Mondo Pop

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Morre Nicholas Caldwell, um dos integrantes dos Whispers

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Por Fabian Chacur

Morreu nesta terça-feira (5) aos 71 anos Nicholas Caldwell, um dos criadores da banda americana The Whispers, há mais de 50 anos na estrada e uma das mais bem-sucedidas da história da black music mundial. Ele lutava com problemas cardíacos há algum tempo, e fez sua última performance com o grupo no dia 19 de dezembro de 2015 no Microsoft Theater, Los Angeles, em programa que também incluía a cantora Stephanie Mills e o The Temptations Revue Featuring Dennis Edwards.

O talento de Nicholas era diversificado. Além de importante nas vocalizações da banda, ele também era responsável por suas coreografias em shows, além de assinar ao menos dois hits românticos da banda, as belas Lady e Say Yes. Simpático e gentil, ele foi apelidado pelos amigos de “gentle giant” (gigante gentil), apelido também em função de sua estatura. A barba era sua marca visual.

Nicholas (o primeiro, da esquerda para a direita, na foto acima) nasceu em 5 de abril de 1944 na cidade de Laurinda, na Califórnia, mudando-se depois para Los Angeles. E foi lá que ele conheceu os irmãos gêmeos Walter e Wallace Scotty Scott, por sua vez oriundos do Texas. O grupo vocal foi complementado logo a seguir, ainda em 1964, por Marcus Hutson (de Kansas City) e Gordy Harmon.

Com seu estilo musical investindo na soul music e em outras vertentes da música negra americana, os Whispers não estouraram do dia para a noite. Seu primeiro sucesso na parada de música negra nos EUA rolou em 1970 com Seems Like I Gotta Do Wrong. No período, eles gravaram discos pelos selos Dore, Clock e Janus. Em 1973, mudança: sai Gordy Harmon, substituído por Leaveil Degree.

Outra alteração no rumo do quinteto se mostrou decisivo em termos comerciais. No mesmo 1973, eles assinaram com a gravadora Soul Train Records, do empresário Dick Griffey. Foi lá, e posteriormente no outro selo criado por Griffey em 1978, o Solar Records (sigla para Sound Of Los Angeles Records), que os Whispers conheceram seus maiores sucessos em termos comerciais.

Sempre se renovando e atento às mudanças musicais que ocorriam no cenário pop, os Whispers incorporaram elementos de funk e especialmente de disco music à sua sonoridade, e isso os tornou reis das pistas de danças, graças a hits matadores como And The Beat Goes On, It’s a Love Thing, In The Raw, Tonight e This Kind Of Lovin’, entre outros. A parceria com o produtor Leon Silvers III, do grupo The Silvers, foi decisiva nesse sentido.

Em 1987, eles conseguiram seu maior sucesso em termos de paradas de sucesso com a irresistível Rock Steady, primeiro megahit assinado por uma dupla que rapidamente se tornaria um verdadeiro pote de ouro pop: LA Reid e Babyface. A partir daí, o grupo se distancia dos primeiros postos dos charts, mas se mantém forte em termos de shows.

No início dos anos 1990, Marcus Hutson saiu do grupo, sem ser substituído, já sofrendo com problemas de saúde que o vitimaram em 2000. Não se sabe como o grupo agirá em relação à perda de Nicholas Caldwell, pois ainda não tivemos um comunicado oficial por parte da banda, que tem diversos shows agendados para 2016. Ao vivo, contam com uma banda de apoio composta por oito músicos de primeira linha.

Uma boa amostra do poder de fogo dos Whispers ao vivo está contido no excepciona DVD Live From Vegas (2007), que saiu no Brasil pela Norfolk Filmes-NFK. O show é um banho de qualidade musical e de cena, com direito a cantores carismáticos como os irmãos Scott, as coreografias e belas vozes de Degree e Caldwell e uma banda impecável, liderada por Grady Wilkins. Tudo leva a crer que o grupo continuará na ativa, mas vamos aguardar.

Rock Steady– The Whispers (1987):

And The Beat Goes On– The Whispers (1980):

In The Raw– The Whispers (1982):

Emergency– The Whispers (1982):

Make It With You– The Whispers (1987):

Lady – The Whispers (1979):

Livro conta a nada imaginária trajetória do grupo The Cure

the cure capa livro

Por Fabian Chacur

O The Cure é uma das bandas mais peculiares da história do rock, e também uma das mais bacanas. Liderada pelo imprevisível cantor, compositor e guitarrista Robert Smith, angariou milhões de fãs mundo afora. Quem deseja conhecer melhor sua incrível e nada imaginária trajetória não pode perder A História do The Cure- Nunca é o Bastante, de Jeff Apter, que a Edições Ideal acaba de lançar no Brasil. Trata-se de um trabalho de fôlego e completo.

O australiano Apter trabalhou na edição local da Rolling Stone e atua na área musical há duas décadas. Para realizar esta biografia, entrevistou ex-integrantes, produtores e outras pessoas envolvidas com a carreira da banda britânica. Só não conseguiu falar com o chefão do time, mas compensou essa lacuna com vasta pesquisa feita em entrevistas concedidas pelo roqueiro para a imprensa em geral nesses anos todos.

O resultado é um trabalho abrangente, que vai desde a infância dos fundadores da banda (Smith, o baixista Michael Dempsey e o baterista e depois tecladista Laurence Lou Tolhurst) até 2009. A vida pessoal é abordada na medida, assim como as gravações de discos, as turnês, os inovadores videoclipes e cada música gravada pelo The Cure.

O texto é fluente e gostoso de se ler. Chega a ser curioso pensar que Smith e seus amigos tinham como grande objetivo em seu início apenas fugir de empregos formais que os obrigassem a acordar cedo e a dar duro. Oriundos da pequena Crawley, que fica entre a capital britânica Londres e a litorânea Brighton, viraram cidadãos do mundo.

Do início quase punk do álbum de estreia Three Imaginary Boys, além de singles básicos como Boys Don’t Cry e Killing An Arab eles mergulharam de cabeça no rock gótico e ajudaram a consolidar o estilo com Seventeen Seconds (1980), Faith (1981) e Pornography (1982).

Quando muitos esperavam um possível suicídio por parte de Robert Smith, o roqueiro mergulhou de cabeça no pop em canções como Let’s Go To Bed, The Walk e The Lovecats nos idos de 1983. A partir do brilhante álbum The Head On The Door (1985), passou a mesclar essas duas tendências em sua sonoridade, indo do introspectivo ao festivo em um mesmo álbum. Bela e original dualidade.

Nunca é o Bastante descreve em detalhes como foi essa trajetória, explicando as mudanças nas formações, as idas e vindas de músicos, as deliciosas histórias de bastidores e a inspiração por trás das canções dessa grande banda. Até mesmo a primeira turnê dos caras pelo Brasil em março de 1987 merece alguns parágrafos saborosos.

De quebra, temos uma discografia básica bem útil e uma ótima sessão de fotos cobrindo todas as fases e formações da banda desde seu início, na segunda metade dos anos 1970, até os dias de hoje. O livro é uma boa oportunidade para entendermos melhor esse verdadeiro enigma chamado Robert Smith, e tudo o que girou em torno de sua carreira.

Jumpin’ Someone Else’s Train– The Cure:

A Night Like This– The Cure:

The Lovecats– The Cure:

Leo Jaime relê seus vários hits em show no Theatro Net SP

Amor & Sexo

Por Fabian Chacur

Leo Jaime é um cara tão eclético que pode ser até que muita gente se esqueça de seu principal talento, o de cantor, compositor, músico e intérprete. Pois é exatamente essa faceta que esse goiano multimídia irá mostrar ao público paulistano nesta quinta-feira (26) às 21h no Theatro Net São Paulo (Shopping Vila Olímpia- rua Olimpíadas, 360- fone 4003-1212), com ingressos custando de R$ 50 a R$ 160. Mais informações em www.ingressorapido.com.br .

Além do dono da festa nos vocais e violão, o show contará com três músicos do primeiríssimo time dando seu auxílio luxuoso: Marcos Suzano (percussão), Gustavo Corsi (guitarra) e Rodrigo Sha (sax e flauta). Esse time afiado irá mergulhar no enorme repertório de hits de Jaime, especialmente os dos anos 80, quando o cara emplacou exocets como Conquistador Barato, As Sete Vampiras e inúmeros outros.

Além desses sucessos (e vale citar mais alguns: O Pobre, Mensagem de Amor, Preciso Dizer Que Te Amo, Nada Mudou e A Vida Não Presta), o cara também promete homenagear figuras que ele considera importantes na sua formação musical, especialmente a dupla Roberto e Erasmo Carlos e o mais do que saudoso síndico Tim Maia. Diversão garantida.

Na área musical, Leo Jaime deve em um futuro não muito distante lançar um DVD gravado ao vivo comemorando seus 30 anos de carreira, além de uma caixa incluindo seus cinco primeiros álbuns solo em versões remasterizadas (são eles Phodas C, Sessão da Tarde, Vida Difícil, Direto do Meu Coração Pro Seu e Avenida das Desilusões).

Mensagem de Amor (ao vivo 2012)- Leo Jaime:

As Sete Vampiras (clipe)- Leo Jaime:

Blitz mostra força em blu-ray de 30 anos de sua trajetória

blitz blu-ray capa

Por Fabian Chacur

A Blitz surgiu no início dos anos 80 como uma brisa fresca disposta a arejar a música brasileira como um todo, e o rock brasileiro em particular. Com seu som alegre, pra cima e repleto de brasilidade, embora roqueiro e pop até a medula, o grupo abriu as portas para uma nova geração. Agora, chega a hora de comemorar seus 30 anos de estrada, com um blu-ray simplesmente impecável lançado pela Universal Music, intitulado Multishow Registro Blitz 30 Anos.

Sem perder seu espírito pioneiro, a banda que mantém de sua formação clássica Evandro Mesquita (vocal, violão e guitarra), Billy Forghieri (teclados e vocais) e Juba (bateria e vocais) lança de cara o show gravado na praia de Ipanema em blu-ray, atitude que diversos outros artistas de ponta estão deixando para mais tarde, priorizando o formato DVD inicialmente. Coisa de quem confia no seu taco.

Além dos três integrantes originais, a Blitz hoje possui em sua escalação os excelentes Rogério Meanda (guitarra e vocal), Claudia Niemeyer (baixo), Andréa Coutinho (vocais de apoio) e Giovanna Cursino (vocais de apoio). Em termos técnicos e energéticos, um time entrosado, vibrante e capaz de apresentar de forma irresistível cada canção.

Magro e com aparência de moleque, o carismático Evandro Mesquita comanda a festa com a categoria e simpatia de sempre. O show, gravado ao vivo e ao ar livre na praia de Ipanema (RJ) é iniciado ainda com a luz do dia em cena, o que dá ao vídeo a agradável oportunidade de vermos o fim de tarde e o início da noite chegando durante a apresentação.

Registrado com excelente qualidade técnica de áudio e vídeo, o blu-ray dá uma geral no que de melhor a Blitz nos proporcionou nesses anos todos, com ênfase nos hits dos anos 80 mas sem deixar de lado canções bacanas de seus trabalhos mais recentes. Weekend, Betty Frígida, Mais Uma de Amor (Geme, Geme), A Verdadeira História de Adão e Eva, é uma bala atrás da outra.

Alguns momentos são simplesmente deliciosos, como Dali de Salvador, Cruel Cruel Esquizofrenético Blues, Volta ao Mundo e a releitura bacanérrima de Perdidos na Selva, dos também pioneiros do rock anos 80 brasileiro Gang 90 e Absurdettes. Lógico que o fim apoteótico só poderia ter sido com Você Não Soube Me Amar, a Satisfaction do grupo.

Multishow Registro Blitz 30 Anos é a prova concreta de que a Blitz, embora possua um passado belíssimo e mereça celebrá-lo, não entra em cena para viver do passado, e sim para provar que suas deliciosas canções continuam atuais e boas de se ouvir, além de terem novo repertório bacana para acompanha-las. Que venham 40, 50 anos….

A Dois Passos do Paraíso– Blitz:

Grupo de rap De La Soul toca em SP e mostra som seminal

de la soul 2014-400xPor Fabian Chacur

A Agência Equilat3ro traz a São Paulo para show no dia 25 de julho (sexta-feira a partir das 23h30) um dos grupos mais importantes da história do rap e do hip hop. Trata-se do trio americano De La Soul, que será a atração da comemoração dos 12 anos da Festa Chocolate. O show terá como palco o Áudio Club (avenida Francisco Matarazzo, 694- Barra Funda www.audiosp.com.br), com ingressos custando de R$ 50,00 a R$ 160,00.

Oriundo de Long Island, Nova York, o De La Soul foi criado por Posonuous (Kelvin Marcer), Trugoy The Dove (David Jolicoeur) e P.A. Pasemaster Mase (Vincent Mason). Desde o início, o objetivo do trio era investir em sonoridade e poética inovadoras, fugindo dos clichês e não limitando seus horizontes criativos. Isso se mostrou com bastante força logo em seu trabalho de estreia.

3 Feet High And Rising (1989), lançado pelo influente selo de rap Tommy Boy e produzido por Prince Paul, mostra um rap com influências de psicodelismo, samplers até de bandas de rock como Steely Dan e uma sonoridade instigante. Os hits Say No Go (com sampler de I Can’t Go For That- No Can Do, de Daryl Hall & John Oates), Me Myself And I (com sampler de Not Just Knee Deep, do Funkadelic) e Eye Know (sampleando Peg, do Steely Dan) são apenas a ponta do iceberg.

A partir daquela estreia marcante (que comemora em 2014 25 anos), o De La Soul se manteve na estrada da criatividade, e nos proporcionou álbums ótimos como De La Soul Is Dead (1991) e Stakes Is High (1996), com direito a parcerias com grandes nomes da black music do naipe de Chaka Khan e Zhané. Sairá ainda este ano seu novo álbum, You’re All Welcome, em torno do qual existe grande expectativa.

Ouça 3 Feet High And Rising na integra, em streaming:

Power trio de Lobão tocará em SP em junho

Por Fabian Chacur

Lobão se envolve em tantas polêmicas e discussões na mídia que certamente há quem se esqueça de como o cara é talentoso como cantor, compositor e músico. Uma boa oportunidade de se conferir essa categoria toda é o show que ele fará em São Paulo no ainda distante dia 21 de junho a partir das 22h no Cine Joia, com abertura a cargo do ótimo e afiado grupo Vespas Mandarinas.

O roqueiro carioca virá com sua formação power trio, que inclui ele próprio nos vocais, guitarra e violão, Dudinha Lima no baixo, violão e vocais e Armando Cardoso na bateria. Ele teve boa passagem pelo mesmo local em outubro de 2012, quando divulgava o álbum e DVD gravados ao vivo Lobão Elétrico Lino Sexy & Brutal- Ao Vivo Em SP. A ideia é mesclar lados B do seu repertório, hits certeiros e algumas inéditas.

O repertório, aberto a surpresas como de praxe, terá entre outras A Balada do Inimigo, Baby Lonest (do maravilhoso álbum O Rock Errou, de 1986, criminosamente inédito em CD até hoje), Seda, Esfinge dos Estilhaços e a inédita O Que É A Solidão Em Sermos Nós. As performances do power trio do Velho Lobo mesclam muita energia, personalidade e também momentos dedicados à sutileza.

Na abertura, o grupo Vespas Mandarinas mostrará músicas de seu álbum de estreia, o badalado Animal Nacional. Integram o time Chuck Hipolitho (vocal e guitarra, ex-Forgotten Boys e ex-VJ da MTV), Thadeu Meneghini (guitarra e vocal), André Dea (bateria) e Flávio Guarnieri (baixo), um time coeso que tem como inspiração o melhor do rock brasileiro dos anos 80, além de elementos de punk, pós-punk e rock básico.

Embora o show esteja ainda longe, os ingressos já estão sendo vendidos, e no esquema de lotes. Ou seja, quem comprar agora pagará, no primeiro lote, R$ 50,00 (inteira) e R$25,00 , preços que irão sendo aumentados conforme o tempo passa. O Cine Joia comporta 992 pessoas e fica na Praça Carlos Gomes, nº82-Liberdade- fone (0xx11) 3101-1305 www.cinejoia.tv .

Baby Lonest, com Lobão e seu power trio, ao vivo no Rio:

Ouça Animal Nacional, das Vespas Mandarinas, na íntegra em streaming:

Grant Hart,ex-Husker Du, tocará em SP!

Por Fabian Chacur

Nem bem havia me recuperado da notícia de que Bob Mould tocará no Brasil em outubro (leia aqui), e tome uma nova bomba: outro integrante do Husker Du também estará em nosso país, e ainda mais cedo! Trata-se de Grant Hart, ex-baterista e vocalista da seminal banda americana. E melhor: seu show será gratuito, e vai rolar no dia 15 de setembro às 18h na Galeria Olido- Sala Olido (SP), do lado da Galeria do Rock. Totalmente imperdível. O show faz parte do evento Mês da Cultura Independente, da Secretaria Municipal de Cultura de SP.

Grant Hart nasceu em 18 de março de 1961 e criou o Husker Du ao lado dos amigos Bob Mould e Greg Norton (baixo) em 1979. Embora baterista de um power trio, ele dividia os vocais com Mould, o guitarrista, com um timbre um pouco mais melódico do que o do parceiro. Um era a contrapartida do outro, e a soma dessas duas forças gerou uma banda excepcional.

Durante sua carreira, o Husker Du conseguiu misturar com rara qualidade a energia do punk hardcore com o psicodelismo, o hard rock, o folk rock e o pop, gerando desta forma uma sonoridade criativa e inovadora que influenciaria posteriormente bandas como Pixies, Nirvana, Pearl Jam e tantas outras. Álbuns como Zen Arcade (1985) e Candy Apple Grey (1986) fazem parte da discografia básica do rock.

Depois do fim do Husker Du, em 1988, Hart montou outro o trio, o Nova Mob, com o qual gravou dois álbuns, e também investiu em uma carreira solo que rendeu vários títulos, sendo o primeiro Intolerance (1989) e os mais recentes os consistentes Hot Wax (2009) e o recém-lançado The Argument (2013). Com este último, um álbum duplo, o roqueiro procurou mostrar uma abrangência musical capaz de surpreender fãs e crítica.

Vale lembrar que, desde a separação do Husker Du, Grant Hart e Bob Mould só se apresentaram ao vivo novamente em uma ocasião, em 2005, durante show beneficente em prol do baixista Karl Mueller (1963-2005), integrante da banda Soul Asylum e que na época lutava contra um câncer que acabou por vitimá-lo. Infelizmente, parece difícil um retorno do grupo, então, vale curtir as duas carreiras solo.

Ouça Don’t Wanna Know If You Are Lonely, com o Husker Du:

Ouça Shine Shine Shine, com Grant Hart, do álbum The Argument:

Capital Inicial toca 1º álbum no Teatro da Mix

Por Fabian Chacur

O projeto Mix Ao Vivo Álbuns Clássicos, feito em conjunto pela Mix TV e Mix FM e no qual grandes nomes do rock brasileiro tocam seus álbuns mais emblemáticos ao vivo e na íntegra, terá como próxima atração um dos melhores discos de estreia de todos os tempos. Trata-se de Capital Inicial (1986), primeiro CD desta consagrada banda. A gravação será realizada nesta terça-feira (20) às 20h no Teatro da Mix (rua Vergueiro, 1.211-SP).

Capital Inicial chegou às lojas ainda nos tempos dos LPs de vinil, em 1986, e rapidamente se tornou um grande sucesso de vendas, com mais de 200 mil cópias comercializadas. Com produção de Bozo Barretti, que também tocou teclados no álbum e depois se tornaria integrante da banda até os idos de 1992, o disco mostra uma sólida mistura de rock básico, pop, punk etc.

Seu repertório inclui alguns dos maiores sucessos da banda, entre os quais Música Urbana, Leve Desespero, Fátima, Veraneio Vascaína e Psicopata, além de outras músicas tão legais quanto, tipo Linhas Cruzadas, Tudo Mal e Cavalheiros. O álbum foi gravado em São Paulo no Nosso Estúdio entre 13 de janeiro a 14 de março de 1986, e lançado pela antiga gravadora Polygram (hoje Universal Music).

Na época, o Capital Inicial contava com Loro Jones na guitarra, hoje substituído por Yves Passarell. Dinho Ouro Preto (vocal) e os irmãos Flávio (baixo) e Fê Lemos (bateria) se mantém firmes e fortes no grupo, cuja popularidade está maior do que nunca. Será legal conferir como a atual escalação do time tocará o ótimo repertório de seu álbum de estreia.

Quem quiser ver esse show imperdível terá de participar das promoções divulgadas nos sites da Mix TV e da Mix FM, além dos perfis do Capital Inicial situados em redes sociais como o Facebook. Saiba mais no site www.mixtv.com.br/albunsclassicos .

Ouça Fátima, com o Capital Inicial:

Kid Vinil relê seus clássicos em ótimo DVD

Por Fabian Chacur

Kid Vinil é aquele tipo de pessoa que já era multimídia antes mesmo de esse termo ser cunhado. Trabalhou em rádios, TV, gravadoras, jornais, revistas, sites e de quebra ainda liderou bandas de rock. Todos esses trabalhos tem em comum o cuidado, a entrega, a informação e o respeito aos fãs/leitores/espectadores/internautas/etc.

De quebra, ele é um dos caras mais legais e atenciosos que já tive a honra de conhecer nesse meio musical no qual frequentemente os egos exacerbados levam as pessoas a ter comportamentos não muito agradáveis nos momentos menos esperados. Não ele, um cara do bem desde sempre, sem senões ou restrições a serem apontadas por este que vos tecla.

Como cantor de rock, Kid viveu seu momento de maior sucesso comercial com o Magazine, banda que estourou nos anos 80 com hits como Sou Boy e ajudou efetivamente a abrir as portas para uma nova geração de bandas naqueles anos agitados, entre as quais Ultraje a Rigor, Ira!, Camisa de Vênus e tantas outras.

Agora tocando o barco com um novo grupo, o Kid Vinil Experience, ele lança o seu primeiro DVD, Vinil Ao Vivo, no qual dá uma bela geral nos momentos mais expressivos de sua trajetória de ótimos serviços prestados ao nosso belo, amado e visceral rock and roll.

Tendo como guitarrista e diretor musical o talentoso e versátil guitarrista Carlos Nishimiya, verdadeira sumidade em termos de rock e música pop em geral, Kid ainda conta com os ótimos McCoy (bateria, da banda Crazy Legs) e Carlos Rodrigues (baixo, do Continental Combo), que lhe proporcionam o acompanhamento musical exato para esse revival revigorado que não cai no saudosismo barato em nenhum momento.

Temos aqui 12 músicas, em show gravado na casa de shows Experience, em Novo Horizonte (SP) em 16 de julho de 2010. O repertório se concentra nos clássicos do Magazine dos anos 80, entre os quais pérolas do rock básico e bem-humorado como Sou Boy, Comeu, Pau Na Marginal, Tic Tic Nervoso, Tô Sabendo e Glube Glube No Clube.

A surpresa fica por conta de uma ótima regravação de Surfista Calhorda, maior hit do grupo punk oitentista gaúcho Replicantes. O registro do show é simples e sem grande parafernália visual, concentrando-se na energia de Kid, que felizmente continua sendo um ótimo e carismático vocalista de rock após esses anos todos.

As músicas são sempre antecedidas por comentários de Mr. Vinil, que conta deliciosas histórias e informações detalhadas sobre cada uma delas. Nos extras, temos também uma entrevista que oferece ainda mais “causos” sobre a riquíssima carreira desse verdadeiro rock and roll man. Um DVD mais do que indicado para os fãs do melhor rock brasileiro.

Tô Sabendo com o Kid Vinil Experience, ao vivo em 2012:

Pet Shop Boys voltam a SP em maio

Por Fabian Chacur

Os Pet Shop Boys voltam ao Brasil em breve. O consagrado duo pop eletrônico britânico, há 30 anos na estrada, tocará em São Paulo no dia 22 de maio às 21h30 no Credicard Hall, com ingressos custando de R$ 100 a R$ 500 (mais informações: fone 4003-5588 e www.ticketsforfun.com.br). A data faz parte de sua nova turnê mundial, intitulada Electric.

Criado pelo antes jornalista Neil Tennant (vocal) e pelo músico Chris Lowe (teclados), o Pet Shop Boys desde o início investiu em um som pop recheado de timbres eletrônicos e boas melodias de ambiência melancólica e climática. Estouraram logo de cara, em 1986, com o single porrada West End Girls, incluído em seu álbum de estreia, o ótimo Please.

Com o decorrer dos anos, esse grupo pop britânico tornou-se uma verdadeira fábrica de hits instantâneos para as pistas de dança e programações de rádios, emplacando delícias pop sacolejantes do nível de Domino Dancing, It’s a Sin, Always On My Mind, Being Boring, What Have I Done To Deserve This e It’s Alright.

Os shows dos Pet Shop Boys são sempre repletos de efeitos especiais, coreografias, iluminação criativa e outros elementos com forte apelo visual, além, é óbvio, de sua extensa quantidade de hits, o que funciona no melhor estilo “sua diversão garantida ou o seu dinheiro de volta”.

Veja o clipe de West End Girls, com os Pet Shop Boys:

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