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Pyromania – Def Leppard (1983 – Mercury)

Por Fabian Chacur

Criado na segunda metade dos anos 70 na cidade de Sheffield, na Inglaterra, o Def Leppard foi um dos grupos de ponta da chamada New Wave Of British Heavy Metal (NWOBHM), do qual também faziam parte o Iron Maiden e o Saxon, entre outros.

A banda liderada pelo vocalista Joe Elliott e pelo baixista Rick Savage acabou se tornando a campeã de vendas desse movimento, um verdadeiro fenômeno de proporções mundiais.

Tal condição surgiu quando do lançamento de seu terceiro álbum, Pyromania (1983), recentemente relançado no formato CD no Brasil pela Universal Music.

Nesse trabalho, a formação clássica do grupo se consolidou, incluindo, além de Elliott e Savage, os guitarristas Steve Clark e Phil Collen e o baterista Rick Allen. Pete Willis, que foi substituído por Collen, despediu-se do time aqui, já na condição de ex-integrante.

Pyromania consolida a parceria do quinteto britânico com o produtor Robert John Mutt Lange, conhecido por trabalhos com AC/DC. Foreigner e inúmeros outros, que iniciou a parceria com o DL em seu álbum anterior, High ‘N’ Dry (1981).

Essa banda inglesa possui vários méritos, sendo os principais backing vocals simplesmente perfeitos, canções com refrãos matadores, instrumental conciso e potente e um cantor carismático.

O estouro de Pyromania nos Estados Unidos, país no qual atingiu o segundo lugar entre os álbuns mais vendidos (atrás apenas de Thriller, de Michael Jackson) abriu as portas para o heavy metal oitentista nas paradas de sucesso.

As dez músicas deste disco são no geral ótimas, mas a energia contagiante de Rock Rock (Till You Drop), a agitada fusão pop-metal de Photograph e Too Late For Love e a perfeição absoluta da fulminante Foolin’ podem ser destacados como momentos mais arrepiantes.

A perfeição de Pyromania no sentido de sintetizar um estilo de heavy metal que aliou com sabedoria senso melódico, energia, simplicidade sofisticada e guitarras ardidas de timbres marcantes acabou influenciando praticamente todos os que vieram depois nessa mesma praia.

Bon Jovi, Motley Crue, Poison, Cinderella e Ratt podem ser consideradas apenas algumas das inúmeras bandas que devem tributo a este impecável Pyromania.

Tipo do álbum perfeito para esfregar na cara de quem acha o heavy metal rotulado pejorativamente de “heavy cosmetical” ou “hair metal” totalmente descartável e sem discos decentes. Esse aqui é sensacional!

Veja o clipe de Foolin’, do Def Leppard:

9 Comments

  1. vladimir rizzetto

    August 30, 2011 at 9:34 pm

    Embora eu considere a década de 1970 a mais perfeita do rock, a época que mais vivi intensamente foram os anos de 1980 e, o Heavy Metal, juntamente com o Hard Rock daquela época, são a base do meu gosto musical.
    Escutei Pyromania até pirar (nossa que trocadilho infame…).
    Eu diria inclusive, que os seis primeiros anos desta década, representa o auge do gênero, onde as principais obras do gênero foram lançadas. Os exemplos são muitos: The number of the Beast (Iron Maiden), Power and Glory (Saxon) Melissa (Mercyfyl Fate), Screaming for Vengeance (Judas Priest), Diamond Dreamer (Picture), Mob Rules (B. Sabbath), Ride the Lightning (Metallica), entre tantas outras obras igualmente relevantes.
    Pena, que Pyromania foi para mim, o último momento brilhante do Def Leppard, pois, posteriormente, eles optaram por um heavy metal farofa de fácil assimilação.
    Mas, não tem problema, High and Dry, Pyromania e On Through the Night são discoteca básica do metal oitentista.

    Grande abraço

  2. Caro Vladimir: a impressão que tenho é de que o Def Leppard achou a fórmula para o seu som, e a partir do Pyromania só a repetiu. Vendeu milhões de discos, mas só se repetiu. Seja como for, esses três primeiros discos são bem legais e merecem ser louvados!!! Grande abraço, obrigado pela visita e volte sempre!!!!

  3. vladimir rizzetto

    September 1, 2011 at 4:42 pm

    É verdade, Fabian.
    Os caras acham o “mapa da mina de ouro” e exploraram isso até a exaustão. Uma pena…

  4. admin

    September 1, 2011 at 6:32 pm

    Fazer o que? Enquanto isso, a gente ouve os três primeiros álbuns e deixa os Hysteria para lá ehehehehe Grande abraço e tuuudo de bom!!!

  5. Muito legal a matéria
    O disco q eu mais gosto do DF é o 1º
    On Through the Night
    abs

  6. É a minha banda preferida. Então, o que posso falar desse álbum? Simplesmente maravilhoso!!! Ele possui uma característica que poucos discos têm, que é a incrível qualidade de ter todas as músicas excelentes. Ou seja, da pra ouvi no mesmo patamar todas as canção sem pula uma, pois o trabalho empregado pela banda em busca da perfeição foi fantástico. Da mesma forma foi no subsequente álbum Hysteria, mais uma obra prima do Def Leppard! Por isso que eles são considerados as lendas do rock.

  7. Eu sinceramente consigo achar este disco bem melhor e menos ambicioso do que o Hysteria…

  8. Um belo disco mesmo, Igor, que a gente certamente ouvirá sempre e sempre. Grande abraço e muito obrigado pela sua visita, volte sempre que puder/quiser!

  9. De nada, amigo. Mas cê sabe qual o grande problema do Hysteria? É que além de ser um disco ambicioso musicalmente, possui em seu tracklist aquela música que já foi regravada mais tarde pelo grupo Yahoo, com letra em português (“Love Bites”). Por isso é que eu prefiro dar mais bola ao Pyromania ultimamente…

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