de nº 7, 1 e 3 nas paradas americanas. De quebra, ainda tocaram com destaque no festival de Woodstock.

Uma proposta sonora atípica ganha o público

O mais impressionante é situar o CCR em meio ao que ocorria na época. O rock vivia um momento de mudanças, com gêneros como o hard rock, o heavy metal e o psicodelismo dando as cartas. E o que o quarteto californiano oferecia ao público? Uma sólida releitura do rock and roll original, com direito a rockabilly, country, blues e soul na mistura. “É onde o country e o rhythm and blues se encontram que fica o meu lugar favorito”, disse John Fogerty em entrevista a Craig Rosen para o livro The Billboard Book Of Number One Albums.

Lógico que esse coquetel molotov sonoro só atingiu esse sucesso todo devido ao imenso talento dos músicos envolvidos. É a chamada simplicidade sofisticada, algo muito difícil de se concretizar. De cara, o vozeirão inconfundível de John, somado ao seu talento como compositor e guitarrista-solo.

A seu lado, um certeiro guitarrista-base (seu irmão Tom) e uma das melhores cozinhas rítmicas da história do rock. O extremamente eficiente Cook encaixava seu baixo com perfeição na sólida batida de Clifford, um dos melhores bateristas de rock de todos os tempos, verdadeira usina rítmica que merecia ser mais reverenciada pelos críticos e público em geral.

O disco-síntese de uma banda seminal

É nesse momento de puro êxtase artístico e comercial que Cosmo’s Factory vem à tona. O nome do álbum tem a ver com o lugar onde o quarteto realizava os seus ensaios, localizada em um espaço situado na casa do baterista da banda, cujo apelido Cosmo vem desde seus tempos de moleque. O jeitão de fábrica valeu o apelido ao local, que é exatamente onde a foto da capa do álbum foi registrada.

A ideia de John Fogerty era que o álbum se tornasse uma espécie de auge desses anos iniciais do CCR, e seu desejo não poderia ter se concretizado de forma mais cristalina e potente. O álbum atingiu o topo da parada americana, permanecendo por lá durante nove longas semanas e ultrapassando a marca de quatro milhões de cópias nos EUA desde então.

Trata-se de uma espécie de disco-síntese da banda, ao trazer em suas 11 faixas bons exemplos das variações sonoras que se propôs a fazer durante sua carreira, além da bela mistura de composições próprias de John com releituras de clássicos alheios. Vale uma análise faixa a faixa, para explicitar isso.

As faixas de Cosmo’s Factory

Ramble Tamble (J.C. Fogerty)- Nada melhor para abrir um álbum de puro rock como esta aqui. Com mais de 7 minutos de duração, começa e termina com levada rockabilly, e possui várias mudanças de andamento no meio, ficando mais rápida e mais lenta e com direito a belos solos.

Before You Accuse Me (Bo Diddley)- Um clássico do repertório do célebre bluesman roqueiro merece uma releitura vigorosa mostrando o jeito próprio de abordar o blues do CCR.

Travelin’ Band (J.C. Fogerty)- Rock and roll cinquentista típico, clara homenagem a Little Richard, de quem o CCR regravou Good Molly Miss Molly no álbum Bayou Country (1969). Fogerty chegou a ser incomodado pela editora de vários hits de Richard sob acusação de plágio, mas acabou dando em nada. O famoso “parece mas não é”.

Ooby Dooby (Moore-Penner)- O primeiro hit de Roy Orbison, em seus tempos de Sun Records, é relido de forma ao mesmo tempo reverente e energética, com muito balanço e categoria.

Lookin’ Out My Back Door (J.C. Fogerty)- O momento mais country do álbum, com pique dançante e um delicioso sotaque caipira.

Run Through The Jungle (J.C. Fogerty)- O rótulo swamp rock criado por um crítico para definir o som da banda tem neste rock balançado com elementos do som de Nova Orleans um bom exemplo. Matadora!

Up Around The Bend (J.C. Fogerty)- Um rockão sacudido com riff de guitarra ardido e inconfundível. Aqui, o estilo próprio do CCR se mostra de forma mais explícita.

My Baby Left Me (Arthur “Big Boy” Crudup)- Regravação vigorosa de clássico do mesmo autor de That’s All Right, o primeiro sucesso de Elvis Presley. Aliás, Elvis também regravou essa música. Fica difícil dizer quem a releu melhor, mas creio que o Creedence ganhe por pequena diferença.

Who’ll Stop The Rain (J.C. Fogerty)- Delicioso rock balada no qual Fogerty aproveita para falar sobre a Guerra do Vietnã, algo que poucos esperariam em uma canção tão delicada e melódica.

I Heard It Through The Grapevine (Norman Whitfield-Barrett Strong)- Este clássico do songbook da Motown Records possui três versões espetaculares, todas com muito sucesso: a de Marvin Gaye, a de Gladys Knight And The Pips e esta aqui. A do CCR cativa pela longa duração, mais de 11 minutos, uma batida sólida, dançante e constante e uma performance absurda dos músicos, improvisando com foco e sem perder o prumo.

Long As I Can See The Light (J.C. Fogerty)- Para encerrar o álbum, nada melhor do que uma fantástica balada soul, na qual John tem uma performance certeira nos vocais e ainda toca sax, de quebra.

A reedição de Cosmo’s Factory lançada em 2008 traz, além de um belo encarte com fotos, ficha técnica e texto informativo e opinativo do consagrado crítico Robert Cristgau, três faixas-bônus: uma versão alternativa de Travellin’ Band, uma gravação ao vivo de Up Around The Bend e uma gravação (infelizmente com baixa qualidade técnica) de Born On The Bayou reunindo o CCR com o mitológico grupo Booker T & The MGs.

obs.: a primeira edição de Cosmo’s Factory lançada no Brasil em vinil veio com duas faixas diferentes. Ninety Nine And a Half (Steve Cropper, Eddie Floyd, Wilson Pickett), lançada originalmente no álbum de estreia do CCR, entrou no lugar de Travellin’ Band, enquanto The Working Man (J.C. Fogerty), também do primeiro álbum do grupo, veio na vaga de Who’ll Stop The Rain. Os relançamentos posteriores em vinil e depois em CD em nosso país trouxeram a seleção original de faixas. Obrigado aos amigos Emilio Pacheco e Valdir Angeli por essa informação, que adicionei após ter publicado este post.

Ouça Cosmo’s Factory em streaming:

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